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Câmara de Rosário abre CPI para investigar verbas da educação

Câmara de Rosário abre CPI para investigar verbas da educação
Câmara de Rosário abre CPI para investigar verbas da educação
Câmara de Rosário abre CPI para investigar verbas da educação
Divulgação
A Câmara Municipal de Rosário aprovou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a aplicação de recursos da educação no município, incluindo verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A decisão foi tomada durante a 12ª sessão ordinária da Casa Legislativa, realizada na segunda-feira (8).
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A criação da CPI foi oficializada por meio de uma portaria assinada pela presidência da Câmara.
Segundo a portaria, a CPI da Educação vai analisar o uso de recursos do Fundeb, do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e de outras verbas da educação. A investigação vai abranger o período de 2 de janeiro de 2025 até o momento atual.
Vereadores destacam falta de transparência na aplicação dos recursos
O vereador Gustavo Reis, autor do requerimento e presidente da comissão, afirmou que a CPI atende a um pedido da população por mais transparência no uso dos recursos públicos.
Segundo ele, a investigação também pretende apurar denúncias sobre problemas na infraestrutura das escolas e no transporte escolar.
“Queremos saber para onde estão indo os recursos e se eles estão sendo aplicados corretamente para a população”, declarou.
Durante a sessão, vereadores relataram problemas como escolas fechadas e falhas no transporte escolar. Houve casos de ônibus quebrados durante o trajeto, o que prejudicou alunos da rede municipal.
Papel de fiscalização da Câmara
A Câmara Municipal afirmou que a instalação da CPI reforça o papel constitucional do Legislativo na fiscalização da administração pública.
A comissão poderá solicitar documentos e informações, realizar diligências, convocar responsáveis para prestar esclarecimentos e produzir relatórios técnicos sobre os fatos investigados.
Os trabalhos seguirão as regras previstas na Constituição Federal, na Lei Orgânica do Município e no regimento interno da Câmara.
Prazo de conclusão
A CPI da Educação terá prazo inicial de 120 dias a partir de sua instalação. O período pode ser prorrogado, conforme o regimento interno.
Ao fim da investigação, será elaborado um relatório final com as diligências realizadas, os fatos apurados, as conclusões da comissão e possíveis recomendações aos órgãos competentes.
Instalação acontece em meio a embates políticos
A criação da CPI ocorre em meio a uma tensão entre o Legislativo e a gestão do prefeito Jonas Magno (PDT).
Durante a sessão, vereadores também criticaram demissões de servidores contratados pela administração municipal. Eles afirmaram que as demissões têm causado impactos sociais e defenderam mais fiscalização sobre o Executivo.
Segundo a Câmara, a CPI da Educação representa um compromisso com a transparência, o uso correto dos recursos públicos e o fortalecimento da gestão da educação no município.
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