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  • Vou de táxi… das Rosinhas! Ponto onde mulheres são maioria entre motoristas faz sucesso no Rio

    Vou de táxi… das Rosinhas! Ponto onde mulheres são maioria entre motoristas faz sucesso no Rio

    Vou de táxi… das Rosinhas! Ponto onde mulheres são maioria entre motoristas faz sucesso no Rio
    ‘Rosinhas’ fazem sucesso em ponto de táxi no Rio
    🩷Uniformes, cabine telefônica e até o luminoso no teto dos táxis seguem o mesmo padrão: tudo em rosa.
    🚕Os detalhes chamam a atenção de quem passa pela Rua das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, e identificam o ponto que ficou conhecido na região como o das Rosinhas.
    (🤓A pintura externa só não é rosa também porque, por lei, táxis no Rio precisam ser amarelos com uma faixa azul.)
    ♀️No local, 23 mulheres trabalham como motoristas. A iniciativa surgiu pouco antes da pandemia, a partir de um grupo de conversa, e se consolidou ao longo dos anos.
    🗣️“Eles são muito gentis, estão sempre prontos para atender”, afirma a psicóloga Rosane Moreira. A professora Maria Amália diz que a preferência é clara: “A gente escolhe elas”.
    💁‍♀️Apesar de o ponto também contar com 12 motoristas homens, foram as condutoras que deram visibilidade ao local.
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    A taxista Jamaci Mendes é uma das ‘Rosinhas’
    Reprodução/TV Globo
    Rotina e crescimento da clientela
    🌅As profissionais começam cedo. Segundo a taxista Daniele Carnaval Soares, por volta das 6h30 já há movimento de passageiros. “A gente já tem passageiros logo cedo. A clientela é garantida e aumenta cada vez mais por recomendação dos próprios passageiros”, diz.
    ↗️Com 16 anos e meio de experiência na profissão, Daniele conta que trabalha no ponto feminino há cerca de 5 anos e percebeu aumento na procura. “Um bom atendimento traz outras pessoas. O próprio passageiro acaba trazendo novos clientes para a gente”, afirma.
    💘Daniele destaca que o diferencial está no cuidado com o público. “A gente está sempre atendendo da melhor maneira possível. É um atendimento diferenciado, principalmente para idosos, crianças e até para os pets, que já nos conhecem”, diz.
    A taxista Soraia Almeida mostra alguns mimos aos passageiros
    Reprodução/TV Globo
    Relação com os passageiros
    💞A proximidade com os clientes é um dos pontos fortes do serviço. “Virou confidente, amiga. A gente vai conversando, rindo e ainda chego em casa com muita segurança”, conta a passageira Ana Carolina Chateaubriand.
    🩷O aposentado Ivan Lins de Azevedo também elogia o atendimento. “São mais atenciosas, dirigem com mais prudência. Só não pego aqui quando não tem”, afirma.
    🎁Algumas motoristas investem na personalização do carro e no atendimento. A taxista Soraia Almeida mantém itens como álcool em gel, hidratante, balas e mensagens para os passageiros.
    ♻️Soraia começou na profissão após a morte do marido, vítima da Covid-19. Advogada aposentada, ela decidiu mudar de rotina. “Fiquei viúva, com 2 filhos criados. Resolvi vir para o táxi e adoro”, conta.
    🌎A taxista Jamaci Mendes também relata mudanças na vida após entrar na profissão. “Passei a conhecer melhor o Rio de Janeiro, lugares que nunca imaginei conhecer”, diz.
    💯Para mulheres que pensam em entrar na profissão, Daniele deixa um recado: “Nós somos poderosas, podemos tudo. Não tenham medo”.
    Rosinhas têm uniforme característico
    Reprodução/TV Globo
    Até o bigorrilho tem detalhes em rosa
    Reprodução/TV Globo
  • Criança com doença rara no interior da Bahia é selecionada para terapia gênica experimental nos EUA

    Criança com doença rara no interior da Bahia é selecionada para terapia gênica experimental nos EUA

    Criança com doença rara no interior da Bahia é selecionada para terapia gênica experimental nos EUA
    Criança com doença rara é selecionada para terapia gênica experimental nos EUA
    A pequena Aurora Lima, de 3 anos e 11 meses, sofre com uma doença rara: distrofia muscular de cinturas tipo R5, um tipo de enfermidade genética e progressiva, que afeta os músculos e pode comprometer funções vitais ao longo do tempo.
    Não existe um tratamento regulamentado capaz de reverter o quadro da menina, mas a família ganhou motivos para ter esperança. Aurora foi selecionada para receber uma terapia gênica experimental — tratamento que modifica o material genético e pode frear o avanço da doença — nos Estados Unidos.
    Em contato com o g1, a família de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, contou que não percebeu sinais da doença nos primeiros meses de vida da criança.
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    Segundo Emanuele Lima, mãe de Aurora e nutricionista, a gestação e o nascimento ocorreram sem intercorrências. Os indícios só surgiram após o primeiro ano de idade, quando Aurora teve um desmaio em casa.
    “Levamos ela às pressas para o hospital e os exames mostraram que o CPK estava muito elevado. Inicialmente, disseram que era uma miocite viral, que é um vírus recorrente”, relatou a mãe. O CPK ou creatinofosfoquinase é um tipo de enzima que auxilia a produção de energia no corpo.
    Criança de Feira de Santana com doença rara deve passar por terapia gênica experimental
    Arquivo Pessoal
    Porém, mesmo após o tratamento, os níveis continuaram altos, o que levou ao início de uma investigação mais aprofundada. De acordo com Emanuele, durante mais de um ano, Aurora passou por diversas internações, incluindo períodos prolongados em unidades de terapia intensiva, em hospitais de Feira de Santana e Salvador.
    “Às vezes ficávamos 15 dias, outras vezes meses dentro da UTI, tentando entender o que ela tinha”.
    A confirmação veio apenas após a realização de um painel genético. “Recebi o diagnóstico por mensagem. Quando vi que era uma distrofia, fui imediatamente ao consultório para entender qual tipo era, porque sabíamos que eram doenças graves”, lembrou a mãe.
    Doença e tratamento
    A criança foi diagnosticada com distrofia muscular de cinturas
    Arquivo Pessoal
    De acordo com relatórios médicos repassados pela mãe de Aurora ao g1, a distrofia muscular de cinturas provoca fraqueza muscular progressiva e pode atingir regiões importantes do corpo, como membros, sistema respiratório e cardíaco. Isso ocorre quando o corpo não produz corretamente a proteína γ-sarcoglicano, essencial para proteger as fibras musculares.
    O tratamento ao qual Aurora será submetida utiliza uma terapia gênica experimental, que busca frear os efeitos da doença. Ela passará por acompanhamento multidisciplinar, com cuidados de suporte, como fisioterapia e acompanhamento multidisciplinar.
    Em um dos relatórios médicos, um neurologista destacou que, no momento, a terapia gênica experimental representa a única alternativa terapêutica com potencial de modificar a evolução da doença. Segundo o documento, Aurora ainda não apresenta alterações clínicas ao exame físico, o que a coloca em um cenário considerado ideal para o início do tratamento, aumentando as chances de alcançar a chamada “máxima resposta” à terapia gênica.
    Entenda como funciona o tratamento experimental ⬇️
    A terapia gênica usa um vírus modificado como “veículo”.
    Esse vírus leva uma cópia saudável do gene para dentro das células musculares.
    Em seguida, o músculo passa a produzir a proteína correta, o que pode estabilizar ou melhorar a função muscular.
    O tratamento é feito com uma única infusão intravenosa.
    O que se espera da terapia:
    diminuir a progressão da doença;
    preservar a força muscular;
    melhorar resistência e função motora;
    potencialmente mudar o curso natural da doença.
    Segundo os pais, sem intervenção, a doença tende a evoluir com a perda gradual dos movimentos. “Essa doença vai avançando com a idade. Ela pode levar à perda dos movimentos, afetar a respiração, o coração e até a alimentação. É uma progressão muito difícil”, explicou Emanuele.
    Ainda segundo a nutricionista, Aurora já apresenta sintomas iniciais, como dores musculares e câimbras após atividades simples, o que impacta diretamente na rotina. “Ela não consegue brincar em um parquinho sem sentir uma fadiga ou uma dor muito forte. Isso dificulta muito. Para uma mãe, é muito difícil ter que lidar com uma criança que está vendo outras brincarem e ela não poder”.
    Aurora já apresenta sintomas iniciais, como dores musculares e câimbras após atividades simples
    Arquivo Pessoal
    Busca por tratamento levou família ao exterior
    Diante da ausência de alternativas eficazes no Brasil, a família iniciou uma busca por tratamentos fora do país. Mas Emanuele ressalta que o acesso à terapia gênica não foi imediato e exigiu persistência. “Não foi um convite. Foi uma busca desesperada. Passei madrugadas pesquisando, entrando em contato com outras mães, mesmo sem falar inglês”.
    O contato com uma família dos Estados Unidos foi decisivo para chegar ao médico responsável pela pesquisa. Após uma reunião online, Aurora foi aceita no estudo.
    Criança de Feira de Santana com doença rara deve passar por terapia gênica experimental nos EUA
    Arquivo Pessoal
    Próximos passos
    O tratamento experimental será realizado nos Estados Unidos e, segundo a família, o medicamento será disponibilizado sem custo. “Terapias genéticas desse tipo podem chegar a valores entre R$ 17 milhões e R$ 20 milhões”, reforçou Emanuele.
    Apesar disso, a família terá que arcar com despesas como passagens, moradia, alimentação e outros custos durante a permanência no exterior, que pode durar até seis meses.
    A previsão é que a primeira viagem aconteça em outubro deste ano, quando Aurora passará por exames específicos. Em seguida, a família retorna ao Brasil e, posteriormente, volta aos Estados Unidos para aplicação da terapia.
    Segundo o pai de Aurora, Eliaquim Nery, que é médico residente em um hospital de Feira de Santana, durante esse período, ele e a esposa não poderão trabalhar, já que precisarão se dedicar integralmente aos cuidados com a filha, além de evitar riscos de infecções. “O tempo proposto pelo doutor foi de, no máximo, seis meses, e nesse período não podemos trabalhar, pois não podemos de forma nenhuma ser um vetor de doença para a Aurora. É um desafio grande”, relatou o pai.
    Diante desse cenário, a família busca viabilizar recursos para a viagem e estadia no exterior durante o período necessário. Eles abriram uma vaquinha online e tentam arrecadar R$ 500 mil reais. A arrecadação é realizada por meio de uma plataforma online.
    *Sob supervisão da editora Ailma Teixeira
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  • Dispositivo 3D da Unicamp recria ambiente da medula óssea e abre caminho para novos testes de remédios

    Dispositivo 3D da Unicamp recria ambiente da medula óssea e abre caminho para novos testes de remédios

    Dispositivo 3D da Unicamp recria ambiente da medula óssea e abre caminho para novos testes de remédios
    Dispositivo 3D da Unicamp recria ambiente da medula óssea
    Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um dispositivo 3D que recria, em laboratório, o ambiente da medula óssea. A tecnologia está em fase inicial de testes e, segundo os responsáveis pelo estudo, pode abrir caminho para novas formas de testar medicamentos.
    Os experimentos foram realizados com células de animais, em ensaios pré-clínicos e in vitro. Até o momento, o dispositivo não foi testado em humanos.
    Como funciona?
    O equipamento foi criado para reproduzir, fora do corpo, as condições que permitem a formação do sangue. Esse processo acontece na medula óssea e depende da interação entre diferentes tipos de células.
    De acordo com o pesquisador Marcus Corat, do Laboratório de Modelos Biológicos do Centro Multidisciplinar para Investigação Biológica (Cemib), o dispositivo consegue “mimetizar o ambiente de sinalização na medula óssea, onde você pode produzir células sanguíneas”.
    Na prática, ele funciona como uma estrutura onde essas células ficam organizadas e conseguem se comunicar, o que ajuda a manter a atividade por mais tempo.
    Dispositivo 3D imita ambiente da medula óssea em laboratório
    Igor Alisson/Inova Unicamp
    Oito anos de estudo
    O estudo começou há cerca de oito anos. Primeiro, os pesquisadores buscaram entender como recriar, em laboratório, a comunicação entre as células da medula óssea.
    Durante essa etapa, eles identificaram uma combinação de células que conseguiu preservar por mais tempo as características das células-tronco responsáveis pela formação do sangue.
    A partir daí, desenvolveram o dispositivo em 3D, feito de um material compatível com o corpo humano. Ele funciona como uma estrutura onde as células ficam organizadas e conseguem se manter vivas e funcionando.
    ‘Minifábrica’ de células
    Uma das principais aplicações em estudo é o uso da tecnologia para testar medicamentos.
    “[A ideia é que] A gente consiga testar in vitro diferentes drogas antes de tentar fazer isso com paciente. Então a gente consegue eliminar o uso de animais para fazer alguns testes na questão da hematopoese [produção de células sanguíneas]”, explica o pesquisador.
    Outra possibilidade, um pouco mais distante, é usar o dispositivo como um implante no corpo humano. A ideia é que ele funcione como uma espécie de “minifábrica” de células sanguíneas.
    “Nesse caso, ele poderia servir como um minitransplante dentro do organismo da pessoa e verificar se existe alguma rejeição”, afirma.
    A tecnologia teve pedido de patente depositado e está disponível para licenciamento, segundo os pesquisadores.
    Corat reforça que ainda vai levar tempo até que isso chegue aos pacientes. “Quando você tem alguém na família que poderia se beneficiar desse tipo de coisa, essa pessoa quer isso para ontem, mas existe todo um caminho científico e ético que precisa ser seguido”, frisa.
    Pesquisador Marcus Corat, do Laboratório de Modelos Biológicos do Centro Multidisciplinar para Investigação Biológica (Cemib)
    Igor Alisson/Inova Unicamp
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  • Startup de Roraima lança aplicativo que orienta produtores sobre uso correto de defensivos

    Startup de Roraima lança aplicativo que orienta produtores sobre uso correto de defensivos

    Startup de Roraima lança aplicativo que orienta produtores sobre uso correto de defensivos
    Aplicativo criado por startup em Roraima auxilia agricultores com uso de defensivos agrícolas.
    Divulgação/Meu Campo Soluções
    Um grupo de empreendedores de Roraima criou o aplicativo “Meu Campo” de consultoria remota para ajudar produtores rurais a melhorar a colheita e a segurança no campo.
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    A ferramenta usa tecnologia para orientar agricultores sobre o uso correto de defensivos agrícolas, funciona até sem internet e já atende produtores de diversas regiões do estado.
    “Percebemos que muitos [produtores] não tinham conhecimento sobre as quantidades corretas de defensivos agrícolas e os equipamentos de segurança. Desenvolvemos uma espécie de consultoria remota, que pode ser acionada a qualquer momento, até mesmo off-line”, relata Kácio Mourão, relações públicas da Meu Campo Soluções.
    O projeto nasceu como uma startup, modelo de negócio inovador e com alto potencial de crescimento. Esse formato tem impulsionado ideias sustentáveis em Roraima.
    “Hoje em dia, nosso aplicativo já tem uma primeira versão atuando em produções. Já prestamos auxílio a produtores do PA Nova Amazônia, Bom Intento, Água Boa e outras regiões. Nosso foco é simples: buscar meios e modos e resolver o problema à distância”, explica Arthur Oliveira, desenvolvedor do “Meu Campo”.
    Embora o setor local ainda esteja em fase de consolidação, o estado já começa a estruturar uma rede de apoio entre empreendedores, universidades e instituições para desenvolver soluções tecnológicas.
    Empreendedores da Meu Campo Soluções explicam proposta de app que ajuda no gerenciamento da terra.
    Nylo Monteiro/Rede Amazônica
    Potencial de expansão
    A ideia surgiu da parceria de profissionais de diferentes áreas com o propósito de melhorar a vida no campo. Atualmente, diversos agricultores utilizam o sistema, e a meta do grupo é expandir esse número até o final do ano.
    Segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Roraima possui hoje 126 startups mapeadas em diferentes áreas da economia. A maior parte desses negócios ainda está em estágio inicial, mas já demonstra potencial para gerar inovação.
    “O Sebrae atua com uma frente de apoio às startups através de consultorias, eventos, palestras e até mesmo com incentivo a créditos. Com o crescimento do agronegócio aqui no estado, têm surgido cada vez mais startups nesse ramo”, ressalta Lucas Basgal, gestor de Fortalecimento da Inovação e de Startups do Sebrae-RR.
    Boa Vista concentra esse movimento, reunindo 109 empresas do tipo, o que consolida a capital como o principal polo tecnológico do estado.
    Startup Meu Campo Soluções é mais uma que inova com tecnologia no campo em Roraima.
    Divulgação/Meu Campo Soluções
    Apoio a startups no estado
    Criar uma empresa de inovação não é algo restrito a profissionais de tecnologia. Qualquer empreendedor pode desenvolver o próprio negócio, desde que apresente uma proposta diferenciada e com potencial de crescimento.
    “A gente está planejando este ano lançar um edital de aceleração que vai pegar startups que estão no início, e acompanhar de perto esses projetos e ideias inovadoras para que eles possam ter voos mais altos”, planeja Basgal.
    Apesar da expansão do agronegócio, empreender com inovação ainda envolve desafios. Entre os principais obstáculos em Roraima estão o acesso a investimentos, a formação de mão de obra especializada e a conexão com mercados mais amplos.
    “Não foi fácil criar esses métodos, mas o trabalho em conjunto e o apoio do Sebrae foram o nosso ponto-chave”, avalia Arthur Oliveira. Kácio Mourão complementa: “A gente tem especialistas de todas as áreas. É aquela coisa: o campo cresce e a gente também cresce”.
    Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
  • Médico de 31 anos que morreu após mal súbito tinha histórico de doença cardíaca, diz esposa

    Médico de 31 anos que morreu após mal súbito tinha histórico de doença cardíaca, diz esposa

    Médico de 31 anos que morreu após mal súbito tinha histórico de doença cardíaca, diz esposa
    Matheus Vieira Braga Mattos
    Reprodução/Redes Sociais
    O médico-cirurgião Matheus Vieira Braga Mattos, de 31 anos, que morreu após um mal súbito seguido de uma parada cardiorrespiratória em Bambuí, no Centro-Oeste de Minas Gerais, no dia 1º de abril, tinha histórico de doença cardíaca desde a infância. A informação foi confirmada pela esposa dele, também médica, Nathalia Marconi Campos, ao g1.
    🔎 Mal súbito é um evento ‘abrupto’ e ‘inesperado’, sendo a parada cardiorrespiratória a manifestação mais grave que pode acometer pessoas de qualquer idade.
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    Segundo Nathalia Marconi, Matheus foi diagnosticado ainda criança com taquicardia supraventricular, condição que causa alterações no ritmo do coração e episódios de aceleração cardíaca.
    “Ele tinha taquicardia supraventricular desde a infância, que trazia sintomas. Fez uma cirurgia de ablação elétrica aos 18 anos, mas, nos últimos quatro anos, a arritmia voltou”, contou.
    🔎 A ablação cardíaca é um procedimento cirúrgico com o objetivo de normalizar o ritmo cardíaco.
    Nos dias que antecederam a morte, o médico apresentou quadro de saúde debilitado, com febre, vômitos, diarreia e dores no corpo, conforme a esposa. Mesmo com os sintomas, ele resistiu e não procurou atendimento médico.
    Na terça-feira (31), um dia antes do ocorrido, uma enfermeira da Estratégia Saúde da Família (ESF) do bairro Santana, onde Matheus trabalhava, percebeu que o profissional de saúde não estava bem e sugeriu levá-lo ao hospital, mas houve recusa. Ainda assim, recebeu hidratação intravenosa por causa da fraqueza e da desidratação.
    Apesar do estado de saúde, o casal viveu um momento especial na véspera da tragédia.
    “Passamos uma noite incrível juntos. No dia seguinte, 1º de abril, era nosso aniversário de seis anos e estávamos planejando nosso casamento – no papel. Ele me contava sobre a aliança que estava escolhendo”, relembrou Nathalia.
    Nathalia e Matheus estavam juntos havia seis anos
    Reprodução/Instagram
    Piora repentina e parada cardiorrespiratória
    Na manhã seguinte, já no dia 1º de abril, a situação mudou e Matheus teve uma piora repentina.
    Nathalia conta que acordou por volta das 7h30 e encontrou o companheiro após um episódio de broncoaspiração, quando líquidos ou vômito entram nas vias respiratórias.
    “Iniciei a ressuscitação cardiopulmonar e chamei o Samu. Continuamos a reanimação. Eu mesma fiz a intubação, porque estávamos apenas eu, a enfermeira e o condutor”, relatou.
    Matheus foi levado ao Hospital Nossa Senhora do Brasil já em parada cardiorrespiratória. As equipes médicas tentaram reanimá-lo por cerca de duas horas, mas não houve resposta.
    De acordo com o médico, Carlos Marcelo de Barros, o mal súbito é um termo geral usado para descrever uma piora repentina do estado de saúde, sem aviso prévio claro. Uma das possíveis causas do mal súbito é a parada cardiorrespiratória, quando o coração e a respiração param de forma inesperada.
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    Unidades de saúde lamentam morte
    A morte precoce de Matheus causou comoção entre familiares, amigos e profissionais da saúde em Bambuí.
    A Prefeitura de Bambuí, por meio da Secretaria Municipal de Saúde lamentaram a morte do profissional de saúde.
    “A dedicação à saúde e à comunidade de Bambuí será lembrada para sempre”, disseram.
    O Hospital Nossa Senhora do Brasil, também em Bambuí, onde Matheus chegou a trabalhar, emitiu nota de pesar:
    Hospital Nossa Senhora do Brasil emite nota de pesar
    Reprodução/Redes Sociais
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  • Nova tarifa do transporte coletivo de Uberaba começa a valer neste domingo (5)

    Nova tarifa do transporte coletivo de Uberaba começa a valer neste domingo (5)

    Nova tarifa do transporte coletivo de Uberaba começa a valer neste domingo (5)
    Ônibus do transporte coletivo de Uberaba
    Prefeitura de Uberaba/Divulgação
    A nova tarifa do transporte público de Uberaba passa a valer neste domingo (5). O valor será de R$ 6 para usuários que utilizam o cartão pré-pago e de R$ 7 para quem opta por pagar a passagem em dinheiro.
    O reajuste representa um aumento de R$ 0,50 na tarifa do cartão pré-pago e de R$ 1 para pagamentos em dinheiro, feitos no ônibus ou no terminal.
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    As tarifas do transporte coletivo rural também foram reajustadas. Confira os novos valores:
    Tarifas de Transporte Coletivo Rural
    De acordo com a prefeitura, a definição do novo valor ocorreu após reuniões técnicas realizadas desde janeiro entre a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) e o Conselho Municipal de Transporte Público (CMTP), além da apresentação de um estudo técnico aos vereadores.
    “O levantamento considerou a prestação de contas do sistema referente a 2024 e 2025, bem como a planilha de custos atualizada em 1º de janeiro de 2026. As informações também foram discutidas em Audiência Pública no dia 20 de março”, detalha o Porta-voz.
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    Créditos no cartão pré-pago
    De acordo com o documento publicado no Porta-Voz, os créditos do cartão do transporte coletivo têm validade de até 12 meses a partir da data da compra. Após esse prazo, eles expiram.
    Os créditos comprados antes do reajuste continuarão valendo pelo valor antigo por até 30 dias após a publicação do novo valor.
    Depois desse período, caso ainda haja saldo no cartão, será cobrada a tarifa atual.
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  • Ataques ucranianos atingem porto estratégico e grande refinaria, ampliando pressão sobre a infraestrutura energética da Rússia

    Ataques ucranianos atingem porto estratégico e grande refinaria, ampliando pressão sobre a infraestrutura energética da Rússia

    Ataques ucranianos atingem porto estratégico e grande refinaria, ampliando pressão sobre a infraestrutura energética da Rússia
    Ucrânia ataca refinarias e terminais de exportação de petróleo da Rússia
    A infraestrutura energética da Rússia sofreu um novo revés na madrugada deste domingo (5) após uma série de ataques de drones ucranianos. As ações atingiram um importante porto no Mar Báltico e uma das maiores refinarias do país, prejudicando a principal fonte de receita de Moscou. As informações são da agência Reuters.
    No porto de Primorsk, estilhaços de drones atingiram um reservatório de combustível, provocando vazamentos. O governador da região de Leningrado, Alexander Drozdenko, inicialmente informou que um oleoduto teria sido danificado, mas corrigiu a informação posteriormente.
    Primorsk é um dos canais de exportação mais importantes da Rússia, capaz de movimentar 1 milhão de barris por dia.
    Simultaneamente, a refinaria de petróleo NORSI, na região de Nizhny Novgorod, pegou fogo após ser alvo de drones. O ataque atingiu duas instalações da planta, que é a quarta maior refinaria da Rússia e a segunda maior produtora de gasolina do país.
    De acordo com as autoridades locais, o ataque também causou danos a uma estação de energia e a residências próximas, embora não existam relatos de feridos.
    Refinaria na Rússia
    reprodução/TV Globo
    A Ucrânia intensificou os ataques contra o setor de energia russo no último mês. A estratégia busca enfraquecer o poderio militar de Moscou e reduzir os recursos financeiros que sustentam a guerra. Imagens de satélite mostram que Primorsk já havia perdido pelo menos 40% de sua capacidade de armazenamento em ataques anteriores ocorridos em março.
    Além desses alvos, o porto de Novorossiysk, a maior cidade portuária da Rússia, emitiu alertas de ataques aéreos neste domingo. Durante esses alertas, as operações de carregamento de petróleo costumam ser suspensas, o que interrompe o fluxo de exportações.
    No último mês, ataques de drones e o fechamento de oleodutos chegaram a paralisar cerca de 1/5 de toda a capacidade de exportação russa.
  • Diaristas premium sofisticam profissão para cobrar mais: ‘Não tiro menos de R$ 8 mil por mês’

    Diaristas premium sofisticam profissão para cobrar mais: ‘Não tiro menos de R$ 8 mil por mês’

    Diaristas premium sofisticam profissão para cobrar mais: ‘Não tiro menos de R$ 8 mil por mês’
    Diaristas premium mostram como reinventaram profissão
    Durante anos, o trabalho de diarista ocupou a vida de Cláudia Rodrigues de maneira exaustiva. A rotina começava às 3h da manhã: ônibus lotado, longos deslocamentos por São Paulo e chegada às casas dos clientes antes do amanhecer.
    As jornadas eram longas, os ambientes, enormes. Cláudia limpava do chão ao teto, sem saber se sairia dali no meio da tarde ou já à noite. Com semanas cheias, eram mais de 20 diárias mensais.
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    Por dia, recebia R$ 120. Após pagar transporte e alimentação, chegava em casa com cerca de R$ 80.
    São tempos que ficaram para trás. Hoje, Cláudia continua trabalhando com limpeza, mas em outro patamar: ela se tornou diarista premium.
    Seus pacotes custam R$ 250 (4h), R$ 280 (6h) e R$ 330 (8h), com adicionais entre R$ 80 e R$ 100 para serviços como limpeza de geladeira e armários. A agenda ficou tão cheia que ela contratou uma colaboradora para acompanhar a demanda.
    “Não tiro menos de R$ 8 mil. Minha agenda está cheia, sempre encaixando clientes”, diz.
    Segundo o IBGE, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores domésticos foi de R$ 1.367 em 2025. O valor se refere à média geral da categoria, sem distinção entre quem tem carteira assinada e quem não tem.
    As diaristas premium conseguem faturar quase seis vezes mais que a média dos domésticos ao refinar o serviço e atender um público de alto padrão.
    Diaristas premium mostram como reinventaram profissão
    g1
    Cláudia conta que sua virada aconteceu quando descobriu, no Instagram, que havia outra forma de fazer o que sempre fez. Encontrou profissionais falando sobre técnica, método, organização e posicionamento. Não era uma nova profissão — era um novo olhar sobre a limpeza.
    ➡️ A chamada “faxina premium” é apenas um reposicionamento profissional, contam as diaristas ouvidas pelo g1. A sacada é deixar de atuar com foco em rapidez e preço baixo, e passar a entregar um serviço técnico e personalizado.
    🔎 Na prática, elas contam que é necessário estudar tipos de piso, aprender sobre produtos químicos, criar cronogramas de organização, investir em imagem profissional e levar equipamentos próprios para as diárias.
    Essa reinvenção também cria um ecossistema próprio. Algumas delas usaram os aprendizados para lançar cursos, listas de produtos e conteúdos que fortalecem a profissão e ajudam a combater o preconceito ainda existente.
    Cláudia, por exemplo, investiu em mentoria, mudou a forma de atender, passou a levar os próprios produtos, estruturou pacotes por hora e adotou técnicas de detalhamento — do uso de pincéis ao acabamento de metais.
    A imagem profissional também virou parte central do negócio. A diarista investiu em fotos, passou a usar uniforme e formalizou o trabalho como microempreendedora individual (MEI).
    “No início, quando fiz as fotos profissionais e comecei a alimentar o Instagram, pensei: vou colocar que limpo chão, vão rir da minha cara. Existia muito preconceito”, lembra.
    Cláudia Silva estudou técnicas e hoje usa até pincéis para entregar uma limpeza premium.
    Arquivo pessoal
    Essa transformação também marcou a trajetória de Gabriela Valente. Ela pediu demissão de um emprego com carteira assinada porque acreditava que a faxina poderia trazer mais retorno. A decisão gerou insegurança, mas a aposta deu certo.
    Durante a pandemia, Gabriela lotou a agenda com pacotes que chegavam a R$ 400 por dia. Ao mesmo tempo, viu colegas perderem clientes e enfrentarem dificuldades.
    “Em 2020, vi gente sem dinheiro até para comer”, conta. Enquanto ela faturava alto, viu muitas diaristas ficarem sem renda. A disparidade a levou a compartilhar o que sabia nas redes sociais.
    Hoje, Gabriela é diarista por escolha. Além dos atendimentos, atua como mentora, palestrante e criadora de conteúdo. Ela também criou seu próprio produto de limpeza.
    “Passei fome. Vendi roupa para comer. Hoje, tudo mudou. Consegui reformar a casa da minha mãe, construir a lavanderia dos sonhos dela, montar um escritório e pagar colégio particular para meus filhos”, relata.
    Gabriela Valente é diarista por escolha e fatura alto com serviços premium, mentoria e produtos próprios
    Arquivo pessoal
    Mesmo com novas frentes de trabalho, Gabriela mantém quatro clientes fixos. Para novos contratantes, cobra R$ 600 por quatro horas e R$ 1.000 por oito horas. Mas não revela ao g1 quanto fatura por mês.
    Trabalha uniformizada e leva uma mala de 23 quilos com equipamentos profissionais. Nas aulas, ela insiste que a técnica evita prejuízos. Em casas com porcelanatos de R$ 5 mil o metro ou sofás de R$ 30 mil, um erro pode sair muito caro.
    A diarista detalha as diferenças entre pisos, rejuntes e estofados e orienta sobre os produtos adequados para cada superfície.
    “Todo mundo sabe limpar, mas usa sabão em pó, detergente neutro ou misturinhas da internet. Quando você aprende o produto certo e o equipamento certo, tudo muda”, afirma.
    Embora muitas profissionais se sintam atraídas pela promessa de autonomia e ganhos maiores, sindicatos e consultores reforçam que essa transição não é simples. Ignorar riscos pode comprometer a estabilidade que muitos buscam ao deixar o emprego formal.
    O Sebrae alerta que diaristas autônomas não têm Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), férias remuneradas, 13º salário ou aviso prévio. Também reforça que a faxina premium não é uma nova categoria formal, mas um movimento de mercado em um contexto de queda do emprego fixo.
    “Está cada vez mais custoso ter um trabalhador doméstico formalizado. Além disso, os próprios profissionais perceberam que o trabalho como diarista é mais lucrativo e dá mais liberdade para ter mais tempo livre ou investir em outras atividades”, explica Glauco Nunes, coordenador de Mercado do Sebrae Rio.
    Segundo a entidade, o sucesso depende de planejamento. Isso vai desde a forma de se vender até a precificação e a gestão do orçamento.
    Mônica Andrade trabalha como diarista premium na Europa, depois de deixar a carreira de cabeleireira e manicure por 22 anos.
    Arquivo pessoal
    Aventura internacional
    Mônica Oliveira consolidou seu caminho ao recomeçar na Holanda. Após mais de 20 anos como cabeleireira e manicure no Brasil e em Portugal, ela abriu um salão na Europa, mas a pandemia interrompeu os planos.
    Sem alternativa, aprendeu as técnicas de limpeza com outra brasileira e rapidamente percebeu que, na Holanda, o serviço era mais valorizado e melhor remunerado.
    Mônica começou atendendo casas e hotéis de luxo em Amsterdã e levou para o dia a dia o padrão que observava na hotelaria. Nada de jogar água no chão. O protocolo é técnico: pano específico para cada superfície, produtos adequados e aspirador profissional.
    A brasileira também abandonou a cobrança por hora e passou a vender combos com serviços fechados. Para cada novo cliente, envia um documento detalhando serviços, técnicas e extras, como limpeza de geladeira, armários e lava-louças.
    Mônica Andrade mantém agenda cheia, tem site, cursos e mais de 500 mil seguidores que acompanham suas técnicas de limpeza.
    Arquivo pessoal
    A limpeza básica custa 87 euros, cerca de R$ 550. Em serviços mais completos, o valor pode chegar a 290 euros, aproximadamente R$ 1.830. Limpezas de mudança alcançam 150 euros, algo em torno de R$ 950.
    A proposta vai além da limpeza visível. Mônica observa a disposição dos objetos, o alinhamento das toalhas, o brilho dos metais e a fragrância do ambiente. Sua entrega é proporcionar ao cliente a sensação de entrar em um quarto de hotel.
    Ou seja, o foco deixou de ser o tempo e passou a ser a experiência entregue. Seu público inclui moradores de alto padrão, expatriados e clientes que buscam padrão de hotelaria dentro de casa.
    Hoje, Mônica tem agenda cheia, site próprio, oferece cursos e acumula mais de 500 mil seguidores no Instagram, onde compartilha dicas de limpeza e bastidores do dia a dia.
    Alguns cuidados
    Especialistas alertam que essa perspectiva de ganhos da faxina premium deve vir acompanhada de preparo, planejamento e de ciência da realidade jurídica e previdenciária da profissão.
    O Sindoméstica, sindicato das trabalhadoras domésticas, destaca a falta de direitos trabalhistas para diaristas.
    Janaina Souza, presidente do sindicato, chama atenção para a confusão entre faturamento alto e segurança. Muitas diaristas realmente ganham mais como autônomas, mas abrem mão de garantias importantes.
    Existe ainda o risco de precarização quando a diarista não se organiza juridicamente. A contribuição ao INSS, por exemplo, precisa ser feita por conta própria. Sem isso, não há amparo em caso de acidente, licença ou doença.
    Tanto o sindicato quanto o Sebrae recomendam a formalização via MEI. Essa etapa facilita a emissão de nota, o acesso a crédito, a comprovação de renda e benefícios previdenciários básicos, como aposentadoria ou auxílio-doença.
    O Sebrae orienta que o planejamento deve começar antes da mudança.
    Algumas dicas são:
    Calcule todos os custos reais envolvidos no serviço: transporte, alimentação, compra e manutenção de equipamentos, desgaste físico, reposição de produtos, investimento em marketing e até custos com internet e ferramentas digitais.
    Construa uma presença digital profissional: boas fotos, portfólio, materiais de apresentação e conteúdos nas redes ajudam a transmitir credibilidade.
    Evite competir apenas por preço: destaque-se pela qualidade, pela experiência e pelo profissionalismo.
    Formalize-se como MEI: isso garante segurança jurídica e acesso a benefícios.
    Defina preços de forma estratégica: a precificação deve cobrir custos, garantir lucro e refletir o posicionamento da profissional.
    A precificação, inclusive, é um dos pontos mais delicados. Gabriela costuma alertar suas alunas que não adianta cobrar caro sem entregar qualidade, nem cobrar barato ignorando o próprio valor.
    “Quem entende o trabalho, paga”, afirma.
    Por fim, especialistas recomendam criar uma reserva financeira e adotar contratos de prestação de serviços. Isso ajuda a enfrentar períodos de baixa demanda e evita conflitos com clientes.
  • A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo; conheça a história da base americana na ilha

    A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo; conheça a história da base americana na ilha

    A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo; conheça a história da base americana na ilha
    A barganha entre EUA e Cuba por Guantánamo
    Os Estados Unidos pagam o equivalente a pouco menos de 1.800 reais por mês por um pedaço de Cuba do tamanho de Paris.
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    Trata-se da Baía de Guantánamo, onde fica a prisão militar americana acusada de sucessivas violações dos direitos humanos. Mas por que o aluguel é tão barato?
    Tudo começou em 1898, quando os EUA ajudaram os cubanos a conquistarem independência dos espanhóis. Em troca, exigiram que Cuba assinasse um acordo que transformou a ilha em um protetorado, sob forte controle americano, e sem independência real.
    Os EUA construíram várias bases militares em solo cubano. A maioria foi fechada, mas uma permaneceu: Guantánamo.
    O aluguel ali foi fixado em apenas alguns milhares de dólares por ano. E o contrato? Permanente.
    Então Fidel Castro assumiu o poder após a revolução de 1959. O líder comunista de Cuba entrou em choque com os EUA quase imediatamente. Cuba confiscou empresas americanas, mas não tinha como expulsar os EUA de Guantánamo.
    Washington continuou enviando cheques pelo aluguel, que Castro se recusava a descontar. E o impasse nunca terminou de verdade.
    Guantánamo chegou de vez ao noticiário depois do atentado às Torres Gêmeas. A partir dali, a base naval passou a ser conhecida por algo muito diferente. Os EUA a usaram para deter suspeitos de terrorismo, sem julgamento e fora dos tribunais normais.
    Para muitos críticos, Guantánamo se tornou um símbolo do abuso de poder americano. Para Cuba, a base se tornou ainda mais difícil de aceitar.
    Mais recentemente, Donald Trump enviou imigrantes para detenção em Guantánamo. E, já em 2026, sugeriu que os EUA poderiam “tomar Cuba”, dizendo: “Se eu libertá‑la, tomá‑la… acho que posso fazer o que quiser com ela”.
    Com Guantánamo, já existe um pedaço dos EUA dentro de Cuba. Se Trump conseguir o que quer, a ilha inteira pode acabar se parecendo muito mais com o território americano.
    Foto de arquivo: Detentos são vigiados por miliares dos EUA no campo temporário X-Ray, que depois foi fechado e substituído pelo Campo Delta, na prisão de Guantánamo, em foto de 11 de janeiro de 2002
    Reuters/U.S. Department of Defense/Petty Officer 1st Class Shane T. McCoy/Handout/Files via Reuters
  • Fábrica de artistas: Grande Bom Jardim fortalece produção cultural na periferia de Fortaleza

    Fábrica de artistas: Grande Bom Jardim fortalece produção cultural na periferia de Fortaleza

    Fábrica de artistas: Grande Bom Jardim fortalece produção cultural na periferia de Fortaleza
    Centro Cultural Bom Jardim estimula protagonismo popular na Regional 5
    Na região do Grande Bom Jardim, na parte sudoeste de Fortaleza, projetos culturais e iniciativas sociais vêm transformando o território em uma referência na formação de artistas. A área reúne bairros com baixa renda média e desafios históricos de infraestrutura, mas se destaca pela força da produção cultural local.
    O Grande Bom Jardim está localizado na Regional 5 de Fortaleza, que reúne os bairros Bom Jardim, Granja Lisboa, Granja Portugal, Siqueira e Bonsucesso.
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    🎉 A cidade de Fortaleza completa 300 anos no dia 13 de abril de 2026. O g1 Ceará publica uma série de reportagens contemplando histórias e curiosidades de todas as regionais até a data do aniversário da capital cearense.
    Todos os bairros da Regional 5 têm Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) inferior a 0,500, considerado muito baixo. Mesmo assim, a região mantém uma forte mobilização comunitária.
    Equipamentos públicos, coletivos e organizações sociais atuam em rede para oferecer formação artística, ampliar o acesso à cultura e criar espaços de pertencimento. Nesse contexto, o Grande Bom Jardim se consolida como um território criativo, onde a cultura tem papel central na construção de identidade e desenvolvimento.
    Cultura como política pública e transformação
    Centro Cultural Bom Jardim oferece programação diversa no bairro.
    Ismael Soares/SVM
    Um dos principais símbolos dessa atuação é o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ). Inaugurado em 2006, foi o primeiro equipamento cultural público de Fortaleza fora do eixo turístico, ampliando o acesso à cultura na cidade.
    Desde então, o CCBJ se consolidou como um polo de formação artística e convivência comunitária, recebendo mais de 50 mil pessoas por ano. O espaço oferece cursos gratuitos de teatro, dança, música, audiovisual e cultura digital. As atividades atendem de crianças, a partir dos 11 anos, a adultos que chegam à formação técnica.
    O superintendente do CCBJ, Marcos Levi, afirma que o espaço vai além da formação técnica. Segundo ele, o objetivo é valorizar saberes locais e estimular o protagonismo dos moradores.
    “O Centro Cultural é do Grande Bom Jardim, para o Grande Bom Jardim e com o Grande Bom Jardim”, afirma.
    Além dos cursos, o CCBJ mantém uma programação cultural gratuita, com shows, espetáculos e oficinas abertas ao público.
    Segundo Marcos Levi, as atividades ajudam a afastar crianças e jovens da violência urbana. Ele também destaca o impacto econômico: cerca de R$ 1 milhão é investido no território por meio de bolsas culturais, valor que acaba sendo revertido em consumo dentro da própria comunidade.
    O CCBJ também desenvolve ações voltadas à cidadania, com acolhimento e encaminhamento de casos de vulnerabilidade social, em articulação com a rede de proteção.
    Nossas prioridades são claras: o território do Grande Bom Jardim, a comunidade negra, o público LGBTQIAPN+ e pessoas em vulnerabilidade. Além disso, priorizamos a contratação de moradores do território; a maioria dos profissionais vive aqui e muitos foram alunos do centro. Antes de lançar editais, muitas vezes perguntamos à comunidade quais cursos eles desejam.
    Audiovisual que nasce da periferia
    Bom Jardim Produções cria produções audiovisuais com a participação da comunidade
    Divulgação
    Outra iniciativa é a Bom Jardim Produções, produtora audiovisual criada a partir de um coletivo local. O grupo surgiu no teatro, em 2003, e a produtora foi formalizada em 2019.
    O grupo produz curtas, médias e longas-metragens, além de vídeos institucionais. A proposta é contar histórias do território a partir de quem vive na região.
    Entre as produções estão o longa “Botija”, inspirado em uma história real, e o filme infantil “Os Maluvidos”, que envolveu moradores, escolas e comerciantes locais.
    Além das produções, o grupo investe na formação de novos profissionais. Integrantes ministram cursos gratuitos e atuam como facilitadores no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).
    Segundo o fundador, Josenildo Nascimento, a produtora surgiu para enfrentar a falta de oportunidades no setor. Ele afirma que ainda há poucos espaços para atuação profissional na área.
    “Nossa ideia é fazer com que essas produções do território vão para longe, que as pessoas conheçam o Bom Jardim pela capacidade de produção cultural que ele tem, por esse universo cultural… porque aqui é um celeiro artístico”, pontua.
    Saúde mental, cultura e pertencimento
    Movimento Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim oferece acolhimento a famílias em situação de vulnerabilidade e sofrimento emocional.
    Lívia Vieira/Divulgação
    Outro exemplo de transformação é o Movimento Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim, criado em 1996. A iniciativa surgiu para oferecer acolhimento a famílias em situação de vulnerabilidade e sofrimento emocional, mas ao longo dos anos ampliou sua atuação para diversas áreas, incluindo arte, cultura e geração de renda.
    Hoje, o movimento desenvolve atividades como terapia comunitária, oficinas de arte, projetos com crianças e adolescentes e ações de valorização cultural, além de formações profissionais.
    Uma das frentes é a Casa AME (sigla para Arte, Música e Espetáculo), que trabalha com arteterapia por meio de atividades manuais como bordado, crochê e produção artesanal.
    De acordo com a coordenadora da Casa AME, Balbina Lucas, os encontros funcionam como grupos terapêuticos que estimulam o processo criativo e o fortalecimento emocional dos participantes, em sua maioria mulheres. Segundo ela, muitas chegam ao espaço com a autoestima abalada e, ao longo das atividades, passam a reconhecer capacidades e desenvolver novas perspectivas de vida.
    “Essas mulheres chegam lá de uma maneira… doentes mesmo, na maioria das vezes, com uma autoestima muito baixa. Então, a gente começa a trabalhar essa parte de artes, e elas vão se tornando grandes empreendedoras”, pontua.
    Além do aspecto terapêutico, o movimento também incentiva a autonomia financeira. As produções artesanais são comercializadas na chamada “Bodega das Artes”, espaço que reúne peças feitas pelas participantes e contribui para a geração de renda.
    Conforme Balbina, há casos de mulheres que, a partir da experiência no projeto, conseguiram estruturar seus próprios ateliês e passar a viver do trabalho artístico.
    Moradora do Bom Jardim, Iara Braga conheceu o Movimento Saúde Mental em 2019, inicialmente como aluna de cursos de gastronomia. Foi nesse período que teve o primeiro contato com a Casa AME, onde acabou mudando completamente sua trajetória profissional.
    Antes, ela empreendia com doces e pães. Hoje, trabalha com artesanato, especialmente com técnicas como macramê, crochê e bordado – tradicionais no Ceará.
    Iara Braga é dona do ateliê Flor de Girassol.
    Divulgação
    Segundo Iara, o acolhimento e o incentivo recebidos na Casa AME foram fundamentais para essa transformação. Ela conta que se envolveu com a arte de forma tão intensa que passou de participante a facilitadora de oficinas, ensinando outras pessoas.
    A experiência também trouxe mudanças pessoais: ela afirma que passou a se sentir mais confiante, organizada e determinada. Atualmente, Iara produz peças como bolsas, pulseiras e painéis decorativos, e comercializa seus produtos na Bodega das Artes.
    “Eu sou muito feliz e realizada por tudo que posso usufruir do projeto, precisamos de mais locais como a Casa Ame. O espaço e a referência de que arte é cultura modificam vidas, resgatam autoestima e promovem qualidade de vida, além de unificar arte e terapia”, afirma.
    Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: