Notícias

Categoria: Notícias Nacionais

Category Added in a WPeMatico Campaign

  • Contrabandistas que usavam internet por satélite para falar com ‘batedores’ foram pegos com mais de 1,3 mil mercadorias, no Paraná

    Contrabandistas que usavam internet por satélite para falar com ‘batedores’ foram pegos com mais de 1,3 mil mercadorias, no Paraná

    Contrabandistas que usavam internet por satélite para falar com ‘batedores’ foram pegos com mais de 1,3 mil mercadorias, no Paraná
    Receita Federal e PM apreendem R$ 300 mil mercadorias irregulares
    Contrabandistas que usavam internet por satélite para falar com “batedores” foram pegos com mais de 1,3 mil mercadorias trazidas do Paraguai para o Paraná.
    🔍Em esquemas de contrabando, um “batedor” é quem viaja à frente de quem está carregando a mercadoria, com o intuito de monitorar e avisar sobre o policiamento e a fiscalização em rodovias. Veja, mais abaixo, as diferenças entre contrabando e descaminho.
    O flagrante aconteceu na BR-277 em Irati, na região central do estado, durante uma fiscalização de rotina da Receita Federal e Polícia Militar, após agentes desconfiarem de duas caminhonetes por elas viajarem juntas e carregadas.
    Segundo a Receita Federal, a maior parte das mercadorias que estavam com eles tem comercialização proibida no país. O balanço do órgão afirma que foram apreendidos 200 cigarros eletrônicos, 500 ampolas de anabolizantes, 500 canetas emagrecedoras e 100 frascos de cosméticos, além de outros medicamentos em cartelas.
    ✅ Clique aqui e siga o canal do g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp
    Mais de 1,3 mil mercadorias foram apreendidas
    Receita Federal
    A situação aconteceu nesta quinta-feira (2).
    A Receita Federal afirma que em um dos veículos havia apenas o motorista e a “grande quantidade de mercadorias de origem estrangeira sem comprovação de importação regular e de comercialização proibida no Brasil”, que tinham como destino Curitiba.
    No outro, estavam o motorista e outros dois homens, que, segundo o órgão, tinham “funções exclusivas de monitoramento das equipes de fiscalização e orientação ao veículo de carga”.
    “Um dos veículos atuava como ‘batedor’ e utilizava um sistema de internet via satélite para comunicação com o veículo que transportava a carga apreendida. […] Eles usavam o WhatsApp para comunicação entre os veículos e para acompanhar grupos que reportam em tempo real as posições das equipes de fiscalização na rodovia”, explicou o órgão.
    Os quatros homens que estavam nos veículos foram detidos e encaminhados à Polícia Federal de Ponta Grossa. Os nomes deles não foram divulgados.
    “Esse tipo de ação reafirma o compromisso da Receita Federal com o combate ao contrabando, descaminho e sonegação de impostos, buscando a proteção à livre concorrência e aos agentes econômicos que exercem suas atividades de maneira regular”.
    Mais de 1,3 mil mercadorias foram apreendidas
    Receita Federal
    Leia também:
    Crime contra família: Homem é preso suspeito de arrombar a casa do próprio pai, de 79 anos, e furtar cofre cheio de dinheiro e itens de valor
    BR-376: Caminhoneiro é atropelado pelo próprio caminhão, que depois invadiu pista e bateu em outro veículo
    Golpes: Jovem finge ser amigo de aposentado para obter R$ 72 mil fazendo dívidas no nome dele
    📃Diferenças entre contrabando e descaminho
    O Código Penal define como “contrabando” a entrada, no território brasileiro, de mercadorias que são proibidas no país. A pena prevista vai de 2 a 5 anos de prisão, e deve ser aplicada em dobro caso o crime seja cometido em transporte aéreo, marítimo ou fluvial.
    Já o “descaminho”, pela lei, é a entrada de produtos que são permitidos legalmente, mas sem o pagamento dos impostos devidos. A pena vai de 1 a 4 anos de prisão e também deve ser aplicada em dobro caso as mercadorias estejam sendo trazidas por aviões, helicópteros, barcos ou similares.
    Veja, abaixo, o que diz o Código Penal:
    Descaminho (art. 334): iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria.
    Pena – reclusão, de um a quatro anos.
    § 1º Incorre na mesma pena quem:
    I – pratica navegação de cabotagem, fora dos casos permitidos em lei;
    II – pratica fato assimilado, em lei especial, a descaminho;
    III – vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria de procedência estrangeira que introduziu clandestinamente no País ou importou fraudulentamente ou que sabe ser produto de introdução clandestina no território nacional ou de importação fraudulenta por parte de outrem;
    IV – adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria de procedência estrangeira, desacompanhada de documentação legal ou acompanhada de documentos que sabe serem falsos.
    § 2º Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste artigo, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino de mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em residências.
    § 3º A pena aplica-se em dobro se o crime de descaminho é praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial.
    Contrabando (art. 334-A): importar ou exportar mercadoria proibida.
    Pena – reclusão, de dois a cinco anos.
    § 1º Incorre na mesma pena quem:
    I – pratica fato assimilado, em lei especial, a contrabando;
    II – importa ou exporta clandestinamente mercadoria que dependa de registro, análise ou autorização de órgão público competente;
    III – reinsere no território nacional mercadoria brasileira destinada à exportação;
    IV – vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria proibida pela lei brasileira;
    V – adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria proibida pela lei brasileira.
    § 2º – Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste artigo, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino de mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em residências.
    § 3º A pena aplica-se em dobro se o crime de contrabando é praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial.
    Vídeos mais assistidos do g1 Paraná:
    Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul
  • Mulher é assassinada em casa e SC soma ao menos 2 feminicídios no fim de semana

    Mulher é assassinada em casa e SC soma ao menos 2 feminicídios no fim de semana

    Mulher é assassinada em casa e SC soma ao menos 2 feminicídios no fim de semana
    Polícia Militar de SC
    Polícia Militar de SC
    Uma mulher de 36 anos foi morta a facadas em casa no sábado (4), na comunidade do Papaquara, em Florianópolis. De acordo com a Polícia Militar, o companheiro da vítima é apontado como autor do crime. Este foi ao menos o segundo feminicídio registrado no fim de semana em Santa Catarina.
    Na capital, o caso ocorreu por volta das 10h. A PM encontrou o suspeito do crime, de 32 anos, com machucados provocados por agressões feitas por moradores. Durante a entrevista, ele confessou a autoria e foi detido.
    ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp
    Também no sábado, uma mulher de 67 anos foi encontrada morta em casa no interior de São Domingos, no Oeste de Santa Catarina. A vítima foi identificada como Ana Leda Santoro, de 67 anos. O suspeito também era companheiro da vítima e foi capturado e preso.
    Segundo a Polícia Civil, familiares relataram que, por volta das 5h, o marido de Ana telefonou para a filha do casal e afirmou ter cometido o crime. Após a ligação, a família acionou o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar.
    O corpo de Ana foi encontrado com sinais de morte violenta, com suspeita de estrangulamento.
    Em buscas pelo suspeito, as autoridades encontraram o homem em uma área de mata, no interior de Irati. Ele foi preso e encaminhado à delegacia.
    A vítima foi identificada como Ana Leda Santoro, de 67 anos, e a Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
    Reprodução/Redes sociais
    Feminicídios em SC
    Até fevereiro de 2026, Santa Catarina contabilizou 8 feminicídios. Já entre 2020 e 2024, segundo o Mapa do Feminicídio, divulgado pelo Ministério Público no fim de março deste ano, foram 335 mulheres mortas por conta da violência de gênero no estado. Deste total, 71% das vítimas foram assassinadas por companheiros ou ex‑companheiros.
    Os dados também indicam maior incidência entre mulheres com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos e baixa escolaridade — evidenciando barreiras de acesso à justiça e aos mecanismos de proteção.
    Ao identificar padrões, fatores de risco e impactos sociais associados aos crimes, o estudo também demonstrou que, embora os números absolutos sejam mais elevados em cidades maiores, o risco proporcional de mulheres serem vítimas de feminicídio é maior em municípios menores, onde os chamados “corredores do fenômeno feminicida” foram identificados (veja números abaixo).
    O feminicídio está previsto no artigo 121-A do Código Penal. O entendimento começou a valer a partir da lei número 13.104/2015.
    Qual o perfil das vítimas?
    73,2% das vítimas nunca tiveram acesso à medida protetiva;
    19,7%, em algum momento, solicitaram a proteção judiciária;
    79,7% tinham entre 12 e 49 anos (com picos entre 18-24 e 35-39, mostrando tendência no início da vida adulta e estabilização de vínculos afetivos);
    97,6% eram brasileiras e 2% estrangeiras (venezuelanas, argentinas e cubanas);
    65% eram mães.
    31,9% tinham ensino fundamental incompleto, evidenciando uma barreira no acesso à justiça e ao sistema de proteção;
    71,5% não tinham vínculo empregatício formal, e 23,4% eram “do lar”, evidenciando dependência econômica e precarização laboral.
    Quem são as vítimas de feminicídio em SC? Mapa indica perfil das mulheres no estado
    VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
  • As famílias que dizem terem sido enganadas por clínicas de fertilização: ‘Quando meu filho nasceu, vi que algo estava errado’

    As famílias que dizem terem sido enganadas por clínicas de fertilização: ‘Quando meu filho nasceu, vi que algo estava errado’

    As famílias que dizem terem sido enganadas por clínicas de fertilização: ‘Quando meu filho nasceu, vi que algo estava errado’
    Laura e sua parceira afirmam que foi usado o esperma do doador incorreto para conceber seu filho James
    Keith Bridle/BBC
    “Logo depois que James nasceu, percebi que algo estava errado”, conta Laura.
    Ela e sua parceira, Beth, têm dois filhos: James e a mais velha, Kate. Ambos foram concebidos por tratamento de FIV (fertilização in vitro) em uma clínica no norte de Chipre, ocupado pela Turquia.
    As mulheres usaram seus próprios óvulos e escolheram cuidadosamente um doador de esperma saudável anônimo.
    Entenda o que é a fertilização in vitro (FIV)
    Elas disseram à clínica que encomendou o esperma que era importante que fosse usado o mesmo doador para os dois bebês, para que seus filhos tivessem relação biológica entre si.
    Mas, quando James nasceu, elas notaram que seus “belos” olhos castanhos eram muito diferentes da sua mãe biológica, Beth, e do doador de esperma que a família havia pedido.
    VEJA TAMBÉM
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Aquilo despertou uma dúvida nas suas mentes: “Será que a nossa clínica cometeu um erro?”
    Depois de cerca de uma década de preocupações, Beth e Laura decidiram que seus filhos deveriam fazer um teste de DNA. Os resultados indicaram que nenhum dos dois tinha relação com o doador de esperma selecionado pelo casal.
    Mais do que isso, evidências indicavam que as crianças não tinham relação entre si. As mulheres haviam recebido esperma de dois doadores diferentes.
    “Veio uma sensação de pavor ao saber que algo havia saído muito errado”, afirma Beth. “E o que aquilo significaria para as crianças?”
    James e Kate, em fotografia de vários anos atrás, foram concebidos por meio de FIV (fertilização in vitro)
    Arquivo de família
    A BBC News conversou com famílias de sete crianças que acreditam terem sido vítimas de erros de clínicas, por meio do uso de doadores incorretos de esperma ou de óvulos. A maioria fez testes de DNA comerciais que confirmam seus temores.
    Todos os casos estão relacionados a clínicas localizadas no norte de Chipre, um território no qual as leis da União Europeia não se aplicam e que só é legalmente reconhecido pela Turquia.
    O norte de Chipre se tornou um dos destinos mais populares entre os britânicos que buscam tratamento de fertilidade no exterior, segundo especialistas. As clínicas lá têm pouca regulamentação e prometem baixos preços e altos índices de sucesso.
    Elas ostentam um vasto conjunto de doadores anônimos de esperma e óvulos de todo o mundo, que as tornam particularmente atraentes para pessoas com problemas de fertilidade, da comunidade LGBTQIA+ ou adultos solteiros que podem não ter acesso a essa opção nos seus próprios países.
    Existem muitos vídeos e fotos nas redes sociais mostrando pais esperançosos que compartilham suas experiências positivas.
    As clínicas do norte de Chipre também oferecem procedimentos que são ilegais no Reino Unido, como a seleção de sexo por razões não médicas. O Ministério da Saúde local supervisiona as clínicas de fertilidade, mas não respondeu aos questionamentos da BBC, apesar de diversos pedidos.
    ‘Pensávamos ter pedido esperma da Dinamarca’
    Estabelecer confiança com todas as famílias nesta investigação levou vários meses. Trabalhamos particularmente com Beth, Laura, Kate e James, para garantir que eles estivessem prontos para contar suas histórias.
    Beth e Laura decidiram formar família em 2011. Escolheram o Centro de FIV Dogus, no norte de Chipre. Sua coordenadora de pacientes na época, Julie Hodson, disse a elas que a clínica poderia importar esperma congelado do maior banco de esperma do mundo, o Cryos International, na Dinamarca.
    O casal ficou impressionado, segundo elas, com a variedade de doadores anônimos que haviam passado por “seleções abrangentes de saúde” e exames psicológicos.
    Elas foram atraídas pelo perfil de um doador indicado como “Finn”, um dinamarquês que se descreveu como uma pessoa saudável e em forma, que raramente bebia e nunca havia fumado.
    Elas viram uma nota manuscrita, na qual Finn dizia que sua motivação para doar esperma era “trazer vida e felicidade para os outros”.
    Beth e Laura esperavam que aquele perfil detalhado trouxesse conforto aos seus futuros filhos à medida que eles crescessem.
    “Sentimos que era realmente importante que nossos filhos tivessem alguma noção de quem era o doador, pois ele seria metade de quem eles são”, diz Beth.
    Finn e seus parentes dinamarqueses tinham características físicas similares ao casal britânico, como olhos claros e cabelo castanho, segundo uma extensa árvore genealógica apresentada à dupla.
    “Perguntamos à nossa coordenadora de pacientes, Julie, o que precisávamos fazer para pedir o esperma de Finn”, relembra Laura. “Ela disse: ‘A Dra. Firdevs irá encomendá-lo para vocês.’ Foi assim.”
    O casal afirma que seu tratamento de FIV na Dogus foi realizado pela médica Firdevs Uguz Tip, que, assim como sua equipe, era “agradável e amistosa”.
    Nove meses depois, Laura deu à luz sua primeira filha, Kate.
    Quando o casal quis um segundo filho, elas retornaram para a mesma equipe de FIV e perguntaram se poderiam usar o mesmo doador, Finn, novamente. Hodson confirmou por e-mail que Uguz Tip encomendaria o mesmo esperma.
    Desta vez, foi Beth quem deu à luz James.
    O tratamento de fertilidade do casal no norte de Chipre, incluindo medicações, hotéis e voos, custou ao todo cerca de 16 mil libras (cerca de R$ 110 mil). O esperma de Finn custou 2 mil libras (cerca de R$ 13,7 mil).
    Beth e Laura contam que, desde o princípio, falaram abertamente com seus filhos sobre o homem que elas pensavam que fosse o doador. “Os dois se descreviam como ‘meio-dinamarqueses’”, conta Laura.
    Mas os olhos escuros de James, seu cabelo escuro e sua pele bronzeada fizeram com que seus pais suspeitassem que o doador não houvesse sido Finn. Após anos de deliberação, Beth e Laura decidiram que as duas crianças deveriam fazer um teste de DNA.
    Os resultados indicaram que nenhuma das crianças havia sido concebida com o esperma de Finn. Também indicaram que eles vieram de doadores de esperma diferentes e não tinham relações biológicas.
    Os resultados dos testes deixaram Beth e Laura “totalmente furiosas”, com muitas perguntas sem resposta. Quem foram os doadores? Foi feito algum tipo de seleção para verificar sua saúde?
    “Saímos daquele belo perfil do doador Finn, com a sensação de que conhecíamos seu histórico familiar e de saúde, e passamos a simplesmente não ter nada”, conta Beth.
    Ela e Laura tentaram entrar em contato com Uguz Tip e Hodson, mas não obtiveram resposta.
    Os resultados de DNA de Kate e James indicaram que eles vieram de doadores de esperma diferentes
    BBC
    A BBC passou meses tentando determinar o que aconteceu com Beth e Laura.
    Durante a investigação, descobrimos duas outras famílias britânicas que foram tratadas por Uguz Tip e também suspeitavam do uso de doadores incorretos durante seus tratamentos.
    Elas também realizaram testes de DNA comerciais, que indicaram que suas suspeitas estavam corretas.
    Beth e Laura questionam se a clínica chegou a encomendar o esperma do doador Finn.
    Firdevs Uguz Tip (à esquerda) e Julie Hodson (à direita) continuaram trabalhando juntas depois de saírem do Centro de FIV Dogus
    BBC
    Entramos em contato com Firdevs Uguz Tip, que declarou não ter sido responsável por encomendar esperma na Dogus e que nenhuma informação sobre o pedido pelo doador Finn havia sido passada para ela.
    Ela também duvidou da confiabilidade do teste de DNA comercial de Beth e Laura. Não é possível concluir “com certeza” que foi empregado o doador incorreto, ela afirmou.
    Uguz Tip também declarou à BBC que “não realizou tratamentos de FIV” entre 2011 e 2014, quando Beth e Laura foram pacientes, embora houvesse descrições detalhadas, no próprio website da Dogus, dos procedimentos oferecidos por ela durante aquele período.
    A clínica Dogus que, segundo Uguz Tip, era responsável pelo tratamento de Beth e Laura, não respondeu ao pedido de comentários da BBC até a publicação desta reportagem.
    Em 2015, Uguz Tip e Hodson haviam saído da Dogus e trabalhavam juntas em outra clínica, também no norte de Chipre.
    Hodson não trabalha mais no território. Ela não respondeu aos questionamentos da BBC se teria transmitido o pedido de esperma para Uguz Tip.
    Beth, Laura e as crianças realizaram outros testes de DNA, certificados, que podem ser utilizados na Justiça britânica. Eles confirmaram que James e Kate não têm relação biológica e não foram concebidos com esperma do mesmo doador.
    A professora Denise Syndercombe Court, especialista em genética forense, analisou todos os testes da família. Ela afirma ser improvável que qualquer uma das crianças seja biologicamente relacionada ao doador Finn.
    Conversamos com a Cryos International, o banco de esperma na Dinamarca de onde Beth e Laura, além de outra família ouvida nas nossas investigações, acreditavam que o esperma teria sido encomendado.
    “Temos muitos processos de segurança, mas nunca darei a você 100%. É humano”, afirma o CEO da empresa, Ole Schou, acrescentando que este tipo de erro nunca foi registrado nos 45 anos de história da Cryos.
    Diversos especialistas em fertilidade de toda a Europa declararam à BBC que a possibilidade de um único uso acidental de um doador incorreto durante um procedimento de FIV é rara.
    Mas a ocorrência de um erro desta magnitude mais de uma vez, envolvendo a mesma equipe médica, poderia sugerir “negligência” ou até “fraude”, segundo os especialistas.
    “É uma situação absolutamente terrível para os pacientes”, diz o médico Ippokratis Sarris, da Sociedade Britânica de Fertilidade. “Nunca soube de um incidente como este no Reino Unido. O maior medo de qualquer unidade de FIV é misturar um óvulo, esperma ou embrião.”
    O norte de Chipre tem suas próprias leis de fertilidade. Mas, ao contrário do Reino Unido, não tem um organismo independente para regular o setor, monitorar as clínicas, fiscalizar padrões e, se necessário, revogar licenças.
    A advogada e ativista Mine Atli vive no território. Ela afirma que “as clínicas que respeitam a lei o fazem porque seus proprietários têm consciência”. “Não é algo que o Estado as force a fazer.”
    A regulamentação é cara, o que pode aumentar o custo do tratamento em países como o Reino Unido.
    Sarris afirma que este é um dos motivos pelos quais ele suspeita que Chipre tenha se tornado um destino tão popular para o tratamento de fertilidade.
    A BBC também ouviu preocupações com a saúde mental de pessoas que venham a descobrir que seus doadores não sejam quem elas acreditavam que fossem. Esta revelação pode trazer “repercussões significativas”, afirma Nina Barnsley, da organização britânica Rede de Concepção por Doadores.
    ‘Não quero mentir para o meu filho’
    A BBC conversou com outras duas famílias britânicas, tratadas por Uguz Tip mais recentemente do que Beth e Laura. Elas também acreditam terem recebido material de doadores incorretos.
    Elas não quiseram se identificar, mas foram pacientes do Centro de FIV Miracle, criado por Firdevs Uguz Tip, em 2019.
    As duas famílias precisavam de doadoras de óvulos para criar seus filhos e suspeitam que os óvulos recebidos não foram os selecionados. Os testes de DNA confirmam seus temores.
    “Não quero que as pessoas pensem que preciso ter um bebê que se pareça comigo, não é esta a questão”, diz uma das mulheres, Kathryn (nome fictício). “Eu só não quero mentir para eles sobre a sua origem.”
    Quando dissemos a Uguz Tip que as duas famílias se sentiam ludibriadas, ela respondeu que a escolha das doadoras de óvulos havia sido “feita exclusivamente” pelo centro de FIV Miracle.
    Ela também afirmou que sua clínica não fornece aos pacientes perfis de doadoras de óvulos que descrevam uma “pessoa específica” e que nunca oferece garantias sobre a etnia de um doador.
    Segundo Uguz Tip, estas informações são incluídas nos formulários de consentimento assinados por todos os pacientes antes do tratamento e “comunicadas abertamente”.
    Mas as duas famílias com quem conversamos afirmam que pensaram ter escolhido um doador específico e que nunca foi esclarecido para elas que a escolha final seria feita pela clínica.
    A BBC observou perfis de doadoras de óvulos fornecidos a Kathryn e à outra família pelo centro de FIV Miracle, todos aparentemente mostrando mulheres específicas.
    Kathryn afirma que ama seu filho incondicionalmente, mas que não teria dado prosseguimento ao seu tratamento de FIV se tivesse sido totalmente informada de que a doadora que escolheu poderia não ser utilizada.
    Uguz Tip declarou que todos os tratamentos realizados por ela na Miracle estavam de acordo com a legislação e que não poderia responder a todos os questionamentos da BBC para manter a confidencialidade dos pacientes.
    ‘Ainda somos uma família’
    Faz dois anos desde que Beth e Laura contaram a seus filhos que Finn pode não ser o doador dos espermas que os geraram. James ainda está tentando aceitar a descoberta da família.
    “Você não pode simplesmente dizer que alguém é alguma coisa e, depois, que não é. Isso é ruim”, afirma ele. “Identidade é o mais importante. É quem você é como pessoa.”
    Agora, as crianças sabem que não têm relação biológica. Mas isso não mudou o amor que têm um pelo outro. “Nós crescemos juntos e nossas mães nos criaram”, afirma Kate. “Ainda somos uma família, mesmo que não de sangue.”
    “Temos dois filhos adoráveis”, contam Beth e Laura. “No fim, tudo ficará bem.”
  • Homem de 21 anos morre após ser atacado a facadas dentro de casa no Tocantins

    Homem de 21 anos morre após ser atacado a facadas dentro de casa no Tocantins

    Homem de 21 anos morre após ser atacado a facadas dentro de casa no Tocantins
    Crime aconteceu em Colinas do Tocantins
    Reprodução/Instagram Jesus Tocantinense
    Um jovem de 21 anos morreu após ser atacado a facadas dentro da própria casa, na madrugada deste domingo (5), no Setor Oeste, em Colinas do Tocantins. Ele estava reunido com familiares quando dois homens chegaram ao local de forma inesperada, segundo a Polícia Militar.
    A vítima foi identificada como Geovane Reis da Silva. Conforme a PM, os suspeitos chegaram ao local em uma moto, usando roupas escuras, e procuravam por um terceiro. Geovane se identificou como parente da pessoa mencionada e foi atingido com golpes na região da cabeça.
    📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp
    Após o ataque, os suspeitos fugiram. O jovem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal de Colinas, mas a equipe médica informou que ele deu entrada sem sinais vitais.
    LEIA TAMBÉM:
    Mecânico agrícola que passou 20 dias desaparecido em mata no TO perdeu 11 quilos, diz irmão
    Tocantins registra 60 mortes violentas no primeiro trimestre de 2026
    Corpos das vítimas de naufrágio no Tocantins são encontrados pelos Bombeiros
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Buscas foram feitas na tentativa de localizar os suspeitos, mas ninguém foi encontrado até a última atualização desta reportagem.
    A Polícia Civil investiga as circunstâncias e a autoria do crime. O caso está sob responsabilidade da 41ª Delegacia de Polícia de Colinas do Tocantins.
    O corpo de Geovane Reis da Silva foi levado ao Núcleo de Medicina Legal de Araguaína para passar pelos exames de necropsia e aguarda a liberação dos familiares.
    Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
  • Uberlândia tem 35 mil infrações de trânsito a mais em um ano; veja ranking das mais cometidas

    Uberlândia tem 35 mil infrações de trânsito a mais em um ano; veja ranking das mais cometidas

    Uberlândia tem 35 mil infrações de trânsito a mais em um ano; veja ranking das mais cometidas
    Número de passageiros caiu cerca de 80% em Uberlândia; carros; centro
    Reprodução/ TV Integração
    O número de infrações de trânsito aumentou 8% em Uberlândia, entre 2024 e 2025. Em 2025, foram registradas 492.867 infrações, o que representa 35 mil a mais do que em 2024, que fechou com 457.525 registros.
    Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG). Os tipos de infração são classificados entre “leve” e “gravíssima”, com multas que variam de R$ 88,8 a R$ 880,41.
    ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp
    Segundo o Detran-MG, o “aumento de infrações de trânsito em uma cidade pode ser atribuído a diversos fatores e, frequentemente, os dados refletem mudanças na forma de fiscalização, no fluxo viário ou na gestão do trânsito.”
    O excesso de velocidade lidera a lista de infrações com mais de 240 mil em 2025. Em seguida vêm violações relacionadas ao excesso de velocidade, não identificação do motorista infrator e uso de cinto de segurança.
    Principais infrações de trânsito em 2025
    Transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%: 240.263 registros
    Avançar o sinal vermelho do semáforo: 45.789 registros
    Transitar em velocidade superior à máxima permitida em mais de 20% até 50%: 28.606 registros
    Multa por não identificação do condutor infrator (quando a infração é de responsabilidade de um determinado condutor e este não é identificado no ato do cometimento da infração, nem sendo o proprietário do veículo): 17.978 registros
    Deixar de usar o cinto de segurança, sendo condutor ou passageiro: 14.099 registros
    No caso de excesso de velocidade, as multas variam entre R$ 130,16 a R$ 880,41. O valor mais alto é pago quando a velocidade excedida fica acima de 50% do limite, o que é considerada infração gravíssima. Os pontos na carteira vão de 4 a 7.
    Já no caso de avançar o sinal vermelho, a multa também é considerada gravíssima e dá penalidade de R$ 293,47, além de 7 pontos na carteira.
    Em nota, o Detran-MG destacou a intensificação da fiscalização e a ampliação da capacidade de registro por meio do Autua, um aplicativo utilizado por agentes de trânsito em celulares para registrar infrações instantaneamente, substituindo blocos de papel.
    Conforme o Detran-MG, o órgão não tem nenhum radar de gestão própria. As infrações incluem vários órgãos de fiscalização, como a Prefeitura, Polícia Rodoviária Federal, Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).
    Apenas pelo Detran-MG foram feitas 46.286 autuações em 2025 e 30.983 em 2024, um aumento de quase 49% no comparativo entre os dois anos. Essas infrações específicas são feitas pelos agentes de trânsito da Polícia Militar de Minas Gerais.
    Leia mais:
    Mais de 1,3 mil motoristas são multados por excesso de velocidade na região
    Câmeras com IA flagram falta de cinto e uso de celular em rodovias
    Excesso de velocidade e avançar o sinal lideram infrações em Uberlândia
    O departamento também explicou que alguns motivos contribuem para o aumento, como:
    Uso de tecnologias como radares e videomonitoramento para fiscalização;
    Alterações na sinalização e no ordenamento do trânsito, que demandam adaptação dos condutores;
    Crescimento da frota, do fluxo viário e aspectos comportamentais, como excesso de velocidade e uso de celular ao volante.
    Comportamento no trânsito
    Em relação ao comportamento, a psicóloga e advogada especialista em trânsito, Rosalia Pereira de Melo Neves, acredita que muitas infrações são resultado de um conjunto de aspectos do dia a dia, como distração, pressa e falta de atenção.
    “Às vezes começa com pequenas decisões, como não prestar tanta atenção numa sinalização, dar aquela acelerada a mais ou ir no automático. E quando isso vira hábito, a chance de infração aumenta bastante. Quando a pessoa está ansiosa ou com pressa, ela tende a dirigir mais no impulso do que na atenção”, disse.
    Ainda de acordo com a profissional, que busca entender como as pessoas se comportam dirigindo, cidades como Uberlândia têm movimento intenso e naturalmente aumenta o nível de estresse.
    “Quando a cidade cresce rápido, você tem perfis de motoristas bem diferentes convivendo — gente mais experiente, gente mais insegura, estilos diferentes de direção — e isso pode gerar mais conflito no trânsito. Tudo isso junto acaba favorecendo comportamentos mais impulsivos e, consequentemente, mais infrações”, avaliou.
    Orientações simples ajudam a evitar essas infrações de trânsito, como:
    Sair com antecedência, principalmente nos horários de pico (7h, 12h e 18h);
    Evitar dirigir irritado;
    Prestar atenção nos sinais de estresse;
    Não levar o trânsito para o lado pessoal pra evitar reações violentas.
    ASSISTA: Integração Auto: Infrações de trânsito mais comuns colocam motoristas em risco
    Integração Auto: Infrações de trânsito mais comuns colocam motoristas em risco
    VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
  • Mais de 40% dos deputados estaduais da Paraíba trocam de partido para as Eleições 2026

    Mais de 40% dos deputados estaduais da Paraíba trocam de partido para as Eleições 2026

    Mais de 40% dos deputados estaduais da Paraíba trocam de partido para as Eleições 2026
    Cerca de 40% dos deputados estaduais da Paraíba trocam de partido para as Eleições 2026
    ALPB/Divulgação
    Pelo menos 16 dos 37 deputados estaduais da Paraíba trocaram de partido para disputar as Eleições 2026 por novas siglas. O prazo da janela partidária terminou neste sábado (4). Os dados foram levantados pelo g1 junto ao site oficial da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e aos anúncios feitos pelos próprios parlamentares.
    Na ALPB, formada por 37 parlamentares, 16 anunciaram mudança na sigla para as Eleições 2026, número que equivale a cerca de 43% do total de deputados. Outros dois parlamentares anunciaram pré-candidatura para Senador e Deputado Federal, e um disputa as eleições suplementares de Cabedelo.
    ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp
    O partido Progressistas (PP) foi o que mais recebeu filiações entre os deputados estaduais da Paraíba que mudaram de partido na janela partidária, com sete novos filiados. O MDB foi o segundo com maior filiações, com cinco novos adeptos a sigla.
    O PSB registrou maior número de deputados que saíram da sigla para outros partidos, com cinco novos deputados filiados. O PSDB teve três parlamentares mudando de sigla.
    Já na Câmara Federal, nenhum deputado paraibano anunciou mudança de sigla para o pleito deste ano. Em todo o Brasil, 37 deputados federais anunciaram filiação a novos partidos.
    A janela partidária autoriza a mudança partidária dentro das regras da lei eleitoral. Ou seja, o deputado que deixar a sigla em que está para seguir para outra legenda não perde o mandato por conta disso.
    11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciam para serem candidatos na eleição
    Mudanças na ALPB com a janela partidária
    Bosco Carneiro (Republicanos) – Progressistas (PP)
    Caio Roberto (PL) – MDB
    Camila Toscano (PSDB) – MDB
    Chió (Rede) – Partido Verde (PV)
    Doutor Romualdo (MDB) – PCdoB
    Dudu Soares (Solidariedade) – Progressistas (PP)
    Eduardo Carneiro (Solidariedade) – Progressistas (PP)
    Fábio Ramalho (PSDB) – MDB
    Hervázio Bezerra (PSB) – MDB
    João Gonçalves (PSB) – Progressistas (PP)
    Junior Araújo (PSB) – Progressistas (PP)
    Luciano Cartaxo (PT) – Republicanos
    Michel Henrique (Republicanos) – Progressistas (PP)
    Tanilson Soares (PSB) – Progressistas (PP)
    Tião Gomes (PSB) – Republicanos
    Tovar Correia (PSDB) – MDB
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
  • Banheiro da Artemis II apresenta novo problema

    Banheiro da Artemis II apresenta novo problema

    Banheiro da Artemis II apresenta novo problema
    Veja o cronograma da Artemis II
    O banheiro da missão Artemis II apresentou um novo problema neste sábado (4).
    De acordo com a Associated Press, enquanto o sistema da cápsula Orion não havia sido reparado, o Centro de Controle da Missão orientou os astronautas a utilizarem com maior frequência sacos de coleta de urina de reserva.
    Nasa divulga imagens dos astronautas da Artemis II observando a Terra; veja
    FOTO: Artemis II consegue imagem inédita da Lua feita por humanos
    Os engenheiros suspeitaram que o acúmulo de gelo estivesse bloqueando o encanamento, impedindo o descarte adequado da urina.
    Debbie Korth, vice-gerente do programa Orion da NASA, afirmou que os astronautas também relataram a presença de um odor vindo do banheiro, localizado no piso da cápsula e equipado com porta e cortina para garantir privacidade.
    O problema foi corrigido pela noite, informou o chefe de controle da missão, Jacki Mahaffey.
    “Banheiros no espaço são algo que todos conseguem entender… e continuam sendo um desafio”, comentou.
    A expedição marca o retorno de voos tripulados ao entorno da Lua após mais de meio século — desde o fim do programa Apollo, em 1972
    ‘Houston, we have a problem’
    O chamado banheiro lunar apresentou um defeito logo após o lançamento de quarta-feira (1) e tem funcionado de forma intermitente desde então.
    Pouco antes de uma das manobras orbitais iniciais, os astronautas identificaram uma luz de falha piscando no painel. O aviso indicava um problema no Universal Waste Management System (UWMS) — sistema responsável pela coleta e armazenamento de urina e fezes a bordo.
    A astronauta Christina Koch seguiu as instruções enviadas pelo controle da missão e conseguiu restabelecer o funcionamento do sistema após algumas horas.
    A agência informou que o episódio não comprometeu a segurança da missão.
    Astronautas postam primeiro vídeo na missão Artemis II
    📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
    Como os astronautas iam ao banheiro antes da Artemis II?
    Nas décadas de 1960 e 1970, as missões que levaram astronautas à Lua não contavam com banheiro nem com qualquer área destinada a essa finalidade.
    Na época, os tripulantes tinham de usar sacos de coleta de resíduos e os deixavam na superfície lunar a fim de reduzir a massa e o risco de contaminação durante a viagem de volta à Terra.
    Hoje, os saquinhos ficaram de lado.
    Astronautas chegam ao local de lançamento da missão Artemis 2 na Flórida
    Getty Images
    O Artemis II possui um banheiro com uma porta no chão, situada ao lado da escotilha que os astronautas usam para entrar na espaçonave.
    O banheiro, no entanto, não é tão confortável assim. Lá faz muito barulho, ao ponto de serem necessários protetores auditivos, segundo a especialista de missão da Nasa, Christina Koch, em um vídeo gravado para a National Geographic.
    Para além de ter que tomar cuidado com os ouvidos, os tripulantes também têm de segurar em corrimãos e usar amarras nos pés — já que a microgravidade não segura muita coisa no lugar.
    O sistema sanitário é composto por dois mecanismos distintos de coleta: um funil acoplado a uma mangueira, destinado à urina, e um assento específico para dejetos sólidos. Um sistema de ventilação automatizado funciona simultaneamente, diminuindo odores e direcionando os resíduos para recipientes de armazenamento, mantendo-os separados entre si e afastados dos astronautas.
    “Somos bastante afortunados, como tripulação, por termos um banheiro com porta nesta minúscula espaçonave — o único lugar onde podemos ir durante a missão e onde podemos realmente sentir que estamos sozinhos por um momento”, disse Jeremy Hansen, especialista de missão da Artemis II da Agência Espacial Canadense, em um vídeo.
    A missão Artemis II da NASA, que prevê um sobrevoo lunar e é composta pelo foguete Space Launch System (SLS) com a cápsula tripulada Orion, decola do Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, Flórida, EUA, em 1º de abril de 2026
    Joe Skipper/Reuters
  • Três pessoas morrem e quatro ficam feridas após colisão entre carros na BR-101, no Norte do ES

    Três pessoas morrem e quatro ficam feridas após colisão entre carros na BR-101, no Norte do ES

    Três pessoas morrem e quatro ficam feridas após colisão entre carros na BR-101, no Norte do ES
    Três pessoas morrem e quatro ficam feridas após colisão entre carros na BR-101, em Conceição da Barra, Espírito Santo
    Reprodução
    Três pessoas morreram e quatro ficaram feridas em um acidente envolvendo dois carros na BR-101, no Norte do Espírito Santo, na madrugada deste domingo (5). A batida aconteceu por volta das 4h17, no quilômetro 26 da rodovia, em Conceição da Barra.
    As vítimas que morreram são Alexandre de Jesus Santos, de 20 anos; Sales de Jesus Fontora, de 20 anos; e Ana Flávia Pires dos Santos, de 15 anos. A dinâmica da batida não foi divulgada.
    📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp
    Outras quatro vítimas foram socorridas e levadas para um hospital da região. Entre elas estão Enilson dos Santos, de 20 anos, e Miguel Silva, de 16.
    Gilmar da Silva, 58 anos, era motorista do ix 35 e foi encaminhado para o Hospital Roberto Silvares, de São Mateus. Já Sales de Jesus era o dono do Polo branco também envolvido no acidente e que morreu na hora.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    LEIA TAMBÉM:
    SERRA: Motorista de ônibus é atacado com faca, evita golpe e consegue dirigir até a delegacia
    CACHOEIRO: Homem que vendia drogas pelas redes sociais e fazia entrega em domicílio é preso
    Segundo o Centro de Controle Operacional da Ecovias Capixaba, equipes da concessionária foram acionadas, incluindo veículo de inspeção, guincho e ambulância.
    Também atuaram no atendimento a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Samu, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e o Instituto Médico Legal (IML).
    O trânsito chegou a ser totalmente interditado durante o atendimento da ocorrência. A pista foi liberada às 7h50.
    A Polícia Científica informou que a perícia foi acionada por volta das 5h10 para atender a ocorrência, registrada na BR-101, na zona rural de Pedro Canário.
    Os corpos das vítimas foram encaminhados para a Seção Regional de Medicina Legal, em Linhares, onde passarão por necropsia antes de serem liberados para os familiares.
    A ocorrência ficou sob responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal.
    Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo
    Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
  • Policial militar é baleado no tórax enquanto andava de bicicleta em Salvador

    Policial militar é baleado no tórax enquanto andava de bicicleta em Salvador

    Policial militar é baleado no tórax enquanto andava de bicicleta em Salvador
    Foto ilustrativa/Homem andando de bicicleta
    Freepik
    Um policial militar foi vítima de tentativa de homicídio em Salvador na madrugada deste domingo (5), no bairro do Alto da Terezinha. Conforme a Polícia Civil, ele estava de bicicleta quando foi identificado como policial por um homem, que efetuou os disparos de arma de fogo.
    A Polícia Militar afirmou, através de nota, que o policial foi socorrido por um cidadão que passava pelo local e o conduziu ao Hospital do Subúrbio, onde recebeu atendimento médico especializado.
    📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia
    A bala ficou alojada na região muscular do tórax do policial. Ainda conforme a PM, exames de imagem não indicaram lesões graves.
    O estado da vítima é considerado estável. Ele está consciente e fora de risco de morte.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    O crime é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios. Diligências são realizadas para identificar a autoria do crime.
    Hospital do Subúrbio
    Carol Garcia/Secom
    LEIA TAMBÉM:
    Denúncia de som alto termina com apreensão de arma, drogas e dinheiro
    Turista estrangeiro é preso duas vezes em menos de 24h em Salvador
    Chefe de organização criminosa especializada em roubo de veículos é preso
    Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.
    Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
  • Homem baleado com quatro tiros é preso após dar entrada em hospital em Barra Mansa

    Homem baleado com quatro tiros é preso após dar entrada em hospital em Barra Mansa

    Homem baleado com quatro tiros é preso após dar entrada em hospital em Barra Mansa
    Santa Casa de Barra Mansa
    Reprodução
    Um homem de 45 anos foi baleado e acabou preso na noite de sábado (4) após dar entrada no Hospital Santa Casa em Barra Mansa (RJ). Os disparos aconteceram no bairro Nova Esperança.
    Segundo a Polícia Militar, agentes foram acionados após a informação de que um homem havia sido atingido por disparos de arma de fogo, socorrido por populares e encaminhado para a Santa Casa.
    Ainda de acordo com a PM, no hospital, a equipe confirmou que a vítima apresentava quatro perfurações — duas na região do abdômen e duas nas nádegas — e recebia atendimento de emergência.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    O g1 entrou em contato com a unidade médica para atualizar o estado de saúde do paciente e aguarda resposta.
    A Polícia Militar informou ainda que o homem disse que o autor dos disparos seria o próprio irmão. No entanto, o caso foi registrado inicialmente como autoria desconhecida e será investigado pela Polícia Civil.
    Durante uma verificação dos dados do baleado, os policiais constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra ele por furto.
    ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp
    Após receber atendimento médico, ele permaneceu sob custódia. O caso foi registrado na delegacia de Barra Mansa.
    VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul