Notícias

Cinco jogadores são denunciados à Justiça por estupro coletivo em alojamento do Vasco-AC

Cinco jogadores são denunciados à Justiça por estupro coletivo em alojamento do Vasco-AC
Cinco jogadores são denunciados à Justiça por estupro coletivo em alojamento do Vasco-AC
Jogadores foram denunciados pelo MP-AC à Justiça por estupro em alojamento
Arquivo/Jhon Lennon e Sueli Rodrigues
O Ministério Público do Acre (MP-AC) ofereceu denúncia contra cinco jogadores por estupro de duas mulheres no alojamento do Vasco-AC, em Rio Branco um mês após o crime. Foram denunciados por estupro coletivo e de vulnerável Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Brian Peixoto Henrique Ilziario, Alex Pires Bastos Júnior, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes.
A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco nesta sexta-feira (13) e traz dois novos nomes que não tinham sido divulgados anteriormente: Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes.
📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp
👉 Contexto: Os atletas da Associação Desportiva Vasco da Gama (Vasco-AC) são investigados pelo estupro de duas mulheres dentro do alojamento do clube. O caso resultou na prisão em flagrante de Erick no dia 14 de fevereiro e na decretação de prisão temporária dos outros três no dia 17 daquele mês. No início deste mês, a Justiça havia negado liberdade aos suspeitos. Todos eles negam o crime.
Segundo a decisão, o MP-AC pediu à Justiça que Alex Pires Bastos Júnior, solto na última terça (10), Lucas e Bernardo voltem para a prisão.
Os advogados Robson Aguiar e Atevaldo Santana, que defendem os jogadores, falaram que ainda não foram comunicados da denúncia do MP-AC. Ambos confirmaram que Lucas de Abreu e Bernardo Barbosa são jogadores do Vasco-AC e foram ouvidos durante as investigações como testemunhas.
No Acre: quatro jogadores do Vasco-AC suspeitos pelo crime de estupro já estão presos
A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) concluiu o inquérito e tinha indiciado apenas Brian e Erick pelos crimes. Na mesma decisão, a Polícia Civil concluiu pelo não indiciamento dos demais.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário na segunda-feira (9).
Denúncia
O caso foi registrado na Deam em 14 de fevereiro, menos de um dia após o crime. À época, o delegado Alcino Souza, que estava de plantão, informou que encontrou as vítimas na Maternidade Bárbara Heliodora. Segundo ele, as mulheres haviam procurado a delegacia pela manhã, mas não conseguiram formalizar a ocorrência e foram encaminhadas para atendimento médico.
As vítimas relataram medo de retaliação e foram orientadas por uma assistente social a registrar a denúncia. Ainda conforme a polícia, as mulheres foram ao alojamento para se relacionar de forma consensual com os jogadores, mas teriam sido submetidas aos abusos posteriormente. “Você só vai até o ponto em que ambos querem. Então, foi nesse contexto a situação”, resumiu o delegado.
LEIA MAIS:
O que se sabe sobre caso dos jogadores suspeitos de estupro coletivo em alojamento do Vasco-AC
Patrocinadores rompem contrato com Vasco-AC após contratação do goleiro Bruno e prisão de jogadores
Com exceção de Erick, preso ainda no dia 14 de fevereiro, os outros três jogadores tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 15.
No dia 17, os três jogadores se entregaram à polícia. O primeiro a se entregar foi Alex (Lekinho), que foi até a Delegacia de Flagrantes (Defla), acompanhado do então treinador Eric Rodrigues e do advogado Robson Aguiar. Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario foram até a Deam com o advogado Atevaldo Santana.
No dia 19, o Vasco-AC fez sua estreia na Copa do Brasil na Arena da Floresta, em Rio Branco, e acabou eliminado pelo Velo Clube nos pênaltis. Antes da bola rolar, no entanto, o time acreano chamou atenção ao entrar em campo com camisas que estampavam os nomes de três dos quatro atletas presos.
Contudo, a ação foi repudiada em conjunto, pelos ministérios das Mulheres e do Esporte, que classificaram como ‘inaceitável’ a homenagem.
Ministérios repudiam homenagem a jogadores presos suspeitos de estupro coletivo no AC
O gesto dos atletas também é investigado pelo MP-AC. Além da ação, o órgão também vai fazer investigação própria sobre a denúncia de violência sexual e vai analisar se houve possível omissão da justiça desportiva do estado.
Em nota anterior, o Vasco-AC afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e que adotará as medidas cabíveis no âmbito interno, conforme o andamento das investigações.
Reveja os telejornais do Acre