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  • ‘É como ter um rei, só que religioso’: como é o regime teocrático do Irã, onde a fé dita a vida de todos

    ‘É como ter um rei, só que religioso’: como é o regime teocrático do Irã, onde a fé dita a vida de todos

    ‘É como ter um rei, só que religioso’: como é o regime teocrático do Irã, onde a fé dita a vida de todos
    O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) é um órgão vital para a sustentação do regime religioso
    Getty Images via BBC
    O Irã escolheu seu novo líder supremo.
    Mojtaba Khamenei sucederá seu pai, o aiatolá Ali Khamenei (1939-2026), morto durante os ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, no sábado, 28 de fevereiro.
    O novo líder terá poder absoluto e se transformará na referência máxima, política e religiosa, do país que seu pai liderou por quase quatro décadas, desde 1989.
    Mojtaba Khamenei controlará uma nação em que a religião determina a política e quase todos os aspectos da vida dos seus habitantes.
    Com sua eleição, começa um novo capítulo, no qual o regime iraniano aparentemente permanece intacto, mas ainda é cedo para projetar o alcance deste conflito e suas consequências.
    O Irã nem sempre foi uma teocracia — um regime no qual a autoridade máxima é atribuída a Deus e exercida por autoridades religiosas. Sua força é explicada por elementos históricos e teológicos, mas também por fatores políticos.
    A capacidade do regime de sustentar o sistema institucional que o mantém é vital para sua sobrevivência. Mas é igualmente fundamental sua sistemática dedicação para evitar o surgimento de eventuais opositores, segundo diversos especialistas.
    O líder todo-poderoso
    Mojtaba Khamenei foi escolhido como o novo líder supremo do Irã, em substituição ao seu pai, morto nos primeiros ataques ao país, em 28 de fevereiro
    Getty Images via BBC
    A teocracia iraniana é única.
    O país tem Parlamento e presidente eleitos pelo povo, mas todo o poder se concentra em uma figura, que é o líder supremo. Seu poder quase não tem contrapeso.
    O líder supremo pode vetar e exercer influência decisiva sobre as principais políticas públicas do país. E, além de ser o chefe de Estado, é também a autoridade máxima política e religiosa do Irã.
    Ele atua como comandante-chefe das Forças Armadas e todas as nomeações militares de alto escalão dependem da sua decisão.
    O líder supremo também nomeia o chefe do Poder Judiciário e o diretor da rádio e TV estatal, que mantém o monopólio do setor no país.
    “É como ter outro rei, mas um rei religioso”, define o jornalista Siavash Ardalan, da BBC News Persa.
    O Conselho de Guardiães e a Assembleia de Peritos são os dois outros pilares teocráticos do sistema iraniano.
    Quem é Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã
    O Conselho tem como principal função revisar a legislação parlamentar. Todas as leis aprovadas pelo Parlamento devem receber sua aprovação antes de entrar em vigor.
    “O Conselho também desempenha papel de filtro nos processos eleitorais, avaliando todos os candidatos para as eleições parlamentares, presidenciais e a Assembleia de Peritos”, explica o especialista em teologia política islâmica Naser Ghobadzadeh, professor de Política e Relações Internacionais da Universidade Americana da Bulgária.
    Já a Assembleia de Peritos, que teve a missão de escolher Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, é um organismo composto por 88 membros.
    Seus integrantes são eleitos por votação popular, mas todos eles devem ser homens e possuir o nível de mojtahed. Por isso, a Assembleia é composta exclusivamente por clérigos.
    Uma das suas principais funções é escolher a autoridade máxima e supervisionar seu desempenho — papel que, na prática, não é cumprido.
    O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) é outro elemento fundamental para a proteção do regime teocrático do país. Ele foi criado como exército paralelo para defender a Revolução Iraniana de 1979 e se manteve leal ao regime desde então.
    A força da teocracia iraniana é expressa muito além da sua estrutura institucional.
    Ela também é sentida nas ruas, onde as mulheres são obrigadas a usar o hijab e, se não cumprirem as regras impostas pelo aiatolá, podem ser detidas pela polícia da moralidade.
    Foi o que aconteceu com Mahsa Amini (1999-2022), uma jovem iraniana de origem curda que morreu nas mãos daquele organismo aos 22 anos de idade, ao ser presa em 2022. Sua morte gerou protestos em massa no país.
    Mas como este regime se instalou no Irã?
    Alí Khamenei liderou a teocracia iraniana por quase 40 anos, desde 1989
    Getty Images via BBC
    O caminho para a teocracia
    O regime teocrático dos aiatolás surgiu na Revolução Iraniana de 1979. Até então, o Irã era uma monarquia, onde o clero tinha poder limitado.
    O levante contra o xá Mohammad Reza Pahlavi (1919-1980) ocorreu quando diversos setores do país concordaram em se opor ao regime da época.
    A modernização autoritária impulsionada pelo xá ao longo dos anos era vista pelo mundo islâmico como submissão ao Ocidente, particularmente aos Estados Unidos.
    E, embora originalmente a revolução não fosse apenas religiosa, a consolidação da liderança do aiatolá Ruhollah Khomeini (1902-1989) foi fundamental para a instalação da teocracia no Irã.
    Khomeini era um líder carismático e erudito religioso. No exílio, ele promoveu a ideia que hoje está no centro do regime iraniano: que o clero deveria ter o poder de tutelar diretamente o poder político.
    Trata-se de uma reinterpretação radical do conceito de velayat-e faqih (tutela do jurista islâmico). Esta nova definição rompeu totalmente com a leitura tradicional do mundo xiita — o ramo do Islã que passou a ser a religião oficial do Irã durante a dinastia dos safávidas (1501-1736).
    Até a reinterpretação de Khomeini, os xiitas entendiam este conceito como a influência necessária dos clérigos sobre os temas da vida pública, mas não como participação direta nas estruturas governamentais.
    A doutrina original provém de uma crença fundamental do islamismo xiita, particularmente do seu ramo duodecimano. Seus seguidores acreditam que os sucessores espirituais do profeta Maomé (c.570-632) são doze imãs, considerados guias espirituais com autoridade para interpretar o Islã.
    Eles professam que o décimo-segundo imã não morreu, mas sim entrou em ocultação. E, algum dia, ele irá regressar para instaurar a ordem prometida.
    Durante séculos, muitos clérigos defenderam que, enquanto esse líder espiritual permanecer oculto, nenhuma figura política poderia assumir plena legitimidade em seu nome.
    Mas, como seu ocultamento se prolongou, a ideia de que um erudito em jurisprudência islâmica poderia administrar os assuntos da comunidade muçulmana acabou se consolidando.
    “O islamismo xiita nunca foi apolítico”, explica Ghobadzadeh. “O que ele evitou historicamente foi a tomada direta das instituições estatais, ou seja, a estrutura formal de governo.”
    Os safávidas foram uma das dinastias mais importantes do território persa. Eles estabeleceram o xiismo duodecimano como religião oficial
    Getty Images via BBC
    Com esta premissa e durante séculos, o poder político e religioso do Irã permaneceram vinculados, embora relativamente separados. Até que Ruhollah Khomeini elevou para outro nível o conceito da tutela do jurista islâmico.
    “Com sua teoria do velayat-e faqih, Khomeini rompeu fundamentalmente com esta tradição”, destaca Ghobadzadeh.
    “Ele defendeu que a ocultação havia se prolongado por muito tempo e uma parte importante da lei islâmica tem dimensões sociais e políticas”, explica o professor.
    “Exatamente por isso, os clérigos não só estavam autorizados, mas sim obrigados a assumir o governo em nome do imã ausente, para aplicar essas leis.”
    Frente à crescente impopularidade do xá, mesmo com a classe clerical dividida em relação à reinterpretação de Khomeini, o clima antimonarquista acabou sendo propício para gerar apoio à sua ideia.
    Após a queda da monarquia, os iranianos aprovaram por referendo a criação da República Islâmica baseada nesta interpretação do velayat-e faqih, que foi institucionalizada na Constituição do país, com Khomeini como seu primeiro líder supremo.
    A máquina institucional
    Os especialistas concordam que a supremacia constitucional das instituições do regime, particularmente os amplos poderes formais outorgados ao líder supremo, foram fundamentais para sua consolidação.
    A religião por si própria e a imagem pública de incorruptibilidade do clero após a revolução desempenharam papel decisivo neste sentido.
    “Nos anos imediatamente posteriores à revolução, essa popularidade e credibilidade se traduziram, por meio de processos eleitorais, em um domínio quase inconteste das instituições sendo formadas”, relembra o professor.
    Ghobadzadeh destaca que as eleições para a Assembleia de Peritos — para redigir a Constituição — foram simbólicas. Embora seus membros fossem eleitos em concorrência aberta, um alto percentual das vagas ficou nas mãos dos clérigos.
    O aiatolá Ruhollah Khomeini, antecessor do líder supremo Ali Khamenei, foi fundamental para a instalação da teocracia no Irã
    Getty Images via BBC
    Eles utilizaram essa maioria com habilidade. E, quando sua popularidade caiu, não perderam sua posição.
    “A Constituição que eles mesmos haviam redigido garantiu que seu domínio institucional sobrevivesse até mesmo à perda do seu prestígio público”, segundo Ghobadzadeh. “A opinião pública mudou, mas a arquitetura do poder, não.”
    “Tanto Khomeini como Khamenei exploraram ao máximo estas prerrogativas”, prossegue o professor.
    “E, em diversas ocasiões, eles chegaram a ir além das suas amplas atribuições constitucionais, para garantir a sobrevivência do sistema e seu próprio controle sobre ele.”
    Fatores externos
    Mas também houve fatores externos ao regime que permitiram seu fortalecimento.
    Pouco tempo depois da revolução, o Iraque de Saddam Hussein (1937-2006) declarou guerra contra o Irã. Khomeini aproveitou o conflito, que se estendeu por quase oito anos, para consolidar o novo regime e solidificar suas estruturas de poder.
    A narrativa do regime iraniano sobre a guerra se baseou na ideia de “defesa sagrada”. E, no plano político, ela serviu para silenciar a oposição.
    O então presidente do Iraque Saddam Hussein decidiu invadir o Irã em setembro de 1980, poucos meses depois da Revolução Iraniana
    Getty Images via BBC
    Após a morte de Khomeini em 1989 e a ascensão de Ali Khamenei, o sistema aprofundou sua onipresença.
    Durante o mandato de Ali Khamenei, a institucionalidade teocrática passou por ampla expansão.
    Se, com Khomeini, o escritório do líder supremo era uma estrutura relativamente pequena, com Khamenei ele se expandiu exponencialmente.
    Isso permitiu que o líder, após a chegada do movimento reformista dentro da própria revolução, desmantelasse a oposição de diferentes formas.
    “O regime marginalizou todos os grupos de oposição desde o princípio”, segundo o jornalista Siavash Ardalan, da BBC News Persa.
    “A revolução teve sucesso graças a todos os grupos — nacionalistas, comunistas, socialistas e sociais-democratas. Mas, quando os religiosos formaram o governo, expulsaram todos os demais.”
    “Houve também divisões entre eles próprios”, prossegue Ardalan. “Alguns se tornaram setores linha-dura e outros passaram a ser moderados e reformistas dentro da classe religiosa. E estes, novamente, foram expulsos pelos setores linha-dura.”
    “Foi simplesmente um processo de radicalização e eliminação de todos os opositores”, conclui o jornalista.
    Mas o autoritarismo do regime também se mostrou nas ruas. E uma amostra recente foi a repressão aos protestos de janeiro deste ano.
    Diversas estimativas indicam que, durante os protestos, morreram milhares de iranianos que saíram às ruas para manifestar seu descontentamento com a situação econômica vivida pelo país de quase 90 milhões de habitantes.
    Por que o regime continua de pé?
    A estrutura institucional fortalecida pelo regime ao longo de décadas e empregada como arma para perpetuar seu poder não é o único fator que explica sua resistência ao colapso.
    Outro motivo é o fato de que, atualmente, não existe uma alternativa clara para sua substituição.
    “Uma das conquistas mais importantes da República Islâmica foi a supressão sistemática de qualquer alternativa viável a ela mesma”, explica Ghobadzadeh.
    “A oposição, especialmente a que opera fora do Irã, não produziu uma figura, nem um movimento que seja capaz de reunir amplo apoio popular dentro do país.”
    ‘Momento de voltar às ruas está próximo’, diz Reza Pahlavi
    A única figura proeminente que surgiu é o filho do antigo xá, o príncipe Reza Pahlavi. Ele ganhou visibilidade sobretudo entre a diáspora iraniana e alguns setores do país, mas ainda não se sabe ao certo se sua figura poderia aglutinar apoio suficiente.
    Em contraste com a perda de apoio popular do regime, especialistas também destacam a existência de um amplo grupo de iranianos com interesses econômicos pela sua continuidade.
    Mas o início do conflito se deu há pouco mais de dez dias e os especialistas concordam que ainda é muito cedo para concluir se o sistema poderá manter seu atual equilíbrio a longo prazo. E a guerra será decisiva para isso.
  • Alzheimer na América Latina: 56% dos casos poderiam ser evitados

    Alzheimer na América Latina: 56% dos casos poderiam ser evitados

    Alzheimer na América Latina: 56% dos casos poderiam ser evitados
    Diagnóstico de Alzheimer: avaliação precoce influencia no tratamento
    No final de fevereiro, a Associação Internacional de Alzheimer (AAIC na sigla em inglês) promoveu, ao longo de quatro dias, eventos em diferentes lugares – Austrália, Reino Unido, Nigéria, Kosovo, Costa Rica e Uruguai – para debater o cenário da doença com abordagens locais. Decidi acompanhar o painel realizado no Uruguai, já que os dados se referiam à América Latina. Coube à pesquisadora argentina Lucía Crivelli, da Fundação para a Luta contra as Enfermidades Neurológicas da Infância (FLENI), instituição especializada em neurologia, neurocirurgia e reabilitação de crianças e adultos, fazer a principal apresentação, com um alerta importante.
    Enquanto, no resto do mundo, 45% dos casos de Alzheimer poderiam ser evitados, o percentual chega a 56% na América Latina.
    Lucía Crivelli: chega a 56% o percentual dos casos de Alzheimer que poderiam ser evitados na América Latina
    Divulgação
    E por que isso acontece? Como explicou a pesquisadora, o foco em prevenção ainda é insuficiente. Nosso estilo de vida desempenha um papel crucial nesse tabuleiro de xadrez. Vamos ao meu mantra preferido: praticar atividade física, não fumar, controlar o peso, o colesterol, o nível de açúcar no sangue e o consumo de álcool são iniciativas que deveriam constar de todos os programas de saúde pública. Crivelli enumerou outros fatores de proteção: escolaridade, redução da poluição, prevenção da depressão, de traumatismos cranianos e da perda de audição e visão – tendo, como pano de fundo, o estímulo a conexões sociais que sirvam de apoio às pessoas.
    Embora tenha insistido na ressalva de que a América Latina não pode ser vista como um bloco homogêneo, ela apresentou uma consolidação de dados mostrando o impacto de ações protetoras contra a demência. Na infância, juventude e início da vida adulta, investir em escolaridade (número anos na escola) diminuiria o risco em 11%. A partir da meia-idade, o controle da hipertensão reduziria esse risco em 9%, enquanto o da obesidade responderia por 8%. Evitar a perda de audição diminuiria o risco em 8%; tratar a depressão, 7%; deixar de fumar, 6%; combater o sedentarismo, 5%; e controlar o diabetes, 3%.
    Há variações entre países: no México, por exemplo, Crivelli apontou que o foco deveria ser em hipertensão e obesidade, além de depressão e isolamento. No Brasil, em escolaridade, hipertensão, perda auditiva e obesidade. A estimativa é de que, no país, tenhamos perto de 2 milhões de pessoas com algum tipo de demência, enquanto, na América Latina, o total chegue a 10 milhões – os números vão triplicar até 2050.
    A prova de que há uma saída para cenário tão desolador é o FINGER (Finnish Geriatric Intervention Study to Prevent Cognitive Impairment and Disability). Publicado originalmente em 2015 pela médica Miia Kivipelto, professora de geriatria clínica do Instituto Karolinska, na Suécia, foi o primeiro grande estudo clínico a provar que uma intervenção multidomínio, ou seja, atuar em várias frentes ao mesmo tempo, pode prevenir ou retardar o declínio cognitivo em idosos com risco de demência.
    Para monitorar e melhorar a saúde dos participantes, o estudo foca em cinco áreas simultâneas:
    Nutrição: dieta baseada no padrão mediterrâneo/nórdico (rica em vegetais, frutas, grãos integrais, peixes e uso de óleo de canola/oliva). São feitas adaptações de acordo com a realidade de cada país: no México, onde o azeite é muito caro, a alternativa foi substituí-lo por abacate; na Bolívia, a dieta não inclui peixe, item raro no cardápio.
    Exercício físico: um programa combinando treinamento de força (musculação), exercícios aeróbicos e treinos de equilíbrio.
    Treinamento cognitivo: exercícios para estimular a memória, velocidade de processamento das informações e funções executivas.
    Monitoramento metabólico e vascular: controle rigoroso da pressão arterial, níveis de glicose (diabetes), colesterol e índice de massa corporal (IMC).
    Atividade social: por último, mas não menos importante, o combate ao isolamento.
    Na Finlândia, os participantes do grupo de intervenção tiveram uma melhora de 25% na pontuação cognitiva global. Devido ao seu sucesso, o modelo foi expandido globalmente e hoje existe a rede World-Wide FINGERS, que adapta essa metodologia para diferentes culturas e países. Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, México, Peru e Uruguai integram o projeto LatAm-FINGERS.
  • TurisMall: Rio sedia evento internacional que reúne líderes do turismo e discute futuro do setor

    TurisMall: Rio sedia evento internacional que reúne líderes do turismo e discute futuro do setor

    TurisMall: Rio sedia evento internacional que reúne líderes do turismo e discute futuro do setor
    Museu do Amanhã é uma das sedes do TurisMall
    Alexandre Macieira/Riotur
    O Rio de Janeiro recebe, entre esta quarta-feira (12) e sexta-feira (14), um evento internacional voltado ao turismo, negócios e inovação. A primeira edição do TurisMall – Plataforma Multieventos de Turismo, Negócios e Inovação ocupa diferentes pontos da cidade, como o Museu do Amanhã, o Museu de Arte do Rio, a Casa Firjan, a Associação Comercial do Rio de Janeiro e o Copacabana Palace. A inscrição é gratuita.
    A proposta do encontro é reunir representantes do setor público, executivos da indústria do turismo, investidores e especialistas para discutir o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico.
    A organização espera mais de cinco mil participantes ao longo da programação, com circulação diária de cerca de 1,8 mil agentes de turismo na área de exposições.
    O centro das atividades será o Museu do Amanhã, na Região Portuária, onde ocorre uma feira com cerca de 20 expositores, entre destinos turísticos e empresas do setor. Estados e cidades como Mato Grosso do Sul, São Paulo, Foz do Iguaçu, Niterói e Petrópolis confirmaram participação para apresentar projetos e atrair negócios.
    ‘Oscar do Turismo’: Rio é eleito melhor destino turístico da América do Sul
    Além da área de exposição, o espaço recebe painéis e debates com executivos de empresas e entidades do turismo internacional.
    Entre os convidados estão Terry Dale, presidente da United States Tour Operators Association, associação que reúne operadoras de turismo dos Estados Unidos; Ray Bloom, fundador da IMEX Group; e Simon Mayle, diretor global da International Luxury Travel Market, feira internacional de turismo de luxo.
    Tecnologia, audiovisual e diplomacia
    A programação do TurisMall está dividida em diferentes fóruns temáticos espalhados pela cidade.
    No Museu do Amanhã também ocorre o OpenTurisTech, encontro dedicado à transformação digital no turismo. Os debates abordam temas como inteligência artificial aplicada ao setor, proteção de dados de viajantes, turismo virtual e soluções tecnológicas para melhorar a experiência de visitantes.
    O Museu de Arte do Rio recebe o Fórum de Audiovisual e Turismo, que reúne secretários de turismo e especialistas para discutir como produções de cinema, televisão e streaming podem transformar destinos em cenários turísticos e atrair visitantes.
    Na Casa Firjan, o foco será a relação entre Brasil e China. O fórum bilateral discute oportunidades de investimento, comércio e ampliação do fluxo de turistas entre os dois países.
    Outro encontro ocorre na Associação Comercial do Rio de Janeiro, com representantes diplomáticos de nove países. O objetivo é debater cooperação internacional e a chamada “economia do mar”, ligada a atividades portuárias, marítimas e turísticas.
    Liderança feminina
    Entre as atividades paralelas está um encontro promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais, realizado no Copacabana Palace, que reúne cerca de 80 lideranças femininas do turismo, da gestão pública e do setor empresarial.
    Uma das palestras será conduzida por Patrícia Hespanha, diretora-executiva administrativa da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, que falará sobre o impacto do torneio para a projeção internacional do Brasil.
    Festival gastronômico aberto ao público
    Além das atividades voltadas ao mercado, o entorno do Museu do Amanhã terá um festival gastronômico aberto ao público durante os três dias de evento.
    A programação também inclui capacitações para agentes de turismo e operadores no último dia do encontro, com foco em formação profissional e troca de experiências entre empresas e destinos turísticos.
    Segundo os organizadores, a proposta é posicionar o Rio de Janeiro como sede de encontros internacionais voltados à indústria do turismo e ampliar a atração de investimentos para o setor.
    Veja a programação completa e como se inscrever no site do TurisMall.
  • A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

    A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais

    A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais
    GETTY IMAGES via BBC
    Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada.
    A solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações, segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade Francisco de Vitoria, na Espanha. Ela é a criadora do site de divulgação científica La Pizarra de Noe (“A lousa de Noe”, em tradução livre).
    “Imagine tentar encher uma garrafa d’água com uma mangueira de incêndio com potência máxima”, compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. “A maior parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia.”
    A educadora explicou à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) por que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz.
    “O cérebro humano não aprende por acumulação, mas por integração”, segundo ela.
    O motivo tem a ver com dois conceitos fundamentais: memória de trabalho e carga cognitiva. E, quando o assunto é aprendizado, menos é mais, afirma a especialista.
    Valle compartilhou conselhos práticos para melhorar nosso rendimento nos estudos.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    A memória de trabalho e a carga cognitiva
    A memória de trabalho é a capacidade ou espaço de trabalho cerebral que manipula certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas como o raciocínio, explicou Valle à BBC.
    “Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro, ou seja, a capacidade de reter e manipular informações durante um breve período de tempo.”
    “É como uma tábua de cortar, o espaço físico onde você coloca todos os ingredientes que precisa cortar e misturar”, compara ela.
    “Se você colocar ingredientes demais, eles irão cair da tábua. E a memória de trabalho não pode ‘cozinhar’ [processar] mais do que cabe naquela tábua.”
    Portanto, a carga cognitiva é a quantidade de esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as novas informações, segundo Valle.
    A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema; e a extrínseca, que pode aumentar quando o esforço mental for inútil, por ser provocado por explicações confusas ou excesso de estímulos, explica a educadora.
    “Fazer um ovo frito traz menos carga cognitiva intrínseca do que cozinhar uma paella à valenciana”, compara ela.
    “E, se a receita estiver mal redigida, se faltar luz ou se alguém estiver perturbando enquanto você cozinha, a dificuldade [carga extrínseca] do processo aumenta.”
    A professora Noelia Valle é a criadora do site de divulgação científica ‘La Pizarra de Noe’.
    Arquivo pessoal de Noelia Valle
    Na nossa ‘RAM’ cabem apenas 5 a 9 elementos
    Nossa capacidade de aprender depende do uso eficiente da nossa memória de trabalho, segundo Valle.
    “O problema é a que a nossa capacidade é muito limitada e só pode conter de cinco a nove elementos. Tanto é assim que, se excedermos esta capacidade, se recebermos mais informações em um mesmo momento do que nosso cérebro pode processar, elas irão se perder.”
    Quando se fala em um limite de cinco a nove “elementos”, estamos falando de dados ou de conceitos?
    Podem ser ambos, segundo a especialista.
    “Em psicologia, os fragmentos ou unidades de informação são chamados de chunks.”
    “A memória de trabalho tem espaço para manipular entre cinco e nove chunks. A diferença entre dados e conceitos depende se a pessoa que os gerencia é especialista ou novato.”
    “Para um estudante do primeiro ano de medicina, ‘frequência cardíaca alta’, ‘pressão arterial baixa’ e ‘pele fria’ são três dados diferentes, que ocupam espaço na memória de trabalho”, explica a professora. “Se eu der mais três sintomas, ela fica saturada.”
    “Para um médico especialista, estes três dados são automaticamente agrupados em um único conceito: ‘choque hipovolêmico’.”
    “O médico ocupa um único chunk da sua memória de trabalho com este conceito complexo e, por isso, sobram seis ou sete lacunas livres para incluir o tratamento, a informação que ele irá fornecer à enfermeira e o histórico do paciente.”
    Valle destacou que a memória de trabalho não diferencia se o que está sendo empregado é um dado simples ou um conceito complexo, que já estava armazenado na memória de longo prazo.
    “Cabem cinco a nove elementos, mas o tamanho deles depende do seu grau de conhecimento”, prossegue ela.
    “Aprender consiste exatamente em transformar muitos dados soltos em um único conceito sólido, para que ocupe menos espaço na memória de trabalho e nos permita pensar em coisas mais difíceis.”
    “A memória dos especialistas não é maior; ela é mais organizada.”
    Valle destaca que os docentes podem ajudar a reduzir a complexidade intrínseca de um tema, por exemplo, segmentando as informações, do simples até o complexo.
    Os professores também podem reduzir a carga extrínseca, eliminando distrações desnecessárias, como excesso de animações em uma apresentação, entre outras medidas.
    Explicar o que aprendemos para outra pessoa ajuda a aumentar o nosso rendimento. ‘O cérebro não aprende enquanto recebe informações, mas quando se esforça para recuperá-la’, segundo Noelia Valle.
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    Como melhorar o nosso rendimento?
    Evidências indicam que é mais eficaz estudar duas horas por dia por várias semanas do que estudar muitas horas seguidas no mesmo dia, segundo a educadora.
    E, nessas duas horas, é importante fazer intervalos para descansar.
    “Estudando duas horas seguidas, é mais provável que você sature o espaço da sua memória de trabalho e acumule tanta carga cognitiva que acabe fatigado”, explica a professora. “E o cansaço e a frustração são distrações, ou seja, carga extrínseca [ruim].”
    “Fazer breves pausas a cada meia hora permite, de um lado, que as informações passem da memória de trabalho para um estado de consolidação. E, de outro, ao voltar do descanso, você irá obrigar o cérebro a recordar onde estava.”
    “O cérebro não aprende enquanto recebe informações, mas sim quando se esforça para recuperá-las”, destaca Valle.
    Entre as tarefas que realizamos para aprender, as de manutenção (como reler ou recordar uma lista de elementos) têm efeitos neuronais limitados, segundo ela.
    “Mas as tarefas de atualização [de pensar], que desafiam constantemente o cérebro a manipular as informações e não apenas a retê-las, são as que se associam mais consistentemente ao aumento da atividade em regiões do cérebro que são fundamentais para o aprendizado e a recompensa.”
    Valle oferece alguns exemplos de tarefas que nos obrigam a pensar:
    Mudar de formatos: transformar um texto em um esquema ou desenho, ou passar um gráfico para uma explicação verbal. Estas atividades nos obrigam a reorganizar mentalmente o conteúdo.
    Realizar testes de autoavaliação e reescrever a resposta, corrigindo e ajustando o raciocínio.
    Praticar o que a educadora chama de “dois atrás”: ao ler uma lista de passos ou termos, parar e explicar a relação entre o conceito atual e aquele que apareceu duas posições antes.
    Explicar a uma outra pessoa o que foi aprendido.
    “O melhor é se a pessoa a quem explicarmos não detiver o conhecimento, pois o seu esforço será muito maior”, prossegue a professora.
    “Ao acabar de ler esta reportagem, por exemplo, explique para alguém a diferença entre dado e conceito para a memória de trabalho.”
    “Se ninguém quiser ou puder escutar, conte para você mesmo, por escrito (pois sempre é bom praticar a redação) ou falando. E, quando estiver estudando, deixe por escrito perguntas sobre o que foi mais complicado de entender, para que, ao voltar ao estudo, você comece respondendo àquelas perguntas.”
    Valle destaca que, “hoje em dia, a IA pode nos ajudar, gerando perguntas ou problemas com diferentes formatos e níveis de dificuldade”.
    Transformar um texto em um esquema ou desenho, ou passar um gráfico para uma explicação verbal, nos obriga a reorganizar mentalmente o conteúdo estudado.
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    O sono e o entorno
    O sono é fundamental para os processos de consolidação da memória, segundo Valle.
    “Sabemos que, enquanto dormimos, o sistema glinfático limpa o cérebro dos resíduos metabólicos e também que, enquanto sonhamos [fase REM], repetimos o que foi aprendido durante o dia, o que ativa os mesmos neurônios e reforça suas conexões.”
    O espaço e o momento escolhidos para estudar também são importantes, afirma a professora.
    “Se você estudar em um espaço desordenado, com ruídos, ou deixar ativadas as notificações do celular, o seu cérebro usará parte da memória de trabalho para inibir esses estímulos.”
    “Por outro lado, o momento do dia em que começamos a estudar deve ser escolhido de acordo com o nosso cronotipo, ou seja, devemos estudar quando nossas funções executivas estiverem no pico”, orienta Valle.
    “Tentar memorizar algo complexo quando o corpo está no nível mais baixo de energia aumenta a carga cognitiva necessária para uma mesma tarefa.”
    “Enquanto sonhamos [fase REM], repetimos o que foi aprendido durante o dia, o que ativa os mesmos neurônios e reforça suas conexões”, segundo a professora Noelia Valle.
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    Relacionar as informações com nossa própria realidade
    Aprendemos melhor aquilo no que pensamos, novamente, porque o esforço necessário promove a consolidação da memória.
    Em termos celulares, consolidar significa criar novas conexões entre os neurônios. E sabemos que os neurônios que são ativados em conjunto acabam se unindo.
    Por isso, ativar a recordação das novas informações com exemplos cotidianos conhecidos ajuda a criar essa nova conexão, o que garante sua passagem da memória de trabalho para a memória de longo prazo, explica Valle.
    “Se você estiver estudando a inflação, compare o preço do café de hoje com o de um ano atrás”, orienta ela. “Ao conectar a definição com algo que o afeta, você irá criar uma âncora de onde retirar a recordação quando precisar recuperá-la.”
    “Além de ajudar a aprender, isso treinará seu pensamento crítico, o que também é benéfico.”
    “Se você estiver estudando a inflação, compare o preço do café de hoje com o de um ano atrás. Ao conectar a definição com algo que o afeta, você irá criar uma âncora de onde retirar a recordação quando precisar recuperá-la.”
    GETTY IMAGES via BBC
    O que fazer quando a complexidade de um tema parece intransponível?
    Antes de nos sentirmos frustrados, devemos ter claro que, quando somos principiantes em algum tema, a carga cognitiva é sempre muito alta, segundo Valle.
    “Quando você aprende a dirigir, precisa pensar em pisar na embreagem, olhar para os espelhos, mover a alavanca de câmbio, acelerar suavemente, ligar a seta, girar o volante e frear.”
    “Como cada ação ocupa um espaço na memória de trabalho, você se sente saturado e, se nesse momento, alguém fizer uma pergunta irrelevante, o mais seguro é que você não saiba o que responder”, destacou a educadora à BBC News Mundo.
    “Quando você já sabe dirigir e automatizou todos esses movimentos [eles ficam guardados na sua memória de longo prazo], pode manter um diálogo e ouvir o rádio enquanto dirige.”
    Nesses momentos de frustração, Valle recomenda começar fragmentando as informações.
    “Deixe-as em pedaços tão pequenos que pareçam ridículos, de tão fáceis de aprender. Esses pequenos sucessos gerarão dopamina, que ajudará a superar os desafios.”
    Ela também aconselha a preparar esquemas simples com palavras-chave, para garantirmos que a ordem está correta.
    “Depois, você passa a elaborar mapas conceituais complexos, integrando as informações relacionadas”, orienta a professora.
    Em momentos de frustração, Valle recomenda fragmentar as informações. “Deixe-as em pedaços tão pequenos que pareçam ridículos, de tão fáceis de aprender. Esses pequenos sucessos gerarão dopamina, que ajudará a superar os desafios.”
    GETTY IMAGES via BBC
    Entender e respeitar seu cérebro
    Um cérebro mais forte trabalha menos.
    Segundo a neurociência, treinar a memória de trabalho causa redução da atividade em regiões fundamentais do cérebro, especialmente na rede frontoparietal, que é fundamental para as funções executivas, explica Valle.
    “Da mesma forma que um atleta experiente consome menos energia para executar uma ação, em comparação com um principiante, o cérebro, à medida que se torna mais hábil em uma tarefa, exige menos recursos neuronais para atingir o mesmo resultado ou até mesmo ter melhor rendimento.”
    O aprendizado eficaz não se resume em forçar o nosso cérebro além dos seus limites, segundo a especialista.
    “Trata-se de entender e respeitar a arquitetura cognitiva com que todos nós operamos para minimizar os esforços inúteis e maximizar o aprendizado profundo.”
    O aprendizado eficaz se baseia “em sermos mais inteligentes em relação à forma de apresentação das informações para o nosso cérebro”, conclui a professora.
    Leia aqui o artigo de Noelia Valle no site de notícias acadêmicas The Conversation, com mais conselhos para professores e estudantes. E o site de divulgação científica da professora, “La Pizarra de Noe”, está disponível neste link.
  • Governo Lula vê nova onda de influência de apoiadores de Bolsonaro na gestão Trump para classificar facções como terroristas

    Governo Lula vê nova onda de influência de apoiadores de Bolsonaro na gestão Trump para classificar facções como terroristas

    Governo Lula vê nova onda de influência de apoiadores de Bolsonaro na gestão Trump para classificar facções como terroristas
    Diplomatas brasileiros e auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) detectaram a volta da influência de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nas decisões da Casa Branca.
    Reclassificação de facções pelos EUA mobiliza Itamaraty
    O caminho utilizado envolvendo integrantes da gestão de Donald Trump que seguem a linha mais radical do chamado movimento Maga (Make America Great Again).
    A leitura do governo brasileiro é que a ideia de classificar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV) como terroristas é resultado de uma articulação entre aliados do ex-presidente e as figuras mais radicais da extrema-direita trumpista com o objetivo de criar uma armadilha para Lula em um ano eleitoral.
    Na prática, o governo brasileiro prevê que uma classificação desse tipo nas facções que atuam no país abriria caminho para intervenções militares norte-americanas no território nacional, ferindo a soberania do Brasil, além da aplicação de sanções a instituições financeiras brasileiras.
    Retomada da influência
    A avaliação no Palácio do Planalto e no Itamaraty é que esses grupos perderam influência nas decisões da Casa Branca após o fracasso do tarifaço e das sanções contra autoridades brasileiras, mas “ressuscitaram” nas últimas semanas no entorno trumpista, especialmente no Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio.
    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fala com repórteres no dia das reuniões informativas confidenciais para o Senado e a Câmara dos Representantes dos EUA sobre a situação no Irã
    REUTERS/Elizabeth Frantz
    Não houve posicionamento oficial, nem declarações de integrantes do governo brasileiro, desde que se tornou pública a movimentação da pasta de Rubio para classificar as facções como terroristas. A linha da diplomacia é trabalhar nos bastidores, com discrição.
    De forma reservada, no entanto, o tom dos diplomatas é de revolta com o que chamam de “balão de ensaio” por “talibãs do Maga” e aliados do governo Trump na direita brasileira.
    “Já produziram o tarifaço e os prejuízos do ano passado. Seguem tentando causar dano a qualquer custo. Só mudou o assunto, depois que o tarifaço naufragou”, afirmou, sob reserva, uma fonte do Itamaraty.
    Visita ao ex-presidente
    Uma das figuras do Maga no entorno de Trump é Darren Beattie, assessor do presidente americano para políticas ligadas ao Brasil.
    Darren Beattie, político de extrema direita nomeado para cargo de ‘assessor sênior para a política em relação ao Brasil’.
    Divulgação/Departamento de Estado dos EUA
    Lotado no Departamento de Estado, Beattie foi nomeado para o cargo no final de fevereiro e tem histórico de ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao governo brasileiro, além de participação em eventos de nacionalistas brancos.
    Nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o encontro entre Beattie e Jair Bolsonaro na prisão, mas em data diferente da pedida por Beattie. A defesa de Bolsonaro recorreu da decisão, pedindo que a visita ocorra na data pedida inicialmente.
    Outra fonte da diplomacia, que acompanha as conversas entre Lula e Trump, avalia que os integrantes do Maga estão em busca de uma nova agenda após a repercussão negativa na opinião pública americana em torno da guerra no Irã e das ações do Ice em Minnesota.
    Contra-ofensiva brasileira
    Há dúvidas se a ideia de classificar as facções brasileiras como terroristas irá prosperar, mas o governo brasileiro montou uma espécie de contra-ofensiva para evitar a medida.
    No sábado, o chanceler Mauro Vieira telefonou para Rubio. A conversa girou em torno da visita de Lula a Trump, ainda sem data para ocorrer, mas Vieira pediu a Rubio para que não tome decisões sobre o tema antes do encontro entre os presidentes.
    Nesta semana, Lula conversou por telefone com os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Cláudia Sheinbaum.
    Os presidentes do Brasil, Lula, e da Colômbia, Gustavo Petro, durante encontro em Bogotá
    Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto
    As notas oficiais sobre os telefonemas não mencionam o tema do combate ao crime organizado, embora os dois países possuam facções qualificadas como terroristas pelos Estados Unidos e tenham sido alvo de intervenções de forças americanas em ações contra cartéis.
    De acordo com funcionários do governo americano, a parte técnica do processo está pronta. O próximo passo seria o envio ao Congresso, uma decisão de caráter político e que está nas mãos de Marco Rubio. O último ato, caso seja aprovado no Congresso, é o aval de Donald Trump.
    A Embaixada do Brasil em Washington também tem agido nos bastidores, com encontros com deputados e senadores, principalmente democratas, para evitar a aprovação da medida caso Rubio envie ao Congresso.
    Um dos bolsonaristas empenhados nesta articulação é o influenciador Paulo Figueiredo, denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por coação contra autoridades do Poder Judiciário, com o objetivo de intervir na tramitação da trama golpista.
    Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do ex-presidente da Ditadura militar João Baptista de Oliveira Figueiredo
    Reprodução/YouTube
    À reportagem da GloboNews, ele admitiu que a ideia é criar embaraço na relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos. “Pra gente é bom que esse assunto mantenha a tensão entre os dois países”, disse.
    “A parte técnica está bem adiantada, vamos chamar assim. Mas só eles sabem ao certo. E, claro, a decisão final passa pela política. Está avançado mas não tem como termos certeza. O governo Lula jogou tudo que tem pra isso não acontecer. Eles estão sendo bem sucedidos em atrasar o passo”, acrescentou.
    Teste para “química” entre Lula e Trump
    Integrantes do governo avaliam que a associação entre o atraso da reunião entre Lula e Trump, inicialmente prevista para meados de março, e a nova onda de influência dos radicais do Maga pode esfriar a relação entre os presidente, descrita por ambos como de uma “química excelente” após os contatos presenciais ou por telefone.
    Trump e Lula mantiveram um encontro bilateral na Malásia, em outubro
    Getty Images via BBC
    O ideal, na leitura de fontes da diplomacia, é que o encontro ocorra antes do ciclo eleitoral começar para afastar ruídos. O Ministério da Justiça já preparou um dossiê com iniciativas de combate ao crime organizado para apresentar a Trump.
    A diplomacia brasileira identificou a tática de usar o tema da segurança pública para provocar atritos entre o Palácio do Planalto e a Casa Branca em outubro do ano passado, logo após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Naquele momento, a tática do tarifaço, capitaneada por Eduardo Bolsonaro, já havia fracassado.
    Na época, o senador Flávio Bolsonaro – agora pré-candidato à Presidência – chegou a fazer uma postagem em uma rede social defendendo a atuação de aeronaves militares americanas na Baía de Guanabara. A partir daí, o governo brasileiro decidiu agir de forma propositiva e passou a pautar, como tema central das conversas com Trump, o combate ao crime organizado.
    O objetivo era ocupar a agenda e neutralizar a estratégia da direita bolsonarista. O Brasil passou a defender medidas de cooperação entre os países para combater a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas, além de estratégias conjuntas para investigar chefes de organizações e recuperar ativos decorrentes de práticas criminosas.
    Até fevereiro deste ano, a aposta de auxiliares de Lula era que a boa relação pessoal com Trump seria suficiente para barrar iniciativas de interferência no Brasil no período eleitoral, inclusive no tema da segurança pública. De lá para cá, no entanto, a popularidade do presidente brasileiro caiu, enquanto Flávio Bolsonaro subiu nas pesquisas.
    A decisão do governo americano sobre como classificar as facções brasileiras servirá de termômetro da postura da Casa Branca em relação ao governo Lula daqui até as eleições de outubro.
  • Emprego: confira as 72 vagas disponíveis em Petrolina, Salgueiro e Araripina

    Emprego: confira as 72 vagas disponíveis em Petrolina, Salgueiro e Araripina

    Emprego: confira as 72 vagas disponíveis em Petrolina, Salgueiro e Araripina
    Consultora de RH dá dicas de como ter uma imagem confiável dentro do mercado de trabalho
    A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas para o município de Petrolina, Salgueiro e Araripina, no Sertão de Pernambuco, nesta quinta-feira (12). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina.
    Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento em Petrolina é na Agência de Trabalho, que funciona no Expresso Cidadão.
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    Carteira de trabalho
    Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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    Agência do Trabalho em Petrolina funciona no Expresso Cidadão
    Petrolina
    Contato: (87) 3866 – 6540 e (87) 9 9180-4065
    Vagas disponíveis
    Salgueiro
    Contato: (87) 3871 – 8467
    Vagas Disponíveis
    Araripina
    Contato: (87) 3873 – 8381
    Vagas disponíveis
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  • STF mantém cobrança de até R$ 200 para entrada de turistas em destino paradisíaco de SC

    STF mantém cobrança de até R$ 200 para entrada de turistas em destino paradisíaco de SC

    STF mantém cobrança de até R$ 200 para entrada de turistas em destino paradisíaco de SC
    Conheça as paisagens de Bombinhas, cidade do Litoral de Santa Catarina
    A Taxa de Preservação Ambiental (TPA) cobrada de visitantes em Bombinhas, no Litoral de Santa Catarina, foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Por unanimidade, a Segunda Turma da Corte rejeitou um recurso apresentado por deputados estaduais e confirmou a validade da cobrança feita pela prefeitura.
    A decisão é de segunda-feira (9) e teve como relator do caso o ministro Luiz Fux. O julgamento no Supremo encerra, por ora, uma série de contestações à TPA desde a criação da cobrança, em 2014, e que teve o deputado estadual Ivan Naatz (PL) como principal nome à frente dos questionamentos.
    🚦🌱Bombinhas é um dos destinos paradisíacos e a menor cidade do estado em extensão territorial. O município tem cinco praias com selo Bandeira Azul, certificação internacional conhecida como o “Oscar das Praias”.
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    A ação chegou ao Supremo após deputados estaduais contestarem a TPA com base em uma mudança na Constituição de Santa Catarina, feita em 2020, que proibiu pedágios municipais. O STF manteve a cobrança ao entender que o recurso discutia uma lei local à luz da Constituição estadual, sem envolver diretamente a Constituição Federal, o que foge da competência da Corte.
    Em nota, a Prefeitura de Bombinhas classificou o resultado como uma “grande vitória”. À NSC, o deputado afirmou que a contestação à cobrança deve ser retomada em outras instâncias da Justiça.
    “Ministério Público e eu estamos preparando uma nova ação”, escreveu o deputado.
    🔍Bombinhas foi uma das primeiras cidades do Brasil a instituir uma taxa para visitantes. Criada em 2014 e em vigor desde 2015, a TPA é cobrada de veículos que entram no município durante a temporada. Neste ano, a cobrança segue obrigatória até abril (entenda mais abaixo).
    Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina
    Cristian Cruz/Prefeitura de Bombinhas
    Destino paradisíaco de SC com 39 praias foi um dos pioneiros em cobrar taxa para turistas; veja como funciona
    O que decidiu o STF
    Os deputados estaduais questionaram a constitucionalidade da taxa após uma mudança na Constituição de Santa Catarina, em 2020, que proibiu a criação de pedágios municipais. Segundo eles, a alteração tornaria a cobrança em Bombinhas ilegal.
    O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), no entanto, entendeu que a taxa continuava válida. O recurso chegou ao Supremo Tribunal Federal, onde o relator do caso, ministro Luiz Fux, votou por negar o pedido dos parlamentares.
    Estrangeiros precisam pagar taxa na hora
    Luiz Souza/RBS TV
    Segundo o ministro, o recurso buscava discutir a constitucionalidade da lei municipal com base em dispositivos da Constituição estadual. Para o STF, no entanto, não cabe à Corte reexaminar leis locais quando a discussão não envolve diretamente a Constituição Federal.
    Na prática, a decisão mantém a validade da taxa e autoriza o município a continuar cobrando a TPA. Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça acompanharam o voto do relator.
    Por que turistas pagam para entrar na menor cidade de SC?
    Praia da Sepultura, em Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina
    Cristian Cruz/Prefeitura de Bombinhas
    Com 34,5 quilômetros quadrados, Bombinhas tem cerca de 67% do território coberto por áreas verdes, três unidades de conservação e 39 praias.
    Considerada a Capital Nacional do Mergulho Ecológico, a cidade recebe um volume intenso de turistas: na última temporada foram 2,3 milhões de visitantes, número que chega a multiplicar por até 18 vezes a população fixa de cerca de 25 mil moradores.
    Reportagem: Turismo de massa, desafio em dobro em Bombinhas
    A taxa foi criada com o objetivo de financiar ações de preservação ambiental. Os valores variam conforme o tipo de veículo, indo de R$ 4,50 para motocicletas até R$ 191,50 para ônibus de turismo.
    Entre as medidas implementadas estão recuperação de vegetação, isolamento de áreas em regeneração, elaboração de planos de manejo em parques municipais e monitoramento ambiental marinho. Bombinhas também possui cinco praias certificadas com o selo internacional Bandeira Azul.
    A cobrança de taxas ambientais para turistas ainda é rara no país. Além de Bombinhas, modelos semelhantes existem em destinos como Fernando de Noronha (PE) e Jericoacoara (CE).
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  • Exposição no Centro Cultural São Paulo resgata histórias de mulheres negras do samba paulista

    Exposição no Centro Cultural São Paulo resgata histórias de mulheres negras do samba paulista

    Exposição no Centro Cultural São Paulo resgata histórias de mulheres negras do samba paulista
    Soberana Ziza
    Fotografista/Divulgação
    A artista plástica preta Soberana Ziza inaugurou exposição “Território de permanência” no Centro Cultural São Paulo. Mais do que uma mostra de arte, o projeto se baseia em uma pesquisa histórica realizada pela artista na capital e em cidades do interior próximas a São Paulo sobre as origens do samba paulista.
    Durante o trabalho de pesquisa, a artista reuniu histórias de muitas mulheres pretas que participaram dessa jornada histórica e musical ligada ao samba no estado.
    O objetivo da arte de Soberana Ziza é promover o resgate histórico e tirar do apagamento personagens e histórias do samba paulista, como a da madrinha Madrinha Eunice, fundadora da primeira escola de samba de São Paulo, a Lavapés.
    A proposta da exposição também dialoga com temas como inclusão e diversidade ao destacar trajetórias que marcaram a formação cultural do samba em São Paulo.
    Obra de Soberana Ziza
    Adriano Mendes/Divulgação
    Serviço
    Exposição: Território de Permanência
    Artista: Soberana Ziza
    Local: Centro Cultural São Paulo – Piso Flávio de Carvalho
    Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – São Paulo
    Visitação: até 03/05/2026
    Horários: Terça a sexta, das 10h às 20h
    Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
    Entrada: gratuita, sem retirada de ingressos.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
  • Leilão da Caixa voltado para mulheres tem imóveis avaliados entre R$ 95 mil e R$ 1 milhão, e até 384m²; veja detalhes

    Leilão da Caixa voltado para mulheres tem imóveis avaliados entre R$ 95 mil e R$ 1 milhão, e até 384m²; veja detalhes

    Leilão da Caixa voltado para mulheres tem imóveis avaliados entre R$ 95 mil e R$ 1 milhão, e até 384m²; veja detalhes
    Leilão da Caixa voltado para mulheres tem imóveis de até R$ 1 milhão
    O leilão da Caixa Econômica voltado para mulheres conta com imóveis em Goiás avaliados de R$ 95 mil até mais de R$ 1 milhão. O tamanho dos imóveis também varia, com o maior, localizado em Aparecida de Goiânia, tendo 384 m² de área total.
    Os detalhes completos sobre cada imóvel podem ser consultados no site e no edital do leilão. A proposta abrange todos os estados brasileiros, ofertando mais de 1.180 imóveis.
    As ofertas seguem até o dia 20 de março. O imóvel com o menor valor venal avaliado conta com lances abertos com o valor R$ 52 mil, enquanto o com o maior valor venal estimado está com lance de R$ 649 mil.
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    A participação no leilão é aberta a todos os interessados, mas as condições especiais no mês das mulheres são válidas apenas para propostas cuja proponente principal seja mulher.
    Os detalhes sobre os imóveis são limitados, com fotos divulgadas apenas da parte externa das residências, mas o número de quartos, banheiros e outros cômodos estão presentes na descrição de cada casa no edital.
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    Mais de 20 cidades goianas estão disponíveis no leilão, com os municípios com a maior quantidade de imóveis sendo Cidade Ocidental, Águas Lindas de Goiás e Caldas Novas.
    Condições especiais para mulheres
    A mulher deve ser a proponente principal da proposta de compra;
    Caso haja segundo participante, ele precisa ser cônjuge da proponente, independentemente do regime de casamento;
    O benefício é concedido apenas uma vez por CPF;
    Se a mesma proponente fizer mais de uma proposta, a condição especial valerá apenas para a primeira;
    Há possibilidade de financiamento habitacional, pela linha SBPE, conforme análise de crédito;
    É permitido uso do FGTS, seguindo as regras do fundo;
    A Caixa pode pagar dívidas vencidas de condomínio e IPTU/ITR do imóvel: até a data de assinatura do contrato, em caso de financiamento; até a data do pagamento total, em compras à vista;
    As condições especiais valem somente para propostas feitas nos leilões dos dias 20 e 23 de março de 2026.
    Como dar lances
    Casa em Goiás disponível para leilão
    Divulgação/Leilões Brasil
    Os lances deverão ser feitos exclusivamente de forma eletrônica, pelo site da Leilões Brasil. De acordo com o leiloeiro Leony Gomes dos Santos Júnior, é importante que os interessados realizem o cadastro antecipadamente na plataforma, leiam o edital com atenção e procurem uma agência da Caixa para obter informações sobre as modalidades de financiamento. Leony estará à frente do evento no dia 23.
    O leiloeiro Antônio Brasil II será o responsável pelo leilão do dia 20 e destacou que o evento representa uma oportunidade importante, especialmente para mulheres que são responsáveis pelo sustento da família. Segundo Antônio, além dos descontos médios de cerca de 40% em relação ao valor de mercado, podendo variar entre 36% e 77%, as condições oferecidas ajudam a facilitar a compra.
    Os interessados podem entrar em contato com a empresa para obter orientações sobre cadastro e participação nos leilões. O atendimento é feito pelo telefone ou chat (62) 99677-1096, pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone fixo (62) 3250-1500.
    Casa avaliada em mais de R$ 1 milhão em Goiás está por R$ 649 mil em leilão
    Divulgação/Leilões Brasil
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  • Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão em Paraty

    Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão em Paraty

    Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão em Paraty
    Depois de viver na Ásia, casal aposta em spa de terapias orientais em Paraty e fatura R$ 1,2 milhão
    A busca por equilíbrio entre corpo e mente inspirou um casal de empreendedores a transformar experiências de viagem em um negócio no litoral fluminense.
    Em Paraty, no Rio de Janeiro, o spa criado por Hans e Priscila Neus oferece terapias corporais inspiradas em práticas tradicionais da Ásia e faturou cerca de R$ 1,2 milhão em 2025.
    A ideia nasceu anos antes da abertura do espaço. Hans, holandês, veio ao Brasil para trabalhar no escritório de uma multinacional em São Paulo.
    Foi nesse período que começou a se interessar pela cultura oriental, especialmente após fazer um curso sobre a filosofia chinesa dos cinco elementos e técnicas de massagem.
    Priscila, bióloga marinha, acompanhou o marido em uma transferência profissional para Singapura. A mudança marcou o início de uma imersão cultural que acabaria influenciando o futuro da dupla.
    Nos intervalos entre o trabalho e o mestrado, o casal passou a viajar por diferentes países asiáticos, como Malásia, Indonésia e Japão.
    Durante essas experiências, conheceram práticas de relaxamento, rituais terapêuticos e diferentes filosofias de bem-estar. Com o tempo, surgiu o desejo de empreender.
    Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão
    Reprodução/PEGN
    Do projeto de resort ao day spa
    De volta ao Brasil em meados dos anos 2000, os dois decidiram transformar o interesse pelas terapias orientais em um negócio. O projeto inicial previa a criação de um resort de bem-estar, mas acabou evoluindo para um day spa, com serviços voltados ao relaxamento e ao cuidado corporal.
    Para escolher o local, o casal buscava uma cidade pequena, com natureza e fluxo turístico internacional. A escolha acabou recaindo sobre Paraty, localizada entre os grandes centros de São Paulo e Rio de Janeiro.
    A lógica era simples: oferecer um refúgio de relaxamento para quem vive em rotinas estressantes nas metrópoles. O investimento inicial no negócio foi de cerca de R$ 350 mil.
    Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão
    Reprodução/PEGN
    Pausa na pandemia e nova fase
    Durante a pandemia de Covid-19, o spa precisou fechar as portas temporariamente. No período, Hans criou uma startup voltada à conexão entre terapeutas e clientes online — experiência que trouxe aprendizados de gestão, especialmente nas áreas fiscal e jurídica.
    Com a retomada das atividades presenciais, o casal encontrou um novo espaço para reabrir o negócio em parceria com um hotel no centro histórico da cidade. O modelo inclui um contrato em que o proprietário do imóvel recebe uma participação no faturamento, reduzindo custos fixos do spa.
    Terapias de diferentes tradições
    O catálogo do spa reúne rituais inspirados em diversas tradições asiáticas, incluindo técnicas de Bali, da Índia, do Tibete, da ilha de Java e da Tailândia. Entre os serviços mais procurados estão massagens de corpo inteiro e terapias focadas em relaxamento profundo.
    O ticket médio do negócio foi de R$ 348 em 2025. Hoje, cerca de 15 terapeutas trabalham no espaço, que realiza aproximadamente 250 atendimentos por mês. O spa adota um sistema semelhante ao modelo de “salão parceiro”.
    Os profissionais atuam como microempreendedores individuais (MEI) e trabalham sob demanda, de acordo com os agendamentos dos clientes. Nesse formato, o spa oferece infraestrutura, atendimento e marketing, enquanto os terapeutas recebem parte do valor dos serviços realizados.
    Segundo os empreendedores, o modelo trouxe mais eficiência operacional e flexibilidade para os profissionais, que conseguem organizar melhor a própria agenda.
    Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão
    Reprodução/PEGN
    A clientela do spa inclui tanto brasileiros quanto estrangeiros — estes representam cerca de 70% dos clientes. Por isso, avaliações online e recomendações em plataformas digitais têm grande peso na atração de novos visitantes.
    O casal aposta no crescimento do setor. Dados do Global Wellness Institute indicam que o Brasil ocupa o 12º lugar no ranking mundial do mercado de bem-estar, um segmento impulsionado pela busca por qualidade de vida e redução do estresse.
    Para Hans e Priscila, essa tendência deve continuar nos próximos anos.“Mesmo com o avanço da tecnologia, o toque humano e o cuidado com o bem-estar não são fáceis de substituir”, diz Hans. “É um mercado que tende a crescer cada vez mais.”
    Shambhala SPA Ltda (SPA)
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