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  • Empresário é suspeito de furtar energia para abastecer carros elétricos de clientes em Porto Velho

    Empresário é suspeito de furtar energia para abastecer carros elétricos de clientes em Porto Velho

    Empresário é suspeito de furtar energia para abastecer carros elétricos de clientes em Porto Velho
    Empresário é suspeito de furtar energia para abastecer carros elétricos
    Reprodução/Energisa
    Um ponto de recarga de veículos elétricos em Porto Velho foi flagrado utilizando energia elétrica de forma irregular na quinta-feira (9). O local operava com ligação direta da rede, sem medição, caracterizando furto de energia.
    A irregularidade foi identificada após denúncia. Segundo a Energisa, mesmo cobrando dos clientes pelo serviço, o estabelecimento não pagava pelo consumo de eletricidade.
    Durante fiscalização, foi constatado que a energia usada no local era desviada diretamente da rede elétrica. A Polícia Técnica e a Polícia Militar foram acionadas e confirmaram o crime. O responsável foi encaminhado à Central de Flagrantes.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Risco do ‘gato’
    De acordo com a Energisa, o furto de energia, conhecido como “gato”, oferece riscos à segurança. Esse tipo de ligação pode causar choques elétricos, incêndios, acidentes graves e até interrupções no fornecimento de energia na região.
    O uso de energia clandestina para recarga de veículos elétricos também pode causar danos aos carros, como problemas nas baterias, falhas no sistema elétrico e risco de curto-circuito e incêndio.
    O furto de energia é crime previsto no Código Penal, com pena que pode chegar a oito anos de prisão, além da cobrança dos valores não pagos durante o período da irregularidade.
    A empresa orienta que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 190 ou 0800 647 0120.
  • Justiça condena homem que matou esposa na frente dos filhos em RO

    Justiça condena homem que matou esposa na frente dos filhos em RO

    Justiça condena homem que matou esposa na frente dos filhos em RO
    O que é feminicídio?
    A Justiça condenou, na quinta-feira (9), um homem a 28 anos, 5 meses e 10 dias de prisão pelo assassinato da própria esposa, em Rolim de Moura (RO). A condenação foi obtida pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO).
    De acordo com as investigações, no dia 3 de janeiro de 2024, o homem agrediu a companheira na frente dos filhos, causando ferimentos na cabeça e deixando a vítima desorientada. Em seguida, ele a jogou em um córrego em frente à casa. A perícia apontou que a causa da morte foi afogamento.
    A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. O júri também determinou o pagamento de indenização por danos morais aos filhos da vítima, no valor de R$ 20 mil para cada um.
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    O Conselho de Sentença considerou o crime como feminicídio, por ter ocorrido em um contexto de violência doméstica. Também foi levado em conta o fato de a vítima não ter conseguido se defender, já que estava debilitada após as agressões.
    Outro ponto destacado foi o crime ter sido cometido na presença dos filhos, o que aumentou a gravidade da condenação.
    Segundo o MPRO, o casal vivia junto há cerca de oito anos e tinha um histórico de brigas, ameaças e agressões.
    Martelo da Justiça
    Reprodução/Redes Sociais
  • Sicoob Credisul lidera ranking nacional em liberações de Crédito Rural via BNDES

    Sicoob Credisul lidera ranking nacional em liberações de Crédito Rural via BNDES

    Sicoob Credisul lidera ranking nacional em liberações de Crédito Rural via BNDES
    Sicoob Credisul lidera ranking nacional em liberações de Crédito Rural
    Divulgação
    A Sicoob Credisul alcançou um importante reconhecimento nacional ao se posicionar como a cooperativa singular do sistema Sicoob com o maior volume de liberações de crédito rural por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O resultado reforça o protagonismo da cooperativa no apoio ao agronegócio e evidencia sua relevância no financiamento de atividades produtivas em todo o país.
    O crédito rural é uma das principais engrenagens do agronegócio brasileiro, setor que representa cerca de 23% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo os Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Além disso, o Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, o que reforça a importância de instituições financeiras capazes de viabilizar investimentos no campo. Nesse contexto, o BNDES desempenha papel estratégico ao operar linhas de crédito voltadas ao desenvolvimento do setor produtivo, com bilhões de reais destinados ao financiamento rural a cada ciclo agrícola.
    A atuação da Sicoob Credisul dentro desse cenário demonstra eficiência na conexão entre esses recursos e os produtores rurais. A cooperativa tem contribuído diretamente para que esses investimentos cheguem à ponta, permitindo que produtores ampliem sua capacidade produtiva, modernizem suas operações e aumentem a competitividade. Segundo dados do Sicoob, no Plano Safra 24/25, a cooperativa concedeu R$ 113,1 milhões e, no ciclo 25/26, até março, já registra R$ 426,5 milhões, um crescimento de aproximadamente 277%. O avanço expressivo, em um único ciclo, posiciona a Sicoob Credisul em primeiro lugar no ranking de aplicações de crédito em BNDES no sistema.
    Para Ivan Capra, presidente do Conselho de Administração da Sicoob Credisul, o reconhecimento nacional reflete o compromisso da cooperativa com o desenvolvimento do campo. “Esse resultado demonstra a força do cooperativismo e a confiança dos nossos cooperados. Trabalhamos para estar próximos do produtor rural, entendendo suas necessidades e viabilizando soluções que impulsionam o crescimento sustentável do agronegócio”.
    O desempenho também evidencia a confiança dos cooperados na instituição e reforça a capilaridade do cooperativismo de crédito. Segundo o Banco Central, as cooperativas de crédito vêm ampliando sua participação no crédito rural no Brasil, consolidando-se como um dos principais canais de acesso a financiamento para o produtor.
    De acordo com Rafael Fermino, Superintendente de Crédito da Sicoob Credisul, a proximidade com o cooperado é um dos principais diferenciais. “Nosso papel é transformar o crédito em desenvolvimento real. Atuamos com agilidade e proximidade para garantir que os recursos cheguem de forma eficiente ao produtor, respeitando as particularidades de cada operação e contribuindo para o fortalecimento do setor”.
    Com atuação consolidada em regiões de forte vocação agrícola, a Sicoob Credisul tem contribuído diretamente para o fortalecimento do agronegócio, apoiando desde pequenos até grandes produtores. A parceria com o BNDES amplia ainda mais esse alcance, possibilitando acesso a linhas de crédito com condições diferenciadas e incentivo à produção sustentável.
    O reconhecimento nacional reforça o propósito da cooperativa de conectar pessoas para promover justiça financeira e prosperidade, especialmente em um dos setores mais relevantes para a economia brasileira.
  • PF destrói ponte clandestina e apreende equipamentos usados no garimpo ilegal em RO

    PF destrói ponte clandestina e apreende equipamentos usados no garimpo ilegal em RO

    PF destrói ponte clandestina e apreende equipamentos usados no garimpo ilegal em RO
    Área de garimpo ilegal dentro de área protegida em RO
    PF/Divulgação
    A Polícia Federal (PF) destruiu uma ponte usada por garimpeiros para acessar as Terras Indígenas Roosevelt e Parque do Aripuanã, em Rondônia, durante uma operação realizada na quinta-feira (9).
    O objetivo da ação foi combater o garimpo ilegal dentro das áreas de proteção. Diversos equipamentos utilizados no garimpo ilegal foram apreendidos: pás carregadeiras, motores, gerador, acampamentos, combustível, aparelhos celulares, equipamento de comunicação via satélite.
    Além da PF, participaram da ação o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Força Nacional e o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia).
    Ponte clandestina usada por garimpeiros em área de proteção em RO
    PF/Divulgação
    Veja vídeos em alta no g1:
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  • Assista ao JRO1 desta sexta-feira, 10

    Assista ao JRO1 desta sexta-feira, 10

    Assista ao JRO1 desta sexta-feira, 10
    Assista ao JRO1 desta sexta-feira, 10
  • Aposta de Rondônia fica a número de prêmio milionário na Mega-Sena e leva mais de R$ 60 mil

    Aposta de Rondônia fica a número de prêmio milionário na Mega-Sena e leva mais de R$ 60 mil

    Aposta de Rondônia fica a número de prêmio milionário na Mega-Sena e leva mais de R$ 60 mil
    G1 | Loterias – Mega-Sena 2994
    Uma aposta feita em Rondônia acertou cinco números no concurso 2.994 da Mega-Sena, realizado na noite da quinta-feira (9), em São Paulo. O prêmio adquirido é de R$67.971,68.
    Veja os números sorteados: 01 – 10 – 23 – 31 – 40 – 55.
    Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 40 milhões.
    A aposta premiada em Rondônia foi feita na cidade de Pimenta Bueno, nos canais eletrônicos. É um jogo simples, com sete cotas.
    Para apostar na Mega-Sena
    As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
    Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
    O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
    Mega-Sena, concurso 2.994
    Reprodução/Caixa
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    Probabilidades
    A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
    Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
    Como funciona a Mega-sena
  • Concurso da Seduc: resultado preliminar da prova objetiva para técnico educacional é divulgado em RO

    Concurso da Seduc: resultado preliminar da prova objetiva para técnico educacional é divulgado em RO

    Concurso da Seduc: resultado preliminar da prova objetiva para técnico educacional é divulgado em RO
    g1 em 1 Minuto RO: Gabaritos preliminares do concurso da Seduc são divulgados
    O resultado preliminar da prova objetiva para o cargo de Técnico Educacional do concurso da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) foi divulgado nesta quinta-feira (9). Além da lista de classificados, também foram publicados o gabarito definitivo e as respostas aos recursos apresentados contra o gabarito preliminar.
    De acordo com o Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade), responsável pela organização do concurso, as próximas etapas e datas do cronograma serão divulgadas no dia 15 de abril.
    ➡️ Clique e confira.
    Ao todo, o concurso oferece 4.392 vagas para os cargos de Professor Classe C e Técnico Educacional.
    Nesta edição, o concurso registrou 128.116 inscrições. Desse total, 104.779 são para cargos de nível médio e técnico, e 23.337 para cargos de nível superior, segundo dados do Ibade.
    Entre todas as vagas, a mais disputada é a de Atividade de Secretariado, com atuação em Porto Velho. O cargo teve 17.068 inscritos. Já entre as vagas de nível superior, o cargo com maior número de candidatos é o de Coordenador Pedagógico, também para a capital, com 741 inscritos.
    No concurso para professores, há oportunidades em diversas graduações, como Biologia, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Espanhola, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Matemática, Química e Sociologia. A remuneração inicial é de R$ 5.118,41.
    Já o concurso para técnicos educacionais inclui vagas para Agente de Limpeza e Conservação, Agente de Alimentação e Agente de Atividades de Secretariado. A remuneração inicial é de R$ 2.016,59.
    Prova de concurso público.
    Reprodução/Freepik
  • Polícia divulga identidade de foragidos que planejavam invadir fórum para roubar armas em RO; veja fotos

    Polícia divulga identidade de foragidos que planejavam invadir fórum para roubar armas em RO; veja fotos

    Polícia divulga identidade de foragidos que planejavam invadir fórum para roubar armas em RO; veja fotos
    Grupo planejava invadir fórum e roubar armas armazenadas em Rolim de Moura
    A Polícia Civil de Rondônia divulgou, nesta quinta-feira (9), os nomes dos 13 foragidos suspeitos de planejar uma invasão ao Fórum de Rolim de Moura (RO) para roubar armas no início de março. Durante a operação, 24 suspeitos foram presos e 40 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
    De acordo com a 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco 2), responsável pela investigação, também foram divulgadas fotos e identidades dos suspeitos que seguem foragidos. Todos têm mandados de prisão registrados no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisão (BNMP).
    Veja a lista dos alvos dos mandados:
    Yan Pereira Rocha
    Kamile Vitória de Souza Moreira
    Cleverson de Oliveira
    Flávia Kailaine Barbosa Merquiades
    Sidnei Aparecido Tomasim Umbelino
    Maikon Felipe
    Flávio da Silva Guimarães
    Luan Espírito Santo da Silva
    Vanderlei Gomes Martins
    Leonardo da Silva Nascimento
    Jorge Felipe da Silva Gomes
    Willian Macedo dos Santos
    Salomão Araújo dos Santos
    Informações sobre o paradeiro dos suspeitos podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 197 (Disque-Denúncia) ou pelo número (69) 3216-8940. Veja abaixo as fotos dos foragidos:
    Fotos de foragidos
    Operação “Descarrilho IV”
    A facção criminosa investigada foi alvo da operação “Descarrilho IV”, deflagrada pela Polícia Civil na última quinta-feira (2). Segundo as investigações, o grupo planejava invadir o Fórum de Rolim de Moura para roubar armas apreendidas que ficam armazenadas no local. A quadrilha também pretendia atacar uma loja de armas em Cacoal.
    Ao todo, cerca de 150 policiais participaram da operação, que resultou na prisão de 24 suspeitos e no cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão.
    Ainda conforme a polícia, o grupo é suspeito de organizar sequestros, comandar o tráfico de drogas na região e lavar dinheiro por meio de uma loja de conveniência. Os valores seriam enviados para núcleos da facção no Rio de Janeiro e em Mato Grosso.
    As investigações começaram em julho de 2025, após a prisão de seis integrantes suspeitos de sequestrar e manter duas pessoas em cárcere privado. Nos celulares apreendidos, os policiais encontraram mensagens que indicavam o planejamento dos ataques.
    Fotos dos 13 foragidos que planejavam invadir fórum para roubar armas em RO
    Reprodução/Polícia Civil de Rondônia (PC-RO)
  • Estudante perde vaga na Unir após se passar por indígena em processo seletivo

    Estudante perde vaga na Unir após se passar por indígena em processo seletivo

    Estudante perde vaga na Unir após se passar por indígena em processo seletivo
    Unir Universidade Federal de Rondônia Campus
    Ana Kézia Gomes/ G1
    Um estudante, que não teve a identidade divulgada, perdeu a vaga no curso de Direito da Universidade Federal de Rondônia (Unir) após decisão da Justiça que confirmou fraude no sistema de cotas indígenas.
    De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o jovem não possui vínculo comprovado com o povo Karitiana. Investigações mostraram que nem o pai nem o avô dele aparecem em registros ou árvores genealógicas da etnia.
    O caso começou em 2024, quando o candidato se autodeclarou indígena para concorrer a uma vaga reservada. Ele chegou a ser reprovado pela banca de heteroidentificação da universidade, responsável por verificar o pertencimento étnico. Mesmo assim, conseguiu na Justiça uma decisão provisória que permitiu sua matrícula no curso.
    Ao longo do processo, o MPF reuniu provas que comprovaram que o estudante não era indígena, o que levou ao cancelamento definitivo da matrícula.
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    Como a fraude foi descoberta
    Em documento enviado ao MPF, lideranças do povo Karitiana afirmaram que não reconhecem o estudante como integrante da comunidade. Segundo eles, o jovem não possui qualquer ligação histórica, cultural ou familiar com o grupo.
    O relato também aponta que o estudante enganou membros da comunidade para obter assinaturas em uma declaração falsa. Ele teria afirmado pertencer ao povo Parintintin e dito que não teve tempo de conseguir assinaturas de sua própria comunidade, localizada em Humaitá (AM). Acreditando na versão, algumas pessoas assinaram o documento.
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    A banca da Unir desconfiou das informações e decidiu verificar a autenticidade da declaração. Ao entrar em contato com os signatários, descobriu que o conteúdo não era verdadeiro.
    Durante a entrevista, o estudante também não conseguiu demonstrar conhecimento básico sobre o povo Karitiana, como cultura, tradições, história ou localização da aldeia.
    Segundo o procurador da República em Rondônia, Leonardo Caberlon, não basta a autodeclaração para garantir o acesso às cotas. É necessário o reconhecimento pela própria comunidade indígena, conforme prevê a Constituição Federal.
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    Pertencimento e o risco do “índio de papel”
    Para embasar o caso, a antropóloga Andréa Carvalho Mendes elaborou um laudo a pedido do MPF e do povo Karitiana. Pesquisadora da etnia há anos, ela possui registros de parentesco da comunidade que remontam aos últimos 130 anos.
    Segundo a especialista, o uso exclusivo de critérios documentais pode abrir espaço para fraudes e para o chamado “índio de papel”, quando pessoas sem vínculo real se declaram indígenas, o que evidencia práticas de racismo estrutural.
    O laudo também aponta que, até 2018, cerca de 80% dos estudantes autodeclarados indígenas na Unir não conseguiam comprovar pertencimento a um povo originário. Como consequência, muitos não tinham acesso à bolsa permanência, benefício destinado a estudantes indígenas.
    Até 2019, a universidade aceitava apenas a autodeclaração como critério. A partir de 2024, após pressão de movimentos sociais, foram implementadas as bancas de heteroidentificação.
    Na ação judicial, o MPF anexou tanto o documento das lideranças Karitiana quanto o laudo antropológico. A Unir reforçou que, no caso das cotas indígenas, não são considerados aspectos físicos, mas sim o vínculo, a vivência e o pertencimento à comunidade.
    O MPF informou ainda que há diversas denúncias de ocupação irregular de vagas destinadas a indígenas na universidade. Os casos estão sendo investigados por meio de um inquérito civil.
  • Oito pessoas são condenadas por integrar organização criminosa em Rondônia

    Oito pessoas são condenadas por integrar organização criminosa em Rondônia

    Oito pessoas são condenadas por integrar organização criminosa em Rondônia
    Homem foi condenado a 14 anos de prisão por abusar da enteada em Campo Grande
    Freepik
    Oito pessoas foram condenadas por integrar uma organização criminosa, após denúncia do Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).Os réus também respondiam por associação para o tráfico de drogas.
    As investigações começaram após a Operação Irmandade, deflagrada pela Polícia Federal em julho de 2019. A ação desarticulou uma facção criminosa que atuava em Rondônia e Mato Grosso do Sul.
    Segundo o MP-RO, todos os condenados receberam pena de 4 anos de prisão e 20 dias-multa por organização criminosa. Em sete casos, a pena foi aumentada devido ao uso de arma de fogo. Além disso, seis réus também foram condenados por associação para o tráfico, com pena de 4 anos e 3 meses de prisão, além de 800 dias-multa.
    Com a soma das condenações, as penas variam entre 8 anos e 3 meses e 8 anos e 11 meses de prisão, além de 820 dias-multa. O cumprimento será inicialmente em regime fechado.
    De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas para o transporte de drogas e a negociação de armas e entorpecentes. Entre as provas, estão interceptações telefônicas que apontaram a ligação dos acusados com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
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    Operação ‘Irmandade’
    Realizada em 2019, a operação “Irmandade” cumpriu 20 mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão em Porto Velho, Guajará-Mirim (RO), Vilhena (RO), Ji-Paraná (RO) e Cacoal (RO), além de Dourados e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
    De acordo com a PF, os integrantes da facção tinham amplo acesso a telefones celulares dentro de presídios de Rondônia e mantinham contato direto com comparsas em liberdade, principalmente esposas e companheiras, para atuar no tráfico de drogas e armas.
    Durante as investigações, foram apreendidas armas de fogo e munições negociadas pelos investigados. Segundo a PF, o material seria utilizado em furtos e roubos, especialmente de veículos que seriam trocados por drogas.
    Os mandados de prisão foram cumpridos nos presídios Ênio Pinheiro, 470 e Panda, em Porto Velho. Outros sete mandados foram cumpridos na área urbana da capital.
    Segundo a assessoria da PF, os detidos em Porto Velho foram levados para o presídio Pandinha. Em Guajará-Mirim, os presos foram encaminhados para a Casa de Detenção da cidade. Já em Ji-Paraná, os investigados seguiram para o presídio estadual do município.
    Os alvos de Vilhena, Dourados e Campo Grande já estavam presos. Além disso, três pessoas que tiveram a prisão preventiva decretada em Porto Velho e uma em Ji-Paraná já cumpriam pena por outros crimes.
    A operação teve apoio da Gerência de Informação e Inteligência Penitenciária da Secretaria de Estado de Justiça (GEII/Sejus) e do Grupo de Ações Penitenciárias (Gape).
    Sede da PF em Guajará-Mirim
    Rede Amazônica/Reprodução