Notícias

Categoria: Notícias Nacionais

Category Added in a WPeMatico Campaign

  • Ambulância atropela e mata homem que vivia em situação de rua na Consolação, Centro de SP

    Ambulância atropela e mata homem que vivia em situação de rua na Consolação, Centro de SP

    Ambulância atropela e mata homem que vivia em situação de rua na Consolação, Centro de SP
    Ambulância atropela e mata homem que vivia em situação de rua na Rua da Consolação
    Um homem que vivia em situação de rua morreu após ser atropelado por uma ambulância na madrugada desta quinta-feira (12) na Rua da Consolação, na saída da Avenida Paulista, uma das principais vias mais movimentadas da Região Central de São Paulo.
    O acidente aconteceu por volta das 3h30. De acordo com a Polícia Militar, a vítima tinha aparentemente 35 anos e estaria sentada no meio da rua antes de ser atropelada.
    O motorista e o socorrista permaneceram no local e tentaram socorrer o homem, mas ele não resistiu.
    Ambulância atropela e mata homem que vivia em situação de rua na Rua da Consolação
    Reprodução/TV Globo
  • Projeto de combate à violência doméstica criado por estudantes da rede pública de PE é destaque nacional e será apresentado em Harvard

    Projeto de combate à violência doméstica criado por estudantes da rede pública de PE é destaque nacional e será apresentado em Harvard

    Projeto de combate à violência doméstica criado por estudantes da rede pública de PE é destaque nacional e será apresentado em Harvard
    Projeto de combate à violência doméstica desenvolvido por estudantes da rede pública será apresentado em Harvard
    Reprodução/SEE
    Um projeto criado na Escola Técnica Estdual (ETE) Ministro Fernando Lyra, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, conquistou o segundo lugar no Brasil na 12ª edição do programa Diálogos, da Brazil Conference, considerada a maior conferência de estudantes brasileiros no exterior. O resultado foi o melhor do Nordeste entre as 128 equipes inscritas, sendo mais de 600 participantes de todo o país.
    O projeto foi batizado de Projeto Vivas e foi desenvolvido pelos estudantes, hoje egressos, Ingridy Silva e Kauã Silva, sob orientação da professora Eligivania Macedo, que também é gestora da unidade. A iniciativa criou um canal de registro de casos de violência doméstica por meio de aplicativo de celular, permitindo que estudantes comuniquem situações de agressão vividas ou testemunhadas dentro de casa.
    ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Segundo a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE-PE), após o registro, a família é acolhida pela escola e recebe orientação sobre medidas de proteção, acesso à rede de apoio e encaminhamentos necessários.
    “O projeto também incentiva a autonomia financeira das mulheres atendidas, com orientações sobre qualificação profissional e possibilidades de empreendedorismo, contribuindo para que possam romper o ciclo de dependência econômica do agressor”, destacou a pasta.
    “Quando uma mulher sofre violência, não é apenas ela que é atingida. A estrutura familiar é afetada e, principalmente, os filhos. Esse sofrimento chega à escola, interfere na rotina e pode resultar em evasão. Foi a partir dessa compreensão que começamos a refletir”, destaca Ingridy, que atualmente atua na escola como agente da Busca Ativa.
    Kauã Silva, que atualmente é estudante de Ciência da Computação,  destaca como o conhecimento básico foi decisivo para transformar a ideia do Projeto Vivas em uma solução concreta. “Eu cursei Desenvolvimento de Sistemas na escola e foi a partir desse curso que consegui estruturar o aplicativo. A base técnica que recebi foi essencial para transformar a ideia em algo concreto e funcional. Acredito no poder da tecnologia como ferramenta de transformação social”, diz.
    Conforme a SEE, o projeto Vvias será apresentado em abril na Harvard University, em Cambridge, nos Estados Unidos, por meio de exibição em vídeo durante a programação oficial da conferência.
    “A proposta do projeto está diretamente ligada ao trabalho que já desenvolvemos na escola com foco no empreendedorismo. Como estimulamos fortemente essa cultura, entendemos que promover autonomia financeira para essas mulheres é uma estratégia concreta para ajudá-las a romper o ciclo da violência. Quando elas conquistam independência econômica, ampliam suas possibilidades de escolha e passam a ter mais condições de sair daquele contexto e reconstruir suas vidas com mais segurança e dignidade”, disse a professora Eligivania.
  • Assista ao Bom Dia Amapá desta quinta (12)

    Assista ao Bom Dia Amapá desta quinta (12)

    Assista ao Bom Dia Amapá desta quinta (12)
    Assista ao Bom Dia Amapá desta quinta (12) O g1 transmite ao vivo, diariamente, os telejornais Bom Dia Amapá (7h), JAP1 (11h45) e JAP2 (19h05).
  • Operação busca alvos de brigas e atentados a torcidas organizadas na região metropolitana de Maceió

    Operação busca alvos de brigas e atentados a torcidas organizadas na região metropolitana de Maceió

    Operação busca alvos de brigas e atentados a torcidas organizadas na região metropolitana de Maceió
    Integrantes de torcidas organizadas são alvos de operação policial na região metropolitana de Maceió
    Divulgação/PC-AL
    A Polícia Civil realiza, nesta quinta-feira (12), uma operação para prender dez suspeitos de envolvimento em diversos crimes relacionados a brigas de torcidas organizadas na região metropolitana de Maceió. Até a publicação desta reportagem, o número de presos não foi informado.
    De acordo com a polícia, os alvos são suspeitos de crimes de explosão, tentativa de homicídio, lesão corporal dolosa, dano e envolvimento em brigas de torcidas organizadas.
    Os mandados foram expedidos pela 8ª Vara Criminal da Capital e são cumpridos na cidade de Satuba e nos bairros Tabuleiro do Martins, Cidade Universitária, Trapiche da Barra, Poço, Ponta Grossa, Bebedouro e Clima Bom, em Maceió.
    A investigação apura um atentado com artefato explosivo ocorrido no bairro Poço, em 29 de novembro de 2025, quando quatro torcedores do Clube de Regatas Brasil (CRB) foram agredidos enquanto seguiam para uma festa de torcida organizada.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    As vítimas estavam dentro de um carro e, ao pararem em um semáforo, foram atacadas por vários criminosos que desceram de outros quatro veículos. Eles estavam com pedras, barras de ferro e uma bomba caseira, que foi jogada dentro do carro dos torcedores do CRB.
    Todos os ocupantes do veículo ficaram feridos. Um deles, inclusive, ficou internado em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE).
    “Essas operações visam desarticular grupos organizados que usam o futebol como pretexto para a prática de crimes graves, muitas vezes associando-se a facções criminosas”, afirmou o delegado Bruno Tavares.
  • IEL abre mais de 600 vagas de estágio em Salvador e outras 22 cidades da Bahia; bolsas chegam a R$ 1,8 mil

    IEL abre mais de 600 vagas de estágio em Salvador e outras 22 cidades da Bahia; bolsas chegam a R$ 1,8 mil

    IEL abre mais de 600 vagas de estágio em Salvador e outras 22 cidades da Bahia; bolsas chegam a R$ 1,8 mil
    IEL abre mais de 600 vagas de estágio em Salvador e outras 22 cidades da Bahia
    Victor Hiroshi/IEL
    O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) abriu 642 vagas de estágio para 23 cidades da Bahia. As oportunidades abrangem níveis médio, técnico e superior, com bolsas que variam entre R$ 500 a R$ 1,8 mil.
    Entre as vagas disponíveis estão os das áreas de administração, agronomia, arquivologia, biomedicina, design gráfico, direito, economia, educação física, enfermagem, engenharia, farmácia, gastronomia, gestão pública, medicina veterinária, nutrição, pedagogia, psicologia, serviço social e tecnologia da informação.
    📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia
    Os interessados devem fazer o cadastro no site do IEL e manter cadastro sempre atualizado.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    As oportunidades estão disponíveis nos municípios de:
    Andorinha;
    Barreiras;
    Brumado;
    Cruz das Almas;
    Eunápolis;
    Feira de Santana;
    Ilhéus;
    Irecê;
    Itabuna;
    Itamaraju;
    Jacobina;
    Jequié;
    Luís Eduardo Magalhães;
    Mata de São João;
    Nazaré;
    Paulo Afonso;
    Porto Seguro;
    Salvador;
    Santo Estevão;
    Senhor do Bonfim;
    Teixeira de Freitas;
    Valença;
    Vitória da Conquista.
    LEIA TAMBÉM:
    Programa ‘Partiu Estágio’ oferece mais de 5 mil vagas para universitários na Bahia; saiba como se inscrever
    Defensoria Pública da Bahia abre concurso para defensores com salário de R$ 29 mil
    Neoenergia Coelba abre mais de 200 vagas para Escola de Eletricistas e faz mutirões com inscrições presenciais
    Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.
    Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
  • Mãe condenada por omissão em estupro de menina de 12 anos poderá recorrer em liberdade, decide TJMG

    Mãe condenada por omissão em estupro de menina de 12 anos poderá recorrer em liberdade, decide TJMG

    Mãe condenada por omissão em estupro de menina de 12 anos poderá recorrer em liberdade, decide TJMG
    Entenda caso de homem de 35 anos absolvido após condenação por estupro contra menina de 12
    A Justiça de Minas Gerais decidiu que a mãe da menina de 12 anos estuprada em Indianópolis, no Triângulo Mineiro, poderá recorrer em liberdade da condenação por omissão. O homem de 35 anos condenado por estupro de vulnerável continuará preso.
    Segundo o Ministério Público, no julgamento realizado nesta terça-feira (11), os desembargadores restabeleceram as penas aplicadas inicialmente. O g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e aguarda retorno.
    A decisão foi tomada por unanimidade pela 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), após recurso apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
    Em primeira instância, os dois haviam sido condenados a nove anos e quatro meses de reclusão em regime fechado pelos crimes. Posteriormente, uma decisão do próprio tribunal havia absolvido os réus.
    Durante o julgamento, os magistrados também reconheceram a nulidade de uma decisão anterior proferida de forma monocrática por um magistrado que havia atuado no caso.
    Segundo o entendimento da câmara, o recurso apresentado pelo Ministério Público deveria ter sido analisado pelo colegiado, e não de forma individual.
    Desembargador afastado
    No dia 27 de fevereiro, o desembargador Magid Nauef Láuar foi afastado do cargo por decisão da Corregedoria Nacional de Justiça depois de ser alvo de denúncias de crimes sexuais.
    Inicialmente, o CNJ abriu investigação para apurar a primeira decisão de Magid no caso, com indícios de ser “teratológica”, ou seja, absurda e ilegal.
    No entanto, no decorrer do processo, o órgão recebeu denúncias contra o desembargador por “delitos contra a dignidade sexual” no período em que ele atuou como juiz de direito nas comarcas de Ouro Preto, na Região Central do estado, e Betim, na Grande BH. Cinco vítimas já foram ouvidas.
    Relembre o caso
    O MPMG havia oferecido denúncia contra o suspeito e a mãe da vítima em abril de 2024 por estupro de vulnerável.
    Segundo as investigações, na época, a menina estava morando com o homem, com autorização da mãe, e tinha deixado de frequentar a escola.
    O suspeito foi preso em flagrante no dia 8 de abril de 2024. Na delegacia, ele admitiu que tinha relações sexuais com a vítima. A mãe dela afirmou que deixou o homem “namorar” a filha.
    O que diz a lei
    O Código Penal estabelece que ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos configura estupro de vulnerável.
    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já firmou entendimento de que o consentimento da vítima, eventual experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento amoroso não afastam a ocorrência do crime.
    Prisão mãe de menina de 12 anos após desembargador voltar atrás em caso de estupro Indianópolis
    TV Integração/Reprodução
    Magid Nauef Láuar
    Juarez Rodrigues/TJMG
    LEIA TAMBÉM:
    Entenda caso de homem de 35 anos absolvido após ser condenado por estupro contra menina de 12
    ‘Decisão não é fato isolado’, diz desembargadora que foi voto vencido na absolvição de acusado de estupro
    Primo de desembargador que absolveu réu por estupro denuncia abuso quando tinha 14 anos
  • O que é chuva ácida e quais são os seus riscos?

    O que é chuva ácida e quais são os seus riscos?

    O que é chuva ácida e quais são os seus riscos?
    Irã alerta moradores de Teerã para risco de chuva ácida
    Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
    O ataque contra depósitos de petróleo lançou uma fumaça escura e densa sobre Teerã, a capital do Irã, no sábado (7). O resultado foi uma combinação de óxidos de enxofre e compostos de nitrogênio que, juntos com a umidade do ar, podem resultar em chuva ácida.
    As autoridades e o Crescente Vermelho do Irã alertaram os moradores para permanecerem em casa. Moradores de Teerã relataram que, no domingo, a cidade amanheceu com o céu escuro e coberta de fuligem preta.
    VEJA TAMBÉM:
    OMS alerta sobre chuva ácida no Irã
    O que é a chuva ácida?
    A chuva ácida se refere a qualquer precipitação com componentes ácidos, que cai no solo a partir da atmosfera em forma úmida ou seca. Isso pode incluir chuva, neve, neblina, granizo ou até mesmo poeira ácida.
    Ao se misturarem com a água na atmosfera, os óxidos provenientes da queima de combustíveis fósseis, principalmente o dióxido de enxofre e os óxidos de nitrogênio, podem formar ácidos, como os ácidos sulfúrico, nítrico e nitroso, que voltam ao solo sob a forma de chuva.
    As partículas ácidas no ar podem causar irritação respiratória, especialmente em pessoas com asma ou bronquite, queimaduras químicas na pele ou danos mais graves nos pulmões.
    A chuva ácida também contamina ecossistemas, destroi a cobertura vegetal, acidifica solos e águas de rios e lagos e ameaça a biodiversidade.
    “A fumaça cobriu a cidade inteira. Eu estou com forte falta de ar e ardência nos olhos e na garganta, e muitos outros sentem o mesmo. É impossível ficar ao ar livre”, afirma uma ativista iraniana.
    Origem nos combustíveis fósseis
    Embora a chuva ácida possa ter uma origem natural, sobretudo vulcões, na maior parte das vezes ela tem como origem a queima de combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica, por indústrias e por veículos.
    Toda chuva é naturalmente ligeiramente ácida devido ao dióxido de carbono, às emissões naturais de óxidos de enxofre e de nitrogênio e a certos ácidos orgânicos. No entanto, as emissões provenientes da atividade humana podem torná-la muito mais ácida. As chuvas só se tornam problemas ambientais quando o pH delas é abaixo de 5.
    O termo “chuva ácida” foi cunhado pelo cientista britânico Robert Angus Smith em 1852, ao observar o fenômeno no auge da industrialização da Inglaterra.
    No caso do Irã, a Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora os riscos à saúde decorrentes da “liberação maciça” de hidrocarbonetos tóxicos, óxidos de enxofre e compostos de nitrogênio na atmosfera.
    Segundo a agência, ataques pelo Irã à infraestrutura petrolífera do Bahrein e da Arábia Saudita reforçam a preocupação por uma exposição ainda maior da região à poluição, o que pode ter efeitos de longo prazo.
    Uma arma de guerra?
    O porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que o ataque em grande escala marcou uma “nova fase perigosa” do conflito e constituiu um crime de guerra.
    “Ao atacar depósitos de combustível, os agressores estão liberando materiais perigosos e substâncias tóxicas no ar, envenenando civis, devastando o meio ambiente e colocando vidas em risco em grande escala.”
    Já o porta-voz militar israelense, tenente-coronel Nadav Shoshani, afirmou que os depósitos eram usados para abastecer os esforços de guerra do Irã, incluindo a produção ou armazenamento de propelente para mísseis balísticos. “Eles são um alvo militar legal.”
    Para o Escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), o ataque massivo contra Teerã levanta “sérias dúvidas sobre se as obrigações de proporcionalidade e precaução previstas no direito internacional humanitário foram cumpridas”.
    Os locais atingidos “não parecem ser de uso exclusivamente militar”, destacou uma porta-voz.
    Prejuízo ao meio ambiente
    A chuva ácida afeta ecossistemas terrestres e aquáticos ao alterar a acidez do solo e da água, infiltrados por metais pesados. O fenômeno ameaça a biodiversidade, podendo provocar a morte de peixes e vários efeitos negativos para a vegetação.
    As plantas podem crescer menos e se tornarem menos produtivas por causa de danos aos seus mecanismos de fotossíntese e reprodução. Já os corpos d’água podem sofrer mudanças na coloração e redução nas populações de organismos diversos ou se tornarem inabitáveis para peixes devido à ácidez elevada.
    Também a agricultura está sujeita a efeitos nocivos, com o retardamento do crescimento das culturas e prejuízos para a produção.
  • Sistema da Prefeitura de SP bloqueia cadastro de ambulantes em áreas mais lucrativas, como a Rua 25 de Março, diz estudo

    Sistema da Prefeitura de SP bloqueia cadastro de ambulantes em áreas mais lucrativas, como a Rua 25 de Março, diz estudo

    Sistema da Prefeitura de SP bloqueia cadastro de ambulantes em áreas mais lucrativas, como a Rua 25 de Março, diz estudo
    Pedestres lotam as lojas da Rua 25 de Março e da Ladeira Porto Geral, no Centro de SP
    ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
    A cidade de São Paulo tem atualmente 5.914 autorizações vigentes para comércio de rua, segundo dados da prefeitura. Mesmo assim, vendedores continuam trabalhando sem licença em polos tradicionais de comércio popular do Centro, como Brás e Rua 25 de Março, onde o sistema municipal batizado de Tô Legal bloqueia novos cadastros.
    Esta é a conclusão de um estudo publicado na quarta-feira (11) pela Wiego, organização internacional que trabalha com temas ligados à economia informal. Segundo a entidade, o sistema de licenciamento não permite o cadastro de ambulantes justamente nos locais em que a atividade costuma gerar mais renda.
    De acordo com a pesquisa “Direitos das pessoas comerciantes no espaço público: o caso da cidade de São Paulo, Brasil”, o sistema bloqueia vagas em áreas consideradas “mercados naturais” do comércio de rua — regiões com grande circulação de consumidores e onde historicamente ambulantes se concentram.
    Entre os exemplos citados estão o Brás, a Rua 25 de Março e a Sé, no Centro da capital. Segundo dados da prefeitura, cerca de 70% do território da cidade está disponível para licenças de comércio ambulante. Isso leva muitos trabalhadores a continuar atuando de forma irregular, afirmam os pesquisadores.
    Estudo inédito do Dieese mapeia o perfil dos ambulantes de SP
    A pesquisa analisou a legislação e as políticas públicas que regulam o comércio ambulante em São Paulo, além de examinar como essas regras funcionam na prática. Para isso, os pesquisadores combinaram análise jurídica das normas municipais com levantamento de dados e relatos de trabalhadores do setor.
    Em nota, a prefeitura confirmou que o sistema bloqueia novos cadastros em áreas como o Brás e a Rua 25 de Março. Segundo a gestão municipal, a medida busca ordenar o espaço urbano diante da grande circulação de pessoas e da limitação física das ruas (leia mais abaixo).
    Criado em 2019, o Tô Legal é um sistema digital que permite solicitar autorização para vender produtos ou prestar serviços nas ruas. O trabalhador escolhe um endereço disponível em um mapa da cidade e solicita a licença para atuar naquele ponto. O documento tem validade de até 90 dias no local escolhido e precisa ser renovado após esse período.
    Os números de autorizações vigentes informados pela Secretaria Municipal das Subprefeituras incluem diferentes tipos de permissões para trabalhar no espaço público.
    No total, a prefeitura registra:
    3.598 portarias de autorização para comércio e prestação de serviços;
    537 autorizações porta a porta (quando o trabalhador circula oferecendo produtos ou serviços, em vez de ficar parado em um ponto fixo);
    1.108 TPUs de comércio ambulante (documentos autorizando o uso temporário de vias públicas para vendas itinerantes ou em pontos fixos, como carrinhos, bicicletas ou bancas);
    671 TPUs para comida de rua (é um tipo específico de TPU destinado a vendedores de alimentos).
    Sem autorização
    A ambulante Laís, que trabalha há nove anos nas ruas do Brás vendendo cuecas e meias, afirma que já tentou diversas vezes se regularizar pelo sistema municipal, mas nunca conseguiu autorização para trabalhar na região.
    “Tô Legal sempre tentei dar entrada e nunca tive êxito. Aqui no Brás praticamente não funciona. Muitas ruas são bloqueadas pelo próprio sistema”, afirma.
    Segundo ela, vendedores acabam enfrentando um cenário de incerteza, mesmo quando conseguem autorização.
    “Você paga o Tô Legal, mas permanece na incerteza. A fiscalização faz de tudo para apreender sua mercadoria e aplicar multa. Não há uma regra clara. Cada fiscal faz de um jeito”, diz.
    Consumidores lotam a região de comércio popular do Brás, no centro de São Paulo, neste sábado (19).
    Roberto Costa/Estadão Conteúdo
    Licenças temporárias
    Outro ponto analisado no estudo é o formato das autorizações concedidas pelo sistema municipal. As licenças têm prazo máximo de 90 dias no ponto escolhido. Após esse período, o trabalhador precisa solicitar uma nova autorização.
    Segundo a prefeitura, o prazo foi definido para garantir rotatividade e democratização do uso do espaço público.
    Para Daniel Mayor Fabre, um dos autores do estudo, o modelo cria instabilidade econômica. Segundo ele, é importante que os trabalhadores tenham licenças seguras, que lhes deem tempo, flexibilidade e estabilidade.
    “Existe uma ideia de ‘cidade limpa’, em que as pessoas pobres ou que não têm oportunidades acabam sendo vistas como um problema, especialmente nas áreas centrais da cidade. É uma concepção segundo a qual a cidade deve estar organizada e não deveria haver pessoas trabalhando na rua”, afirmou ao g1.
    Autorizações vigentes por subprefeituras em SP
    Segundo o pesquisador, que é mestre em teoria do direito, essas políticas públicas ainda refletem uma concepção antiga de trabalho, herdada do século XX, que tratava a informalidade como uma etapa passageira antes da inserção na economia formal.
    “Hoje sabemos que essa ideia estava equivocada. Quando observamos a economia informal, vemos que ela é persistente e que existe em articulação com a economia formal, especialmente em regiões como a nossa, na América do Sul.”
    Para Tania Espinosa, coordenadora regional do estudo, políticas de ordenamento do comércio nas ruas costumam privilegiar o direito à mobilidade em detrimento do direito ao trabalho, embora ambos tenham o mesmo peso.
    Segundo ela, ao defender ruas mais organizadas e livres, muitas vezes ambulantes são deslocados para regiões periféricas ou com pouca circulação de pessoas, o que afeta diretamente a renda desses trabalhadores e ocorre sem transparência na distribuição dos espaços.
    “Ao priorizar ruas ordenadas e livres, afeta-se gravemente a renda das pessoas comerciantes, que são deslocadas para a periferia ou para lugares com pouca circulação de pessoas”, afirma.
    Para Espinosa, a falta de reconhecimento dos chamados “mercados naturais” — áreas onde já existe fluxo de compradores — demonstra desconhecimento sobre a dinâmica do comércio informal e ignora a precariedade econômica que leva muitos trabalhadores a ocupar o espaço público.
    Estimativas citadas na pesquisa indicam que cerca de 110 mil pessoas trabalham como ambulantes na capital e na região metropolitana de São Paulo. Para os pesquisadores, enquanto o sistema de licenças não permitir acesso a locais economicamente viáveis e oferecer maior estabilidade aos trabalhadores, a informalidade continuará sendo a principal forma de atuação nas ruas da cidade.
    Ambulante senegalês morre após confusão com PM em abordagem no Brás, Centro de SP
    Arquivo Pessoal
    Onde estão as licenças
    Os dados da prefeitura mostram que a distribuição das autorizações varia bastante entre as subprefeituras da cidade.
    A região da Subprefeitura da Sé, que inclui grande parte do Centro, concentra o maior número de licenças: 1.377 portarias de autorização para comércio e serviços, além de 339 TPUs de comércio ambulante.
    Outras regiões com grande número de autorizações incluem:
    Subprefeitura da Mooca (que inclui bairros como Brás, Pari e Tatuapé, que têm centros comerciais) — 956 portarias
    Subprefeitura de Vila Mariana — 530 portarias
    Subprefeitura de Pinheiros — 428 portarias
    Subprefeitura da Lapa — 411 portarias
    Já algumas subprefeituras registram números muito menores. A Subprefeitura do Jaçanã/Tremembé, por exemplo, tem 9 portarias de autorização, e a de Perus registra 10.
    Segundo a prefeitura, não há limite para a emissão de autorizações, desde que o local esteja disponível no sistema.
    O valor das autorizações do Tô Legal é calculado automaticamente no portal, de acordo com o tipo de atividade, a subprefeitura, o período de autorização — que pode chegar a até 90 dias — e o equipamento utilizado. Os preços variam conforme a região e a categoria do comércio.
    Para vendedores ambulantes ou trabalhadores que atuam de porta em porta, as taxas começam em cerca de R$ 11 por dia, podendo variar conforme o produto, o horário e o local de atuação. Ou seja, uma licença de 90 dias custaria R$ 990.
    Já outras permissões de uso do espaço público, como para comida de rua, bancas ou serviços, têm valores calculados pelo sistema com base no tamanho da área ocupada ou no tipo de atividade.
    Bloqueios em polos comerciais
    Em nota, a Secretaria Municipal das Subprefeituras afirmou que o sistema é “100% digital, transparente e rápido” e que permite emitir autorizações em média em quatro dias.
    Segundo a pasta, o programa ampliou significativamente o número de licenças concedidas.
    “Desde a implantação do sistema, foram emitidas mais de 115 mil portarias de autorização. Nos 20 anos anteriores à criação do Tô Legal, cerca de 5 mil TPUs haviam sido emitidos”, informou a secretaria.
    A prefeitura acrescentou que endereços nas proximidades desses polos comerciais seguem disponíveis para autorização e reiterou que cerca de 70% do território da cidade está liberado para atuação de comerciantes.