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Em disputa por herança, herdeiros alegam que pai tinha vasectomia para pedir anulação de registro de criança em MG

Em disputa por herança, herdeiros alegam que pai tinha vasectomia para pedir anulação de registro de criança em MG
Em disputa por herança, herdeiros alegam que pai tinha vasectomia para pedir anulação de registro de criança em MG
Pedido foi negado em 1° instância e decisão mantida em 2°
Reprodução/Eulalio Miranda
Uma disputa por herança levou herdeiros de um homem já falecido à Justiça, em João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais. Eles pediram a realização de um exame de DNA para tentar anular o registro de nascimento de uma criança registrada como filha dele.
Segundo os herdeiros, o homem havia feito vasectomia e teria sido coagido pela mãe da criança a reconhecê-la como filha.
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O pedido para realização do exame de DNA foi negado pela Justiça em 1ª Instância. A família recorreu da decisão, mas o entendimento foi mantido em 2ª Instância. Ainda cabe recurso.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não divulgou os nomes das partes envolvidas nem dos advogados. Por isso, não foi possível localizar as defesas para comentar o caso.
Ao negar o pedido, a relatora do caso, desembargadora Ana Paula Caixeta, afirmou que o registro de paternidade é presumido como verdadeiro até que haja provas concretas em sentido contrário. Segundo ela, o documento só pode ser anulado quando há comprovação de vício de vontade ou de consentimento.
A desembargadora também destacou que o pedido de exame de DNA, por si só, não substitui a necessidade de indícios mínimos de que o homem teria sido enganado. Ela ressaltou ainda que os herdeiros não apresentaram provas da suposta coação.
Herdeiros alegam que homem era vasectomizado
Para justificar o pedido, os herdeiros afirmaram que o homem havia feito vasectomia e que não existia vínculo biológico nem socioafetivo com a criança.
Os herdeiros alegaram ainda que o exame de DNA seria a única forma de confirmar se a menina era filha biológica do homem.
No entanto, segundo a magistrada, os herdeiros não apresentaram provas de que o homem havia feito vasectomia.
Em nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que não pode divulgar mais detalhes porque o caso tramita em segredo de Justiça.
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