Notícias

Categoria: Notícias Nacionais

Category Added in a WPeMatico Campaign

  • Lei determina sinalização de ralos e sistemas de sucção em piscinas de uso público no RN

    Lei determina sinalização de ralos e sistemas de sucção em piscinas de uso público no RN

    Lei determina sinalização de ralos e sistemas de sucção em piscinas de uso público no RN
    Piscina em área pública
    aopsan/Freepik
    Uma nova lei no Rio Grande do Norte determina a sinalização de sistemas de sucção – como drenos, grades e ralos – em piscinas de uso público em todo o estado.
    A lei foi sancionada pelo governo do Estado e publicada na edição de quarta-feira (1º) do Diário Oficial.
    📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp
    Estão inclusos na lei piscinas em estabelecimentos públicos ou privados que possuam piscinas de uso público.
    A partir da data de publicação, os estabelecimentos têm até 180 dias, ou seja, cerca de seis meses, para realizar as adaptações necessárias.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Após esse período, quem descumprir a norma estará sujeito a sanções que variam conforme a gravidade e a reincidência. As punições são:
    Advertência;
    Multa de 50 UFIRNs (Unidade Fiscal de Referência do RN);
    Interdição do local até que a sinalização seja devidamente instalada;
    “Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro”, diz o texto da lei.
    O projeto de lei é de autoria do deputado estadual Nelter Queiroz e visa “prevenir acidentes graves e potencialmente fatais”.
    O que diz a lei
    De acordo com o texto, a sinalização deve ser instalada em local de destaque. Ficou determinado que a sinalização deve ser:
    ser visível e de fácil compreensão;
    conter informações sobre os riscos de acidentes por sucção;
    ser afixada em local de destaque próximo à piscina;
    incluir ilustrações indicativas da localização dos sistemas de sucção;
    incluir desenhos ou esquemas que indiquem exatamente onde os sistemas de sucção estão localizados no fundo ou nas laterais da piscina.
    Justificativa
    Na justificativa, o projeto cita que os sistemas de sucção das piscinas representam um risco “significativo e muitas vezes ignorado à segurança dos usuário”.
    O documento destaca que esses sistemas, responsáveis pela circulação e filtragem da água, podem gerar uma força de sucção potente, capaz de prender partes do corpo, como cabelos, membros e até mesmo o tronco, provocando afogamentos e lesões graves.
    “A preocupação com estes tipos de acidentes justifica-se pela sua gravidade e pelo fato de que afetam principalmente crianças e adolescentes, que desconhecem os riscos e, por curiosidade ou diversão, aproximam-se desses sistemas sem a devida cautela”, cita a justificativa.
    O projeto de lei reforça que é preciso considerar que muitos destes acidentes poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção e informação.
    Segundo o documento, a falta de conhecimento sobre a localização exata dos sistemas de sucção e seus potenciais perigos “contribui signicativamente para a ocorrência destes casos”.
    O projeto cita que a sinalização adequada constitui uma medida preventiva de baixo custo e alta eficácia.
    “Nesse contexto, estudos técnicos realizados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) apontam que a força de sucção em um dreno de piscina pode atingir pressões capazes de prender uma pessoa debaixo d’água, impossibilitando sua liberação sem assistência externa. Portanto, a informação preventiva torna-se uma ferramenta indispensável para a proteção dos usuários”, citou o documento.
    O projeto cita que outros estados – como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais – já aplicaram legislação semelhante, obtendo resultados expressivos na redução de acidentes.
    “Esta proposta legislativa busca não apenas tornar obrigatória a sinalização dos sistemas de sucção, mas também promover a conscientização sobre os riscos associados a estes equipamentos. Dessa forma, contribui-se para a criação de um ambiente mais seguro nas áreas de lazer aquático do Estado do Rio Grande do Norte”, escreve.
    Vídeos mais assistidos do g1 RN
  • Em corrida contra o tempo, Irã e EUA fazem buscas a piloto norte-americano desaparecido

    Em corrida contra o tempo, Irã e EUA fazem buscas a piloto norte-americano desaparecido

    Em corrida contra o tempo, Irã e EUA fazem buscas a piloto norte-americano desaparecido
    Irã derruba dois aviões americanos
    Em uma corrida contra o tempo, o Irã e os Estados Unidos buscam o piloto norte-americano que seguia desaparecido neste sábado (4) após ejetar de um dos aviões militares dos EUA derrubados por forças iranianas.
    ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
    As duas aeronaves foram alvejadas na sexta-feira (3) quando sobrevoavam o território iraniano. Na primeira delas, dois pilotos estavam a bordo e ejetaram antes da queda. Apenas um deles, no entanto, havia sido encontrado e resgatado por forças dos EUA. Outro, que estava sozinho a bordo do segundo avião derrubado pelo Irã, também foi resgatado (leia mais abaixo).
    O episódio pegou Washington de surpresa, já que o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, havia garantido que os EUA conseguiram o controle do espaço aéreo iraniano. E também escalou as tensões entre EUA e Irã, que esboçam uma tentativa de negociação para o fim da guerra.
    Na sexta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o caso não interfere nas tratativas. Mas seu governo ordenou que mais aeronaves se deslocassem ao Irã para reforçar as buscas pelo piloto desaparecido. Ainda não havia informações sobre as forças norte-americanas já acharam pistas do militar até a última atualização desta reportagem.
    Especialistas ouvidos pela imprensa internacional disseram que o piloto provavelmente tem um kit de sobrevivência e pode enviar sinais de socorro às Forças Armadas dos EUA.
    Já a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que está “vasculhando” uma área ao sudoeste do país próxima ao local da queda do avião. O governador da região prometeu na sexta-feira uma condecoração para quem capturasse ou matasse “forças do inimigo hostil”.
    Iranianos ouvidos pela mídia estatal do país comemoraram na sexta a queda dos aviões. O presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, ironizou os EUA pelo episódio e disse que a guerra foi “rebaixada de mudança de regime para uma caçada a pilotos”.
    A apresentadora de um noticiário da TV estatal iraniana também pediu, em rede nacional, que os moradores ajudassem a capturar o piloto. “Se vocês entregarem os pilotos inimigos com vida, receberão uma valiosa recompensa e um prêmio”, disse ela. A imprensa chegou a divulgar um valor equivalente a mais de US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil) e publicou fotos do que seriam destroços do caça.
    Aviões derrubados
    A-10 Thunderbolt ii da Força Aérea norte-americana
    Redes Sociais
    O Exército do Irã afirmou ter abatido um avião militar do modelo A-10 Thunderbolt II que sobrevoava o Estreito de Ormuz na manhã desta sexta-feira (3). A informação foi divulgada por porta-vozes militares na mídia estatal do país:
    “Uma aeronave modelo A-10, pertencente ao inimigo americano-sionista agressor, foi alvo após ter sido detectada e enfrentada pelos sistemas da rede integrada de defesa aérea do país, nas águas do sul, próximo ao Estreito de Ormuz”.
    Fontes militares citadas pelo “The New York Times” confirmaram a queda do avião, mas não especificaram as circunstâncias que levaram ao incidente. Até o momento da publicação dessa reportagem, não houve comentário público do CENTCOM, o centro de comando militar norte-americano.
    Ainda segundo o jornal norte-americano, o A-10 abatido estava tripulado apenas pelo piloto, que foi resgatado.
    O A-10 é o segundo avião dos EUA que caiu em missão, nesta sexta-feira (3). Mais cedo, um caça modelo F-15E, tripulado com dois oficiais, foi derrubado na porção central do território iraniano, forçando os militares a ejetar. Até o momento, apenas um dos pilotos do caça foi resgatado.
    Durante as buscas, dois helicópteros Blackhawk também foram atingidos por fogo iraniano, mas conseguiram sair do espaço aéreo do país, disseram dois oficiais americanos à agência de notícias Reuters.
    Em entrevista concedida à rede “CBS”, o presidente Donald Trump disse que os incidentes envolvendo as aeronaves não interferem nas conversas entre o Irã e os Estados Unidos. Ao “The Independent”, o republicano acrescentou que não estaria preparado para dizer o que Washington faria se o militar desaparecido aparecesse ferido.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    A-10 Thunderbolt II é especializado em suporte aéreo
    O A-10 Thunderbolt II é um avião militar dos Estados Unidos projetado especificamente para dar suporte direto a tropas em combate no solo. Ele dispõe de um canhão de 30 mm e pode carregar até 7,2 toneladas de armamentos.
    O modelo começou a ser desenvolvido nos anos 1970 e entrou em operação em 1977. Com o tempo, foi modernizado, dando origem ao A-10C, que tem sistemas mais avançados, como armas guiadas por GPS e sensores modernos.
    O A-10 opera na região desde o início da Operação Epic Fury. O general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, confirmou que os A-10 Warthog estão “envolvidos em todo o flanco sul, caçando e destruindo embarcações de ataque rápido no Estreito de Ormuz”.
  • Piloto gravou VÍDEO de dentro de avião e fez post nas redes sociais momentos antes da queda no RS

    Piloto gravou VÍDEO de dentro de avião e fez post nas redes sociais momentos antes da queda no RS

    Piloto gravou VÍDEO de dentro de avião e fez post nas redes sociais momentos antes da queda no RS
    Piloto gravou VÍDEO de dentro de avião momentos antes da queda no RS
    Momentos antes da queda de um avião de pequeno porte que causou quatro mortes em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, um dos pilotos publicou um vídeo nas redes sociais. Na postagem no perfil de Renan Saes, feita por volta das 9 horas, é possível ver imagens da vista da janela do avião.
    No post, o piloto marcou a página da empresa de venda e aluguel de aviões da qual era sócio.
    Em nota, a Peluzzi Aviation lamentou o acidente: “Quatro vidas que deixam saudades eternas. Neste momento pedimos respeito às famílias e amigos, com a empatia e a sensibilidade que este momento exige. Agradecemos de coração todas as mensagens, orações e demonstração de carinho recebidas.”
    O sócio de Renan, Allan Peluzzi, confirma que o vídeo trata-se do avião que caiu. Ele acredita que a gravação foi feita pouco antes do pouso no aeroporto de Forquilhinha, em Santa Catarina, onde abasteceu antes de chegar ao RS. Nas imagens, é possível ver a paisagem, um complexo de energia eólica e também o painel da aeronave.
    VÍDEO mostra como ficou o restaurante atingido por avião de pequeno porte no RS
    Leia na íntegra a nota da empresa
    “Hoje, a Peluzzi aviation se encontra em silêncio.
    É com profunda tristeza que nos despedimos do nosso sócio, Renan Saes, e do nosso querido amigo, comandante Nélio Passanha. Estendemos também nossas condolências a Déborah e Luiz Ortolani, com os nossos mais sinceros sentimentos. Quatro vidas que deixam saudades eternas.
    Neste momento pedimos respeito às famílias e amigos, com a empatia e a sensibilidade que este momento exige. Agradecemos de coração todas as mensagens, orações e demonstração de carinho recebidas.”
    Piloto gravou vídeo de dentro de avião e fez post nas redes sociais momentos antes da queda no RS
    Reprodução/Instagram
    Quem eram as vítimas
    As quatro vítimas da queda do avião em Capão da Canoa são os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o piloto e sócio da empresa de aviação a que pertencia a aeronave, Renan Saes, e o piloto Nelio Pessanha.
    O avião de pequeno porte caiu sobre um restaurante no Litoral Norte do RS. Residências vizinhas também foram atingidas.
    O casal de empresários atuava no setor de eventos e ficou conhecido pela organização de feiras comerciais voltadas ao segmento têxtil. Juntos, eles não tiveram filhos em comum, mas formavam uma família com filhos de relacionamentos anteriores. Déborah era mãe de trigêmeos, e Luis, pai de um filho.
    Vítimas de queda de avião são o casal Deborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o piloto Nelio Pessanha e o sócio da empresa de aviação Renan Saes
    Reprodução/Redes sociais
    VÍDEO mostra momento da queda da aeronave e explosão
    ‘Cogumelo de fogo para cima’, relata testemunha
    Casal de empresários organizava feiras de roupas e enxovais; vítima era mãe de trigêmeos
    O acidente
    O acidente aconteceu por volta das 10h40, na Avenida Valdomiro Cândido dos Reis, uma região residencial de Capão da Canoa.
    A aeronave teria colidido em um poste próximo ao fim da pista de decolagem e caiu sobre o restaurante, que estava fechado. Os moradores das casas ao lado não sofreram ferimentos e foram removidos em segurança. Conforme o Corpo de Bombeiros, nenhum prédio no entorno está com a estrutura comprometida, o que possibilita aos moradores que vivem ao redor do restaurante a retornarem para casa.
    A prefeitura informou que a aeronave partiu de São Paulo.
    “Conforme informações preliminares, a aeronave estaria voando em baixa altitude, momento em que passou a perder altura e veio a cair”, diz comunicado da Brigada Militar (BM).
    Imagens registradas por câmeras de segurança da prefeitura captaram o momento em que o avião cai. Em seguida, é registrada uma explosão. Veja vídeo abaixo.
    Imagens mostram momento da queda de avião sobre uma casa
    Infográfico – Avião de pequeno porte cai no Litoral Norte do RS
    Arte/g1
    Avião de pequeno porte cai e piloto morre no Litoral Norte do RS
    Reprodução/Câmera de segurança
    Avião de pequeno porte cai e quatro pessoas morrem no Litoral Norte do RS
    Reprodução/Câmera de segurança
    VÍDEOS: Tudo sobre o RS
  • Amazônia na Páscoa: ovo salgado combina caranguejo, jambu e tucupi e viraliza nas redes

    Amazônia na Páscoa: ovo salgado combina caranguejo, jambu e tucupi e viraliza nas redes

    Amazônia na Páscoa: ovo salgado combina caranguejo, jambu e tucupi e viraliza nas redes
    Ovo salgado combina caranguejo, jambu e tucupi em Belém
    Nesta Páscoa, a tradição do ovo de chocolate ganhou uma releitura surpreendente em Belém: um ovo salgado recheado com caranguejo, jambu e molho de tucupi — ingredientes típicos da região amazônica. A criação já chamou atenção nas redes sociais, despertando curiosidade de clientes e admiradores da gastronomia local.
    “Queríamos reinterpretar a tradição do ovo sem perder seu significado, trazendo ingredientes que representam nossa identidade amazônica”, disse Jacqueline Lobato, gerente da doceria Amorosa, com tradição de mais de 20 anos em Belém.
    “Não se trata de substituir o chocolate, mas de ampliar o olhar. Mostrar que a nossa gastronomia também pode ocupar esse espaço com criatividade e autenticidade”, completa.
    Hospitais promovem ensaio fotográfico de Páscoa com bebês prematuros no Pará
    Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp
    Veja mais notícias do estado no g1 Pará
    O ovo amazônico é resultado de um processo técnico e cuidadoso. A base béchamel tradicional foi adaptada com tucupi, criando um molho cremoso com identidade regional.
    A casca crocante, inspirada na massa de coxinha, envolve o recheio de caranguejo e o jambu, que proporciona a experiência sensorial característica da culinária local.
    “Nada foi pensado apenas para ser diferente — tudo foi testado para funcionar em textura, sabor e experiência”, afirma Jacqueline.
    Casca crocante em formato de ovo, recheio generoso e ingredientes da Amazônia.
    Divulgação
    Para quem não conhece, o jambu é uma erva típica do Pará que provoca uma leve sensação de formigamento na boca, enquanto o tucupi é um líquido extraído da mandioca brava, usado tradicionalmente em pratos amazônicos. Já a “unha de caranguejo” é um salgado típico de Belém, feito com carne de caranguejo e massa temperada.
    A reação do público tem sido intensa: primeiro, a curiosidade; depois, o entusiasmo. O vídeo do ovo nas redes sociais viralizou rapidamente, gerando comentários, compartilhamentos e orgulho regional.
    “As pessoas se identificam com a proposta justamente por valorizar ingredientes da Amazônia de uma forma diferente”, destaca Jacqueline.
    Por se tratar de um produto artesanal e exclusivo, a produção é limitada, mas a procura superou as expectativas. “Mais do que volume de vendas, o que esse produto trouxe foi posicionamento — ele abriu uma conversa importante sobre criatividade e identidade na gastronomia”, conclui a gerente.
    Ovo de Páscoa tem casquinha crocante e recheio de jambu, creme de tucupi e carangejo
    Divulgação
    Vídeos com as principais notícias do Pará
  • Fábrica mantém tradição e confecciona cerca de 400 ‘Judas’ para serem queimados na Bahia

    Fábrica mantém tradição e confecciona cerca de 400 ‘Judas’ para serem queimados na Bahia

    Fábrica mantém tradição e confecciona cerca de 400 ‘Judas’ para serem queimados na Bahia
    Baianos mantém tradição da queima do judas
    Uma fábrica localizada no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, tem mantida viva, há mais de seis décadas, a tradição de confeccionar os bonecos de “Judas”, que são “malhados” (agredidos) ou queimados dentro dos costumes da Semana Santa. Somente neste ano, cerca de 400 exemplares foram encomendados para várias partes do estado.
    Criado pelo fabricante de fogos Florentino Moreira Sales, o estabelecimento ficou sob os cuidados de seus antigos ajudantes desde 2006, quando Florentino Fogueteiro, como era mais conhecido, morreu. “Ele fez um pedido para que a gente não deixasse morrer a tradição. E a gente tem tentado até hoje”, destaca Fernando Encarnação em entrevista ao g1.
    Atualmente, o boneco custa a partir de R$ 350, podendo ficar mais caro, a depender das características pedidas. O “Judas” é construído com papel, goma e madeira. Para enfeitar, são usadas as mais diversas peças de roupas, desde camisas de botão a uniformes de times. Os fogos de artifício ficam nos pés e garantem um show à parte da tradição.
    📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia
    Mas esse é um movimento que tem se perdido ao longo dos anos, conforme apontam os sócios da fábrica e o historiador Jaime Nascimento. No passado, Jean Neiva lembra já ter entregado cerca de mil bonecos — 600 a mais que em 2026. Apesar disso, ele comemora: “Graças a Deus, tem sido ótimo. A gente pensou que não seria esse ano”.
    Fábrica em Salvador segue tradição de confeccionar “Judas” para serem queimados
    Reprodução/TV Bahia
    Para o historiador, vários motivos contribuem para a baixa procura. Entre as razões está a queda da mobilização popular, já que a maioria das pessoas quer viajar no período e acaba perdendo o momento com os vizinhos.
    Nascimento aponta também a diminuição da força do catolicismo e de como ele é praticado. Como exemplo, cita os banquetes feitos no estado na Sexta-feira Santa, quando, por tradição, o dia deveria ser de jejum.
    Outros pontos são a falta do financiamento político e o crescimento de outras tradições, como o “baba de saia” ou “baba do vinho”, que são os jogos de futebol protagonizados por homens vestidos com roupas femininas, normalmente ocorridos na Semana Santa.
    “Isso foi mudando à medida que os hábitos da sociedade, no geral, foram se transformando. As pessoas já não falavam na Semana Santa, elas se preocupavam com o feriadão”.
    Entenda a tradição
    Fábrica em Salvador segue tradição de confeccionar “Judas” para serem queimados
    Reprodução/TV Bahia
    Segundo o historiador Jaime Nascimento, a manifestação popular surgiu por influência do catolicismo e de Portugal, mas não há um ano exato de quando isso ocorreu. O evento acontece sempre no Sábado de Aleluia. Na Bahia, é mais comum incendiar os bonecos, mas, em outros lugares, eles são destruídos a pauladas.
    “O que existe é o pensamento católico da condenação ao papel desempenhado pelo apóstolo Judas Iscariotes na traição a Jesus Cristo, na venda dele, por 30 moedas de prata, que termina levando ele à crucificação. Então, durante os séculos, foi-se formando essa aversão à figura e sempre com a condenação e associação a coisas ruins”, contextualizou.
    Nascimento lembra ainda que, no passado, outras coisas eram associadas ao apóstolo. “Para além da prática de malhar ou queimar, por exemplo, ser canhoto, por muito tempo, foi associado a Judas ou então ao demônio, que se equivalia”.
    Com o passar dos anos, se tornou comum colar os rostos de pessoas indesejadas. Entre eles, políticos e criminosos. Além do “Judas” a ser malhado ou queimado, um testamento também acompanha o rito.
    “Meus senhores e minhas senhoras, meu corpo será queimado para que nada reste desse ser maldito do norte e nordeste. Tudo para mim terminou no crime contra Jesus, que por minha traição morreu por nós na cruz. Mas, voltando ao assunto, dou todos os meus bens. Quero lembrar de todos, sem esquecer de ninguém”, diz a introdução do documento fictício que ganha versões a depender de quem encomendar.
    Fábrica em Salvador segue tradição de confeccionar “Judas” para serem queimados
    Reprodução/TV Bahia
    Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.
    Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
  • Cientistas mapeiam pela 1ª vez nervos do clitóris e mostram que sensibilidade sexual feminina pode ser maior do que se pensava

    Cientistas mapeiam pela 1ª vez nervos do clitóris e mostram que sensibilidade sexual feminina pode ser maior do que se pensava

    Cientistas mapeiam pela 1ª vez nervos do clitóris e mostram que sensibilidade sexual feminina pode ser maior do que se pensava
    Novas imagens revelam nervos do clitóris em 3D e mudam o que se sabia sobre corpo feminino
    Pela primeira vez, cientistas conseguiram mapear toda a rede de nervos do clitóris, revelando uma estrutura muito mais complexa do que a descrita nos livros de anatomia. O estudo mostra que ideias consolidadas há décadas estavam erradas.
    As imagens inéditas chegam com um atraso de quase 30 anos em relação ao conhecimento sobre as terminações nervosas do órgão masculino. Enquanto a neuroanatomia do pênis foi detalhada ainda na década de 1990, o clitóris só agora pôde ser mapeado com esse nível de precisão.
    O estudo utilizou uma tecnologia avançada de imagem em acelerador de partículas para observar estruturas microscópicas e reconstruir, em três dimensões, os caminhos dos nervos. O resultado corrige uma ideia difundida há décadas: a de que os nervos “diminuem” ao chegar à glande do clitóris. Na prática, é o contrário.
    Os pesquisadores identificaram que o principal nervo da região se ramifica intensamente, formando uma estrutura semelhante a uma árvore que se projeta até a superfície. (Veja a imagem acima)
    Isso pode, finalmente, ajudar a compreender a sexualidade feminina, mas vai muito além: pode redefinir os limites das cirurgias na região para evitar a perda de sensibilidade e orgasmo, melhorar os processos de reconstrução em casos de mutilação, entre outros avanços.
    A pesquisa é liderada pela pesquisadora Ju Young Lee, da universidade UMC de Amsterdam, e ainda não foi revisada por pares.
    Este trabalho apresenta uma reconstrução 3D em alta resolução do clitóris, revelando sua neuroanatomia com detalhes sem precedentes. Essa é uma iniciativa científica para corrigir a lacuna do conhecimento anatômico sobre as mulheres”.
    Imagem 3D mostra extensão de nervos do clitóris
    Divulgação
    Como a pesquisa foi feita e o que descobriu?
    Para chegar a esse nível de detalhe, os cientistas usaram uma técnica chamada Tomografia de Contraste de Fase Hierárquica (HiP-CT), capaz de visualizar estruturas internas com resolução muito alta.
    Os exames foram realizados no ESRF, um dos mais potentes aceleradores de partículas do mundo, na França. Nesse tipo de equipamento, feixes de raios X extremamente precisos atravessam os tecidos e permitem reconstruções em altíssima definição — algo impossível com métodos tradicionais de imagem.
    Com isso, os pesquisadores conseguiram observar os chamados troncos nervosos dentro da glande do clitóris e acompanhar, em 3D, como eles se ramificam até a superfície — algo que nunca havia sido feito antes.
    E a descoberta muda o que se tem até hoje registrado em livros e que norteia decisões na saúde feminina:
    🐸 Esse novo mapa também mostra que a sensibilidade não está restrita ao clitóris em si, mas se estende para áreas vizinhas, como o capuz do clitóris, o monte do púbis e os lábios vaginais.
    Estudo mapeia rede de nervos do clitóris pela 1ª vez
    Pexels
    O que isso pode mudar?
    O novo mapeamento não é apenas uma correção teórica, mas tem implicações diretas na saúde e na prática médica:
    Cirurgias de reconstrução após mutilação genital feminina
    Hoje, cerca de 230 milhões de mulheres no mundo vivem com consequências da mutilação genital feminina. Uma parcela significativa das pacientes que passa por cirurgias de reconstrução relata perda de sensibilidade. Isso pode acontecer por essa lacuna de conhecimento. O novo mapa permite localizar e reconectar nervos com mais precisão, aumentando as chances de recuperação funcional.
    Tratamentos oncológicos
    Cirurgias para câncer na região pélvica podem ser planejadas com maior cuidado para preservar a inervação e permitir que as mulheres mantenham a capacidade de ter orgasmo.
    Assistência ao parto
    Entender melhor a distribuição nervosa pode ajudar a reduzir lesões e orientar práticas mais seguras durante o nascimento.
    Compreensão da sexualidade
    Esse mapeamento é fundamental para entender a sexualidade feminina, principalmente ao fornecer uma base anatômica precisa para o prazer e a sensibilidade — áreas historicamente negligenciadas pela ciência.
    O estudo revela a extensão de nervos que são cruciais para o orgasmo. Ao detalhar o caminho do nervo dorsal e de outras ramificações que chegam ao capuz clitoridiano, ao monte do púbis e aos lábios vaginais, os cientistas oferecem um mapa de como a sensibilidade é distribuída na região vulvar. A extensão desses nervos é crucial para o orgasmo.
    Redução de riscos em procedimentos estéticos
    O estudo mostra que nervos estão fora das áreas tradicionalmente consideradas de risco, o que exige revisão das técnicas para evitar danos permanentes.
    A diferença de quase três décadas entre o mapeamento do pênis e do clitóris não é apenas técnica — ela reflete uma negligência histórica da ciência em relação ao corpo feminino.
    Essa é uma área do corpo feminino que sempre teve pouca atenção e é um órgão muito importante para a mulher. Os médicos não costumam pensar: será que isso pode afetar a inervação e a qualidade da vida sexual dela? Então, essa imagem pode mudar as discussões sobre a saúde feminina.
  • Mudanças na licença-paternidade podem impactar contratação e carreira de mulheres; entenda

    Mudanças na licença-paternidade podem impactar contratação e carreira de mulheres; entenda

    Mudanças na licença-paternidade podem impactar contratação e carreira de mulheres; entenda
    Brasil amplia licença-paternidade, supera os EUA, mas segue distante de países referência
    A ampliação da licença-paternidade no Brasil, sancionada na última terça-feira (31), reacendeu um debate que vai além do direito ao afastamento após o nascimento de um filho.
    A mudança também toca na desigualdade de gênero no mercado de trabalho: a forma como o cuidado ainda é tratado como responsabilidade feminina e como essa percepção influencia decisões empresariais, como contratações e promoções.
    🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
    A nova lei amplia o benefício de forma gradual. O período passa dos atuais cinco dias para 10 dias em 2027, 15 em 2028 e 20 dias em 2029. O direito vale para nascimento, adoção e guarda.
    O texto também estende o acesso ao benefício a trabalhadores informais, como autônomos e microempreendedores individuais.
    Apesar dos avanços, o modelo brasileiro ainda mantém o cuidado majoritariamente concentrado na mulher. A maternidade segue sendo tratada como um custo previsível: empresas projetam afastamentos e, muitas vezes, tomam decisões baseadas nessa expectativa antes mesmo da contratação, explica Dhafyni Mendes, cofundadora do Todas Group, programa de aceleração de carreiras femininas.
    “A ampliação da licença-paternidade é um avanço muito relevante porque começa a endereçar a origem de um dos principais fatores que geram vieses no mercado de trabalho, que é a distribuição do cuidado”, afirma.
    Segundo Dhafyni, quando apenas a mulher se afasta, o mercado concentra nela todo o custo percebido da parentalidade. Esse custo não é apenas financeiro. Envolve expectativas sobre desempenho, disponibilidade e continuidade de carreira.
    Experiências internacionais indicam que políticas mais equilibradas alteram o comportamento do mercado. Em países onde homens e mulheres têm direitos semelhantes, o risco associado à contratação feminina tende a diminuir.
    “Na hora de contratar, o empregador sabe que tanto o homem quanto a mulher terão direito à licença. Isso evita aquela lógica de priorizar homens porque a mulher pode engravidar”, afirmou o jornalista Guga Chacra ao Estúdio i, na GloboNews.
    O contraste internacional ajuda a dimensionar o desafio.
    Nos Estados Unidos, não há licença parental remunerada garantida em nível federal. O afastamento depende de acordos individuais e varia conforme o estado e o tipo de emprego. Em muitos casos, pais retornam ao trabalho imediatamente após o nascimento do filho, relatou o jornalista.
    Na outra ponta, países como Suécia, Islândia, Noruega, Austrália e Nova Zelândia adotam modelos mais estruturados.
    Na Suécia, são 480 dias de licença parental por família, com divisão entre os responsáveis e períodos obrigatórios para cada um. Parte do benefício não pode ser transferida, o que incentiva o uso pelos homens e impede que o afastamento recaia exclusivamente sobre as mulheres.
    Segundo Dhafyni, esse desenho institucional faz diferença. Em países onde a licença para homens era apenas opcional, muitos deixavam de utilizá-la por receio de julgamento ou de prejuízo à carreira.
    No Brasil, a nova lei retira o país de um grupo entre os mais restritivos e o posiciona em um patamar intermediário. Com cinco dias de licença, o país ocupava a 80ª posição em um ranking global. Com 20 dias, deve figurar entre os 20 primeiros. Ainda assim, permanece distante dos modelos mais avançados.
    “A ampliação é importante, mas ainda é tímida”, afirma a advogada Ana Gabriela Burlamaqui. “O Brasil não adota uma política de licença parental compartilhada. O cuidado continua concentrado na mulher.”
    Os dados ajudam a explicar como essa concentração se traduz em desigualdade. As mulheres representam 51,5% da população, mas apenas 53,5% delas estão na força de trabalho. Entre os homens, esse índice chega a 72,8%.
    🎓 A diferença não está na formação: elas correspondem a 59,6% dos concluintes do ensino superior.
    Mulheres no mercado de trabalho
    g1
    Mesmo mais escolarizadas, avançam menos na carreira. Apenas 26,5% ocupam cargos de alta liderança. A desigualdade também aparece na remuneração. Em 2024, as mulheres receberam, em média, 78,6% do rendimento dos homens.
    Além disso, as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais a tarefas domésticas e de cuidado. Os homens, 11,7 horas.
    Entre as mulheres fora da força de trabalho, 22,9% apontam essas responsabilidades como principal motivo para não buscar emprego. Entre os homens, o índice é de 3,1%.
    Essa sobrecarga molda a forma como o mercado enxerga a maternidade — e o impacto se intensifica no retorno ao trabalho.
    Conforme o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (RASEAM), divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Ministério das Mulheres, estudos baseados na RAIS (Relação Anual de Informações Sociai) indicam que a probabilidade de emprego das mulheres cai imediatamente após o fim da licença-maternidade.
    Em até 24 meses, quase metade das mães deixa o mercado formal. A maior parte das saídas ocorre por iniciativa do empregador.
    Dados do eSocial, da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), reforçam esse padrão. Entre 2020 e 2025, mais de 383 mil mulheres foram demitidas sem justa causa até dois anos após o retorno da licença. Outras 265 mil pediram demissão no mesmo período.
    Para Dhafyni, esse movimento não se resume às demissões. “Muitas mulheres deixam de ser alocadas em projetos estratégicos. Isso impacta diretamente a visibilidade, a influência e as oportunidades de crescimento dentro das empresas”, afirma.
    Dispensas do trabalho entre 2020 e 2025 sem justa causa
    Arte g1
    Mesmo quando permanecem empregadas, muitas enfrentam a percepção de que são menos disponíveis. Essa visão se apoia na própria realidade da sobrecarga.
    “É comum que escolas, creches e serviços de saúde acionem exclusivamente a mãe. Isso reforça a ideia de que ela é a principal responsável”, diz.
    ⚠️ Esse conjunto de fatores cria um ciclo: a sobrecarga afeta a rotina; a rotina reforça estereótipos; os estereótipos influenciam decisões corporativas; e essas decisões limitam a trajetória profissional das mulheres.
    Há, no entanto, um contraponto que costuma ficar fora do debate, lembra Dhafyni. A maternidade também está associada ao desenvolvimento de competências valorizadas no ambiente de trabalho.
    Estudos em neurociência indicam que a gravidez e o pós-parto promovem mudanças cognitivas relevantes, com impactos na regulação emocional, na tomada de decisão, no pensamento crítico e na criatividade, afirma a especialista.
    “No nosso trabalho com desenvolvimento de lideranças, observamos com clareza como a maternidade funciona como um potencializador de habilidades”, afirma Dhafyni.
    Segundo ela, mães tendem a apresentar maior adaptabilidade, melhor gestão do tempo e alta capacidade de priorização. Em pesquisas conduzidas pelo Todas Group com líderes da América Latina, a maternidade aparece entre as experiências citadas por mulheres que chegaram ao topo das organizações.
    “O problema não é a maternidade. É a forma como o mercado reage a ela”, afirma.
    Essa constatação reforça o caráter estrutural da desigualdade. O mercado penaliza um evento que, na prática, pode fortalecer habilidades essenciais para a liderança.
    A ampliação da licença-paternidade atua na raiz dessa distorção, mas não resolve o problema de forma isolada.
    Para Dhafyni, a permanência das mulheres no mercado após a maternidade também depende de práticas internas das empresas.
    Entre as mais eficazes, segundo a especialista, estão:
    Planejamento de carreira antes e durante a licença
    Programas estruturados de retorno ao trabalho
    Lideranças preparadas para conduzir essa transição
    Benefícios voltados ao cuidado na primeira infância
    Outro ponto central é o acesso a soluções de cuidado na primeira infância. Empresas que oferecem suporte nessa fase tendem a registrar maior retenção de talentos e menor rotatividade após a maternidade.
    “Criar contextos que permitam a continuidade dessas carreiras é uma decisão estratégica. Estamos falando de profissionais altamente qualificadas, prontas para o próximo estágio, mas que ainda enfrentam barreiras que nada têm a ver com desempenho”, afirma Dhafyni.
    A nova legislação brasileira abre espaço para esse movimento. Ela sinaliza uma mudança de direção e reconhece, ainda que de forma parcial, que o cuidado precisa ser compartilhado.
    Paternidade
    Juan Pablo Serrano/Pexels
    O que muda na prática?
    Com a nova legislação, o Brasil finalmente atualiza as regras da licença‑paternidade e amplia o alcance do direito. O benefício passa a se chamar salário‑paternidade e será custeado pela Previdência Social, com reembolso às empresas pelo INSS.
    A lei também amplia quem pode ter acesso à licença: além dos trabalhadores com carteira assinada, autônomos, empregados domésticos, microempreendedores individuais (MEIs) e outros segurados do INSS passam a ter direito ao benefício.
    Outro ponto importante é que o texto reconhece situações em que o pai pode precisar assumir integralmente o cuidado da criança.
    Nesses casos — como falecimento da mãe, adoção ou guarda unilateral, ausência do nome materno no registro civil, parto antecipado ou internação da mãe ou do recém‑nascido —, a licença‑paternidade pode ser equiparada à licença‑maternidade, chegando a até 120 ou 180 dias.
    A nova regra também cria estabilidade no emprego durante o período da licença e por até 30 dias após o retorno ao trabalho, além de prever a suspensão ou negação do benefício em casos de violência doméstica, abandono material ou quando o pai não se afasta de fato das atividades profissionais.
  • ‘Não aceitei sair com um lutador de MMA — e ele me deu um soco’

    ‘Não aceitei sair com um lutador de MMA — e ele me deu um soco’

    ‘Não aceitei sair com um lutador de MMA — e ele me deu um soco’
    Anne Marie Boyle acabou com um osso malar quebrado, lesão cerebral e um trauma duradouro
    Anne Marie Boyle
    Importante: esta reportagem contém descrições de agressões que podem ser perturbadoras para alguns leitores.
    Uma esteticista contou que um único soco de um lutador de MMA (artes marciais mistas, na sigla em inglês) em uma noite mudou a sua vida para sempre.
    Anne Marie Boyle ficou inconsciente ao levar um soco depois de rejeitar os avanços de Sean McInnes em um bar na Escócia, em setembro de 2024.
    Mãe de dois filhos, ela conta que tem “sorte por estar viva”. Boyle teve uma fratura de órbita e do osso malar.
    Mas ela conta que o ataque também a deixou com uma lesão cerebral e convulsões posteriores, que a levaram a perder seus negócios, sua licença para dirigir e sua autoconfiança.
    McInnes havia participado de uma importante competição de muay thai, o boxe tailandês. Ele foi preso em março, por 21 meses.
    Boyle é terapeuta de beleza, dona de sua própria empresa bem sucedida. Na noite do incidente, ela estava com seus primos em um bar em East Kilbride, na área de conselho de South Lanarkshire, na Escócia.
    Ela contou à BBC que, normalmente, não costumava ir àquele bar, mas eles foram para assistir a uma apresentação.
    Boyle tem 38 anos e conta que o que era, até então, uma noite calma acabou se transformando em um pesadelo que mudou a sua vida.
    “Minha filha tinha futebol no dia seguinte”, segundo ela. “Por isso, eu sabia que iria dirigir e, na verdade, não estava bebendo muito naquela noite.”
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    “Aquele rapaz ficava se aproximando da mesa. Ele simplesmente não aceitava um não como resposta. Ele não nos deixava em paz.”
    Boyle afirma que nunca o tinha visto antes.
    “Relembrando agora, certamente houve sinais de alerta, como ignorar limites”, ela conta.
    “Alguém me perguntou ‘você acha que ele simplesmente não entende ‘não’?’ Na verdade, ele entendia ‘não’, só não era a resposta que ele queria.”
    Quando o bar fechou, Boyle e seus amigos saíram para ir a pé para casa.
    Ela disse a McInnes: “Por favor, vá no caminho oposto.” Mas ele continuou a importuná-las.
    “Agressões verbais, gritos, berros no nosso rosto, ele crescia em cima de nós, não nos deixava ir embora”, conta Boyle.
    Sean McInnes era lutador de MMA e havia competido no evento Lion Fight 68, uma importante competição de muay thai
    Reprodução
    “Relembrando, aquilo só tinha dois desfechos. Ou ele seguiria seu caminho, ou aquilo iria acontecer. E tudo só se escalou.”
    McInnes participou da competição de muay thai Lion Fight 68. Ela conta que ele empurrou sua prima com tanta força que “ela estava gritando”.
    Segundos depois, ele socou Boyle no rosto.
    “Fiquei inconsciente”, segundo ela. “Imediatamente depois, ele socou outro menino e o deixou inconsciente.”
    Elas não sabiam que McIness era lutador de MMA.
    “Nunca senti uma dor como aquela”, prossegue Anne Marie Boyle. “Acho que ele sabia exatamente onde me atingir.”
    Anne Marie Boyle sofreu fratura de órbita e do osso malar devido ao ataque
    Anne Marie Boyle
    A dor no seu rosto e nos dentes era uma angústia.
    “Lembro que um policial veio e me perguntou ‘você está bem?’ Ele disse que eu estava sangrando na parte de trás da cabeça.”
    Boyle ficou no hospital por três semanas e foi diagnosticada com transtorno neurológico funcional (TNF). Ela conta que esta condição faz com que o cérebro pare de enviar sinais para o corpo, causando suas convulsões.
    Agora, ela também sofre de tremores involuntários e dores crônicas.
    Todo este suplício trouxe imensas repercussões à sua vida. Incapaz de trabalhar, ela perdeu seu negócio e sua carteira de motorista foi revogada, pois não é seguro para ela ficar atrás do volante.
    “Minha vida é completamente diferente”, ela conta. “Não consigo sair sozinha. Minha ansiedade é muito forte e, agora, não sei quais são as intenções das pessoas.”
    Ela destaca que seus sintomas mentais, às vezes, são piores que os físicos. E também afirma que foi “horrível” passar pelo processo judicial e ver novamente o rosto de McInnes.
    Tornar o mundo mais seguro para as mulheres
    McInnes alegou inocência até o dia do julgamento, quando finalmente reconheceu o ataque. Boyle ficou decepcionada por ele não ter recebido uma sentença maior.
    “Ele irá sair e voltar para sua família e seus filhos. Ele vai poder dirigir e voltar para o trabalho. E eu não posso trabalhar, pois posso cair a qualquer momento.”
    Ela deseja fazer com que as pessoas tenham consciência dos riscos representados por pessoas como McInnes. E quer tornar o mundo mais seguro para as mulheres, como suas duas filhas.
    “Tenho duas filhas que precisam de mim e tenho muitas pessoas que me amam à minha volta”, ela conta. “Esse amor é o que me ajuda a enfrentar isso.”
    “Estou contando esta história porque não quero que isso aconteça com outras pessoas que talvez não tenham o mesmo sistema de apoio, que podem não ser tão fortes, que podem não ter resistência.”
  • Você viu? Caminhonete de luxo é apreendida, menino encontrado morto em represa e ‘influencer do grau’ fica em estado grave

    Você viu? Caminhonete de luxo é apreendida, menino encontrado morto em represa e ‘influencer do grau’ fica em estado grave

    Você viu? Caminhonete de luxo é apreendida, menino encontrado morto em represa e ‘influencer do grau’ fica em estado grave
    Você viu? Caminhonete de luxo é apreendida, menino encontrado morto em represa e ‘influencer do grau’ fica em estado grave
    g1
    Olá!
    Confira o que foi destaque no g1 nesta semana.
    ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp
    Motorista compra caminhonete de luxo e veículo é apreendido pela PRF
    Uma caminhonete Toyota Hilux com indícios de adulteração foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-050, em Araguari, durante uma fiscalização de rotina.
    O motorista, de 38 anos, contou que comprou o veículo por R$ 223 mil após ver um anúncio na internet, acreditando que a negociação era regular. Parte do pagamento foi feita por transferência bancária e outra em dinheiro.
    Durante a abordagem, os agentes identificaram sinais de irregularidade nos elementos de identificação da caminhonete, já que um veículo, com a placa original, foi fiscalizado seis dias antes no estado do Mato Grosso. O homem foi encaminhado à delegacia da Polícia Civil para prestar esclarecimentos.
    Corpo de menino desaparecido é encontrado em represa em Patrocínio
    O corpo de Eduardo Miguel Silva, de 10 anos, foi encontrado na tarde de terça-feira (31) em uma represa do Parque da Matinha, em Patrocínio.
    O menino estava desaparecido desde a manhã de segunda-feira (30), quando saiu de casa após retornar da escola. A mãe procurou a polícia após não conseguir localizá-lo.
    Com base em informações levantadas durante as buscas, o Corpo de Bombeiros foi acionado para procurar o garoto na represa. O corpo foi encontrado submerso a cerca de 1,80 metro de profundidade.
    Eduardo Miguel Silva de 10 anos foi encontrado morto em represa do Parque da Matinha, em Patrocínio
    Prefeitura de Patrocínio/Reprodução
    LEIA TAMBÉM:
    Trabalhadores que comiam frutas do chão e tinham ‘dívidas artificiais’ vão receber direitos
    Mãe e filho são presos com 20 pés de maconha cultivados em estufa caseira
    Grávida morre após ser ejetada em engavetamento na BR-365
    ‘Influencer do grau’ fica em estado grave após acidente durante fuga da PM
    Dois jovens, de 18 e 20 anos, ficaram gravemente feridos após um acidente de moto em Patos de Minas. Eles fugiam da Polícia Militar quando colidiram contra um caminhão. Assista ao vídeo abaixo.
    ‘Influencer do grau’ fica em estado grave após ser atingido por caminhão durante fuga
    Segundo a PM, o condutor é conhecido nas redes sociais por publicar vídeos de manobras perigosas e se apresentar como “influencer do grau”, com mais de 98 mil seguidores.
    A perseguição começou após os policiais flagrarem a dupla em alta velocidade e na contramão. Durante a fuga, o garupa levantou a placa da moto para dificultar a identificação. Pouco depois, eles bateram no caminhão e foram arremessados.
    Os dois foram socorridos e levados para o Hospital Regional Antônio Dias.
    VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
  • Ataque ucraniano com drones e mísseis ao sul da Rússia mata ao menos uma pessoa

    Um ataque ucraniano com drones e mísseis ao sul da Rússia matou pelo menos uma pessoa, feriu outras quatro e provocou um incêndio a bordo de uma embarcação de bandeira estrangeira, disseram autoridades russas neste sábado (4).
    Yuri Slyusar, governador da região de Rostov, afirmou que uma pessoa foi morta e quatro ficaram gravemente feridas em um ataque aéreo da Ucrânia.
    Infraestrutura comercial foi danificada durante o ataque com mísseis à cidade de Taganrog. Um incêndio começou nas instalações de armazém de uma empresa de logística, disse Slyusar.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Uma embarcação comercial foi danificada e um incêndio começou como resultado de um ataque de drones ucranianos no Mar de Azov, afirmou Slyusar.
    A cidade russa de Togliatti foi atacada por drones ucranianos, disse o governador de Samara, Vyacheslav Fedorishchev. Não ficou claro o que foi atingido. A Ucrânia já havia anteriormente mirado ataques ao produtor de fertilizantes químicos TogliattiAzot.