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  • Explosão causa danos em escola judaica de Amsterdã

    Uma escola judaica em Amsterdã, na Holanda, foi alvo de uma explosão neste sábado (14), segundo a agência de notícias holandesa ‘ANP’. A prefeita, Femke Halsema, disse à agência que os danos foram limitados e descreveu o acontecimento como um “ataque deliberado contra a comunidade judaica”.
    Esta notícia está em atualização.
  • Filho de sapateiro e costureira, empresário do RS criou marca presente em 60 países e hoje dá até autógrafos: ‘Fomos ganhando o mundo’

    Filho de sapateiro e costureira, empresário do RS criou marca presente em 60 países e hoje dá até autógrafos: ‘Fomos ganhando o mundo’

    Filho de sapateiro e costureira, empresário do RS criou marca presente em 60 países e hoje dá até autógrafos: ‘Fomos ganhando o mundo’
    Jorge Bischoff nasceu e fez sua carreira em Igrejinha, município que tem forte presença calçadista
    Arquivo pessoal
    Filho de um sapateiro e de uma costureira, Jorge Bischoff cresceu e criou sua marca em Igrejinha, cidade a 90 km de Porto Alegre com uma forte cultura calçadista. “Eu nasci no meio do couro e da cola. Quando eu nasci, minha mãe trabalhava em uma fábrica, e minha tia me levava lá para eu mamar.”
    Hoje, aos 61 anos, o empresário é dono de mais de 130 lojas, sete delas fora do Brasil. Para abastecer as próprias lojas e as demais parceiras, espalhadas por 60 países, ele produz 2 milhões de produtos por ano. “Nós fomos ganhando o Brasil, ganhando o mundo. E hoje, literalmente, nós estamos de ponta a ponta.”
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    A experiência de Bischoff com calçados iniciou ainda na infância. Ele começou como sapateiro, e passou por todas as áreas da produção acumulando experiência. Ao notar que a parte criativa era responsabilidade do modelista, começou a desenhar e se especializou na área.
    “Às vezes saía do colégio, de noite, passava na frente e o cara tava lá trabalhando, eu entrava na fábrica, ficava, tentando ver como desenhava, como fazia. Fim de semana também ficava em casa desenhando. Enquanto a galera brincava, eu estava desenhando.”
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    Ele foi se desenvolvendo e assumiu como modelista em uma calçadista. A virada de chave de sua carreira foi em 1996, quando criou seu estúdio e começou a fornecer suas próprias criações para outras empresas.
    “As coisas foram andando, crescendo, e quando nós inauguramos um espaço novo, um estúdio novo, em 2001, foi um evento muito bacana e um dos jornalistas disse: ‘Jorge, quando é que vai lançar a tua marca?’”, lembra. Pouco depois, ele anunciou a novidade à equipe e a marca começou a ganhar forma, sendo oficialmente criada em 2003.
    A grife já tem mais de duas décadas de história. O Bischoff Group se consolidou no mercado de moda, design e varejo. “Dando valor a cada centavo que a gente colocou dentro da empresa, porque nunca tivemos investidor, não tivemos sócios que botassem dinheiro, tudo construído por nós: eu, minha esposa, depois a Natália [filha], que se criou dentro da empresa, e o meu time”, relata.
    A empresa encerrou o ano passado com alta de 12% na receita, em relação a 2024, e projeta crescimento de 15% em 2026. O plano de expansão inclui a abertura de 20 novas lojas ao longo deste ano.
    Reconhecido e querido pelas clientes, há até quem peça autógrafos quando o encontra. “Se formam filas de mulheres. É algo que não se vê. Nunca vi um sapateiro fazer isso”, comenta Denise Pomje, gerente institucional da empresa.
    Além de sapatos e bolsas, desde 2017, o empresário também está no ramo de vinhos, com a Bischoff Wines. “Deixou de ser uma marca de sapatos, de bolsas, passou a uma marca de lifestyle.”
    VÍDEOS: Tudo sobre o RS
  • ‘Posso viver mais uns 100 anos’: moradora do DF comemora transplante após 5 anos com insuficiência cardíaca grave

    ‘Posso viver mais uns 100 anos’: moradora do DF comemora transplante após 5 anos com insuficiência cardíaca grave

    ‘Posso viver mais uns 100 anos’: moradora do DF comemora transplante após 5 anos com insuficiência cardíaca grave
    Moradora do DF comemora transplante de coração depois de 5 anos com insuficiência cardíaca
    Um “novo sopro de vida”. É como Fabíola Pessoa, de 41 anos, define a sensação de ter recebido um novo coração através de um transplante. A cirurgia bem-sucedida completou um mês nesta sexta-feira (13).
    “Estou sentindo um novo sopro de vida, agora eu posso viver mais um 100 anos”, comemora.
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    Ela sofria problemas cardíacos desde fevereiro de 2021, quando teve um infarto grave durante uma gestação.
    Na época, além de perder o bebê, Fabíola ficou com insuficiência cardíaca grave. Durante quatro anos, viveu sob acompanhamento médico constante.
    O médico cardiologista Vitor Barzilai acompanhou todo o tratamento de Fabíola. Ela precisou implantar três stents – um pequeno tubo em forma de malha usado para manter vasos sanguíneos estreitos ou enfraquecidos abertos, funcionando como um suporte que garante o fluxo normal de sangue.
    Fabíola também fez tratamento com ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea): um suporte vital avançado que funciona como um coração e pulmão artificiais para pacientes com falência respiratória ou cardíaca grave.
    🩸A ECMO oxigena o sangue fora do corpo, permitindo o descanso e a recuperação dos órgãos ou servindo de ponte para transplante.
    Mesmo assim, no início de 2025, ela teve uma nova piora do quadro, desencadeada por uma infecção após uma picada de aranha.
    De acordo com o médico Vitor Barzilai, o transplante de coração seria a única alternativa para garantir a sobrevivência de Fabíola.
    “O coração dela não conseguia mais bombear sangue adequadamente. Utilizamos um suporte avançado que assumiu temporariamente essa função para manter os órgãos funcionando. Mas o que realmente fez diferença foi a atuação coordenada e no tempo certo”, explica o especialista.
    Fabíola Pessoa com o médico cardiologista Vitor Barzilai, no Hospital Brasília
    Hospital Brasília/Divulgação
    Fabíola estava na fila para receber o transplante de coração desde setembro de 2025.
    Com a piora do quadro em janeiro deste ano, ela entrou para a lista de prioridade, e em três semanas conseguiu fazer a cirurgia.
    “Quando meu médico disse que era hora de entrar na fila, foi um divisor de águas. Porque foram 5 anos fazendo tratamento, consultas de três em três meses, muitos altos e baixos de saúde. E depois da notícia do transplante, passei a viver esperando essa ligação, entre medo e fé”, conta Fabíola.
    Fabíola Pessoa registra sua digital no mural com digitais de pacientes transplantados no Hospital Brasília
    Hospital Brasília/Divulgação
    Do transplante à alta médica
    O órgão veio de São Mateus, no Espírito Santo, em uma operação que mobilizou equipes médicas e de apoio entre dois estados. O coração chegou ao Hospital Brasília, no dia 13 de fevereiro, por volta das 9h, com apoio do helicóptero da Polícia Civil do Distrito Federal, e o transplante foi logo em seguida.
    Fabíola ficou internada, em recuperação no Hospital Brasília, por mais duas semanas, depois do transplante. Ela recebeu alta e foi para casa no dia 1º de março.
    “Normalmente, os pacientes precisam ficar internados entre duas semanas e um mês, para vermos se o corpo vai ter alguma reação ao novo órgão transplantado. Mas ela teve uma excelente recuperação e pode ser liberada”, explica o médico.
    Segundo Fabíola, foram anos de muita dor e incertezas com relação a saúde. “Além da dor de ter perdido um filho, o Leo, que virou uma estrelinha no céu, eu vivi muito debilitada durante esse tempo, muito limitada funcionalmente”.
    Vida nova
    Depois do transplante, ela diz se sentir como nova. “Agora, é como se tudo fosse possível. Voltei a fazer coisas simples sem cansaço. Esse novo coração representa vida”.
    “E tudo isso graças a uma família que disse sim à doação de órgãos. Pessoas que tiveram uma coragem e um amor muito grande de dizer sim e salvar outra vida, mesmo diante da dor da perda. Eu faço até um apelo para que as pessoas não tenham medo de ser doadoras de órgãos, porque esse ato é como salvar e perpetuar a vida, e pessoas que precisam, como eu, agradecem”, comemora Fabíola.
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  • Mercado Sul de Taguatinga: fotolivro e exposição celebram memória e luta por patrimônio cultural do DF

    Mercado Sul de Taguatinga: fotolivro e exposição celebram memória e luta por patrimônio cultural do DF

    Mercado Sul de Taguatinga: fotolivro e exposição celebram memória e luta por patrimônio cultural do DF
    Mercado Sul em 1978
    Ivaldo Cavalcante/Reprodução
    O Mercado Sul de Taguatinga é considerado um dos mais importantes espaços de produção artística, cultura popular periférica e memória coletiva do Distrito Federal. Há mais de quatro décadas, artistas, moradores e iniciativas culturais de vanguarda sustentam e revitalizam o território.
    O mercado foi construído e inaugurado em Taguatinga no final da década de 1950, antes mesmo de Brasília, como um dos primeiros centros comerciais do DF. Desde a década de 1970, passou a ser revitalizado continuamente por moradores e movimentos culturais.

    Desde 2015, toda essa pulsão criativa articula a Ocupação Cultural Mercado Sul Vive, que transformou lojas abandonadas em novos espaços vivos de arte e cultura e reivindicou o reconhecimento do território como Patrimônio Cultural Imaterial do DF.
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    ‘Um chão de cores’
    Conheça o artista do DF Ivaldo Cavalcante
    Um recorte desse legado foi documentado pelo Coletivo Retratação no fotolivro “Mercado Sul: Um Chão de Cores – Memórias do Beco da Cultura de Taguatinga (DF)”, lançado em 21 de fevereiro, durante a festa de 11 anos da ocupação do local.
    A obra foi organizada pelo jornalista e fotógrafo Webert da Cruz e pela percussionista e antropóloga Ana Noronha. Nela, um acervo histórico com fotografias, pesquisas, textos e depoimentos que narram a trajetória cultural, as transformações e a atuação de diferentes gerações de artistas e moradores do Beco da Cultura, como também é conhecido o Mercado Sul.
    “Com essa pesquisa, conseguimos ampliar o olhar sobre as complexidades desse lugar que encanta, mas que também enfrenta desafios diversos de infraestrutura, manutenção das atividades culturais e cuidado com as pessoas”, destaca o fotógrafo.
    O livro também homenageia o fotojornalista Ivaldo Cavalcante, cearense radicado em Taguatinga, que, durante a década de 1970, realizou os primeiros registros fotográficos da cultura viva da comunidade e de seus arredores.
    Linha histórica
    Beco da Cultura, Mercado Sul, Taguatinga
    Webert da Cruz/Reprodução
    A antropóloga Ana Noronha, que participou da construção do livro, destaca o forte poder de criação, de conhecimento e de fortalecimento de vínculos que o Mercado Sul tem e a importância de transformá-lo em Patrimônio Cultural Imaterial do DF.
    “Por ter essa importância social, comunitária, identitária, histórica, corre esse processo do Mercado Sul se tornar um patrimônio cultural do Distrito Federal, inclusive para ser salvaguardado, para receber essa atenção das políticas públicas necessárias nesse território”, pontuou a antropóloga, Ana Noronha.
    Em 2015, foi protocolado um primeiro pedido de patrimonialização do mercado junto ao Governo do Distrito Federal.
    Em 2021, a campanha “Mercado Sul é patrimônio cultural material e imaterial do DF” mobilizou diversos agentes culturais, intensificando o encaminhamento da pauta dentro e fora da comunidade.
    Atualmente, o processo está em discussão por meio de um grupo de trabalho do Conselho de Defesa ao Patrimônio Cultural (CONDEPAC-DF), instância participativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF.
    Exposição
    O projeto Chão de Cores também lançou uma exposição fotográfica com múltiplos olhares sobre as práticas culturais presentes no território, como teatro popular, artes visuais, cultura ballroom, capoeira, samba.

    “Este livro celebra as pessoas que estiveram aqui, valoriza quem permaneceu e segue movimentando atualmente e incentiva todos a construírem um futuro”, comenta a antropóloga Ana Noronha.
    A mostra traz registros de 13 artistas do movimento cultural do Mercado Sul: Angel Luís, Davi Mello, Diana Sofia, Ester Cruz, Ivaldo Cavalcante, Matheus Alves, Nara Oliveira, Raissa de Oliveira, Ramona Jucá, Rick Paz, Thiago S. Araújo, Webert da Cruz e Yuri Barbosa.
    🗓️ Quando: até 27 de março
    ⏰ Horário: quartas e quintas, das 9h às 12h, e terças e sábados, das 13h às 18h
    📍 Local: Espaço Okupa, no Mercado Sul
    🎫 Ingressos: gratuita
    👉 Escolas, educadores e projetos pedagógicos podem solicitar mediação pedagógica coletiva, mediante agendamento prévio.
    Coletivos culturais dão cara nova ao Mercado Sul, em Taguatinga
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  • Bombardeio à escola no Irã: como ataque matou dezenas de crianças e jogou pressão sobre Trump e os EUA

    Bombardeio à escola no Irã: como ataque matou dezenas de crianças e jogou pressão sobre Trump e os EUA

    Bombardeio à escola no Irã: como ataque matou dezenas de crianças e jogou pressão sobre Trump e os EUA
    Investigação aponta que EUA foram responsáveis por ataque que matou 175 em escola no Irã
    Duas semanas após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, a comunidade internacional ainda cobra explicações sobre o bombardeio à escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul iraniano. Dezenas de crianças morreram no ataque.
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    O bombardeio ocorreu em 28 de fevereiro, no primeiro dia do conflito. Segundo o Crescente Vermelho iraniano, 175 pessoas morreram. O embaixador do Irã na ONU, em Genebra, afirmou que 150 das vítimas eram crianças.
    A escola ficava ao lado de uma base da Guarda Revolucionária do Irã e integrava uma rede de ensino ligada à corporação militar.
    A unidade era uma das 59 escolas do Instituto Educacional Cultural Mártires do Golfo Pérsico, segundo a Reuters.
    Investigações da imprensa internacional indicam que a maioria dos mortos era formada por estudantes.
    Na manhã daquele sábado, bombardeios miraram a base próxima à escola. Um vídeo verificado pelo jornal The New York Times indica que a região foi atingida por um míssil Tomahawk, arma comumente usada pelos Estados Unidos. Irã e Israel não operam esse tipo de míssil.
    Segundo a Reuters, uma investigação preliminar conduzida por autoridades americanas aponta que os Estados Unidos foram responsáveis pelo ataque. Antes disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a atribuir a responsabilidade ao Irã.
    A repercussão do caso aumentou a pressão interna e externa sobre o governo Trump. Parlamentares democratas da oposição pediram uma investigação rigorosa sobre o bombardeio, e a ONU também defende que o episódio seja apurado.
    🔎 Uriã Fancelli, mestre em Relações Internacionais pelas universidades de Estrasburgo e Groningen, explica que escolas são alvos civis protegidos pelo Direito Internacional Humanitário, desde que não abriguem tropas nem sejam usadas como centros de comando militar.
    Segundo ele, mesmo que o ataque seja configurado como crime de guerra, dificilmente os Estados Unidos seriam punidos internacionalmente.
    “Nem os EUA nem o Irã fazem parte do Tribunal Penal Internacional. Portanto, a única forma de o tribunal intervir seria se o Conselho de Segurança da ONU pedisse uma investigação, algo que os Estados Unidos vetariam, já que são um dos membros permanentes.”
    Nesta reportagem, você vai entender:
    Como foi o ataque?
    Quantas pessoas morreram?
    Quem eram as vítimas?
    Quais indícios apontam para a autoria dos EUA?
    O que Trump disse?
    Como o caso pressiona o presidente?
    O caso pode ser considerado crime de guerra?
    👉 Clique no menu acima ou role a página para saber mais detalhes.
    Infográfico detalha ataque contra escola em Minab, no Irã
    Alberto Correia/Arte g1
    1. Como foi o ataque?
    O ataque aconteceu por volta das 10h45 do horário local (4h15 em Brasília) e atingiu a cidade de Minab, no sul do Irã.
    Imagens que circulam nas redes sociais mostram parte da escola Shajareh Tayyebeh em chamas e destruída após o bombardeio. Um vídeo verificado pelo New York Times mostra mísseis atingindo a região e uma coluna escura de fumaça na área onde ficava a escola.
    A escola ficava ao lado de uma base da Guarda Revolucionária do Irã, força ligada às Forças Armadas do país e subordinada ao líder supremo.
    Segundo o site de notícias IranWire, a instalação militar é uma unidade de mísseis sob o comando da Marinha da Guarda Revolucionária.
    Escola em Minab, no Irã, ficou destruída após ataque em 28 de fevereiro de 2026
    Abbas Zakeri/Mehr News/WANA via REUTERS
    Autoridades locais afirmaram que cerca de 260 alunos estudavam na instituição, mas não está claro quantas pessoas estavam dentro da escola no momento do ataque.
    Em um primeiro momento, a mídia internacional afirmou que uma escola para meninas havia sido atingida por um bombardeio. A Reuters relatou, porém, que uma escola feminina e outra masculina funcionavam no mesmo endereço.
    Segundo a agência, a ala onde ficava a unidade masculina não desabou, mas imagens feitas após o ataque mostram destroços sobre carteiras onde meninos estudavam. Estudantes do sexo masculino também estão entre os mortos, de acordo com a imprensa local.
    Imagens de satélite mostram que boa parte do prédio da escola desabou. As fotografias também indicam pontos da base da Guarda Revolucionária do Irã que teriam sido atingidos por mísseis. Compare abaixo.
    Fotos de satélite comparam região de ataque em 1º de dezembro de 2025 e 4 de março de 2026
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    2. Quantas pessoas morreram?
    O número exato de mortos ainda não foi confirmado por uma investigação independente.
    Nos dias seguintes ao ataque, a mídia estatal iraniana informou que 168 pessoas haviam morrido. Já o embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, afirmou que 150 estudantes morreram.
    O Crescente Vermelho iraniano divulgou um número maior: 175 mortos. Esse total também tem sido citado por órgãos das Nações Unidas, como o Unicef e o Conselho de Direitos Humanos.
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    3. Quem eram as vítimas?
    Foto de Mikaeil Mirdoraghi viralizou nas redes sociais
    Reprodução
    Entre as vítimas estão estudantes com idades entre 6 e 12 anos. Autoridades locais afirmaram que funcionários da escola e pais de alunos também morreram.
    A mídia estatal iraniana publicou uma lista com 56 nomes e fotos das vítimas. Segundo a BBC, 48 eram crianças que tinham entre 6 e 11 anos.
    Agências iranianas passaram a usar como símbolo do ataque o menino Mikaeil Mirdoraghi, descrito como aluno da escola. Uma foto dele acenando para a mãe antes de sair para a aula, no dia do bombardeio, circulou nas redes sociais.
    Em entrevista ao jornal Hamshahri, controlado pela prefeitura de Teerã, a mãe afirmou que o filho pediu para ser fotografado antes de sair de casa naquela manhã. O relato foi divulgado na terça-feira (10).
    Ela também descreveu as últimas horas de vida do menino. “Na noite anterior, ele disse: ‘Mãe, a comida que você fez tem gosto de paraíso’”, contou. Segundo a mãe, ele brincou de guerra com o irmão antes de dormir.
    “À meia-noite, ele veio, colocou os travesseiros ao redor dele, sentou com o irmão e disse: ‘Vem, eu sou o Irã, irmão, você é os Estados Unidos.’”, relatou.
    Durante a brincadeira, ainda segundo ela, o menino comemorou: “O Irã venceu”.
    Segundo a agência Fars, o corpo do menino foi sepultado em 3 de março. No mesmo dia, milhares de pessoas participaram do funeral coletivo das vítimas em Minab. Imagens divulgadas pela imprensa estatal mostraram caixões cobertos com a bandeira do Irã e fotografias dos mortos.
    Pessoas carregam caixões no funeral das vítimas após um ataque a uma escola, em meio ao conflito EUA-Israel com o Irã, em Minab, Irã, 3 de março de 2026
    Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA
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    4. Quais indícios apontam para a autoria dos EUA?
    Reportagem publicada pelo New York Times na segunda-feira (9) aponta que imagens divulgadas do ataque mostram um míssil dos Estados Unidos caindo próximo à escola de Minab.
    O jornal informou ter reunido um conjunto de evidências — como imagens de satélite, relatos e outros vídeos verificados — que indicam que o prédio da escola foi atingido em um ataque de precisão.
    Segundo o Times, o vídeo divulgado pela Mehr mostra um míssil americano atingindo o que seria uma clínica médica dentro da base naval.
    Em seguida, aparecem colunas de poeira e fumaça se elevando na região da escola primária. Para o jornal, isso sugere que a escola foi atingida pouco antes da base naval.
    Imagens de satélite indicam que outros pontos da instalação militar também foram atingidos.
    Entre as partes envolvidas no conflito, apenas os EUA possuem mísseis Tomahawk.
    Míssil americano atinge base ao lado de escola primária no Irã
    Mehr News
    Na semana passada, a agência Reuters revelou que uma investigação preliminar conduzida pelos militares americanos apontou que forças dos EUA provavelmente foram responsáveis pelo ataque que atingiu a escola.
    Na quarta-feira (11), o New York Times informou que o ataque teria sido resultado de um erro de direcionamento das Forças Armadas dos Estados Unidos. A informação foi confirmada ao jornal por autoridades americanas com conhecimento das investigações.
    Segundo a reportagem, oficiais teriam definido as coordenadas do alvo com base em dados desatualizados fornecidos pela inteligência americana.
    Na sexta-feira (13), após a repercussão do caso na imprensa internacional, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos afirmou que intensificou as investigações sobre o ataque. O secretário Pete Hegseth evitou comentar os dados preliminares.
    “Não vamos deixar que as notícias nos influenciem ou nos pressionem a revelar o que aconteceu”, disse.
    À Reuters, Annie Shiel, diretora de defesa de direitos nos EUA do Centro para Civis em Conflito, afirmou que a movimentação do governo americano indica que algo pode ter dado errado e que é necessário entender o motivo.
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    5. O que Trump disse?
    Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
    Reuters
    Uma semana após o ataque, Trump afirmou que, pelo que havia visto até então, o Irã poderia ter atingido a escola, por ser “muito impreciso com suas munições”. O presidente chegou a sugerir que os iranianos teriam mísseis Tomahawk, algo considerado improvável por especialistas.
    Na mesma época, o Pentágono fez uma declaração semelhante e disse que os iranianos seriam os únicos a atacar civis. Ao mesmo tempo, o órgão afirmou que abriria uma investigação sobre o caso.
    Na segunda-feira (9), Trump amenizou o tom e afirmou que o governo vai apurar o que aconteceu na escola.
    “Seja qual for o resultado do relatório, estou disposto a aceitá-lo”, disse.
    Um funcionário americano ouvido pela Reuters afirmou que as declarações indicam que Trump estaria inclinado a aceitar os resultados preliminares da investigação relatados pela imprensa. Segundo a fonte, a repercussão do caso dificultaria que o presidente rejeitasse essas conclusões.
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    6. Como o caso pressiona Trump?
    O presidente Donald Trump
    Kevin Lamarque/Reuters
    O caso gerou pressões internas e externas sobre o governo dos Estados Unidos. Senadores democratas, da oposição a Trump, acusaram o secretário de Guerra, Pete Hegseth, de ignorar o risco para civis em operações militares.
    Na quinta-feira, parlamentares americanos também pediram uma investigação rápida sobre o ataque à escola iraniana e cobraram que o Pentágono confirme até a próxima semana se os EUA foram responsáveis pelo bombardeio.
    Segundo o New York Times, os senadores enviaram uma carta ao Departamento de Guerra pedindo que o órgão apresente um relatório sobre as medidas em vigor para evitar danos a civis. O documento também solicita providências para responsabilizar eventuais culpados por falhas.
    “O que estamos vendo é uma falha em tomar as precauções necessárias para evitar que crianças em idade escolar sejam vítimas de explosões”, disse o senador Chris Van Hollen em entrevista ao jornal.
    Além da pressão política em Washington, organismos internacionais também cobraram esclarecimentos. O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas pediu uma investigação sobre o ataque.
    Em Genebra, a porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani, afirmou que o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, defende uma apuração “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do bombardeio.
    “Isso é absolutamente horrível”, disse Shamdasani. Segundo ela, imagens que circulam nas redes sociais mostram “a essência da destruição, do desespero, da falta de sentido e da crueldade deste conflito”.
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    7. O caso pode ser considerado crime de guerra?
    Mulher chora durante funeral das vítimas de ataque israelense que atingiu escola em Minab, no Irã, em 3 de março de 2026.
    Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA
    Dias após o ataque, o escritório de direitos humanos da ONU afirmou que ainda não tinha informações suficientes para determinar se o bombardeio pode ser considerado crime de guerra.
    🔎 Uriã Fancelli, mestre em Relações Internacionais, explica que, do ponto de vista do Direito Internacional Humanitário, vários fatores precisam ser analisados antes de classificar um ataque dessa forma.
    De acordo com ele, embora o episódio seja moralmente duvidoso e condenável, o fato de uma escola ter sido atingida não configura automaticamente um crime de guerra segundo o Direito Internacional Humanitário.
    “Escolas são alvos civis protegidos, mas podem perder esse status se abrigarem tropas ou funcionarem como centros de comando, como Israel já acusou o Hamas de fazer em Gaza”, explica.
    De acordo com Fancelli, como relatos indicam que a escola ficava ao lado de uma base da Guarda Revolucionária do Irã, é preciso analisar a intenção e o grau de imprudência envolvidos na decisão de atacar.
    O especialista diz que, para que haja responsabilização, seria preciso provar que:
    o bombardeio contra a escola foi intencional, o que violaria o princípio da distinção, que exige diferenciar alvos civis e militares;
    o ataque à base militar foi desproporcional, com uso de força além do necessário e que acabou causando um número elevado de mortes entre civis.
    Ele também levanta a hipótese de negligência criminosa, caso o bombardeio tenha ocorrido por falhas ou descuido no planejamento da operação.
    Segundo Fancelli, mesmo que o ataque seja classificado como crime de guerra e a autoria dos Estados Unidos seja confirmada, é improvável que o país enfrente punições internacionais.
    “Nem os EUA nem o Irã fazem parte do Tribunal Penal Internacional. Portanto, a única forma de o tribunal intervir seria se o Conselho de Segurança da ONU pedisse uma investigação, algo que os Estados Unidos vetariam, já que são um dos membros permanentes.”
    Por outro lado, ele afirma que eventuais responsáveis ainda poderiam ser investigados e punidos dentro do próprio sistema americano, se houver entendimento por parte das instituições do país.
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  • ‘Sigilo médico não é uma cortesia’, diz advogada de paciente com teste de HIV confirmado em voz alta em UPA do interior de SP

    ‘Sigilo médico não é uma cortesia’, diz advogada de paciente com teste de HIV confirmado em voz alta em UPA do interior de SP

    ‘Sigilo médico não é uma cortesia’, diz advogada de paciente com teste de HIV confirmado em voz alta em UPA do interior de SP
    Paciente diz ter tido teste de HIV positivo confirmado em voz alta em UPA
    O paciente de 23 anos que denunciou ter tido o diagnóstico positivo do vírus da imunodeficiência humana (HIV) confirmado em voz alta por profissionais de uma unidade de saúde de Ribeirão Preto (SP) foi submetido a um atendimento degradante e a uma exposição ilegal, afirma a advogada da vítima, Julia Gobi Turin.
    A legislação brasileira garante a pacientes com HIV o direito ao sigilo na comunicação do diagnóstico médico e prevê pena de prisão para quem descumpre essa prerrogativa.
    “O sigilo médico não é uma cortesia, mas um dever profissional inegociável”, afirma.
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    O caso foi registrado na Polícia Civil como injúria racial – equiparada ao crime de homofobia alegado pela vítima – e por violação do sigilo médico.
    Paciente afirma ter tido diagnóstico de HIV confirmado em voz alta dentro de UPA de Ribeirão Preto.
    Arquivo pessoal
    Além disso, deve ser investigado por um processo administrativo instaurado pela Secretaria Municipal de Saúde, que informou ter afastado uma profissional.
    Sigilo desrespeitado em UPA
    A ocorrência foi registrada na última segunda-feira (9) na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Sumareinho (UPA Oeste), onde o paciente tentou realizar um protocolo de Profilaxia Pós-Exposição ao HIV, o PEP, após uma relação sexual com suspeita de transmissão.
    🔎A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma medida de urgência do SUS para prevenir HIV, hepatites virais e ISTs, indicada após risco (sexo sem camisinha, violência sexual, acidentes com perfurocortantes). Deve ser iniciada em até 72 horas (idealmente nas primeiras duas horas) e dura 28 dias. É gratuita, sigilosa e disponível em serviços de emergência.
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    Paciente diz ter tido teste de HIV positivo confirmado em voz alta em UPA do interior de SP
    Em boletim de ocorrência, o homem relatou que, mesmo após ser classificado como prioritário ao passar pela triagem, por conta da pressão alta, somente foi atendido após horas de espera e de ameaçar acionar a Polícia Militar.
    Ele disse que, depois da coleta de sangue, que era parte do protocolo, recebeu a confirmação de que estava com HIV por uma médica, que deu a informação em voz alta na frente de outras pessoas, sem atentar para o sigilo.
    Minutos depois, segundo o paciente, uma enfermeira também não tomou cuidado ao confirmar a mesma informação, perto de outras pessoas.
    Ao procurar a Polícia Civil, o jovem foi orientado a pedir o exame para a médica da UPA Oeste que o atendeu, mas a profissional se recusou a entregar o documento, segundo o paciente. O teste foi obtido posteriormente na mesma unidade, mas em outro setor.
    Atendimento degradante e exposição ilícita de diagnóstico de HIV
    A advogada Julia Turin explica que os envolvidos na ocorrência desrespeitaram a lei e os princípios éticos da profissão, que devem ser investigados pelos conselhos de classe.
    UPA Oeste em Ribeirão Preto, SP
    Sergio Oliveira/EPTV
    Ela menciona o que está previsto na resolução 2.437/2025, do Conselho Federal de Medicina, que prevê que o diagnóstico deve ser humanizado e sigiloso, além da lei 12.984, de 2014, que define como crime de discriminação dos portadores de HIV a divulgação dessa condição com o intuito de ofender a dignidade da pessoa.
    “A defesa técnica do paciente, representada por sua advogada, manifesta seu veemente repúdio ao atendimento degradante e à exposição ilícita de diagnóstico médico sofridos pelo paciente nas dependências da UPA de Ribeirão Preto”, afirma.
    Julia também argumenta que o paciente pode ter sido exposto a um tratamento preconceituoso e homofóbico em função da orientação sexual do jovem. Ela informou que vai solicitar providências da Prefeitura e da Polícia Civil.
    “Estamos formalizando notificações à Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto e à Prefeitura Municipal, exigindo rigorosa fiscalização e pedido de instauração de sindicância administrativa junto à Fundação Hospital Santa Lydia, gestora da unidade, para identificação e responsabilização disciplinar das profissionais”, comunicou.
    Testagem para HIV
    Divulgação/Prefeitura de Piracicaba
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  • Brasileira desaparecida na Inglaterra: confira cronologia dos acontecimentos

    Brasileira desaparecida na Inglaterra: confira cronologia dos acontecimentos

    Brasileira desaparecida na Inglaterra: confira cronologia dos acontecimentos
    Imagens mostram Vitória Barreto em ônibus e na rua em Brightlingsea, na Inglaterra
    O desaparecimento da psicóloga cearense Vitória Barreto Figueiredo na Inglaterra tem mobilizado policiais, voluntários, familiares e a comunidade internacional. Até o momento, as investigações apontam que a brasileira pegou, pelo menos, um ônibus e duas embarcações desde que saiu da Universidade de Essex, na tarde do dia 3 de março – há 11 dias.
    Natural de Fortaleza, Vitória está fora do Brasil desde o mês de janeiro, quando participou de um congresso e dois cursos no Marrocos. Em seguida, ela chegou à Inglaterra, onde ficou hospedada na casa de amigos. A intenção era participar de atividades científicas e tentar um doutorado.
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    O Ministério Público do Ceará (MPCE) divulgou, na última sexta-feira (13), que pediu à Justiça do Ceará pela quebra de sigilos bancário e telefônico de Vitória Barreto, para ajudar nas investigações do desaparecimento da psicóloga cearense. O pedido ainda não foi analisado pelo Poder Judiciário.
    O g1 montou uma linha do tempo que compila informações divulgadas pela Polícia de Essex e compartilhada por amigos e familiares de Vitória. Confira abaixo.
    Antes de desaparecer
    Antes de chegar ao Reino Unido, a psicóloga Vitória Barreto tinha participado de eventos no Marrocos
    Polícia de Essex/Reprodução
    📆 Janeiro
    Vitória deixou o Brasil para participar do Congresso Internacional de Psiquiatria Social, realizado entre os dias 15 e 17 na cidade de Marraquexe, no Marrocos.
    Depois do evento, ela e o tio, o psiquiatra Adalberto Barreto, ministraram dois cursos presenciais na cidade de Casablanca, também no Marrocos.
    Os dois costumam dar formações e palestras sobre temas vinculados à Terapia Comunitária Integrativa, com base no trabalho realizado na organização Projeto 4 Varas, na periferia de Fortaleza.
    📆 Fevereiro
    Vitória chegou ao Reino Unido no dia 2 de fevereiro. Ela ficou hospedada por cerca de um mês na casa de um amigo, até o dia 1º de março.
    📆 Março
    A partir do domingo, dia 1º de março, Vitória passou a ficar hospedada na casa de Liliane Silva, também psicóloga brasileira e professora na Universidade de Essex, que mora na cidade de Southend-On-Sea, a cerca de 65 quilômetros de Londres.
    Na segunda-feira, dia 2 deste mês, as duas foram até o campus da universidade na cidade de Colchester, percorrendo uma distância de cerca de 1 hora de carro. Enquanto Liliane dava aulas, Vitória ficou na biblioteca estudando e fazendo trabalhos no computador durante a manhã.
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    As duas almoçaram juntas e, no fim da tarde, se reencontraram e voltaram para Southend-On-Sea. Vitória passou a noite com a família de Liliane.
    O desaparecimento
    Região de Brightlingsea, na Inglaterra, onde brasileira Vitória Barreto pegou barco e ficou à deriva
    Essex Police/Reprodução
    📆 3 de março
    A terça-feira seguiria a mesma dinâmica do dia anterior: Vitória ficaria estudando enquanto Liliane dava aulas.
    🕐 Por volta das 7h – Vitória e Liliane foram para a Universidade de Essex.
    🕐 Entre 12h e 13h – Vitória e Liliane almoçaram juntas em um local próximo à universidade.
    🕐 Por volta das 13h – Vitória embarcou no ônibus 87 na via Boundary Road, que circunda vários prédios da Universidade de Essex.
    Para ajudar na identificação, a polícia local divulgou imagens de Vitória dentro de um ônibus que circulava pela região
    Polícia de Essex
    🕐 Por volta das 13h30 – Vitória desceu do ônibus na via Bellfied Avenue, na cidade litorânea de Brightlingsea.
    🕐 Por volta das 14h30 – Imagens de câmera de segurança mostram Vitória na região de Hurst Green, área residencial em Brightlingsea. Nesta imagem, Vitória é vista de pé em uma esquina.
    Na tarde em que desapareceu, Vitória Barreto foi vista por volta das 14h30 na área de Hurst Green
    Polícia de Essex/Reprodução
    🕐 Por volta das 16h45 – Depois de ministrar aulas, Liliane esperava Vitória em local que havia sido combinado entre elas, no campus da universidade. No entanto, a cearense não apareceu, não atendia o telefone nem respondia mensagens.
    Liliane tentou encontrar Vitória no campus por cerca de duas horas, contando com a ajuda de seguranças da universidade. Ela também fez contato com familiares de Vitória, que disseram que a cearense não fez nenhum contato depois das 13h44.
    🕐 Horário não especificado durante a tarde – O morador Justin Francis passeava com o cachorro e estava com a companheira, em Brightlingsea, quando viu uma mulher com a mesma descrição da brasileira e que se apresentou como Vitória.
    Ele afirmou à reportagem da BBC que a mulher se aproximou deles e perguntou se poderia entrar na casa deles, sem explicar o motivo. Somente depois, Francis percebeu que poderia ter ajudado uma pessoa que estava sendo procurada na região.
    Região onde Vitória teria sido vista pulando cerca em direção a estaleiro, na madrugada do dia 4 de março.
    Polícia de Essex/Reprodução
    📆 4 de março
    🕐 Pouco depois da meia-noite – Imagens de câmera de segurança mostram uma pessoa, que a polícia acredita ser Vitória, pulando uma cerca em direção a um estaleiro, perto de uma marina em Brightlingsea.
    🕐 0h16 – Imagens de câmeras de segurança mostram Vitória sozinha perto da marina de Brightlingsea.
    Vitória foi filmada perto da marina de Brightlingsea às 0h16, nas primeiras horas do dia 4 de março
    Polícia de Essex/Divulgação
    🕐 Horário não especificado – Imagens mostradas pela polícia aos familiares de Vitória mostram uma pessoa pegando uma embarcação pequena e remando sozinha. Esta pessoa remou cerca de 100 metros até alcançar um pontão onde havia outras embarcações maiores. A pessoa amarrou o barco próximo a esse pontão e seguiu em direção às embarcações maiores.
    🕐 0h36 – Um barco que estava em um pontão em Brightlingsea foi desamarrado e levado do local. O rádio do barco não estava ligado, e o proprietário só percebeu a ausência dele durante a manhã.
    🕐 Por volta das 8h – A última localização do celular de Vitória indicou uma posição no Mar do Norte. A amiga dela que mora em Fortaleza, a psicóloga Fernanda Silvestre, recebeu esta localização compartilhada pelo aparelho de Vitória.
    Última posição de celular de Vitória apontava localização no Mar do Norte.
    Arquivo pessoal
    🕐 Por volta das 10h30 – O barco que havia sido levado de Brightlingsea foi encontrado em um banco de areia perto da praia de Bradwell. A polícia não encontrou um colete salva-vidas que pertencia à embarcação. O objeto era de cor laranja e de formato semelhante a uma ferradura.
    O motor do barco estava com os fios expostos, com indícios de que Vitória tentou fazer uma ligação direta entre os fios para forçar o funcionamento do motor.
    🕐 13h45 – O namorado de Vitória, Janilson, chegou a Londres. Como a chegada dele já era esperada anteriormente, familiares tinham esperança de que ela ainda fosse até o aeroporto recebê-lo. No entanto, ela não apareceu.
    A mãe de Vitória, Gleyz Barreto, decidiu ir a Londres e desembarcou na mesma data. A ausência de Vitória no aeroporto reforçou a preocupação de familiares e amigos. Depois disso, a Polícia de Essex foi comunicada do desaparecimento.
    📆 9 de março
    🕐 Por volta das 14h – Um morador encontra uma bolsa que corresponde à descrição da que estava sendo utilizada por Vitória no dia do desaparecimento. O objeto, que tinha a inscrição “People Over Profit” (“pessoas acima do lucro”, em tradução livre), foi encontrado em uma área verde perto de Copperas Road.
    A via fica perto da marina de Brightlingsea, onde as imagens de câmera de segurança captaram registros de uma pessoa indo em direção ao estaleiro.
    Buscam continuam
    Polícia investiga região costeira de Brightlingsea, na Inglaterra, onde brasileira Vitória Barreto utilizou barco e desapareceu
    Essex Police/Reprodução
    Na última sexta-feira (13), as buscas chegaram ao décimo dia, com atividades pela região de Bradwell-On-Sea. Ao g1, Liliane Silva afirmou que também foi até esta área com a mãe e o namorado de Vitória, buscando compreender os passos da psicóloga.
    “Nós entendemos que agora, passados 10 dias do desaparecimento dela, ela pode estar voltando ao estado normal de pensamento, de coerência, de raciocínio. Então, ela precisa de espaço seguro para buscar ajuda, para voltar para casa”, comenta a amiga.
    A professora explica que a bolsa encontrada em Brightlingsea, perto de onde ela pegou a primeira embarcação, não continha itens essenciais. Ainda não foram encontrados, por exemplo: o celular, o passaporte, cartões de crédito e o computador dela.
    Não está descartado que todos esses objetos ainda estejam com a cearense. Os familiares foram orientados a não tentar acessar nenhuma das contas de Vitória, como redes sociais ou aplicativos. A intenção é que, se houver tentativa de novo acesso, os investigadores consigam rastrear uma nova localização que leve até ela.
    Ainda conforme Liliane, o governo britânico tem feito o monitoramento de hospitais e também dos acessos de aeroportos, portos e fronteiras terrestres, afirmando que, até o momento, Vitória não deixou o Reino Unido.
    Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
  • Embaixada dos EUA em Bagdá, no Iraque, é alvo de ataque com drones; Trump enviou mais 2,5 mil fuzileiros navais ao Oriente Médio

    Embaixada dos EUA em Bagdá, no Iraque, é alvo de ataque com drones; Trump enviou mais 2,5 mil fuzileiros navais ao Oriente Médio

    Embaixada dos EUA em Bagdá, no Iraque, é alvo de ataque com drones; Trump enviou mais 2,5 mil fuzileiros navais ao Oriente Médio
    Embaixada dos EUA em Bagdá, no Iraque, é alvo de ataque com drones; Trump enviou mais 2,5 mil fuzileiros navais ao Oriente Médio Mais cedo, o governo americano confirmou a morte dos 6 militares a bordo do avião de reabastecimento que caiu no Iraque. Os conflitos no Oriente Médio entram na terceira semana neste sábado (14); guerra não tem previsão de terminar.. EUA e Israel anunciaram uma nova onda de ataques a Teerã, e uma explosão atingiu uma manifestação na capital iraniana. Autoridades disseram que 1 mulher morreu. . Um avião de reabastecimento dos EUA caiu na quinta (12) no espaço aéreo do Iraque. Nesta sexta, as forças norte-americanas disseram que os 6 soldados morreram. . Em meio aos conflitos, os EUA relaxaram sanções à Rússia, para escoar as vendas de petróleo, ainda em alta por conta da guerra. A decisão foi criticada por Zelensky.. Ataque com drones atinge embaixada dos EUA em Bagdá neste sábado (14). Fmaça foi vista saindo de complexo diplomático.
  • Quantas pessoas morreram na guerra de EUA e Israel contra o Irã?

    Quantas pessoas morreram na guerra de EUA e Israel contra o Irã?

    Quantas pessoas morreram na guerra de EUA e Israel contra o Irã?
    Foto de menino acenando pra antes de morrer em ataque no Irã viraliza
    Pelo menos 2 mil pessoas foram mortas no Oriente Médio desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro.
    Segundo balanço divulgado pela agência de notícias Reuters, após duas semanas de confrontos, 12 países tiveram vítimas fatais.
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    Além do Irã, que tem cerca de 1,3 mil mortes confirmadas, o Líbano, contabiliza 773 mortos. O país foi arrastado para o conflito após ataques do grupo terrorista Hezbollah em apoio ao governo iraniano.
    Confira abaixo:
    Irã
    O número mais recente de mortos, divulgado pela mídia estatal na segunda-feira (9), era de pelo menos 1.270 pessoas.
    No entanto, o embaixador do Irã na ONU falou, dias antes, que pelo menos 1.332 pessoas haviam sido mortas desde o início da guerra.
    Não está claro se esses números incluem as 104 pessoas que foram mortas no ataque dos EUA a um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka no dia 4 de março.
    Pessoas carregam caixões no funeral das vítimas após um ataque a uma escola, em meio ao conflito EUA-Israel com o Irã, em Minab, Irã, 3 de março de 2026
    Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA
    Israel
    Doze pessoas morreram, incluindo 9 em um ataque com mísseis iranianos contra Beit Shemesh, perto de Jerusalém, no dia 1º de março, segundo o serviço de ambulâncias de Israel.
    Dois soldados israelenses foram mortos no sul do Líbano.
    Líbano
    Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde do Líbano nesta sexta-feira (13), o número de mortos no país subiu para 773 desde o início da guerra, incluindo mais de 100 crianças.
    Estados Unidos
    Treze militares dos EUA foram mortos. Segundo o Exército americano, 6 tiveram suas mortes confirmadas nesta sexta-feira (13), após a queda de uma aeronave militar americana no Iraque, enquanto outros 7 morreram em combate durante as operações contra o Irã.
    Avião dos EUA cai no espaço aéreo do Iraque
    Emirados Árabes Unidos
    Seis pessoas morreram em ataques iranianos, segundo o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos.
    Kuwait
    As autoridades do país relataram 6 mortes: duas pessoas mortas em ataques iranianos, dois oficiais do Ministério do Interior e dois soldados do Exército.
    Síria
    Quatro pessoas morreram quando um míssil iraniano atingiu um prédio na cidade de Sweida, no sul da Síria, em 28 de fevereiro, informou a agência de notícias estatal SANA.
    Omã
    Duas pessoas morreram em um ataque com drone em uma zona industrial na província de Sohar, marcando as primeiras fatalidades dentro do país. Antes do conflito eclodir, o país havia sediado negociações entre os EUA e o Irã.
    Uma terceira pessoa morreu quando um projétil atingiu um navio-tanque na costa de Mascate, disse o gerente da embarcação.
    Bahrein
    Duas pessoas morreram em dois ataques distintos realizados pelo Irã, sendo o mais recente contra um prédio residencial na capital Manama, de acordo com o Ministério do Interior.
    Arábia Saudita
    Duas pessoas morreram quando um projétil caiu em uma área residencial na cidade de Al-Kharj, a sudeste da capital Riade.
    França
    Um soldado francês foi morto e outros seis ficaram feridos após um ataque com drone no norte do Iraque, onde ministravam treinamento antiterrorista.
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  • Agricultor que achou possível petróleo ao furar poço no Ceará recebe ofertas para vender sítio onde líquido foi encontrado

    Agricultor que achou possível petróleo ao furar poço no Ceará recebe ofertas para vender sítio onde líquido foi encontrado

    Agricultor que achou possível petróleo ao furar poço no Ceará recebe ofertas para vender sítio onde líquido foi encontrado
    Agricultor que encontrou possível jazida de petróleo no Ceará aguarda análise da ANP
    Após encontrar um líquido parecido com petróleo ao perfurar um poço em busca de água no sítio onde mora, em Tabuleiro do Norte, o agricultor Sidrônio Moreira afirma que tem recebido propostas de compra das terras onde a possível jazida está (assista acima).
    Sidrônio vive com a esposa e dois filhos no Sítio Santo Estevão, de cerca de 48 hectares, herdado do pai. Ele encontrou o líquido escuro ao perfurar dois poços, tentando driblar a seca da região. A localidade onde mora, chamada de Baixa do Juazeiro, fica a cerca de 35 quilômetros da sede do município.
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    Vídeo mostra agricultor encontrando possível poço de petróleo no Ceará
    “Muita gente ofereceu para comprar o terreno. Quando eles falam em comprar o terreno, eu corto a ligação, porque não [quero] vender mesmo. Espero que esse andamento saia logo do papel, que se resolva, porque a gente precisa de um poço para nós aqui”, comentou Sidrônio.
    Agricultor recebe propostas de compra das terras onde mora após achar possível petróleo nelas.
    Gabriela Feitosa/g1
    Desde que o líquido preto apareceu no primeiro poço, o aposentado recebe muitas visitas. A mais aguardada, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), só aconteceu nesta quinta-feira (12), sete meses após a notificação. Agora, a família espera o laudo da ANP para saber se é mesmo petróleo.
    O g1 foi até a casa de Sidrônio para conhecer a rotina da família após a descoberta. Eles dependem de uma adutora, de carros-pipa e ainda gastam cerca de R$ 100 por mês com água mineral.
    Mesmo assim, a água não é suficiente. Sidrônio precisou vender animais e reduzir as plantações por causa da falta de abastecimento. Apesar das dificuldades e das ofertas, ele não pensa em sair das terras onde mora há 20 anos.
    Sidrônio e esposa recebem equipe do g1 em visita a Tabuleiro do Norte, interior do Ceará.
    Gabriela Feitosa/g1
    Encontro por acaso
    IFCE investiga possível descoberta de petróleo durante escavação de poço de água no Ceará
    A substância semelhante a petróleo foi encontrada em novembro de 2024 enquanto o agricultor perfurava o solo em busca de água para abastecimento de animais da sua propriedade, na localidade de Sítio Santo Estevão.
    Um vídeo gravado pela família em novembro de 2024 mostra o momento em que Sidrônio e a equipe contratada furam o primeiro poço. Em determinado momento, um líquido escuro emerge do buraco e o agricultor chega a comemorar, pensando se tratar de água. Semanas mais tarde, porém, a família descobriu que o líquido pode ser petróleo.
    📍Localizado a cerca de 210 quilômetros de Fortaleza, Tabuleiro do Norte fica na divisa com o Rio Grande do Norte e faz parte da região do Vale do Jaguaribe. A região fica próxima à Bacia Potiguar, uma área de exploração de petróleo localizada entre o Ceará e o Rio Grande do Norte. Tabuleiro do Norte não está inserido em nenhum bloco de exploração de petróleo, mas a localidade onde a substância foi descoberta está a apenas 11 quilômetros do bloco de exploração mais próximo.
    A família e o IFCE procuraram a ANP ainda em julho de 2025 informando da descoberta, mas desde então a agência não havia respondido. Somente no dia 25 de fevereiro o órgão se manifestou, respondendo a um pedido de informação do g1. Na comunicação, a agência disse que iria abrir um procedimento administrativo para investigar o caso, mas que não há data de conclusão.
    Mesmo que o petróleo seja confirmado, o agricultor não poderá comercializar o combustível, uma vez que, no Brasil, riquezas encontradas no subsolo pertencem à União. Conforme a legislação brasileira, a ANP deverá confirmar se a substância é de fato petróleo; mesmo se for confirmado, o dono do terreno não poderá extrair nem vender o combustível.
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    Vídeo mostra agricultor encontrando possível poço de petróleo ao perfurar em busca de água
    Vídeo mostra momento em que agricultor encontra possível poço de petróleo por acidente ao perfurar solo em Tabuleiro do Norte (CE)
    Reprodução
    ⛽O que acontece agora?
    As análises feitas pelo IFCE e Ufersa confirmaram que o líquido encontrado em Tabuleiro do Norte é um tipo de hidrocarboneto que, em termos de densidade, viscosidade, cor e cheiro, se assemelha ao petróleo encontrado nas redondezas. Apesar disso, somente após análise de um laboratório credenciado pela ANP será possível afirmar se a substância realmente é petróleo.
    Após a descoberta de uma possível jazida de petróleo e a notificação da ANP, o órgão deve iniciar uma série de procedimentos para averiguar as condições da área, como o subsolo, o tamanho do poço e a composição química do líquido.
    O território do município de Tabuleiro do Norte não está inserido em nenhum bloco de exploração de petróleo, no entanto, a localidade onde a substância foi descoberta está a apenas 11 quilômetros de distância do bloco de exploração mais próximo, o que, somado ao resultado da pesquisa do IFCE, sugere a possibilidade de realmente haver petróleo na região.
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    A descoberta de petróleo não significa necessariamente que a exploração da área seja possível ou financeiramente vantajosa. Após a confirmação e delimitação das jazidas, a ANP divide a região em blocos de exploração, que serão leiloados para empresas realizarem a exploração de petróleo.
    Muitas vezes, uma área já mapeada e liberada para exploração pela ANP não atrai interesse de investidores devido ao tamanho da jazida, à dificuldade de extração, ao custo da instalação da operação ou mesmo à baixa qualidade do petróleo, o que exigiria mais gastos no processo de refino.
    Agricultores furaram poço em busca de água e encontraram substância semelhante a petróleo, em Tabuleiro do Norte (CE)
    Reprodução
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