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Suspensão de terapias para crianças com autismo preocupa famílias no interior de SP

Suspensão de terapias para crianças com autismo preocupa famílias no interior de SP
Suspensão de terapias para crianças com autismo preocupa famílias no interior de SP
Sem repasses, clínicas suspendem atendimento de terapia a crianças autistas em Araras
Famílias de Araras (SP) estão preocupadas com a suspensão dos atendimentos de crianças com autismo em clínicas conveniadas ao São Luís Saúde por conta de atraso em repasses. Pais e responsáveis afirmam que a interrupção das terapias tem impactado diretamente o desenvolvimento e a rotina dos filhos.
A EPTV, afiliada da TV Globo, entrou em contato com o convênio São Luís Saúde, mas não obteve retorno até a última atualização dessa reportagem.
Já as clínicas Neurobrink e Espaço Guiar informaram que os atendimentos seguem suspensos por tempo indeterminado e só retornarão mediante a regularização das pendências financeiras.
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Tratamento interrompido
Crianças com autismo tem tratamento interrompido em Araras, SP
Leandro Vicari/EPTV
Ingryd Adriana de Moraes, funcionária pública e mãe do Gabriel, lembra que o filho também tinha autismo nível 3 e conseguiu evoluir para o nível 1 após anos de tratamento.
“Eu tinha muito medo de não ter alguma coisa no futuro. Eu queria pelo menos o mínimo e hoje eu tenho tudo, graças a Deus.”, disse.
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Segundo Ingryd, a clínica informou que a suspensão ocorreu por falta de repasse financeiro e que não há previsão de regularização. “É uma coisa que eles precisam, as crianças precisam das terapias e eles correm um risco muito grande de regressão”, disse.
Lorrayne Pasqualini, autônoma e mãe do Hugo, conta que o filho foi diagnosticado com autismo nível 3 e faz terapias diariamente das 7h às 11h30 antes de ir para a escola.
“Agora a gente não tem nenhuma previsão de nada. Simplesmente o convênio fica mudo, agora a clínica também fica muda porque eles não têm mais o que falar para gente. Agora todo mundo está em silêncio”, disse Lorrayne.
“Eles passaram que já tava tendo um atraso da parte do convênio, que desde setembro eles tavam atrasando a mensalidade com eles. E foi feito um acordo em dezembro que eles parcelaram com a clínica. E desse acordo que foi feito, eles pagaram uma ou duas [parcelas]”, afirmou Majoy Sgobbi, corretora de imóveis e mãe de criança com autismo.
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