
Fãs de Maradona seguram uma faixa que diz ”Justiça para Deus”
REUTERS/Agustin Marcarian
Uma das filhas de Diego Maradona, Gianinna, denunciou nesta terça-feira (21), no julgamento sobre as circunstâncias da morte de seu pai em 2020, uma “manipulação total e horrível” da família pela equipe médica que acompanhava a lenda do futebol argentino nas últimas semanas de vida.
“A manipulação foi total e horrível, eu me sinto como uma idiota”, declarou Gianinna, de 36 anos.
Segundo o jornal local Clarín, ela apontou para três dos acusados julgados em San Isidro, perto de Buenos Aires, por negligências potencialmente fatais: o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz.
“Eu confiei nessas três pessoas e tudo o que fizeram foi nos manipular e deixar meu filho sem avô”, disse durante a audiência.
Sete profissionais de saúde (médico, psiquiatra, psicólogo e enfermeiros) estão sendo julgados por sua possível responsabilidade na morte de Maradona.
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O jogador faleceu aos 60 anos em decorrência de uma crise cardiorrespiratória e de um edema pulmonar, sozinho em sua cama em uma residência alugada, onde estava em recuperação após uma neurocirurgia sem complicações.
No depoimento, Gianinna disse que disse que a internação domiciliar intensiva de Maradonna foi uma recomendação de Luque.
“Ele explicou que, se isso não funcionasse, tinha outra opção, mas que primeiro deveríamos tentar a internação domiciliar, que naquele momento era a melhor opção. Não foi uma decisão tomada da noite para o dia. Com a perspectiva que tenho hoje, ouvindo as gravações, não consigo imaginar que estivessem planejando algo diferente”, afirmou.
Gianinna relatou as últimas vezes que viu seu pai, nos dias 17 e 18 de novembro, uma semana antes de sua morte.
Segundo ela, o psicólogo Díaz pediu para que Maradonna não recebesse visitas, para que não fosse “sobrecarregado” e para “lhe dar espaço”.