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  • A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo; conheça a história da base americana na ilha

    A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo; conheça a história da base americana na ilha

    A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo; conheça a história da base americana na ilha
    A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo
    Os Estados Unidos pagam o equivalente a pouco menos de 1.800 reais por mês por um pedaço de Cuba do tamanho de Paris.
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    Trata-se da Baía de Guantánamo, onde fica a prisão militar americana acusada de sucessivas violações dos direitos humanos. Mas por que o aluguel é tão barato?
    Tudo começou em 1898, quando os EUA ajudaram os cubanos a conquistarem independência dos espanhóis. Em troca, exigiram que Cuba assinasse um acordo que transformou a ilha em um protetorado, sob forte controle americano, e sem independência real.
    Os EUA construíram várias bases militares em solo cubano. A maioria foi fechada, mas uma permaneceu: Guantánamo.
    O aluguel ali foi fixado em apenas alguns milhares de dólares por ano. E o contrato? Permanente.
    Então Fidel Castro assumiu o poder após a revolução de 1959. O líder comunista de Cuba entrou em choque com os EUA quase imediatamente. Cuba confiscou empresas americanas, mas não tinha como expulsar os EUA de Guantánamo.
    Washington continuou enviando cheques pelo aluguel, que Castro se recusava a descontar. E o impasse nunca terminou de verdade.
    Guantánamo chegou de vez ao noticiário depois do atentado às Torres Gêmeas. A partir dali, a base naval passou a ser conhecida por algo muito diferente. Os EUA a usaram para deter suspeitos de terrorismo, sem julgamento e fora dos tribunais normais.
    Para muitos críticos, Guantánamo se tornou um símbolo do abuso de poder americano. Para Cuba, a base se tornou ainda mais difícil de aceitar.
    Mais recentemente, Donald Trump enviou imigrantes para detenção em Guantánamo. E, já em 2026, sugeriu que os EUA poderiam “tomar Cuba”, dizendo: “Se eu libertá‑la, tomá‑la… acho que posso fazer o que quiser com ela”.
    Com Guantánamo, já existe um pedaço dos EUA dentro de Cuba. Se Trump conseguir o que quer, a ilha inteira pode acabar se parecendo muito mais com o território americano.
    Foto de arquivo: Detentos são vigiados por miliares dos EUA no campo temporário X-Ray, que depois foi fechado e substituído pelo Campo Delta, na prisão de Guantánamo, em foto de 11 de janeiro de 2002
    Reuters/U.S. Department of Defense/Petty Officer 1st Class Shane T. McCoy/Handout/Files via Reuters
  • Diaristas premium sofisticam profissão para cobrar mais: ‘Não tiro menos de R$ 8 mil por mês’

    Diaristas premium sofisticam profissão para cobrar mais: ‘Não tiro menos de R$ 8 mil por mês’

    Diaristas premium sofisticam profissão para cobrar mais: ‘Não tiro menos de R$ 8 mil por mês’
    Diaristas premium mostram como reinventaram profissão
    Durante anos, o trabalho de diarista ocupou a vida de Cláudia Rodrigues de maneira exaustiva. A rotina começava às 3h da manhã: ônibus lotado, longos deslocamentos por São Paulo e chegada às casas dos clientes antes do amanhecer.
    As jornadas eram longas, os ambientes, enormes. Cláudia limpava do chão ao teto, sem saber se sairia dali no meio da tarde ou já à noite. Com semanas cheias, eram mais de 20 diárias mensais.
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    Por dia, recebia R$ 120. Após pagar transporte e alimentação, chegava em casa com cerca de R$ 80.
    São tempos que ficaram para trás. Hoje, Cláudia continua trabalhando com limpeza, mas em outro patamar: ela se tornou diarista premium.
    Seus pacotes custam R$ 250 (4h), R$ 280 (6h) e R$ 330 (8h), com adicionais entre R$ 80 e R$ 100 para serviços como limpeza de geladeira e armários. A agenda ficou tão cheia que ela contratou uma colaboradora para acompanhar a demanda.
    “Não tiro menos de R$ 8 mil. Minha agenda está cheia, sempre encaixando clientes”, diz.
    Segundo o IBGE, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores domésticos foi de R$ 1.367 em 2025. O valor se refere à média geral da categoria, sem distinção entre quem tem carteira assinada e quem não tem.
    As diaristas premium conseguem faturar quase seis vezes mais que a média dos domésticos ao refinar o serviço e atender um público de alto padrão.
    Diaristas premium mostram como reinventaram profissão
    g1
    Cláudia conta que sua virada aconteceu quando descobriu, no Instagram, que havia outra forma de fazer o que sempre fez. Encontrou profissionais falando sobre técnica, método, organização e posicionamento. Não era uma nova profissão — era um novo olhar sobre a limpeza.
    ➡️ A chamada “faxina premium” é apenas um reposicionamento profissional, contam as diaristas ouvidas pelo g1. A sacada é deixar de atuar com foco em rapidez e preço baixo, e passar a entregar um serviço técnico e personalizado.
    🔎 Na prática, elas contam que é necessário estudar tipos de piso, aprender sobre produtos químicos, criar cronogramas de organização, investir em imagem profissional e levar equipamentos próprios para as diárias.
    Essa reinvenção também cria um ecossistema próprio. Algumas delas usaram os aprendizados para lançar cursos, listas de produtos e conteúdos que fortalecem a profissão e ajudam a combater o preconceito ainda existente.
    Cláudia, por exemplo, investiu em mentoria, mudou a forma de atender, passou a levar os próprios produtos, estruturou pacotes por hora e adotou técnicas de detalhamento — do uso de pincéis ao acabamento de metais.
    A imagem profissional também virou parte central do negócio. A diarista investiu em fotos, passou a usar uniforme e formalizou o trabalho como microempreendedora individual (MEI).
    “No início, quando fiz as fotos profissionais e comecei a alimentar o Instagram, pensei: vou colocar que limpo chão, vão rir da minha cara. Existia muito preconceito”, lembra.
    Cláudia Silva estudou técnicas e hoje usa até pincéis para entregar uma limpeza premium.
    Arquivo pessoal
    Essa transformação também marcou a trajetória de Gabriela Valente. Ela pediu demissão de um emprego com carteira assinada porque acreditava que a faxina poderia trazer mais retorno. A decisão gerou insegurança, mas a aposta deu certo.
    Durante a pandemia, Gabriela lotou a agenda com pacotes que chegavam a R$ 400 por dia. Ao mesmo tempo, viu colegas perderem clientes e enfrentarem dificuldades.
    “Em 2020, vi gente sem dinheiro até para comer”, conta. Enquanto ela faturava alto, viu muitas diaristas ficarem sem renda. A disparidade a levou a compartilhar o que sabia nas redes sociais.
    Hoje, Gabriela é diarista por escolha. Além dos atendimentos, atua como mentora, palestrante e criadora de conteúdo. Ela também criou seu próprio produto de limpeza.
    “Passei fome. Vendi roupa para comer. Hoje, tudo mudou. Consegui reformar a casa da minha mãe, construir a lavanderia dos sonhos dela, montar um escritório e pagar colégio particular para meus filhos”, relata.
    Gabriela Valente é diarista por escolha e fatura alto com serviços premium, mentoria e produtos próprios
    Arquivo pessoal
    Mesmo com novas frentes de trabalho, Gabriela mantém quatro clientes fixos. Para novos contratantes, cobra R$ 600 por quatro horas e R$ 1.000 por oito horas. Mas não revela ao g1 quanto fatura por mês.
    Trabalha uniformizada e leva uma mala de 23 quilos com equipamentos profissionais. Nas aulas, ela insiste que a técnica evita prejuízos. Em casas com porcelanatos de R$ 5 mil o metro ou sofás de R$ 30 mil, um erro pode sair muito caro.
    A diarista detalha as diferenças entre pisos, rejuntes e estofados e orienta sobre os produtos adequados para cada superfície.
    “Todo mundo sabe limpar, mas usa sabão em pó, detergente neutro ou misturinhas da internet. Quando você aprende o produto certo e o equipamento certo, tudo muda”, afirma.
    Embora muitas profissionais se sintam atraídas pela promessa de autonomia e ganhos maiores, sindicatos e consultores reforçam que essa transição não é simples. Ignorar riscos pode comprometer a estabilidade que muitos buscam ao deixar o emprego formal.
    O Sebrae alerta que diaristas autônomas não têm Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), férias remuneradas, 13º salário ou aviso prévio. Também reforça que a faxina premium não é uma nova categoria formal, mas um movimento de mercado em um contexto de queda do emprego fixo.
    “Está cada vez mais custoso ter um trabalhador doméstico formalizado. Além disso, os próprios profissionais perceberam que o trabalho como diarista é mais lucrativo e dá mais liberdade para ter mais tempo livre ou investir em outras atividades”, explica Glauco Nunes, coordenador de Mercado do Sebrae Rio.
    Segundo a entidade, o sucesso depende de planejamento. Isso vai desde a forma de se vender até a precificação e a gestão do orçamento.
    Mônica Andrade trabalha como diarista premium na Europa, depois de deixar a carreira de cabeleireira e manicure por 22 anos.
    Arquivo pessoal
    Aventura internacional
    Mônica Oliveira consolidou seu caminho ao recomeçar na Holanda. Após mais de 20 anos como cabeleireira e manicure no Brasil e em Portugal, ela abriu um salão na Europa, mas a pandemia interrompeu os planos.
    Sem alternativa, aprendeu as técnicas de limpeza com outra brasileira e rapidamente percebeu que, na Holanda, o serviço era mais valorizado e melhor remunerado.
    Mônica começou atendendo casas e hotéis de luxo em Amsterdã e levou para o dia a dia o padrão que observava na hotelaria. Nada de jogar água no chão. O protocolo é técnico: pano específico para cada superfície, produtos adequados e aspirador profissional.
    A brasileira também abandonou a cobrança por hora e passou a vender combos com serviços fechados. Para cada novo cliente, envia um documento detalhando serviços, técnicas e extras, como limpeza de geladeira, armários e lava-louças.
    Mônica Andrade mantém agenda cheia, tem site, cursos e mais de 500 mil seguidores que acompanham suas técnicas de limpeza.
    Arquivo pessoal
    A limpeza básica custa 87 euros, cerca de R$ 550. Em serviços mais completos, o valor pode chegar a 290 euros, aproximadamente R$ 1.830. Limpezas de mudança alcançam 150 euros, algo em torno de R$ 950.
    A proposta vai além da limpeza visível. Mônica observa a disposição dos objetos, o alinhamento das toalhas, o brilho dos metais e a fragrância do ambiente. Sua entrega é proporcionar ao cliente a sensação de entrar em um quarto de hotel.
    Ou seja, o foco deixou de ser o tempo e passou a ser a experiência entregue. Seu público inclui moradores de alto padrão, expatriados e clientes que buscam padrão de hotelaria dentro de casa.
    Hoje, Mônica tem agenda cheia, site próprio, oferece cursos e acumula mais de 500 mil seguidores no Instagram, onde compartilha dicas de limpeza e bastidores do dia a dia.
    Alguns cuidados
    Especialistas alertam que essa perspectiva de ganhos da faxina premium deve vir acompanhada de preparo, planejamento e de ciência da realidade jurídica e previdenciária da profissão.
    O Sindoméstica, sindicato das trabalhadoras domésticas, destaca a falta de direitos trabalhistas para diaristas.
    Janaina Souza, presidente do sindicato, chama atenção para a confusão entre faturamento alto e segurança. Muitas diaristas realmente ganham mais como autônomas, mas abrem mão de garantias importantes.
    Existe ainda o risco de precarização quando a diarista não se organiza juridicamente. A contribuição ao INSS, por exemplo, precisa ser feita por conta própria. Sem isso, não há amparo em caso de acidente, licença ou doença.
    Tanto o sindicato quanto o Sebrae recomendam a formalização via MEI. Essa etapa facilita a emissão de nota, o acesso a crédito, a comprovação de renda e benefícios previdenciários básicos, como aposentadoria ou auxílio-doença.
    O Sebrae orienta que o planejamento deve começar antes da mudança.
    Algumas dicas são:
    Calcule todos os custos reais envolvidos no serviço: transporte, alimentação, compra e manutenção de equipamentos, desgaste físico, reposição de produtos, investimento em marketing e até custos com internet e ferramentas digitais.
    Construa uma presença digital profissional: boas fotos, portfólio, materiais de apresentação e conteúdos nas redes ajudam a transmitir credibilidade.
    Evite competir apenas por preço: destaque-se pela qualidade, pela experiência e pelo profissionalismo.
    Formalize-se como MEI: isso garante segurança jurídica e acesso a benefícios.
    Defina preços de forma estratégica: a precificação deve cobrir custos, garantir lucro e refletir o posicionamento da profissional.
    A precificação, inclusive, é um dos pontos mais delicados. Gabriela costuma alertar suas alunas que não adianta cobrar caro sem entregar qualidade, nem cobrar barato ignorando o próprio valor.
    “Quem entende o trabalho, paga”, afirma.
    Por fim, especialistas recomendam criar uma reserva financeira e adotar contratos de prestação de serviços. Isso ajuda a enfrentar períodos de baixa demanda e evita conflitos com clientes.
  • Fimose feminina? entenda o que é, quando surge e quando precisa de tratamento

    Fimose feminina? entenda o que é, quando surge e quando precisa de tratamento

    Fimose feminina? entenda o que é, quando surge e quando precisa de tratamento
    Fimose feminina existe e pode ser tratada
    Pexels
    Um post nas redes sociais, com milhões de visualizações e centenas de comentários, chamou a atenção de mulheres ao mostrar sinais da chamada fimose feminina. Apesar do nome, a condição não é exclusiva dos homens: ela também pode ocorrer em mulheres, afetando o clitóris. Os médicos explicam que ela pode aparecer quando criança e desaparecer ou até evoluir na vida adulta.
    Internautas comentam sobre fimose feminina
    Reprodução
    Mulheres comentam sobre fimose feminina
    Reprodução
    Apesar da repercussão nas redes, a chamada fimose feminina não é uma doença nova. O termo costuma ser usado para descrever duas situações: a fusão dos pequenos lábios ou a aderência do capuz do clitóris — uma fina camada de pele que recobre a região.
    Essas alterações anatômicas podem variar bastante. Em alguns casos, são discretas e passam despercebidas; em outros, formam uma espécie de “pele aderida” que cobre parcialmente o clitóris e pode afetar a sensibilidade na região.
    🔴Ela pode não causar nenhuma disfunção ou impacto na vida adulta ou dificultar o prazer sexual e prejudicar a higiene feminina — nesses casos, precisa de tratamento. No entanto, os médicos explicam que muitas vezes o clitóris acaba sendo negligenciado e nem sempre mulheres sabem das doenças que podem afetá-lo.
    Por que isso acontece?
    A forma mais comum aparece na infância. O quadro é mais frequente entre bebês de três meses a três anos, podendo se estender até por volta dos dez anos.
    A principal explicação está nos hormônios: nessa fase da vida, há baixa concentração de estrogênio, o que deixa o tecido vulvar mais fino e vulnerável a irritações. Com a chegada da puberdade, esse cenário costuma mudar.
    “Quando os hormônios começam a aumentar, o estrogênio sobe e a genitália externa também se desenvolve. Como é uma pele muito fina, muitas vezes isso se resolve espontaneamente”, explica a ginecologista Vanessa Cairolli.
    Estudo aponta que masturbação pode ajudar a aliviar sintomas da menopausa.
    Deon Black/Pexels
    E na vida adulta?
    Na maioria das mulheres, essas alterações desaparecem com o desenvolvimento hormonal. Mas há casos em que persistem ou surgem depois.
    🔴Segundo o ginecologista Marcelo Steiner, aderências nessa região podem aparecer ao longo da vida por diferentes motivos, como lesões locais, doenças dermatológicas ou processos inflamatórios.
    Nesses casos, a condição pode formar uma espécie de “capa de pele” sobre o clitóris.
    Quando é preciso tratar?
    Nem toda alteração exige intervenção. Se não houver sintomas, o acompanhamento pode ser suficiente. Mas a avaliação médica é importante, principalmente quando há:
    dificuldade de higiene íntima
    acúmulo de secreções
    dor ou desconforto
    redução da sensibilidade ou impacto no prazer sexual
    “Se essa pele começa a interferir na higiene ou na sensibilidade, pode ser necessário tratamento”, explica Steiner.
    Por que muitas mulheres nunca ouviram falar disso?
    Nos comentários do post que viralizou, várias mulheres relataram ter identificado algo semelhante ao fazer o autoexame — sem nunca terem sido alertadas em consulta.
    Segundo especialistas, isso pode acontecer porque a região do clitóris nem sempre recebe uma avaliação detalhada no exame ginecológico de rotina.
    “Para esse diagnóstico, é preciso um olhar mais atento para a região. O clitóris ainda é um órgão muitas vezes negligenciado nas consultas”, afirma o ginecologista Marcelo Steiner.
    A orientação é procurar avaliação ginecológica sempre que houver qualquer alteração percebida na região íntima.
    Mesmo nos casos mais simples, o diagnóstico correto ajuda a diferenciar variações anatômicas normais de situações que podem exigir acompanhamento ou tratamento.
  • Por que a Páscoa é mais importante que o Natal para os católicos? Veja o que diz a Basílica de Aparecida

    Por que a Páscoa é mais importante que o Natal para os católicos? Veja o que diz a Basílica de Aparecida

    Por que a Páscoa é mais importante que o Natal para os católicos? Veja o que diz a Basílica de Aparecida
    Fiéis celebram a Páscoa em Aparecida – imagem de arquivo.
    João Pedro Oliveira, Portal A12
    A Páscoa é considerada a data mais importante do ano para os católicos e, ao contrário do que muitos pensam, tem um significado ainda maior que o Natal. A celebração deste domingo (5) marca a ressurreição de Jesus Cristo e é vista como o principal fundamento da fé cristã.
    Segundo o Santuário Nacional de Aparecida, maior igreja católica do Brasil e maior santuário mariano do mundo, a fé no milagre da ressurreição é o que sustenta toda a crença cristã, por isso a Páscoa é tão importante e cheia de significado para os fiéis.
    De acordo com o missionário redentorista e prefeito da Igreja do Santuário, padre Jorge Américo, a diferença entre o Natal e a Páscoa está no significado central de cada celebração.
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    “A Páscoa é o centro de toda a fé cristã porque celebra a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Se no Natal contemplamos Deus que nasce, na Páscoa celebramos Deus que salva plenamente”, explicou.
    “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé. Tudo na Igreja — sacramentos, liturgia e missão — nasce da Ressurreição”, afirmou.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Para os cristãos, a ressurreição de Jesus representa a vitória da vida sobre a morte e a certeza da salvação.
    “Em Cristo ressuscitado, a morte deixa de ser a última palavra. O cristianismo não é apenas um conjunto de ideias, mas o anúncio de um fato: Cristo está vivo. A Igreja existe porque Cristo vive”, disse.
    O padre defende que, mesmo para quem não é religioso, a Páscoa pode ser vista como um convite à transformação. Segundo o padre, a data inspira valores universais e a mensagem da Páscoa não deve ficar restrita a um único dia, já que a principal mensagem deixada pela Semana Santa é o amor.
    “A proposta é viver e promover uma vida digna e justa. A Igreja espera que o povo viva como ressuscitado, promovendo uma cultura de vida e esperança. Nunca nos esqueçamos de que Deus nos ama. É preciso arriscar viver no amor”, concluiu.
    Na Basílica de Aparecida, as missas de Páscoa deste domingo (5) ocorrem às 5h30, 8h, 10h, 12h, 14h, 16h e 18h.
    Às 6h30, tem início a Procissão da Ressurreição. A missa solene de Páscoa ocorre, às 8h, presidida pelo Administrador Apostólico, Dom Orlando Brandes.
    Páscoa é celebrada no Santuário Nacional de Aparecida.
    João Pedro Oliveira, Portal A12
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  • Fábrica de artistas: Grande Bom Jardim fortalece produção cultural na periferia de Fortaleza

    Fábrica de artistas: Grande Bom Jardim fortalece produção cultural na periferia de Fortaleza

    Fábrica de artistas: Grande Bom Jardim fortalece produção cultural na periferia de Fortaleza
    Centro Cultural Bom Jardim estimula protagonismo popular na Regional 5
    Na região do Grande Bom Jardim, na parte sudoeste de Fortaleza, projetos culturais e iniciativas sociais vêm transformando o território em uma referência na formação de artistas. A área reúne bairros com baixa renda média e desafios históricos de infraestrutura, mas se destaca pela força da produção cultural local.
    O Grande Bom Jardim está localizado na Regional 5 de Fortaleza, que reúne os bairros Bom Jardim, Granja Lisboa, Granja Portugal, Siqueira e Bonsucesso.
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    🎉 A cidade de Fortaleza completa 300 anos no dia 13 de abril de 2026. O g1 Ceará publica uma série de reportagens contemplando histórias e curiosidades de todas as regionais até a data do aniversário da capital cearense.
    Todos os bairros da Regional 5 têm Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) inferior a 0,500, considerado muito baixo. Mesmo assim, a região mantém uma forte mobilização comunitária.
    Equipamentos públicos, coletivos e organizações sociais atuam em rede para oferecer formação artística, ampliar o acesso à cultura e criar espaços de pertencimento. Nesse contexto, o Grande Bom Jardim se consolida como um território criativo, onde a cultura tem papel central na construção de identidade e desenvolvimento.
    Cultura como política pública e transformação
    Centro Cultural Bom Jardim oferece programação diversa no bairro.
    Ismael Soares/SVM
    Um dos principais símbolos dessa atuação é o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ). Inaugurado em 2006, foi o primeiro equipamento cultural público de Fortaleza fora do eixo turístico, ampliando o acesso à cultura na cidade.
    Desde então, o CCBJ se consolidou como um polo de formação artística e convivência comunitária, recebendo mais de 50 mil pessoas por ano. O espaço oferece cursos gratuitos de teatro, dança, música, audiovisual e cultura digital. As atividades atendem de crianças, a partir dos 11 anos, a adultos que chegam à formação técnica.
    O superintendente do CCBJ, Marcos Levi, afirma que o espaço vai além da formação técnica. Segundo ele, o objetivo é valorizar saberes locais e estimular o protagonismo dos moradores.
    “O Centro Cultural é do Grande Bom Jardim, para o Grande Bom Jardim e com o Grande Bom Jardim”, afirma.
    Além dos cursos, o CCBJ mantém uma programação cultural gratuita, com shows, espetáculos e oficinas abertas ao público.
    Segundo Marcos Levi, as atividades ajudam a afastar crianças e jovens da violência urbana. Ele também destaca o impacto econômico: cerca de R$ 1 milhão é investido no território por meio de bolsas culturais, valor que acaba sendo revertido em consumo dentro da própria comunidade.
    O CCBJ também desenvolve ações voltadas à cidadania, com acolhimento e encaminhamento de casos de vulnerabilidade social, em articulação com a rede de proteção.
    Nossas prioridades são claras: o território do Grande Bom Jardim, a comunidade negra, o público LGBTQIAPN+ e pessoas em vulnerabilidade. Além disso, priorizamos a contratação de moradores do território; a maioria dos profissionais vive aqui e muitos foram alunos do centro. Antes de lançar editais, muitas vezes perguntamos à comunidade quais cursos eles desejam.
    Audiovisual que nasce da periferia
    Bom Jardim Produções cria produções audiovisuais com a participação da comunidade
    Divulgação
    Outra iniciativa é a Bom Jardim Produções, produtora audiovisual criada a partir de um coletivo local. O grupo surgiu no teatro, em 2003, e a produtora foi formalizada em 2019.
    O grupo produz curtas, médias e longas-metragens, além de vídeos institucionais. A proposta é contar histórias do território a partir de quem vive na região.
    Entre as produções estão o longa “Botija”, inspirado em uma história real, e o filme infantil “Os Maluvidos”, que envolveu moradores, escolas e comerciantes locais.
    Além das produções, o grupo investe na formação de novos profissionais. Integrantes ministram cursos gratuitos e atuam como facilitadores no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).
    Segundo o fundador, Josenildo Nascimento, a produtora surgiu para enfrentar a falta de oportunidades no setor. Ele afirma que ainda há poucos espaços para atuação profissional na área.
    “Nossa ideia é fazer com que essas produções do território vão para longe, que as pessoas conheçam o Bom Jardim pela capacidade de produção cultural que ele tem, por esse universo cultural… porque aqui é um celeiro artístico”, pontua.
    Saúde mental, cultura e pertencimento
    Movimento Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim oferece acolhimento a famílias em situação de vulnerabilidade e sofrimento emocional.
    Lívia Vieira/Divulgação
    Outro exemplo de transformação é o Movimento Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim, criado em 1996. A iniciativa surgiu para oferecer acolhimento a famílias em situação de vulnerabilidade e sofrimento emocional, mas ao longo dos anos ampliou sua atuação para diversas áreas, incluindo arte, cultura e geração de renda.
    Hoje, o movimento desenvolve atividades como terapia comunitária, oficinas de arte, projetos com crianças e adolescentes e ações de valorização cultural, além de formações profissionais.
    Uma das frentes é a Casa AME (sigla para Arte, Música e Espetáculo), que trabalha com arteterapia por meio de atividades manuais como bordado, crochê e produção artesanal.
    De acordo com a coordenadora da Casa AME, Balbina Lucas, os encontros funcionam como grupos terapêuticos que estimulam o processo criativo e o fortalecimento emocional dos participantes, em sua maioria mulheres. Segundo ela, muitas chegam ao espaço com a autoestima abalada e, ao longo das atividades, passam a reconhecer capacidades e desenvolver novas perspectivas de vida.
    “Essas mulheres chegam lá de uma maneira… doentes mesmo, na maioria das vezes, com uma autoestima muito baixa. Então, a gente começa a trabalhar essa parte de artes, e elas vão se tornando grandes empreendedoras”, pontua.
    Além do aspecto terapêutico, o movimento também incentiva a autonomia financeira. As produções artesanais são comercializadas na chamada “Bodega das Artes”, espaço que reúne peças feitas pelas participantes e contribui para a geração de renda.
    Conforme Balbina, há casos de mulheres que, a partir da experiência no projeto, conseguiram estruturar seus próprios ateliês e passar a viver do trabalho artístico.
    Moradora do Bom Jardim, Iara Braga conheceu o Movimento Saúde Mental em 2019, inicialmente como aluna de cursos de gastronomia. Foi nesse período que teve o primeiro contato com a Casa AME, onde acabou mudando completamente sua trajetória profissional.
    Antes, ela empreendia com doces e pães. Hoje, trabalha com artesanato, especialmente com técnicas como macramê, crochê e bordado – tradicionais no Ceará.
    Iara Braga é dona do ateliê Flor de Girassol.
    Divulgação
    Segundo Iara, o acolhimento e o incentivo recebidos na Casa AME foram fundamentais para essa transformação. Ela conta que se envolveu com a arte de forma tão intensa que passou de participante a facilitadora de oficinas, ensinando outras pessoas.
    A experiência também trouxe mudanças pessoais: ela afirma que passou a se sentir mais confiante, organizada e determinada. Atualmente, Iara produz peças como bolsas, pulseiras e painéis decorativos, e comercializa seus produtos na Bodega das Artes.
    “Eu sou muito feliz e realizada por tudo que posso usufruir do projeto, precisamos de mais locais como a Casa Ame. O espaço e a referência de que arte é cultura modificam vidas, resgatam autoestima e promovem qualidade de vida, além de unificar arte e terapia”, afirma.
    Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
  • De espetáculos a caça aos ovos: confira programação para o domingo de Páscoa em Manaus

    De espetáculos a caça aos ovos: confira programação para o domingo de Páscoa em Manaus

    De espetáculos a caça aos ovos: confira programação para o domingo de Páscoa em Manaus
    Caça aos ovos de Páscoa anima programação infantil.
    Imagem gerada por IA
    O Domingo de Páscoa (5) terá uma programação variada em Manaus, com encenações da Paixão de Cristo, espetáculos religiosos e atividades gratuitas para crianças em shoppings da capital. Os eventos acontecem ao longo do dia em diferentes zonas da cidade e buscam reunir famílias e fiéis para celebrar a data.
    Entre os destaques está o musical “Paixão pela Vida”, que será apresentado às 19h no Espaço Pedras Vivas, na Avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro. O espetáculo, que reúne teatro, dança e música, retrata a história de Jesus Cristo e é realizado há mais de 40 anos. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia e doação de 1 quilo de alimento não perecível.
    Outro evento é o Festival de Páscoa 2026 do MIR Centro-Sul, com duas sessões no domingo: às 8h30 e às 17h, na sede da igreja, no bairro Praça 14, Zona Centro-Sul. A apresentação tem como tema “O Cordeiro e o Ladrão” e traz uma narrativa diferente, contada a partir do ponto de vista de um dos ladrões crucificados ao lado de Jesus. A entrada também é gratuita.
    Na Zona Leste, a Área Missionária São Domingos Sávio, no bairro Armando Mendes, realiza uma encenação da Paixão de Cristo a partir das 17h, com celebração religiosa seguida de apresentação teatral. O evento deve reunir cerca de 3 mil pessoas.
    Semana Santa em Manaus: veja a programação de celebrações na Catedral
    Festival de Páscoa do MIR Centro-Sul aposta em narrativa inédita.
    Divulgação
    🐰 Programação nos shoppings
    Os shoppings de Manaus também oferecem atividades especiais para o público infantil neste domingo, com oficinas, brincadeiras e encontros com o coelhinho da Páscoa.
    No Amazonas Shopping, a programação começa às 16h, no piso 2, com oficinas de máscara de coelhinho, decoração de cupcakes e pintura facial. Também haverá distribuição de algodão doce.
    O Millennium Shopping realiza oficinas gratuitas das 14h às 19h, com atividades de chocolate, pintura facial e presença do coelho da Páscoa. As vagas são limitadas.
    Já o Shopping Ponta Negra promove programação a partir das 15h, com oficinas, contação de histórias e apresentações temáticas.
    No Shopping Manaus Via Norte, o público pode participar de atividades gratuitas, como espaço para fotos e área temática, mesmo com as inscrições para a “Caça aos Doces” já encerradas.
    O Shopping Grande Circular terá atividades das 16h às 19h na praça de alimentação, com brincadeiras e oficinas. A “Toca do Coelho” também estará aberta para fotos das 17h às 20h.
    Já o Manaus Plaza Shopping realiza a ação “Páscoa Amazônica” a partir das 15h, com caça aos ovos, apresentações musicais e brincadeiras para crianças. As inscrições serão feitas no local.
    No Manauara Shopping, a “Toca do Coelho” segue aberta no Piso Castanheiras (G6), com atividades de pintura e ações temáticas ao longo do dia.
    A programação é gratuita e voltada para todas as idades, oferecendo opções de lazer e celebração para quem deseja aproveitar o Domingo de Páscoa na capital amazonense.
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  • Pais de menino com doença genética rara inédita no Brasil comemoram cura após tratamento nos EUA: ‘vencemos’

    Pais de menino com doença genética rara inédita no Brasil comemoram cura após tratamento nos EUA: ‘vencemos’

    Pais de menino com doença genética rara inédita no Brasil comemoram cura após tratamento nos EUA: ‘vencemos’
    Débora e Paulo Amaral, pais de Eduardo Silva Amaral, conhecido carinhosamente como Dudu, comemorando a cura
    Redes Sociais/Reprodução
    “Estamos todos exaustos, foram dias muito intensos. Mas, por trás de todo esse cansaço, existe um sentimento indescritível”. Assim começa a última publicação de Débora e Paulo Amaral, pais de Eduardo Silva Amaral, conhecido carinhosamente como Dudu, no perfil Cura para Dudu. Natural de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, o menino é o primeiro caso diagnosticado no Brasil da Paralisia Espástica Hereditária Tipo 50, conhecida como SPG50.
    O anúncio da cura foi feito na última sexta-feira (3), após 23 dias de tratamento em Dallas. A jornada da família foi marcada por uma mobilização nacional quando conseguiram arrecadar US$ 2,3 milhões para custear o procedimento internacional. Desde 11 de março de 2026, eles permaneceram nos Estados Unidos em uma corrida contra o tempo para salvar a vida de Dudu.
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    🔍 A SPG50 é uma doença genética rara que afeta principalmente o sistema nervoso, provocando rigidez muscular progressiva, fraqueza nas pernas e dificuldade para caminhar. Em alguns casos, também pode causar atraso no desenvolvimento motor, problemas de equilíbrio, alterações cognitivas leves, dificuldades de fala e de coordenação. Essas limitações impactam diretamente a autonomia e a qualidade de vida, exigindo acompanhamento médico contínuo, fisioterapia e suporte multidisciplinar.
    Nas redes sociais, os pais agradeceram emocionados aos amigos, familiares e apoiadores que se uniram à causa.
    “Somos e seremos eternamente gratos a Deus que nos honrou com um filho tão abençoado, com quem aprendemos todos os dias sobre resiliência, coragem e vontade de viver. Às nossas famílias e amigos que nos sustentaram nos momentos mais difíceis com apoio e amor incondicionais. Às milhares de pessoas que, com muito carinho, fé e disposição, se uniram a nós nessa jornada”, escreveram.
    O casal também fez um agradecimento especial à pesquisa desenvolvida pela Elpida Therapeutics, associação sem fins lucrativos criada por Terry e Georgia Pirovolakis, pais de outra criança com a mesma condição. A iniciativa busca a cura para o filho deles e para outras crianças afetadas pela mutação genética.
    “De forma especial queremos agradecer a Terry e Georgia Pirovolakis, que não mediram esforços para salvar seu filho Michael e várias outras crianças acometidas pela SPG50 através da criação da medicação Melpida; assim como Mike e Devin Dwyer, que após terem a vida de seu filho Jack transformada pelo Melpida, decidiram se dedicar a contribuir para que outras famílias pudessem alcançar a cura para seus filhos”, escreveram.
    A publicação foi encerrada com a frase que resume toda a luta da família: “Enfim podemos dizer: VENCEMOS! DUDU ESTÁ CURADO”.
    Agora, após o tratamento, Débora, mãe de Dudu, explica que o filho passará por avaliações neurológicas e exames de sangue e imagem seriados, além de acompanhamento com fisioterapeutas. Ao todo, a família deve permanecer cerca de quatro meses em Dallas.
    Antes da cura, dias de muita espera
    Dudu e família com Souad Messael, diretora de operações clínicas da Elpida, responsável pelo tratamento
    Reprodução/Redes Sociais
    “Estamos muito felizes, mas ao mesmo tempo pensando em como será todo o procedimento. Esse sentimento vem do fato dele ser invasivo. A expectativa é que com essa medicação que será recebida no dia 11, o Dudu consiga ganhar habilidades que ainda não desenvolveu”, disse a mãe antes do tratamento.
    Ao todo, foram 9 meses de campanha para a realização do sonho do tratamento de Dudu. Durante o processo, Débora e Paulo realizaram inúmeras rifas com a ajuda de doadores e amigos para que a quantia fosse atingida.
    Inicialmente a meta da família era de R$ 18 milhões e a arrecadação foi encerrada no dia 6 de junho de 2025 quando um doador anônimo encerrou a campanha e doou o valor restante de R$ 126 mil.
    “Restavam R$ 125 mil para a gente bater essa meta. E um anjo, eu falo que é um anjo mesmo. A gente não sabe o nome da pessoa. Ao conferir o extrato da conta do Dudu, a gente viu que recebeu uma doação de R$ 126 mil. A nossa meta foi automaticamente batida. Essa campanha foi bênção atrás de bênção”, contou Débora à época.
    Contudo, devido aos cortes de verba para estudos nos Estados Unidos, a família se viu mais uma vez diante da necessidade de arrecadar mais US$ 1.150.000.
    “Nós também não estávamos preparados para essa notícia. No dia 6 de junho [de 2025], quando atingimos a quantia que precisávamos, pensamos que o Dudu estava salvo, e que no outro dia ele já estaria recebendo a medicação que precisa para sobreviver. Mas, infelizmente, não foi assim”, lamentaram os pais de Dudu em um post nas redes sociais.
    Em um vídeo publicado no dia 12 de fevereiro, Débora e Paulo puderam recuperar as esperanças e mais uma vez anunciar que a arrecadação do valor adicional havia sido concluída.
    “Essa é uma vitória do Brasil todo que nos ajudou”, comemoraram.
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    Dudu foi diagnosticado com SPG50 quando tinha um ano e meio. Desde então, a família buscava um tratamento eficaz para a doença, que é progressiva. Aos dois anos, o menino passou a participar de uma pesquisa desenvolvida pela Elpida Therapeutics, uma associação sem fins lucrativos dos Estados Unidos criada por Terry e Georgia Pirovolakis, pais de outra criança com a mesma condição, cujo objetivo é buscar a cura para o filho e outras crianças afetadas pela mutação genética.
    Em 2024, a associação ficou sem recursos para manter a pesquisa, que utiliza uma droga chamada Melpida. As famílias de oito crianças assistidas pelo estudo, incluindo Eduardo, decidiram arrecadar os fundos necessários para que os filhos pudessem continuar o tratamento.
    Segundo a família de Dudu, os valores arrecadados são destinados às despesas operacionais da pesquisa, como seguros de saúde e deslocamento das crianças. Outras frentes de arrecadação, com apoio de parceiros da Elpida e de pais de outras crianças, também ao longo da campanha.
    Dudu com os pais, Débora e Paulo
    Acervo familiar/Reprodução
    O que é a Paralisia Espástica Hereditária Tipo 50
    A SPG50 é extremamente rara. Ela é causada por mutações em um gene específico do DNA humano, transmitido de forma hereditária a partir de um padrão chamado “autossômico recessivo”. Isso significa que a doença só se manifesta quando os dois pais são portadores da mutação, mesmo sem apresentarem sintomas, e transmitem o gene alterado aos filhos.
    As SPGs formam um grupo de doenças neurológicas degenerativas, caracterizadas, segundo a neuropediatra Ana Paula Resende, pela morte progressiva dos neurônios responsáveis pela parte motora do corpo. Elas estão associadas à espasticidade, uma contração muscular involuntária e persistente que dificulta ações básicas como se movimentar, comer ou falar.
    “Existem mais de 50 tipos dessas doenças. O desenvolvimento depende da mutação envolvida, do gene atingido. Algumas, inclusive, são comuns em determinadas cidades devido a algum gene fundador”, explicou a neuropediatra.
    No caso de Dudu, a mutação está no gene AP4M1. Ana Paula explica que a alteração genética se manifestou porque a criança recebeu os dois alelos recessivos — ou seja, ambas as cópias do gene estavam alteradas.
    “Todos os nossos genes, exceto os sexuais, vêm em parzinhos. A gente recebe um do pai e um da mãe. Para essa doença se manifestar, a gente precisa ter as duas cópias alteradas”, detalhou Ana Paula.
    Segundo a médica, crianças com essa mutação costumam ficar paraplégicas por volta dos 10 anos de idade. Aos 20, perdem também os movimentos dos braços, tornando-se tetraplégicas.
    #todospelodudu @curaparaodudu SPG50 eduardo amaral carmo do paranaíba mg paralísia espastica
    Acervo familiar/Reprodução
    Dudu é o primeiro caso diagnosticado de SPG50 no Brasil
    De acordo com o médico Marcondes França, professor de Neurologia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do Departamento de Neurogenética da Academia Brasileira de Neurologia, as paraplegias espásticas hereditárias são extremamente raras.
    “No grupo total, temos cinco casos a cada 100 mil pessoas. Existem diversos tipos dessas doenças, mais de 90 ao todo. Algumas se manifestam na fase adulta, outras ainda na infância. A tipo 50 é uma das mais raras. Estimamos que haja menos de 100 casos no mundo”, afirmou.
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    Segundo a base de dados do Grupo de Neurogenética da Unicamp, coordenado por Marcondes, não há outro caso confirmado, nem em crianças nem em adultos, com SPG50 no país.
    “Nosso grupo coordena um estudo nacional, com vários centros de pesquisa no Brasil, e os dados confirmam que as SPGs estão no grupo das doenças raras. Alguns tipos são mais comuns, mas outros são extremamente raros. A SPG50 é uma forma rara de uma doença que já é rara”, concluiu.
    * Estagiária sob supervisão de Daniela Nogueira.
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  • Atendimentos a ciclistas vítimas de acidentes na rede pública do Rio crescem 34% em 1 ano

    Atendimentos a ciclistas vítimas de acidentes na rede pública do Rio crescem 34% em 1 ano

    Atendimentos a ciclistas vítimas de acidentes na rede pública do Rio crescem 34% em 1 ano
    Ciclovias ‘desconectadas’ no Rio obrigam ciclistas a dividir espaço com carros
    Os atendimentos a ciclistas na rede pública de saúde do Rio de Janeiro cresceram 34% em 1 ano, segundo dados oficiais da prefeitura disponíveis no Painel de Acidente de Transporte Terrestre. Foram 3.554 registros em 2024 ante 4.761 em 2025.
    O aumento acontece em um cenário de expansão do uso da bicicleta na cidade — especialmente dos modelos elétricos — sem que haja, na mesma velocidade, regulamentação, fiscalização e infraestrutura adequadas.
    Em 2026, os números ainda são parciais, mas já apontam 1.179 atendimentos, o que mantém a tendência de alta proporcional.
    No total, os atendimentos por acidentes de trânsito com quaisquer veículos na rede municipal passaram de 32.303 em 2024 para 47.072 em 2025, um crescimento de cerca de 45%. As ocorrências envolvendo motos seguem como maioria, com mais de 32 mil casos em 2025, o equivalente a quase 70% do total.
    Mesmo representando uma parcela menor, os acidentes com ciclistas chamam atenção pelo crescimento e pelo contexto em que ocorrem. O tema voltou ao centro do debate após o acidente que matou uma mulher e o filho na Tijuca, envolvendo uma bicicleta elétrica e um ônibus.
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    Local do acidente onde morreram Emanoelle e Francisco
    Reprodução/TV Globo
    ‘Os números só vão escalar’
    Para Vivi Zampieri, gestora de Mobilidade Ativa da Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio, os números refletem a ausência de políticas públicas estruturadas para o setor.
    “Se a gente não tem uma segregação, se a gente não tem uma fiscalização, se a gente não tem uma educação, os números só vão escalar — como estão escalando. E a gente está esperando há 3 anos a publicação da regulamentação e um programa de educação de trânsito, inclusive nos pontos de venda desses veículos, e nada sai”, comentou Vivi.
    Segundo ela, o aumento dos casos reforça a necessidade de tratar a bicicleta como parte central da mobilidade urbana.
    “Esses números só demonstram a necessidade de ter seriedade quando a gente fala em infraestrutura cicloviária, em educação viária e principalmente entender a importância da bicicleta hoje na cidade do Rio de Janeiro. Muitas pessoas utilizam a bicicleta para poder fazer a integração entre os modais de transporte ou até mesmo para poder chegar ao seu destino”, disse.
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    Reprodução/TV Globo
    Apesar de o Conselho Nacional de Trânsito ter definido regras gerais para a circulação de bicicletas elétricas e equipamentos de micromobilidade, a regulamentação local ainda não foi implementada no Rio.
    Sem essas regras claras, segundo Vivi, não há base para fiscalização ou educação no trânsito.
    “Sem a regulamentação, não temos como fazer um programa de educação. O programa de educação iria fazer com que a gente explicasse principalmente quais seriam as possíveis infrações. E tudo isso seria mais fácil se nós tivéssemos uma infraestrutura acolhedora para os ciclistas”, comentou.
    Além da falta de regulamentação, especialistas apontam que a infraestrutura cicloviária ainda é insuficiente e mal distribuída na cidade, o que obriga ciclistas a dividir espaço com carros, ônibus e motos em vias movimentadas.
  • VÍDEO: com 34 anos de serviço, policial militar de Curitiba se emociona ao se despedir de colegas em última transmissão antes de se aposentar

    VÍDEO: com 34 anos de serviço, policial militar de Curitiba se emociona ao se despedir de colegas em última transmissão antes de se aposentar

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    Policial militar se emociona ao se despedir de colegas antes de se aposentar em Curitiba
    No último dia de trabalho antes da aposentadoria, o 2º sargento Gilmar Gonçalves, de 56 anos, anunciou, emocionado, a aposentadoria após mais de três décadas na corporação. O vídeo em que ele se despede dos companheiros da 2ª Companhia do 12º Batalhão da Polícia Militar do Paraná (PMPR) pelo rádio da corporação repercutiu nas redes sociais. Assista ao vídeo acima.
    Natural de Curitiba, Gilmar trabalhou por 34 anos e 4 meses na Polícia Militar do Paraná (PMPR) e agradeceu o apoio dos colegas.
    “Meu sentimento é de dever cumprido e extrema gratidão, apesar de muitas dificuldades no decorrer do tempo”, afirmou o sargento.
    Em entrevista ao g1, Gilmar conta que nesse tempo de serviço atendeu ocorrências de diversos tipos, das mais simples às mais desafiadoras, passou por escalas desgastantes e, em alguns momentos, enfrentou a falta de estrutura.
    Mas viu também muita coisa mudar. O sargento destaca que houve avanços ao longo dos anos, especialmente nas condições de trabalho e nos equipamentos disponíveis.
    Policial militar se emocionou ao se despedir de colegas pelo rádio no último dia antes da aposentadoria
    Reprodução
    Agora, a aposentadoria é apontada por Gilmar como um dos momentos mais marcantes da carreira.
    “Os últimos meses foram intensos. E a última semana, então, trouxe muitas lembranças de colegas, aprendizados, frustrações e alegrias. Valeu muito a pena. Os últimos meses foram bem marcantes, tanto no plano pessoal, quanto profissional”, disse.
    “A voz embarga, o coração acelera, a memória e as lembranças vêm à tona, mas tenho comigo que eu fiz um bom trabalho e fiz a minha parte”, afirmou. “Digo para vocês que valeu muito a pena”, concluiu Gilmar.
    Agora, fora da rotina policial, o sargento pretende desacelerar e dedicar mais tempo a atividades como caminhadas e encontros com amigos.
    *Assistente de produtos digitais do g1 Paraná, sob supervisão de Mariah Colombo e Douglas Maia.
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  • Velório de ex-prefeito tem banda, cerveja, buffet completo e até fogos de artifício em MG; VÍDEO

    Velório de ex-prefeito tem banda, cerveja, buffet completo e até fogos de artifício em MG; VÍDEO

    Velório de ex-prefeito tem banda, cerveja, buffet completo e até fogos de artifício em MG; VÍDEO
    Velório com banda, fogos e comida farta chama atenção em MG
    Um velório com música, fogos de artifício, buffet completo e bebidas chamou a atenção de moradores de Cláudio, no Centro-Oeste de Minas. A despedida de Onias Guimarães Tolentino, de 74 anos, conhecido como ‘Nanico’ e ex-prefeito da cidade, foi marcada por um clima festivo, exatamente como ele havia pedido em vida, segundo familiares.
    A cerimônia, realizada no fim do mês passado, começou por volta das 6h e seguiu ao longo do dia, com tira-gostos, salgadinhos, refrigerantes e cervejas e até whisky para os convidados.
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    Durante o velório, houve apresentação musical e até queima de fogos. No caixão, foram colocados itens simbólicos, como maços de cigarro, em referência aos hábitos do homenageado, que fumava em vida. Ele morreu após não resistir a um procedimento cirúrgico na vesícula.
    O ambiente, diferente do tradicional silêncio, foi marcado por momentos de emoção e também de celebração. De acordo com a família, a proposta era transformar a despedida em um encontro de lembranças e alegria.
    “Foi do jeito dele. Antes de 12h, muita gente estava chorando e, depois, já estava todo mundo alegre, dançando, do jeito que ele gostava. Ele era muito querido, não é porque era meu irmão, mas era uma pessoa fora da curva”, contou o irmão, Américo Tolentino.
    Velório de ex-prefeito tem banda, cerveja, buffet completo e até fogos de artifício em Cláudio
    Divulgação
    A escolha por um velório festivo partiu do próprio Onias, que havia manifestado o desejo de uma despedida leve. O pedido foi respeitado pelos familiares, que organizaram a cerimônia de acordo com a vontade dele.
    O formato incomum gerou repercussão na cidade, mas, segundo quem participou, o momento foi conduzido com respeito e marcado por boas memórias.
    Figura conhecida
    Onias Guimarães Tolentino foi prefeito de Cláudio em 1990
    Reprodução/Redes Sociais
    Conhecido em Cláudio, Onias teve atuação na vida pública e na comunidade. Ele jogou futebol no Guarani de Divinópolis e foi prefeito do município em 1990.
    Familiares também destacam o perfil solidário, com ajuda frequente a moradores, muitas vezes de forma anônima.
    “Ele nunca fez nada para se vangloriar. Ajudava muita gente de forma anônima. Formou mais de 10 pessoas em faculdades. Meu irmão era muito do bem, uma pessoa maravilhosa”, finalizou Américo Tolentino.
    Em nota divulgada nas redes sociais, a Câmara Municipal de Cláudio lamentou a morte do político:
    Câmera de Cláudio lamenta morte do ex-prefeito Onias Guimarães Tolentino
    Câmera de Cláudio/Divulgação
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