Mulher do traficante Rabicó foi presa em São Gonçalo durante operação da Polícia Civil
A Polícia Civil do RJ iniciou, nesta sexta-feira (29), mais uma fase da Operação Contenção, contra a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e a estrutura de lavagem de dinheiro da facção. Até a última atualização desta reportagem, 16 mandados de prisão haviam sido cumpridos.
Uma das presas, Raquel Neves dos Santos Mendonça, é mulher de Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, um dos chefões da facção. Ele também era procurado.
Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE), responsável pela investigação, o esquema movimentou mais de R$ 453 milhões e tinha como base a lavagem de recursos obtidos com o tráfico de drogas, principalmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.
As ações ocorrem simultaneamente em municípios do Rio de Janeiro, como a capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti. Também houve cumprimento de mandados em cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.
Polícia Civil faz operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho
De acordo com a Polícia Civil, a investigação durou 1 ano e meio e identificou uma estrutura com atuação interestadual voltada à lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho.
Segundo os investigadores, Rabicó mantinha uma rede de empresas de fachada e utilizava terceiros para ocultar patrimônio e movimentar valores obtidos com atividades criminosas. A polícia afirma que ele atuava como um dos principais operadores financeiros da facção.
A apuração apontou que o grupo usava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em dinheiro vivo e notas fiscais falsas para dar aparência de legalidade aos recursos do tráfico.
Ainda de acordo com a investigação, empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas transferiam milhões de reais para contas do investigado e de empresas ligadas a ele. A polícia também apurou indícios de receptação qualificada e da compra de materiais de origem suspeita.
Durante as diligências, agentes da DRE monitoraram áreas usadas para a queima clandestina de cabos de cobre e estabelecimentos vinculados ao grupo investigado.
Os valores movimentados pelo esquema foram identificados por meio de relatórios de inteligência financeira, análises bancárias, quebras de sigilos fiscal, telefônico e telemático e cruzamento de dados patrimoniais, segundo a Polícia Civil.
A Operação Contenção mobilizou policiais civis de diversas unidades especializadas e contou ainda com apoio da Polícia Militar. O objetivo, segundo a corporação, é desarticular a estrutura financeira que sustenta o tráfico de drogas e enfraquecer a capacidade econômica do Comando Vermelho.
A Polícia Civil do RJ iniciou, nesta sexta-feira (29), mais uma fase da Operação Contenção, contra a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e a estrutura de lavagem de dinheiro da facção. Até a última atualização desta reportagem, 16 mandados de prisão haviam sido cumpridos.
Uma das presas, Raquel Neves dos Santos Mendonça, é mulher de Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, um dos chefões da facção. Ele também era procurado.
Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE), responsável pela investigação, o esquema movimentou mais de R$ 453 milhões e tinha como base a lavagem de recursos obtidos com o tráfico de drogas, principalmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.
As ações ocorrem simultaneamente em municípios do Rio de Janeiro, como a capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti. Também houve cumprimento de mandados em cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.
Polícia Civil faz operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho
De acordo com a Polícia Civil, a investigação durou 1 ano e meio e identificou uma estrutura com atuação interestadual voltada à lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho.
Segundo os investigadores, Rabicó mantinha uma rede de empresas de fachada e utilizava terceiros para ocultar patrimônio e movimentar valores obtidos com atividades criminosas. A polícia afirma que ele atuava como um dos principais operadores financeiros da facção.
A apuração apontou que o grupo usava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em dinheiro vivo e notas fiscais falsas para dar aparência de legalidade aos recursos do tráfico.
Ainda de acordo com a investigação, empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas transferiam milhões de reais para contas do investigado e de empresas ligadas a ele. A polícia também apurou indícios de receptação qualificada e da compra de materiais de origem suspeita.
Durante as diligências, agentes da DRE monitoraram áreas usadas para a queima clandestina de cabos de cobre e estabelecimentos vinculados ao grupo investigado.
Os valores movimentados pelo esquema foram identificados por meio de relatórios de inteligência financeira, análises bancárias, quebras de sigilos fiscal, telefônico e telemático e cruzamento de dados patrimoniais, segundo a Polícia Civil.
A Operação Contenção mobilizou policiais civis de diversas unidades especializadas e contou ainda com apoio da Polícia Militar. O objetivo, segundo a corporação, é desarticular a estrutura financeira que sustenta o tráfico de drogas e enfraquecer a capacidade econômica do Comando Vermelho.