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  • Servidora do Ibama descobre periquito azul no Tocantins

    Servidora do Ibama descobre periquito azul no Tocantins

    Servidora do Ibama descobre periquito azul no Tocantins
    Registro de periquito-de-encontro-amarelo com coloração azul
    Bianca Montanaro/Ibama
    Uma servidora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) registrou um caso raro de alteração genética em uma ave silvestre no Tocantins. O flagrante mostra um periquito-de-encontro-amarelo com coloração azul, resultado de uma condição genética conhecida como cianismo.
    A foto foi feita pela analista ambiental Bianca Montanaro durante uma atividade de observação de aves em São Félix do Tocantins, no leste do estado. Segundo a servidora, registros desse tipo em vida livre são raros.
    “Flagrantes desse tipo em vida livre são raros e valiosos, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a variabilidade natural das espécies e reforçar a importância da conservação da biodiversidade”, afirmou.
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    O periquito-de-encontro-amarelo é uma espécie comum no Brasil, especialmente em áreas abertas, regiões do Cerrado e ambientes urbanos. A ave foi identificada em meio a um bando que se alimentava em uma plantação de milho.
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    Condição genética rara
    O cianismo está relacionado à ausência de pigmentos responsáveis pelas cores amarelas, laranjas e vermelhas nas penas, chamados de psitacina.
    Como a coloração verde das aves resulta da combinação entre o amarelo e o azul, a falta desses pigmentos faz com que o animal apresente tonalidade predominantemente azul.
    De acordo com o Ibama, o cianismo afeta apenas a coloração da ave, sem evidências de prejuízos diretos à saúde.
    No entanto, na natureza, a alteração pode representar desvantagens, como menor camuflagem, maior exposição a predadores, dificuldades de reconhecimento entre indivíduos e possíveis impactos no sucesso reprodutivo.
    Periquito-de-encontro-amarelo sem a condição genética
    Bianca Montanaro/Ibama
    A condição é genética, assim como o albinismo em seres humanos, e tende a permanecer rara em populações naturais. Isso ocorre porque indivíduos com essa característica podem ter menor taxa de sobrevivência e reprodução.
    No Tocantins, a ave é frequentemente observada e apresenta coloração bastante estável, o que torna variações como o cianismo ainda mais incomuns.
    Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
  • ‘Forró da AABB’ reúne Adelmario Coelho, Chambinho do Acordeon, Flor Serena, Jeanne Lima e mais em evento pré-São João

    ‘Forró da AABB’ reúne Adelmario Coelho, Chambinho do Acordeon, Flor Serena, Jeanne Lima e mais em evento pré-São João

    ‘Forró da AABB’ reúne Adelmario Coelho, Chambinho do Acordeon, Flor Serena, Jeanne Lima e mais em evento pré-São João
    Forró da AABB em Salvador
    Divulgação
    Nomes tradicionais do forró vão se apresentar em um evento de pré-São João promovido pela Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) em Salvador. O “Forró da AABB” acontecerá em duas edições neste ano, nos dias 8 e 22 de maio, a partir das 20h, na sede da Associação, em Piatã.
    No primeiro dia de evento, subirão ao palco nomes como o cantor e sanfoneiro Adelmario Coelho, Chambinho do Acordeon, Flor Serena e Jeanne Lima. A programação contará também com apresentações no coreto, que recria o clima das festas juninas das cidades do interior. O forrozeiro Chico Leitte e banda Bilal do Forró serão as atrações do palco alternativo.
    A realização de duas edições é a novidade deste ano. Até o momento, foram divulgadas apenas as atrações do evento do dia 8 de maio.
    Os artistas prometem uma noite dedicada ao autêntico forró, com repertórios que reúnem sucessos consagrados e clássicos do gênero.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Os ingressos já estão disponíveis na secretaria da AABB Salvador e também através da internet. Confira os valores:
    Associado: R$ 85
    Meia: R$ 100
    Inteira: R$ 200
    Solidário: R$ 110 + 1 kg de alimento

    Também é possível adquirir o passaporte para as duas edições pelos seguintes valores:
    Associado: R$ 140
    Meia: R$ 180
    Inteira: R$ 360
    Solidário: R$ 200
    Adelmario Coelho, Chambinho do Acordeon, Flor Serena, Jeanne Lima, Chico Leite e Bilal do Forró se apresentam no Forró da AABB 2026
    Divulgação
    A organização do evento destaca que a cenografia temática promete transportar o público para as festividades juninas, com elementos como bandeirolas, coretos, igrejas cenográficas e fogueiras, criando uma atmosfera típica das tradicionais festas das cidades do interior da Bahia.
    Outro destaque é a praça de alimentação, que contará com uma variedade de comidas e bebidas típicas do período junino.
    A estrutura também inclui segurança, equipe médica e estacionamento.
    SERVIÇO
    Forró da AABB 2026
    Quando: 8 e 22 de maio, a partir das 20h
    Onde: AABB Salvador – R. Dep. Paulo Jackson, 869 – Piatã, Salvador – BA
    Atrações 08/05: Adelmario Coelho, Chambiho do Acordeon, Flor Serana, Jeanne Lima, Chico Leite e Bilal do Forró
    Atrações 22/05: Ainda não foram divulgadas
    Forró da AABB em Salvador
    Divulgação
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  • Piloto resgatado no Irã está gravemente ferido e é muito corajoso, diz Trump

    Piloto resgatado no Irã está gravemente ferido e é muito corajoso, diz Trump

    Piloto resgatado no Irã está gravemente ferido e é muito corajoso, diz Trump
    Trump confirma que piloto americano foi resgatado: ‘são e salvo’
    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o piloto resgatado no Irã neste domingo (5) está gravemente ferido. Trump disse que o militar é “muito corajoso” por ter sobrevivido às buscas iranianas até as forças norte-americanas chegarem até ele.
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    “Resgatamos o membro da tripulação/oficial de um F-15, gravemente ferido e extremamente corajoso, de dentro das montanhas do Irã. As Forças Armadas iranianas estavam o procurando intensamente, em grande número, e se aproximando. Ele é um coronel altamente respeitado. Esse tipo de operação raramente é tentado por causa do risco para ‘homens e equipamentos’. Simplesmente não acontece! A segunda operação veio após a primeira, na qual resgatamos o piloto em plena luz do dia, também algo incomum, permanecendo por sete horas sobre o Irã. Uma demonstração INCRÍVEL de coragem e habilidade por parte de todos! Deus abençoe nossos grandes GUERREIROS MILITARES!”, afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.
    O piloto foi resgatado em território iraniano neste domingo após uma operação dos EUA que durou dois dias. Ele não teve sua identidade revelada até o momento, porém é “um coronel altamente respeitado”, segundo Trump.
    Presidente dos EUA, Donald Trump, dá detalhes sobre resgate de piloto no Irã em 5 de abril de 2026.
    Reprodução/Donald Trump no Truth Social
    O militar estava em um caça F-15E que derrubado por defesas aéreas iranianas na última sexta-feira. Um outro tripulante que também estava a bordo da aeronave foi salvo ainda na sexta.
    A informação de que o piloto está gravemente ferido parece contradizer uma publicação anterior do próprio Trump, quando ele confirmou o resgate e disse que o militar “sofreu ferimentos, mas ficará bem”. Até a última atualização desta reportagem, não havia mais detalhes sobre o estado de saúde do piloto dos EUA.
    O piloto foi levado para o Kuwait para receber tratamento médico, afirmaram autoridades militares ao jornal “The New York Times”. O resgate ocorreu em meio a um “tiroteio pesado”, segundo a Reuters, e o Irã alega ter destruído diversas aeronaves dos EUA que participaram da operação. No entanto, Trump e a mídia dos EUA afirmam que todas as tropas norte-americanas conseguiram deixar o território iraniano em segurança.
    Na nova publicação, Trump também deu mais detalhes sobre a corrida contra o tempo que os EUA travavam contra o Irã para chegar até o piloto. Havia um temor de que o militar pudesse ser sequestrado pelo regime iraniano, e o presidente norte-americano disse que “estavam o procurando intensamente, em grande número e se aproximando.
    A operação para resgatar o piloto contou com o envolvimento de centenas de tropas de operações especiais, mobilização de dezenas de aeronaves, que realizaram um monitoramento constante no espaço aéreo iraniano e extraíram o militar em segurança.
    Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, se as autoridades iranianas têm a dimensão exata de como a operação americana foi executada.
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    Contexto da operação de resgate
    O caça F-15E foi abatido por defesas aéreas iranianas em uma região montanhosa no sudoeste do país. Dois tripulantes estavam a bordo e conseguiram ejetar antes da queda. Enquanto um dos militares foi localizado e salvo por forças dos EUA poucas horas após o incidente, o segundo permanecia desaparecido até então.
    Gif mostra caça F-35 sendo alvejado pelo Irã
    Reprodução
    Além do F-15E, um segundo avião militar americano, modelo A-10 Thunderbolt II, também teria sido abatido na sexta-feira perto do Estreito de Ormuz. O piloto desta segunda aeronave, que estava sozinho, foi resgatado com sucesso — contou o jornal The New York Times.
    Corrida contra o tempo e recompensas
    Iranianos pegam em armas para tentar capturar piloto americano desaparecido
    A busca pelo tripulante do F-15E tornou-se uma “corrida contra o relógio”. O regime iraniano mobilizou tropas por terra e ofereceu uma recompensa de US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil) para moradores que ajudassem a capturar o piloto americano.
    A missão de resgate enfrentou forte resistência. Vídeos divulgados pela mídia estatal iraniana mostraram homens armados disparando contra helicópteros Black Hawk da Força Aérea dos EUA que vasculhavam a área. Fontes do governo americano confirmaram que aeronaves foram atingidas por fogo inimigo, mas conseguiram retornar às bases.
    O episódio marca a primeira vez na guerra que aviões tripulados dos EUA são abatidos dentro do território iraniano. O presidente Donald Trump, que anteriormente havia declarado que a defesa aérea do Irã estava fragilizada, deu um ultimato de 48 horas para que o país aceite um acordo, sob ameaça de ataques severos a infraestruturas de energia e petróleo.
  • Por que celebramos a Páscoa com coelhos e ovos?

    Por que celebramos a Páscoa com coelhos e ovos?

    Por que celebramos a Páscoa com coelhos e ovos?
    Coelhinho da Páscoa no Morro da Urca
    Divulgação
    Várias símbolos e costumes surgiram e se popularizaram ao longo dos 1.700 anos em que a Páscoa é celebrada no mundo. Há séculos, famílias de diversas partes do mundo celebram a maior festa do Cristianismo de maneira parecida. No sábado, com a missa da Vigília Pascal seguida da queima simbólica do Judas e, no domingo, através da missa de Páscoa e da busca por ovos coloridos no jardim e pela casa.
    No entanto, já nem todo mundo sabe por que se celebra a Páscoa. E a figura do coelho da Páscoa não exatamente ajuda, já que ele nada tem a ver com a ressurreição de Cristo.
    Não se sabe exatamente como e onde surgiu o costume do coelhinho de Páscoa. Há várias explicações para esse fato. Além de símbolo de fertilidade, o coelho também é visto como um mensageiro da primavera na Europa.
    Tradição protestante
    A primeira menção sobre o coelho da Páscoa trazendo ovos é do século 17. Posteriormente, no século 19, o símbolo ganhou popularidade na Alemanha, sendo promovido pelo setor da confeitaria. Segundo o pesquisador de costumes Alois Döring, de Bonn, o coelho teria sido uma invenção protestante.
    “Crianças católicas sabiam que na Páscoa poderiam voltar a comer ovos, que durante a Quaresma eram proibidos. Mas como explicar às crianças protestantes por que, de repente, havia tantos ovos na Páscoa?”, explica Döring.
    Foi por isso que os protestantes criaram as histórias do coelho que distribuía, de casa em casa, os ovos acumulados durante o período. Além disso, o coelho era um símbolo da fertilidade – o que aliás não explicava como o animal, na condição de mamífero, tinha tantos ovos.
    Os protestantes não se preocuparam muito com a biologia, mas, sim, com os costumes católicos como o de fazer os fiéis rirem durante as missas de Páscoa. Enquanto protestantes celebravam a ressurreição de Cristo no domingo de Páscoa com muita seriedade e silêncio, em muitas igrejas católicas procurava-se comemorá-la de forma festiva.
    Durante o período barroco, era comum até que padres católicos contassem anedotas aos fiéis. E o púlpito, muitas vezes, era transformado em ateliê. “De muitos sermões, pode-se até tirar belas passagens sobre a pintura e a decoração de ovos de Páscoa, que nos séculos 17 e 18 eram comuns. Ou foram se tornando comuns”, conta Döring.
    Papa Leão XIV deseja Feliz Páscoa em português
    Um ovo, dois ovos, três ovos pra mim
    Até o começo do século 20, o coelho não era conhecido como símbolo da Páscoa no Brasil. O costume foi levado ao país por imigrantes alemães na região Sul, entre 1913 e 1920.
    Uma antiga lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se, então, a história de que o coelho é quem trouxe os ovos.
    Segundo a tradição alemã, as crianças procuram no domingo de Páscoa ovos de chocolate “presenteados e escondidos pelo coelho” no quintal ou jardim de casa. Além disso, ganham cestas com coelhinhos, pequenos ovos de chocolate e de galinha cozidos e coloridos com tinta especial. Existem ainda diversas receitas de bolos especiais para a Páscoa.
    Os ovos de Páscoa
    Historiadores afirmam que o costume de cozinhar e depois colorir ovos de galinha para serem dados de presente surgiu entre os antigos egípcios, persas e algumas tribos germânicas. Hoje se atribui aos chineses o costume milenar de presentear parentes e amigos com ovos nas festas de primavera.
    Já os reis e príncipes da Antiguidade confeccionavam ovos de prata e ouro recobertos de pedras preciosas. O povo, sem recursos para tais luxos, manteve a tradição de pintar e decorar os ovos de galinha.
    Os ovos sempre foram tidos como símbolo de vida nova e, assim sendo, da ressurreição de Jesus Cristo. A tradição de pintar, decorar e presentear os ovos já existia desde os primórdios do Cristianismo.
    “Antigamente, era comum pintar os ovos apenas de vermelho, para simbolizar tanto a cor do sangue de Cristo quanto a do amor que ele nutria pela humanidade. Isso ainda é assim na Igreja Ortodoxa”, conta Döring. “E a decoração servia para distinguir os ovos bentos dos não bentos durante a Páscoa.”
    Com o passar do tempo, diversos outros costumes foram criados em torno do ovo, como por exemplo, a brincadeira de escondê-los.
    Páscoa: uma festa cristã
    Com a intenção de celebrar a ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa é a principal festa cristã, comemorada no primeiro domingo de lua cheia depois do início da primavera europeia, isto é, entre os dias 22 de março e 25 de abril. A Páscoa vem sendo celebrada há 1.700 anos, desde o Primeiro Concílio de Niceia, em 325, que fixou a data para a festividade.
    A mensagem central da Páscoa é que a morte não é o fim de tudo. “A vida triunfa sobre a morte, a verdade sobre mentira, a justiça sobre a injustiça, o amor sobre o ódio”, resume a doutrina da fé do catecismo católico.
    A festa religiosa incorpora o Pessach, comemoração judaica que recorda a travessia dos judeus do Egito até a Terra Prometida, marcada pela travessia do Mar Vermelho.
  • Trabalhadores baianos mortos na PB: o que se sabe sobre o caso

    Trabalhadores baianos mortos na PB: o que se sabe sobre o caso

    Trabalhadores baianos mortos na PB: o que se sabe sobre o caso
    Corpos encontrados no bairro do Brisamar, em João Pessoa, são identificados
    Quatro trabalhadores baianos foram encontrados mortos em uma área de mata no bairro de Brisamar, em João Pessoa, na sexta-feira (3). Os corpos apresentavam marcas de tiros e indícios de execução, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil. O caso foi registrado no início da manhã de quinta-feira (2), mas os trabalhadores estavam desaparecidos desde a terça-feira (31).
    A partir do caso, surgem dúvidas sobre as circunstâncias do crime, a identificação das vítimas e o que pode ter motivado as mortes. O g1 reuniu as principais informações já confirmadas e os pontos que ainda precisam ser esclarecidos pelas autoridades.
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    Abaixo, veja perguntas e respostas do que já se sabe e o que ainda falta saber sobre o caso:
    Onde e como os corpos foram encontrados?
    Quem são as vítimas?
    Por que os trabalhadores estavam na Paraíba?
    Quando e como eles desapareceram?
    Como foi o último contato com familiares?
    Quais são as circunstâncias das mortes?
    O que foi encontrado no local do crime?
    O que diz a perícia sobre os corpos?
    Após liberação no IPC, para onde foram os corpos?
    O que a polícia investiga e o que ainda falta esclarecer?
    Trabalhadores estavam desaparecidos
    Reprodução/TV Cabo Branco
    Onde e como os corpos foram encontrados?
    Quatro corpos foram encontrados em uma área de mata no bairro de Brisamar, em João Pessoa, na madrugada de sexta-feira (3).
    A perícia inicial indica que as vítimas foram mortas há cerca de dois dias, por disparos de arma de fogo. Três delas estavam com as mãos amarradas para trás. Ainda de acordo com a polícia, o carro teria sido roubado no município de Santa Rita, na Grande João Pessoa.
    Devido ao avançado estado de decomposição, não foi possível identificar visualmente as vítimas nem a quantidade de perfurações. Exames cadavéricos foram necessários para confirmar as identidades.
    Ainda segundo a delegada, duas vítimas estavam com documentos, mas não há confirmação se pertencem, de fato, a elas. Segundo a Polícia Civil, o caso segue sob investigação.
    Quem são as vítimas?
    Mistério sobre quatro corpos encontrados no Brisamar
    As vítimas foram identificadas como:
    Cleibson Jaques, de 31 anos, de Campo Formoso;
    Lucas Bispo, de Campo Formoso;
    Sidclei Silva, de 21 anos, de Morro do Chapéu;
    Gismario Santos, de 23 anos, de Morro do Chapéu.
    Por que os trabalhadores estavam na Paraíba?
    Os desaparecidos se mudaram para a cidade a trabalho há dois meses e estavam hospedados em uma casa de apoio de Bayeux há 15 dias.
    Segundo a mãe de Gismário Santos, Samara Gonçalves, ele já chegou empregado, acompanhando uma empresa do setor de construção civil. O trajeto incluiu saídas de Morro do Chapéu, na Bahia, passagem por Brumado e, posteriormente, transferência para a Paraíba, onde estava há cerca de 10 dias.
    “Ele já veio empregado, acompanhando a empresa. De Morro do Chapéu foi para Brumado e de lá deslocaram para cá”, disse.
    De acordo com Lavínia, esposa de Gismário, ele trabalhava na empresa desde outubro do ano passado. Apesar de ter cogitado não viajar, ele decidiu seguir com a equipe.
    Quando e como eles desapareceram?
    Casa em que os trabalhadores estavam abrigados em Bayeux
    Reprodução/TV Cabo Branco
    A Polícia Civil da Paraíba já investigava o desaparecimento dos quatro trabalhadores da construção civil, naturais da Bahia, que estavam hospedados em uma casa de apoio em Bayeux, na Grande João Pessoa. O caso foi registrado no início da manhã de quinta-feira (2), mas os trabalhadores estavam desaparecidos desde a terça-feira (31).
    De acordo com as primeiras informações, os homens estavam há cerca de dois meses trabalhando em uma obra e residiam no imóvel destinado a trabalhadores da construção civil. Na madrugada da quarta-feira (1º), o veículo responsável por transportá-los até o local de trabalho chegou ao endereço, mas nenhum deles foi encontrado.
    Ao entrar na residência, o motorista percebeu que o local estava revirado, com sinais de desordem, o que levantou suspeitas e levou ao acionamento da polícia.
    Como foi o último contato com familiares?
    Mãe e esposa de uma dos trabalhadores da Bahia mortos na PB
    Reprodução/TV Cabo Branco
    De acordo com Lavínia, esposa de Gismário, descreveu o último contato com o marido, na noite da terça-feira (31), pouco antes do desaparecimento. Segundo a esposa, a conversa foi tranquila e não indicava qualquer situação de risco.
    “A gente conversou normal. Ele disse que ia jantar e depois me respondia. Mandou um áudio tranquilo”, afirmou.
    Após isso, Gismário não respondeu mais às mensagens, e as ligações feitas passaram a ser recusadas, o que inicialmente levou a família a suspeitar de um problema no aparelho celular.
    “Achei que era o aparelho, mas depois veio a pior notícia das nossas vidas”, disse.
    Familiares de baianos mortos em João Pessoa chegam para liberação dos corpos
    Em entrevista à TV Cabo Branco, a esposa de uma das vítimas relatou que falava com o marido por chamada de vídeo momentos antes do desaparecimento. Segundo ela, a ligação foi interrompida de forma repentina.
    De acordo com o relato dela, o trabalhador já se preparava para dormir quando pessoas teriam invadido o quarto, acendendo a luz e provocando um momento de tensão. A mulher afirmou ainda ter ouvido vozes e gritos antes da ligação ser encerrada.
    “Ele jogou o celular, ficou tudo escuro, não deu para ver nada, mas eu escutei muitos homens gritando. Ele não mexe com nada, ele não é envolvido, ele não fuma, ele não bebe. Até então, ficava todo minuto na minha mente a cena do rosto dele, em pânico, na hora que acendeu a luz do quarto onde ele estava deitado”, conta a esposa.
    Quais são as circunstâncias das mortes?
    Quatro corpos são encontrados em área de mata em João Pessoa; polícia investiga se vítimas são desaparecidos da Bahia
    Reprodução/TV Cabo Branco
    As circunstâncias das mortes indicam um crime com características de execução. De acordo com as informações iniciais da perícia, os quatro trabalhadores foram mortos por disparos de arma de fogo há cerca de dois dias antes de serem encontrados.
    Três das vítimas estavam com as mãos amarradas para trás, o que reforça a suspeita de que não tiveram chance de defesa.
    Os corpos foram localizados em uma área de mata no bairro de Brisamar, em João Pessoa, e já estavam em avançado estado de decomposição, o que dificultou a identificação imediata e a análise detalhada das lesões.
    Até o momento, não há confirmação oficial sobre a motivação do crime, e o caso segue sob investigação da polícia.
    O que foi encontrado no local do crime?
    Próximo à área onde os corpos foram localizados, foi encontrado um carro abandonado que levantou suspeitas e levou às buscas na região. O veículo apresentava sinais de sujeira e um forte odor, o que motivou a atuação das equipes policiais.
    A partir da localização do veículo, os agentes realizaram buscas em uma área de mata no bairro de Brisamar, em João Pessoa, onde encontraram os quatro corpos.
    Quatro corpos são encontrados próximo de carro roubado, em João Pessoa
    Reprodução/TV Cabo Branco
    Segundo a investigação, o carro pode ter sido roubado no município de Santa Rita. Além disso, algumas vítimas estavam com documentos, que passaram a ser analisados para auxiliar na identificação. Os documentos eram de duas das vítimas.
    Na residência onde os trabalhadores estavam alojados, na madrugada da quarta-feira (1º), o motorista do veículo responsável por transportá-los até o local de trabalho chegou ao endereço, mas nenhum deles foi encontrado. Ao entrar na residência, o motorista percebeu que o local estava revirado, com sinais de desordem, o que levantou suspeitas e levou ao acionamento da polícia.
    A Polícia Civil não divulgou se encontrou algo suspeito dentro desta residência.
    O que diz a perícia sobre os corpos?
    Familiares de baianos mortos em João Pessoa chegam ao IML para liberação dos corpos
    Antônio Vieira/TV Cabo Branco
    A perícia apontou que os quatro trabalhadores foram mortos por disparos de arma de fogo cerca de dois dias antes de serem encontrados. Três das vítimas estavam com as mãos amarradas para trás, o que indica possível execução.
    Os corpos foram localizados em avançado estado de decomposição em uma área de mata no bairro de Brisamar, em João Pessoa, o que dificultou a identificação imediata e a análise detalhada das lesões. De acordo com os peritos, não foi possível, inicialmente, precisar o número de perfurações em cada vítima.
    “Corpos do sexo masculino, todos mortos por meio de disparo de arma de fogo, já em decomposição. Três deles estavam com as mãos amarradas para trás e, aqui próximo, cerca de 200 a 300 metros do local, foi encontrado um veículo, Celta preto, que provavelmente foi usado para transportar esses corpos”, afirmou o perito Rodrigo Farias do IPC.
    Os corpos foram submetidos a exames e processo de identificação, que, segundo o IML, é um procedimento complexo e demorado. Exames laboratoriais complementares foram realizados nos Laboratórios Forenses do Instituto de Polícia Científica (IPC).
    Após liberação no IPC, para onde foram os corpos?
    Instituto de Polícia Científica de João Pessoa (IPC)
    Luana Silva/g1
    Os corpos dos quatro trabalhadores baianos encontrados mortos em João Pessoa foram liberados neste sábado (4) pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) e devem ser sepultados na Bahia.
    Familiares chegaram à capital paraibana na manhã deste sábado (4) para realizar o reconhecimento e liberação dos corpos no Instituto Médico Legal (IML). Durante a espera, parentes relataram os últimos contatos com as vítimas e detalhes da viagem ao estado.
    De acordo com o Instituto de Polícia Científica (IPC), todos os quatro corpos serão velados e sepultados na Bahia.
    O que a polícia investiga e o que ainda falta esclarecer?
    Central de Polícia de João Pessoa
    Plínio Almeida / TV Cabo Branco
    A Polícia Civil investiga as circunstâncias e a motivação do crime e afirma que os quatro trabalhadores baianos não foram mortos no local onde os corpos foram encontrados, em uma área de mata no bairro de Brisamar, em João Pessoa. Segundo a investigação, as vítimas teriam sido executadas em outro local e levadas até a região noutro momento.
    Imagens de câmeras de segurança mostram quatro homens em uma motocicleta deixando a região próxima de onde os corpos foram encontrados. A polícia não informou se eles já foram identificados ou localizados. Até o momento, não há suspeitos divulgados nem prisões relacionadas ao caso.
    Câmera registra homens fugindo em moto depois de terem abandonado corpos, em João Pessoa
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  • Capotamento na BR-040 deixa um morto e dois feridos em Barbacena

    Capotamento na BR-040 deixa um morto e dois feridos em Barbacena

    Capotamento na BR-040 deixa um morto e dois feridos em Barbacena
    Acidente na BR-040, em Barbacena
    Corpo de Bombeiros/Divulgação
    Um homem de 28 anos morreu e outras duas pessoas ficaram feridas após um carro capotar na BR-040, em Barbacena, no fim da tarde de sábado (4). O acidente aconteceu na altura da comunidade do Galego.
    A primeira vítima foi encontradaconsciente e orientada, e foi atendida pela equipe do Corpo de Bombeiros.
    Já o segundo ferido foi encontrado caído na pista. Ele foi socorrido pelo Samu e levado para o Hospital Regional de Barbacena em estado grave.
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    O rapaz de 28 anos foi encontrado dentro do carro e médico constatou o óbito no local.
    Além dos bombeiros e do Samu, a ocorrência mobilizou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a perícia da Polícia Civil.
    A concessionária EPR, que administra o trecho, também atuou na sinalização da via para evitar novos acidentes e na remoção do veículo.
    Após os trabalhos de perícia e limpeza, a pista foi totalmente liberada e o trânsito seguiu normalmente. As causas do capotamento ainda serão investigadas.
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  • Incêndio atinge depósito do Mateus da Cohama, em São Luís; ninguém ficou ferido

    Incêndio atinge depósito do Mateus da Cohama, em São Luís; ninguém ficou ferido

    Incêndio atinge depósito do Mateus da Cohama, em São Luís; ninguém ficou ferido
    Incêndio atinge depósito do Mateus da Cohama, em São Luís; ninguém ficou ferido
    Divulgação/Corpo de Bombeiros do Maranhão
    Um incêndio atingiu o depóstio do supermercado Mateus, no bairro da Cohama, em São Luís, na noite desse sábado (4). O fogo começou em uma área destinada ao armazenamento de papelão e plástico, mas foi controlado pelo Corpo de Bombeiros. Ninguém ficou ferido.
    Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, a ocorrência foi registrada por volta das 21h50. Ao chegarem ao local, as equipes constataram que o incêndio estava restrito a um depósito de embalagens, localizado na área de carga e descarga do supermercado.
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    De acordo com os bombeiros, a principal dificuldade no combate às chamas foi a grande quantidade de material altamente combustível acumulado em um espaço pequeno e fechado. Mesmo após a extinção dos focos, o local continuava com muita fumaça, já que a ventilação era insuficiente.
    Por isso, foi necessário retirar todo o material armazenado no depósito. Os itens estavam em grande quantidade, compactados e molhados por causa da água usada no combate ao fogo. A retirada só foi encerrada após a eliminação total do risco de reignição.
    A suspeita inicial é de que o incêndio tenha começado na sala onde funciona uma máquina de prensa de papelão. Segundo a corporação, o excesso de material empilhado teria prejudicado a ventilação de um equipamento, provocando superaquecimento e, possivelmente, um curto-circuito.
    Ainda conforme os bombeiros, funcionários do supermercado chegaram a iniciar o combate às chamas com mangueiras antes da chegada das equipes. O trabalho contou com reforço de guarnições do 1º e do 2º Batalhões de Bombeiros, além de outras unidades de apoio.
    As atividades de combate e rescaldo foram encerradas por volta de 1h50 deste domingo (5).
  • Quatro apostas do Ceará acertam cinco números na Mega-Sena e levam R$ 18 mil

    Quatro apostas do Ceará acertam cinco números na Mega-Sena e levam R$ 18 mil

    Quatro apostas do Ceará acertam cinco números na Mega-Sena e levam R$ 18 mil
    Mega-Sena bilhete volante Loterias
    Millena Sartori/g1
    Quatro apostas feitas no Ceará acertaram cinco dezenas no concurso 2.992 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (4), em São Paulo. Cada uma levou o prêmio de R$ 18.954,16. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 15 milhões.
    Veja os números sorteados: 17 – 49 – 33 – 04 – 23 – 36.
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    Duas das apostas que acertaram os cinco números foram feitas em Caucaia. As outras duas foram feitas nas cidades de Fortaleza e Eusébio. Em todos os casos, foram realizadas apostas simples em unidades lotéricas diferentes.
    5 acertos – 102 apostas ganhadoras: R$ 18.954,16
    4 acertos – 5.666 apostas ganhadoras: R$ 562,44
    O próximo sorteio da Mega-Sena será na terça (7).
    Como funciona a Mega-sena
    Para apostar na Mega-Sena
    As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
    Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
    O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
    Probabilidades
    A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
    Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
    Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
  • Violonista Gabriele Leite une simpatia, virtuosismo e sentimento em show que abriu (bem) o festival Queremos! no Rio

    Violonista Gabriele Leite une simpatia, virtuosismo e sentimento em show que abriu (bem) o festival Queremos! no Rio

    Violonista Gabriele Leite une simpatia, virtuosismo e sentimento em show que abriu (bem) o festival Queremos! no Rio
    A violonista Gabriele Leite toca temas de Chiquinha Gonzaga, Dilermando Reis, Garoto e Villa-Lobos em show no Rio de Janeiro
    Renan Prado / Divulgação Queremos! Festival!
    ♫ OPINIÃO
    ♬ Instrumentista paulista formada em violão clássico e radicada em Nova York (EUA) desde 2021, Gabriele Leite já deixou de ser uma promessa para se confirmar um dos maiores talentos do violão brasileiro, se tornando a mais nova descendente de linhagem nobre de ases que inclui virtuoses como Garoto (1915 – 1955), Dilermando Reis (1916 – 1977), Baden Powell (1937 – 2000), Raphael Rabello (1962 – 1995), João Camarero, Yamandu Costa e, no time feminino, Rosinha de Valença (1941 – 2004) e Badi Assad.
    De passagem pelo Brasil neste mês de abril de 2026 para temporada de shows pelo país, a violonista de 28 anos – nascida em fevereiro de 1998 em Cerquilho (SP), cidade do interior do estado de São Paulo – extasiou a plateia que assistiu na noite de ontem, 4 de abril, ao show da instrumentista na abertura da sétima edição do Queremos! Festival! no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ).
    Conjugando técnica, sentimento e simpatia nas muitas vezes em que se dirigiu ao público, Gabriele Leite seguiu roteiro que encadeou 12 temas de compositores que transitam entre as músicas erudita e popular. A rigor, a violonista paulista foi escalada para abrir o show do cantor Zeca Veloso no festival, se tornando de fato a primeira atração do Queremos! 2026 e extasiando plateia que, em grande parte, somente tinha ouvido falar de Gabriele Leite.
    Munida do violão virtuoso, Gabriele Leite captura a atenção da plateia do Teatro Carlos Gomes, na abertura do festival carioca Queremos!
    Mauro Ferreira / g1
    Sentada na beira do palco do Teatro Carlos Gomes à frente das cortinas fechadas e com pouca iluminação, a violonista irradiou luz desde que abriu a apresentação com dois temas da pianista e compositora paulistana Lina Pires de Campos (1918 – 2003), “Prelúdio nº 2” e “Ponteio e Toccatina”, ambos gravados por Gabriele no segundo álbum da artista, “Gunûncho” (2025), disco no qual a instrumentista enfatiza a produção autoral feminina. A propósito, Gabriele Leite lembrou no show que o território do violão clássico é historicamente masculino.
    Em roteiro que abriu espaço para dois temas de Chiquinha Gonzaga, (1847 – 1935), de cuja obra a violonista tocou o maxixe “Corta-jaca” (1895) e a melancólica modinha “Lua branca” (1912), também houve lugar para peças gravadas por Gabriele Leite no primeiro álbum da instrumentista, “Territórios” (2023).
    Foram os casos de “Ritmata”, tema do compositor Edino Krieger (1928 – 2022), e de “Melodia sentimental” (1958), uma das composições mais conhecidas da obra maestra de Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959). Gabriele encaixou “Melodia sentimental” em suíte que abarcou outros dois temas de Villa, “Estudo nº 11” (1953) e “Mazurka-choro”, parte da “Suíte popular brasileira”, composta em 1908 e publicada originalmente em 1928.
    Entre o lirismo e o suingue, com mix preciso de técnica e emoção (sem melodrama), Gabriele Leite encarou o intrincado coco “Bate-coxa” (Marco Pereira, 1995), caiu no suingue do samba “Lamentos do morro” (Garoto, 1950) e celebrou a obra do antecessor Dilermando Reis, de quem tocou o choro “Dr. Sabe tudo” (1949) e “Se ela perguntar” (1952).
    Ao fim da apresentação, Gabriele Leite foi aplaudida de pé, com entusiasmo aparentemente sincero, por um público que estava ali para ver a estreia do show de lançamento do álbum “Boas novas”, de Zeca Veloso, mas que se encantara com a performance da instrumentista.
    Já longe de ser uma promessa no universo da música clássica, a rigor quase sempre amalgamado com a música popular, Gabriele Leite é um talento assombroso do violão brasileiro.
    Gabriele Leite se apresenta no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ), antes do show do cantor Zeca Veloso
    Renan Prado / Divulgação Queremos! Festival!
  • Como equipes militares de elite dos EUA conduzem operações de resgate: ‘É angustiante e incrivelmente perigoso’

    Como equipes militares de elite dos EUA conduzem operações de resgate: ‘É angustiante e incrivelmente perigoso’

    Como equipes militares de elite dos EUA conduzem operações de resgate: ‘É angustiante e incrivelmente perigoso’
    Unidades de resgate da Força Aérea americana treinam intensivamente para resgatar tripulações de aeronaves abatidas atrás das linhas inimigas.
    Getty Images via BBC
    Os dois tripulantes do caça F-15 americano abatido na sexta-feira (3/4) no Irã foram resgatados, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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    Este é o mais recente episódio numa longa história de missões de busca e resgate em combate realizadas pelos americanos ao longo das décadas.
    Um dos pilotos foi salvo ainda na sexta, e o outro foi resgatado neste domingo (5) após dois dias de buscas. Trump confirmou resgate de ambos.
    As missões de Busca e Resgate em Combate (CSAR, na sigla em inglês) estão entre as operações mais complexas e urgentes para as quais as forças armadas dos EUA e de seus aliados se preparam.
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    Nos EUA, unidades de elite da Força Aérea são especialmente treinadas para missões do tipo e frequentemente são mobilizadas preventivamente nos arredores de zonas de conflito onde aeronaves podem ser abatidas.
    Nesta matéria, você vai ler:
    O que é a Busca e Resgate em Combate?
    A história das missões de resgate
    As equipes de resgate aéreo da Força Aérea americana
    Missões de resgate recentes dos EUA
    O que é a Busca e Resgate em Combate?
    Em resumo, as missões CSAR são operações militares projetadas para localizar, auxiliar e, se necessário, resgatar pessoal em perigo, incluindo pilotos abatidos e tropas isoladas.
    Ao contrário das operações convencionais de busca e resgate — que podem ser realizadas durante missões humanitárias ou após desastres — as missões CSAR ocorrem em ambientes hostis ou zonas de conflito.
    Em alguns casos — como a operação de resgate relatada na sexta-feira no Irã — as operações podem ocorrer em território inimigo.
    As missões CSAR são normalmente conduzidas com helicópteros, com aeronaves de reabastecimento fornecendo apoio e outras aeronaves militares disponíveis para realizar ataques e patrulhar a área.
    Um ex-comandante de um esquadrão de paraquedistas de resgate disse à CBS que uma operação de resgate como a relatada no Irã envolveria pelo menos 24 paraquedistas de resgate vasculhando a área em helicópteros Black Hawk.
    Ele acrescentou que a equipe estaria preparada para saltar de aviões, se necessário, e que, uma vez em terra, sua prioridade seria contatar o tripulante desaparecido.
    Uma vez localizado, os paraquedistas de resgate prestariam assistência médica, se necessário, escapariam do inimigo e levariam o tripulante desaparecido para um local onde pudesse ser resgatado, de acordo com a CBS.
    “Dizer que é angustiante e incrivelmente perigoso é um eufemismo”, disse o ex-comandante à emissora parceira da BBC. “É para isso que eles treinam, no mundo todo. Eles são conhecidos como os canivetes suíços da Força Aérea”, acrescentou.
    Um vídeo verificado publicado na sexta-feira parece mostrar helicópteros militares dos EUA e pelo menos uma aeronave de reabastecimento operando sobre a província iraniana de Khuzistão.
    As missões são extremamente urgentes, pois é provável que forças inimigas sejam mobilizadas para a mesma área, para tentar localizar o pessoal americano que as equipes de Busca e Resgate em Combate estão tentando resgatar.
    Jonathan Hackett, que atuou como especialista em operações especiais do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, disse ao programa World Tonight da BBC que a prioridade de uma equipe de resgate é procurar sinais de vida.
    “Eles tentam refazer o caminho a partir da última localização conhecida da pessoa e se espalham com base na rapidez com que ela pode se mover em diferentes circunstâncias neste terreno muito difícil”, explicou Hackett.
    Hackett observou que esse tipo de resgate seria uma “missão de recuperação assistida não padrão”, na qual grupos locais na área podem ser contatados previamente para criar planos de contingência que poderiam ser ativados para auxiliar em qualquer resgate.
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    A história das missões de resgate
    As missões de resgate aéreo em tempos de guerra têm uma longa história, que remonta à Primeira Guerra Mundial, quando pilotos faziam pousos improvisados na França para resgatar colegas abatidos.
    As unidades de paraquedistas de resgate do Exército dos EUA têm suas origens em uma missão de 1943, na qual dois cirurgiões de combate saltaram de paraquedas no que era então a Birmânia (atual Mianmar) para auxiliar soldados feridos.
    O primeiro resgate de helicóptero do mundo ocorreu um ano depois, quando um tenente americano resgatou quatro soldados isolados atrás das linhas japonesas, de acordo com a revista Air & Space. O incidente também marcou o primeiro uso operacional de um helicóptero em combate.
    As primeiras unidades formais de busca e resgate foram estabelecidas nos Estados Unidos imediatamente após o conflito. Mas o CSAR moderno começou durante a Guerra do Vietnã.
    Uma missão, conhecida como Bat 21, resultou na perda de várias aeronaves e em inúmeras baixas americanas durante a tentativa de resgatar o piloto de um avião abatido atrás das linhas norte-vietnamitas.
    A guerra exigiu uma expansão significativa das missões CSAR, com escopo e complexidade cada vez maiores. A experiência ajudou os militares a refinar táticas e procedimentos que, desde então, têm servido de base para as operações de resgate.
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    As milhares de missões de resgate realizadas no Sudeste Asiático ajudaram a moldar as modernas operações de busca e resgate em combate.
    Getty Images via BBC
    As equipes de resgate aéreo da Força Aérea americana
    Embora cada ramo das Forças Armadas dos EUA tenha suas próprias capacidades limitadas de busca e resgate em combate, a Força Aérea dos EUA é a principal responsável por localizar e resgatar militares.
    Esse trabalho é realizado principalmente pelos chamados “paraquedistas de resgate”, que fazem parte da comunidade de operações especiais das Forças Armadas.
    O lema oficial do Corpo de Resgate Paraquedista é “Fazemos isso para que outros possam viver”, e seu trabalho é considerado parte de uma promessa mais ampla aos membros das Forças Armadas dos EUA de que eles não serão abandonados.
    Esses profissionais são altamente treinados como combatentes e paramédicos, e passam por um dos processos de seleção e treinamento mais rigorosos das Forças Armadas americanas.
    O processo de seleção e treinamento — que dura aproximadamente dois anos do início ao fim — inclui paraquedismo e mergulho, além de treinamento básico em demolição subaquática, sobrevivência, resistência e fuga, e um curso completo de paramédico civil.
    Eles também recebem treinamento especializado em medicina de combate, operações complexas de resgate e armamento.
    Em campo, essas equipes são lideradas por oficiais especializados em resgate em combate, responsáveis pelo planejamento, coordenação e execução dessas missões.
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    Missões de resgate recentes dos EUA
    Equipes de paraquedistas de resgate foram amplamente mobilizadas durante as guerras no Iraque e no Afeganistão, realizando milhares de missões para resgatar soldados americanos e aliados feridos ou aqueles que precisavam ser evacuados.
    Em 2005, equipes de paraquedistas de resgate da Força Aérea participaram do resgate de um SEAL da Marinha dos EUA ferido que buscava refúgio em uma vila afegã após sua equipe ter sido emboscada e os outros três membros terem sido mortos — um incidente posteriormente retratado no filme O Grande Herói (2013).
    Missões de resgate de pilotos americanos abatidos têm sido pouco frequentes nas últimas décadas.
    Em 1999, o piloto de um caça furtivo F-117 abatido sobre a Sérvia foi localizado e resgatado por membros da equipe de paraquedistas de resgate.
    Em um incidente amplamente divulgado na Bósnia em 1995, o piloto americano Scott O’Grady foi resgatado em uma missão conjunta de busca e resgate em combate da Força Aérea e do Corpo de Fuzileiros Navais, após ser abatido e evitar ser capturado por seis dias.
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