
Tomate, manteiga e arroz puxaram alta da cesta básica de Campinas (SP) em janeiro de 2026, que atingiu maior valor desde julho de 2025
Arte g1
Você já parou para pensar quantas horas por mês é preciso trabalhar em Natal para comprar comida? Ou que porcentagem do salário mínimo é gasta com alimentos básicos – os presentes na cesta básica?
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) faz esse cálculo para cada capital do país, em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
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De acordo com o levantamento, Natal é a quinta capital do país onde as pessoas precisam trabalhar menos para comprar os alimentos da cesta básica: 83 horas e 43 minutos por mês.
O relatório de fevereiro mostrou que São Paulo é a capital onde as pessoas mais precisam trabalhar para comprar os alimentos básicos, seguida por Rio de Janeiro (112h14) e Florianópolis (108h14).
➡️ Em fevereiro deste ano, Natal teve a maior alta no preço da cesta básica no mês de fevereiro entre as capitais brasileiras, segundo o Dieese: o preço da cesta básica na capital potiguar aumentou 3,52% entre janeiro e fevereiro.
Veja gráfico abaixo:
Gráfico mostra as horas de trabalho gastas por mês para adquirir alimentos.
Arte/g1
Percentual de alimentação no salário mínimo
Na capital potiguar, a cesta básica em fevereiro custou, em média, R$ 616,84, segundo o Dieese. Esse valor representa 41,14% do salário mínimo. Ou seja, esse é o percentual que o trabalhador potiguar precisa gastar de um salário mínimo para comprar os alimentos básicos no mês.
A média nacional foi de 46,13% do rendimento líquido para comprar a cesta básica nas 27 capitais pesquisadas.
O cálculo considera o salário já com o desconto de 7,5% da contribuição para a Previdência Social.
São Paulo também lidera o ranking de comprometimento da renda: 56,88% do salário mínimo é gasto com a cesta básica. Já Aracaju aparece no fim da lista, com 37,54% do salário comprometido (veja abaixo).
O relatório também estima qual deveria ser o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família. Em fevereiro, esse valor deveria ter sido de R$ 7.164,94 — cerca de quatro vezes maior que o piso atual de R$ 1.621.
O cálculo é feito com base no custo da cesta básica mais cara do país, que naquele mês foi a de São Paulo.
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Porcentagem do salário mínimo utilizada para comprar comida.
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