Notícias

Categoria: Notícias Nacionais

Category Added in a WPeMatico Campaign

  • Bazar solidário com itens apreendidos pela Receita Federal tem eletrônicos com até 50% de desconto, em Curitiba

    Bazar solidário com itens apreendidos pela Receita Federal tem eletrônicos com até 50% de desconto, em Curitiba

    Bazar solidário com itens apreendidos pela Receita Federal tem eletrônicos com até 50% de desconto, em Curitiba
    Bazar solidário com itens apreendidos pela Receita Federal tem eletrônicos com até 50% de desconto
    Reprodução
    A instituição filantrópica Socorro aos Necessitados promove, nesta sexta-feira (13) e sábado (14), um bazar solidário com mercadorias apreendidas pela Receita Federal.
    Entre os produtos, há celulares, caixas de som e videogames como Playstation 5 por até 50% de desconto. O bazar sorteia 350 senhas por dia.
    ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp
    Os valores arrecadados serão destinados à manutenção do Lar dos Idosos do Tarumã, que atende 120 pessoas.
    A entrada é permitida apenas a maiores de 18 anos, mediante apresentação de documento oficial com CPF. Confira os detalhes abaixo.
    Regras
    A entrada custa R$ 5 e precisa ser paga em dinheiro, com os valores revertidos à instituição. O evento acontece na Rua Konrad Adenauer, 576, bairro Tarumã, em Curitiba, das 9h às 17h.
    As compras são limitadas a R$ 2.500 por pessoa. Se um produto tiver preço superior a esse valor, o comprador poderá levar apenas aquele item.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    LEIA TAMBÉM
    Endereço – Rua Konrad Adenauer, 576, bairro Tarumã, em Curitiba
    Horário – 9h às 17h
    Entrada – R$ 5 (em dinheiro)
    Contato – (41) 3266-3813 e (41) 98898-2384 (WhatsApp)
    Entrada permitida apenas a maiores de 18 anos
    É preciso apresentar documento oficial com CPF
    LEIA TAMBÉM:
    Golpe: Mulher inventava vagas e entrevistas de emprego para roubar dados de ‘candidatos’ e fazer dívidas no nome deles, no PR
    Previsão do tempo: Maior parte do Paraná deve ter volta do Sol e calor no último fim de semana de verão
    Morte de Miss no Paraná: após 8 anos, Justiça decide que réu encontrado em apartamento com porta blindada vai a júri popular
    VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná
    Leia mais notícias no g1 Paraná.
  • Fazer picolé para onças, pelúcia para filhotes e entreter tartarugas: como é a rotina curiosa de veterinários de animais silvestres

    Fazer picolé para onças, pelúcia para filhotes e entreter tartarugas: como é a rotina curiosa de veterinários de animais silvestres

    Fazer picolé para onças, pelúcia para filhotes e entreter tartarugas: como é a rotina curiosa de veterinários de animais silvestres
    Projeto em Taubaté usa estímulos para preservar comportamento selvagem de animais
    No consultório de veterinários que trabalham com animais silvestres, a rotina pode incluir tarefas bem diferentes das vistas em clínicas tradicionais: preparar picolé para ajudar a refrescar onças em dias quentes, dar mamadeira para filhotes resgatados, pelúcias para bichos órfãos e até criar brincadeiras para estimular tartarugas.
    As atividades fazem parte dos cuidados diários em espaços como o Parque Ecológico Selva Viva, onde profissionais atuam na recuperação e no bem-estar de espécies da fauna brasileira.
    No Dia Nacional dos Animais, celebrado neste sábado (14), o g1 conta histórias curiosas do trabalho desses veterinários que ajudam a mostrar como criatividade, atenção e conhecimento técnico se combinam para garantir qualidade de vida aos animais atendidos.
    ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp
    Fazer picolé para onças, pelúcia para filhotes e entreter tartarugas: como é a rotina curiosa de veterinários de animais silvestres
    Divulgação/Selva Viva
    Em entrevista concedida ao g1, o biólogo-chefe do projeto Selva Viva, Marcus Buononato, comentou que as atividades do dia a dia são curiosas e pouco conhecidas pelo público. Uma delas é a estratégia que ajuda a evitar que os animais, inclusive os que não voltarão à natureza, se acostumem demais com a rotina do cativeiro.
    Além das atividades de estímulo, o projeto também busca garantir o bem-estar dos animais abrigados. Para isso, em dias de calor, a equipe oferece “picolés de sangue” e “milkshakes” preparados para refrescar os bichos. Já durante o inverno, os espaços recebem mais feno e os animais passam a contar também com cobertores e ambientes aquecidos.
    Grande parte dos filhotes que chegam à instituição é órfã. E para minimizar o impacto da perda materna, alguns deles têm bichos de pelúcia e são alimentados até com mamadeiras ou pequenas seringas.
    Foi o caso de Cacau, um bicho-preguiça amazônico que chegou ao projeto ainda pequeno após ser resgatado. Até hoje, o animal mantém a pelúcia por perto em seu recinto.
    Bicho-preguiça Cacau abraçada em pelúcia enquanto come folhagem no Selva Viva.
    Divulgação/Selva Viva
    Para ajudar os animais a sempre estarem em movimento, a equipe esconde e prende alimentos em caixas e fios, utiliza brinquedos e cria situações que incentivam os bichos a explorar o ambiente e usar habilidades que seriam necessárias na natureza.
    “A gente coloca caixas de papelão, com o alimento dentro. Que é para o animal destruir a caixa mesmo e encontrar o alimento (…) E a gente faz isso também com as aves. Então, você vai colocar a comida dentro de pedaços de madeira, né? O tamanduá, nós temos cano, cano plástico cheio de furos”, relatou.
    Varal de alimentos ajuda a estimular e movimentar as tartarugas no momento de comer.
    Divulgação/Selva Viva
    Como parte dessas práticas, os funcionários também oferecem brinquedos aos animais, como bolas e boias, e produzem objetos com penas, semelhantes a espanadores. A criatividade é importante para dar aos bichos uma ambientação enriquecedora.
    O objetivo das atividades é estimular comportamentos naturais, como procurar comida ou interagir com o ambiente, algo essencial para a fauna.
    Buononato explica que, para que os trabalhos sejam bem-sucedidos, o contato entre a equipe do Selva Viva e os animais é mantido no mínimo possível.
    De acordo com o biólogo, a medida é necessária para evitar a criação de vínculos entre humanos e as espécies. Assim, os animais preservam a bagagem selvagem.
    Projeto em Taubaté usa estímulos para preservar comportamento selvagem de animais
    Espécies que contribuem para a ciência
    Entre as espécies mais curiosas presentes no Selva Viva está o monstro-de-gila, um lagarto raro encontrado principalmente nos Estados Unidos e no México.
    De acordo com Buononato, apesar de venenoso e potencialmente perigoso para humanos, o animal teve um papel importante para a ciência: ele contribuiu para o desenvolvimento de medicamentos usados no tratamento de diabetes tipo 2, como as canetas injetáveis.
    A cobra jararaca é outro exemplo de bicho que já ajudou a ciência. O veneno da espécie foi utilizado em remédios para tratar a pressão alta.
    O lagarto monstro-de-gila (de nome científico ‘Heloderma suspectum’) fotografado em Sonora, no México.
    Andrew DuBois via Flickr
    Educação ambiental
    No local do projeto, as aves e felinos são os que costumam impressionar os visitantes. Mas, segundo o biólogo, muitas vezes não são esses que mais chamam a atenção das crianças.
    Ao serem questionados sobre qual animal mais gostaram durante o passeio, os visitantes infantis citam, por exemplo, o sapo-cururu. De acordo com Buononato, a reação mostra como o contato com diferentes bichos pode despertar o interesse pela natureza.
    “Para você gostar, você precisa conhecer. Então, esse é o nosso intuito aqui, mostrar a curiosidade, mostrar a diversidade, pra que você valorize isso. A partir do momento que você tem uma valorização, você vai cuidar”, disse.
    “Eu, como biólogo, considero o melhor amigo do homem (o sapo-cururu), melhor que o cachorro. Porque o cachorro não come cobra, o cachorro não come aranha, o cachorro não come escorpião, o cachorro não come barata. E o sapo-cururu, que às vezes está ali no quintal de casa, que as pessoas fazem de tudo para enxotá-lo, jogam sal nele, é um animal importantíssimo para nós”, afirmou.
    Sapo cururu é um grande aliado ao controle de pragas
    Floyd E. Hayes
    Selva Viva
    O Selva Viva é um espaço de reabilitação de animais silvestres resgatados de situações de maus-tratos ou apreendidos por órgãos públicos. Após o tratamento, parte desses bichos é devolvida à natureza ou encaminhada para outras instituições.
    Desde 2016, o local também tem licença para funcionar como zoológico aberto à visitação.
    Segundo o biólogo-chefe do projeto, cerca de 99% dos animais que vivem no Selva Viva foram criados em ambientes artificiais, o que dificulta ou até impede a devolução à natureza.
    VIDEO mostra animais se refrescando no calor
    Projeto em Taubaté usa estímulos para preservar comportamento selvagem de animais
    Marcus Buononato
    Conheça Suri, onça-pintada resgatada que vai passar a ser exposta ao público em zoológico no interior de SP.
    Jair da Silva
    Gato do mato de espécie em extinção é tratado no projeto após resgate
    Divulgação/Projeto Selva Viva
    O grande desafio agora é tratar a anemia e permitir que o animal se alimente corretamente
    Projeto Selva Viva
    Onças e macacos ganham ‘picolé’ e ‘milk-shake’ para se refrescar em zoológico no interior de SP.
    Arquivo pessoal
    Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
  • Venda porta a porta: 9 passos de como obter bons resultados nos negócios

    Venda porta a porta: 9 passos de como obter bons resultados nos negócios

    Venda porta a porta: 9 passos de como obter bons resultados nos negócios
    Comodidade, confiança e disponibilidade imediata são os principais atributos da venda porta a porta, segundo analista do Sebrae Minas
    TV Globo/Reprodução
    A venda porta a porta é um dos modelos mais tradicionais do comércio. Para o analista de Negócios do Sebrae Minas, Victor Mota, o modelo entrega três atributos que o consumidor valoriza: comodidade, confiança e disponibilidade imediata.
    “Quando o vendedor chega até a porta, elimina barreiras: o cliente não precisa se deslocar, sente proximidade e credibilidade no contato humano e tem acesso ao produto na hora. Essa combinação desperta o impulso de compra, especialmente em produtos de conveniência e desejo. Além disso, em um mundo cheio de opções online, a visita presencial bem conduzida se torna um diferencial, pois oferece comodidade, experiência personalizada e solução rápida”, afirma Mota.
    Se antes a porta era apenas física — a entrada da casa ou do trabalho — hoje esse modelo evoluiu para o físico-digital. Aplicativos de conversas e redes sociais se tornaram extensões dessa estratégia, permitindo agendamento, envio de ofertas, pós-venda e relacionamento contínuo.
    “Isso porque hoje “porta” não significa apenas a entrada física da casa ou do trabalho — é também a entrada digital na vida das pessoas. As redes sociais são excelentes formas de abrir essa porta virtual: permitem agendar visitas, enviar conteúdos e ofertas antes do contato presencial, fazer pós-venda rápido e manter relacionamento contínuo. Assim, a venda porta a porta se torna híbrida: você entra pela porta física para gerar proximidade e pela porta digital para manter conexão e fidelizar”, completa.
    O assunto é tema do Rolê nas Gerais que vai ao ar na TV Globo em Minas na tarde deste sábado (14).
    Um dos modelos mais tradicionais do comércio, a venda de porta em porta é o tema do Rolê nas Gerais
    TV Globo/Reprodução
    A pedido da reportagem do g1 Minas, o especialista preparou um conteúdo exclusivo com dicas de como otimizar os resultados atuando no modelo porta a porta. Confira:
    1. O cliente deve ser o centro da estratégia, não o produto.
    A venda porta a porta só gera resultado quando o vendedor coloca o cliente no centro da conversa. Entender as necessidades, desejos e o que ele prioriza — seja preço, qualidade, praticidade ou exclusividade — permite apresentar uma solução que faz sentido para aquela pessoa, no momento certo. Quando a abordagem ignora isso e foca apenas no produto que o vendedor quer empurrar, a chance de rejeição aumenta, a experiência se torna negativa e a relação não evolui. Já quando você conecta a oferta ao que o cliente valoriza, cria relevância, confiança e abre espaço para fidelização. Venda é sobre resolver prioridades do cliente, não sobre descarregar características do produto.
    2. Defina um público-alvo.
    Pouca coisa é menos produtiva do que gastar energia abordando pessoas que não têm interesse ou necessidade pelo que você oferece. Quando você não segmenta, corre o risco de ouvir mais “não” do que “sim” e desperdiçar tempo e recursos. Por isso, antes de sair para vender, mapeie quem realmente tem perfil para comprar seu produto: considere faixa etária, hábitos de consumo, poder aquisitivo e contexto (por exemplo, vender utilidades domésticas em áreas residenciais ou cosméticos onde há alta circulação de pessoas). Quanto mais claro for o seu público, mais assertiva será a abordagem e maior será a taxa de conversão. Venda para quem tem aderência. Público certo = menos esforço, mais resultado.
    3. Planeje as suas visitas.
    Um erro comum é achar que porta a porta é só bater na porta. Sem método seu esforço pode se transformar apenas em uma caminhada. É preciso ter planejamento. Muitos iniciantes acreditam que basta bater de porta em porta, mas isso leva a desperdício de tempo e baixa conversão. Busque se relacionar com seus clientes e, sempre que possível, agende as visitas, para evitar “perder a viagem”.
    4. Tenha um scrip para a sua abordagem.
    Improvisar gera insegurança, transmite falta de preparo e reduz a percepção de valor. Um bom script não é um texto engessado, mas um roteiro estratégico que orienta os primeiros segundos da conversa, apresenta quem você é, explica o propósito da visita e conduz para perguntas que revelam necessidades do cliente.
    Além disso, é fundamental antecipar as objeções mais comuns como “não tenho tempo”, “está caro”, “vou pensar” e preparar respostas claras e seguras para cada uma. Quando você domina essas situações, evita ser pego de surpresa e mantém a confiança durante a interação. Um vendedor preparado não só responde, mas transforma objeções em oportunidade, mostrando benefícios e reforçando valor.
    5. Não ignore o pós-venda: vender e sumir quebra a confiança e reduz recorrência.
    No porta-a-porta, conquistar a primeira venda é importante, mas é o relacionamento contínuo que garante novas oportunidades e indicações. O pós-venda demonstra cuidado, reforça credibilidade e transforma clientes ocasionais em clientes fiéis. Uma simples mensagem de agradecimento, acompanhamento ou oferta futura faz diferença. Ferramentas como o WhatsApp podem facilitar essa conexão, tornando o contato rápido e personalizado — mas o essencial é não desaparecer após a venda. No porta-a-porta, a primeira impressão é essencial, mas a continuidade do relacionamento é o que garante novas vendas e indicações. Essa prática transforma uma venda única em uma relação duradoura, aumentando a chance de recompra e indicações — fundamentais para quem atua no porta-a-porta.
    6. Use aplicativos de mensagens e as redes sociais como ferramenta estratégica.
    O WhatsApp e as Redes Sociais podem ser um verdadeiro acelerador de resultados no porta-a-porta. Veja como aproveitar ao máximo:
    Captação de clientes: divulgue seu contato em grupos locais, redes sociais e peça indicações para ampliar sua base.
    Relacionamento contínuo: mantenha conversas ativas com clientes potenciais, enviando conteúdos relevantes e criando proximidade.
    Envio de ofertas e oportunidades: compartilhe promoções, combos e lançamentos para estimular compras antes mesmo da visita.
    Agendamento de visitas: organize sua agenda pelo WhatsApp, evitando deslocamentos desnecessários e aumentando a taxa de conversão.
    Realização de pedidos: facilite a compra permitindo que o cliente feche o pedido pelo aplicativo, mesmo sem contato físico imediato.
    Agendamento de entregas: confirme horários e locais para garantir comodidade e reduzir falhas na logística.
    Por que isso funciona? Porque o WhatsApp une agilidade, personalização e proximidade, que são atributos que fortalecem a experiência do cliente e aumentam as chances de venda.
    7. Não tenha medo do “NÃO”.
    Entenda que o “não” faz parte do jogo — ele não é pessoal, é apenas uma resposta ao momento ou à necessidade do cliente. Para lidar com isso:
    Mude a perspectiva: cada “não” aproxima do próximo “sim”. É estatística, não rejeição.
    Prepare-se: quando você domina o produto e tem um roteiro claro, a confiança aumenta.
    Foque na escuta: quando a conversa é sobre o cliente, não sobre você, a pressão diminui.
    Pratique em ambientes seguros: simulações com colegas ou frente ao espelho ajudam a ganhar naturalidade.
    Defina metas realistas: não espere 100% de aceitação; trabalhe com taxa de conversão como indicador.
    O medo do ‘não’ some quando você entende que vender é resolver problemas, não provar valor pessoal.
    8. Tenha uma Estratégia Comercial.
    Uma boa estratégia comercial vai além de vender: ela busca aumentar o valor médio das compras e estimular a recorrência. Para isso, considere três pilares:
    Promoções inteligentes: crie ofertas que despertem senso de oportunidade e incentivem compras maiores, como “1 unidade por R$ 4,00 ou 3 por R$10,00”. Esse tipo de promoção aumenta o volume e reduz a resistência à compra imediata.
    Cross-sell e Up-sell: aproveite o momento da venda para sugerir produtos complementares (cross-sell) ou versões superiores do produto (up-sell).
    Por exemplo: se o cliente compra um produto básico, ofereça um modelo premium com benefícios extras ou um item que complemente a experiência. Essas estratégias aumentam a receita sem depender de novos clientes.
    Política de crédito (fiado): oferecer fiado pode facilitar a decisão de compra, pois permite ao consumidor pagar em um momento mais oportuno. Porém, é essencial ter regras claras e controle rigoroso, já que a inadimplência é um risco real. Inclua esse custo na precificação para proteger a saúde financeira do negócio.
    Dica extra: combine essas práticas com um bom relacionamento pós-venda para transformar clientes ocasionais em clientes fiéis.
    9. Avalie os resultados: sem acompanhar conversão, ticket médio e custo por visita, não há gestão — só tentativa.
    Medir é essencial para saber se o esforço está trazendo retorno. É necessário medir a Taxa de Conversão, que é o percentual de visitas que se transformam em vendas, o Ticket Médio: valor médio gasto por cliente em cada compra (ex.: se 10 clientes compraram e o total foi R$1.000,00, o ticket médio é R$100,00), e o Custo por visita: quanto você investe para realizar cada abordagem (tempo, deslocamento, combustível, etc.).
    Exemplo prático: Suponha que:
    Ticket médio = R$ 100,00
    Taxa de conversão = 50% (ou seja, a cada 2 visitas, 1 venda)
    Meta de faturamento = R$ 5.000,00
    Cálculo: Para faturar R$5.000,00 com ticket médio de R$100,00, você precisa de 50 vendas (5.000 ÷ 100).
    Com taxa de conversão de 50%, serão necessárias 100 visitas (porque metade das visitas gera venda). Ou seja, para atingir a meta, você precisa planejar 100 abordagens e avaliar se o esforço compensa o retorno. Se o custo por visita for alto, talvez seja hora de ajustar a estratégia.
  • Álcool é um dos principais fatores de risco para câncer, aponta estudo

    Álcool é um dos principais fatores de risco para câncer, aponta estudo

    Álcool é um dos principais fatores de risco para câncer, aponta estudo
    A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer classifica as bebidas alcoólicas como carcinógeno do Grupo 1.
    Adobe Stock
    O consumo de bebidas alcoólicas está associado ao aumento do risco de diversos tipos de câncer, segundo especialistas e estudos internacionais. Mesmo assim, a relação entre álcool e a doença ainda surpreende parte da população quando aparece em vídeos ou campanhas nas redes sociais.
    Um estudo realizado por pesquisadores da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) aponta que o consumo de bebidas alcoólicas é um fator de risco importante e evitável. A estimativa é que o álcool seja responsável por cerca de 4% de todos os casos de câncer no mundo.
    Especialistas ouvidos pelo g1 explicam quais são os principais riscos, se existe uma quantidade segura de consumo e quais são as recomendações de saúde.
    Tipos de câncer associados ao álcool
    O consumo de bebidas alcoólicas está associado ao aumento do risco de diversos tipos de câncer, entre eles:
    cavidade oral
    glândula salivar
    faringe
    laringe
    esôfago
    cólon
    reto
    fígado
    mama
    estômago
    A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer classifica as bebidas alcoólicas como carcinógeno do Grupo 1, a categoria mais alta de risco. Isso significa que há evidências suficientes de que o álcool causa câncer em humanos.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Como o álcool causa câncer?
    Segundo as nutricionistas da área técnica do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Maria Eduarda Leão e Gabriela Vianna, o etanol presente nas bebidas alcoólicas, ao ser metabolizado no organismo, se transforma em acetaldeído, uma substância com alto potencial carcinogênico.Esse composto pode provocar danos no DNA das células.
    O álcool também facilita a entrada de outras substâncias carcinogênicas no organismo, provenientes da dieta ou do ambiente. Um exemplo é a combinação entre álcool e tabaco, que pode provocar danos específicos no DNA das células, que são potencializados na presença do álcool. Por isso, a associação entre os dois aumenta ainda mais o risco de câncer de boca, faringe e laringe.
    “O álcool também aumenta o estresse oxidativo nas células e favorece processos inflamatórios. A inflamação crônica aumenta o risco de lesões no DNA. Dependendo da forma de ingestão, o álcool também pode alterar a absorção de nutrientes importantes para o funcionamento do sistema imunológico”, explica a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Clarissa Baldotto.
    Metodologia da pesquisa
    O estudo foi realizado como uma revisão científica abrangente, o que significa que os autores não fizeram um novo experimento com pessoas, mas analisaram e resumiram as evidências que já haviam sido publicadas por outros cientistas até junho de 2021:
    Busca em bancos de dados: os pesquisadores identificaram bibliotecas digitais de medicina em busca de estudos que mostrassem estatísticas de câncer e os processos biológicos que explicam como a doença surge.
    Seleção de provas: eles focaram em metanálises (estudos que combinam resultados de centenas de outras pesquisas para dar um veredito mais confiável) e em relatórios de instituições, como o Fundo Mundial de Pesquisa sobre o Câncer (WCRF).
    Uso da Genética (Randomização Mendeliana): para ter certeza de que o álcool é a causa do câncer (e não apenas uma coincidência), eles analisaram estudos que utilizam variantes genéticas.
    Existe um nível seguro de consumo?
    De acordo com os estudos, não existe um nível de consumo de álcool que possa ser considerado totalmente seguro em relação ao risco de câncer.
    Embora o risco varie de acordo com o tipo de tumor, as evidências indicam que mesmo níveis baixos de consumo podem aumentar a probabilidade de desenvolver a doença.
    Um estudo estima que mais de 100 mil casos de câncer registrados em 2020 foram associados ao consumo leve a moderado de álcool, o equivalente a cerca de uma ou duas doses por dia.
    “As evidências apontam que o fator mais importante para o aumento do risco de câncer é a quantidade de etanol consumida. Existe um efeito dose-resposta: quanto maior o consumo, maior o risco de alguns tipos de câncer”, explicam as nutricionistas do INCA.
    Elas também indicam que o aumento do risco ocorre mesmo em doses muito baixas. Por isso, não há níveis seguros de ingestão em relação ao câncer. Todos os tipos de bebidas alcoólicas têm impacto semelhante no risco: cerveja, vinho ou destilados.
    Álcool e saúde pública
    O Instituto Nacional de Câncer afirma que desenvolve ações para ampliar a conscientização da população sobre os riscos associados ao consumo de álcool.
    Entre elas está a participação nas discussões da reforma tributária, especialmente sobre o chamado imposto seletivo, que incide sobre produtos considerados prejudiciais à saúde.
    “Já existem evidências científicas suficientes de que o preço é um fator importante para o consumo. Por isso, a cobrança desse imposto é fundamental para desestimular o uso de um produto reconhecidamente nocivo à saúde. No Brasil, estudos indicam que duas pessoas morrem por hora por causas atribuíveis ao consumo de álcool. Para o câncer, sabemos que não há níveis seguros de ingestão. Portanto, não há coerência em promover incentivos ou benefícios à produção e comercialização desses produtos”, afirmam as especialista do INCA.
    Os autores do estudo concluem que, embora o álcool seja classificado como carcinógeno do Grupo 1 há mais de 30 anos, a conscientização pública sobre essa relação ainda é baixa. Por isso, defendem a ampliação de políticas de controle do álcool e estratégias de prevenção para reduzir a carga global da doença.
    (Estagiária, sob supervisão de Ardilhes Moreira)
  • Proteína do sangue ajuda cientistas a deixar cérebro temporariamente ‘transparente’; entenda a técnica

    Proteína do sangue ajuda cientistas a deixar cérebro temporariamente ‘transparente’; entenda a técnica

    Proteína do sangue ajuda cientistas a deixar cérebro temporariamente ‘transparente’; entenda a técnica
    Proteína do sangue ajuda a deixar cérebro temporariamente transparente; veja 
    Tornar um cérebro vivo transparente e observar seus neurônios em funcionamento em tempo real: durante décadas, isso pareceu impossível.
    Agora, pesquisadores da Universidade de Kyushu, no Japão, dizem ter conseguido exatamente tal feito, usando como ingrediente principal uma proteína comum no sangue humano.
    O método foi descrito em um estudo publicado na revista científica “Nature Methods”.
    A técnica usa albumina, uma proteína abundante no sangue, para tornar temporariamente mais transparente o tecido cerebral, o que permite enxergar estruturas profundas do cérebro com mais clareza, sem interromper sua atividade normal.
    “Esta é a primeira vez que a transparência de tecidos é alcançada sem alterar sua biologia”, afirma Takeshi Imai, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Kyushu e autor sênior do estudo.
    Imagem mostra neurônios no cérebro de um camundongo vivo antes e depois da técnica que torna o tecido temporariamente transparente.
    Shigenori Inagaki e Takeshi Imai / Kyushu University.
    Por que o cérebro é difícil de observar
    Grande parte das funções do cérebro, como memória, percepção e tomada de decisões, depende da comunicação entre neurônios localizados em camadas profundas.
    ➡️O problema é que o tecido cerebral NÃO é transparente.
    A luz que entra nele se espalha ao atravessar diferentes estruturas celulares, o que dificulta enxergar o que acontece mais a fundo.
    Para entender esse motivo, os cientistas usam uma comparação simples: bolinhas de vidro são fáceis de ver no ar, mas quase desaparecem quando mergulhadas em óleo (veja o experimento ABAIXO).
    Experimento mostra bolinhas de vidro que quase “desaparecem” quando mergulhadas em óleo. O efeito ocorre porque o material e o líquido têm propriedades ópticas parecidas, fazendo a luz passar sem se espalhar.
    Shigenori Inagaki and Takeshi Imai, Kyushu University
    Isso acontece porque, quando dois materiais têm índices de refração parecidos, a luz atravessa o meio com menos distorção.
    O mesmo princípio se aplica ao nosso cérebro. Se o ambiente ao redor das células tiver propriedades ópticas semelhantes às delas, a luz consegue penetrar mais profundamente.
    LEIA TAMBÉM:
    Astronauta da Nasa flagra fenômeno luminoso raro durante tempestade vista do espaço; entenda
    Em fenômeno inédito, cientistas descobrem planeta que acelera sua própria destruição; entenda
    O teste de DNA em osso que pode reescrever a história do Egito antigo
    Para então resolver esse problema, os pesquisadores buscaram uma substância que pudesse ajustar essas propriedades ópticas sem prejudicar as células.
    Após testar dezenas de compostos, a equipe encontrou a solução em um material surpreendentemente simples: a albumina, proteína presente no sangue.
    “Eu testei três ou quatro vezes antes de acreditar”, contou o pesquisador Shigenori Inagaki, primeiro autor do estudo. “De todas as coisas possíveis, nunca imaginamos que a solução viria disso.”
    Ao adicionar albumina ao meio onde o tecido cerebral está imerso, os cientistas conseguiram equilibrar a forma como a luz se comporta dentro das células e fora delas.
    O resultado foi um líquido especial, chamado SeeDB-Live, capaz de tornar o tecido cerebral temporariamente mais transparente.
    Imagem mostra fatias de cérebro de camundongo antes e depois do uso da solução SeeDB-Live, que deixou o tecido transparente após cerca de uma hora.
    Shigenori Inagaki and Takeshi Imai, Kyushu University
    O que os testes mostraram
    Nos experimentos, fatias de cérebro de camundongos ficaram transparentes em cerca de uma hora após serem mergulhadas na solução.
    Isso permitiu aos cientistas observar a atividade de neurônios mais profundos, que antes estavam ocultos.
    Em cérebros de animais vivos, os sinais luminosos dessas células ficaram até três vezes mais brilhantes, facilitando a observação das conexões neuronais.
    Outro ponto importante é que o efeito é temporário. Depois de algumas horas, a solução é eliminada e o tecido volta ao estado original.
    Isso significa que o mesmo animal pode ser observado várias vezes ao longo do tempo para acompanhar mudanças na atividade cerebral.
    Os pesquisadores acreditam que o método pode abrir novas possibilidades para estudar como o cérebro funciona em tempo real.
    A técnica pode ajudar cientistas a entender melhor, por exemplo, como circuitos neurais processam informações e controlam o comportamento.
    Também há interesse em aplicar o método em organoides cerebrais — mini-cérebro cultivados em laboratório — usados em pesquisas sobre doenças e no desenvolvimento de medicamentos.
    “A albumina é abundante no sangue e altamente solúvel, o que a torna adequada para esse tipo de aplicação”, explica Imai. “Foi uma descoberta acidental, mas olhando para trás parece quase natural.”
    LEIA TAMBÉM:
    Espécie achada em esterco de gado pode explicar a origem do ‘cogumelo mágico’ mais cultivado do mundo
    Cientistas encontram fóssil de tiranossauro gigante que pode ser parente antigo do T. rex
    Estudos sugerem que o Sol ‘fugiu’ do centro da Via Láctea junto com estrelas gêmeas
    Fotógrafo do RS faz imagem incrível de cometa ‘mais brilhante do ano’
  • VÍDEO: Ladrão invade igreja passando por buraco na porta e furta ofertas de fiéis no interior de MG

    VÍDEO: Ladrão invade igreja passando por buraco na porta e furta ofertas de fiéis no interior de MG

    VÍDEO: Ladrão invade igreja passando por buraco na porta e furta ofertas de fiéis no interior de MG
    Ladrão invade igreja para furtar doações em MG
    Uma câmera de monitoramento da Igreja Matriz de Sant’Ana, em João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais, registrou o momento em que um ladrão passou por uma abertura na porta e invadiu o local na madrugada de sexta-feira (13).
    Em uma ação que durou menos de 1 minuto, o criminoso entrou na igreja passando por uma pequena abertura que ele fez ao quebrar parte do vidro da porta e em seguida furtou as ofertas dos fiéis da igreja. Veja o vídeo acima.
    De acordo com um membro da igreja, que preferiu não se identificar, até o momento não se sabe o valor do prejuízo do furto. Um boletim de ocorrência foi registrado e a PM procura pelo suspeito do crime.
    ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp
    Ponto a ponto do vídeo
    Eram por volta de 3h da madrugada quando o criminoso quebrou parte do vidro da porta da igreja e invadiu o local;
    Ele entrou pela a abertura e rapidamente foi até a urna onde ficavam as doações;
    Em uma ação de menos de 1 minuto, ele pegou todo o dinheiro e fugiu pela mesma abertura pela qual entrou.
    Em nota, a Polícia Civil informou que investiga o crime e trabalha para identificar o criminoso. Ninguém foi preso até o momento.
    LEIA TAMBÉM:
    Ladrão invade igreja, furta cálice e bebe vinho de missas
    Ambulância é roubada na frente de UAI por ladrão armado
    PM pega moto emprestada e conduz adolescente algemado
    PM busca pelo suspeito de furtar doações de igreja
    Reprodução/JP Agora
    VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
  • Edifício Maletta guarda tesouros da moda, da literatura e dos games

    Edifício Maletta guarda tesouros da moda, da literatura e dos games

    Edifício Maletta guarda tesouros da moda, da literatura e dos games
    Edifício Arcângelo Maletta, no centro de Belo Horizonte
    TV Globo
    Avenida Augusto de Lima com Rua da Bahia. Desde a fundação da capital, nessa esquina, a cultura faz morada. No local onde funcionava o Grande Hotel, que hospedou expoentes das artes, como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, foi erguido o Edifício Arcangelo Maletta. Inaugurado no início dos anos 1960, o prédio se tornou um dos mais icônicos da capital.
    Memórias desses tempos permanecem vivas no edifício e podem ser contatadas por meio de objetos expostos em diversas lojas do centro comercial. O prédio é endereço certo para quem põe em prática o verbo garimpar.
    Lá podem ser encontrados verdadeiros tesouros: desde roupas, que retratam épocas, a livros, que testemunham o tempo e sobrevivem a ele.
    ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Raridades da literatura
    Dono de um dos sebos localizados no edifício, o jornalista Terêncio de Oliveira frequenta os corredores do Maletta desde a infância por causa de outra vocação do prédio: a gastronomia.
    Terêncio Oliveira, jornalista.
    Arquivo Pessoal.
    “Minha relação com o Maletta começou nos idos de 1993. Eu tinha 7 anos, e meu pai gostava de almoçar na Cantina do Lucas e trazia a gente aqui, eu e minha irmã, para pedir sempre o mesmo prato: peito de frango à Maryland. E a gente passou anos comendo esse prato. Meu pai não mora mais aqui em Belo Horizonte. Mas, sempre que ele vem aqui, a gente vai lá comer sempre o mesmo prato”, relembra.
    Na época da faculdade, Terêncio continuou visitando o espaço. Mas do térreo, onde fica o restaurante Cantina do Lucas, passou frequentar os bares da varanda. E, um dia, depois subir a lendária escada rolante do Maletta e virar a primeira à esquerda, encontrou a loja que hoje abriga seu sebo.
    “Estava eu desempregado, procurando uma coisa para fazer, saindo de um bar, sexta ou sábado à noite, justamente de um bar na varanda. Os sebos já todos fechados, e um dos sebos estava com uma folha de papel pregada, em que estava escrito ‘vende-se’. Então, não fui eu que quis abrir um sebo e escolhi o Maletta. Foi o Maletta que escolheu a gente”, conta.
    Há mais de dez anos a loja atrai todo tipo de público. Atualmente, o acervo conta com cerca de 9 mil títulos, entre livros e vinis.
    “Não só o meu sebo, como todos aqui do Maletta não têm um público demarcado. Chega gente aqui querendo livro sobre Che Guevara, bruxaria, romance de série adolescente, autoajuda, Platão, Aristóteles. É absolutamente variado”, diz.
    E parte dos clientes vai em busca de relíquias. Entre os exemplares mais raros que passaram pela loja, está um livro de 1911 sobre o bicentenário da histórica Ouro Preto.
    “Acho que foi o livro brasileiro mais antigo que já vendi. Já vendi alguns livros do século XIX, mas eram livros ingleses, franceses. Editado no Brasil, acho que esse foi o mais antigo que já passou por aqui”, afirma.
    LEIA TAMBÉM:
    Veja agenda cultural deste fim de semana em BH
    Paraíso dos colecionadores
    Vinícius Calazans exibe pôster do jogo QuackShot, lançado em 1991.
    Arquivo Pessoal.
    O Maletta também é referência para colecionadores como o Vinícius Calazans. O servidor público tem um acervo com mais de mil jogos e aproximadamente 70 videogames. Esse fascínio pelo pelos games é compartilhado por ele nas redes sociais, onde acumula quase 25 mil seguidores e é conhecido como O Rambo dos Jogos.
    Essa paixão se estende a outros objetos que fazem parte desse universo. E é no edifício que Vinícius encontra uma infinidade de itens.
    Pelo menos duas vezes por mês, o colecionador visita os corredores e as estantes do Maletta. Ele começa o dia passando pelos restaurantes e bares, para um um almoço e uma cerveja. E segue o passeio pelas lojas e pelas exposições. No roteiro, fitas de VHS, televisões de tubo, jogos antigos chamam a atenção do colecionador.
    “O que mais me atrai por lá são os enfeites, coisas que posso usar para decoração, pincipalmente dos anos 1980 e 1990”, diz.
    Foi justamente em um desses passeios que ele encontrou uma preciosidade: um pôster do jogo QuackShot, lançado em 1991 para Mega Drive.
    Quando recebe colecionadores de outros estados em Belo Horizonte, Vinícius sempre faz questão de levá-los ao Maletta.
    “O sentimento primeiro é de surpresa porque não imaginam um único prédio com tanta variedade e quantidade de itens. E o que motiva o colecionador é o sentimento de caçada porque nunca se sabe o que vai encontrar”, afirma.
    Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:
  • ‘Coração’ na bolsa: mulher que não podia receber transplante vive há 8 anos com aparelho de meio milhão a tiracolo no RS

    ‘Coração’ na bolsa: mulher que não podia receber transplante vive há 8 anos com aparelho de meio milhão a tiracolo no RS

    ‘Coração’ na bolsa: mulher que não podia receber transplante vive há 8 anos com aparelho de meio milhão a tiracolo no RS
    Juçara Silva
    Arquivo pessoal
    Uma mulher vive há 8 anos com um coração artificial no Rio Grande do Sul. Moradora de Ijuí, no Noroeste do estado, Juçara Silva, 59, recebeu em 6 de março de 2018 o HeartMate. Além dela, outras cinco pessoas vivem com o aparelho que ajuda a bombear sangue para o coração no RS. Ele custa mais de R$ 500 mil, chegando a cerca de R$ 750 mil, dependendo da cotação do dólar.
    Após pensar que não fosse sobreviver devido a complicações relacionadas à insuficiência cardíaca, ela comemora a nova vida. “Uma sobrevida maravilhosa. Hoje eu consigo fazer praticamente todas as minhas atividades. Eu faço caminhada, fisioterapia, participo de curso de artesanato”, conta.
    📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
    O aparelho fica fora do corpo e é carregado com orgulho por Juçara em uma bolsa. Mesmo que viva com restrições, como não poder tomar banho de mar ou piscina, pois ele não pode ser mergulhado em água, ela celebra o que ainda pode viver.
    “Eu fui à praia no ano passado, depois dos oito anos. Eu entrei, molhei meus pés, mas tenho outras coisas que vejo de maneira diferente: posso acompanhar o crescimento dos meus netos, estou aí para a formatura da minha filha.” E acrescenta: “Hoje eu vou fazer o que eu posso, porque amanhã eu não sei”.
    Aparelho chega a custar R$ 750 mil.
    Reprodução/RBS TV
    Problemas cardíacos em decorrência da doença de Chagas
    Apesar de ter descoberto quando foi fazer uma doação de sangue que tinha a doença de Chagas, a infecção só se manifestou anos mais tarde. No final de 2016, ela adoeceu e foi diagnosticada com insuficiência cardíaca grave.
    Ela passou por diversas internações e já havia sido desenganada quando a médica Silvana Berwanger, que a atendia em Ijuí, lhe devolveu a esperança ao contar do HeartMate e encaminhá-la para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
    A doença de Chagas não causa sintomas específicos. A infecção se torna crônica de forma silenciosa, desenvolvendo complicações, principalmente no coração. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 4,5 mil pessoas morrem em decorrência da doença por ano no Brasil.
    Causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a doença é transmitida principalmente durante a picada pelo inseto barbeiro contaminado, mas também pode ser adquirida pela ingestão de alimentos infectados, por transmissão sanguínea, ou de mãe para filho, durante a gravidez e o parto.
    A médica Livia Goldraich, que é cardiologista da equipe de insuficiência cardíaca e transplante cardíaco do hospital da capital, acompanha Juçara desde que ela foi transferida do interior do estado, em 2017. “Ela estava dependente de um medicamento intravenoso e não podia sair do hospital. Estava num quadro bastante limítrofe.”
    Mulher não podia receber transplante
    O aparelho era a única alternativa, pois Juçara não podia receber transplante.
    “Fazendo exames, a gente percebeu que ela tinha o que a gente chama de sistema imunológico bastante ativo. Algumas pessoas, por uma série de razões, podem ter, no sangue, anticorpos, moléculas que fazem com que seja muito difícil de conseguir um doador compatível”, explica a cardiologista.
    A família sempre a incentivou a lutar. “Meus três filhos falavam: ‘Mãe, enquanto tiver uma chance, um por cento, nós vamos lutar’. Com esse 1%, eu estou aqui há oito anos. Sou uma pessoa que trabalha muito nessa questão assim, que a gente não desiste na primeira. Vamos à luta.”
    Juçara recebeu o HeartMate por meio de um programa filantrópico de isenção fiscal do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em conjunto com o Ministério da Saúde, que disponibiliza alguns desses aparelhos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A ida dela para São Paulo foi custeada pela Secretaria da Saúde do RS.
    “A gente chama de coração artificial porque é uma maneira mais fácil de entender, mas na verdade o coração da pessoa segue batendo, segue funcionando, segue no lugar. O aparelho precisa de energia para funcionar, então ele precisa de baterias que ficam fora do corpo. Tem a bomba implantada dentro do corpo, as baterias e o controlador”, afirma a especialista
    O “coração artificial” não tem data de validade, mas alguns pacientes podem ter complicações. Juçara apresentou coágulos e precisou fazer uma nova cirurgia para substituí-lo, mas já se recuperou. “É uma pessoa super ativa na comunidade, engajada. A gente tem orgulho de ver a Juçara como ela é, com todas as atividades que nem a gente tem fôlego para fazer às vezes”, diz a médica do Clínicas.
    A expectativa de vida para quem tem o HeartMate é cada vez mais alta. A médica destaca que não se trata de algo experimental, e sim de uma tecnologia já consolidada e muito usada nos Estados Unidos e na Europa. Como há casos no RS, alguns pacientes recebem o aparelho e, quando surge um doador, são transplantados.
    Veja entrevista com Juçara transmitida em 2024 pela RBS TV:
    Mulher vive há seis anos com coração artificial
    VÍDEOS: Tudo sobre o RS
  • Idoso tem aposentadoria suspensa após ser dado como morto pela 2ª vez 

    Idoso tem aposentadoria suspensa após ser dado como morto pela 2ª vez 

    Idoso tem aposentadoria suspensa após ser dado como morto pela 2ª vez 
    Aposentado tem benefício cortado após ser considerado morto pela segunda vez
    Um idoso de 81 anos, aposentado desde 2008, perdeu o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pela 2ª vez após ser dado como morto. Ao g1, José Borges da Silva explicou que é dependente da aposentadoria e que tem feito pequenos bicos de reparo para tentar equilibrar as contas, além de receber cestas básicas fornecidas por moradores, em Itauçu, região noroeste de Goiás.
    Segundo o advogado de José, Rafael Cesário, o benefício havia sido suspenso pela primeira vez em agosto de 2021, após um conflito no sistema do INSS que misturou as identidades do idoso com outro beneficiário da Bahia do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), que tinha o mesmo nome e sobrenome e dados de José.
    O g1 tentou entrar em contato com o órgão público, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. À TV Anhanguera, Gescelio Soares, chefe do Serviço de Gerenciamento de Benefícios da Gerência-Executiva do INSS, explicou que os dados precisam ser corrigidos na Receita Federal para que José volte a receber a aposentadoria.
    ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp
    Ainda de acordo com Rafael, a Justiça identificou o erro e solicitou que a aposentadoria fosse restabelecida, mas, em 2024, o benefício foi novamente suspenso após o CPF de José ser cancelado depois que o idoso da Bahia morreu, em junho do mesmo ano.
    “O CPF na Receita Federal está como ‘titular falecido’, e o benefício do José aqui de Itauçu foi cessado, e nós ajuizamos uma ação novamente comunicando a Justiça. O juiz deu uma nova liminar, inclusive estipulando multa diária por descumprimento, e o INSS não reimplanta o benefício e não procura uma solução”, explicou Rafael ao g1.
    LEIA TAMBÉM:
    SUSPENSÃO ANTERIOR: Idoso de Goiás denuncia que teve aposentadoria suspensa após morte de morador da Bahia com nome e data de nascimento iguais
    Servidor no INSS é espancado por policial armado dentro de agência, diz Instituto
    Fraude no INSS: operação mira suspeito de receber benefícios reativados irregularmente e movimentar quase R$ 700 mil, em Goiânia
    José contou que procurou o INSS e a Receita Federal com o advogado para entender o que estava acontecendo e pedir a volta do benefício, mas que não teve sucesso em nenhuma de suas tentativas.
    Ele destacou que entrou com uma ação na Justiça em 2025 e chegou a ter o benefício restabelecido por cerca de dois meses, mas que o valor foi suspenso novamente sem explicações.
    Mesma identidade
    O laudo feito pela Polícia Civil sobre os documentos de ambos os idosos foi realizado no mesmo ano da última ação na Justiça. No documento, a investigação revelou que o José Borges da Bahia estava usando os dados do idoso de Itauçu indevidamente.
    Rafael acredita que ele tinha pouca instrução e também não sabia do erro.
    Ainda nos dados levantados pela polícia, ambos aparecem com a mesma data de nascimento, nome dos pais e até cidade de origem (veja abaixo).
    Idoso de Goiás e Bahia dividiam os mesmos dados desde a década de 70, descobriu Polícia Civil
    Divulgação/Polícia Civil
    Além disso, até a digital era igual nos documentos de ambos os idosos e eles dividiam o mesmo documento desde a década de 70.
    ‘Não aguento mais trabalhar’
    Segundo o advogado, a multa diária estabelecida pela Justiça é de R$ 500 até que seja cumprida a decisão e restabelecido o benefício, que continua suspenso desde julho de 2025.
    Sem o benefício, José, que vive sozinho, explicou que tem enfrentado dificuldades financeiras e não conseguido pagar contas básicas do mês.
    “Eu estou indo lá de novo, pra ver se eles me pagam, porque eu estou passando dificuldades e sentindo falta ‘das coisas’. Não é fácil, em abril eu faço 82 anos, não aguento mais trabalhar com serviço pesado. Eu ainda faço alguns serviços, arrumo umas torneiras, um chuveiro, mas estou vivendo é disso e de uma cesta que estão fazendo pra mim”, afirmou José.
    José Borges da Silva luta para ter a aposentadoria restabelecida, em Goiás
    Reprodução/TV Anhanguera
    📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
    VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
  • Como a disparada do petróleo pode complicar Trump nas eleições de novembro nos EUA

    Como a disparada do petróleo pode complicar Trump nas eleições de novembro nos EUA

    Como a disparada do petróleo pode complicar Trump nas eleições de novembro nos EUA
    Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
    Reuters
    A ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã pode impor severos custos políticos ao presidente Donald Trump, à medida que as forças iranianas resistem e os preços do petróleo disparam.
    Com o início da guerra, em 28 de fevereiro, o barril saltou no mercado internacional e chegou a atingir US$ 120, o maior valor desde 2022. Depois recuou, mas segue na casa dos US$ 100, ainda em nível bastante elevado.
    🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
    Trump passou a buscar formas de conter a alta da commodity, atento ao impacto no bolso dos eleitores americanos e às eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro. (leia mais abaixo)
    🔎 Petróleo mais caro costuma significar gasolina e diesel mais caros — e, em efeito cascata, pressões sobre o preço de diversos produtos nos EUA. Esse cenário pode ampliar a insatisfação do eleitorado.
    Veja os vídeos em alta no g1:
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Pesquisa Ipsos/Reuters divulgada na última segunda-feira (9) mostra que 67% dos americanos acreditam que os preços da gasolina vão subir no próximo ano por causa da guerra. Além disso, seis em cada 10 avaliam que as ações militares dos EUA contra o Irã devem se prolongar.
    Denilde Holzhacker, professora de relações internacionais da ESPM, afirma que o humor do eleitor — que já vinha se deteriorando em relação a Trump — tende a piorar.
    “Por isso, ele tem monitorado a situação de perto e tenta transmitir a mensagem de que a guerra vai acabar, que o Estreito de Ormuz será controlado e que haverá condições de equilibrar os preços e o abastecimento”, diz.
    🚢 O Estreito de Ormuz é a principal rota global do petróleo, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial. A região — responsável também por cerca de um quinto do comércio global de gás natural liquefeito (GNL) — registrou forte queda no tráfego de navios nos últimos dias após o Irã anunciar o bloqueio da área e ataques a petroleiros.
    Desafio eleitoral e narrativa em xeque
    Os EUA terão, em novembro, eleições de meio de mandato (midterms). Além de governadores, os americanos vão escolher as 435 cadeiras da Câmara e 35 do Senado — total que inclui 33 vagas do ciclo regular e duas eleições especiais. Hoje, os republicanos controlam as duas Casas do Congresso.
    Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, avalia que a alta do petróleo ocorre em um momento especialmente desfavorável para o governo Trump, que vinha tentando sustentar a narrativa de economia forte e energia mais barata no mercado interno.
    ⛽ Dados da associação automobilística AAA, citados pelo jornal britânico Financial Times, mostram que o preço da gasolina subiu mais de 20% desde que o republicano iniciou a guerra, atingindo o nível mais alto de seus dois mandatos.
    Aragão lembra que, além da disparada nos preços, os EUA já vinham enfrentando perda de empregos e volatilidade econômica — cenário que amplia o descontentamento com o impacto da guerra no bolso dos consumidores.
    “Isso acaba transformando o preço da energia em uma espécie de termômetro imediato do eleitor, sobretudo em um ano eleitoral”, diz o especialista, que vive nos EUA e é professor de Relações Internacionais da Marymount University.
    Economistas em Washington estimam que um aumento de 10% no preço do petróleo pode reduzir em cerca de 0,2 ponto percentual o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Ao mesmo tempo, bancos calculam que uma alta de US$ 10 no barril pode adicionar cerca de 0,1 ponto à inflação.
    “Na prática, funciona como um imposto sobre as famílias, comprimindo a renda disponível”, diz Aragão. “Isso gera um impacto muito grande nos eleitores de média e baixa renda, especialmente nos independentes — nem democratas nem republicanos, mas decisivos nos estados-pêndulo”, explica.
    🏛️ Estados-pêndulo são aqueles em que democratas e republicanos têm apoio equilibrado, tornando seus votos decisivos em eleições nacionais.
    Carolina Moehlecke, coordenadora do mestrado profissional em Relações Internacionais da FGV, também avalia o cenário como bastante prejudicial para Trump.
    Ela lembra que a pressão sobre os preços foi crucial para a queda de popularidade do ex-presidente Joe Biden no início da campanha eleitoral de 2024. Na reta final da disputa, Biden acabou substituído por Kamala Harris, derrotada por Trump nas urnas.
    “É um eleitorado que está bastante preocupado com isso agora e que tem observado aumentos rápidos e constantes de preços nos últimos tempos”, diz Moehlecke.
    Resistência inesperada
    A avaliação de especialistas é que o governo americano calculou mal a intervenção no Irã, recebendo com surpresa a capacidade de resposta e resiliência do exército iraniano.
    “O cálculo inicial era de uma guerra rápida, com uma intervenção que levaria à queda do aiatolá e à substituição por uma nova liderança mais alinhada aos EUA”, diz Denilde Holzhacker, da ESPM.
    “Não necessariamente se esperava uma mudança completa de regime, mas algo parecido com o que ocorreu na Venezuela”, acrescenta.
    O uso do Estreito de Ormuz como ferramenta de pressão sobre aliados dos EUA e sobre o próprio governo americano também surpreendeu, a ponto de Washington começar a recalcular sua estratégia.
    No decorrer do conflito, Trump chegou a afirmar que a guerra com o Irã estava “praticamente concluída” e que acabaria “em breve”, o que ajudou a conter a alta do petróleo em determinado momento.
    Ele também disse que os EUA poderiam assumir o controle da principal rota da commodity no Oriente Médio. O Irã respondeu com novos ataques a navios na região, e as forças americanas intensificaram suas ações — reacendendo os temores.
    Preocupado com os preços, Trump decidiu ainda afrouxar temporariamente as sanções ao petróleo russo — impostas em fevereiro de 2022, no início da guerra contra a Ucrânia — e afirmou que até 200 milhões de barris da Venezuela serão destinados aos EUA para refino.
    Outra medida importante partiu da Agência Internacional de Energia (AIE), da qual os EUA fazem parte. Os 32 países-membros concordaram em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para conter a alta dos combustíveis, na maior liberação da história da agência.
    David Fyfe, economista-chefe da Argus, porém, avalia que a eficácia dos estoques estratégicos para acalmar os preços depende, em última instância, da duração das restrições à navegação no Estreito de Ormuz, já que a liberação de reservas é uma medida provisória e de curto prazo.
    “Estoques estratégicos, por si só, serão insuficientes para evitar novas altas de preços se a navegação no Estreito permanecer intensamente restrita por um período prolongado”, afirma Fyfe.
    Os ataques a navios no Estreito de Ormuz
    Kayan Albertin / Arte g1
    Guerra pode embaralhar o Congresso
    Os republicanos têm, atualmente, maioria na Câmara e no Senado. A vantagem, no entanto, é pequena, reforça Thiago de Aragão, da Arko Internacional.
    “Na Câmara, eles controlam 220 cadeiras contra 213 dos democratas, e há algumas vagas pendentes de eleições especiais que ainda precisam acontecer. Então, é um espaço de manobra muito estreito, ainda mais que nem todos os republicanos são leais a Trump”, analisa.
    A vantagem no Senado também é pequena — 53 a 47 — mas um pouco mais consistente do que na Câmara, acrescenta Aragão.
    Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a guerra deve tornar a disputa de novembro ainda mais acirrada, especialmente no Senado, que agora deve ter uma corrida mais competitiva do que a prevista há alguns meses.
    Carolina Moehlecke, da FGV, afirma que a quebra de promessas de Trump também pode prejudicá-lo. O republicano havia afirmado que evitaria entrar em conflitos externos, mas ampliou suas ofensivas contra o Irã após já ter atacado instalações nucleares do país no ano passado.
    “Para o eleitor, é difícil compreender quais são os interesses dos EUA em bombardear o Irã novamente. O ataque do ano passado foi considerado um sucesso pelo governo americano e bem visto pelo eleitorado. Mas o novo conflito está mais difícil de o eleitor entender”, diz.
    O preço político de uma eventual derrota
    O cenário atual é mais favorável aos democratas, avalia a professora Denilde Holzhacker, da ESPM. Caso os republicanos percam a maioria na Câmara e no Senado, Trump enfrentará uma resistência maior no Legislativo e perderá capacidade de aprovar projetos.
    “Além disso, podem ter início processos de impeachment”, diz. “O fim da situação confortável de Trump no Congresso pode dificultar os dois últimos anos de seu governo.”
    Thiago de Aragão, da Arko, acrescenta que uma eventual maioria democrata poderia bloquear prioridades de Trump, como cortes de impostos, mudanças na regulamentação ambiental e até o financiamento de operações militares. “Além, óbvio, de abrir diversas investigações contra ele.”
    “Se o Senado passar a ter maioria democrata, aí sim o poder é muito maior: eles podem travar indicações para o Judiciário e cargos-chave no Executivo. Esse seria o pior pesadelo de Trump.”
    Carolina Moehlecke, da FGV, ressalta que o resultado das eleições legislativas também deve influenciar o ciclo político que levará à disputa presidencial de 2028.
    Até novembro, porém, o cenário ainda pode mudar, a depender da evolução da guerra e de outros fatores capazes de mover as peças do tabuleiro eleitoral.
    “De fato, existe uma relação em que o eleitor pune o responsável por aumento de custos, inflação ou piora da economia”, afirma Moehlecke. “No entanto, ainda faltam oito meses para o pleito. Até lá, a situação no Oriente Médio pode mudar: pode se estabilizar ou até piorar”, conclui.