
Influenciador investigado em esquema de R$ 260 milhões com jogo do tigrinho é preso em GO
O influenciador Gildázio Cardoso, de 25 anos, conhecido nas redes sociais como “Mulherzona”, foi preso em Goiânia durante uma operação da Polícia Civil contra um esquema que movimentou em dois anos R$ 260 milhões em jogos ilegais, como o “jogo do tigrinho”.
O mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão foi cumprido na segunda-feira (27). Nas redes sociais, Gildázio acumula 29 mil seguidores e costuma publicar vídeos humorísticos e entrevistando celebridades. Ele é natural de Roraima, mas vive atualmente na capital goiana.
O g1 não conseguiu localizar a defesa do influenciador até a última atualização desta reportagem.
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A Operação Mantus foi realizada pela Polícia Civil de Roraima e contou com apoio da Polícia Civil de Goiás, por intermédio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Além do influenciador, outras sete pessoas foram presas.
Segundo a investigação, o influenciador é suspeito de integrar um grupo voltado à prática de crimes relacionados à exploração de jogos de azar, delitos contra o consumidor e lavagem de dinheiro.
Gildázio Cardoso, de 25 anos, conhecido nas redes sociais como ‘Mulherzona’, foi preso em Goiânia
Reprodução/Instagram de Gildázio Cardoso
Investigação
A delegada da PCGO, Lara Soares, explicou a atuação do influenciador digital preso na capital.
“O alvo preso em Goiânia é um influenciador digital investigado por divulgar essas plataformas ilegais, como, por exemplo, o jogo do tigrinho. Ele é oriundo de Roraima e estava residindo há pouco tempo aqui em Goiânia, sem vínculos familiares relevantes aqui”, disse.
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De acordo com a investigadora, Gildázio passou por uma audiência de custódia e segue preso. “Também foi apreendido com ele um aparelho eletrônico que vai passar por perícia, esse aparelho vai ser encaminhado para a Polícia Civil de Roraima, enquanto esse indivíduo vai ficar preso aqui”, disse.
Lara detalhou o perfil dos investigados, que são, em sua maioria, influenciadores digitais, que usavam as redes sociais como meio de divulgação dessas plataformas ilegais. No entanto, a investigação também tem como alvo outros, como pessoas ligadas à estrutura do esquema, empresários e colaboradores.
“Esses jogos, como, por exemplo, o jogo do tigrinho, eles operam à margem da legislação brasileira. Frequentemente, eles são divulgados com promessas irreais de ganhos fáceis, induzindo esses consumidores a erro, além do potencial prejuízo que pode causar às vítimas. Muitas delas entram em depressão”, afirmou a delegada.
Segundo ela, quem explora e divulga esses jogos pode responder por contravenção penal de exploração de jogo de azar, crimes contra o consumidor, de publicidade enganosa, e também lavagem de dinheiro.
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