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Profissionais da educação de Curitiba suspendem greve após acordo com prefeitura e aulas retornam nesta quinta (9)

Profissionais da educação de Curitiba suspendem greve após acordo com prefeitura e aulas retornam nesta quinta (9)
Profissionais da educação de Curitiba suspendem greve após acordo com prefeitura e aulas retornam nesta quinta (9)
Profissionais da educação iniciam greve em Curitiba
A greve dos profissionais da rede municipal de educação de Curitiba suspenderam na noite desta quarta-feira (8) a greve iniciada pela manhã. A decisão foi tomada após assembleia do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc).
Algumas escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) tiveram as aulas suspensas. Segundo o Sismuc, 216 CMEIs aderiram à paralisação. Já o secretário municipal de educação, Paulo Schmidt, afirmou que cerca de 95% das unidades atenderam os alunos, apesar da paralisação.
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Segundo as lideranças dos sindicais, a suspensão da greve foi definida após reunião com a prefeitura de Curitiba durante a tarde.
A coordenadora-geral do SISMUC, Juliana Mildemberg, destacou que a paralisação pode ser retomada caso as medidas acordadas com a prefeitura não sejam tomadas. “A categoria definiu por suspender a greve, não encerrar a greve e voltar a qualquer tempo se a prefeitura não cumprir com qualquer um dos pontos negociados em mesa hoje, que foram assumidos como compromissos pela gestão municipal”, disse.
Segundo o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (SISMMAC) e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), a paralisação foi motivada por uma série de reivindicações da categoria. São elas:
Falta de profissionais nas escolas, com sobrecarga e adoecimento de professores;
Ausência de apoio para inclusão, com falta de profissionais especializados e turmas superlotadas;
Desorganização no início do ano letivo, com orientações improvisadas e aulas fora da área de formação dos docentes;
Problemas estruturais nas escolas, como obras inacabadas e uso de espaços improvisados
Falhas na instalação de ar-condicionado, com equipamentos que não funcionam ou oferecem riscos
Desvalorização profissional, com falta de reconhecimento para professores com especialização, mestrado e doutorado
No início da manhã, os profissionais se concentraram na Praça 19 de Dezembro, no Centro da capital, e partiram em caminhada em direção à prefeitura. Os profissionais da educação estavam em estado de greve desde novembro de 2025
Decisão da Justiça
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) considerou ilegal a paralisação. Em uma primeira liminar, o desembargador Ramon de Medeiros Nogueira disse que a “greve é abusiva” e estabeleceu multa diária de R$ 100 mil ao Sismmac, caso o movimento fosse iniciado, além do desconto dos salários dos servidores que aderirem.
A decisão indica que não houve esgotamento das negociações, nem garantia de percentual mínimo de servidores em atividade. Também aponta que o prazo mínimo de 72 horas para comunicação da greve não foi respeitado.
Uma segunda liminar, assinada pelo desembargador Coimbra de Moura, determinou que o Sismuc não iniciasse a paralisação nem impedisse o acesso de servidores e usuários às unidades educacionais. O descumprimento prevê multa diária de R$ 20 mil.
O que diz a prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que as escolas e CMEIs devem manter atendimento normal. A administração afirmou que o diálogo com os sindicatos segue aberto e destacou a contratação de cerca de 1,2 mil profissionais para a rede.
Segundo a prefeitura, também houve avanços na carreira dos servidores, com progressões e atualizações salariais nos últimos anos, além de propostas para ampliar vagas de crescimento e melhorar percentuais de avanço.
‘Na prática, isso significa muito mais vagas já neste processo de crescimento, ampliando de forma concreta as oportunidades para quem se inscreveu […] A Prefeitura também apontou aumento nos percentuais de crescimento na carreira, melhoria no vale-alimentação e sinalizou que os próximos ciclos podem ser ainda maiores”, afirma a nota.
Profissionais da educação municipal iniciam greve em Curitiba
Reprodução/RPC
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