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  • Wagner Moura e Michael B. Jordan: atores têm mais chances no Oscar ao fazer dois papéis?

    Wagner Moura e Michael B. Jordan: atores têm mais chances no Oscar ao fazer dois papéis?

    Wagner Moura e Michael B. Jordan: atores têm mais chances no Oscar ao fazer dois papéis?
    Wagner Moura faz mais de um papel em ‘O Agente Secreto’; isso aumenta chances no Oscar?
    Wagner Moura (“O Agente Secreto”) e Michael B. Jordan (“Pecadores”) estão entre os indicados ao Oscar de melhor ator neste ano. E enquanto Michael interpreta gêmeos no longa americano, Wagner surpreende em “O Agente Secreto”, ao aparecer como Armando e… outro personagem, com trejeitos bem diferentes.
    Mas como isso é avaliado em premiações? Será que os atores saem na frente da “concorrência” por fazer mais de um papel? E poderiam ter sido indicados também pelo segundo personagem, por exemplo?
    Procurei nas regras do Oscar, entrei em contato com a Academia e dei uma olhada no histórico de indicados. Tudo isso para entender: fazer mais de um papel em um filme é uma vantagem na premiação?
    Wagner Moura interpreta mais de um papel em ‘O Agente Secreto’
    Divulgação
    O que diz o Oscar?
    Como existe a separação entre protagonista e coadjuvante, as próprias categorias são confusas nesse sentido. Dá pra interpretar que o prêmio seria dado por papel, não por ator; mas não é bem o caso.
    Segundo as regras do Oscar, quando um ator é indicado, ele é considerado por toda a sua performance em um filme — independente de quantos papéis ele interpreta. Isso significa também que não existe indicação separada para cada papel.
    No formulário de inscrição, aliás, só são solicitados o nome do ator e por quais interpretações ele está creditado no filme. É no momento da votação (não na inscrição) que a Academia decide se o papel entra como protagonista ou coadjuvante.
    Um ator pode ser indicado várias vezes no mesmo ano?
    Sendo assim, um mesmo ator não pode concorrer a duas categorias diferentes por um mesmo filme, mesmo que faça mais de um personagem. Essa regra foi implantada no Oscar após 1945, quando o ator Barry Fitzgerald foi indicado como protagonista e coadjuvante pelo mesmo papel em “O Bom Pastor ”. Ele levou o segundo.
    Hoje, um ator só pode ser indicado duas vezes em um mesmo ano por filmes diferentes e categorias diferentes. Por exemplo: Timothée Chalamet não poderia concorrer como Melhor Ator em 2025 por “Um Completo Desconhecido” e “Duna: Parte 2”.
    Michael B. Jordan interpreta irmãos gêmeos no filme ‘Pecadores’
    Divulgação
    Mas alguns atores já foram indicados a protagonista e coadjuvante em uma mesma edição no Oscar: alguns exemplos são Jamie Foxx, Julianne Moore e Scarlett Johansson.
    Wagner e Michael se juntam aos casos mais raros de atores que fizeram múltiplos papéis em um filme e foram indicados por isso. Um exemplo conhecido é o de Nicolas Cage, que foi indicado a Melhor Ator por interpretar os gêmeos Charlie e Donald Kaufman em “Adaptação” (2002).
    Mais chances de levar?
    Fazer mais papéis em um filme não te dá mais chances de levar o prêmio. Nicolas Cage, por exemplo, perdeu para Adrien Brody (“O Pianista”) naquele ano.
    Aliás, o único ator que venceu o prêmio por interpretar mais de um personagem foi Lee Marvin, que levou o Oscar por “Dívidas de Sangue”. Já entre as atrizes, não encontrei nenhuma que foi sequer indicada por fazer papéis duplos em um filme.
    É má notícia para Wagner, então? Claro que não. Para ele, pode ser um diferencial: o ator ainda não é tão amplamente conhecido em Hollywood e pode convencer votantes ao mostrar dois personagens em um só filme.
    Afinal, o contraste prova que, além de convincente no papel de Marcelo, o ator é bom porque é versátil pra caramba. A gente fica na torcida.
    Nicolas Cage foi indicado ao Oscar por interpretar Donald e Charlie Kaufman
    Divulgação
  • Para preservar espécies ameaçadas, universidade do Paraná ensina a criar abelhas nativas como ‘pets de baixa manutenção’

    Para preservar espécies ameaçadas, universidade do Paraná ensina a criar abelhas nativas como ‘pets de baixa manutenção’

    Para preservar espécies ameaçadas, universidade do Paraná ensina a criar abelhas nativas como ‘pets de baixa manutenção’
    Universidade do Paraná ensina a criar abelhas nativas como ‘pets de baixa manutenção’
    Com baixo custo e pouco trabalho no dia a dia, ter abelhas em casa se tornou uma opção para quem deseja um “pet de baixa manutenção”. As espécies nativas do Brasil não têm ferrão e, apesar de serem animais silvestres, não existe necessidade de uma licença ambiental para pequenas criações. A prática, inclusive, é incentivada por especialistas. Veja no vídeo acima como funciona a meliponicultura.
    Em Umuarama, no noroeste do Paraná, o Campus Regional da Universidade Estadual de Maringá (UEM) desenvolve ações para estimular a criação como forma de conservar espécies nativas ameaçadas de extinção. Valdir Zucareli é responsável pelos meliponários do local e explica que as abelhas sem ferrão são inofensivas e dóceis.
    “As abelhas sem ferrão, que são mais de 300 espécies, são todas nativas do Brasil. Já existem aqui há milênios e são adaptadas à nossa fauna e à nossa flora. Elas coevoluíram dentro do nosso ambiente. […] Criar elas em casa também é uma atividade conservacionista”, diz Zucareli, que é professor do Laboratório de Estudos em Botânica Aplicada e Sustentabilidade (Lebas) da UEM.
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    🔎🐝 Abelhas-sem-ferrão pertencem à tribo Meliponinos, por isso o local onde elas são criadas se chama Meliponário. Elas são cruciais para a polinização da flora nativa e produzem menos mel, mas com valor medicinal e gastronômico mais alto. As abelhas com ferrão pertencem ao gênero Apis, como a Apis mellifera ou africanizada. Elas são criadas em Apiários, principalmente para alta produção de mel, própolis e cera em larga escala.
    Segundo o especialista, a mais conhecida e indicada para quem quer começar a criar abelhas como pet são as da espécie Jataí. Contudo, na região norte e noroeste do Paraná, também é comum a aparição das Mandaçaias, Mirins e Mandaguaris – esta última, aliás, dá nome a uma cidade da região, devido à incidência deste tipo de abelha.
    “As pessoas quando ficam sabendo que existe essa possibilidade de terem essa abelha em casa, ficam bastante entusiasmadas, pois elas são um diferencial para o jardim. Elas não oferecem riscos, têm poucas despesas, não é necessário você levar para passear ou fornecer alimentação. É um pet que você consegue ter em casa, mesmo tendo uma rotina muito corrida, pois não dá trabalho como outros animais”, afirma Zucareli.
    Embora exista no Brasil um mercado para a meliponicultura como negócio, Zucareli destaca que, na criação de abelhas como pet, o foco não é a produção de mel nem a geração de renda. Nesse caso, os objetivos são a recreação, a observação e a conservação da espécie. E pessoas de todas as idades podem cuidar de uma colmeia.
    “Você consegue trabalhar para as crianças o conceito de sociedade, do ser vivo, de sustentabilidade, da produção do mel, e conservação das espécies. Para os idosos, elas podem servir como terapia ocupacional, não traz risco à saúde e facilita em alguns aspectos como a concentração, o foco e o contato com a natureza”, explicou o especialista.
    O projeto de conservação das abelhas sem ferrão na UEM existe há pouco mais de três anos, em Umuarama. São dois meliponários didáticos: um localizado na fazenda da universidade, que abriga oito espécies nativas, e outro no Bosque Uirapuru, com seis tipos de abelhas.
    Zucarelli explica que o objetivo dos espaços é a educação ambiental, permitindo que a população participe de visitas guiadas e aprenda sobre a importância das abelhas e os cuidados necessários para a criação.
    Devido à alta demanda a universidade não forne e mais as colmeias para a população em geral. AS doações agora são feitas apenas para escolas, unidades do Centro de Socioeducação do Paraná (Cense) e instituições de longa permanência para idosos.
    No entanto, o projeto doa iscas feitas com garrafas pet e oferece cursos e oficinas que ensinam como capturar colmeias. Após a captura, os especialistas também ensinam a transferir as abelhas para caixas de madeira ou casinhas ornamentais para jardins.
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    🐝 Abelhas-sem-ferrão conquistam todas as idades
    Foi em um desses cursos que Vinicius dos Santos Leite da Silva consolidou a paixão pelas abelhas. Aos 12 anos, ele cuida em casa de quatro colmeias de Jataí e uma de Mandaçaia.
    Tudo começou quando, aos 10 anos, a avó o estimulou a abrigar uma colônia de abelhas sem ferrão que estava no muro da casa. Vinicius gostou tanto que começou a pesquisar sobre o tema na internet. O interesse dele só cresceu desde então.
    Ele foi incentivado por uma conhecida da família a ir até a UEM para visitar o meliponário e aprender com Zucareli. O cuidado com as abelhas deu início a uma amizade entre o especialista e o garoto. Os dois contam que até já trocaram espécies.
    “Eu gosto muito de mexer com as abelhas. É muito prazeroso para mim ver como é que as bichinhas estão se desenvolvendo. Quando eu mexo nelas, faço manejo, aí eu vejo tudo certinho. Teve um dia que vi até a rainha da abelha. Eu identifico todas as abelhas”, diz Vinicius.
    Vinicius dos Santos Leite da Silva possui quatro colmeias de abelhas da espécie Jataí.
    Cedidas/Vinicius dos Santos
    Vinicius conta que tem outros animais de estimação — passarinhos, cachorros e um hamster —, mas é ao cuidado com as abelhas que ele realmente gosta de se dedicar. O garoto até criou uma rotina e reserva vários momentos do dia apenas para observá-las.
    “Eu olho a entradinha delas, se já estão com o movimento de manhã, se elas estão começando a trabalhar. Daí eu vejo se o pito de entrada [túnel de cerume que é a entrada do ninho] delas está com uma boa aparência, se a cera está bem maleável, pois se tiver secado é um sinal ruim”, explica.
    A meta agora é criar outras espécies. Ele também aprendeu a fazer iscas e tem várias separadas para colocá-las em casa e na chácara de familiares.
    Vinicius também possui uma colônia de abelhas da espécie Mandaçaia.
    Cedidas/Vinicius dos Santos
    André Leite da Silva, de 46 anos, é pai de Vinicius e fala com orgulho sobre o interesse do filho pelos animais.
    “Quando ele põe alguma coisa na cabeça, ele pesquisa, vai atrás. Ele conhece o formato das abelhas, se a postura do ninho está boa ou não. […] Pela idade dele e por ver muitas crianças que não têm tanto interesse em relação a isso, eu fico muito orgulhoso por poder fazer parte desse interesse dele”, diz o pai.
    As 55 anos, Soraia Santos de Liro Guirão é outra entusiasta das abelhas pet. Apaixonada por animais de estimação, ela tem seis gatos em casa. Apesar de querer ter mais bichinhos, a falta de tempo fez com que ela optasse por pets que tivessem baixa manutenção.
    “Eu converso com elas do mesmo jeito e elas me ocupam menos tempo e preocupação. Elas não me dão muito trabalho. Amo acordar e ir vê-las saindo para ir em busca de alimento. Vê-las trabalhar e ver como é a organização da colmeia me fascina”, afirma Soraia.
    Soraia Santos de Liro Guirão, cuida de colmeias de abelhas Jataí e Mandaçaia.
    Cedidas/ Soraia Santos
    Soiraia trabalha como auxiliar operacional da UEM e conheceu as abelhas sem ferrão através do professor Zucareli. Depois, ela resolveu aprender mais e fez um curso sobre o assunto, onde se apaixonou a cada nova espécie descoberta.
    A primeira colmeia foi adquirida em agosto de 2025, com abelhas da espécie Mandaçaia. No início de 2026, após espalhar diversas iscas, ela também conseguiu formar uma colmeia deJataís, que logo será transferida para uma caixa adequada.
    “Eu quero ter essas abelhinhas para também ajudar um pouco o meio ambiente e ajudar na polinização. Acho que cuidando delas, elas estão cuidando da gente. Existem espécies maravilhosas e eu quero ter mais delas”, diz Soraia.
    🐝 Apesar da baixa manutenção, as abelhas também precisam de cuidados
    Zucarelli explica que, apesar das abelhas serem consideradas como pets de baixa manutenção, elas também precisam de alguns cuidados.
    “Elas têm que ser criadas à sombra, com apenas o sol da manhã, pois o excesso de sol pode matar as crias e derreter a cera. Também não é indicado retirar todo o mel para consumir. O indicado é retirar só no verão. A partir do outono, o melhor é não retirar mais para que ela tenha uma reserva de mel para o inverno e possa sobreviver”, explicou Zucarelli.
    Durante o manejo das abelhas, Soraia afirma que sempre fica atenta ao aparecimento de predadores, principalmente os forídeos, pequenas moscas conhecidas como “as principais inimigas das abelhas sem ferrão” por invadirem as colmeias para depositar seus ovos.
    Soraia também observa sempre a robustez da colônia. Segundo ela, caso esteja fraca, é preciso fornecer um alimento energético às abelhas, à base de água, açúcar e limão. Se estiver forte e crescendo, a colmeia pode até ser dividida para ser transformada em uma nova.
    🐝Legislação
    No Paraná, a criação de abelhas sem ferrão é regulamentada pela Lei Estadual 19.152/2017, que estabelece as regras para manejo, comércio e transporte de espécies nativas. A norma reconhece as abelhas sem ferrão como fauna silvestre brasileira e autoriza sua criação para fins de conservação, educação ambiental, pesquisa, lazer e consumo familiar de mel.
    A legislação também diferencia espécies nativas de exóticas e determina que a atividade pode ser realizada por hobby. Não é exigida licença ambiental para criadores com até dez colmeias, embora a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) recomende o cadastro a todos os criadores. Produtores que tenham mais de dez colmeias ou tenham intenção de comercializar produtos da meliponicultura são obrigados a fazer o cadastro na Adapar.
    Zucareli aconselha que os pequenos criadores realizem o cadastro na unidade mais próxima da Adapar e registrem a quantidade de espécies que possuem.
    “Isso é indicado para que possam fazer o mapeamento de espécies conservadas no estado e número de meliponicultores”, explicou o professor.
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  • Parte da seleção feminina de futebol iraniana deixa a Austrália após ofertas de asilo

    Parte da seleção feminina de futebol iraniana deixa a Austrália após ofertas de asilo

    Parte da seleção feminina de futebol iraniana deixa a Austrália após ofertas de asilo
    Após serem chamadas de traidoras, atletas iranianas ganham asilo
    A seleção feminina de futebol do Irã deixou a Austrália sem seis de suas integrantes, após protestos do lado de fora do Aeroporto de Sydney, nesta quarta-feira (11). O governo australiano reforçou a oferta de asilo dentro do terminal de embarque, antes da partida.
    À medida que o horário do voo se aproximava, cada uma delas foi levada à parte para se reunir sozinha com autoridades que explicaram, por meio de intérpretes, que elas poderiam optar por não retornar ao Irã.
    Sete outras mulheres haviam aceitado anteriormente vistos humanitários que lhes permitem permanecer permanentemente na Austrália. Porém, uma das atletas mudou de ideia e decidiu voltar para casa.
    “Na Austrália, as pessoas podem mudar de ideia”, disse o Ministro do Interior australiano, Tony Burke. Horas antes, ele havia postado fotos das sete mulheres que receberam vistos humanitários em suas redes sociais.
    “Infelizmente, ao tomar essa decisão, ela foi aconselhada por suas colegas e pelo técnico a entrar em contato com a embaixada iraniana e ser buscada”, disse ele Burke anteriormente. “Como resultado disso, significou que a embaixada iraniana agora sabia a localização de onde todos os outros estavam.”
    o Ministro Tony Burke, ao centro, posa em um local não divulgado com cinco jogadoras de futebol iranianas que receberam asilo na Austrália
    Ministério do Interior da Austrália via AP
    As seis mulheres restantes na Austrália foram imediatamente transferidas para um local diferente por razões de segurança, disse o ministro. Ele prometeu que elas não precisarão enfrentar uma batalha legal por residência permanente e receberão apoio em saúde, moradia e outros auxílios na Austrália.
    Alguns membros da delegação, que segundo autoridades tinham conexões com a Guarda Revolucionária paramilitar do Irã, não receberam ofertas de visto.
    “Havia algumas pessoas deixando a Austrália das quais estou feliz que não estejam mais na Austrália”, disse Burke.
    Não ficou claro exatamente quantas pessoas compunham a delegação, mas uma lista oficial do elenco nomeava 26 jogadoras, além da comissão técnica e outros funcionários. A Confederação Asiática de Futebol (AFC), que organizou o torneio, confirmou na quarta-feira que a equipe viajou de Sydney para Kuala Lumpur, na Malásia.
    “A AFC fornecerá todo o apoio necessário à equipe durante sua estadia até que seus arranjos de viagem subsequentes sejam confirmados”, disse um comunicado, acrescentando que o órgão “continuará a priorizar o bem-estar e a segurança das jogadoras e autoridades”.
    “Traidora em tempos de guerra”
    Jogadoras do Irã prestam continência durante o hino nacional antes da partida de futebol feminino da Copa da Ásia entre Irã e Filipinas em Robina, Austrália, domingo, 8 de março de 2026.
    Dave Hunt/AAP Image via AP
    O governo do Irã classificou a equipe como “traidora em tempos de guerra” após as jogadoras se recusarem a cantar o hino do país antes de uma das partidas da Copa da Ásia, que está ocorrendo na Austrália.
    A seleção iraniana chegou à Austrália para a competição no mês passado, antes do início da guerra com o Irã. Depois de perder o último jogo, teria de regressar ao Irã, mas associações de torcedores iniciaram um movimento pedindo que a Austrália concedesse asilo ao time.
    “Quando aquelas jogadoras ficaram em silêncio no início de sua primeira partida na Austrália, aquele silêncio foi ouvido como um rugido em todo o mundo”, disse Burke. “Nós respondemos dizendo: o convite está feito. Na Austrália, você pode estar segura.”
    O destino das mulheres capturou a atenção internacional enquanto grupos de irano-australianos alertavam que elas poderiam enfrentar consequências terríveis do governo teocrático do Irã por não cantarem o hino, mesmo com as jogadoras mantendo silêncio sobre o significado do gesto ou suas próprias preocupações em retornar.
    Houve nova indignação na Austrália após veículos de notícias publicarem uma foto que parecia mostrar uma mulher sendo conduzida pelo pulso por uma colega de equipe até o ônibus em direção ao aeroporto, com a mão de outro membro da delegação em seu ombro.
    O presidente dos EUA, Donald Trump, interveio no assunto na segunda-feira (9), criticando o governo australiano por não oferecer asilo às mulheres. Porém, no dia seguinte, surgiu a informação de que discussões entre autoridades australianas e as mulheres já vinham ocorrendo de forma privada.
    Enquanto isso, uma autoridade iraniana rejeitou as sugestões de que as mulheres não estariam seguras ao voltar para casa.
    “O Irã recebe seus filhos de braços abertos e o governo garante sua segurança”, disse o primeiro vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, na terça-feira (10). “Ninguém tem o direito de interferir nos assuntos familiares da nação iraniana e desempenhar o papel de uma babá que é mais gentil do que a mãe”, acrescentou.
    A TV estatal iraniana informou que a federação de futebol do país pediu aos órgãos internacionais de futebol que revisassem o que chamou de “interferência política direta de Trump no futebol”, alertando que tais comentários poderiam perturbar a Copa do Mundo de 2026.
  • VÍDEO: Jackson Antunes fez hemodiálise durante gravações de novela antes de transplante de rim

    VÍDEO: Jackson Antunes fez hemodiálise durante gravações de novela antes de transplante de rim

    VÍDEO: Jackson Antunes fez hemodiálise durante gravações de novela antes de transplante de rim
    Jackson Antunes fez hemodiálise durante gravações de novela antes de transplante de rim
    O ator Jackson Antunes precisou conciliar as gravações de uma novela com sessões de hemodiálise, tratamento usado quando os rins deixam de funcionar adequadamente. Na segunda versão da trama “Renascer”, exibida em 2024, ele se dividia entre o trabalho nos estúdios e o tratamento médico — situação que era conhecida por poucas pessoas na época.
    A hemodiálise é um procedimento que filtra o sangue de forma artificial por meio de uma máquina, retirando impurezas que normalmente seriam eliminadas pelos rins. Sem o tratamento, essas substâncias podem se acumular no organismo e levar à morte.
    O problema de saúde do ator começou décadas antes. Ainda jovem, ele descobriu por acaso que tinha apenas um rim. Com o passar do tempo, o órgão foi perdendo a capacidade de funcionamento, até que ele se tornou paciente renal crônico e passou a controlar a doença com acompanhamento médico e mudanças na alimentação.
    Em 2018, Jackson também enfrentou um câncer no pâncreas. Durante o tratamento da doença, fez a primeira sessão de diálise no hospital. Depois de passar por cirurgia e se recuperar do câncer, o rim continuou se deteriorando, o que levou os médicos a indicarem o transplante.
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    Jackson Antunes diz que sentiu transformação ‘espiritual’ após receber rim da esposa: ‘Uma estranheza’
    Transplante com doadora viva
    Enquanto aguardava na fila do Sistema Nacional de Transplantes, o ator começou a buscar um doador compatível. A solução veio de casa.
    A esposa dele, Cris, fez os exames e descobriu que era compatível para a doação. Segundo o próprio ator, o resultado confirmou algo que ela já acreditava.
    “Amor, eu vou ser compatível com você”, disse ela antes mesmo do teste.
    O transplante foi realizado em 22 de dezembro e considerado um sucesso. Um dos rins de Cris foi transplantado em Jackson, que passou a apresentar melhora gradual na recuperação.
    Após o procedimento, o ator afirmou que passou a enxergar a esposa de forma diferente.
    “Eu a olhei diferente. Era uma luz diferente. A palavra verdadeira é agradecimento”, disse.
    Doença renal no Brasil
    Segundo especialistas, cerca de 42 mil pessoas aguardam por um rim no Brasil. A maioria dos transplantes ainda depende de doadores falecidos, mas a doação em vida também é possível após avaliação médica para garantir a segurança de quem doa.
    Hoje, Jackson Antunes segue em recuperação em casa e relata mudanças na rotina após o transplante. Para ele, a experiência trouxe uma nova forma de olhar para a vida.
    “Estou vendo o pôr do sol como se fosse o primeiro que eu estivesse vendo”, afirmou.
    Jackson Antunes em entrevista ao Fantástico
    Reprodução/TV Globo
    Veja a reportagem completa no vídeo abaixo:
    Após passar por um transplante, Jackson Antunes está cheio de saúde e grato pela vida
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  • ‘Caminho de 1h30 levou 24h’: guerra se espalha além do Irã e brasileiros relatam fuga tensa no Líbano

    ‘Caminho de 1h30 levou 24h’: guerra se espalha além do Irã e brasileiros relatam fuga tensa no Líbano

    ‘Caminho de 1h30 levou 24h’: guerra se espalha além do Irã e brasileiros relatam fuga tensa no Líbano
    Brasileiros no Líbano relatam fuga após alerta de Israel
    Cerca de 70 mil brasileiros vivem atualmente no Oriente Médio. Só no Líbano, são mais de 20 mil, formando uma das maiores comunidades brasileiras na região.
    Na última quarta-feira, Israel lançou um alerta para que os civis se retirassem do sul do Líbano. O Fantástico falou com dois brasileiros – os primos Radi e Ahmad – que tiveram que abandonar tudo e fugir para o norte do país.
    “A gente, na pressa, pegou, fez as malas e saímos de casa e o trânsito estava milhares de pessoas indo ao mesmo tempo, um caminho que levaria uma hora e meia, levou 24 horas”.
    “A gente acordou três da manhã com o barulho forte do avião passando, minha mãe muito assustada, minha irmã chorando”.
    Eles relatam qual era a situação quando chegaram em Beirute:
    “Muita gente na rua dormindo, gente dormindo no carro. As pessoas na rua passando necessidade e as pessoas voltarem para sua casa e ver tudo quebrado é muito triste. É uma imagem forte que eu nunca tinha visto antes na minha vida e isso me mexeu comigo”.
    Outros brasileiros que moram nos locais atacados também já pensam em voltar.
    “Se a situação continuar assim, que, pelo que parece, uma guerra nunca é curta, a gente não vai ter que voltar para o Brasil”.
    A maior preocupação do Rai é a parte da família que continua no sul do Líbano.
    “Meu avô, minha avó e um tio estão lá ainda. Meu avô é um homem de idade, já saiu de, já viveu várias guerras. Ele falou melhor eu ficar em casa na minha casa do que fugir. Se eu morrer aqui é melhor para mim”.
    Brasileiros relatam fuga após alerta no Líbano
    Reprodução/TV Globo
    Veja a reportagem completa no vídeo abaixo:
    Brasileiros vivem tensão ao tentar sair de regiões bombardeadas no Oriente Médio
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  • Varredura de celulares: entenda o sistema da PF que revelou mensagens de Daniel Vorcaro

    Varredura de celulares: entenda o sistema da PF que revelou mensagens de Daniel Vorcaro

    Varredura de celulares: entenda o sistema da PF que revelou mensagens de Daniel Vorcaro
    Fantástico mostra como funciona ferramenta que faz varredura em celulares apreendidos pela PF
    A análise de mensagens encontradas em um dos aparelhos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, motivou o ministro do STF André Mendonça a determinar sua transferência para a Penitenciária Federal de Brasília. Segundo Mendonça, dados extraídos do celular revelaram indícios de ameaças, corrupção e tentativas de interferência em decisões regulatórias.
    Para explicar como funciona esse processo, o Fantástico ouviu Marcos Monteiro, presidente da Associação dos Peritos em Computação Forense, que detalhou as etapas da varredura usando um software desenvolvido pela própria PF. Veja no vídeo acima.
    Ferramenta de software livre, criada pela PF e usada no mundo todo
    Monteiro explicou que o sistema utilizado pela PF foi desenvolvido a partir de software livre. O código chegou a ser disponibilizado publicamente anos atrás, o que permitiu que profissionais de diversas áreas — inclusive de outros países — contribuíssem com melhorias e passassem a utilizá-lo.
    Hoje, o programa é empregado por peritos, advogados, integrantes do Ministério Público e polícias de outros países.
    Como o sistema transforma imagens em texto
    O grande diferencial da ferramenta, explica Monteiro, é que ele funciona de forma semelhante aos fotossensores de trânsito, conhecidos como “pardais”.
    “O fotossensor tira uma foto da placa e traduz a imagem em texto. A ferramenta faz a mesma coisa com todas as imagens do celular”, diz o perito.
    Isso significa que o software extrai textos de fotos, capturas de tela, PDFs, recibos, conversas e até documentos digitalizados. Depois, organiza tudo de maneira pesquisável.
    Assim, ao digitar um termo como “CPF”, por exemplo, o sistema não procura apenas a sigla, mas qualquer sequência que se encaixe no padrão numérico, mesmo que esteja escondida dentro de uma imagem ou arquivo.
    O mesmo vale para valores monetários — informação essencial em investigações envolvendo corrupção e lavagem de dinheiro, como a que envolve Vorcaro.
    Como mensagens apagadas podem ser recuperadas
    Outro ponto que chamou atenção na simulação exibida pela reportagem é a capacidade de recuperar mensagens excluídas.
    No exemplo apresentado, um banco de dados com 1.528 mensagens foi filtrado rapidamente para encontrar apenas 531 registros apagados.
    O programa permite buscar termos específicos — como “China” — e localizar:
    conversas arquivadas;
    áudios;
    trechos de navegação;
    itens deletados pelo remetente.
    Mesmo quando o conteúdo não está mais acessível, a ferramenta preserva metadados, incluindo:
    autor da mensagem;
    data e hora;
    ID do remetente;
    indicação de que o item foi apagado.
    Isso ocorre porque esses registros ficam gravados no banco de dados interno do aplicativo, independentemente da configuração de visualização única.
    Mapeamento automático de vínculos
    A ferramenta também facilita a visualização das relações entre os usuários. Ao clicar na aba “Vínculos”, a interface cria automaticamente um mapa de conexões, mostrando:
    quem conversou com quem;
    quem enviou ou recebeu mensagens;
    frequência de contatos;
    padrões de comunicação.
    ” Isso ajuda e acelera muito a investigação”, diz Monteiro.
    O que foi apreendido no caso Vorcaro
    Ao todo, a PF apreendeu oito celulares de Daniel Vorcaro, sendo três somente na operação mais recente.
    Até o momento, apenas as mensagens de um dos aparelhos, apreendido na primeira prisão em novembro, foram divulgadas. Elas revelam uma rotina de comunicações e encontros com autoridades dos três poderes.

    Fantástico mostra como funciona ferramenta que faz varredura em celulares apreendidos pela PF
    Reprodução/TV Globo
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  • ‘Kit Oscar’ 2026: veja ideias para acompanhar a cerimônia com estilo, da decoração às referências dos filmes

    ‘Kit Oscar’ 2026: veja ideias para acompanhar a cerimônia com estilo, da decoração às referências dos filmes

    ‘Kit Oscar’ 2026: veja ideias para acompanhar a cerimônia com estilo, da decoração às referências dos filmes
    ‘Kit Oscar’ 2026: ideias para acompanhar a cerimônia com estilo, da decoração às referências dos filmes
    Reprodução
    A quatro dias do Oscar 2026, quem gosta de cinema já começa a entrar no clima da premiação, seja torcendo para seus favoritos ou planejando a tradicional sessão com amigos para acompanhar o evento de casa.
    A cerimônia acontece no domingo (15), com o brasileiro “O Agente Secreto” na lista. Entre dramas históricos, animações cheias de personalidade e adaptações literárias aguardadas, os indicados também rendem boas ideias para montar uma noite temática diante da TV.
    ‘Raparigou’, ‘pirraça’, ‘dor de corno’… os desafios de traduzir ‘O Agente Secreto’
    Oscar 2026: cerimônia terá performances de ‘Guerreiras do K-Pop’ e ‘Pecadores’
    Para entrar no espírito da torcida, também vale buscar referência inspiradas nas obras indicadas. A seguir, confira algumas sugestões para montar um “kit Oscar” para acompanhar a cerimônia.
    A grande maioria dos itens custava de R$ 75 a R$ 250, quando consultados em março, nas principais lojas da internet. A exceção vai para o banjo, inspirado em “Pecadores”, cujo preço era R$ 2.350 na data da consulta.
    ‘O Agente Secreto’
    Para torcer pelas indicações de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator de “O Agente Secreto”, a sugestão é adornar a parede da sala com um adesivo que imita o painel de um orelhão antigo ou um vestido florido no estilo da Dona Sebastiana.
    Orelhão Vintage quadro com 5 peças
    Vestido curto texturizado floral multicores
    ‘Frankenstein’
    O filme de Guillermo del Toro, que concorre ao prêmio de Melhor Filme, é uma adaptação do romance clássico de Mary Shelley, que é considerado um dos primeiros títulos de ficção científica da história.
    Frankenstein: Edição Luxo
    ‘Guerreiras do K-Pop’
    O trio animado de caçadoras de demônios fez muito sucesso com os pequenos e está concorrendo tanto pelo título de Melhor Animação como pelo de Melhor Canção Original, com o hit “Golden”.
    Boneco Funko Pop! Guerreiras Do K-pop – Mira
    Boneco Funko Pop! Guerreiras Do K-pop – Rumi
    Boneco Funko Pop! Guerreiras Do K-pop – Zoey
    ‘Hamnet’
    A história tocante de “Hamnet”, que concorre ao prêmio de Melhor Filme, é adaptada do livro de Maggie O’Farrell, que dramatiza o momento histórico em que Shakespeare perdeu seu único filho e, anos depois, escreveu a obra “Hamlet”.
    Hamnet
    ‘Marty Supreme’
    “Marty Supreme”, com Timothée Chalamet, recebeu 9 indicações ao Oscar, entre elas a de Melhor Filme. Um dos visuais mais marcantes do filme são os óculos finos e geométricos do protagonista.
    Palas Eyewear armação para óculos hexagonal dourada
    ‘Pecadores’
    O terror angariou 16 indicações, um recorde histórico na premiação americana. Quem curtiu o filme com certeza gostou da cena em que o vilão da história, o vampiro Remmick, canta e toca seu banjo para tentar entrar na festa dos protagonistas. Se ficou inspirado a aprender um novo hobby, essa é sua chance.
    Banjo americano 5 cordas Strinberg Wb50 Mahogany
    Zootopia 2
    O filme da Disney também concorre ao Oscar de Melhor Animação. Os pequenos vão adorar a pelúcia de pés grandes da coelha Judy Hopps ou o livro do filme, que vem com miniaturas para a criança brincar.
    Disney pelúcia Judy Zootopia Big Feet
    Zootopia 2 Animais em Ação livro + miniaturas
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  • Autismo: estudo liga hipotireoidismo não tratado ao longo da gestação a risco maior para o bebê

    Autismo: estudo liga hipotireoidismo não tratado ao longo da gestação a risco maior para o bebê

    Autismo: estudo liga hipotireoidismo não tratado ao longo da gestação a risco maior para o bebê
    Problemas de tireoide durante a gravidez podem elevar risco de autismo na criança
    O desequilíbrio hormonal da tireoide durante a gravidez pode aumentar o risco de transtorno do espectro autista (TEA) nos filhos, especialmente quando o problema persiste ao longo da gestação, de acordo com um estudo feito com mais de 51 mil nascimentos acompanhados até 2021, em Israel.
    A pesquisa mostrou que o risco é maior quando a mulher apresenta hipotireoidismo crônico e também desenvolve hipotireoidismo gestacional, sugerindo que a duração do desequilíbrio hormonal pode influenciar o neurodesenvolvimento do bebê.
    Os dados indicaram que em apenas um trimestre de gestação com hipotireoidismo não tratado já há cerca de 69% maior risco. Com dois trimestres, cerca de 139% maior risco. E em três trimestres (toda a gestação), há cerca de 225% maior de risco.
    Por outro lado, o hipotireoidismo crônico isolado — quando provavelmente está controlado por tratamento — não foi associado ao aumento do risco de TEA.
    Autismo: estudo liga hipotireoidismo não tratado ao longo da gestação a risco maior para o bebê
    Adobe Stock
    Como foi feito o estudo
    O trabalho analisou 51.296 nascimentos únicos ocorridos entre janeiro de 2011 e dezembro de 2017 em um hospital do sul de Israel. As crianças foram acompanhadas até janeiro de 2021.
    O diagnóstico de autismo foi considerado quando atendia aos critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).
    Entre as mulheres avaliadas, 4.409 (8,6%) apresentaram função tireoidiana anormal durante ou antes da gestação.
    Hormônios da tireoide são essenciais para o cérebro fetal
    Os hormônios tireoidianos maternos desempenham papel fundamental no desenvolvimento do cérebro do feto. Durante a gestação — principalmente no primeiro trimestre — o bebê depende em grande parte dos hormônios produzidos pela mãe. Em estudos anteriores, alterações nesses níveis já foram associadas a:
    menor pontuação de QI na infância
    atrasos na linguagem
    e prejuízos cognitivos
    Por isso, a disfunção tireoidiana durante a gravidez tem sido investigada como possível fator relacionado ao risco de autismo.
    Combinação de hipotireoidismo crônico e gestacional elevou risco
    Ao analisar os dados, os pesquisadores observaram que não houve associação significativa entre qualquer disfunção tireoidiana e autismo quando considerada de forma geral.
    No entanto, um padrão específico chamou atenção. Quando o hipotireoidismo crônico da mãe ocorreu junto com hipotireoidismo durante a gestação, o risco de TEA nos filhos foi mais de duas vezes maior:
    Quanto mais tempo dura o hipotireoidismo, maior o risco
    Os pesquisadores também analisaram em quais trimestres da gravidez ocorreu o desequilíbrio hormonal.
    Os resultados sugerem um efeito dose-resposta: quanto maior o tempo de exposição ao hipotireoidismo, maior o risco de TEA.
    Os dados indicaram:
    1 trimestre com hipotireoidismo: cerca de 69% maior risco
    2 trimestres: cerca de 139% maior risco
    3 trimestres (toda a gestação): cerca de 225% maior risco
    Esse padrão reforça a hipótese de que a duração do desequilíbrio hormonal pode influenciar o neurodesenvolvimento fetal.
    Hipotireoidismo tratado não mostrou associação
    Os autores destacam que o hipotireoidismo crônico isolado não foi associado ao autismo, possivelmente porque nesses casos as mulheres já estavam em tratamento e com níveis hormonais controlados durante a gestação.
    Isso sugere que o problema não seria apenas o diagnóstico da doença, mas a persistência do desequilíbrio hormonal ao longo da gravidez.
    Importância do monitoramento na gravidez
    Segundo os pesquisadores, os resultados reforçam a importância de monitorar rotineiramente a função tireoidiana durante a gestação.
    O objetivo é identificar e tratar alterações hormonais o mais cedo possível para manter níveis adequados de hormônios tireoidianos ao longo da gravidez.
    Embora o estudo mostre associação estatística, os autores destacam que não é possível estabelecer relação causal direta entre o hipotireoidismo materno e o autismo. Ainda assim, os achados indicam que o acompanhamento da função tireoidiana pode ser relevante para a saúde do desenvolvimento infantil.
    A ginecologista e especialista em pré-natal Lilian de Paiva, da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), explicou ao Bem-Estar que os principais sinais e sintomas de hipotireoidismo na gestante podem se confundir com sinais da gravidez, como:
    aumento do peso
    sonolência
    edema
    unhas e cabelos quebradiços
    A médica destacou ainda que todas as gestantes podem e devem ser rastreadas por meio da dosagem simples do hormônio TSH. E após diagnosticado, o hipotiroidismo é plenamente tratável e evita uma série de comorbidades.
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  • Homem chamado para acompanhar operação policial acaba preso por não pagar pensão alimentícia em Uberlândia

    Operação ‘Titan’ prende mais de 20 em esquema criminoso de carros ‘Finan’
    Uma testemunha chamada apenas para acompanhar o cumprimento de mandados de uma operação policial acabou sendo presa quando agentes de segurança constataram no sistema que havia contra ele um mandado de prisão em aberto por dívida de pensão alimentícia. A Operação ‘Titan’, investiga uma organização criminosa por furto, clonagem e revenda de veículos na região do Triângulo Mineiro.
    A prisão foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia na terça-feira (10). Segundo o órgão, o homem de de 32 anos, foi chamado pelos agentes apenas para atuar como testemunha do cumprimento de um dos mandados judiciais, procedimento comum durante ações policiais para atestar que a ação ocorreu de forma regular.
    O g1 reportagem não conseguiu localizar com a defesa do homem preso.
    Documentos obtidos pelo g1 mostram que o mandado de prisão foi expedido em maio de 2025 pela 4ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Uberlândia. A decisão determinava a prisão em regime fechado caso o débito não fosse quitado. À época, a dívida era de R$ 5.940,15, referente a pensões não pagas entre julho de 2023 e março de 2025.
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    A Justiça também estabeleceu que o pagamento integral do valor poderia suspender ou evitar a prisão, o que não aconteceu. Por isso, o mandado permaneceu ativo até ser cumprido na terça, quando o homem foi identificado pelos agentes e levado à Delegacia de Plantão da Polícia Civil.
    Até as 18h de terça, o homem ainda não havia dado entrada no sistema prisional. De acordo com a Polícia Civil, ele permanecia na delegacia de plantão.
    Testemunha também tinha passagem criminal
    De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o homem já teve uma passagem pelo sistema prisional entre 28 de junho de 2015 e 16 de julho de 2016, quando recebeu alvará de soltura.
    Informações do Sistema Eletrônico de Execução Unificado (Seeu) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) indicam que ele foi condenado em um processo criminal por roubo majorado (quando há uma circunstância que agrava o crime de roubo, resultando em um aumento da pena), cuja denúncia foi apresentada em 2016. Após cumprir a pena determinada, o homem foi colocado em liberdade.
    Operação ‘Titan’ mira quadrilha de venda de veículos furtados
    A prisão da testemunha ocorreu durante a Operação ‘Titan’, deflagrada pelo Gaeco de Patos de Minas, com apoio do núcleo regional de Uberlândia, para combater uma organização criminosa investigada por furtar, clonar e revender veículos na região.
    Ao todo, foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 23 de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão, cumpridos em Uberlândia e Monte Carmelo.
    Além da testemunha, que não tinha relação com as investigações, foram presos cinco alvos da operação em Uberlândia. Os nomes não foram divulgados pelo Gaeco.
    Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o grupo criminoso atuava principalmente na clonagem de carros furtados que eram anunciados como ‘carros Finan’, além da adulteração de motocicletas que eram vendidas como se tivessem sido adquiridas em leilões do Detran.
    🔎 De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ‘carro Finan’, também chamado de carro NP (não pago), é um veículo financiado em nome de laranjas e que tem todas as parcelas inadimplentes. Golpistas usam dados dessas pessoas para comprar carros zero e, assim que saem da concessionária, já os anunciam em sites de veículos NP. O financiamento não é pago e, antes que o banco peça a busca e apreensão, o carro é revendido por preço muito baixo. Durante esse período, o veículo segue circulando ilegalmente, o que constitui crime.
    Durante a operação, também foram apreendidos celulares, dinheiro, drogas, uma arma de fogo e veículos furtados, incluindo uma motocicleta recuperada em Uberlândia.
    Até a última atualização da reportagem, 21 pessoas tinham sido presas preventivamente.
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  • Artistas ‘em ascensão’ ganharam cerca de R$ 3 mil por mês no Spotify em 2025, diz relatório; entenda

    Artistas ‘em ascensão’ ganharam cerca de R$ 3 mil por mês no Spotify em 2025, diz relatório; entenda

    Artistas ‘em ascensão’ ganharam cerca de R$ 3 mil por mês no Spotify em 2025, diz relatório; entenda
    Logo do Spotify
    REUTERS/Brendan McDermid/File Photo
    O Spotify divulgou, nesta quarta (11), o relatório Loud & Clear, no qual detalha alguns valores pagos pela plataforma aos artistas.
    Segundo o relatório, em 2025, o 100.000º artista mais bem pago do mundo na plataforma “gerou” mais de US$ 7.300 (cerca de R$ 37.600) em royalties.
    Ou seja, de acordo com os dados, “artistas em ascensão” arrecadaram cerca de R$ 3 mil por mês no Spotify. Mas eles não embolsam todo esse valor.
    Dessa fatia, uma parte é repassada à gravadora ou distribuidora e outra à editora. Não dá para saber qual é o valor que chega para o artista. A cifra final depende do contrato individual de cada um.
    O valor que o Spotify paga aos artistas não é fixo e varia até por país. Mas considerando a estimativa média de US$ 0,003 a US$ 0,005 por stream, estamos falando aqui de artistas com um catálogo que acumula de 1,2 milhão a 2,7 milhões de streams ao ano.
    A conta é feita a partir de exemplos divulgados pela própria empresa.
    Traduzindo para o Brasil, os artistas “em ascensão” que recebem esse valor seriam os que têm cerca de 150 mil plays por mês, ou entre 40 e 80 mil ouvintes mensais. É o caso de artistas elogiados e até mais conhecidos na música brasileira, como Linn da Quebrada, Rod Melim e Luísa e os Alquimistas.
    Como o Spotify paga os artistas?
    Segundo a plataforma, as músicas no Spotify geram dois tipos de royalties: de gravação e publicação.
    Em suma, uma parte vai para a gravadora/distribuidora e outra vai para a editora. Essas entidades também levam uma porcentagem e, em seguida, repassam o valor para os artistas e compositores, respectivamente.
    Veja explicação do Spotify sobre como são pagos os royalties
    Reprodução/Site do Spotify
    Já o valor por stream não é fixo e depende do tamanho daquele artista no mercado nacional ou global.
    “Por exemplo, se as músicas de um artista representam 1 em cada 1.000 streams no Spotify no México, seu detentor de direitos autorais ou distribuidor recebe US$ 1 a cada US$ 1.000 do fundo de royalties do México. O fundo de royalties total em cada mercado é baseado nas receitas de assinaturas e publicidade musical geradas naquele local”, diz a plataforma.
    Veja, abaixo, o relatório completo divulgado pelo Spotify:
    Em 2025, houve mais de 13.800 artistas que geraram pelo menos US$ 100.000* por ano somente com o Spotify – quase 1.400 a mais do que no ano anterior
    Há uma década, o “Top Artista” no Spotify atingiu, pela primeira vez, a marca de US$ 10 milhões em royalties anuais. Hoje, os 80 “Top Artistas” geram mais de US$ 10 milhões anualmente apenas com o Spotify.
    Apenas dois anos após a estreia, os artistas já veem mais da metade de seus royalties vindos de fora de seus países de origem, em média.
    Os maiores sucessos de hoje falam mais línguas do que nunca. Em 2025, músicas em 16 idiomas diferentes alcançaram o Top 50 global do Spotify — mais que o dobro do número em 2020.
    O 100.000º Artista em Ascensão: Em 2025, o 100.000º artista mais bem pago gerou mais de US$ 7.300 em royalties somente do Spotify. Em 2015, o artista nessa mesma posição gerava cerca de US$ 350. Isso representa um aumento de mais de vinte vezes em apenas uma década.
    Mais de 1 em cada 10 artistas que geram mais de US$ 100.000 anualmente no Spotify hoje foram inicialmente incluídos em playlists da seção “Fresh Finds”. Isso representa mais de 1.600 artistas que o Spotify ajudou a despontar no início de suas carreiras e que, desde então, construíram carreiras de seis dígitos.
    Em 2025, mais de um terço dos artistas que geravam US$ 10.000 ou mais em royalties do Spotify eram independentes ou começaram suas carreiras dessa forma (ou seja, lançavam suas músicas por meio de distribuidores independentes).
    Pelo segundo ano consecutivo, o Spotify foi o varejista que mais pagou globalmente, desembolsando mais de US$ 11 bilhões para a indústria musical em 2025. Isso eleva o total de pagamentos acumulados ao longo da história do Spotify para quase US$ 70 bilhões.
    No primeiro semestre de 2025, o Spotify gerou US$ 1 bilhão em vendas brutas de ingressos para shows de artistas. Esse total já ultrapassou US$ 1,5 bilhão.
    2025 marcou o maior pagamento anual da história do Spotify para editoras musicais. Somente nos últimos dois anos, o Spotify pagou aproximadamente US$ 5 bilhões para editoras e organizações que representam compositores.
    Músicos de IA viram febre no streaming e preocupam setor