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Vale do Ribeira preserva tradição japonesa e produz chá preto único no Brasil; VÍDEO

Vale do Ribeira preserva tradição japonesa e produz chá preto único no Brasil; VÍDEO
Vale do Ribeira preserva tradição japonesa e produz chá preto único no Brasil; VÍDEO
Roteiro turistíco do chá movimenta o Vale do Ribeira
O Vale do Ribeira, no interior de São Paulo, guarda a tradição do cultivo de chá trazida por imigrantes japoneses e abriga a única fábrica do país a produzir chá preto em larga escala.
A Rota do Chá, em Registro e Sete Barras, destaca a tradição do cultivo e produção da bebida, reconhecida nacionalmente pela qualidade e pela história ligada às comunidades japonesas. As plantações estão abertas à visitação, com colheitas participativas e experiências de fabricação.
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Com visitas guiadas, atividades culturais e degustações, o projeto aproxima moradores e turistas das práticas ligadas ao chá, promovendo sustentabilidade e identidade local.
O cultivo ocorre em ambiente úmido e solo fértil, ideais para a planta. As folhas são colhidas manualmente e passam por vaporização, pré-secagem, secagem, torra e moagem, resultando em diferentes sabores e aromas.
A matéria-prima é a Camellia sinensis, espécie asiática responsável por todos os tipos de chá tradicionais, como verde, preto e oolong. O que diferencia os sabores é o processo.
A tradição do cultivo na região é fortemente ligada à história das comunidades japonesas que se estabeleceram no interior paulista a partir da década de 1930.
Divulgação / Secretaria de Turismo de Registro
Em reportagem da TV Tribuna, Ryogo Amaya contou que sua família mantém a única fábrica do país a produzir chá preto em larga escala. “O plano era plantar arroz, mas o que deu certo foi o chá. Meu avô começou na década de 30, pelo clima, e o que deu certo foi o chá”.
Nos anos 1980, o setor enfrentou crise econômica, com queda no consumo interno e dificuldade de competir com o mercado internacional. Muitas fábricas fecharam e áreas cultivadas foram reduzidas.
Miriam Yamamaru, de Sete Barras, relembra que seus pais chegaram em 1952 e começaram a plantar por incentivo de conhecidos. “O turismo depende do chá e o chá depende do turismo. Resgatar [essa tradição] foi importante […] A biodiversidade, a floresta, essa natureza, eu acho que atraí os olhares de quem vem ‘pra cá’”.
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Divulgação
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