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  • Distrito no Sul de MG guarda histórias submersas pelas águas de Furnas e cemitério acessível apenas de barco

    Distrito no Sul de MG guarda histórias submersas pelas águas de Furnas e cemitério acessível apenas de barco

    Distrito no Sul de MG guarda histórias submersas pelas águas de Furnas e cemitério acessível apenas de barco
    Distrito de Itaci, em Carmo do Rio Claro, guarda história submersa pelas águas de Furnas
    Cercado por mato e vestígios do que um dia foi um povoado movimentado, o antigo cemitério do distrito de Itaci, em Carmo do Rio Claro (MG), passou a ser acessado apenas por barco após a construção da Usina Hidrelétrica de Furnas, na década de 1960. O local permanece na margem oposta do atual distrito e ainda abriga sepultamentos, tornando-se um símbolo das mudanças provocadas pelas águas.
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    📺 Até o dia 10 de abril, o g1 Sul de Minas e a EPTV percorrem o Lago de Furnas na expedição especial “Travessia das Águas”, que mostra a dimensão, a importância econômica e as histórias de quem vive da água em torno do maior reservatório de água doce do Sudeste e um dos maiores do Brasil. Além das reportagens especiais no portal e de conteúdos exibidos nos telejornais da EPTV, é possível acompanhar os bastidores da expedição em um diário de bordo em tempo real.
    A travessia até a região é feita pelo Lago de Furnas, conhecido como “Mar de Minas”. A balsa que liga a sede do município ao distrito de Itaci está em funcionamento desde 1965 e leva cerca de 15 minutos. Do outro lado, vivem atualmente cerca de 120 moradores, em um ambiente que mantém características de arraial.
    ⚰️🚤 Antigo cemitério do distrito de Itaci só pode ser acessado por barco, após o alagamento causado pela Usina de Furnas
    🌊 Campo santo ficou isolado na margem oposta do atual distrito, cercado pelas águas do Lago de Furnas
    🌿 Local está tomado pelo mato, mas ainda preserva muros, colunas e sepultamentos antigos
    Distrito de Itaci, em Carmo do Rio Claro, guarda história submersa pelas águas de Furnas e cemitério acessível apenas de barco
    Reprodução EPTV
    Itaci foi fundado às margens do Rio Sapucaí e se desenvolveu em torno do comércio e da fé. A primeira igreja do povoado marcou o início da devoção ao Bom Jesus dos Aflitos, tradição mantida mesmo após o alagamento quase total do antigo distrito. Com a formação do reservatório, uma nova povoação foi construída às margens do lago, junto com um novo santuário, que permanece ativo até hoje.
    Enquanto o novo distrito se reorganizava, o antigo cemitério ficou isolado. O acesso passou a ser possível apenas pela água, reforçando o sentimento de distanciamento em relação a um espaço carregado de memória.
    Uma das pessoas que mantém ligação direta com o local é a lavradora Sueli Maria Maia Batista, que tem familiares enterrados no antigo cemitério. Ela aceitou voltar ao espaço após muitos anos.
    “Muitos anos, muitos anos, porque depois que fez o cemitério de lá e assim que meu pai foi sepultado aqui, demorou pouco tempo, aí já não teve que enterrar minha mãe de outro lado.”
    🕯️ Há pessoas enterradas no cemitério antigo, que segue como espaço de memória e respeito
    👩‍🌾 Moradores ainda visitam o local, mesmo com o difícil acesso, para rever túmulos de familiares
    🕰️ Distrito de Itaci foi fundado às margens do Rio Sapucaí, antes de ser praticamente inundado nos anos 1960
    Vista do distrito do Itaci, em Carmo do Rio Claro.
    Lorena Lemos/g1
    Sueli conta que tinha apenas 10 anos quando o pai morreu afogado nas águas que tomaram a região. Pouco tempo depois, o novo cemitério foi construído próximo ao atual distrito, ao lado do Santuário do Bom Jesus dos Aflitos. A mãe dela já foi enterrada nesse novo espaço.
    No antigo cemitério, ainda é possível identificar muros, colunas e estruturas que resistem ao tempo, apesar de estarem parcialmente encobertas pela vegetação. O cenário evidencia o abandono forçado de uma área que fazia parte do cotidiano da antiga comunidade.
    As transformações provocadas pela chegada das águas também são lembradas pelos moradores mais antigos. Dona Iolanda Pereira Iunes, de 92 anos, viveu o período anterior ao alagamento e relembra como era o distrito antes da hidrelétrica.
    “O Juscelino, quando vinha para a Boa Esperança, dar palestra, fazer comício, vinha de noite jantar na fazenda do pai da minha madrinha e posava tudo aí com aqueles homens, porque a fazenda era uma fazenda, parecia um palácio. Tinha um jardim na frente, uma coisa mais linda. Era só trazer flor para pôr na igreja.”
    ⛪ Devoção ao Bom Jesus dos Aflitos começou na antiga igreja do distrito, antes da formação do lago
    🏗️ Novo santuário foi construído na década de 1960, junto com a nova povoação às margens de Furnas
    🙏 Santuário à beira do lago recebe cerca de 15 mil fiéis em agosto, durante a festa do padroeiro
    Distrito de Itaci, em Carmo do Rio Claro, guarda história submersa pelas águas de Furnas e cemitério acessível apenas de barco
    Reprodução EPTV
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    O antigo Itaci chegou a ser um importante polo comercial, com telégrafo, cartório próprio e intensa circulação de mercadorias, impulsionada pelo Rio Sapucaí. O farmacêutico Henrique Pereira Iunes explica que o distrito reunia imigrantes de diferentes origens.
    “O Itaci, ele era uma colônia de sírio-libaneses, todos tinham comércio aqui e graças ao Rio Sapucaí, esse comércio era escoado através de um vapor, que trazia mercadorias, trazia pessoal para cá. E aqui tinha colônia libanesa, que era bastante gente, tinha portugueses, espanhóis, todo esse pessoal trabalhava aqui com comércio.”
    Distrito de Itaci guarda histórias e lembranças da época da construção do lago de Furnas
    Hoje, Carmo do Rio Claro é o município com a maior área alagada pelo Lago de Furnas: são 208,06 quilômetros quadrados de área inundada. A cidade tem área total de 1.065,685 km² e população estimada em 21.506 habitantes em 2025.
    🧓 Moradores mais antigos relatam a chegada das águas e as profundas mudanças na paisagem e na vida da comunidade
    🗺️📊 Carmo do Rio Claro é o município com a maior área alagada pelo Lago de Furnas, com 208,06 km² inundados
    💧🕊️ O cemitério antigo se tornou um dos símbolos mais silenciosos do impacto de Furnas sobre o distrito
    Antigo distrito do Itaci desapareceu com a inundação de Furnas na década de 1960
    Reprodução EPTV
    Às margens do lago, o novo Santuário do Bom Jesus dos Aflitos se tornou um dos principais pontos de peregrinação do Sul de Minas. Segundo a Prefeitura, a festa do padroeiro, realizada em agosto, chega a reunir cerca de 15 mil pessoas todos os anos.
    Sobre a importância do local, a agente comunitária de saúde Liliana Aparecida de Souza Oliveira destaca o valor histórico e cultural da imagem venerada.
    “A imagem do Bom Jesus dos Aflitos, que está aqui no santuário, que é um dos santuários de maior peregrinação de Minas Gerais, é uma imagem belíssima do Cristo ressuscitado. Constatou-se indícios de que trata-se de uma obra de um discípulo de Aleijadinho. É uma imagem que tem um valor cultural, além do grande valor que tem espiritual, religioso para a nossa região.”
    Infográfico – Usina de Furnas em números
    Arte g1
    Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas
  • Slowjamastan: a mais nova ‘nação’ do mundo, da qual você nunca ouviu falar

    Slowjamastan: a mais nova ‘nação’ do mundo, da qual você nunca ouviu falar

    Slowjamastan: a mais nova ‘nação’ do mundo, da qual você nunca ouviu falar
    Mais de 25 mil cidadãos já juraram lealdade ao falso ditador da República de Slowjamastan, onde os crocs e os e-mails em ‘resposta a todos’ são proibidos.
    Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
    Entre as fazendas de tâmaras do vale de Coachella, no Estado americano da Califórnia, e a fronteira com o México, uma faixa de deserto queimada pelo sol, de cor cáqui, se estende até onde a vista alcança.
    Esta árida terra de ninguém é pontilhada de arbustos rasteiros com finos galhos. O ar vibra com o zumbido constante dos insetos. E, brilhando à distância, fica um submarino.
    Bem-vindo à República de Slowjamastan, a mais jovem micronação do mundo!
    Com um território pouco maior do que seis campos de futebol (4,5 hectares), esta terra árida e queimada pelo sol costuma ser ignorada pelos motoristas que por ali passam, sem merecer uma segunda olhada. Mas, basta adentrar nela e o mundo real se desvanece.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Neste novo “país”, uma disposição constitucional proíbe o uso de crocs. Já os e-mails coletivos (em “resposta a todos”) são proibidos por lei.
    Ultrapassar o limite de velocidade é permitido, mas só se você estiver correndo para casa com tacos. E o animal símbolo nacional é o guaxinim, que ocupa lugar de destaque na bandeira do país.
    No centro de tudo, está Randy Williams, também conhecido como o “Sultão de Slowjamastan”.
    Quando não está cuidando dos coiotes, das iguanas do deserto e dos cerca de 25 mil “cidadãos” desta ditadura coberta de areia, ele é o diretor de programação das estações de rádio Z90 e Magic 92,5, em San Diego, na Califórnia. Nas ondas do rádio, ele é conhecido como “R Dub”.
    Williams também apresenta, desde 1994, o programa de rádio Sunday Night Slow Jams, que hoje é retransmitido por mais de 250 emissoras de todo o mundo.
    Slowjamastan tem seus próprios agentes de imigração e postos na fronteira.
    Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
    Apaixonado por viagens, Williams passou anos em uma jornada para visitar todos os países reconhecidos pelas Nações Unidas.
    No início de 2020, restava apenas uma última parada. Mas o mundo entrou em lockdown devido à pandemia de covid-19.
    Preso dentro de casa como todo mundo, Williams ficou irrequieto. Ele tinha muito tempo disponível e nenhum lugar para ir, mas sua mente continuou a se mover com a velocidade de um avião a jato.
    Foi quando surgiu a ideia: “Se eu não posso visitar outro país, por que não criar um?”
    Como se tornar um falso ditador
    “Quando era criança, eu costumava fazer coisas criativas, como escrever, desenhar, fotografar ou fazer projetos escolares. Este parecia ser o projeto definitivo”, conta o Sultão, durante uma visita ao consulado de Slowjamastan em San Diego (sua sala na estação de rádio). Ali, ele mantém uma coleção de materiais de propaganda de ditaduras reais de todo o mundo.
    “Consegui canalizar toda a minha energia criativa para aquilo”, afirma ele.
    Inicialmente, ele ligou para seu melhor amigo, Mark Corona, e explicou o que tinha em mente. Corona simplesmente riu em resposta.
    “Eu só conseguia pensar naquele episódio de Uma Família da Pesada, quando Peter criou seu próprio país, Petoria”, conta Corona. “Eu rolava os olhos, como que dizendo ‘OK, cara. Onde esse país irá se reunir? Na sua casa?’”
    Mas Williams persistiu e procurou um terreno com uma lista do que era preciso.
    A terra precisaria ter mais de dois hectares, ser acessível por uma estrada pavimentada e ficar a uma distância viável de carro da sua casa, em San Diego.
    Até que surgiu um único terreno: um pedaço de rocha e mato, coberto pela areia e sem nenhuma construção, estava à venda por US$ 19,5 mil (cerca de R$ 100 mil).
    “Foi amor à primeira vista”, relembra Williams. E ele comprou as terras em 2021.
    Slowjamastan se orgulha de ter sua própria força policial, cinco caminhões e ambulâncias.
    Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
    Williams convenceu Corona a transportar uma mesa com aparência presidencial de Phoenix, no Arizona, até o sul da Califórnia, a quase 500 km de distância.
    Eles a descarregaram no meio do terreno no deserto e começaram a demarcar o território. Eles instalaram placas na Rodovia Estadual 78 da Califórnia, proclamando a nova nação: “República de Slowjamastan” — o nome lançado inicialmente por Williams de brincadeira, que acabou ficando.
    Não levou muito tempo para que as placas chamassem a atenção das autoridades locais. Elas foram consideradas muito próximas da rodovia.
    Williams as reposicionou discretamente para respeitar as normas do país, enquanto proclamava com orgulho sua nova micronação.
    “As pessoas passavam por ali imaginando que diabos estaria acontecendo”, conta Corona. “Eles [provavelmente] pensavam que fôssemos terroristas, o que meio que acelerou o processo e gerou ainda mais atenção.”
    Mas a placa no acostamento da estrada foi apenas o começo.
    Primeiro, veio o posto de fronteira improvisado. Depois, vieram as bandeiras e os passaportes.
    Em pouco tempo, a República de Slowjamastan ganhou a aparência de um país de verdade.
    “De repente, eu estava comprando carros de polícia, moedas e guichês de imigração”, relembra Williams.
    A micronação emite seu próprio dinheiro e passaportes.
    Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
    Williams se proclamou sultão e começou a se vestir como tal, com óculos escuros, uniformes impecáveis e ornamentos detalhados. Ele reconhece que suas roupas relembram o estilo militar teatral do ex-presidente da Líbia, Muammar Gaddafi (1942-2011).
    Ao desempenhar o cargo, o Sultão muda sua voz para o que ele chama de “sotaque estrangeiro geral”, com vogais alongadas, sons de “z” para substituir o “th” da língua inglesa e “r” forçado.
    Cinco anos se passaram e Slowjamastan, agora, emite passaportes para viajantes interessados em se tornar cidadãos não oficiais, além de imprimir o dinheiro local e promover cerimônias de hasteamento da bandeira.
    A terra é dividida em Estados, como Dublândia, Bucksylvania e o Reino de Hotdamnastan. E o Sultão chegou até a compor o hino nacional do país — ou, pelo menos, a sua letra.
    Slowjamastan (I Think It’s Gonna Be an Awesome Place) (“Slowjamastan: acho que será um lugar incrível”, em tradução livre) fala do país “que coloca um sorriso no seu rosto”, onde “você nunca está sozinho” — “o lugar ideal para criar seus filhos” — com a melodia da canção Rocket Man, de Elton John.
    Para as pessoas que querem formalizar seu envolvimento com a micronação, existem títulos disponíveis.
    “Digamos que você more na Carolina do Norte e queira fortalecer seu LinkedIn”, explica Williams. “Você pode inventar um título, pagar uma pequena tarifa e pronto! Você se torna membro do Parlamento.”
    Cerca de 25 mil ‘cidadãos’ de 120 países fazem parte de Slowjamastan. Muitos deles vêm visitar a micronação passando pelo ‘guichê de imigração’.
    Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
    Os cargos na república ditatorial têm custo. Os embaixadores, por exemplo, pagam US$ 10 a 25 (cerca de R$ 52 a 129) por mês.
    Mas a cidadania é aberta e gratuita para todos, e pode ser adquirida por meio de um simples formulário online, conectando as pessoas à experiência completa.
    Atualmente, a micronação tem 25 mil “cidadãos” registrados, de 120 países. Pode parecer pouco, mas é mais do que algumas nações independentes reconhecidas, como o Vaticano (cerca de 1 mil habitantes) e os arquipélagos de Palau (17 mil) e Tuvalu (11 mil), no Oceano Pacífico.
    Muitos desses “cidadãos” mantêm relacionamento distante com Slowjamastan, por meio de postagens nas redes sociais. Mas parte da comunidade vem conhecer a micronação pessoalmente.
    As cerimônias nacionais são abertas a todas as pessoas, como ocorreu no lançamento da primeira embarcação marítima do país, um submarino quebrado chamado SS Badassin. Sua função é “proteger a terra do contrabando”.
    Local de fuga
    O Sultão conta que os slowjamastanis (assim se chamam os cidadãos do país) adquirem sua cidadania por diferentes motivos.
    Alguns são curiosos. Outros se divertem. Ainda outros simplesmente procuram um refúgio do resto do mundo.
    “Não é preciso contar como todos estão divididos”, explica o Sultão. “Toda vez que você abre o Facebook, as pessoas estão perdendo amigos e familiares por razões políticas.”
    “Ficou tudo muito ruim. Slowjamastan é a fuga de tudo aquilo. Nós proibimos todas as discussões sobre política, exceto a nossa própria.”
    A República de Slowjamastan vem atraindo os americanos cada vez mais frustrados com a política dos Estados Unidos.
    Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
    Em uma época em que cada vez mais americanos estão frustrados com a política do país e procurando outros passaportes, William conta que os Estados Unidos são o país de origem de cerca de 50% dos cidadãos de Slowjamastan.
    O Sultão considera que o crescimento da nação é um fenômeno global e não político. Para ele, uma recente onda de novos cidadãos de Bangladesh é a prova de que o apelo de Slowjamastan “não conhece fronteiras”.
    Stephanie Heddon ouviu falar de Slowjamastan pela primeira vez quando um participante do programa de TV Jeopardy! mencionou o país em um dos seus episódios. Ela, então, procurou Williams na exposição Travel and Aventure Show, em Long Beach, na Califórnia.
    “Eu gostaria apenas de agradecer ao Sultão pela alegria que ele trouxe para minha vida”, declarou Heddon, que, agora, é cidadã do país.
    Para ela, essa alegria vem do envolvimento com as frequentes postagens da micronação nas redes sociais. Elas incluem de tudo, desde divertidos lembretes sobre as leis únicas do país até imagens de novos cidadãos slowjamastanis, exibindo orgulhosamente seus passaportes.
    “Tudo o que se refere ao país me deixa feliz. E acho que os milhares e milhares de cidadãos slowjamastanis concordam comigo.”
    “Esta é uma época muito difícil para todos nós [nos Estados Unidos], mas aqui está algo divertido.”
    Do deserto para o cenário global
    Calcula-se que existam centenas de micronações espalhadas pelo mundo.
    Algumas delas ficam encravadas em meio a águas internacionais, outras em tranquilos subúrbios de áreas urbanas.
    No ano que vem, Slowjamastan irá receber a MicroCon 2027, uma conferência dessas micronações. Delegados de mais de 43 Estados autoproclamados irão se reunir para discutir de tudo, desde a soberania geopolítica até a criação de brasões.
    Micronações como a República de Bomber e a Ilha do Dragão estarão presentes ao evento. Nas palavras do site da conferência: “É aqui que o cosplay encontra a diplomacia”.
    A micronação está à espera de novos cidadãos e visitantes.
    Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
    O Sultão afirma que os visitantes são bem-vindos ao território de Slowjamastan no meio do deserto.
    Tanto é verdade que existe no país uma placa mostrando um avião a jato em uma pista de aterrissagem, com Williams fazendo sua saudação e a mensagem: “Aeroporto Internacional Randy Williams — em breve (ou quase)”.
    Ainda assim, o país não tem atualmente um local para os visitantes passarem a noite. Por isso, a MicroCon 2027 terá lugar na cobertura de um arranha-céu em San Diego.
    Para Williams, a micronação sempre teve relação com as viagens. Ele indica uma mensagem recente de um cidadão slowjamastani do Uzbequistão.
    “Eu disse a eles ‘ei, eu estive no seu país’ e mostrei uma fotografia”, conta o Sultão. “Imediatamente, criei a conexão.”
    Ele espera construir Slowjamastan com este mesmo sentimento: um lugar que, embora não convencional, possa envolver as pessoas de todo o mundo que, eventualmente, poderão visitá-lo.
    Em maio de 2023, Williams finalmente visitou o último país que faltava na sua lista, o Turcomenistão. Assim, ele completou sua jornada iniciada anos antes.
    A essa altura, a República de Slowjamastan havia deixado de ser um substituto para preencher uma lacuna. Ela já havia tomado forma independente ao lado da sua proposta inicial, para criar conexões com pessoas de todas as culturas e nacionalidades.
    “Slowjamastan não me pertence”, declarou ele, fazendo uma pausa e, depois, uma correção.
    “Bem, eu sou um ditador. Mas o país, na verdade, pertence a todos. Ele tem diferentes significados para cada pessoa.”
  • ‘Será que?’: Criador de trend nas redes sociais, João Inácio Júnior foi apresentador que passou mais tempo à frente de telejornal no CE

    ‘Será que?’: Criador de trend nas redes sociais, João Inácio Júnior foi apresentador que passou mais tempo à frente de telejornal no CE

    ‘Será que?’: Criador de trend nas redes sociais, João Inácio Júnior foi apresentador que passou mais tempo à frente de telejornal no CE
    Vídeos de apresentador cearense João Inácio Jr. viram trend com repercussão nacional
    A cantora Ivete Sangalo e o humorista Whindersson Nunes foram alguns dos brasileiros que entraram, nos últimos meses, na trend iniciada pelo apresentador cearense João Inácio Júnior (confira no vídeo acima). Autor de vídeos que viralizaram nas redes sociais, ele tem 50 anos de carreira no rádio e na televisão.
    Na TV Verdes Mares, afiliada da TV Globo no Ceará, João Inácio foi o apresentador que passou mais tempo à frente de um telejornal: foram 22 anos no comando do noticiário da noite, que se chamava Jornal do 10 e hoje é o CE2.
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    Com uma dança de estilo próprio e brincadeiras em torno da pergunta “será que eu sou gay?”, os vídeos de João Inácio Júnior começaram a “viralizar” por todo o país a partir de novembro de 2025.
    A escolha do tema faz humor com a própria trajetória, pois ele conta que escuta perguntas e especulações sobre a sexualidade desde o início da carreira. O sucesso dos vídeos abre também espaço para que ele continue se posicionando como apoiador da causa LGBTQIA+.
    Apresentador de telejornais
    João Inácio Jr. comenta sobre passado como apresentador de telejornais no Ceará
    Uma versão mais séria do João Inácio Júnior esteve no ar nos telejornais locais do Ceará até o início dos anos 2000. Na TV Verdes Mares, ele passou 22 anos no comando do Jornal do 10, antigo nome do CE2.
    Isso faz com que ele seja o apresentador com maior tempo à frente de um telejornal da emissora.
    “Eu apresentava durante 15 minutos notícias aqui do Ceará, e aí, depois de 15 minutos, pontualmente às oito da noite, eu dizia: ‘Agora as notícias do Brasil e do mundo com Cid Moreira e Sérgio Chapelin’”, lembrou João Inácio, em entrevista pelos 50 anos da TV Verdes Mares.
    Ao g1, ele explicou que acabou passando por todos os telejornais nos anos em que esteve no ar pela emissora (confira no vídeo acima).
    E falou sobre a diferença na postura dos âncoras no passado. Como recorda, os apresentadores geralmente se posicionavam sentados atrás de uma bancada, em um padrão de movimentos e expressões mais contidos em comparação com os dias atuais.
    ‘Agora a Ivete fica famosa’
    Ivete Sangalo e Whindersson Nunes são alguns dos famosos que fizeram trend iniciada por João Inácio Jr.
    Reprodução
    Na última segunda-feira (30), a cantora Ivete Sangalo publicou um vídeo utilizando a trend criada por João Inácio Júnior. No vídeo, a artista divulgou informações sobre a nova turnê com referências aos vídeos do apresentador, como a expressão ‘o pau que rola na internet’.
    Entre os amigos, o comunicador escutou que ‘agora a Ivete fica famosa’, em tom de brincadeira sobre a crescente repercussão dos vídeos dele nas redes sociais.
    Todos os dias, ele acompanha os novos usos da trend feitos por pessoas de idades e profissões diversas em todo o Brasil. O movimento tem sido uma nova etapa do sucesso dele nas redes.
    O comunicador explicou que, há pelo menos dois anos, gera comentários e brincadeiras com o público local por causa dos vídeos em que apresenta uma dança, que ele criou misturando passos do piseiro, da aeróbica e dos movimentos de um jogador de futebol.
    O amor pelo esporte também aparece na escolha do visual para os vídeos. As chuteiras de futebol de campo geralmente têm cores vibrantes combinando com outros acessórios. Ele veste também camisas de times, mas evita os clubes locais para não despertar confusões com torcedores.
    João Inácio Jr. nos vídeos que viralizaram nas redes sociais
    Reprodução
    A novidade que acabou viralizando nacionalmente foi quando ele adicionou frases aos vídeos de dança.
    Para ele, a brincadeira remete às especulações sobre a sua sexualidade, que carrega desde o início da carreira (confira abaixo na reportagem). Para além da piada, o humor virou oportunidade para que ele enfatize a defesa de um mundo mais diverso e menos preconceituoso.
    “Eu escolhi um tema que tem a ver com toda a minha história e é um tema bacana, de inclusão, de amor, de apoio. Eu não tinha ideia da repercussão. É claro que eu sabia que ia ter uma repercussão grande aqui [no Ceará], porque o pessoal vê o cara da televisão e do rádio dando pulinho numa praça… Isso já chamaria atenção por si só. Aí eu resolvi falar durante os pulinhos, com um tema muito interessante”, contou ao g1.
    Para o comunicador, uma das maiores surpresas foi quando ele foi abordado em um shopping por um homem que veio agradecer pelas mensagens de apoio à comunidade LGBTQIA +. O homem, de 35 anos, relatou que ficou muito tempo sem falar com o pai depois de ter revelado ser gay.
    “Ele disse: ‘Meu pai é muito seu fã. Depois que você começou a fazer isso, ele me chamou para uma conversa. Ele quis me pedir perdão por tanta dor que ele causou’. Eu acho isso tão bacana, sabe? Essas pessoas sofreram tanto, e saber que posso contribuir de alguma forma me deixa muito feliz”, relatou João Inácio, bastante emocionado.
    A partir da brincadeira do ‘será que?’, ele conta que a trend tem sido usada de formas diversas, desde políticos mostrando seus resultados até pessoas que querem falar de suas profissões. Tudo isso ao som de “La Isla Bonita”, da cantora Madonna.
    O sucesso também é evidenciado nas dezenas de convites que João Inácio tem recebido para propagandas e participações em podcasts e programas de TV, em todo o Brasil.
    50 anos de histórias
    João Inácio Jr. atua há 50 anos na comunicação cearense, com programas no rádio e na televisão
    Arquivo SVM
    Foi em 1976 que, aos 19 anos, João Inácio Júnior começou a trabalhar em uma rádio de Fortaleza como noticiarista, lendo as principais notícias no ar. Era o início de uma carreira na qual ele exploraria linguagens e formatos diversos.
    Ainda no primeiro mês, ele ganhou um programa próprio, no qual passou a mesclar música e informação na rádio. A passagem para a televisão também veio em pouco tempo, no segundo mês de atividades.
    “Eu comecei na TV da Rede Tupi, aqui no Ceará, e na rádio. Em dois meses, eu era muito conhecido, era um sucesso absoluto. E aí, iniciou essa história de que eu era gay. E eu nunca me incomodei porque eu nunca vi problema em uma pessoa ser gay ou ser lésbica. Eu não me incomodava nem explicava”, contou ao g1.
    Uma das atividades do comunicador era também apresentar eventos, como os desfiles de moda seguidos de bailes em Fortaleza. Nas festas, as pessoas começaram a perguntar se ele também sabia cantar.
    “Eu me meti a cantar de brincadeira. E aí virou sério, e eu virei cantor durante 22 anos”, recorda João Inácio. Nas décadas de 1980 e 1990, ele foi vocalista do grupo de forró Banda Malícia.
    Ele brinca que o uso de collant e calças bem apertadas durante as apresentações ajudou a espalhar os comentários sobre a sua sexualidade.
    E recorda que sempre se posicionou como aliado da causa LGBTQIA+, destacando, em seus programas, momentos importantes, como a transmissão de um casamento coletivo homoafetivo. O evento havia sido organizado pelo humorista cearense Paulo Diógenes, que atuava na defesa da diversidade sexual.
    Aos 69 anos, João Inácio Júnior relembra histórias de seus 50 anos como comunicador no Ceará
    Ismael Soares/SVM
    Alguns dos programas de sucesso comandados por João Inácio Júnior foram o Disque e Toque, na FM 93, e o João Inácio Show, na Rádio Verdes Mares AM e na TV Diário.
    A voz marcante, o humor e os personagens do rádio foram aspectos que ajudaram o comunicador a entrar para a história da mídia cearense. Um dos personagens mais famosos foi o Seu Gereba, um velho ‘esculhambado’ que abusava das piadas escrachadas ou de duplo sentido.
    Atualmente, João Inácio apresenta o programa Bafulê, trazendo informações e entretenimento na TV Diário e na rádio Verdinha 92.5. Com um formato em que aparece sempre no vídeo, o comunicador conta que deu um tempo nos personagens que dependiam apenas da sua voz.
    “Eu precisaria de bonecos para operacionalizar isso. Ou agora, criar com inteligência artificial. Mas a criatividade também não é tão simples. Ali, no caso dos personagens, eu pegava o tema do momento. Então, eu estava falando uma notícia, e já entravam os personagens, era uma criação imediata. Com bonecos ou inteligência artificial, eu teria que criar antes”, explicou.
    As histórias do Seu Gereba, do Chico Lacraia ou do Vovô Maraponga estão apenas na memória dos cearenses por enquanto. No entanto, João Inácio continua encontrando novas formas de entreter o seu público.
    Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
  • ‘Nada é obstáculo’: como adolescente autista transformou vida da família em Ribeirão Preto

    ‘Nada é obstáculo’: como adolescente autista transformou vida da família em Ribeirão Preto

    ‘Nada é obstáculo’: como adolescente autista transformou vida da família em Ribeirão Preto
    ‘Nada é obstáculo’: como adolescente autista transformou vida da família em Ribeirão Preto
    Aos 13 anos, Maria Cecília fala fluentemente inglês, estuda japonês por conta própria e carrega no currículo uma medalha de prata, conquistada na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP) no ano passado.
    O que, para muitos, seria apenas a rotina de uma adolescente prodígio, para os pais, Maria Antonieta Coelho e Jorge Nasser, é a celebração de uma trajetória de lutas, adaptações e vitórias diárias.
    Maria Cecília está no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e quando ela nasceu, o debate sobre neurodiversidade e inclusão ainda era novo e pouco discutido no Brasil.
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    Sem rede de apoio governamental ou cobertura de planos de saúde, a família, que é de Ribeirão Preto (SP), precisou se reinventar e transformar a própria casa em um ambiente terapêutico contínuo para fazer Maria Cecília brilhar.
    Todo ser humano que se dispõe a buscar algo, a maior limitação que ele pode ter é ele mesmo. Se ele vence essa limitação, nada é obstáculo
    As terapias constantes e o ambiente favorável ao longo dos anos fizeram com que Maria Cecília migrasse do nível de suporte 3 (o mais alto) para o 1 (o mais baixo). Ela conquistou autonomia, ajuda nas tarefas de casa e adora cozinhar, sempre com a supervisão e o auxílio dos pais.
    A experiência com a filha transformou a vida de Maria Antonieta e Jorge. De uma família sem apoio, eles se tornaram a rede que tanto precisaram.
    Hoje, o casal atua em conselhos municipais e lidera iniciativas no Rotary Club voltadas para Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Para Maria Antonieta e Jorge, a jornada da filha é a prova de que o amor e o estímulo superam barreiras.
    “Esqueçam os rótulos. São seus filhos, eles são seres humanos que precisam tanto quanto os outros de amor, de carinho, de acolhimento. Não fique esperando o diagnóstico para agir. O rótulo é o menos importante”, diz a mãe.
    Maria Cecilia Nasser, de Ribeirão Preto (SP)
    Murilo Corazza/g1
    Para acompanhar o desenvolvimento da filha, Maria Antonieta fez cursos de formação, estudou a análise do comportamento (ABA) e hoje dá palestras para apoiar outras famílias.
    “A gente precisa cuidar do cuidador, porque ele é o alicerce da criança com autismo. O pai, a mãe, os avós precisam ter apoio psicológico também”, afirma.
    A rede de apoio estruturou até a própria casa: das quatro filhas, a mais velha, Maria Beatriz, também foi diagnosticada com autismo, e Eduarda, com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
    Os primeiros sinais e a importância dos estímulos
    Maria Cecília é a caçula de quatro irmãs. Segundo Jorge, o primeiro sinal de que o desenvolvimento dela seguia um ritmo diferente aconteceu com poucos meses de vida.
    Enquanto brincava, ela fez um corte entre os dedos com uma folha de papel. Em vez de chorar, observou o sangue escorrer pela mão com curiosidade. A reação chamou a atenção.
    “Além de machucar, que é uma área muito sensível, dói e sangra muito, ela achou interessante. Foi engatinhando e andando pela casa, o sangue foi acontecendo e a mãe foi seguindo o rastro. Chegou na menina, a mãe ficou apavorada, e a menina se divertindo”, relembra Jorge.
    Ceci com o pai, Jorge Nasser Filho em uma aula de culinária
    Arquivo pessoal
    Quando Maria Cecília tinha 1 ano e meio, a escola enviou à família um caderno com anotações sobre comportamentos atípicos. Ao pesquisá-los na internet, Maria Antonieta se deparou com a palavra autismo.
    “A professora trouxe na agenda um relatório de que ela não socializava, não interagia com os coleguinhas, não falava nada. A gente nem sabia o que era autismo, procurei na internet e deu lá que era autismo. Foi um choque, porque na época nem se falava em transtorno do espectro, era transtorno global do desenvolvimento”, conta a mãe.
    Até os 5 anos, Maria Cecília não falava. Para garantir o desenvolvimento da filha, a família embarcou em uma jornada de terapias, custeadas integralmente do próprio bolso.
    Naquela época, a Lei Brasileira de Inclusão ainda estava sendo desenhada e conseguir um laudo precoce era raridade.
    Foram oito anos de acompanhamento com carga de 20 horas semanais, totalizando um investimento estimado em R$ 3 milhões. As tias e a avó materna, que foram educadoras e reitoras, usaram as economias de uma vida inteira para ajudar nos custos do tratamento.
    “A gente não tinha rede de apoio pública. O único caminho era ir atrás e pagar as terapias. Tivemos uma terapeuta que veio em casa e ensinou a família toda como generalizar os ambientes. A Cecília ficava 24 horas em tratamento, porque todo mundo agia com ela da mesma forma”, diz a mãe.
    Ao g1, a neuropediatra Gabriela Amoedo Cavassani diz que o caminho traçado pela família era exatamente o que Maria Cecília precisava para se desenvolver.
    “A intensidade da terapia e ela ser precoce, antes dos 2 anos de idade, podem fazer a diferença. E quando a gente fala em intensidade, está falando de, pelo menos, 25 horas semanais de intervenção de terapia. Agora, qual vai ser a terapia, vai ter que ser uma coisa individualizada”.
    Maria Cecília, de 13 anos, superou o atraso na fala e hoje é fluente em três idiomas. Autodidata, a adolescente também acumula conquistas como a medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Matemática
    Arquivo pessoal
    Virada de chave
    Para otimizar os tratamentos de alto custo para a filha, a criatividade do pai entrou em cena. Quando a musicoterapeuta de Maria Cecília precisou analisar microexpressões faciais para a tese de doutorado, Jorge, que fabrica instrumentos musicais e tem experiência com fotografia, ofereceu ajuda.
    Ao g1, ele conta que construiu um mini estúdio de áudio e vídeo dentro da sala de terapia para captar as reações da filha. As análises permitiram que a equipe médica direcionasse os estímulos com extrema precisão, identificando o que funcionava ou não no cérebro da menina.
    A recompensa por todo esforço chegou de um jeito inesquecível, quando a menina tinha 5 anos. Na época, a família estava quase começando um tratamento diferente com a fonoaudióloga para tentar ajudar Maria Cecília a falar.
    Durante um aniversário, ela verbalizou ao pai, pela primeira vez, que queria um refrigerante gelado.
    “Ela olhou para mim e disse ‘quero coca’. Eu olhei para a cara dela ‘a tia [fonoaudióloga] falou para mim que você não fala’”, conta Jorge.
    Para a mãe, a situação é resultado de uma postura que ela defende até hoje: aceitar o diagnóstico e se dedicar no tratamento.
    “Eu falo muito para as mães: aceitem o diagnóstico e já corram atrás, não fiquem esperando. Quanto mais cedo, melhor o desenvolvimento. Se a família aceitar e acolher, o desenvolvimento é para a família toda, senão a família adoece”.
    Maria Cecília ao lado da mãe, Tonnia, que hoje dá mentoria e apoio para outras famílias atípicas
    Arquivo pessoal
    A busca por inclusão escolar
    Se em casa o ambiente era de estímulo, fora dela a realidade foi difícil. A busca por uma escola que acolhesse Maria Cecília mostrou, segundo os pais, a falta de preparo do sistema educacional brasileiro.
    A família tentou matricular a menina em escolas particulares, inclusive por meio da Justiça, para garantir um acompanhante terapêutico. O resultado foi uma sucessão de frustrações e cinco “convites de retirada”.
    “A ponto de, no começo da pandemia, eu desistir e falar ‘não vou levar mais na escola’. É muito sofrido”, desabafa a mãe.
    Hoje, Maria Cecília estuda em uma escola municipal em Ribeirão Preto. Ela está no 7º ano e conta com o acompanhamento contínuo de uma pedagoga.
    No ano passado, a adolescente conquistou uma medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Matemática, mas é bem sincera quando fala sobre a disciplina favorita.
    “A que mais gosto é História. Matemática, não gosto tanto. Dependendo de como é aplicada, dependendo do que você está falando sobre matemática, eu até gosto”.
    Aos 13 anos, Maria Cecília estuda japonês por conta própria e é fluente em inglês
    Arquivo pessoal
    Hiperfoco na cultura oriental
    Hoje, o hiperfoco de Maria Cecília está voltado para a cultura oriental. Apaixonada por mangás, ela aprendeu a desenhar olhando vídeos e, para entender melhor as histórias, decidiu estudar japonês.
    Como não encontrou aplicativos de tradução direta do português, utilizou o inglês, que já dominava, como base para estudar a nova língua.
    “Estou usando um livro didático e também pesquisando umas coisas no Google. Você vai ouvindo, vai lendo”.
    Apaixonada pela cultura oriental, Maria Cecília aprendeu a desenhar mangás sozinha
    Arquivo pessoal
    Segundo a neuropediatra Gabriela Amoedo Cavassani, saber utilizar hiperfocos pode ajudar profissionais a ampliarem o aprendizado das crianças.
    “O hiperfoco, que é o interesse muito intenso e restrito em um determinado assunto, é comum acontecer daquele autista desenvolver o a gente chama de ilha de habilidade. Um bom terapeuta, uma pessoa que sabe o que está fazendo, vai usar o hiperfoco em favor daquela criança. Não deve ser extinguido o hiperfoco jamais”, ressalta.
    *Sob a supervisão de Flávia Santucci
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  • Trump confirma que piloto americano foi resgatado: ‘são e salvo’

    Trump confirma que piloto americano foi resgatado: ‘são e salvo’

    Trump confirma que piloto americano foi resgatado: ‘são e salvo’
    Os Estados Unidos resgataram o tripulante do caça F-15E derrubado na última sexta-feira (3), no Irã. A informação havia sido divulgada inicialmente pela rede de notícias Al Jazeera e pela agência Reuters, logo depois, confirmada por Donald Trump em sua rede social: “são e salvo”.
    Entretanto, segundo fontes do canal internacional, o militar ainda não está em total segurança. A equipe de resgate ainda precisa deixar o território iraniano e retornar à base em segurança.
    Durante a madrugada deste domingo (5) o presidente americano comentou o resgate afirmando que o piloto “estava atrás das linhas inimigas nas traiçoeiras montanhas do Irã, sendo caçado”. Confira o pronunciamento:
    Donald Trump confirma resgate de piloto americano no Irã
    Reprodução Redes/Truth @realDonaldTrump
    ➡️ Esta reportagem traz informações preliminares que podem ser atualizadas assim que novos dados forem confirmados pelas autoridades.
    Iranianos pegam em armas para tentar capturar piloto americano desaparecido
    Contexto da operação de resgate
    O caça F-15E foi abatido por defesas aéreas iranianas em uma região montanhosa no sudoeste do país. Dois tripulantes estavam a bordo e conseguiram ejetar antes da queda. Enquanto um dos militares foi localizado e salvo por forças dos EUA poucas horas após o incidente, o segundo permanecia desaparecido até então.
    Além do F-15E, um segundo avião militar americano, modelo A-10 Thunderbolt II, também teria sido abatido na sexta-feira perto do Estreito de Ormuz. O piloto desta segunda aeronave, que estava sozinho, foi resgatado com sucesso — contou o jornal The New York Times.
    Gif mostra caça F-35 sendo alvejado pelo Irã
    Reprodução
    Corrida contra o tempo e recompensas
    A busca pelo tripulante do F-15E tornou-se uma “corrida contra o relógio”. O regime iraniano mobilizou tropas por terra e ofereceu uma recompensa de US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil) para moradores que ajudassem a capturar o piloto americano.
    A missão de resgate enfrentou forte resistência. Vídeos divulgados pela mídia estatal iraniana mostraram homens armados disparando contra helicópteros Black Hawk da Força Aérea dos EUA que vasculhavam a área. Fontes do governo americano confirmaram que aeronaves foram atingidas por fogo inimigo, mas conseguiram retornar às bases.
    O episódio marca a primeira vez na guerra que aviões tripulados dos EUA são abatidos dentro do território iraniano. O presidente Donald Trump, que anteriormente havia declarado que a defesa aérea do Irã estava fragilizada, deu um ultimato de 48 horas para que o país aceite um acordo, sob ameaça de ataques severos a infraestruturas de energia e petróleo.
  • Trump confirma resgate de piloto no Irã; ACOMPANHE

    Trump confirma resgate de piloto no Irã; ACOMPANHE

    Trump confirma resgate de piloto no Irã; ACOMPANHE
    Trump confirma resgate de piloto no Irã; ACOMPANHE Trump afirmou que episódio não atrapalha negociações, mas deu novo ultimato para que Teerã reabra Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos resgataram o tripulante do caça F-15E derrubado na última sexta-feira (3), no Irã; Trump: ‘são e salvo’. Os EUA ainda não se manifestaram. Enquanto isso, Donald Trump deu prazo até segunda-feira para Irã reabrir Estreito de Ormuz. . Em sinal de flexibilização, o Irã autoriziou a passagem de navios com bens essenciais pelo estreito. . Ainda assim, o Conselho de Segurança vai votar resolução que permite uso da força no Estreito de Ormuz. A votação foi adiada para negociações. . Já no front de guerra, Israel disse ter bombardeado usinas siderúrigicas e petroquímicas do Irã.
  • Quando a criança pode ir no banco da frente? Veja como evitar erros na volta do feriado

    Quando a criança pode ir no banco da frente? Veja como evitar erros na volta do feriado

    Quando a criança pode ir no banco da frente? Veja como evitar erros na volta do feriado
    Cadeirinhas infantis: veja as regras para usar cada uma
    A escolha e o uso adequado da cadeirinha infantil ainda despertam dúvidas entre pais e responsáveis, mesmo após a sua obrigatoriedade em veículos de passeio, estabelecida em setembro de 2010.
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    O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) permite o transporte no banco da frente em situações específicas:
    Crianças a partir de 10 anos, com cinto de segurança;
    Quando o banco traseiro só tem cinto de dois pontos;
    Em veículos sem banco traseiro, como picapes de cabine simples;
    Quando há mais crianças do que lugares no banco traseiro — a de maior estatura pode ir na frente;
    Equipamentos certificados.
    Segundo a Senatran, apenas bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação são considerados dispositivos adequados. O Inmetro reforça que não há certificação para outros tipos de equipamentos.
    “Sem um equipamento certificado, ou seja, que passou por testes rigorosos, a criança não estará devidamente protegida”, alerta Fábio Viviani, especialista em segurança veicular.
    Bebê conforto, cadeirinha e assento com elevação: os dispositivos indispensáveis para transportar crianças
    g1
    Confira abaixo as principais dúvidas sobre transporte seguro de crianças em carros:
    Qual cadeirinha usar no carro?
    Quando trocar a cadeirinha?
    Como usar e fixar o assento de elevação?
    Onde instalar a cadeirinha?
    O que é e como usar o Isofix?
    Qual cadeirinha usar no carro?
    No papel, a regra do Contran define faixas etárias para cada tipo de equipamento:
    Bebê conforto: até 1 ano ou 13 kg;
    Cadeirinha: de 1 a 4 anos ou entre 9 kg e 18 kg;
    Assento de elevação: de 4 a 7 anos; entre 15 kg e 36 kg ou até 1,45 m de altura;
    Banco traseiro com cinto de segurança: de 7 anos a 10 anos, desde que a criança tenha pelo menos 1,45 m de altura.
    O uso incorreto da cadeirinha, além da insegurança para o bebê ou a criança, inclui multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo.
    O Inmetro, que certifica os produtos, classifica os dispositivos por grupos que combinam idade, peso e altura. Há modelos que abrangem mais de um grupo e podem ser usados por mais tempo.
    “Existem cadeirinhas certificadas que comportam de 0 kg a 25 kg, por exemplo. Outras duram praticamente todo o tempo em que a criança vai precisar usar dispositivo de retenção”, afirma Gustavo Kuster, do Inmetro.
    Volte para o início.
    Quando trocar a cadeirinha?
    O modelo da cadeirinha deve acompanhar o crescimento da criança, garantindo que ela esteja sempre firme e protegida. Como cada versão é indicada para uma faixa etária específica, a troca do equipamento se torna necessária conforme o desenvolvimento.
    A transição entre os dispositivos deve considerar, na seguinte ordem de prioridade:
    💺 O conforto;
    👶 O tamanho da criança;
    🎂 A idade da criança.
    Um bebê que já não cabe no bebê conforto, por exemplo, pode ir para a cadeirinha, mesmo que ainda não tenha completado a idade mínima para a transição.
    “Se ela ainda cabe naquele dispositivo, está confortável, com o cinto bem preso, pode continuar nele”, afirma Kuster.
    A posição do bebê conforto — voltado para o encosto do banco — é recomendada por causa da anatomia dos recém-nascidos. “O bebê nasce com a cabeça maior que o corpo, como na forma de um martelo. Nessa posição, ele fica mais protegido”, explica Celso Arruda, especialista da Unicamp.
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    Como usar e fixar o assento de elevação?
    Para os mais crescidos, a altura é o fator mais importante na hora de dispensar o assento de elevação.
    Crianças com menos de 1,45 m não devem usar apenas o cinto de segurança, mesmo que tenham mais de 7 anos. O assento serve para posicionar corretamente o cinto de três pontos, que deve passar pelo peito.
    “Se ela ainda não tiver altura suficiente e quiser continuar usando inclusive a cadeirinha completa, sem dispensar o encosto, ainda que tenha mais de 4 anos ou mais de 36 kg, tudo bem. Desde que esteja confortável”, diz Kuster.
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    Onde instalar a cadeirinha?
    O lugar mais seguro para transportar a criança é o banco traseiro, com cinto de três pontos e o dispositivo adequado. Mas há exceções.
    Em carros que só têm cinto de dois pontos no banco de trás — e não há cadeirinha certificada para esse tipo de cinto — o ideal é levar a criança no banco da frente, com cinto de três pontos e o equipamento de retenção.
    Mas é preciso desligar o airbag, nos carros equipamentos com o dispositivo, para não eclodir em caso de acidente e causar mais danos do que proteger a criança.
    “Dar um jeito de fixar a cadeirinha feita para cinto de três pontos em um cinto com dois pontos é ruim”, alerta Viviani.
    “Pode até parecer que ficou firme, mas nos crash tests é impressionante ver as forças envolvidas. A cadeirinha sem esse terceiro ponto de fixação não vai trabalhar da maneira como foi projetada”.
    Nesses casos, a recomendação é recuar o banco dianteiro ao máximo, para afastar a criança do painel.
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    O que é e como usar o Isofix?
    Uma das formas de prender o bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação nos carros é o Isofix, que ancora a cadeirinha ao assento traseiro do carro. Porém, a lei do Isofix foi sancionada em 2015 e somente em 2020 é que passou a ser obrigatória para todos os veículos novos fabricados ou importados no país.
    Este tipo de ancoragem exige pontos de fixação específicos, tanto no veículo quanto na cadeirinha.
    O sistema é composto por dois pontos de fixação na base da cadeirinha ou do bebê-conforto, que se encaixam a dois pontos no veículo, localizados no vão entre o assento e o encosto do banco traseiro.
    Pontos de ancoragem do Isofix em um Volkswagen Golf
    divulgação/Volkswagen
    Para fixar a cadeirinha, você precisa:
    Localizar os pontos de ancoragem no banco traseiro, que podem ser visíveis como na imagem acima, ou escondidos. Neste caso, um ícone de cadeirinha infantil ou o nome “Isofix” fica fisível.
    Guiar os pontos da cadeirinha aos locais do banco e empurrar, até escutar um “clique”.
    Em algumas cadeirinhas, uma indicação em verde aparece próxima do local de ancoragem no assento do veículo.
    Ponto de ancoragem Isofix em um Volkswagen Golf
    divulgação/Volkswagen
    Um terceiro ponto pode estar no carro e ele se liga a uma espécie de gancho da cadeirinha, evitando que o dispositivo se movimente. Esse ponto tem nome de Top Tether e, se estiver no seu carro, estará em um dos seguintes locais:
    No assoalho;
    Na parte de trás do encosto (na área do porta-malas, como na imagem abaixo);
    Na lateral do carro (na mesma área de onde saem os cintos de segurança).
    Top tether em um Volvo XC40
    divulgação/Volvo
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  • O que se sabe sobre a queda do avião de deixou quatro mortos no RS (e o que falta saber)

    O que se sabe sobre a queda do avião de deixou quatro mortos no RS (e o que falta saber)

    O que se sabe sobre a queda do avião de deixou quatro mortos no RS (e o que falta saber)
    Avião de pequeno porte cai e piloto morre no Litoral Norte do RS
    Por volta das 10h38 da Sexta-feira Santa, em 3 de abril, um avião de pequeno porte caiu e se chocou contra um restaurante em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. As quatro pessoas a bordo da aeronave morreram.
    Imagens registradas por câmeras de segurança da prefeitura captaram o momento em que o avião cai. Em seguida, é registrada uma explosão.
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    Testemunhas que presenciaram a fatalidade relatam que a explosão decorrente do choque da aeronave com o restaurante causou “um cogumelo de fogo para cima”.
    O trajeto
    Infográfico – Avião de pequeno porte cai no Litoral Norte do RS
    Arte/g1
    O avião decolou de Itápolis, município do noroeste paulista, em direção ao Rio Grande do Sul. A aeronave ainda fez escala na cidade de Forquilha, em Santa Catarina, para abastecer.
    De acordo com o proprietário da aeronave, Allan Peluzzi, dono da Peluzzi Aviation, empresa de venda e aluguel de aviões, o modelo Piper Jetprop DLX estava se deslocando para Capão da Canoa para ser vendido.
    O voo que acabou em tragédia seria uma demonstração da aeronave aos futuros donos. Essa era a primeira vez do casal em um avião deste tipo.
    Conforme a Brigada Militar, a aeronave “estaria voando em baixa altitude, momento em que passou a perder altura e veio a cair”.
    As vítimas
    Vítimas de queda de avião são o casal Deborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o piloto Nelio Pessanha e o sócio da empresa de aviação Renan Saes
    Reprodução/Redes sociais
    Nenhum dos quatro ocupantes da aeronave resistiu ao impacto. As vítima foram identificadas como os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, que eram casados, o sócio da empresa de aviação a que pertencia a aeronave, Renan Saes, e o piloto Nelio Pessanha.
    O casal de empresários atuava no setor de eventos e ficou conhecido pela organização de feiras comerciais voltadas ao segmento têxtil. Juntos, eles não tiveram filhos em comum, mas formavam uma família com filhos de relacionamentos anteriores. Déborah era mãe de trigêmeos, e Luis, pai de um filho.
    Naturais de Ibitinga (SP), cidade reconhecida nacionalmente como a Capital Nacional do Bordado, eles viveram por muitos anos no município antes de se mudarem para Xangri-lá (RS), onde passaram a desenvolver parte dos negócios na cidade vizinha Capão da Canoa.
    O casal estava à frente de uma feira itinerante inspirada na tradicional Feira do Bordado de Ibitinga, uma das maiores feiras de enxovais da América Latina, realizada anualmente na cidade do interior de São Paulo. A feira organizada pelo casal utilizava a reputação do polo têxtil de Ibitinga para promover eventos comerciais em diferentes cidades do RS.
    Em depoimento ao g1, uma amiga do casal, a empresária Fernanda de Matos, relata que Déborah e Luis eram muito unidos: “eles partiram juntos porque o amor deles era forte e verdadeiro”.
    O piloto e sócio da empresa de aviação a que pertencia a aeronave, Renan Saes, publicou um vídeo nas redes sociais momentos antes da fatalidade. Na postagem, feita por volta das 9 horas em seu perfil pessoal, é possível ver imagens da vista da janela do avião.
    No post, o piloto marcou a página da empresa Peluzzi Aviation. O sócio de Renan, Allan Peluzzi, confirma que o vídeo trata-se do avião que caiu. Ele acredita que a gravação foi feita pouco antes do pouso no aeroporto de Forquilhinha. Nas imagens, é possível ver a paisagem, um complexo de energia eólica e também o painel da aeronave.
    O Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul liberou os corpos das quatro vítimas e os velórios passaram a ser realizados entre a noite deste sábado (4) e a manhã de domingo (5), em três estados diferentes: Capão da Canoa (RS), Itápolis (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ).
    As causas
    Avião de pequeno porte cai e piloto morre no Litoral Norte do RS
    Reprodução/Câmera de segurança
    As causas do acidente ainda são desconhecidas. A Força Aérea Brasileira (FAB) é a responsável por apurar o que ocorreu por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
    Investigadores do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, com sede em Canoas, foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo a aeronave.
    A ação inicial é quando profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.
    Paralelamente, a Polícia Civil do RS instaurou um inquérito para investigar a queda do avião. A polícia fará a apuração criminal dos fatos, com o objetivo de verificar eventual ocorrência de ilícitos penais, esclarecer as circunstâncias do acidente e identificar possíveis responsabilidades decorrentes do evento.
    O local
    Queda de avião no RS: imagens aéreas mostram como ficou local após acidente com 4 mortes
    A tragédia poderia ter sido ainda maior. O restaurante atingido pela aeronave estava fechado para reforma pontuais, mas tinha previsão inicial de estar aberto sendo preparado para receber clientes no feriado da Páscoa.
    “Há dois dias decidimos que não abriríamos na Sexta-feira Santa para o almoço, porque eu queria fazer umas pequenas reformas. Então, a gente não abriu. Era para estar toda a equipe trabalhando”, declarou o empresário Douglas Roos, no dia do acidente.
    O estabelecimento foi completamente destruído pelo impacto e consumido pelas chamas, antes de ser demolido pelo Corpo de Bombeiros, como mostram imagens áreas captadas após a colisão. O restaurante que funcionava há 10 anos no local da queda.
    Destroços do restaurante que foi atingido pela queda de um avião de pequeno porte em Capão da Canoa (RS)
    Matheus Goulart/Agência RBS
    Nos dias seguintes ao acidente, o cenário na Avenida Valdomiro Cândido dos Reis é de destruição e mobilização. O avião se chocou contra um poste em frente ao estabelecimento, derrubando a fiação e deixando parte do bairro sem luz.
    Engenheiros avaliaram a estrutura das casas ao lado do restaurante. Segundo o Corpo de Bombeiros, a estrutura não foi abalada. Mesmo assim, os moradores foram aconselhados a deixar o imóvel temporariamente por causa do forte cheiro de querosene de aviação e fumaça.
    Moradores relatam medo antes da queda de avião no RS: “muito baixo, parecia que ia bater”
    Confira a cobertura completa da queda do avião
    Avião de pequeno porte cai no Litoral Norte do RS; quatro mortes são confirmadas
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    VÍDEO mostra como ficou o restaurante atingido por avião
    Piloto gravou vídeo de dentro de avião e fez post nas redes sociais momentos antes da queda
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    Avião de pequeno porte cai e quatro pessoas morrem no Litoral Norte do RS
    Reprodução/Câmera de segurança
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  • Dupla Sena hoje: resultado do concurso 2940 e números sorteados

    Dupla Sena hoje: resultado do concurso 2940 e números sorteados

    Dupla Sena hoje: resultado do concurso 2940 e números sorteados
    Volantes da Dupla Sena
    G1
    Veja abaixo os números do sorteio do concurso 2940 da Dupla Sena realizado neste sábado (4):
    1º sorteio: 5 – 13 – 18 – 29 – 31 – 33
    2º sorteio: 1 – 8 – 15 – 19 – 21 – 22
    Veja quantas apostas foram premiadas no concurso 2940:
    1º sorteio:
    6 acertos: 4 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 10.049.459,88;
    5 acertos: 874 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 4.262,38;
    4 acertos: 44.299 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 96,10;
    3 acertos: 779.197 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 2,73.
    2º sorteio:
    6 acertos: 1 aposta ganhadora, que vai receber R$ 4.097.855,51;
    5 acertos: 579 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 5.790,66;
    4 acertos: 35.048 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 121,47;
    3 acertos: 666.204 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 3,19;
    Isso significa que a Dupla Sena não acumulou após o concurso 2940.
    O próximo sorteio acontece na segunda-feira (6).
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    Como jogar na Dupla Sena
    Na Dupla Sena, o jogador participa de dois sorteios com um volante, escolhendo entre 6 e 15 números dentre os 50 disponíveis em cada sorteio. Vence o prêmio as apostas que acertarem 3, 4, 5 e 6 números no primeiro sorteio, no segundo sorteio ou nos dois.
    Também é possível optar pela Surpresinha: nessa modalidade, os números são escolhidos pela Caixa Econômica Federal, que administra a loteria. Outra opção é repetir seu jogo da sorte por 2, 3, 4, 6, 8, 9 ou 12 concursos consecutivos com a Teimosinha.
    O valor mínimo da aposta é de R$ 3,00.
    O valor da aposta e a chance de acerto variam conforme a quantidade de números escolhidos e de trevos escolhidos:
    Chances de acerto e valor da aposta
    A divisão do prêmio é a seguinte:
    Para o 1º sorteio:
    30% entre os acertadores de 6 números;
    10% entre os acertadores de 5 números;
    8% entre os acertadores de 4 números;
    4% entre os acertadores de 3 números.
    Para o 2º sorteio:
    11% entre os acertadores de 6 números;
    9% entre os acertadores de 5 números;
    8% entre os acertadores de 4 números;
    4% entre os acertadores de 3 números.
    Sorteio da Dupla Sena
    A Dupla Sena tem três sorteios semanais, que ocorrem de segunda-feira a sábado, às 21h.
    Esta reportagem foi produzida de modo automático com dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal. Clique aqui para saber mais. Se houver novas informações relevantes, a reportagem pode ser atualizada.
  • Auto de Páscoa de São José dos Campos mobiliza 2,3 mil voluntários e reúne multidão na Semana Santa

    Auto de Páscoa Evangélico reúne pessoas de várias religiões em São José dos Campos
    Em São José dos Campos, Vale do Paraíba, São Paulo, o Alto de Paschoal Evangélico reúne pessoas de diversas religiões.
    A história mais conhecida da humanidade vai além do espetáculo. É trabalho coletivo movido pela fé e pela arte. A cada ano na Semana Santa, as apresentações reúnem 5.500 pessoas por dia. Nos bastidores, são 2.300 voluntários envolvidos em cada detalhe.
    Maquiagem, figurino, balé, teatro, técnica e uma orquestra ao vivo. Atrás do palco, cada movimento precisa de sincronismo.
    “Quem vai por ali, quem volta por aqui. Então, a gente tem considerado esse camarim também como uma grande coreografia”, diz a coordenadora de elenco de cança Fernanda Rodrigues.
    Milhares de peças e acessórios trocados em ritmo acelerado conforme o roteiro para ninguém se perder. Para o personagem principal, uma equipe inteira, oito maquiadores só para ele.
    Nos bastidores, tudo precisa ser rápido e cronometrado. Jesus, entre uma cena e outra, tem pouquíssimo tempo para poder mudar completamente o personagem. Foi meio minuto para preparar ele para o julgamento, menos de 50 segundos para a crucificação e agora vão ser cerca de 6 minutos para deixar ele pronto para o último ato do espetáculo, a ressurreição.
    “Desafio de fazer esse quebra-cabeça, juntar colocar todas as peças, cada uma no seu lugar, é grande, mas é muito valioso”, comenta Leila Paes, coordenadora geral do Auto de Páscoa.
    Pessoas de diferentes crenças se encontram e a mensagem vai além do palco.
    “Afinal de contas, nós somos todos cristãos, né? Todos adoramos o mesmo Deus. É uma mensagem cada vez mais necessária e todos os anos, eles inovam”, revela o padre Vladimir Ferreira Coelho.
    “Maravilhoso, é é um espetáculo. É muito bom ver Cristo e uma representação tão bonita.”, comenta a arquiteta Letícia Harumi.
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