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Conselho de Ética aprova nova suspensão de Marcos Pollon após deputado xingar Hugo Motta

Conselho de Ética aprova nova suspensão de Marcos Pollon após deputado xingar Hugo Motta
Conselho de Ética aprova nova suspensão de Marcos Pollon após deputado xingar Hugo Motta
Deputado Marcos Pollon (PL-MS).
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou, nesta sexta-feira (9), por 9 votos a 4, uma nova suspensão do mandato do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) por 60 dias. A punição foi recomendada pelo relator do processo, o deputado federal Ricardo Maia (MDB-BA).
Pollon é alvo de uma representação apresentada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. O parlamentar é acusado de fazer declarações consideradas ofensivas contra o presidente da Câmara, Hugo Motta, durante uma manifestação realizada em Campo Grande, em agosto do ano passado.
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Em maio deste ano, o deputado já havia recebido outra punição de suspensão do mandato por 60 dias, aprovada pelo Conselho de Ética. Na ocasião, o processo teve como base a ocupação da Mesa Diretora da Câmara durante a sessão plenária realizada em 5 de agosto de 2025. Pollon recorreu da primeira decisão.
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A palavra final sobre a nova suspensão caberá ao plenário da Câmara dos Deputados. Para que a punição seja confirmada, são necessários os votos favoráveis da maioria absoluta da Casa, equivalente a 257 deputados.
Ao criticar a ausência de votação do projeto que prevê anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, durante uma manifestação em Campo Grande, Pollon também fez declarações consideradas ofensivas contra o presidente da Câmara dos Deputados.
“A anistia está na conta da p… do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m″, disse na oportunidade.
O relator do processo, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), afirmou que a imunidade parlamentar não se aplica a “atos incompatíveis com a dignidade do Parlamento”.
“Há nítida distinção entre criticar uma decisão política ou posicionamento institucional – o que é não apenas legítimo mas essencial ao debate democrático – e proferir ofensas de caráter pessoal, que nada agregam ao debate público”, disse o relator.
Após a decisão, Pollon se pronunciou. “Isso jamais poderia entrar neste recinto. Aqui é a instância máxima da representação popular. Nessa casa se encontram 100% dos votos válidos. O que é praticado aqui acaba sendo copiado em outras casas legislativas Brasil afora”.
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