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  • Justiça nega herança a mulher que dizia ser ‘filha de coração’ após falta de provas de paternidade em RO

    Justiça nega herança a mulher que dizia ser ‘filha de coração’ após falta de provas de paternidade em RO

    Justiça nega herança a mulher que dizia ser ‘filha de coração’ após falta de provas de paternidade em RO
    Tribunal de Justiça de Rondônia
    Mateus Santos/g1
    O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) negou o pedido de uma mulher que queria ser reconhecida como filha de um homem já falecido. Com isso, ela também perdeu o direito de receber herança. A decisão foi tomada pela 2ª Câmara Especial do tribunal em julgamento realizado no dia 29 de abril.
    A mulher afirmou que o homem a tratava como filha. Segundo ela, ele dava presentes, ajuda financeira e carinho, além de apresentá-la como filha para outras pessoas.
    O relator do caso, juiz convocado Jorge Gurgel do Amaral, explicou que a Justiça pode reconhecer a relação de paternidade mesmo após a morte do suposto pai. Porém, disse que é necessário apresentar provas fortes de que existia uma relação verdadeira, pública e duradoura entre os dois.
    Esse tipo de situação é chamado pela Justiça de “posse do estado de filho”. Para que o pedido seja aceito, é preciso mostrar que a pessoa era tratada como filha de forma constante e conhecida por todos ao redor.
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    A mulher também alegou ser filha biológica do homem. No entanto, o exame de DNA nunca foi realizado porque, segundo ela, o suposto pai adiava o teste.
    Na análise do processo, os desembargadores entenderam que havia demonstrações de afeto e ajuda financeira, mas não provas suficientes de uma relação de pai e filha. Para o tribunal, não ficou comprovado que o homem tinha intenção de assumir legalmente a paternidade.
    A decisão do relator foi acompanhada pelos demais desembargadores da Câmara. Com isso, o pedido da mulher foi negado e a decisão original foi mantida.
  • VÍDEO: Repórter é agredido ao vivo durante cobertura de acidente em Porto Velho

    VÍDEO: Repórter é agredido ao vivo durante cobertura de acidente em Porto Velho

    VÍDEO: Repórter é agredido ao vivo durante cobertura de acidente em Porto Velho
    Repórter é agredido ao vivo durante cobertura de acidente em Porto Velho
    O repórter policial Richard Nunes foi agredido enquanto cobria um acidente de trânsito com morte, na manhã desta segunda-feira (11), na Zona Leste de Porto Velho. As agressões aconteceram durante uma transmissão ao vivo em uma página de notícias.
    Nas imagens, o jornalista aparece começando a reportagem quando é abordado por um homem, que começa a xingá-lo. Logo depois, Richard é cercado por outras duas pessoas ainda não identificadas. Um dos homens bate nele com um capacete (veja vídeo acima).
    Ao g1, Richard contou que a confusão começou quando o motorista de um dos veículos envolvidos no acidente, que aparece no início da transmissão, foi em direção a ele enquanto o jornalista filmava o carro. Richard afirma que o homem incentivou as agressões.
    “O motorista veio para cima de mim enquanto eu fazia a transmissão. Depois disso, familiares do motociclista que morreu também partiram para cima”, afirmou.
    Richard disse ainda que foi atingido na cabeça por golpes de capacete dados por dois homens, apontados por ele como familiares da vítima. Um deles, mais jovem, aparece nas imagens gravadas no local. Segundo o jornalista, o capacete que usava ajudou a diminuir o impacto e evitou ferimentos mais graves.
    O repórter afirmou que estava mantendo distância do acidente por respeito às regras do site em que trabalha, que orientam os jornalistas a não mostrar imagens fortes e a preservar a vítima.
    “Eu estava filmando de longe, focando apenas o carro. Só virei a câmera quando começaram a vir na minha direção”, explicou.
    Richard também falou sobre a importância da liberdade de imprensa e disse que o acidente era um assunto de interesse público. O jornalista afirmou ainda que ameaças são comuns na profissão, mas que nunca tinha sofrido agressão física.
    “Ameaças sempre acontecem, mas agressão física é a primeira vez […] Quero apenas que eles respondam pelas agressões. Todos sabiam que eu estava trabalhando ao vivo e, mesmo assim, não respeitaram o trabalho da imprensa”, concluiu.
    Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Rondônia (Sinjor-RO) repudiou as agressões contra o repórter Richard Nunes e pediu uma investigação rigorosa do caso. A entidade afirmou que atacar jornalistas durante o trabalho é uma ameaça à liberdade de imprensa e cobrou punição aos envolvidos.
    Repórter é agredido ao vivo durante cobertura de acidente em Porto Velho
    Reprodução/redes sociais
  • Bombeira morre após acidente entre moto e carro na BR-364 em RO

    Bombeira morre após acidente entre moto e carro na BR-364 em RO

    Bombeira morre após acidente entre moto e carro na BR-364 em RO
    Fernanda Domingos morre em acidente na Br-364
    Reprodução
    A bombeira civil Fernanda Domingos morreu na manhã desta segunda-feira (11) depois de sofrer um acidente de trânsito na noite de domingo (10), na BR-364, em Cacoal (RO).
    Fernanda estava em uma motocicleta vermelha junto com o marido, Danilo Silva, quando o veículo foi atingido por um carro de cor prata. Com o impacto da colisão, o casal ficou gravemente ferido.
    As vítimas foram socorridas e encaminhadas ao hospital de Cacoal. Fernanda não resistiu aos ferimentos e morreu horas após dar entrada na unidade de saúde. Já Danilo passou por um procedimento cirúrgico e permanece internado em estado grave, sob acompanhamento médico.
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    Danilo Silva é conhecido no município por atuar como locutor e comunicador em ações de divulgação, eventos e participações em emissoras de rádio da região.
    As circunstâncias do acidente ainda estão sendo investigadas. Em nota a Prefeitura de Cacoal manifestou profundo pesar pelo falecimento de Fernanda Domingos.
    Leia a nota completa:
    Nota de pesar da Prefeitura de Cacoal
    Prefeitura de Cacoal
    Veja vídeos em alta no g1:
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  • Assista ao JRO1 desta segunda-feira, 11

    Assista ao JRO1 desta segunda-feira, 11

    Assista ao JRO1 desta segunda-feira, 11
    Assista ao JRO1 desta segunda-feira, 11
  • Adolescente morre após bater moto em caminhão leiteiro em Rondônia

    Adolescente morre após bater moto em caminhão leiteiro em Rondônia

    Adolescente morre após bater moto em caminhão leiteiro em Rondônia
    Jonatta Kauã de Souza Gomes
    Escola Estadual Bartolomeu Lourenço de Gusmão
    Um adolescente morreu em um acidente na tarde do domingo (10), em Vale do Anari (RO). Jonatta Kauã de Souza Gomes, de 16 anos, estava pilotando uma motocicleta e bateu contra um caminhão leiteiro.
    Com a força da batida, o jovem foi arremessado para fora da pista. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista do caminhão contou que o adolescente invadiu a pista contrária e batido de frente, na parte esquerda do caminhão.
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    A vítima foi identificada pela perícia e, depois dos trabalhos no local, o corpo foi liberado para a funerária. A motocicleta foi retirada do local pelos familiares.
    A escola onde Kauã Jonatta estudava cancelou as aulas desta segunda-feira (11) e decretou luto. Em nota, a escola onde o adolescente estudava disse que Jonatta Kauã era um aluno dedicado, educado e respeitoso com colegas e profissionais da instituição.
    Leia a nota completa:
    Nota da escola de Jonatta Kauã
    Escola Estadual Bartolomeu Lourenço de Gusmão
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  • Faccionados que ostentam armas e drogas nas redes sociais são alvo de operação do MP-RO

    Faccionados que ostentam armas e drogas nas redes sociais são alvo de operação do MP-RO

    Faccionados que ostentam armas e drogas nas redes sociais são alvo de operação do MP-RO
    Operação Audácia
    MP-RO
    O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) iniciou mais uma fase da Operação Audácia, dessa vez em Rondônia, Acre, Ceará e Paraná. Os alvos são faccionados que ostentam abertamente em redes sociais armas, dinheiro e drogas.
    O objetivo da operação é cumprir 45 mandados de busca e apreensão e 34 mandados de prisão em sete cidades. São elas:
    Porto Velho (com ênfase para os Distritos de Nova Califórnia, Extrema, Vista Alegre do Abunã e Abunã)
    Candeias do Jamari (RO)
    São Miguel do Guaporé (RO)
    Rio Branco (AC)
    Plácido de Castro (AC)
    Pacatuba (CE)
    Catanduvas (PR).
    A ação também tem por finalidade a recaptura de foragidos da justiça. Mais de 300 agentes, entre integrantes do MP-RO e da Polícia Militar (PM), participam da ação.
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  • Jovem desaparecido após naufrágio em RO se casou há menos de um ano; esposa está grávida

    Jovem desaparecido após naufrágio em RO se casou há menos de um ano; esposa está grávida

    Jovem desaparecido após naufrágio em RO se casou há menos de um ano; esposa está grávida
    Família pede novas buscas por Henzo
    O empresário e morador de Ariquemes (RO), Henzo Alexandre Souza Amaro, de 24 anos, continua desaparecido dez dias após o naufrágio de uma embarcação no rio Machado, em Machadinho D’Oeste (RO). Quatro corpos foram encontrados pelas equipes de resgate, mas o jovem ainda não foi localizado.
    Henzo se casou há menos de um ano com Natália Gaienski. Os dois oficializaram a união em 20 de julho de 2025 e esperam o primeiro filho do casal. Natália está grávida de sete meses.
    Desde o desaparecimento do marido, a jovem tem usado as redes sociais para pedir ajuda da população e cobrar a retomada das buscas. Durante entrevista à Rede Amazônica, ela afirmou que a família continua recebendo informações sobre o caso e pediu que qualquer pista seja repassada, mesmo de forma anônima.
    “Se alguém tiver uma informação, uma pista, pode ser anônima, não é obrigatório se comprometer. Assim como a gente tem feito todo esse tempo, a gente tem escutado muita gente, mesmo assim a gente está guardando os nomes, a gente não está espalhando”, pediu.
    Henzo está desaparecido desde o dia 30 de abril. As buscas no rio foram encerradas pelo Corpo de Bombeiros Militar na terça-feira (5), após cinco dias de operação. A família agora pede que os trabalhos sejam retomados em uma área de mata próxima ao local do naufrágio.
    Segundo familiares, o fato do empresário ainda não ter sido encontrado levantou dúvidas sobre o que pode ter acontecido no dia do acidente.
    “EPxiste a possibilidade do meu irmão ter nadado, se estivesse mesmo no barco e ter corrido para a mata, porque a gente não tem um corpo. E o principal: se aconteceu algo estranho, diferente, ele pode ter corrido para a mata e estar perdido, ferido, em um buraco, alguma coisa”, disse a irmã de Henzo.
    A Polícia Civil investiga o caso e informou que já solicitou apoio de forças especializadas para reforçar as buscas em áreas de mata. Segundo o delegado responsável pelo caso, foi solicitado apoio ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), da Polícia Militar, e à 17ª Brigada de Infantaria de Selva, do Exército, para atuação com equipes especializadas em buscas na floresta.
    O delegado informou ainda que a demanda também foi encaminhada ao Departamento de Polícia do Interior (DPI), para avaliar o possível apoio da CORE, equipe especializada da Polícia Civil.
    O g1 entrou em contato com os órgãos citados, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
    Naufrágio no rio Machado
    O acidente aconteceu no dia 30 de abril, em Machadinho d’Oeste (RO), quando cinco pessoas desapareceram após a embarcação virar no rio Machado. No sábado (2), quatro corpos foram encontrados pelas equipes de resgate. Desde então, as buscas passaram a se concentrar na localização de Henzo Alexandre Souza Amaro.
    Ao longo dos dias seguintes, bombeiros, familiares e voluntários atuaram nas buscas com apoio de embarcações, drones e equipamentos usados para varredura no rio.
    Henzo, de 24 anos, é empresário e morador de Ariquemes (RO). Ele é a única vítima que ainda não foi localizada após o naufrágio.
    O local, um dos principais pontos turísticos do município, é conhecido pela forte correnteza, o que dificulta as buscas.
    A cachoeira fica a cerca de 80 km da zona urbana da cidade. Segundo a prefeitura, o local chama a atenção principalmente de quem aprecia a pesca esportiva.
    Segundo a descrição de moradores, é um local lindo, porém traiçoeiro e perigoso para quem não conhece.
    Henzo Alexandre Souza Amaro
    Reprodução/acervo pessoal
  • Pescador encontra animal ‘misterioso’ em árvore e descobre espécie ‘mestre da camuflagem’ na Amazônia

    Pescador encontra animal ‘misterioso’ em árvore e descobre espécie ‘mestre da camuflagem’ na Amazônia

    Pescador encontra animal ‘misterioso’ em árvore e descobre espécie ‘mestre da camuflagem’ na Amazônia
    Pescador se surpreende ao encontrar macaco ‘diferente’ em RO
    O pescador João Cordeiro encontrou um animal “misterioso” durante uma de suas pescaria. No topo de uma árvore como uma águia, mas peludo como um bicho-preguiça. Mal sabia ele que tinha acabado de fazer um registro raro do macaco-velho, um excelente camuflador.
    Segundo João, a aparência do bicho causou confusão logo no primeiro olhar. A mistura de características chamou tanta atenção que ele demorou para entender do que se tratava.
    “No início eu achei que era uma preguiça, só que quando ele virou para trás e eu vi o tamanho do rabo eu falei: ‘Não, bicho preguiça não pode ser’. Fiquei curioso, voltei para casa, e mostrei para uns amigos e uns falaram para mim que era um macaco aqui da nossa região”, explicou.
    Macaco-velho
    Apesar da aparência curiosa e do nome pouco popular, o macaco-velho não é considerado raro. De acordo com o biólogo Flávio Terassini, a espécie é comum na Amazônia, mas costuma passar despercebida porque vive nas copas das árvores e raramente desce ao solo.
    “Pode ser solitários ou em bandos de pequenos grupos, eles não vão ficar aglomerados com 50, 100 indivíduos. Eu já vi dois, três indivíduos próximos. Eles raramente descem no chão da floresta porque eles têm muito medo de ser predados por onças e jaguatiricas”, disse o biólogo.
    Segundo Terassini, existem quase 500 espécies de primatas no mundo. Só na Amazônia, são mais de 100 espécies diferentes; e o macaco-velho é uma delas. O animal chama atenção pela pelagem volumosa e pelos movimentos lentos, características que ajudam na camuflagem em meio à floresta.
    “Parece que ele está usando um echarpe ou uma roupa, um casaco de vovózinha. Então ele usa essa pelagem para se camuflar nas árvores, na natureza, então ele passa despercebido. Se ele percebe qualquer barulho, ele fica quietinho e a sua camuflagem dos pelos lembra muito o musgo ou, claro, uma roupa mais envelhecida, então por isso o nome é macaco velho”, explicou.
    O biólogo afirma ainda que o animal se alimenta de frutos, insetos e pequenos invertebrados. Mesmo vivendo escondido entre as árvores, ele também faz parte da cadeia alimentar e pode virar presa de grandes predadores da floresta.
    “Lá na copa das árvores, a harpia, que é o gavião real, pode ser um predador. Algumas cobras como a jibóia e, às vezes, até mesmo a sucuri, pode sim se alimentar desse primata”, relata.
    Macaco-velho encontrado por pescador
    Reprodução/João Cordeiro
  • Serviço gratuito vira mercado paralelo em RO: intermediários cobram até R$ 50 por agendamento de identidade

    Serviço gratuito vira mercado paralelo em RO: intermediários cobram até R$ 50 por agendamento de identidade

    Serviço gratuito vira mercado paralelo em RO: intermediários cobram até R$ 50 por agendamento de identidade
    Rondonienses enfrentam dificuldades para emitir a nova Carteira de Identidade Nacional
    Um mercado paralelo surgiu em Rondônia oferecendo um serviço que deveria ser gratuito para a população: o agendamento para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). A Rede Amazônica encontrou anúncios de intermediários que cobram entre R$ 20 e R$ 50 para garantir vagas no sistema.
    ➡️O agendamento para fazer uma CIN em Rondônia é feito no Portal do Cidadão do Governo de Rondônia, todas sextas-feiras às 12:30. As senhas são limitadas.
    O g1 conversou com moradores de Porto Velho que relataram recorrer a essas alternativas informais porque passam meses tentando conseguir uma vaga no site oficial do Governo de Rondônia, mas não conseguem.
    “Coloquei até um alarme no celular para tocar toda sexta-feira no horário da abertura das vagas, mas nunca tem. Quando entro, já não aparece nenhuma vaga disponível. Infelizmente nós acabamos indo atrás desse tipo de situação porque o sistema acaba não funcionando do jeito que deveria”, relata uma das pessoas, que optou por não se identificar.
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    Ela afirma que conversou com dois anunciantes. Um deles cobrou R$ 150 para agendar documentos de cinco pessoas, o que corresponde a R$ 30 por integrante da família. O outro informou que faria o agendamento de quatro pessoas por R$ 100, valor que sairia em torno de R$ 25 por pessoa.
    Venda de agendamento da nova Identidade Nacional em RO
    Acervo Pessoal
    Indignada com a situação, a moradora acredita que a venda de agendamentos pode estar relacionada à dificuldade de encontrar vagas no sistema oficial.
    “Se tem alguém negociando vagas, isso explica por que, mesmo acessando o sistema no horário certo, nunca tem vaga. Achei um absurdo. Toda semana tento agendar e não consigo. Já desisti”, desabafa.
    Modus operandi
    Para conseguir o serviço é fácil. Além da propaganda feita no “boca-a-boca”, que é quando alguém que já pagou pelo agendamento indica para outra pessoa, a Rede Amazônica encontrou anúncios publicados em classificados das redes sociais e ofertas divulgadas em grupos de WhatsApp.
    A equipe de reportagem entrou em contato com um dos anunciantes para entender como funcionava o serviço. Durante a conversa, o suspeito informou que precisava apenas do nome completo, CPF e data de nascimento do interessado. Ele afirmou ainda que conseguiria uma vaga já para a semana seguinte e informou o valor cobrado para garantir o agendamento.
    Anúncios de agendamento de vagas para tirar identidade em RO
    Redes Sociais/Reprodução
    Equipe da Rede Amazônica entra em contato com intermediários da venda de agendamentos da CIN
    Reprodução
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    Os valores variam, mas o modo de operar é bem parecido. Eles pedem os dados e garantem que vão conseguir uma vaga e, caso não seja pago, o agendamento é cancelado.
    Em uma das conversas enviadas ao g1, o anunciante afirma que, caso o pagamento não seja realizado, a pessoa ficará impedida de fazer um novo agendamento no sistema pelos próximos 20 dias e não poderá contratar novamente o serviço.
    Venda de agendamento da nova Identidade Nacional
    Acervo Pessoal
    Prejuízos à população
    O mercado paralelo acaba prejudicando pessoas que precisam do serviço, mas não podem pagar por ele. Mateus Carvalho, por exemplo, depende da identidade para retirar medicamentos na rede pública de saúde, mas não consegue fazer o agendamento.
    “Não consigo pegar os remédios porque não tenho identidade. Preciso dela para retirar os remédios no posto. Como não sei ler nem escrever, só consigo pela digital”, explica Mateus.
    Para o advogado e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia (OAB-RO), Clemilson Garcia, situações como a de Mateus mostram como a dificuldade de acesso ao documento pode comprometer direitos básicos da população. Segundo ele, a identificação civil é uma obrigação do Estado, prevista na Constituição.
    “Sem a identificação, o cidadão fica impedido de exercer garantias constitucionais, como acesso à saúde, educação e assistência social. O Estado tem a obrigação de oferecer alternativas para quem não consegue acessar a plataforma digital”, explica.
    O que dizem os responsáveis?
    Sobre a dificuldade de agendamento, o governo de Rondônia informou que “o aumento expressivo da demanda pelo novo documento” pode causar lentidão no sistema. Para melhorar o acesso da população ao serviço, a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) afirma que ampliou a quantidade de vagas, inclusive prioritárias.
    O governo também apontou que a alta taxa de ausência nos atendimentos afeta a disponibilidade de vagas e cita Ji-Paraná como exemplo. De acordo com a Sesdec, cerca de 23% dos agendamentos no município terminam em não comparecimento, o que reduz o número de horários disponíveis para outros cidadãos.
    Por fim, o Governo de Rondônia afirmou que a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional é um direito essencial do cidadão e que segue trabalhando para aprimorar continuamente os serviços prestados, com foco em eficiência, inclusão e ampliação do acesso da população ao documento.
    Em nota, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) informou que acompanha a implementação da nova CIN no estado e realiza reuniões com a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), o Instituto de Identificação Civil e Criminal (IICC-RO) e as empresas responsáveis pelo sistema de agendamento.
    Segundo o MPRO, medidas foram adotadas para ampliar o número de vagas e melhorar a acessibilidade da plataforma. O órgão também confirmou que recebeu denúncias sobre a venda irregular de vagas, e que foram implantadas travas no sistema para dificultar fraudes, e casos com indícios de crime estão sendo encaminhados às Promotorias de Justiça responsáveis.
  • Suspeito de tentar matar ex e trocar tiros com policial de folga morre em novo confronto com a polícia em RO

    Suspeito de tentar matar ex e trocar tiros com policial de folga morre em novo confronto com a polícia em RO

    Suspeito de tentar matar ex e trocar tiros com policial de folga morre em novo confronto com a polícia em RO
    O que é feminicídio?
    O homem suspeito de tentar matar a ex-esposa e trocar tiros com um policial de folga que tentou protegê-la morreu durante uma ação da polícia na madrugada deste sábado (9), em Porto Velho.
    Segundo o Boletim de Ocorrência, Rone Rodrigues Noia foi encontrado no bairro Jardim Santana. A polícia alega que ele recebeu voz de prisão, mas reagiu e não soltou a arma que carregava. O suspeito foi baleado pelos policiais e chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do Hospital João Paulo II.
    A polícia informou que Rone já era investigado por crimes como tráfico de drogas e homicídio. Ele também era suspeito de tentar matar a ex-esposa e de atirar contra o cabo da PM Castro Aguiar, na semana passada.
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    Na delegacia, os policiais descobriram que a arma encontrada com o suspeito tinha registro de perda ou extravio desde junho de 2023.
    Entre os objetos apreendidos pela polícia estão uma pistola calibre 9mm com carregador e 13 munições intactas, um celular da marca Redmi com a tela quebrada, uma chave de veículo Chevrolet e o documento médico que confirmou a morte do suspeito.
    Objetos apreendidos com o suspeito, a certidão de óbito e a arma usada pelo policial durante a ação que terminou com a morte do homem.
    Polícia Militar de Rondônia