Sombra negra na nova camisa azul da Seleção Brasileira remete à imagem de Baphomet
A apresentação da nova fase da Seleção Brasileira alimentou uma teoria inquietante nas redes. No teaser divulgado, um canarinho aparece preso em uma gaiola. De repente, a trilha sonora fica sombria e o pássaro se transforma em um corvo, escapa da prisão e voa para um céu nublado, juntando-se a um grande bando de aves negras.
Como se a cena do vídeo já não fosse estranha o suficiente, um outro detalhe — agora na camisa da Seleção — começou a chamar atenção nas redes: ao observar o padrão escuro, algumas pessoas afirmaram enxergar a silhueta de um bode com chifres escondida na estampa.
Para muitos, o desenho lembrou o conhecido símbolo de Baphomet, frequentemente associado ao ocultismo em diversas interpretações religiosas.
A suposta imagem na camisa, combinada com o clima sombrio do teaser e com a transformação do canarinho em um corvo de olhos vermelhos, passou a ser apontada por internautas como um possível pacto oculto feito pelo Brasil.
Naturalmente, não existe qualquer confirmação de que a Seleção Brasileira tenha praticado algum tipo de simbologia. Coincidência ou algo deliberado? Talvez nunca saibamos. Mas quando uma mensagem começa a ser interpretada por milhares de pessoas da mesma forma, certamente ela não foi apenas um detalhe artístico.
Bastidores do Poder e possível delação premiada (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Cottonbro Studio
Ultimamente estamos recebendo informações diariamente sobre os escândalos do Banco Master. Novidades a toda hora. Informações confiáveis e não confiáveis. Conversas vazadas que mostram diálogo entre o banqueiro mafioso Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, herói da esquerda.
Em uma das conversas, pouco antes de ser preso, Vorcaro pergunta a Alexandre de Moraes: “Conseguiu bloquear”? Será que Alexandre de Moraes joga vôlei e não sabíamos?
Vazamentos informam que o ministro esteve com Vorcaro em algumas oportunidades, inclusive em uma mansão em Trancoso (BA). Ainda temos informações que o ministro Alexandre de Moraes degustou uísque Macallan, caríssimo, na companhia de Vorcaro; Lewandowsky, na época ministro da Justiça e Segurança Pública também estava presente, junto a outras figuras do alto escalão.
Vorcaro está preso. Especulações dizem que o Centrão, grupo político, trabalhou para que o STF não mantivesse a prisão dele, pois temem que Vorcaro preso faça delação premiada. Se de fato o tal Centrão tentou a liberdade de Vorcaro, não conseguiu. Ele continua preso e algumas postagens indicam que na prisão teve um surto e esmurrou a parede, gritando o nome de autoridades.
O banqueiro mafioso andou trocando de advogados, o que pode indicar que estaria cogitando delatar. A manutenção da prisão de Vorcaro tirou o sono de muitos políticos e de outras autoridades, disso eu não tenho dúvidas. Imagino que devido às ameaças de delação muitos também tiveram indisposição intestinal e usaram a privada maior número de vezes. Vamos aguardar.
Quando me refiro ao Centrão, não me refiro simplesmente a partidos, mas principalmente a pessoas, parlamentares. Muitos usufruíram do nome Bolsonaro para se eleger e reeleger, e hoje abandonam o grande líder da direita. Uns, ainda mais sem vergonhas, dizem ter acordado, outros apenas fazem silêncio.
A verdade é que quando Bolsonaro estava com a faixa presidencial era bajulado por muitos, e hoje, na condição em que se encontra, só restaram os que realmente são de direita e que de fato defendem as mesmas pautas que ele sempre defendeu. As eleições estão chegando e os “isentões traíras” precisam ser identificados e escorraçados.
A imprensa viu. Viu o poder de Alexandre de Moraes avançar sobre cidadãos comuns, viu o banimento do X no Brasil, viu empresas ligadas a Elon Musk serem punidas. Viu ameaças a delatores — inclusive a menção de prender esposa, pai e filha de 18 anos — e viu investigações abertas sem contornos claros, ampliadas conforme surgiam novos inimigos.
Viu também um inquérito durar sete anos, crescendo e incorporando críticos e desafetos. Viu condenações após os atos ligados ao January 8 attacks in Brazil, histórias individuais diluídas numa narrativa coletiva de golpe.
Viu uma mãe condenada a 11 anos por escrever numa estátua com batom. Viu multas ameaçando cidadãos, contas congeladas, passaportes cancelados, prisões contestadas — e viu a morte de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, que morreu sob custódia aguardando atendimento médico.
Agora, parte dessa mesma imprensa diz estar enojada com histórias de milhões em dinheiro vivo e resorts ligados ao crime que chegam às portas do STF. Descobriu, de repente, o cheiro do escândalo.
Mas a pergunta continua ecoando: onde estava esse nojo quando tudo aquilo acontecia? Porque o país que hoje escandaliza alguns não nasceu de repente — ele foi sendo escrito, linha por linha, com o silêncio e a complacência de quem agora diz estar surpreso.
Bairro dominado pelo Comando Vermelho, numa periferia brasileira Foto: EFE/ Sebastiao Moreira
A iminente decisão do governo Donald Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras escancara não apenas a gravidade da escalada criminosa no Brasil, mas também o profundo equívoco diplomático e moral do governo Lula ao tentar obstruir essa medida.
Sob a frágil justificativa de proteger a “soberania nacional”, o Itamaraty age para blindar organizações que já não respeitam qualquer fronteira, lei ou valor humano, numa postura que revela muito sobre as estranhas afinidades do petismo com o crime organizado.
O principal argumento – falso – do governo Lula, ecoado na Lei Antiterrorismo brasileira (Lei nº 13.260/2016) exige motivação política, religiosa ou ideológica, o que não se aplicaria a facções movidas pelo lucro do narcotráfico. Este é um argumento que peca por uma interpretação tacanha e voluntariamente cega à realidade.
As facções como PCC e CV, em seu domínio territorial armado, em sua capacidade de desafiar o Estado e impor o medo generalizado à população, já preenchem, na prática, o conceito de terror. A diferença é meramente semântica e superada pela dinâmica do crime no século 21.
Em vez de celebrar o reconhecimento internacional da brutalidade desses grupos como um aliado no combate, o Brasil se coloca como advogado de defesa de criminosos. O temor de que os Estados Unidos usem o rótulo para justificar “operações militares na região, beira a paranoia antiamericana e serve apenas para acobertar um padrão histórico de leniência, quando não de promiscuidade, com setores criminosos.
O que dizer das sucessivas revelações de encontros de petistas históricos com figuras ligadas ao crime organizado? A movimentação do Itamaraty para demover os EUA de classificar PCC e CV como terroristas é mais um capítulo dessa novela sórdida.
O governo parece mais preocupado com a imagem das facções do que com a segurança dos cidadãos de bem, soterrados pela violência nos estados onde o crime organizado impera.
Em suma, é preciso denunciar a incongruência de um governo que age nos bastidores para impedir que os EUA reconheçam a verdadeira natureza dessas facções criminosas como organizações terroristas internacionais!
Banqueiro Daniel Vorcaro entre iates, Bíblia e mel (Imagem ilustrativa)
A mesma Bíblia pode estar nas mãos de homens que vivem de maneiras completamente opostas. O banqueiro Daniel Vorcaro, logo após sua prisão, foi visto portando um volumoso exemplar da Bíblia enquanto era conduzido pela Polícia Federal. A ordem de prisão foi assinada por alguém também conhecido por sua relação com o livro sagrado.
Assim, preso e emissor da ordem de prisão, curiosamente, portam o mesmo livro. E é aí que as semelhanças se encerram.
De um lado, temos um ministro conhecido por ser praticante da Palavra. Vale recordar que o então presidente Jair Bolsonaro prometera indicar para o Supremo Tribunal Federal alguém “terrivelmente evangélico”. Essa informação gerou uma espécie de “avivamento espiritual”, fazendo surgir Bíblias em alguns gabinetes e citações de seus versos em discursos de pessoas até então alheias à fé, verdadeiros “neoevangélicos”.
Felizmente, a escolha recaiu sobre um jurista que não só é evangélico de fato, como também portador de currículo, experiência e conhecimento jurídico adequados para o cargo.
De outro lado, há notícias de que Daniel Vorcaro frequentava igreja e até mesmo fez vultosas contribuições para a construção de um templo. Sua história com a Bíblia, porém, parece ter sido interrompida em algum momento e, agora, retomada.
Nos últimos anos, ao menos aparentemente, as notícias dão conta de que o banqueiro desconhecia — ou, se conhecia, não praticava — alguns dos trechos mais impactantes das Escrituras Sagradas.
Vorcaro deixa prisão em novembro de 2025
Ostentação de bens e outras práticas A trajetória recente de Daniel Vorcaro passou a ser analisada também pelo contraste entre investigações em curso e um padrão de gastos marcadamente luxuoso.
Um dos episódios mais comentados foi seu noivado, realizado em setembro de 2023 em Taormina, na Sicília. O evento teria durado vários dias e contou com apresentações de artistas internacionais, com custo estimado em cerca de 42,4 milhões de dólares (aproximadamente R$ 222 milhões).
Entre os nomes contratados estariam Coldplay, com cachê estimado em 11,4 milhões de dólares; Michael Bublé, 2 milhões de dólares; Andrea Bocelli, 981 mil dólares e David Guetta e Seal, com cerca de 937 mil dólares cada. Parte da celebração ocorreu em hotéis de altíssimo padrão, como o Four Seasons San Domenico Palace, um dos mais exclusivos da região.
Além disso, investigações mencionam uma viagem de luxo no Mediterrâneo com custo aproximado de 1,88 milhão de euros (cerca de R$ 10 milhões), incluindo festas privadas a bordo de um superiate de grandes dimensões e eventos na Riviera Francesa.
Documentos também apontam que, entre 2021 e 2023, mais de 68,9 milhões de dólares (cerca de R$ 390 milhões) teriam sido transferidos a empresas de eventos para financiar festas, viagens e celebrações privadas.
No Brasil, o padrão de ostentação também aparece em outros episódios. Há referência a uma propriedade em Trancoso (BA) avaliada em cerca de R$ 280 milhões.
Já a festa de 15 anos de sua filha, realizada em Nova Lima (MG), teve estrutura comparável à de grandes eventos internacionais, com atrações estrangeiras e até a hospedagem de moradores vizinhos em hotéis para evitar incômodos com o barulho da celebração.
Naturalmente, todas essas informações derivam de investigações e reportagens públicas. Qualquer conclusão definitiva sobre o que efetivamente ocorreu, e sobre os aspectos jurídicos, depende do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório.
Também surgiram notícias sobre pagamento de garotas de programa e realização de orgias — algo que, evidentemente, está muito distante do padrão moral recomendado pelas Escrituras.
Uma das festas de noivado de Daniel Vorcaro, em Roma Foto: Reprodução
O que a Bíblia recomenda Jesus alertava para haver cuidado com todo tipo de ganância e que “a vida de uma pessoa não é definida pela quantidade de bens que possui” (Lucas 12:15).
Já o apóstolo Paulo advertia que “o amor ao dinheiro é raiz de todo tipo de mal” (1 Timóteo 6:9,10) e dizia que tinha “o cuidado de agir de forma correta não apenas diante do Senhor, mas também diante das pessoas” (2 Coríntios 8:21).
O produto de dinheiro mal ganho ou mal gasto são “riquezas que apodrecem, roupas comidas por traças e ouro e prata que enferrujam” (Tiago 5:1-3). O rei Salomão, o homem mais sábio que já existiu, diz que “quem ama o dinheiro jamais se farta; quem ama a riqueza nunca se satisfaz com seus rendimentos” (Eclesiastes 5:10).
Por fim, em algo que pode assustar os capitalistas mais ávidos por EBITDA ou dividendos exagerados, a Bíblia diz:
Ninguém prejudique nem explore seu irmão. O Senhor castigará todos que cometem essas injustiças, como já os advertimos solenemente (1 Tessalonicenses 4:6).
Outros empresários com Bíblias na mão e o mel do sertão O caso do empresário Vorcaro me traz à memória o que aconteceu em Picos, no Piauí — algo que nem sempre recebe a devida divulgação, mas que acalenta a alma de cristãos e não cristãos.
Tudo começou com um desafio feito por um pastor a empresários cristãos: desenvolver um projeto social que gerasse renda real para famílias no sertão do Piauí.
A Itus, associação voltada à transformação social e que reúne empresários e missionários, encontrou em Thiago Gama, da Mel Wenzel, um parceiro: ele tinha capacidade de compra de grandes quantidades de mel. E, no sertão, as famílias tinham a melhor matéria-prima possível, a mata nativa. Faltava apenas a ponte entre os dois. Nasceu, então, o Sertão do Bem.
O projeto piloto começou com dez famílias: entregou kit completo de apicultura, capacitação técnica e acompanhamento. Hoje já são mais de 280 famílias participando e mais de 2.200 pessoas alcançadas em comunidades rurais de Massapê do Piauí, Monsenhor Hipólito e Jaicós.
Na última safra, foram mais de R$ 390 mil pagos diretamente aos apicultores do projeto.
Liberato, um dos apicultores, resume: tinha vontade de trabalhar com abelhas, mas não tinha condição. O projeto trouxe tudo — equipamento, conhecimento e oportunidade. Hoje ele não só produz, como já ensina outros.
O Sertão do Bem vai além da renda. São 49 comunidades rurais e quatro vizinhanças urbanas impactadas. Famílias que encontraram esperança, propósito e comunidade. Pessoas que superaram depressão, reconstruíram suas vidas e voltaram a acreditar que é possível.
Como disse Wilton Coutinho, presidente de Massapê do Piauí, a Itus elevou os potenciais da comunidade, melhorou a economia e, acima de tudo, fez o povo voltar a acreditar.
Um exemplo de como empresários cristãos, movidos pelo que diz a Bíblia, investiram tempo e dinheiro “ensinando a pescar”. Isso gerou transformações reais: mais renda, riqueza, tributos, conhecimento e dignidade.
A Bíblia mudaria a história? Pergunto-me como seria se a pressa em enriquecer não tivesse incentivado tantas operações ousadas e temerárias. Ou se menos ostentação não tivesse reduzido a necessidade de mobilizar quantias tão grandes de dinheiro.
Ou, ainda, se, seguindo as lições do profeta Isaías, ao menos uma parte dessa enorme soma gasta em festas fosse direcionada para projetos sociais.
Não tenho como deixar de imaginar quantas famílias poderiam mudar de vida com o que se gastou com festas, shows, iates, aviões e palácios.
Particularmente, acho ótimo que os ricos aproveitem seu dinheiro — isto também é bíblico (Ec 6:3-5). Mas é preciso buscar um equilíbrio e, claro, sempre presumindo tratar-se de dinheiro honesto.
Quando a casa cai Provérbios 13:11 ensina que “A riqueza obtida com desonestidade diminuirá, mas quem a ajunta aos poucos terá cada vez mais” (NVT).
Antes de finalizar as investigações, não se pode afirmar que houve ilícito. Por outro lado, contudo, não parece haver dúvida de que houve ostentação e menos moderação e filantropia do que se poderia esperar de um praticante da Bíblia.
Jesus, no Sermão do Monte (Mt 5-7), alerta que aqueles que escutam suas palavras e as praticam constroem sobre a rocha, e a casa suporta as tempestades, ventos e inundações.
Já aqueles que escutam e não praticam — ou, poderíamos dizer, portam Bíblias, mas não a seguem — agem como o insensato que constrói a sua casa sobre a areia. Quando vierem as chuvas, as enchentes e os ventos baterem contra a casa, ela cairá com grande estrondo (Mt 7:26,27).
Quando vêm as chuvas — ou a Polícia Federal — a casa cai. E grande é a queda.
O que Jesus diria a Daniel Vorcaro? O Evangelho de Cristo é, sempre, o espaço da fé, da transformação e dos novos começos. Em Lucas 5:31,32, Jesus diz que veio “não para os sãos, mas para os doentes; não para chamar os justos, mas sim os pecadores, para que se arrependam”.
A Bíblia, em Provérbios 28:13, ensina que “quem esconde seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia”. O ladrão da cruz, mesmo em seu derradeiro suspiro, teve a chance de mudar. Isso vale para todos.
Logo, apesar das oportunidades desperdiçadas em tempos de aparente bonança, quem sabe Daniel Vorcaro não lerá com outra atitude a sua volumosa Bíblia? Quem sabe não se arrepende e confessa seus erros? Quem sabe começa um novo tempo?
No plano jurídico, Vorcaro pode obter os benefícios da delação premiada. No plano espiritual — que é o que mais conta — pode receber perdão e misericórdia de Jesus, que já fez isso várias vezes: com Zaqueu, fiscal corrupto, e com o apóstolo Paulo, perseguidor de cristãos.
A Bíblia nas mãos de Vorcaro é a mesma que levou empresários a ajudar pobres no sertão paraibano. Para alguns, ela é bússola e luz para o caminho; para outros, não passa de peça de decoração.
Ela anuncia perdão e renovo para quem decide, de fato, mudar de vida. Mas também ensina que não basta ouvir, citar ou carregar a Bíblia: é preciso praticá-la. Porque, no fim, não é a tempestade que derruba a casa — é a forma como ela foi construída.
A vida milionária de Vorcaro: Um enredo que a Netflix não recusaria (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT
A Netflix, aqui no Brasil, não teria dificuldade nenhuma para criar roteiros para suas produções. Apenas o ex-banqueiro Daniel Vorcaro já seria protagonista de uma imensa série de episódios, todos com enredos pra lá de interessantes.
Vamos elencar alguns, aleatoriamente:
— Festa de debutante da filha de Vorcaro realizada em Nova Lima (MG) para 500 convidados, ao custo de R$ 20 milhões.
— A doação de um apartamento na Faria Lima, no valor de R$ 4,3 milhões, para sua influencer.
— Festa para altas autoridades da República em Londres, com degustação de uísque raro, ao custo de R$ 6 milhões, fora o evento jurídico — motivo do convite — bancado pelo banco Master.
Ainda:
— Viagem em iate de luxo no Mediterrâneo, no Mad Summer, por R$ 10 milhões, com convidados exclusivos.
— Festas milionárias com show de Coldplay e David Guetta, ao custo de R$ 38 milhões.
— Camarote de R$ 40 milhões no Sambódromo da Sapucaí.
— Festa de noivado em castelo na Itália, ao custo de R$ 38 milhões de dólares.
— Venda de papéis podres para várias instituições financeiras, com a conivência de gestores corruptos.
Enfim, enumerar todos os excessos do milionário de conto de fadas seria enfadonho; por isso, encerro aqui.
Finalizo pedindo a Deus que pese a mão da justiça sobre esse homem e seus cúmplices, para satisfação de um povo pobre que não aguenta tantas taxas e impostos. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo trabalhador que paga seus impostos.
Campo de refugiados (Imagem ilustrativa) Foto de Ahmed akacha/Pexels
De vez em quando alguém pede um tema para esta coluna, e fico muito feliz em poder atender. Desta vez, um leitor pediu que eu explicasse a diferença entre refugiado, exilado e asilado. Em tempos de tantas incertezas políticas e reviravoltas globais, é muito bom sabermos exatamente o que cada um desses termos significa. Mas acrescentei ao pedido mais uma palavrinha: migrante, que penso completar esse conhecimento.
Essas palavras são comumente usadas em contextos políticos e internacionais, mas cada uma tem um sentido específico. Veja só:
O refugiado é aquele que deixa o seu país natal para escapar de algo muito ruim. São situações de guerra, perseguição religiosa, violência ou violações dos direitos humanos; às vezes, até fome.
Basta pensarmos na quantidade de venezuelanos que atravessaram as fronteiras do nosso país em busca de comida e dignidade. Esses são os refugiados: pessoas que saíram de sua pátria não porque quiseram, mas porque precisaram buscar abrigo em outro lugar e, muitas vezes, nem sabem quando ou se poderão voltar.
De acordo com a ONU, refugiado é quem, “por fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas”, procura abrigo em outro país. Já em nosso país, esse benefício é estendido a pessoas que sofreram graves violações de direitos humanos.
E há um detalhe importante: a lei garante que o refugiado não será mandado de volta para a sua terra até que o pedido de refúgio seja analisado.
O exilado, por sua vez, é aquele que vive fora de sua pátria por motivos políticos. Às vezes, a pessoa foi expulsa ou perseguida por causa de suas convicções ideológicas e está impedida de voltar.
Em alguns casos, o exílio até acontece de maneira voluntária, mas a própria origem da palavra está associada à expulsão.
Já o asilado é quem recebe asilo político em outro país. Ou seja, um governo concede proteção oficial a alguém que sofre perseguição política em sua terra de origem. Trata-se de um pedido de proteção diplomática, de abrigo.
O migrante, por sua vez, é aquele que se desloca de um território para outro. Quem sai de seu país ou de sua região é um emigrante; quem chega é um imigrante.
Ajuda pensarmos, por exemplo, nos imigrantes europeus que vieram morar no Brasil e também nos emigrantes nordestinos que, infelizmente, deixam sua região em busca de uma vida melhor.
Percebe como esses termos se aproximam, mas não significam exatamente a mesma coisa?
Às vezes, a diferença entre uma palavra e outra é pequena. Mas a diferença entre as histórias que elas contam pode ser enorme.
Nova presidente da Comissão de Defesa das Mulheres, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Nas últimas décadas, tivemos muitos avanços na defesa das mulheres como direitos políticos, proteção contra violência doméstica, políticas de saúde da mulher e leis voltadas à igualdade no trabalho que nasceram de uma luta longa e difícil.
Essas conquistas tiveram uma base muito clara: a realidade biológica feminina e as desigualdades sociais que historicamente recaíram sobre ela.
Agora a categoria “mulher”, que é ligada ao sexo biológico, está sendo redefinida com base apenas na identidade de gênero. Essa mudança levanta uma questão profunda e delicada: é possível defender os direitos das mulheres se deixarmos de reconhecer a base biológica que deu origem a esses direitos?
Essa discussão se torna ainda mais relevante quando pessoas que não nasceram biologicamente mulheres passam a ocupar cargos e comissões institucionais criados para representar políticas públicas femininas.
É nesse contexto que surge uma pergunta inevitável: quem deve representar as mulheres em espaços institucionais criados justamente para proteger a realidade feminina?
É a partir dessa reflexão que afirmo minha posição: sou contrária à ocupação na Presidência da Comissão da Mulher na Câmara por uma pessoa que não nasceu biologicamente mulher.
Não se trata de negar dignidade ou direitos a pessoas trans. A questão é outra, políticas públicas eficazes precisam reconhecer as realidades concretas que deram origem a elas — e a realidade biológica das mulheres é uma dessas bases.
A representação política de um grupo historicamente vulnerabilizado deve estar ligada às experiências concretas que definem esse grupo.
A Comissão da Mulher bem como secretárias da mulher foram criadas para responder a desafios específicos enfrentados por mulheres ao longo da história — desafios profundamente ligados à biologia feminina e às desigualdades sociais derivadas dessa realidade.
Portanto, quando se discute quem deve liderar essas comissões ou instituições, é legítimo perguntar: quem viveu, desde o nascimento, as condições biológicas e sociais que moldaram a experiência feminina ao longo da história?
A questão da representação institucional
Outro ponto central nesse debate é a representação institucional. Políticas públicas voltadas às mulheres foram criados para responder a vulnerabilidades específicas associadas ao sexo biológico feminino.
Essas políticas não surgiram por acaso. Elas foram estruturadas para enfrentar desigualdades concretas que recaem sobre mulheres devido a fatores biológicos e sociais ligados ao corpo feminino.
Entre esses fatores estão:
— Gravidez e gestação, que historicamente geraram exclusão do mercado de trabalho;
— Maternidade e amamentação, que exigem proteção legal e políticas de apoio;
— Saúde reprodutiva, incluindo acesso a cuidados ginecológicos e obstétricos;
— Maior vulnerabilidade física média à violência masculina;
— Incidência específica de violência sexual direcionada ao corpo feminino;
— Discriminação laboral relacionada à possibilidade de engravidar.
Essas realidades biológicas foram responsáveis pela criação de políticas como:
— Licença maternidade;
— Programas de saúde da mulher;
— Delegacias especializadas de atendimento à mulher;
— Abrigos para vítimas de violência doméstica;
— Leis específicas de combate à violência de gênero.
Portanto, quando se discute a liderança de instituições voltadas às mulheres, surge uma questão legítima no campo das políticas públicas: quem pode representar de forma plena as experiências e vulnerabilidades que derivam do corpo feminino?
Se políticas públicas foram criadas para proteger uma realidade biológica específica, é legítimo questionar se essa realidade continua sendo considerada na representação institucional.
Os direitos das mulheres não surgiram de abstrações teóricas. Eles nasceram de uma história concreta de desigualdade, violência e exclusão vivida por mulheres por causa do corpo feminino.
Quando políticas públicas deixam de reconhecer essa realidade, corre-se o risco de enfraquecer justamente as estruturas que foram criadas para proteger mulheres.
Reconhecer a importância do sexo biológico nas políticas públicas não é negar direitos a ninguém. É reconhecer que existem experiências específicas que precisam continuar sendo visíveis para que possam ser protegidas.
Direitos das mulheres nasceram da realidade do corpo feminino. Ignorar essa realidade pode significar enfraquecer as próprias bases desses direitos.
Reconhecer a importância do sexo biológico nas políticas públicas não significa negar direitos a ninguém. Significa reconhecer que existem experiências específicas que precisam continuar sendo visíveis para que possam ser protegidas.
Porque uma pergunta permanece inevitável: se a palavra mulher deixa de ter relação com a realidade biológica, quem exatamente estará sendo protegido pelas políticas públicas destinadas às mulheres?
Protesto pelo fim da escala 6×1, em São Paulo Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
É inegável que o fim da escala 6×1 é o assunto da vez. Com inegável apelo político, a possível mudança polariza, ainda mais, as relações de trabalho. Uma diminuta parcela, está realmente, pensando no melhor para o empregado, sua saúde, vida privada e bem-estar. A grande maioria reforça o contexto em que o empregador é o vilão e o empregado a vítima.
No Brasil, as empresas têm que administrar as relações de trabalho de acordo com o contexto. Infelizmente, o contexto dos últimos anos é de insegurança jurídica.
Ocorre que não há nada concreto com relação ao fim da escala 6×1. Afinal, realmente vai acabar? Se vai acabar, será de que maneira? Será permitida a redução gradual ou haverá permissão para redução de salário? A aplicação será para todos os empregados ou apenas aos novos?
O texto precisará detalhar a forma como será implementada a legislação ou estaremos, mais uma vez, diante da grande insegurança jurídica e legislativa que o país se encontra. Portanto, evidente que não há um cenário consolidado, o que possibilita, apenas, a suposição de cenários.
A única certeza é que teremos impacto para todos da relação de trabalho, em especial, aos empregados e empresas. Mas, também, aos sindicatos e ao Estado.
Nos últimos meses, o debate sobre jornada se concentrou em propostas que alteram o texto constitucional sobre tempo de trabalho, com sugestão para reduzir o espaço para organizar as jornadas antes com seis dias consecutivos de trabalho, forçando alterações de turnos, dimensionamento de equipes e instrumentos de compensação.
O risco é conhecido: mexer na Constituição Federal nessa magnitude, sem combinar transição, negociação coletiva e diferenciação por atividade, certamente prolonga a insegurança jurídica e sobrecarrega, ainda mais, o Judiciário de disputas que duram anos.
Se aprovada, a mudança não será apenas trocar uma escala por outra. É certo que ela tende a redefinir a demarcação entre tempo de trabalho e tempo livre, com potencial de melhorar bem-estar e vida social do empregado. No entanto, será exigido um redesenho operacional amplo, principalmente em serviços e comércio, com impacto direto em turnos, cobertura e custos ao empresário.
Para que funcione é imprescindível intensificar a negociação coletiva e os ajustes jurídicos, até que surjam parâmetros estáveis e compatíveis com cada realidade produtiva.
O problema é que uma aprovação apressada, sem estudos detalhados, sem diálogo com trabalhadores, empresas e setores mais afetados e ainda por cima conduzida em clima de polarização dificilmente entrega equilíbrio.
O risco, nesse cenário, é trocar uma distorção por outras: mais informalidade e precarização, mais descumprimento por inviabilidade prática e um aumento prolongado de disputas e processos, aprofundando a insegurança jurídica e a tensão nas relações de trabalho.
Em vez de vencer no grito, uma reforma desse porte precisa de regras claras de transição e mecanismos negociados que permitam adaptar a jornada sem empurrar o sistema para o litígio, sob pena de a solução prometida virar apenas um novo foco de conflito.
Estudantes em oração no pátio escolar (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT
Enquanto o Brasil assiste, estarrecido, aos índices alarmantes de déficit de aprendizagem e ao colapso da infraestrutura básica em milhares de escolas públicas, as prioridades do Conselho Nacional de Educação – CNE, órgão vinculado ao Ministério da Educação – MEC, parecem orbitar em um universo paralelo de perseguição ideológica.
Ocorre que, no recente Parecer CNE/CEB nº 1/2026, o Conselho decidiu instaurar uma espécie de “quarentena de fé”, proibindo que estudantes de Ensino Médio realizem atividades voluntárias em instituições religiosas para fins de carga horária escolar.
Tal medida não é meramente um erro administrativo, mas a manifestação de um laicismo militante que tenta, à força, expulsar a religiosidade do espaço público. Neste sentido, é preciso distinguir, de uma vez por todas, o laicismo da laicidade colaborativa.
Ora, o laicismo nada mais é senão a hostilidade do Estado contra a religião, comum em Estados totalitários onde não há liberdade religiosa, como a Coreia do Norte. Já a nossa Constituição, por sua vez, no Art. 19, inciso I, estabelece a laicidade como a separação que permite a colaboração de interesse público. Desta forma, ao proibir o trabalho ou voluntariado em ambientes confessionais, o CNE ignora que essas instituições são, muitas vezes, as únicas redes de proteção social e formação ética nas periferias brasileiras.
A referida resolução colide frontalmente com a própria hermenêutica do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ADI 4439, a Suprema Corte ratificou a constitucionalidade do ensino religioso confessional na rede pública, amparada pelo Art. 210, § 1º da Carta Magna.
Ora, se o próprio STF reconhece que a fé pode estar presente dentro da sala de aula como disciplina, por qual “malabarismo jurídico” o CNE pretende proibir que a prática do bem e do serviço comunitário ocorra dentro de uma organização religiosa?
Historicamente, o CNE parece sofrer de amnésia proposital. As primeiras escolas e as mais prestigiadas universidades do mundo e do Brasil foram fundadas e mantidas por instituições cristãs.
Até hoje, as escolas confessionais desempenham um papel de excelência que o Estado muitas vezes não consegue mimetizar. Assim, tratar o ambiente religioso como um local de “cooptação” perigosa é um insulto à história da educação brasileira.
O que causa maior indignação, contudo, é a escancarada incoerência sistêmica. Enquanto o CNE fecha as portas das igrejas para o estudante que deseja servir ao próximo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio da Resolução nº 23.755/2026, com silêncio sepulcral do CNE e do MEC, abre as portas das universidades e escolas para o proselitismo político. Segundo o Art. 3º, inciso VIII da referida norma, manifestações espontâneas de pré-candidatos em ambientes universitários e escolares não configuram propaganda antecipada.
Temos, então, um cenário surreal: no ambiente universitário, historicamente dominado pela hegemonia de pensamento da esquerda, a “pré-campanha” e a movimentação política são permitidas e até incentivadas sob o manto da “manifestação espontânea”. Mas o aluno que deseja realizar um trabalho administrativo ou social em sua paróquia ou congregação é barrado sob o pretexto de “neutralidade”.
O recado do CNE é claro: o jovem pode ser cooptado pela militância partidária dentro do campus, mas não pode ser formado pela caridade cristã no contraturno escolar.
Isto posto, vê-se que o que se pretende não é proteger o estudante, mas sim exercer um controle ideológico que nega o pluralismo político e a liberdade religiosa. Portanto, o Brasil não precisa de conselhos que criem muros de consciência, mas de um MEC que se ocupe em ensinar o básico e respeite a soberania da fé e da família no processo formativo da nossa juventude!