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  • Cerca de 300 mil multas feitas por radares ‘escondidos’ são questionadas pelo MP

    Cerca de 300 mil multas feitas por radares ‘escondidos’ são questionadas pelo MP

    Cerca de 300 mil multas feitas por radares ‘escondidos’ são questionadas pelo MP
    Secretaria de Trânsito de Goiânia começa a atualizar lista de radares da capital
    Cerca de 300 mil multas registradas por radares instalados de forma irregular em Goiânia estão sendo questionadas após uma denúncia feita pelo vereador Sanches da Federal (PP) ao Ministério Público e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Ao g1, o vereador informou que alguns equipamentos estão “escondidos” e mal sinalizados, algo que viola as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
    Ainda de acordo com o vereador, um ofício feito pela Câmara de Vereadores questionando os equipamentos foi enviado à Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) em outubro de 2025, mas, como não teve retorno, o vereador informou que realizou a denúncia ao MP em janeiro deste ano.
    O g1 tentou entrar em contato com a SET para pedir um posicionamento sobre as possíveis irregularidades e saber se o órgão foi notificado sobre a denúncia, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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    Segundo o vereador, os radares mencionados na ação foram instalados em abril de 2025, durante a gestão do prefeito da capital, Sandro Mabel (UB). Os novos equipamentos foram instalados após o contrato com a antiga empresa responsável ser suspenso. De acordo com Sanches, parte da instalação dos novos equipamentos foi feita de forma irregular.
    “Eles não estavam cumprindo a Resolução 798 de 2020 do Contran por diversos aspectos. Essa regulamentação, ela fala de que precisa ter a placa de fiscalização eletrônica em um determinado espaço de tempo, de distância, que é de 100 a 300 metros. Ela fala também que os radares não podem estar velados ou obstruídos por alguma árvore, poste”, explicou.
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    Além disso, o vereador também pontuou que falta transparência sobre a localização dos equipamentos. Segundo o regulamento do Contran, os pontos com radares precisam estar disponíveis para consulta no site do órgão municipal responsável, algo que não foi realizado à época da denúncia, mas que Sanches contou que está sendo regularizado aos poucos.
    “No site da SET tem a página, mas não tem os locais. Isso eu fiz em outubro do ano passado. E aí agora, este ano, eles começaram a regularizar algumas coisas. Então, aos poucos, eles estão fazendo, colocando algumas placas, eles estão colocando no site alguns endereços”, afirmou.
    Mesmo assim, o vereador declarou que as multas aplicadas antes da regularização podem ser anuladas e fez esse pedido no documento da denúncia, junto ao pedido de ressarcimento aos motoristas que tenham sido autuados com as irregularidades.
    O que diz a lei
    A Resolução nº 798/2020 do Contran define regras sobre a instalação de radares, incluindo os fixos em perímetro urbano. A norma pontua que os equipamentos não podem estar afixados em: árvores, marquises, passarelas, postes de energia elétrica ou qualquer outra obra de engenharia, instalados de forma “velada” ou “não ostensiva”.
    O regulamento também impõe: “O órgão ou entidade com circunscrição sobre a via deve dar publicidade, por meio do seu site na rede mundial de computadores, antes do início de sua operação”.
    “O fato é que em 2025 houve mais de 300 mil multas por radar, que geraram de financeiro, pago ou ainda não pago, mais de R$ 40 milhões. E essas multas todas estavam irregulares, inconsistentes, porque elas não estão com o local do radar fixo no site do órgão”, explicou Sanches.
    Denúncia
    Ao g1, o Ministério Público informou que a denúncia foi feita no dia 12 de janeiro. No dia 15 do mesmo mês, a Promotoria solicitou informações à Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), incluindo estudos técnicos, certificados e outros documentos, mas o pedido foi ignorado.
    O órgão fez uma nova solicitação no dia 23 de fevereiro, mas pontuou que ainda aguardava uma resposta da SET até a última atualização desta reportagem para analisar o caso e tomar as devidas providências.
    Para Sanches, há várias perguntas que constam no requerimento e devem ser respondidas.
    “Quando, onde estão os radares? Cadê no site? Em qual local eles colocaram? Cadê o estudo técnico? Essas questões. Justamente as solicitações legais da resolução”, destacou.
    Radar de fiscalização no trânsito de Goiânia
    Wildes Barbosa/O Popular
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  • A doença que não dói: nova era no cuidado restaura possibilidades para gordura no fígado

    A doença que não dói: nova era no cuidado restaura possibilidades para gordura no fígado

    A doença que não dói: nova era no cuidado restaura possibilidades para gordura no fígado
    Divulgação
    Silenciosa¹ e muito mais comum do que parece, a gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, voltou ao centro do debate com os avanços da ciência sobre o tratamento da doença. Estimativas indicam que cerca de um em cada três adultos no país pode ter a condição, proporção que chega a ser muito maior entre pessoas com excesso de peso e diabetes². A preocupação: sem cuidado, o quadro pode evoluir para complicações graves³. A boa notícia: uma nova era de abordagens de cuidado direcionado traz evidência robusta de que é possível mudar essa realidade.
    Mas por que o tema parece estar na moda? “A compreensão do excesso de peso como doença crônica e a chegada de novas possibilidades de tratamento eficaz ampliaram o foco para órgãos-alvo, como o fígado”, esclarece Fernanda Canedo (CRM/PR 38481), hepatologista e gerente médica da Novo Nordisk, multinacional farmacêutica. “A esperança vem do que aprendemos na última década. Hoje falamos em novas abordagens de cuidado direcionado baseadas em ciência, do acompanhamento multidisciplinar e programas estruturados de mudança de estilo de vida a opções terapêuticas com evidência clínica para controle do peso e de doenças associadas. São estratégias que, quando bem indicadas e monitoradas, apresentam novos resultados e benefícios indiscutíveis aos pacientes”, ressalta.
    Condição silenciosa
    O fígado sofre em silêncio, pois esse órgão não possui terminações nervosas de dor como outras partes do corpo⁴. Na maioria das pessoas, a gordura vai se acumulando por anos, sem provocar sintomas claros. A hepatologista adverte que, quando algum desconforto aparece, como cansaço ou sensação de peso abdominal, muitas vezes, a doença já está em estágio mais avançado¹.
    Quanto mais cedo, melhor: como identificar e cuidar da gordura no fígado
    Não esperar pelos sintomas: exames de sangue, ultrassom, testes não invasivos de fibrose (como o FIB-4) e elastografia ajudam a identificar a gordura no fígado e estimar riscos a partir de dados simples;
    Buscar cuidado personalizado: o acompanhamento contínuo com um médico, com metas realistas, faz a diferença. Mesmo perdas de peso modestas já trazem benefício clínico mensurável para o fígado;
    Somar novas abordagens ao cuidado: há tratamentos com evidência científica que não substituem dieta e mudanças no estilo de vida, mas podem ajudar quando bem indicados pelo médico.
    Os sinais de alerta, segundo a especialista, passam por fatores de risco conhecidos, como excesso de peso, circunferência abdominal aumentada, pré-diabetes e diabetes tipo 2, colesterol e triglicerídeos elevados, apneia do sono e histórico familiar³ de problemas no fígado. “O recado é simples: nesses casos, vale conversar cedo com o médico, mesmo que você se sinta bem”, aponta a hepatologista. Importante sempre consultar um profissional de saúde.
    7 sinais para conversar com o médico
    Um ou mais fatores de risco, como excesso de peso, circunferência abdominal aumentada, pré-diabetes ou diabetes tipo 2, colesterol e triglicerídeos elevados, apneia do sono, hipertensão, histórico familiar de gordura no fígado ou cirrose³;
    Alterações em exames de rotina: testes hepáticos (TGO/AST, TGP/ALT, GGT) alterados ou achados incidentais de esteatose hepática em ultrassom¹, independente do grau;
    Cansaço persistente sem explicação aparente¹;
    Aumento da circunferência abdominal mesmo sem grande ganho de peso³;
    Ronco alto e pausas na respiração durante o sono, que são sintomas de apneia do sono⁶;
    Sinais de resistência à insulina, como acantose nigricans (manchas escurecidas na pele, geralmente no pescoço ou axilas)¹;
    Consumo de bebidas alcoólicas: mesmo quando o álcool não é a causa principal, ele pode agravar o quadro. Vale conferir o padrão de consumo com o médico⁶.
    O alerta é importante, pois grande parte dos casos aparece “por acaso”, em exames de rotina ou em ultrassom solicitado por outro motivo⁵ . E, sem cuidado, casos mais graves podem evoluir para câncer e necessidade de transplante, e riscos além do fígado, incluindo problemas no coração⁵ .
    O papel da ciência e da inovação
    Com décadas de pesquisa em doenças metabólicas e investimento contínuo em inovação, a Novo Nordisk atua para transformar conhecimento científico em soluções de saúde. A companhia dinamarquesa com atuação global destaca a importância de novas abordagens de cuidado direcionado baseadas em ciência e do acesso a opções de tratamento com evidência clínica, que podem apoiar médicos e pacientes no manejo do risco metabólico e da gordura no fígado.
    “Seguimos apostando continuamente em inovação para ampliar essas possibilidades. Sem substituir a orientação médica, nosso papel é contribuir com ciência, educação e opções para impulsionar mudanças em saúde que façam a diferença na vida das pessoas”, finaliza Canedo.
    Saiba mais sobre gordura no fígado aqui.
    Procure um profissional de saúde para orientação, diagnóstico e decisões sobre tratamento.
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    BR26NNM00025 / Fevereiro 2026
    Material destinado a público geral.
    Referências:
    1. Chalasani N, Younossi Z, Lavine JE, et al. AASLD Practice Guidance on the clinical assessment and management of non-alcoholic fatty liver disease. Hepatology. 2023;77(5):1797-1835.
    2. Younossi ZM, et al. Global epidemiology of nonalcoholic fatty liver disease. Hepatology. 2023 Apr;77(4):1335–1347.
    3. European Association for the Study of the Liver (EASL); European Association for the Study of Diabetes (EASD); European Association for the Study of Obesity (EASO). EASL–EASD–EASO Clinical Practice Guidelines on the management of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD). J Hepatol. 2024;81(1):126–180.
    4. Treede RD, Rief W, Barke A, et al. Chronic pain as a symptom or a disease: the IASP Classification of Chronic Pain for the ICD-11. Pain. 2019;160(1):19–27.
    5. Younossi ZM, Golabi P, de Avila L, et al. The global epidemiology of NAFLD and NASH in patients with type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis. J Hepatol. 2019;71(4):793–801.
    6. Musso G, Cassader M, Olivetti C, Rosina F, Gambino R. Association of obstructive sleep apnoea with the presence and severity of non-alcoholic fatty liver disease: a systematic review and meta-analysis. Hepatology. 2013;57(3):1396–1407.
    7. McPherson S, Hardy T, Dufour JF, et al. Age as a confounding factor for the accurate non-invasive diagnosis of advanced NAFLD fibrosis. Hepatology. 2017;65(5):1455–1465.
    8. Vilar-Gomez E, Martinez-Perez Y, Calzadilla-Bertot L, et al. Weight loss through lifestyle modification significantly reduces features of NASH and fibrosis. Gastroenterology. 2015;149(2):367–378.
  • Parceria garante R$ 10 milhões para ampliar Programa de Aquisição de Alimentos no Piauí

    Parceria garante R$ 10 milhões para ampliar Programa de Aquisição de Alimentos no Piauí

    Parceria garante R$ 10 milhões para ampliar Programa de Aquisição de Alimentos no Piauí
    Recursos serão utilizados na distribuição de alimentos da agricultura familiar.
    Geirlys Silva
    O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Piauí contará com um investimento de cerca de R$ 10 milhões do governo federal. O recurso será destinado à ampliação da compra de alimentos produzidos pela agricultura familiar, destinados à rede socioassistencial. O alinhamento da parceria ocorreu durante reunião entre a secretária da Agricultura Familiar do Piauí, Rejane Tavares, e a secretária de Segurança Alimentar do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Lilian Rahal.
    No Piauí, o programa é executado pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) e consiste na compra de alimentos da agricultura familiar, com doação simultânea para entidades da rede socioassistencial, como Centros de Referência em Assistência Social (Cras), cozinhas solidárias, instituições beneficentes, entre outras.
    O recurso será aplicado na compra de alimentos in natura ou processados, na aquisição de leite e também em produtos oriundos do trabalho das quebradeiras de coco babaçu. Segundo a secretária Lilian Rahal, a ação fortalece a política de aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar.
    “A gente vai ter leite circulando, alimentos comprados da agricultura familiar chegando em várias entidades. O objetivo é seguir com esse compromisso de manter o Brasil fora do mapa da fome e garantir a segurança alimentar da nossa população”, afirmou.
    Para a secretária da Agricultura Familiar do Piauí, Rejane Tavares, o investimento representa um avanço tanto na garantia de alimentação para quem mais precisa quanto no fortalecimento da renda das famílias agricultoras.
    Recurso será utilizado nas aquisições do PAA Leite.
    Geirlys Silva
    “Com essa ampliação de recursos, teremos condições de atender mais grupos, ampliar o número de cozinhas solidárias beneficiadas e fortalecer programas como o PAA Leite. Isso garante alimentos para crianças, idosos e mulheres gestantes, além de apoiar cada vez mais comunidades que dependem dessas ações”, explicou.
    Rejane destacou ainda o impacto direto da política pública para os agricultores familiares. “Esses recursos são muito importantes para o agricultor familiar, porque melhoram a renda e ampliam também o número de agricultores beneficiados no programa, assim como o número de comunidades atendidas”, completou.
  • Teste de ligação Bingen–Quitandinha, em Petrópolis, ainda não tem autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres

    Teste de ligação Bingen–Quitandinha, em Petrópolis, ainda não tem autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres

    Teste de ligação Bingen–Quitandinha, em Petrópolis, ainda não tem autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres
    Moradores afirmam que o bairro não tem estrutura para receber o aumento do fluxo de veículos previsto com o desvio
    Associação de Moradores do bairro Amazonas
    O teste operacional da ligação viária entre os bairros Bingen e Quitandinha, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, anunciado pela prefeitura para começar em março, ainda depende de autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
    Desde que a proposta foi divulgada, moradores dos bairros Amazonas e Parque São Vicente têm demonstrado preocupação com os impactos da medida.
    Durante uma audiência pública conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF), que discutia a concessão da BR-040, a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) foi questionada sobre as autorizações necessárias para a realização do teste.
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    Na ocasião, o órgão informou que ainda não havia recebido a liberação da ANTT e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
    O teste havia sido anunciado pela prefeitura no fim de fevereiro, com previsão de início após o Carnaval. A proposta prevê a implantação de uma faixa reversível na BR-040 para ligar o Bingen ao Quitandinha, com funcionamento experimental por duas horas diárias, entre 17h e 19h, horário de maior fluxo.

    Em nota enviada ao g1 nesta terça-feira (11), a ANTT informou que recebeu a solicitação da prefeitura para alteração operacional no trecho da BR-040, mas que o pedido ainda está em análise técnica. Segundo a agência, até o momento não foi concedida autorização para a implementação da medida.
    A Polícia Rodoviária Federal informou que concedeu autorização para a realização do teste e que o período experimental servirá para levantar dados sobre a viabilidade da mudança na configuração do tráfego.
    Já a prefeitura afirmou que o processo de formalização das autorizações junto à ANTT e à PRF está em andamento e que os testes somente serão iniciados após a conclusão dessas etapas e a liberação oficial dos órgãos responsáveis pela rodovia federal.
    Ligação Bingen-Quitandinha
    Arquivo / Inter TV
    Moradores questionam impacto no bairro
    Desde o anúncio do projeto, moradores da comunidade do Amazonas têm criticado a proposta. Em nota, a associação de moradores afirma que o bairro não tem estrutura para receber o aumento do fluxo de veículos previsto com o desvio.
    Segundo a entidade, as ruas não possuem calçadas adequadas, manutenção regular, sinalização eficiente nem redutores de velocidade. Os moradores também destacam que crianças e idosos utilizam diariamente espaços como o parquinho e a quadra comunitária, que ficam próximos à via.
    A associação afirma ainda que o bairro abriga equipamentos públicos importantes, como o CRAS Quitandinha e uma unidade do Programa de Saúde da Família, além de minas d’água utilizadas por moradores que ainda não têm abastecimento encanado.
    Para os moradores, trazer o fluxo de veículos de uma rodovia federal para dentro da comunidade pode colocar a população em risco. Eles também questionam a ausência de circulação de ônibus na rota experimental e perguntam como ficarão os usuários do transporte público durante o período de testes.

  • Por que as pessoas estão abandonando os fones de ouvido sem fio?

    Por que as pessoas estão abandonando os fones de ouvido sem fio?

    Por que as pessoas estão abandonando os fones de ouvido sem fio?
    Fones de ouvido
    Serenity Strull/Getty Images via BBC
    Quando a Apple eliminou a entrada de fones dos iPhones em 2016, eu entrei em modo de resistência. Não ia deixar uma gigante ditar meus hábitos de escuta, então comprei um Android e me mantive firme no cabo.
    Porém, meu celular deu seu último suspiro exatamente no mesmo mês em que o Google — um dos últimos resistentes — anunciou que também tiraria a entrada de fones de seus aparelhos.
    Parecia um sinal cósmico de derrota. Então voltei para o iPhone, joguei meus fones com fio na gaveta e me juntei às hordas do Bluetooth.
    Pode ser que eu tenha desistido cedo demais.
    Recentemente, um movimento discreto vem crescendo, baseado em uma verdade controversa: fones de ouvido com fio são melhores do que os de Bluetooth. As vendas dispararam nos últimos meses.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Talvez os consumidores tenham percebido que, muitas vezes, conseguem obter um som de melhor qualidade, e pelo mesmo preço, com um modelo com fio — mas esse não é um movimento apenas entre os audiófilos, aquelas pessoas muito exigentes com a qualidade do som.
    Os fones com fio viraram uma tendência cultural, um ressurgimento que alguns associam a uma reação maior contra a tecnologia.
    Seja por motivos práticos, políticos ou estéticos, uma coisa é clara: os fones com fio estão de volta.
    “Eu me converti”, diz Aryn Grusin, assistente social de Portland, no Oregon, nos EUA, apaixonada por fones com fio.
    Há alguns meses, ela pegou emprestado o par de fones antigos do noivo e nunca mais voltou atrás. “Acho simplesmente reconfortante. Gosto de mostrar ao mundo que estou ouvindo alguma coisa.”
    Grusin não está sozinha. Depois de cinco anos seguidos de queda, as compras de fones de ouvido com fio explodiram na segunda metade de 2025, segundo a empresa de análise Circana, e a receita com fones com fio cresceu 20% nas primeiras seis semanas de 2026.
    “Parece que muita gente está meio que se voltando contra a tecnologia porque ela está ficando avançada demais”, diz Grusin.
    “Acho que existe um sentimento coletivo de: ‘não gosto do rumo que isso está tomando’, e estamos todos voltando para o último lugar onde nos sentíamos confortáveis.”
    ‘Está virando uma questão de classe social’
    A qualidade do som pode ser uma grande vantagem da vida com fio, diz Chris Thomas, editor especial do site de avaliações de fones SoundGuys. “Essa é a tecla na qual venho batendo há muitos anos”, afirma.
    Segundo Thomas, os fones sem fio melhoraram muito, mas os melhores geralmente vêm de marcas de nicho voltadas para audiófilos.
    Quando se trata de produtos mais populares, daqueles que você encontra em uma loja de eletrônicos, ele diz que você consegue um som melhor pelo mesmo valor se optar por uma boa opção com fio.
    Além disso, mesmo os melhores fones Bluetooth podem não entregar seu desempenho máximo por causa de conexões ruins ou problemas de compatibilidade com o seu dispositivo.
    “Com um fio, você simplesmente conecta e funciona”, diz Thomas.
    Mas a qualidade sonora não basta para explicar a tendência.
    De alguma forma, o Bluetooth parece ter se tornado profundamente pouco atraente. Não acredite só em mim. Pergunte à atriz e diretora Zoë Kravitz.
    “Bluetooth não funciona”, disse Kravitz em uma entrevista recente — e não é só com fones de ouvido, mas com conexões Bluetooth em geral.
    “Está estragando momentos importantes. Imagine quantas vezes você está com alguém em um encontro, tentando criar um clima, e então precisa ‘esquecer a rede’. Em um encontro!”
    Na verdade, fones de ouvido com fio viraram agora um acessório de moda indispensável em alguns círculos.
    Há até uma conta popular no Instagram sobre o assunto chamada Wired It Girls (algo como “as it girls dos fones com fio”), dedicada a mulheres que parecem chiques e despreocupadas com os cabos pendurados nas orelhas — de pessoas comuns a celebridades como as cantoras Ariana Grande e Charli XCX.
    Os fones de ouvido com fio se tornaram tão onipresentes entre ricos e famosos que alguns já veem esses emaranhados de plástico e metal como um símbolo cultural.
    Um usuário de redes sociais publicou um tuíte viral com fotos dos atores Robert Pattinson e Lily‑Rose Depp usando fones com fio. “Está virando uma questão de classe”, escreveu. “Usar fones sem fio 24 horas por dia me diz que você não é dono de terras.”
    Claro, há algo libertador em ouvir música sem estar preso a um cabo. Mas as baterias acabam justamente no pior momento. Os minúsculos fones do tipo earbuds (intra-auriculares) se perdem. Os dispositivos não emparelham.
    “As pessoas dizem que é mais fácil, mas nunca parece mais fácil para mim”, diz Ailene Doloboff, uma editora de diálogos na indústria cinematográfica em Los Angeles, nos EUA. “Com Bluetooth sempre tem uma etapa a mais.”
    Os fones de ouvido com fio entram para uma lista de tecnologias aparentemente obsoletas que voltaram com força nos últimos anos, justamente quando mergulhamos na próxima era digital.
    Pessoas jovens e mais velhas estão adotando produtos retrô como DVDs, fitas cassete, antigas TVs de tubo e até máquinas de escrever. Em um show recente, vi um cara na plateia gravando o espetáculo não com um celular, mas com uma câmera de filme 16 mm dos anos 1970.
    “Não sei por quê, mas todos nós, coletivamente, tivemos essa virada. Acho que a presença da IA está deixando as pessoas mais inquietas”, diz Grusin.
    “O que é irônico, de certa forma. Fico desconfortável com a tecnologia e então quero usar outra tecnologia. Mas talvez os fones com fio sejam o mais perto do analógico que conseguimos chegar.”
    O problema dos adaptadores
    Se você optar por usar fones com fio, a questão passa a ser como conectá-los.
    Mas hoje já é possível comprar fones com fio que vêm com conexão USB ou Lightning integrada. Ou então usar fones com o tradicional conector de 3,5 mm por meio de um adaptador para a porta de carregamento.
    A Apple removeu a entrada de fones de ouvido de seus telefones em 2016, com o lançamento do iPhone 7, o que muitos viram como o fim da escuta com fio.
    Mas nem mesmo a Apple abandonou totalmente os fones com fio. “Ah, nós ainda vendemos esses”, disse o diretor-executivo da empresa, Tim Cook — o homem que acabou com a entrada de fones nos celulares — à minha colega da BBC Zoe Kleinman há alguns anos. “As pessoas ainda compram.”
    Fui a uma loja da Apple no caminho de casa depois do trabalho para comprar um par barato com fio e conexão USB. Um funcionário me disse que tem vendido mais fones com fio do que nunca.
    Passei alguns dias usando os fios. Gostei da sensação. Estar ligado ao meu dispositivo me fazia sentir um pouco mais presente ao ouvir, e eles também ficaram mais confortáveis nos meus ouvidos do que os fones mais pesados do meu conjunto Bluetooth.
    Mas nosso relacionamento foi curto.
    Nunca perdi meu par de fones Bluetooth. O estojo dos meus AirPods é volumoso o suficiente para que eu sempre perceba quando não está comigo.
    Já os fones com fio, leves como uma pluma, não. Eles escaparam do meu bolso em algum lugar nas ruas do meu bairro. Espero que tenham encontrado um lar mais amoroso.
    Determinado, pensei que um upgrade talvez me tornasse mais cuidadoso. Então, visitei uma loja especializada em fones de ouvido em Nova York chamada Audio 46, escondida em uma estreita fachada comercial.
    Delaney Czernikowski, que faz avaliações de fones para o site da empresa, me recebeu no balcão.
    “Muita gente está aderindo à tendência. Eles chegam dizendo: ‘Acho que fones com fio são melhores, quero experimentar’”, diz Czernikowski.
    “Mas às vezes ficam preocupados em perder a conveniência do Bluetooth. Eu digo que o Bluetooth pode ser muito bom — você não precisa abrir mão disso.”
    Czernikowski me deixou experimentar alguns dos fones Bluetooth mais sofisticados da loja, com uma qualidade de som incrível — e preços igualmente impressionantes. Eram suficientes para fazer até os audiófilos mais devotos babarem.
    “Mas, para ser justa, os fones com fio — muitos deles — são melhores e há muito mais opções para escolher”, diz ela. “E eles têm qualidades superiores que não ficam limitadas pela necessidade de ter tecnologia Bluetooth dentro deles.”
    Eu pretendia comprar algo barato. Com cerca de um minuto de conversa, porém, Czernikowski me convenceu a experimentar um par ao preço de US$ 130 (R$ 675) de uma marca chinesa especializada, com um cabo grosso, bonito e trançado.
    “Não faça concessões”, diz ela. Eles soam excelentes pelo preço, mas a BBC não recomenda produtos como parte do seu compromisso com a imparcialidade. Então, você terá que fazer sua própria pesquisa.
    Entreguei meu cartão de crédito, comprei um maldito adaptador USB para usar com os fones e saí para a rua para plugá-los.
  • Forças de Israel retiram acusações contra soldados acusados ​​de abusar sexualmente de detento palestino

    Forças de Israel retiram acusações contra soldados acusados ​​de abusar sexualmente de detento palestino

    Forças de Israel retiram acusações contra soldados acusados ​​de abusar sexualmente de detento palestino
    Ativistas de extrema direita protestam do lado de fora da prisão de Sde Teiman, em Israel, contra a detenção de cinco soldados acusados de abusar sexualmente de prisioneiro palestino, em 29 de julho de 2024
    Jill Gralow/Arquivo
    As forças militares israelenses anunciaram nesta quinta-feira (12) que retiraram as acusações contra cinco soldados acusados ​​de abusar sexualmente de um detento palestino, em um ataque que teria sido parcialmente filmado.
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    A decisão encerrou um caso que dividiu profundamente o país desde a prisão dos soldados em julho de 2024, após o episódio ocorrido na notória prisão militar de Sde Teiman.
    A detenção dos soldados israelenses provocou a ira de membros do governo de extrema direita e de ultranacionalistas radicais, que invadiram violentamente a prisão em protesto.
    O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, comemorou o anúncio desta quinta, enquanto grupos de direitos humanos acusaram os militares de acobertar um dos casos mais graves de abuso na rede de prisões do país em tempos de guerra.
    Sde Teiman foi criada após 7 de outubro de 2023 para abrigar palestinos detidos em Gaza durante a guerra de Israel contra o grupo militante Hamas.
    Israel afirma que mais de 70 mil palestinos foram mortos em Gaza
    A instalação secreta rapidamente ganhou notoriedade à medida que funcionários e palestinos libertados da detenção descreviam cenas de abuso e tortura. Essas alegações ganharam força depois que a imprensa israelense exibiu um vídeo vazado que parecia mostrar soldados agredindo sexualmente um prisioneiro palestino.
    Os soldados foram acusados ​​de arrastar o palestino pelo chão, eletrocutá-lo com uma arma de choque e agredi-lo sexualmente, esfaqueando-o no reto e causando-lhe múltiplos ferimentos, segundo a acusação. Ele foi levado a um hospital israelense com costelas fraturadas e traumatismo contuso no abdômen e no tórax, e passou por uma cirurgia para tratar uma perfuração retal antes de retornar à prisão.
    Vazamento indevido
    Os procuradores militares alegaram que as acusações foram retiradas porque o vídeo não mostrava abusos violentos o suficiente para justificar uma condenação criminal porque e havia sido vazado indevidamente para a mídia.
    O texto da decisão acrescenta que a vítima já havia sido libertada e retornado a Gaza, criando uma “ausência de certeza” de que ele poderia testemunhar em um julgamento.
    “O procurador-geral militar de Israel acaba de dar licença para que seus soldados estuprem – contanto que a vítima seja palestina”, disse Sari Bashi, diretora-executiva do Comitê Público Contra a Tortura em Israel.
    Ela afirmou que a decisão foi “a mais recente de uma longa série de ações que acobertam abusos contra detentos, cuja frequência e gravidade pioraram desde 7 de outubro de 2023”.
    Netanyahu criticou a investigação, afirmando que “o Estado de Israel deve perseguir seus inimigos, não seus heróis combatentes”.
    O caso custou o emprego da principal assessora jurídica militar na época das prisões dos soldados. Em novembro de 2025, a Procuradora-Geral Militar Yifat Tomer-Yerushalmi admitiu ter aprovado o vazamento do vídeo que mostrava os supostos abusos. Diante da indignação no governo de Netanyahu, ela renunciou abruptamente e desapareceu, sendo encontrada sem celular em uma praia de Tel Aviv após uma busca frenética das autoridades.
    O celular, que se acredita conter possíveis provas contra ela, foi posteriormente recuperado no mar.
    Suposta leniência
    Israel é acusado há tempos de não responsabilizar seus soldados por crimes cometidos contra palestinos. As acusações se intensificaram durante a guerra em Gaza. Israel afirma que suas forças agem dentro dos limites da lei militar e internacional e que investiga minuciosamente quaisquer supostos abusos.
    A Associated Press investigou as alegações de tratamento desumano e abusos em Sde Teiman antes da divulgação do vídeo de vigilância.
  • Ovo de Páscoa gigante tem altura de prédio de 7 andares, mais de 1 tonelada e cheiro de chocolate; veja detalhes

    Ovo de Páscoa gigante tem altura de prédio de 7 andares, mais de 1 tonelada e cheiro de chocolate; veja detalhes

    Ovo de Páscoa gigante tem altura de prédio de 7 andares, mais de 1 tonelada e cheiro de chocolate; veja detalhes
    Ovo de Páscoa de Campos do Jordão tem altura de prédio de 7 andares e mais de 1 tonelada
    O ovo de Páscoa gigante montado em Campos do Jordão, no interior de SP, tem 20 metros de altura — o equivalente a um prédio de sete andares. A estrutura foi instalada nesta quarta-feira (11) na Praça de Capivari e integra a decoração de Páscoa da cidade.
    Além do tamanho, a experiência tem cheiro de chocolate. Quatro máquinas de aromatização espalham o aroma pelo ambiente para reforçar o clima de Páscoa.
    Por dentro, o ovo tem um túnel com jardim suspenso, iluminado por cerca de 400 metros de microlâmpadas coloridas. Para sustentar toda a estrutura, foram usadas cerca de 1,2 tonelada de peças de metal, encaixadas em treliças de alumínio que formam a base do ovo.
    Do lado de fora, aproximadamente 400 metros de cordões de LED contornam a estrutura e ajudam a destacar o ovo durante a noite.
    A prefeitura informou que pretende solicitar ao Guinness World Records o reconhecimento da estrutura como o maior ovo de Páscoa do mundo. Atualmente, o recorde pertence a uma estrutura montada em Pomerode (SC), com 16,7 metros de altura.
    Ovo de páscoa gigante de Campos do Jordão tem 20 metros de altura.
    Gabriel Guimarães/TV Vanguarda
    Na parte inferior, a montagem também conta com um sistema para garantir estabilidade. Oito reservatórios com mil litros de água cada foram instalados para aumentar o peso da base e evitar o tombamento em caso de ventos fortes.
    Segundo a prefeitura, 42 trabalhadores participaram da montagem, que levou cerca de uma semana para ser concluída. A estrutura faz parte da programação das “Páscoas de Campos do Jordão”, projeto de decoração assinado pela designer Brunete Fraccaroli.
    Ovo de páscoa de 20 metros de altura em Campos do Jordão
    Gabriel Guimarães/TV Vanguarda
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  • Mais de 30 jabutis são apreendidos com caçadores em área de preservação ambiental do Acre

    Mais de 30 jabutis são apreendidos com caçadores em área de preservação ambiental do Acre

    Mais de 30 jabutis são apreendidos com caçadores em área de preservação ambiental do Acre
    Mais de 30 jabutis são apreendidos em área de preservação no Vale do Juruá
    Trinta e seis jabutis foram apreendidos durante uma operação conjunta entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Polícia Militar (PM-AC) nessa quarta-feira (11). Os animais foram devolvidos à natureza.
    A operação ocorre na Reserva Extrativista do Riozinho da Liberdade, que fica entre os municípios acreanos de Cruzeiro do Sul, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Tarauacá, no interior, e em Ipixuna, no Amazonas.
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    A PM-AC confirmou que a operação ainda está em andamento e, como o local não tem sinal de telefone, o contato com a equipe é restrito.
    “Logo mais teremos mais informações porque a operação continua. A Polícia Militar segue prestando apoio nas operações como um todo, com o objetivo de reprimir qualquer ação criminal, seja na área ambiental ou penal”, disse o comandante em exercício PM-AC de Cruzeiro do Sul, capitão Thalles Campos.
    Jabutis foram apreendidos em operação realizada em área de proteção no interior do AC
    Arquivo/PM-AC
    O comandante explicou que as fiscalizações iniciaram na segunda (9) e na terça (10) as equipes chegaram à Comunidade Passo da Pata, na Reserva Riozinho da Liberdade.
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    Durante as diligências, os policiais foram informados de que havia um grupo de caçadores na região. Na madrugada dessa quarta, a equipe foi até o local indicado e encontrou diversos barcos, que seriam dos caçadores, e achou dois cativeiros com os animais.
    PM-AC e ICMBio lavraram autos de infração e aplicaram multas contra sete suspeitos de caça ilegal dos animais.
    Jabutis foram soltos novamente na natureza
    Arquivo/PM-AC
    Sobre a Reserva Extrativista do Riozinho da Liberdade
    Com uma extensão de 325 mil hectares, a Reserva Extrativista do Riozinho da Liberdade é uma área que integra um mosaico contínuo de 23 terras reservadas no Vale do Juruá acreano, abrangendo 19 terras indígenas, três reservas extrativistas e um parque nacional, a Serra do Divisor.
    A reserva fica às margens da BR-364 e segue a bacia do Rio Liberdade.
    Proteção dos animais no Brasil
    A proteção dos animais no Brasil é tratada de duas maneiras diferentes: na esfera administrativa e na criminal:
    No âmbito administrativo o Ibama é o órgão responsável. É ele que aplica sanções baseadas no Decreto 6.514, de 2008, especialmente nos artigos 24 e 29, que regulam as infrações e penalidades relacionadas à proteção de animais.
    Já na esfera criminal, a atuação é da Polícia e do Ministério Público, que se baseiam na Lei 9.605/1998, nos artigos 29 e 32. Esses dispositivos estabelecem as punições para a prática de crimes ambientais, como a caça ilegal e maus-tratos a animais.
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  • Quem é Roberta Acioly, enfermeira e ex-vereadora que assume como senadora após saída de Mecias

    Quem é Roberta Acioly, enfermeira e ex-vereadora que assume como senadora após saída de Mecias

    Quem é Roberta Acioly, enfermeira e ex-vereadora que assume como senadora após saída de Mecias
    Roberta Acioly, enfermeira e ex-vereadora que assume vaga de senadora por Roraima
    Reprodução/Instagram
    A enfermeira e professora universitária Roberta Acioly (Republicanos) assumiu nesta quarta-feira (11) uma cadeira no Senado Federal do Brasil representando Roraima. Ela tomou posse após a renúncia do senador Mecias de Jesus, que deixou o cargo para assumir a função de conselheiro no Tribunal de Contas do estado (TCE-RR).
    Primeira suplente da chapa eleita em 2018, Acioly ficará no mandato até janeiro de 2027. Ao tomar posse, Roberta Acioly afirmou que dará continuidade ao trabalho do antecessor.
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    “Cada mulher que chega a um espaço como este representa muitas outras que também desejam participar, contribuir e transformar a realidade de nosso país. Por isso, levo comigo o compromisso de trabalhar pela valorização das mulheres e pelo fortalecimento de políticas públicas”, declarou.
    Natural de Santo André, em São Paulo, Roberta Acioly tem 47 anos, é enfermeira, cirurgiã-dentista, professora e mestre em saúde coletiva.
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    Carreira e vida pessoal
    A entrada na política ocorreu em 2008, quando foi eleita vereadora em São Luiz, município do Sul do estado.
    Ela é enfermeira efetiva do governo de Roraima desde 2004 e professora concursada do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Roraima (UERR) desde 2012. E ocupa o cargo de assessora especial da presidência na Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caerr).
    Roberta Acioly é casada com o cirurgião buco-maxilo-facial Rodrigo Acioly. Ele foi citado, em 2023, em uma investigação da Polícia Federal (PF) que apurava suspeitas de irregularidades em procedimentos odontológicos custeados pelo poder público em Roraima.
    Segundo a investigação, profissionais da área teriam orientado pacientes do Hospital Geral de Roraima (HGR) a realizar cirurgias em clínicas particulares, mesmo quando haveria material disponível no hospital.
    Rodrigo Acioly e Roberta Acioly, senadora recém-empossada por Roraima
    Reprodução/Instagram
    Nas redes sociais, Roberta também divulga atividades profissionais fora da política. Em um perfil no Instagram, ela apresenta conteúdos ligados à área de estética e saúde, com foco em harmonização facial e procedimentos estéticos.
    A página reúne milhares de seguidores e traz publicações sobre atendimentos clínicos, cursos e resultados de procedimentos, além de registros de eventos profissionais e, mais recentemente, da posse no Senado.
    Formação e atuação profissional
    Roberta Acioly é formada em enfermagem pela Escola de Enfermagem Santa Emília de Rodat. Possui especialização em Enfermagem Obstétrica pela Universidade Federal do Amazonas e especialização em Educação Profissional na Área de Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz.
    Ela também tem mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade Católica de Santos. A dissertação analisou a relação entre internações de crianças por doenças respiratórias e a poluição do ar em Roraima entre 2009 e 2013.
    Desde 2004, é enfermeira efetiva do governo de Roraima. Também atuou na Estratégia Saúde da Família e em funções na gestão pública de saúde. Desde 2012, é professora concursada do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Roraima.
    Posse de Mecias de Jesus no TCE-RR
    Mecias de Jesus (Republicanos) deixa Senado e Roberta Acioly (Republicanos) é empossada
    Jefferson Rudy/Agência Senado
    A posse de Mecias no TCE-RR acontecerá sete meses após o senador ser indicado ao cargo pelo governador de Roraima, Antonio Denarium (PP). A Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR) aprovou o nome de Mecias em janeiro deste ano.
    Antes de ser senador por Roraima, Mecias exerceu seis mandatos consecutivos como deputado estadual. Um dos nomes mais influentes da política local, ele foi condenado por enriquecimento ilícito no Escândalo dos Gafanhotos, o maior esquema de corrupção da história do estado.
    Veja reportagem da aprovação de Mecias para o TCE-RR:
    Senador Mecias de Jesus é aprovado como conselheiro do Tribunal de Contas em Roraima
    Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
  • Irã autorizou navios de alguns países a cruzarem o Estreito de Ormuz, diz vice-ministro

    Irã autorizou navios de alguns países a cruzarem o Estreito de Ormuz, diz vice-ministro

    Irã autorizou navios de alguns países a cruzarem o Estreito de Ormuz, diz vice-ministro
    Navio passa pelo estreito de Ormuz
    REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo
    O Irã autorizou navios de alguns países a cruzarem o Estreito de Ormuz, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores, Majid Takht Ravanchi, nesta quinta-feira (12), enquanto a via permanece efetivamente fechada durante a guerra com os Estados Unidos e Israel.
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    Teerã mantémum bloqueio ao estreito para navios, mas o vice-ministro declarou, em entrevista à AFP, que alguns países solicitaram permissão para usar essa via e que o Irã “cooperou com eles”.
    “Acreditamos que os países que se uniram à agressão não devem se beneficiar da passagem segura pelo Estreito de Ormuz”, enfatizou Takht Ravanchi, que negou os relatos de que a república islâmica teria colocado minas nessa passagem estratégica para o trânsito de petróleo e gás.
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    Apesar da declaração, em sua 1ª declaração após ser escolhido como o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei afirmou que o fechamento do Estreito de Ormuz precisa ser mantido porque é um “instrumento de pressão contra o inimigo”.
    Ainda à AFP, o vice-ministro também explicou que o Irã quer garantir que não seja forçado a outra guerra no futuro.
    “Quando a guerra começou em junho do ano passado, após 12 dias houve uma suposta cessação das hostilidades… mas depois de oito ou nove meses, eles se reagruparam e fizeram tudo de novo”, disse, referindo-se aos Estados Unidos e a Israel.
    “Não queremos ser tratados assim novamente no futuro”, enfatizou.
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    Após a guerra de 12 dias em junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro deste ano, matando seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e desencadeando uma guerra que se espalhou por todo o Oriente Médio.
    O Irã respondeu atacando interesses israelenses e americanos em toda a região.
    “Antes do início da guerra, em diversas ocasiões, informamos nossos vizinhos de que, se os Estados Unidos agredissem o Irã, todos os ativos e bases americanas seriam alvos legítimos para o Irã”, declarou Takht Ravanchi.
    “Estamos agindo em legítima defesa. Continuaremos agindo em legítima defesa enquanto for necessário”, afirmou.