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  • Fábrica de artistas: Grande Bom Jardim fortalece produção cultural na periferia de Fortaleza

    Fábrica de artistas: Grande Bom Jardim fortalece produção cultural na periferia de Fortaleza

    Fábrica de artistas: Grande Bom Jardim fortalece produção cultural na periferia de Fortaleza
    Centro Cultural Bom Jardim estimula protagonismo popular na Regional 5
    Na região do Grande Bom Jardim, na parte sudoeste de Fortaleza, projetos culturais e iniciativas sociais vêm transformando o território em uma referência na formação de artistas. A área reúne bairros com baixa renda média e desafios históricos de infraestrutura, mas se destaca pela força da produção cultural local.
    O Grande Bom Jardim está localizado na Regional 5 de Fortaleza, que reúne os bairros Bom Jardim, Granja Lisboa, Granja Portugal, Siqueira e Bonsucesso.
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    🎉 A cidade de Fortaleza completa 300 anos no dia 13 de abril de 2026. O g1 Ceará publica uma série de reportagens contemplando histórias e curiosidades de todas as regionais até a data do aniversário da capital cearense.
    Todos os bairros da Regional 5 têm Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) inferior a 0,500, considerado muito baixo. Mesmo assim, a região mantém uma forte mobilização comunitária.
    Equipamentos públicos, coletivos e organizações sociais atuam em rede para oferecer formação artística, ampliar o acesso à cultura e criar espaços de pertencimento. Nesse contexto, o Grande Bom Jardim se consolida como um território criativo, onde a cultura tem papel central na construção de identidade e desenvolvimento.
    Cultura como política pública e transformação
    Centro Cultural Bom Jardim oferece programação diversa no bairro.
    Ismael Soares/SVM
    Um dos principais símbolos dessa atuação é o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ). Inaugurado em 2006, foi o primeiro equipamento cultural público de Fortaleza fora do eixo turístico, ampliando o acesso à cultura na cidade.
    Desde então, o CCBJ se consolidou como um polo de formação artística e convivência comunitária, recebendo mais de 50 mil pessoas por ano. O espaço oferece cursos gratuitos de teatro, dança, música, audiovisual e cultura digital. As atividades atendem de crianças, a partir dos 11 anos, a adultos que chegam à formação técnica.
    O superintendente do CCBJ, Marcos Levi, afirma que o espaço vai além da formação técnica. Segundo ele, o objetivo é valorizar saberes locais e estimular o protagonismo dos moradores.
    “O Centro Cultural é do Grande Bom Jardim, para o Grande Bom Jardim e com o Grande Bom Jardim”, afirma.
    Além dos cursos, o CCBJ mantém uma programação cultural gratuita, com shows, espetáculos e oficinas abertas ao público.
    Segundo Marcos Levi, as atividades ajudam a afastar crianças e jovens da violência urbana. Ele também destaca o impacto econômico: cerca de R$ 1 milhão é investido no território por meio de bolsas culturais, valor que acaba sendo revertido em consumo dentro da própria comunidade.
    O CCBJ também desenvolve ações voltadas à cidadania, com acolhimento e encaminhamento de casos de vulnerabilidade social, em articulação com a rede de proteção.
    Nossas prioridades são claras: o território do Grande Bom Jardim, a comunidade negra, o público LGBTQIAPN+ e pessoas em vulnerabilidade. Além disso, priorizamos a contratação de moradores do território; a maioria dos profissionais vive aqui e muitos foram alunos do centro. Antes de lançar editais, muitas vezes perguntamos à comunidade quais cursos eles desejam.
    Audiovisual que nasce da periferia
    Bom Jardim Produções cria produções audiovisuais com a participação da comunidade
    Divulgação
    Outra iniciativa é a Bom Jardim Produções, produtora audiovisual criada a partir de um coletivo local. O grupo surgiu no teatro, em 2003, e a produtora foi formalizada em 2019.
    O grupo produz curtas, médias e longas-metragens, além de vídeos institucionais. A proposta é contar histórias do território a partir de quem vive na região.
    Entre as produções estão o longa “Botija”, inspirado em uma história real, e o filme infantil “Os Maluvidos”, que envolveu moradores, escolas e comerciantes locais.
    Além das produções, o grupo investe na formação de novos profissionais. Integrantes ministram cursos gratuitos e atuam como facilitadores no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).
    Segundo o fundador, Josenildo Nascimento, a produtora surgiu para enfrentar a falta de oportunidades no setor. Ele afirma que ainda há poucos espaços para atuação profissional na área.
    “Nossa ideia é fazer com que essas produções do território vão para longe, que as pessoas conheçam o Bom Jardim pela capacidade de produção cultural que ele tem, por esse universo cultural… porque aqui é um celeiro artístico”, pontua.
    Saúde mental, cultura e pertencimento
    Movimento Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim oferece acolhimento a famílias em situação de vulnerabilidade e sofrimento emocional.
    Lívia Vieira/Divulgação
    Outro exemplo de transformação é o Movimento Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim, criado em 1996. A iniciativa surgiu para oferecer acolhimento a famílias em situação de vulnerabilidade e sofrimento emocional, mas ao longo dos anos ampliou sua atuação para diversas áreas, incluindo arte, cultura e geração de renda.
    Hoje, o movimento desenvolve atividades como terapia comunitária, oficinas de arte, projetos com crianças e adolescentes e ações de valorização cultural, além de formações profissionais.
    Uma das frentes é a Casa AME (sigla para Arte, Música e Espetáculo), que trabalha com arteterapia por meio de atividades manuais como bordado, crochê e produção artesanal.
    De acordo com a coordenadora da Casa AME, Balbina Lucas, os encontros funcionam como grupos terapêuticos que estimulam o processo criativo e o fortalecimento emocional dos participantes, em sua maioria mulheres. Segundo ela, muitas chegam ao espaço com a autoestima abalada e, ao longo das atividades, passam a reconhecer capacidades e desenvolver novas perspectivas de vida.
    “Essas mulheres chegam lá de uma maneira… doentes mesmo, na maioria das vezes, com uma autoestima muito baixa. Então, a gente começa a trabalhar essa parte de artes, e elas vão se tornando grandes empreendedoras”, pontua.
    Além do aspecto terapêutico, o movimento também incentiva a autonomia financeira. As produções artesanais são comercializadas na chamada “Bodega das Artes”, espaço que reúne peças feitas pelas participantes e contribui para a geração de renda.
    Conforme Balbina, há casos de mulheres que, a partir da experiência no projeto, conseguiram estruturar seus próprios ateliês e passar a viver do trabalho artístico.
    Moradora do Bom Jardim, Iara Braga conheceu o Movimento Saúde Mental em 2019, inicialmente como aluna de cursos de gastronomia. Foi nesse período que teve o primeiro contato com a Casa AME, onde acabou mudando completamente sua trajetória profissional.
    Antes, ela empreendia com doces e pães. Hoje, trabalha com artesanato, especialmente com técnicas como macramê, crochê e bordado – tradicionais no Ceará.
    Iara Braga é dona do ateliê Flor de Girassol.
    Divulgação
    Segundo Iara, o acolhimento e o incentivo recebidos na Casa AME foram fundamentais para essa transformação. Ela conta que se envolveu com a arte de forma tão intensa que passou de participante a facilitadora de oficinas, ensinando outras pessoas.
    A experiência também trouxe mudanças pessoais: ela afirma que passou a se sentir mais confiante, organizada e determinada. Atualmente, Iara produz peças como bolsas, pulseiras e painéis decorativos, e comercializa seus produtos na Bodega das Artes.
    “Eu sou muito feliz e realizada por tudo que posso usufruir do projeto, precisamos de mais locais como a Casa Ame. O espaço e a referência de que arte é cultura modificam vidas, resgatam autoestima e promovem qualidade de vida, além de unificar arte e terapia”, afirma.
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  • Fimose feminina? entenda o que é, quando surge e quando precisa de tratamento

    Fimose feminina? entenda o que é, quando surge e quando precisa de tratamento

    Fimose feminina? entenda o que é, quando surge e quando precisa de tratamento
    Fimose feminina existe e pode ser tratada
    Pexels
    Um post nas redes sociais, com milhões de visualizações e centenas de comentários, chamou a atenção de mulheres ao mostrar sinais da chamada fimose feminina. Apesar do nome, a condição não é exclusiva dos homens: ela também pode ocorrer em mulheres, afetando o clitóris. Os médicos explicam que ela pode aparecer quando criança e desaparecer ou até evoluir na vida adulta.
    Internautas comentam sobre fimose feminina
    Reprodução
    Mulheres comentam sobre fimose feminina
    Reprodução
    Apesar da repercussão nas redes, a chamada fimose feminina não é uma doença nova. O termo costuma ser usado para descrever duas situações: a fusão dos pequenos lábios ou a aderência do capuz do clitóris — uma fina camada de pele que recobre a região.
    Essas alterações anatômicas podem variar bastante. Em alguns casos, são discretas e passam despercebidas; em outros, formam uma espécie de “pele aderida” que cobre parcialmente o clitóris e pode afetar a sensibilidade na região.
    🔴Ela pode não causar nenhuma disfunção ou impacto na vida adulta ou dificultar o prazer sexual e prejudicar a higiene feminina — nesses casos, precisa de tratamento. No entanto, os médicos explicam que muitas vezes o clitóris acaba sendo negligenciado e nem sempre mulheres sabem das doenças que podem afetá-lo.
    Por que isso acontece?
    A forma mais comum aparece na infância. O quadro é mais frequente entre bebês de três meses a três anos, podendo se estender até por volta dos dez anos.
    A principal explicação está nos hormônios: nessa fase da vida, há baixa concentração de estrogênio, o que deixa o tecido vulvar mais fino e vulnerável a irritações. Com a chegada da puberdade, esse cenário costuma mudar.
    “Quando os hormônios começam a aumentar, o estrogênio sobe e a genitália externa também se desenvolve. Como é uma pele muito fina, muitas vezes isso se resolve espontaneamente”, explica a ginecologista Vanessa Cairolli.
    Estudo aponta que masturbação pode ajudar a aliviar sintomas da menopausa.
    Deon Black/Pexels
    E na vida adulta?
    Na maioria das mulheres, essas alterações desaparecem com o desenvolvimento hormonal. Mas há casos em que persistem ou surgem depois.
    🔴Segundo o ginecologista Marcelo Steiner, aderências nessa região podem aparecer ao longo da vida por diferentes motivos, como lesões locais, doenças dermatológicas ou processos inflamatórios.
    Nesses casos, a condição pode formar uma espécie de “capa de pele” sobre o clitóris.
    Quando é preciso tratar?
    Nem toda alteração exige intervenção. Se não houver sintomas, o acompanhamento pode ser suficiente. Mas a avaliação médica é importante, principalmente quando há:
    dificuldade de higiene íntima
    acúmulo de secreções
    dor ou desconforto
    redução da sensibilidade ou impacto no prazer sexual
    “Se essa pele começa a interferir na higiene ou na sensibilidade, pode ser necessário tratamento”, explica Steiner.
    Por que muitas mulheres nunca ouviram falar disso?
    Nos comentários do post que viralizou, várias mulheres relataram ter identificado algo semelhante ao fazer o autoexame — sem nunca terem sido alertadas em consulta.
    Segundo especialistas, isso pode acontecer porque a região do clitóris nem sempre recebe uma avaliação detalhada no exame ginecológico de rotina.
    “Para esse diagnóstico, é preciso um olhar mais atento para a região. O clitóris ainda é um órgão muitas vezes negligenciado nas consultas”, afirma o ginecologista Marcelo Steiner.
    A orientação é procurar avaliação ginecológica sempre que houver qualquer alteração percebida na região íntima.
    Mesmo nos casos mais simples, o diagnóstico correto ajuda a diferenciar variações anatômicas normais de situações que podem exigir acompanhamento ou tratamento.
  • Por que a Páscoa é mais importante que o Natal para os católicos? Veja o que diz a Basílica de Aparecida

    Por que a Páscoa é mais importante que o Natal para os católicos? Veja o que diz a Basílica de Aparecida

    Por que a Páscoa é mais importante que o Natal para os católicos? Veja o que diz a Basílica de Aparecida
    Fiéis celebram a Páscoa em Aparecida – imagem de arquivo.
    João Pedro Oliveira, Portal A12
    A Páscoa é considerada a data mais importante do ano para os católicos e, ao contrário do que muitos pensam, tem um significado ainda maior que o Natal. A celebração deste domingo (5) marca a ressurreição de Jesus Cristo e é vista como o principal fundamento da fé cristã.
    Segundo o Santuário Nacional de Aparecida, maior igreja católica do Brasil e maior santuário mariano do mundo, a fé no milagre da ressurreição é o que sustenta toda a crença cristã, por isso a Páscoa é tão importante e cheia de significado para os fiéis.
    De acordo com o missionário redentorista e prefeito da Igreja do Santuário, padre Jorge Américo, a diferença entre o Natal e a Páscoa está no significado central de cada celebração.
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    “A Páscoa é o centro de toda a fé cristã porque celebra a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Se no Natal contemplamos Deus que nasce, na Páscoa celebramos Deus que salva plenamente”, explicou.
    “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé. Tudo na Igreja — sacramentos, liturgia e missão — nasce da Ressurreição”, afirmou.
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    Para os cristãos, a ressurreição de Jesus representa a vitória da vida sobre a morte e a certeza da salvação.
    “Em Cristo ressuscitado, a morte deixa de ser a última palavra. O cristianismo não é apenas um conjunto de ideias, mas o anúncio de um fato: Cristo está vivo. A Igreja existe porque Cristo vive”, disse.
    O padre defende que, mesmo para quem não é religioso, a Páscoa pode ser vista como um convite à transformação. Segundo o padre, a data inspira valores universais e a mensagem da Páscoa não deve ficar restrita a um único dia, já que a principal mensagem deixada pela Semana Santa é o amor.
    “A proposta é viver e promover uma vida digna e justa. A Igreja espera que o povo viva como ressuscitado, promovendo uma cultura de vida e esperança. Nunca nos esqueçamos de que Deus nos ama. É preciso arriscar viver no amor”, concluiu.
    Na Basílica de Aparecida, as missas de Páscoa deste domingo (5) ocorrem às 5h30, 8h, 10h, 12h, 14h, 16h e 18h.
    Às 6h30, tem início a Procissão da Ressurreição. A missa solene de Páscoa ocorre, às 8h, presidida pelo Administrador Apostólico, Dom Orlando Brandes.
    Páscoa é celebrada no Santuário Nacional de Aparecida.
    João Pedro Oliveira, Portal A12
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  • Chef de restaurante preso em Fortaleza era procurado pela Interpol e desviou mais de 96 mil euros, diz PF

    Chef de restaurante preso em Fortaleza era procurado pela Interpol e desviou mais de 96 mil euros, diz PF

    Chef de restaurante preso em Fortaleza era procurado pela Interpol e desviou mais de 96 mil euros, diz PF
    Chef de restaurante em Fortaleza é preso pela PF por fraudes na Itália
    O chef de cozinha italiano Fabio Mattiuzzo, detido em Fortaleza por fraudes cometidas em seu país de origem, estava na lista de procurados da Interpol desde junho de 2025 e é acusado de desviar mais de 96 mil euros, aponta inquérito da Polícia Federal.
    A prisão do italiano foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 9 de março deste ano, e tem como objetivo a extradição do chef. Ele possui duas condenações na Itália que somam mais de 5 anos de prisão pelo crime de falência fraudulenta agravada.
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    O italiano era chef de um restaurante de culinária francesa localizado na área nobre de Fortaleza. De acordo com a PF, a prisão do italiano foi realizada no dia 13 de março. “O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu mandado de prisão preventiva para fins de extradição, cumprido pela PF. O detido permanecerá à disposição do STF, responsável pelo processo de extradição”.
    O g1 procurou a PF para mais atualizações sobre a prisão e onde Mattiuzzo está detido, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
    Chef italiano que trabalhava em restaurante em Fortaleza é preso pela PF
    Reprodução
    Italiano dirigiu duas empresas que faliram
    De acordo com o processo, ao qual o g1 teve acesso, o chef era diretor de duas empresas na Itália que faliram após sofrerem grandes prejuízos entre 2009 e 2011. Ele é acusado de desviar dinheiro das companhias para pagar despesas pessoais.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Em um dos casos, o desvio foi de mais de 96 mil euros. A Justiça italiana também aponta que o chef ocultou e destruiu livros e documentos contábeis das companhias.
    Na decisão do ministro Flavio Dino, que determinou a prisão preventiva do italiano para que possa ocorrer a extradição, são destacados os fatos atribuídos a Mattiuzzo. Veja:
    especialmente entre 24 de novembro de 2009 e 03 de junho de 2010, o procurado FABIO MATTIUZZO desviou um total de 96.118,51 euros da empresa Armani S.r.l. para fins pessoais, ocultando e destruindo registros e livros (contábeis) relevantes, tendo, por esses fatos, sido submetido a investigação iniciada em 2018 (procedimentos 3138/2018 RGNR) e condenado inicialmente em 29 de outubro de 2020, por sentença exarada pelo Tribunal Criminal de Verona, posteriormente reformada por decisão do Tribunal de Apelação de Veneza e, 30 de setembro de 2021, tendo o trânsito em julgado ocorrido em 14 de janeiro de 2022, com pena definitiva imposta de 3 anos de prisão por falência fraudulenta agravada.

    particularmente entre 20 de outubro de 2010 e 28 de setembro de 2011, o procurado FABIO MATTIUZZO, em colaboração com Valerio Gianluca Locatelli, desviou da empresa S.A.P. S.r.l. bens de capital, mobiliário e um caminhão da marca Nissan, para fins pessoais, ocultando e destruindo registros e livros (contábeis) relevantes, tendo, por esses fatos, sido submetido a investigação iniciada em 2010 (procedimentos 5304/2010 RGNR) e condenado inicialmente em 15 de dezembro de 2017, por sentença exarada pelo Tribunal Criminal de Udine posteriormente reformada por decisão do Tribunal de Apelação de Trieste em 07 de outubro de 2021, tendo o trânsito em julgado ocorrido em 23 de setembro de 2022, com pena definitiva imposta de 2 anos e 6 meses de prisão por falência fraudulenta agravada.
    A decisão destaca ainda que os crimes não estão prescritos e equivalem no Brasil ao de apropriação indébita e fraude a credores. A decisão de Dino foi publicada no dia 9 de março. No dia 16 do mesmo mês, a Polícia Federal informou ao STF que cumpriu o mandado de prisão preventiva e solicita as tratativas para que seja feita a extradição do italiano.
    “Comunico a Vossa Excelência a efetivação da prisão decretada nos autos em referência, nos termos da decisão proferida em 9 de março de 2026, de cópia anexa, para que solicite à Missão Diplomática do Estado requerente as providências no sentido de formalizar o pedido de extradição nos termos da Lei 13.445/2017”, diz o ofício.
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  • De espetáculos a caça aos ovos: confira programação para o domingo de Páscoa em Manaus

    De espetáculos a caça aos ovos: confira programação para o domingo de Páscoa em Manaus

    De espetáculos a caça aos ovos: confira programação para o domingo de Páscoa em Manaus
    Caça aos ovos de Páscoa anima programação infantil.
    Imagem gerada por IA
    O Domingo de Páscoa (5) terá uma programação variada em Manaus, com encenações da Paixão de Cristo, espetáculos religiosos e atividades gratuitas para crianças em shoppings da capital. Os eventos acontecem ao longo do dia em diferentes zonas da cidade e buscam reunir famílias e fiéis para celebrar a data.
    Entre os destaques está o musical “Paixão pela Vida”, que será apresentado às 19h no Espaço Pedras Vivas, na Avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro. O espetáculo, que reúne teatro, dança e música, retrata a história de Jesus Cristo e é realizado há mais de 40 anos. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia e doação de 1 quilo de alimento não perecível.
    Outro evento é o Festival de Páscoa 2026 do MIR Centro-Sul, com duas sessões no domingo: às 8h30 e às 17h, na sede da igreja, no bairro Praça 14, Zona Centro-Sul. A apresentação tem como tema “O Cordeiro e o Ladrão” e traz uma narrativa diferente, contada a partir do ponto de vista de um dos ladrões crucificados ao lado de Jesus. A entrada também é gratuita.
    Na Zona Leste, a Área Missionária São Domingos Sávio, no bairro Armando Mendes, realiza uma encenação da Paixão de Cristo a partir das 17h, com celebração religiosa seguida de apresentação teatral. O evento deve reunir cerca de 3 mil pessoas.
    Semana Santa em Manaus: veja a programação de celebrações na Catedral
    Festival de Páscoa do MIR Centro-Sul aposta em narrativa inédita.
    Divulgação
    🐰 Programação nos shoppings
    Os shoppings de Manaus também oferecem atividades especiais para o público infantil neste domingo, com oficinas, brincadeiras e encontros com o coelhinho da Páscoa.
    No Amazonas Shopping, a programação começa às 16h, no piso 2, com oficinas de máscara de coelhinho, decoração de cupcakes e pintura facial. Também haverá distribuição de algodão doce.
    O Millennium Shopping realiza oficinas gratuitas das 14h às 19h, com atividades de chocolate, pintura facial e presença do coelho da Páscoa. As vagas são limitadas.
    Já o Shopping Ponta Negra promove programação a partir das 15h, com oficinas, contação de histórias e apresentações temáticas.
    No Shopping Manaus Via Norte, o público pode participar de atividades gratuitas, como espaço para fotos e área temática, mesmo com as inscrições para a “Caça aos Doces” já encerradas.
    O Shopping Grande Circular terá atividades das 16h às 19h na praça de alimentação, com brincadeiras e oficinas. A “Toca do Coelho” também estará aberta para fotos das 17h às 20h.
    Já o Manaus Plaza Shopping realiza a ação “Páscoa Amazônica” a partir das 15h, com caça aos ovos, apresentações musicais e brincadeiras para crianças. As inscrições serão feitas no local.
    No Manauara Shopping, a “Toca do Coelho” segue aberta no Piso Castanheiras (G6), com atividades de pintura e ações temáticas ao longo do dia.
    A programação é gratuita e voltada para todas as idades, oferecendo opções de lazer e celebração para quem deseja aproveitar o Domingo de Páscoa na capital amazonense.
    Programação de Páscoa em Manaus tem caça aos ovos, música ao vivo e recreação
  • Pais de menino com doença genética rara inédita no Brasil comemoram cura após tratamento nos EUA: ‘vencemos’

    Pais de menino com doença genética rara inédita no Brasil comemoram cura após tratamento nos EUA: ‘vencemos’

    Pais de menino com doença genética rara inédita no Brasil comemoram cura após tratamento nos EUA: ‘vencemos’
    Débora e Paulo Amaral, pais de Eduardo Silva Amaral, conhecido carinhosamente como Dudu, comemorando a cura
    Redes Sociais/Reprodução
    “Estamos todos exaustos, foram dias muito intensos. Mas, por trás de todo esse cansaço, existe um sentimento indescritível”. Assim começa a última publicação de Débora e Paulo Amaral, pais de Eduardo Silva Amaral, conhecido carinhosamente como Dudu, no perfil Cura para Dudu. Natural de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, o menino é o primeiro caso diagnosticado no Brasil da Paralisia Espástica Hereditária Tipo 50, conhecida como SPG50.
    O anúncio da cura foi feito na última sexta-feira (3), após 23 dias de tratamento em Dallas. A jornada da família foi marcada por uma mobilização nacional quando conseguiram arrecadar US$ 2,3 milhões para custear o procedimento internacional. Desde 11 de março de 2026, eles permaneceram nos Estados Unidos em uma corrida contra o tempo para salvar a vida de Dudu.
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    🔍 A SPG50 é uma doença genética rara que afeta principalmente o sistema nervoso, provocando rigidez muscular progressiva, fraqueza nas pernas e dificuldade para caminhar. Em alguns casos, também pode causar atraso no desenvolvimento motor, problemas de equilíbrio, alterações cognitivas leves, dificuldades de fala e de coordenação. Essas limitações impactam diretamente a autonomia e a qualidade de vida, exigindo acompanhamento médico contínuo, fisioterapia e suporte multidisciplinar.
    Nas redes sociais, os pais agradeceram emocionados aos amigos, familiares e apoiadores que se uniram à causa.
    “Somos e seremos eternamente gratos a Deus que nos honrou com um filho tão abençoado, com quem aprendemos todos os dias sobre resiliência, coragem e vontade de viver. Às nossas famílias e amigos que nos sustentaram nos momentos mais difíceis com apoio e amor incondicionais. Às milhares de pessoas que, com muito carinho, fé e disposição, se uniram a nós nessa jornada”, escreveram.
    O casal também fez um agradecimento especial à pesquisa desenvolvida pela Elpida Therapeutics, associação sem fins lucrativos criada por Terry e Georgia Pirovolakis, pais de outra criança com a mesma condição. A iniciativa busca a cura para o filho deles e para outras crianças afetadas pela mutação genética.
    “De forma especial queremos agradecer a Terry e Georgia Pirovolakis, que não mediram esforços para salvar seu filho Michael e várias outras crianças acometidas pela SPG50 através da criação da medicação Melpida; assim como Mike e Devin Dwyer, que após terem a vida de seu filho Jack transformada pelo Melpida, decidiram se dedicar a contribuir para que outras famílias pudessem alcançar a cura para seus filhos”, escreveram.
    A publicação foi encerrada com a frase que resume toda a luta da família: “Enfim podemos dizer: VENCEMOS! DUDU ESTÁ CURADO”.
    Agora, após o tratamento, Débora, mãe de Dudu, explica que o filho passará por avaliações neurológicas e exames de sangue e imagem seriados, além de acompanhamento com fisioterapeutas. Ao todo, a família deve permanecer cerca de quatro meses em Dallas.
    Antes da cura, dias de muita espera
    Dudu e família com Souad Messael, diretora de operações clínicas da Elpida, responsável pelo tratamento
    Reprodução/Redes Sociais
    “Estamos muito felizes, mas ao mesmo tempo pensando em como será todo o procedimento. Esse sentimento vem do fato dele ser invasivo. A expectativa é que com essa medicação que será recebida no dia 11, o Dudu consiga ganhar habilidades que ainda não desenvolveu”, disse a mãe antes do tratamento.
    Ao todo, foram 9 meses de campanha para a realização do sonho do tratamento de Dudu. Durante o processo, Débora e Paulo realizaram inúmeras rifas com a ajuda de doadores e amigos para que a quantia fosse atingida.
    Inicialmente a meta da família era de R$ 18 milhões e a arrecadação foi encerrada no dia 6 de junho de 2025 quando um doador anônimo encerrou a campanha e doou o valor restante de R$ 126 mil.
    “Restavam R$ 125 mil para a gente bater essa meta. E um anjo, eu falo que é um anjo mesmo. A gente não sabe o nome da pessoa. Ao conferir o extrato da conta do Dudu, a gente viu que recebeu uma doação de R$ 126 mil. A nossa meta foi automaticamente batida. Essa campanha foi bênção atrás de bênção”, contou Débora à época.
    Contudo, devido aos cortes de verba para estudos nos Estados Unidos, a família se viu mais uma vez diante da necessidade de arrecadar mais US$ 1.150.000.
    “Nós também não estávamos preparados para essa notícia. No dia 6 de junho [de 2025], quando atingimos a quantia que precisávamos, pensamos que o Dudu estava salvo, e que no outro dia ele já estaria recebendo a medicação que precisa para sobreviver. Mas, infelizmente, não foi assim”, lamentaram os pais de Dudu em um post nas redes sociais.
    Em um vídeo publicado no dia 12 de fevereiro, Débora e Paulo puderam recuperar as esperanças e mais uma vez anunciar que a arrecadação do valor adicional havia sido concluída.
    “Essa é uma vitória do Brasil todo que nos ajudou”, comemoraram.
    Medicamento pode conter avanço de doença ultrarrara
    Dudu foi diagnosticado com SPG50 quando tinha um ano e meio. Desde então, a família buscava um tratamento eficaz para a doença, que é progressiva. Aos dois anos, o menino passou a participar de uma pesquisa desenvolvida pela Elpida Therapeutics, uma associação sem fins lucrativos dos Estados Unidos criada por Terry e Georgia Pirovolakis, pais de outra criança com a mesma condição, cujo objetivo é buscar a cura para o filho e outras crianças afetadas pela mutação genética.
    Em 2024, a associação ficou sem recursos para manter a pesquisa, que utiliza uma droga chamada Melpida. As famílias de oito crianças assistidas pelo estudo, incluindo Eduardo, decidiram arrecadar os fundos necessários para que os filhos pudessem continuar o tratamento.
    Segundo a família de Dudu, os valores arrecadados são destinados às despesas operacionais da pesquisa, como seguros de saúde e deslocamento das crianças. Outras frentes de arrecadação, com apoio de parceiros da Elpida e de pais de outras crianças, também ao longo da campanha.
    Dudu com os pais, Débora e Paulo
    Acervo familiar/Reprodução
    O que é a Paralisia Espástica Hereditária Tipo 50
    A SPG50 é extremamente rara. Ela é causada por mutações em um gene específico do DNA humano, transmitido de forma hereditária a partir de um padrão chamado “autossômico recessivo”. Isso significa que a doença só se manifesta quando os dois pais são portadores da mutação, mesmo sem apresentarem sintomas, e transmitem o gene alterado aos filhos.
    As SPGs formam um grupo de doenças neurológicas degenerativas, caracterizadas, segundo a neuropediatra Ana Paula Resende, pela morte progressiva dos neurônios responsáveis pela parte motora do corpo. Elas estão associadas à espasticidade, uma contração muscular involuntária e persistente que dificulta ações básicas como se movimentar, comer ou falar.
    “Existem mais de 50 tipos dessas doenças. O desenvolvimento depende da mutação envolvida, do gene atingido. Algumas, inclusive, são comuns em determinadas cidades devido a algum gene fundador”, explicou a neuropediatra.
    No caso de Dudu, a mutação está no gene AP4M1. Ana Paula explica que a alteração genética se manifestou porque a criança recebeu os dois alelos recessivos — ou seja, ambas as cópias do gene estavam alteradas.
    “Todos os nossos genes, exceto os sexuais, vêm em parzinhos. A gente recebe um do pai e um da mãe. Para essa doença se manifestar, a gente precisa ter as duas cópias alteradas”, detalhou Ana Paula.
    Segundo a médica, crianças com essa mutação costumam ficar paraplégicas por volta dos 10 anos de idade. Aos 20, perdem também os movimentos dos braços, tornando-se tetraplégicas.
    #todospelodudu @curaparaodudu SPG50 eduardo amaral carmo do paranaíba mg paralísia espastica
    Acervo familiar/Reprodução
    Dudu é o primeiro caso diagnosticado de SPG50 no Brasil
    De acordo com o médico Marcondes França, professor de Neurologia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do Departamento de Neurogenética da Academia Brasileira de Neurologia, as paraplegias espásticas hereditárias são extremamente raras.
    “No grupo total, temos cinco casos a cada 100 mil pessoas. Existem diversos tipos dessas doenças, mais de 90 ao todo. Algumas se manifestam na fase adulta, outras ainda na infância. A tipo 50 é uma das mais raras. Estimamos que haja menos de 100 casos no mundo”, afirmou.
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    Segundo a base de dados do Grupo de Neurogenética da Unicamp, coordenado por Marcondes, não há outro caso confirmado, nem em crianças nem em adultos, com SPG50 no país.
    “Nosso grupo coordena um estudo nacional, com vários centros de pesquisa no Brasil, e os dados confirmam que as SPGs estão no grupo das doenças raras. Alguns tipos são mais comuns, mas outros são extremamente raros. A SPG50 é uma forma rara de uma doença que já é rara”, concluiu.
    * Estagiária sob supervisão de Daniela Nogueira.
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  • Velório de ex-prefeito tem banda, cerveja, buffet completo e até fogos de artifício em MG; VÍDEO

    Velório de ex-prefeito tem banda, cerveja, buffet completo e até fogos de artifício em MG; VÍDEO

    Velório de ex-prefeito tem banda, cerveja, buffet completo e até fogos de artifício em MG; VÍDEO
    Velório com banda, fogos e comida farta chama atenção em MG
    Um velório com música, fogos de artifício, buffet completo e bebidas chamou a atenção de moradores de Cláudio, no Centro-Oeste de Minas. A despedida de Onias Guimarães Tolentino, de 74 anos, conhecido como ‘Nanico’ e ex-prefeito da cidade, foi marcada por um clima festivo, exatamente como ele havia pedido em vida, segundo familiares.
    A cerimônia, realizada no fim do mês passado, começou por volta das 6h e seguiu ao longo do dia, com tira-gostos, salgadinhos, refrigerantes e cervejas e até whisky para os convidados.
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    Durante o velório, houve apresentação musical e até queima de fogos. No caixão, foram colocados itens simbólicos, como maços de cigarro, em referência aos hábitos do homenageado, que fumava em vida. Ele morreu após não resistir a um procedimento cirúrgico na vesícula.
    O ambiente, diferente do tradicional silêncio, foi marcado por momentos de emoção e também de celebração. De acordo com a família, a proposta era transformar a despedida em um encontro de lembranças e alegria.
    “Foi do jeito dele. Antes de 12h, muita gente estava chorando e, depois, já estava todo mundo alegre, dançando, do jeito que ele gostava. Ele era muito querido, não é porque era meu irmão, mas era uma pessoa fora da curva”, contou o irmão, Américo Tolentino.
    Velório de ex-prefeito tem banda, cerveja, buffet completo e até fogos de artifício em Cláudio
    Divulgação
    A escolha por um velório festivo partiu do próprio Onias, que havia manifestado o desejo de uma despedida leve. O pedido foi respeitado pelos familiares, que organizaram a cerimônia de acordo com a vontade dele.
    O formato incomum gerou repercussão na cidade, mas, segundo quem participou, o momento foi conduzido com respeito e marcado por boas memórias.
    Figura conhecida
    Onias Guimarães Tolentino foi prefeito de Cláudio em 1990
    Reprodução/Redes Sociais
    Conhecido em Cláudio, Onias teve atuação na vida pública e na comunidade. Ele jogou futebol no Guarani de Divinópolis e foi prefeito do município em 1990.
    Familiares também destacam o perfil solidário, com ajuda frequente a moradores, muitas vezes de forma anônima.
    “Ele nunca fez nada para se vangloriar. Ajudava muita gente de forma anônima. Formou mais de 10 pessoas em faculdades. Meu irmão era muito do bem, uma pessoa maravilhosa”, finalizou Américo Tolentino.
    Em nota divulgada nas redes sociais, a Câmara Municipal de Cláudio lamentou a morte do político:
    Câmera de Cláudio lamenta morte do ex-prefeito Onias Guimarães Tolentino
    Câmera de Cláudio/Divulgação
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  • VÍDEO: com 34 anos de serviço, policial militar de Curitiba se emociona ao se despedir de colegas em última transmissão antes de se aposentar

    VÍDEO: com 34 anos de serviço, policial militar de Curitiba se emociona ao se despedir de colegas em última transmissão antes de se aposentar

    VÍDEO: com 34 anos de serviço, policial militar de Curitiba se emociona ao se despedir de colegas em última transmissão antes de se aposentar
    Policial militar se emociona ao se despedir de colegas antes de se aposentar em Curitiba
    No último dia de trabalho antes da aposentadoria, o 2º sargento Gilmar Gonçalves, de 56 anos, anunciou, emocionado, a aposentadoria após mais de três décadas na corporação. O vídeo em que ele se despede dos companheiros da 2ª Companhia do 12º Batalhão da Polícia Militar do Paraná (PMPR) pelo rádio da corporação repercutiu nas redes sociais. Assista ao vídeo acima.
    Natural de Curitiba, Gilmar trabalhou por 34 anos e 4 meses na Polícia Militar do Paraná (PMPR) e agradeceu o apoio dos colegas.
    “Meu sentimento é de dever cumprido e extrema gratidão, apesar de muitas dificuldades no decorrer do tempo”, afirmou o sargento.
    Em entrevista ao g1, Gilmar conta que nesse tempo de serviço atendeu ocorrências de diversos tipos, das mais simples às mais desafiadoras, passou por escalas desgastantes e, em alguns momentos, enfrentou a falta de estrutura.
    Mas viu também muita coisa mudar. O sargento destaca que houve avanços ao longo dos anos, especialmente nas condições de trabalho e nos equipamentos disponíveis.
    Policial militar se emocionou ao se despedir de colegas pelo rádio no último dia antes da aposentadoria
    Reprodução
    Agora, a aposentadoria é apontada por Gilmar como um dos momentos mais marcantes da carreira.
    “Os últimos meses foram intensos. E a última semana, então, trouxe muitas lembranças de colegas, aprendizados, frustrações e alegrias. Valeu muito a pena. Os últimos meses foram bem marcantes, tanto no plano pessoal, quanto profissional”, disse.
    “A voz embarga, o coração acelera, a memória e as lembranças vêm à tona, mas tenho comigo que eu fiz um bom trabalho e fiz a minha parte”, afirmou. “Digo para vocês que valeu muito a pena”, concluiu Gilmar.
    Agora, fora da rotina policial, o sargento pretende desacelerar e dedicar mais tempo a atividades como caminhadas e encontros com amigos.
    *Assistente de produtos digitais do g1 Paraná, sob supervisão de Mariah Colombo e Douglas Maia.
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  • Atendimentos a ciclistas vítimas de acidentes na rede pública do Rio crescem 34% em 1 ano

    Atendimentos a ciclistas vítimas de acidentes na rede pública do Rio crescem 34% em 1 ano

    Atendimentos a ciclistas vítimas de acidentes na rede pública do Rio crescem 34% em 1 ano
    Ciclovias ‘desconectadas’ no Rio obrigam ciclistas a dividir espaço com carros
    Os atendimentos a ciclistas na rede pública de saúde do Rio de Janeiro cresceram 34% em 1 ano, segundo dados oficiais da prefeitura disponíveis no Painel de Acidente de Transporte Terrestre. Foram 3.554 registros em 2024 ante 4.761 em 2025.
    O aumento acontece em um cenário de expansão do uso da bicicleta na cidade — especialmente dos modelos elétricos — sem que haja, na mesma velocidade, regulamentação, fiscalização e infraestrutura adequadas.
    Em 2026, os números ainda são parciais, mas já apontam 1.179 atendimentos, o que mantém a tendência de alta proporcional.
    No total, os atendimentos por acidentes de trânsito com quaisquer veículos na rede municipal passaram de 32.303 em 2024 para 47.072 em 2025, um crescimento de cerca de 45%. As ocorrências envolvendo motos seguem como maioria, com mais de 32 mil casos em 2025, o equivalente a quase 70% do total.
    Mesmo representando uma parcela menor, os acidentes com ciclistas chamam atenção pelo crescimento e pelo contexto em que ocorrem. O tema voltou ao centro do debate após o acidente que matou uma mulher e o filho na Tijuca, envolvendo uma bicicleta elétrica e um ônibus.
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    Local do acidente onde morreram Emanoelle e Francisco
    Reprodução/TV Globo
    ‘Os números só vão escalar’
    Para Vivi Zampieri, gestora de Mobilidade Ativa da Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio, os números refletem a ausência de políticas públicas estruturadas para o setor.
    “Se a gente não tem uma segregação, se a gente não tem uma fiscalização, se a gente não tem uma educação, os números só vão escalar — como estão escalando. E a gente está esperando há 3 anos a publicação da regulamentação e um programa de educação de trânsito, inclusive nos pontos de venda desses veículos, e nada sai”, comentou Vivi.
    Segundo ela, o aumento dos casos reforça a necessidade de tratar a bicicleta como parte central da mobilidade urbana.
    “Esses números só demonstram a necessidade de ter seriedade quando a gente fala em infraestrutura cicloviária, em educação viária e principalmente entender a importância da bicicleta hoje na cidade do Rio de Janeiro. Muitas pessoas utilizam a bicicleta para poder fazer a integração entre os modais de transporte ou até mesmo para poder chegar ao seu destino”, disse.
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    Ciclovia na Lagoa termina no meio-fio
    Reprodução/TV Globo
    Apesar de o Conselho Nacional de Trânsito ter definido regras gerais para a circulação de bicicletas elétricas e equipamentos de micromobilidade, a regulamentação local ainda não foi implementada no Rio.
    Sem essas regras claras, segundo Vivi, não há base para fiscalização ou educação no trânsito.
    “Sem a regulamentação, não temos como fazer um programa de educação. O programa de educação iria fazer com que a gente explicasse principalmente quais seriam as possíveis infrações. E tudo isso seria mais fácil se nós tivéssemos uma infraestrutura acolhedora para os ciclistas”, comentou.
    Além da falta de regulamentação, especialistas apontam que a infraestrutura cicloviária ainda é insuficiente e mal distribuída na cidade, o que obriga ciclistas a dividir espaço com carros, ônibus e motos em vias movimentadas.
  • STF analisa na quarta ações que discutem a eleição para o governo do Rio; entenda o que está em jogo

    STF analisa na quarta ações que discutem a eleição para o governo do Rio; entenda o que está em jogo

    STF analisa na quarta ações que discutem a eleição para o governo do Rio; entenda o que está em jogo
    O Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar, na próxima quarta-feira (8), duas ações que tratam da eleição para governador do Rio de Janeiro. Em discussão, entre outros temas, a possibilidade de votação direta ou indireta.
    A questão envolvendo a sucessão no estado chegou à Corte por ações do PSD.
    O comando do governo está nas mãos do presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto. Em 23 de março, o então governador Cláudio Castro renunciou ao mandato, um dia antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que acabou resultando na cassação de seu mandato e na aplicação de inelegibilidade por oito anos.
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    O estado está sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha saiu do cargo para se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
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    Outra autoridade na linha sucessória, o então presidente a Assembleia do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar, não pôde assumir: além de também ter sido cassado pelo TSE, ele foi preso no fim de março.
    Pela segunda vez, PF prende ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, do União Brasil
    Jornal Nacional/ Reprodução
    Os ministros vão analisar como será a eleição que vai escolher o governador para cumprir o mandato-tampão até a posse do sucessor, em 2027.
    “A deliberação do Plenário, orientada pelos princípios da legalidade constitucional, da segurança jurídica e da estabilidade institucional, terá por finalidade fixar a diretriz juridicamente adequada à condução do processo sucessório no Estado do Rio de Janeiro, em conformidade com a ordem constitucional e a legislação eleitoral vigente”, afirmou o presidente Edson Fachin, em nota, ao anunciar a data de julgamento.
    O g1 explica o cenário e o que será definido pela Corte.
    O que o Supremo vai analisar?
    A primeira questão sob avaliação dos ministros envolve o modelo de eleição para o governo do estado:
    se será de forma direta, ou seja, com a convocação da população para votar;
    se indireta, ou seja, tendo como eleitores os deputados estaduais.
    A outra envolve a validade de trechos da lei com as regras da eleição indireta. Em discussão, temas como o prazo de desincompatibilização para candidatos ao cargo e se a votação será secreta ou aberta.
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    Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Quais processos vão a julgamento?
    Na sessão presencial, o plenário da Corte vai julgar duas ações do PSD que tratam da eleição do estado.
    Uma delas pede que a votação para o novo governador seja direta, ou seja, com a participação da população na escolha do novo governador.
    A outra questiona a lei estadual que fixou as regras da eleição indireta. Em debate:
    o prazo para que os candidatos ao cargo deixem os postos atuais, a chamada desincompatibilização;
    o formato da votação – se aberta ou secreta.
    Qual a discussão jurídica nos casos?
    O debate sobre eleição direta ou indireta envolve a aplicação do Código Eleitoral ou da lei estadual sobre o tema.
    Tema será discutido no plenário do Supremo Tribunal Federal
    Luiz Silveira/STF
    O Código Eleitoral estabelece que a eleição é direta quando o cargo fica vago a mais de seis meses do fim do mandato, em razão de cassação.
    Quando as razões para o cargo vago envolvem causas não-eleitorais, aplicam-se as regras estaduais. A norma do Rio prevê eleição indireta, com o voto dos parlamentares da Assembleia Legislativa.
    O Supremo tem entendimentos de que, quando o motivo da vacância é eleitoral, deve ser usada a regra do Código Eleitoral. Quando a razão envolve situações não-eleitorais (renúncia ou morte, por exemplo), estados podem definir suas normas.
    Outro ponto está relacionado às regras da eleição indireta que constam na lei do Rio sobre o tema – prazos para autoridades que vão concorrer deixarem seus cargos atuais e forma da votação.
    Por que será preciso definir a norma aplicável à eleição do Rio?
    O debate sobre qual norma incide tem ligação com a saída do então governador Cláudio Castro.
    Em 23 de março, ele renunciou ao cargo, um dia antes de o TSE retomar o julgamento de um processo que pedia a cassação do mandato e a inelegibilidade por oito anos.
    No dia seguinte, o tribunal concluiu a análise do caso, determinando a cassação do mandato e a inelegibilidade do governador por oito anos, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
    Na documentação sobre o julgamento, a Corte Eleitoral informou que as eleições seriam indiretas.
    Em um dos processos, o PSD sustenta que o cargo ficou vago por um motivo eleitoral, já que Castro teve o mandato cassado no TSE. Por isso, deve ser aplicada a regra de eleição direta do Código Eleitoral.
    Para o partido, a renúncia no dia anterior foi uma “manobra”, “em evidente e flagrante fraude à lei e burla à autoridade do TSE”. Para a sigla, “consistiu em uma tentativa de escapar da punição de perda de mandato – e, bem assim, de fraudar a aplicação do Código Eleitoral, além do próprio regime democrático e a soberania popular”.
    Isso porque a renúncia – um motivo não-eleitoral – viabiliza a aplicação da lei estadual que prevê eleições pelos deputados estaduais, sem a participação popular.
    Qual a situação atual do estado?
    O estado está sendo governador pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, que assumiu o comando logo após a saída de Castro.