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Caso Henry Borel: A omissão também mata

Caso Henry Borel: A omissão também mata
Caso Henry Borel: A omissão também mata
Juíza Elizabeth Louro que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, na morte do filho Henry Borel Foto: TJRJ

Cinco anos após o assassinato do menino Henry Borel pelo namorado de sua mãe, o ex-médico Jairo Souza, enfim ocorreu o julgamento pelo Tribunal do Júri, que o condenou a 43 anos de prisão, após dez dias de julgamento.

No entanto, o que causou comoção em todos que aguardaram esse julgamento foi o perdão judicial concedido à mãe, Monique Medeiros, cúmplice do assassinato pela omissão. A sentença proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro foi recheada de conotação ideológica, com a citação de que os que defendiam sua condenação estariam agindo por misoginia. E que, se, ao invés da mãe, fosse o pai o acusado, sequer seria processado.

Trago esse assunto à tona para que responsáveis por crianças, ao entregá-las aos cuidados de terceiros, sejam parentes ou não, procurem indagar como tem sido o tratamento e denunciem, ao menor indício de maus-tratos, a fim de evitar casos como o do menino Henry.

Finalizo pedindo a Deus que olhe pelas nossas crianças nos momentos em que não podem estar aos cuidados de pessoas responsáveis. Ele mesmo diz, em sua Palavra: “Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos céus” (Mateus 19:14). E que Ele derrame Suas mais escolhidas bênçãos celestiais sobre Seus pequeninos.