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Categoria: GOSPEL

  • A face aiatolá de Lula

    A face aiatolá de Lula

    A face aiatolá de Lula
    Lula usa um keffiyeh, lenço-símbolo da causa Palestina Foto: EFE/Andre Borges

    Em primeiro lugar, ao longo dos últimos anos, sempre defendi que Lula não representava apenas uma ameaça para o Brasil, mas para o mundo. Quando imaginamos já ter atingido o fundo desse esgoto, a situação pode sempre se agravar ainda mais com o petista.

    Em coletiva no último dia 12 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma confissão que deveria soar como um alerta a todos os brasileiros preocupados com a segurança nacional e com a credibilidade do país no cenário internacional.

    Ao detalhar os termos de um acordo de 2010 envolvendo urânio e o regime iraniano, Lula não apenas revisitou um episódio sombrio de sua política externa, mas expôs uma visão de mundo que coloca interesses ideológicos acima do pragmatismo e da aliança estratégica com o Ocidente.

    O chanceler Mauro Vieira, com uma narrativa fantasiosa, em audiência na Câmara dos Deputados no dia 18 de março, tentou conferir tons dourados a essa relíquia diplomática.

    Segundo o ministro, a “Declaração de Teerã” – articulada por Brasil e Turquia – poderia ter evitado o atual cenário de tensão com o Irã e “impedido o acúmulo de material nuclear enriquecido nos níveis atuais”. Assim, o governo Lula insiste em um padrão de comportamento já escancarado por documentos diplomáticos vazados pelo WikiLeaks.

    Na época, a diplomacia americana já apontava que o Brasil, sob o comando de Celso Amorim, “manobrava para dificultar negociações promovidas por Washington no Oriente Médio”.

    A estratégia não era a da paz desinteressada, mas a de uma aliança tácita com o Irã, em uma tentativa pueril de contrapor-se aos Estados Unidos e construir uma “frente para resistir aos americanos”, conforme revelam os documentos.

    Em suma, Lula e seu governo, ao reabilitarem a Declaração de Teerã, demonstram que sua visão para o Brasil é uma vassalagem a regimes ditatoriais, em detrimento da nossa soberania e da nossa tradição diplomática.

    A embriaguez política de Lula é uma chacota global…

  • Moraes, conceda a domiciliar para Bolsonaro

    Moraes, conceda a domiciliar para Bolsonaro

    Moraes, conceda a domiciliar para Bolsonaro
    Ministro Alexandre de Moraes Foto: Rosinei Coutinho/STF

    Tenho estado diante do hospital onde Jair Bolsonaro está internado. Respeitando cada orientação do local, cada limite, porque ali não é arena política. É território de dor, de fragilidade humana. Mas também é lugar de fé. E é ali que tenho orado, com a convicção de que existem batalhas que ultrapassam o jurídico e o político, pois elas são espirituais.

    E é por isso que escrevo.

    O Brasil atravessa um tempo em que o escândalo deixou de ser exceção e passou a ser o ambiente. O que antes era oculto hoje transborda, como um esgoto que rompeu e já não pode ser contido. Ninguém consegue conter ninguém, porque muitos estão, de alguma forma, implicados. O sistema que deveria proteger passou a se articular para se preservar.

    Nesse mesmo país, por razões que saltam aos olhos, um ex-presidente enfermo permanece submetido a uma situação incompatível com sua condição de saúde. Isso não soa como justiça, mas como uma disputa de força que ignora limites básicos de humanidade.

    Manter um homem doente sob o peso de uma decisão que desconsidera sua fragilidade, não fortalece a lei. Por isso, ministro Alexandre de Moraes, faço um apelo direto e objetivo: conceda a prisão domiciliar a Jair Bolsonaro.

    Não é sobre concordância política. É sobre humanidade, razoabilidade e responsabilidade histórica. A lei não pode ser instrumento de revanche, nem palco de demonstração de autoridade.

    Enquanto oro do lado de fora, enxergo mais do que um hospital. Vejo um país tensionado, exausto, mas também vejo um povo despertando. Deus tem permitido que muita coisa venha à luz. O que estava oculto começa a ser revelado.

    Agora, cabe às autoridades decidirem. Serão lembradas pela sensatez ou pela dureza desnecessária?

    Eu permaneço aqui. Em oração. E em vigilância.

  • Erika Hilton e os limites da liberdade de expressão

    Erika Hilton e os limites da liberdade de expressão

    Erika Hilton e os limites da liberdade de expressão
    Erika Hilton Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    Vivemos tempos de um autoritarismo progressista que tenta, a todo custo, impor uma agenda desconstrutiva à revelia da vontade da esmagadora maioria da população brasileira. O que vemos hoje é uma tentativa de reformar a realidade biológica e social “goela abaixo”, substituindo a gramática pelo “dialeto neutro” e a biologia por construções ideológicas que atacam frontalmente a visão cristã de família. No entanto, para o desalento dos ativistas de plantão, o Direito e o bom senso ainda resistem.

    Recentemente, temos assistido a importantes freios judiciais contra as investidas tresloucadas de parlamentares e militantes (muitas vezes capitaneadas por Erika Hilton) que buscam criminalizar qualquer discordância de sua cartilha identitária.

    Felizmente, os tribunais começaram a restabelecer a nítida fronteira entre o que é discriminação real e o que é, legitimamente, liberdade de expressão e convicção ontológica.

    No ano passado, o ministro Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal, já havia sinalizado que a proteção constitucional à livre manifestação do pensamento impede que críticas, ainda que ácidas ou impopulares, sejam rotuladas automaticamente como crime.

    Mais recentemente, a 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) adotou esse entendimento ao trancar uma ação penal contra uma ativista que afirmou que “mulheres trans não são mulheres”. A decisão foi clara: o Direito Penal não é ferramenta para calar debates filosóficos ou biológicos. Afirmar fatos da natureza ou convicções morais não é crime, mas o exercício de um direito fundamental.

    É essencial lembrar que a própria ADO 26, embora tenha sido fruto de um questionável ativismo judicial que equiparou a homotransfobia ao racismo, deixou gravada uma salvaguarda inegociável: a liberdade religiosa.

    O texto do STF é explícito ao garantir que fiéis, pastores e cidadãos comuns possam continuar expressando sua visão tradicional de família, casamento e sexualidade conforme sua fé e visão de mundo. Ninguém deve ser processado por pregar o que a Bíblia ensina ou por defender que a distinção entre homem e mulher é uma realidade objetiva.

    Nesse cenário, surge o pilar da Objeção de Consciência, garantido pelo Artigo 5º, inciso VIII, da nossa Constituição Federal. Esse fundamento protege o indivíduo de ser compelido a agir contra suas convicções morais e religiosas. Querer obrigar um cristão, um pastor ou um padre a utilizar pronomes que negam a biologia e a sua fé seria uma violação gravíssima a esse direito. O Estado não tem o poder de sequestrar a fala do cidadão para transformá-la em instrumento de propaganda ideológica.

    O Direito de Objeção de Consciência é o escudo que impede que a fé seja asfixiada pela militância.

    Se o cristão acredita que o sexo é um dado da biologia, da criação divina e da natureza humana, ele não pode ser coagido a verbalizar o contrário. A liberdade de consciência não é um privilégio, mas uma barreira civilizatória contra a tirania do pensamento único.

    Seguiremos atentos. A democracia exige pluralismo, e o pluralismo exige que o cristão tenha o direito de não se curvar a ideologias que negam a sua essência. O Judiciário, ao reconhecer esses limites, não está meramente julgando processos, mas garantindo que o Brasil não se torne um tribunal de exceção ideológica!

  • Até onde vai a crueldade de Alexandre de Moraes?

    Até onde vai a crueldade de Alexandre de Moraes?

    Até onde vai a crueldade de Alexandre de Moraes?
    Alexandre de Moraes Foto: Ton Molina/Fotoarena/Agência O Globo

    Existe um ponto em que a Justiça deixa de ser Justiça e passa a se confundir com punição desumana. E é exatamente nesse ponto que muitos brasileiros começam a se perguntar: até onde isso vai, Moraes?

    Jair Bolsonaro é um homem de 70 anos. Um idoso. Com histórico de saúde fragilizada, com intercorrências médicas sérias e recentes. Um quadro que, por si só, já exigiria cuidado, atenção e responsabilidade por parte do Estado.

    Mas existe algo ainda mais grave — e muitas vezes ignorado: o impacto psicológico.

    A psicologia é clara ao afirmar que o sofrimento emocional intenso não fica apenas na mente. Ele desce para o corpo. Ele adoece. Situações de estresse extremo, sensação de injustiça, exposição pública massiva, medo, insegurança e perda de controle podem desencadear ansiedade severa, angústia profunda, insônia, exaustão emocional e somatização.

    E o que é somatização?
    É quando o emocional começa a se transformar em doença física. O corpo sente aquilo que a mente não consegue mais suportar.

    Agora pense: um idoso, doente, sob enorme pressão política, sendo mantido em um ambiente que naturalmente intensifica o estresse emocional, inocente, perseguido… isso ajuda ou piora o quadro de saúde?

    A resposta é óbvia.

    Direitos humanos não são seletivos. Eles não existem apenas para quem é simpático, popular ou conveniente. Eles existem exatamente para proteger a dignidade humana quando ela está mais vulnerável.

    E aqui surge uma contradição que incomoda: quantos criminosos perigosos, quantos condenados por crimes graves, quantos envolvidos em corrupção já receberam prisão domiciliar por razões de saúde, idade ou fragilidade? Muitos.

    Então por que, no caso de Bolsonaro, essa possibilidade sequer parece ser considerada com o mesmo peso?

    Prisão domiciliar não é absolvição. Não é impunidade. Não é privilégio. É uma medida humanitária.

    É permitir que alguém continue respondendo à Justiça sem ser submetido a um ambiente que pode agravar ainda mais seu estado físico e emocional. É reconhecer que punir não significa destruir. Que responsabilizar não significa desumanizar.

    Negar isso a um idoso doente levanta uma pergunta inevitável: estamos diante de uma decisão puramente técnica… ou de algo que se aproxima de rigidez excessiva, uma perseguição judiciária política partidaria? insensibilidade — ou até mesmo vingança?

    Uma sociedade verdadeiramente justa não mede direitos humanos com base em preferência política. Não decide quem merece dignidade e quem não merece. Não transforma o sofrimento do outro em espetáculo.

    Porque quando a dor de alguém passa a ser ignorada, relativizada ou até celebrada, o problema deixa de ser apenas jurídico — e passa a ser moral.

    Bolsonaro pode ser amado por uns, rejeitado por outros. Isso faz parte da democracia. Mas existe algo que deveria estar acima de qualquer disputa: a dignidade humana.

    Um idoso doente precisa de cuidado. Precisa de acompanhamento adequado. Precisa de um ambiente que não agrave seu sofrimento emocional.

    E a prisão domiciliar, nesse caso, não seria um favor. Seria coerência. Seria humanidade. Seria respeito ao mínimo que se espera de um Estado que se diz civilizado.

    A pergunta continua ecoando — e cada vez mais forte: até onde vai isso, Alexandre de Moraes?

  • Ratinho não foi transfóbico coisa nenhuma

    Ratinho não foi transfóbico coisa nenhuma

    Ratinho não foi transfóbico coisa nenhuma
    Apresentador Carlos Massa, o Ratinho Foto: Natalia Rampinelli / AgNews

    A deputada federal Erika Hilton acionou o Judiciário contra o apresentador Ratinho após declarações em que ele afirmou que “mulher trans não é mulher”. Erika renunciou ao debate e o processou, usando a mão pesada do Estado para silenciar.

    Um parlamentar deveria saber que opinião — por mais controversa que seja — não pode ser transformada em ilícito apenas por alguém se ofender com ela. O Judiciário não pode ser depósito de queixas emocionais.

    Na lei brasileira, a responsabilização por falas não decorre de seu conteúdo, mas da presença de dolo, ou seja, da intenção de rebaixar o outro. Sem dolo, não há ilícito. Esse é um princípio do Direito que transita pelos chamados crimes contra a honra e dele decorrentes, como a transfobia. A fala precisa carregar o propósito de rebaixar. E opinião não rebaixa ninguém, ao menos em uma democracia.

    Erika Hilton não é uma cidadã anônima discutindo uma questão pessoal. Ela é uma agente política, com mandato eletivo, inserida no debate e, se uma questão deixa de ser individual e passa a ter efeitos coletivos, torna-se, necessariamente, objeto de escrutínio público. A discussão sobre quem pode presidir uma comissão da mulher não é irrelevante. Ratinho expressou sua opinião sobre um tema que está no centro do debate público.

    A tentativa crescente de retirar temas do campo do debate, rotulando discordâncias como preconceito ou discriminação tem o efeito de silenciar sem enfrentar o argumento. Se determinadas posições não podem sequer ser enunciadas, o debate deixa de existir, passando a vigorar a tirania do ofendido e a autocensura da dissidência.

    Quando as pessoas deixam de falar o que pensam sobre temas de interesse público, não por falta do que dizer, mas por medo de consequências, está caracterizada a tirania estúpida e autoritária que vivemos no país.

  • Onde está Mojtaba Khamenei?

    Onde está Mojtaba Khamenei?

    Onde está Mojtaba Khamenei?
    Onde está Mojtaba Khamenei? (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT

    “Onde está Mojtaba Khamenei?” O perfil oficial do Ministério das Relações Exteriores de Israel publicou uma charge com tal pergunta, lembrando o famoso desenho Onde Está o Wally?, sucesso na década de 1990.

    No começo desta semana, publiquei uma informação sobre a possibilidade de Mojtaba ter sido retirado do país por Putin, parceiro histórico do regime iraniano. No entanto, fontes iranianas negam tal informação.

    Paralelamente, a narrativa do regime declara que ele está nas ruas, entre o povo, num local altamente seguro dentro do país. Além de gozar de “boa saúde” e estar “governando o país plenamente”, é reconhecido como ferido, mas em condição estável.

    Isso contraria o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que revelou que o novo líder supremo estava gravemente ferido e “desfigurado”, possivelmente em coma ou até morto, “aterrorizado, ferido e em fuga”.

    Contudo, a falta de provas visuais criou um vácuo preenchido com rumores e relatos não confirmados de várias fontes internacionais e da oposição.

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram publicamente que “não têm informações atuais sobre o paradeiro de Khamenei”, enquanto simultaneamente juraram “persegui-lo, encontrá-lo e neutralizá-lo”. Esta incerteza é ecoada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que questionou publicamente se o novo líder estava sequer vivo, afirmando: “Eu nem sei se ele está vivo. Ninguém o mostrou até agora”.

    Em suma, o regime iraniano tem um histórico de esconder problemas de saúde dos seus líderes, desde o primeiro líder supremo, Khomeini, até o próprio pai de Mojtaba, cuja morte foi ocultada por horas.

    Ademais, fica a pergunta: onde está Mojtaba?

  • Oscar: Entre o discurso e o fracasso

    Oscar: Entre o discurso e o fracasso

    Oscar: Entre o discurso e o fracasso
    Wagner Moura, no filme O Agente Secreto Foto: RS/Fotos Públicas

    O mundo assistiu, neste último fim de semana, a um espetáculo que, anualmente, reúne as atenções de todos os fãs do cinema. Refiro-me à premiação do Oscar, na qual os melhores são agraciados com um troféu desejado por todos os que labutam na sétima arte.

    Nós, brasileiros, fomos honrados com quatro indicações. Claro que as categorias de Melhor Filme e Melhor Ator são consideradas as mais importantes. O filme brasileiro indicado abordou o tema da ditadura, assunto que enche a esquerda de munição quando se trata do nosso país. Muito embora as ditaduras sanguinárias de Cuba, Venezuela, Nicarágua e outras sigam convenientemente esquecidas, talvez pelo glamour que ainda exercem sobre nossos esquerdistas tupiniquins.

    O indicado a Melhor Ator, o excelente Wagner Moura, usou todas as oportunidades que teve para citar a gestão presidencial do nosso sempre presidente Jair Bolsonaro, de forma inconsequente e com adjetivos pejorativos. Mas nossos representantes políticos estão acima disso tudo.

    Um artista de projeção internacional como Wagner Moura demonstra carregar fetiches por um ex-presidente respeitado pelos próceres do poder norte-americano, os quais, ao que parece, ele mesmo lambe as botas, ao residir nos Estados Unidos, enquanto canta loas à desigualdade no Brasil.

    Finalizo pedindo a Deus que ilumine nossos artistas, muitos deles beneficiados pela Lei Rouanet, para que usem do bom senso e se lembrem do quanto arrecadaram do dinheiro público para seus “espetáculos”, sem transformar o entorno da festa em mais um espetáculo político. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o público cinéfilo brasileiro.

  • Vamos descomplicar a crase?

    Vamos descomplicar a crase?

    Vamos descomplicar a crase?
    Uso da crase (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT

    Como prometi na última semana, quero começar a passar a vocês algumas dicas sobre o uso da crase. Confesso: ela já me deu um nó na cabeça muitas vezes. Até porque, aprendi lá na escola; e depois na faculdade; de um jeito – perdão aos meus queridos professores – chato pra dedéu.

    Quando fui dar aulas, foi um sofrimento só, porque precisei desmistificar a crase, para que fosse mais acessível aos meus aluninhos. Nossa! Não foi fácil…

    Mas hoje, trabalhando com jornalismo, aprendo quase todos os dias mais detalhezinhos sobre ela. Aliás, temos uma jornalista no nosso site que sempre me ensina muito sobre crase. Sou grata demais!

    O que quero dizer é que o tema é longo… mas, se você me perguntar: é simples? Eu direi que sim. Até porque, no português, vale sempre o bom senso. Lembra disso? Pois é…

    Mas, como, temos muitos detalhes… hoje vou começar pelo que a crase é e quando não usamos. Se entendermos isso, já descomplica metade do caminho. Beleza?

    O que é crase?
    Então; a crase não é apenas um acento no “a”. Ela é uma ocorrência especial: quando um “a” — de artigo — se une a um “a” — de preposição.

    Por isso, muita gente ensina a fazer aquela troca pelo masculino. Se aparecer “ao”, usamos crase.

    E aqui entra o primeiro caso em que não a usamos:

    1. Não usamos crase diante de palavra masculina.
    Sendo assim: Fui a pé para o trabalho. (pé – substantivo masculino)
    Ou: No fim de semana, andei a cavalo. (cavalo – substantivo masculino)

    Agora, já que a crase é a junção de artigo mais a preposição, quando aparece um artigo indefinido (um, uma), ela também não acontece.

    2. Não usamos crase diante de artigos indefinidos.
    Por exemplo: Fomos a uma festa muito bacana.
    Ou: Cheguei a uma conclusão interessante.

    Captou?

    Outra coisa: se precisamos de dois “as” para que a crase aconteça… ela também não aparece antes de verbos.

    3. Não usamos crase antes de verbos.
    Sendo assim: Comecei a cantar na igreja bem novinha.
    Ou: Estou disposta a ajudar os desabrigados pela chuva.

    Anotou aí?

    4. Não usamos crase antes de pronomes pessoais, de tratamento, demonstrativos e indefinidos.
    E por quê? Porque não há artigo antes deles. Sem artigo, sem dois “as”.

    Por exemplo: Não peça nada a ninguém.
    Ou: Contei a ela que já resolvi o problema.
    Ele não trouxe nada a você.
    Dei bom dia a todos. (Lembra do exemplo da última semana? Pois é… ele cabe bem aqui.)

    Agora; e aqui, bastante atenção, sim? Os pronomes demonstrativos aquele, aquela, aquilo admitem artigo. Ou seja: nesses casos, a crase aparece sim.

    Então: Assisti àquele filme que você me indicou.
    Ou ainda: Entreguei meus documentos àquela funcionária.

    5. Não usamos crase em expressões repetidas; ainda que sejam femininas.
    Por exemplo: dia a dia, cara a cara, frente a frente, ponta a ponta, passo a passo, boca a boca, um a um, face a face, corpo a corpo, etc.

    6. Não usamos crase diante de numerais cardinais.
    E aqui, fique esperto, sim? Usamos crase diante de horas, mas não diante de números.

    Por exemplo: O evento acontecerá daqui a dois dias.
    O evento foi marcado às 14h.

    Por fim; e, pra mim, essa é uma das dicas mais fáceis, mas vejo muita gente boa derrapando nela, por isso, se liga!

    7. Não usamos crase se o “a” está no singular e a palavra seguinte está no plural.
    Exemplo: Não vou a festas de carnaval.
    Ou ainda: Creio que falo aqui a pessoas honestas.

    De verdade, espero ter ajudado. Até porque, a crase não é um bicho de sete cabeças. Se você entender o porquê, ela passa a fazer um baita sentido.

    Um abraço e até a próxima!

  • Soltem Bolsonaro!

    Soltem Bolsonaro!

    Soltem Bolsonaro!
    Ex-presidente Jair Bolsonaro, no hospital, em 2025 Foto: Arquivo Pessoal

    Por todos os quadrantes do Brasil a unanimidade é uma só: “Soltem Bolsonaro”.

    Há caso semelhante em que um ex-presidente da República, Collor de Mello, preso por corrupção e apresentando quadro de comorbidade, recebeu prisão domiciliar. Não acho conveniente fazer comparações de gravidade, mas apenas registrar o fato. E sim, questiono: Por que, então, dois pesos e duas medidas em relação ao ex-presidente Bolsonaro?

    A negativa de prisão domiciliar configura tortura psicológica, e esperamos que se evite um desfecho terrível como já aconteceu com um prisioneiro político do 8 de janeiro, conhecido como Clezão, que morreu sem assistência.

    Peço encarecidamente que o restante da douta plenária do STF interfira e argumente com quem tem o poder de conceder a domiciliar, providenciando urgentemente esse gesto de civilidade com um idoso inocente, que nunca foi acusado de malfeitos por corrupção ou desvios, como outros que foram descondenados e se arvoram nos mais honestos do mundo.

    Hoje a nação volta a sua atenção para essa tremenda injustiça contra um homem honesto, que milhões de brasileiros, em diversas ocasiões, foram às ruas apoiar em seu projeto político — agora transferido ao seu filho, senador Flávio Bolsonaro, que lidera todas as pesquisas para presidente da República, mesmo ainda como pré-candidato.

    Finalizo pedindo a Deus que ouça as orações de milhões de brasileiros de bem que apenas pedem justiça. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos nós.

  • Populismo não gera produtividade

    Populismo não gera produtividade

    Populismo não gera produtividade
    A economia é um tabuleiro de xadrez (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/George Becker

    O Brasil é um dos países com menor produtividade entre as economias emergentes mais importantes e as nações desenvolvidas, razão pela qual se discute como poderemos alavancar o crescimento do Estado.

    Em tecnologia e no campo da inteligência artificial, por exemplo, estamos muito aquém da evolução dos grandes mercados em ascensão e dos blocos industrializados, enquanto estudos indicam que, nas próximas duas décadas, cerca de 60% da força de trabalho humana atual poderá ser substituída pela automação e por sistemas inteligentes. Diante dessa rápida evolução tecnológica, o papel do ensino torna-se ainda mais vital para o desenvolvimento global.

    O que me impressionou em recente palestra do embaixador Rubens Barbosa no Conselho de Assuntos Estratégicos da Fiesp — órgão presidido pelo ex-presidente da República Michel Temer e do qual sou conselheiro — foi a constatação de que, embora o Brasil seja uma potência na agricultura e no agronegócio, o país ainda está muito aquém do esperado no desenvolvimento industrial e no campo da inteligência artificial.

    O apoio do governo à jornada 6×1 como modelo único é um equívoco: grande parte dos setores já adota a escala 5×2 — como na área de serviços e na advocacia. Há, contudo, setores específicos, como o de restaurantes, onde o maior volume de trabalho ocorre aos fins de semana, tornando a manutenção do esquema 6×1 justificável.

    É interessante notar a insistência nessa jornada como regra geral, ignorando que os setores com viabilidade para a escala 5×2 já a conquistaram por negociações coletivas, e não por imposição nacional que desconsidera as necessidades de segmentos distintos na indústria, no comércio ou serviços.

    O Congresso não deve ceder a essa proposta populista, cabendo a cada setor definir a jornada mais adequada. A imposição de um modelo único, além de demagógica, ignora princípios básicos da economia; a padronização rígida é inviável para o desenvolvimento do país.

    É preciso alertar que este modelo retardará o progresso nacional e, conforme previsões de economistas e federações — incluindo a Faesp —, a medida deve gerar um impacto de 6,2% na inflação.

    Esse aumento no “Custo Brasil” prejudica nossa competitividade, já fragilizada pela baixa produtividade e pelo déficit na educação, áreas nas quais o governo deveria concentrar seus maiores investimentos.

    A falta de projetos claros em educação impede nossa evolução tecnológica; afinal, diante de um mercado global ágil, o ensino é o único caminho para acompanhar o desenvolvimento moderno.

    Certas atitudes populistas, embora eficazes para vencer eleições, trazem mais prejuízos do que benefícios reais ao país, pois o sucesso nas urnas não se traduz, necessariamente, em prosperidade para a nação.

    Há uma necessidade premente de um projeto de país que nunca tivemos com o presidente Lula, pois falta-nos o pragmatismo do modelo chinês, a determinação demonstrada pela Índia e a clareza de propósito que permitiu à Europa evoluir com um norte definido. Diante da ausência de uma agenda de projetos estratégicos, e em vez de priorizarmos o interesse da nação, estamos imersos em um embate de cunho estritamente ideológico, onde a retórica política sobrepõe-se ao projeto para o país.

    Sabemos e conhecemos o valor daqueles que antecipam o futuro: para quem possui visão estratégica, a economia é um tabuleiro de xadrez, onde cada movimento é calculado; já para quem carece de discernimento, ela não passa de uma mesa de pôquer, onde o blefe tenta mascarar a falta de competência.

    A substituição de um planejamento estratégico de longo prazo por propostas de caráter imediatista, eleitoreiro e visando à reeleição desvirtua a função do Executivo. Ao priorizar o debate populista em detrimento das reformas essenciais, o governo converte a gestão pública em um instrumento de campanha, esvaziando a agenda de desenvolvimento do país e a criação de projetos que coloquem o Brasil no radar da competitividade mundial.

    Enquanto o mundo discute e avança tecnologicamente, ainda desperdiçamos na área da educação muito do nosso potencial, apesar da abundância de recursos hídricos, campos produtivos e Sol o ano todo. O que não temos, no momento, é um projeto que transforme todas as nossas vantagens em riqueza real para o povo e para o país.