
Gasolina registrada no Uiramutã é a mais cara de Roraima
Arquivo Pessoal
O município de Uiramutã, no extremo Norte de Roraima, tem a gasolina mais cara do estado. O litro do combustível chega a R$ 9,29, segundo o levantamento com preços médios feito pelo g1 e a Rede Amazônica em postos dos 15 municípios roraimenses.
Na outra ponta, o menor preço médio foi registrado em Cantá, onde o litro custa R$ 7,31. Em Boa Vista, o valor médio é de R$ 7,55, o terceiro menor entre as cidades do estado.
A diferença entre os preços chega a R$ 1,98 por litro entre os municípios mais caro e mais barato. Veja na tabela abaixo:
Cantá — R$ 7,31
Iracema — R$ 7,50
Boa Vista — R$ 7,55
Mucajaí — R$ 7,55
São João da Baliza — R$ 7,69
Caracaraí — R$ 7,75
Rorainópolis — R$ 7,79
Alto Alegre — R$ 7,90
Bonfim — R$ 8,00
Pacaraima — R$ 8,00
Amajari — R$ 8,20
Normandia — R$ 8,41
São Luiz — R$ 8,42
Caroebe — R$ 8,47
Uiramutã — R$ 9,29
Entre as capitais da região Norte, Boa Vista também aparece com o maior preço médio da gasolina. Enquanto na capital de Roraima o litro custa, em média, R$ 7,55, cidades como Macapá registram valores menores, de R$ 6,79, seguida por Rio Branco (R$ 6,93) e Palmas (R$ 6,99).
Outras capitais da região também têm preços abaixo, como Belém (R$ 7,19), Manaus (R$ 7,29) e Porto Velho (R$ 7,29).
A Coordenadoria Estadual de Defesa do Consumidor (Procon) de Roraima informou que notificou algumas empresas com requisição de informações.
Disse ainda que o Conselho Estadual de Defesa do Consumidor foi convocado para uma reunião extraordinária para deliberar ações contra o aumento, e que o encontro está previsto para ocorrer nos próximos dias.
Logística influencia nos preços
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de Roraima (Sindipostos-RR), João Victor Kotinski, fatores como volume de vendas, custos operacionais e logística influenciam diretamente no preço final cobrado nos municípios do interior.
“Uiramutã é uma cidade pequena e o posto vende muito pouco combustível. Então ele precisa de uma margem maior para conseguir sobreviver. Já um posto em Boa Vista vende muito mais e consegue ganhar na quantidade”, explicou.
Kotinski também destaca que os custos de manutenção e operação são maiores fora da capital. Isso ocorre porque serviços e deslocamentos ficam mais caros.
“Se eu chamo um mecânico para arrumar uma bomba em Boa Vista, ele pode cobrar R$ 50 de deslocamento. Para ir a um município do interior, esse custo pode chegar a R$ 150 ou mais, além do serviço. Tudo isso acaba impactando no preço final”, disse.
A distância e a dificuldade logística para transportar o combustível também influenciam nos valores, especialmente em municípios mais isolados.
“Uiramutã é muito distante. Para chegar lá de carro são quatro ou cinco horas de viagem. Então imagine a logística para levar esse combustível até o posto, o custo e o risco envolvidos”, completou.
O impacto da alta do petróleo com a guerra no Irã
Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia.
A alta ocorre em meio à intensificação das tensões, que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento da commodity, elevou o temor de restrições na oferta mundial e de diversos produtos derivados.
Veja reportagem sobre aumentos em Boa Vista:
Preço da gasolina sobe e chega a R$ 7,15 em Boa Vista
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