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Categoria: GOSPEL

  • O Brasil na antessala da Venezuela 

    O Brasil na antessala da Venezuela 

    O Brasil na antessala da Venezuela 
    O Brasil na antessala da Venezuela (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT

    Após perder a batalha nas trincheiras do Legislativo, tentando aprovar o projeto das fake news, Lula não se deu por vencido e continuou sua luta pela censura.

    Na última semana, Lula assinou um pacote de decretos que, na prática, tenta silenciar os brasileiros e determina que as chamadas “big techs” funcionem como verdadeiros vigias da opinião pública. Uma vergonha!

    Os decretos impõem às big techs, por exemplo, a obrigação de enviar reportes à chamada Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

    O problema é que a ANPD tem a função original de proteger dados pessoais e não de decidir conflitos de opiniões na praça pública moderna, que são as redes sociais e a internet.

    Pior: agora, a AGU tem poderes para notificar e intimidar pessoas ou entidades que ela entender que estejam criando ou disseminando informações ou publicidade abusiva, enganosa ou desinformativa.

    Um monte de burocratas indicados pelo presidente com poderes para perseguir e punir seus oponentes. Parece certo?!

    O resultado da ação do governo é óbvia: uma mordaça e o desestímulo ao debate por parte da população e de entidades que emitam opiniões políticas, com medo de serem previamente penalizadas a toque de caixa, em uma canetada.

    E, adicionalmente, as próprias plataformas digitais também passam a ter incentivos ao se anteciparem e remover conteúdo com divergência e com apelo mais crítico para evitar problemas de responsabilização no futuro. Elas próprias foram encurraladas para serem a primeira linha da censura.

    É o fim oficial da liberdade de expressão. Tudo muito semelhante a Cuba e Venezuela.

    Estamos na antessala do que eles viveram e vivem. Falta pouco ou quase nada.

    Haverá alguma reação do povo brasileiro? Amanhã pode ser muito tarde.

  • Retatrutida: O fim da bariátrica?

    Retatrutida: O fim da bariátrica?

    Retatrutida: O fim da bariátrica?
    Aplicação de remédio para controle de peso, com caneta (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Pavel Danilyuk

    Na semana passada, a grande notícia para quem luta contra o peso a vida toda foi que a Eli Lilly, a mesma fabricante do Mounjaro, divulgou os resultados do estudo de fase 3 da retatrutida: o estudo TRIUMPH-1, o que por si só já é um nome bastante auspicioso: “TRIUNFO”.

    Quase a metade dos pacientes — 45,3% — utilizando a dose máxima de 12 mg, teve uma redução de pelo menos 30% do peso corporal em 80 semanas.

    Esse resultado supera todas as medicações conhecidas e aprovadas atualmente para a obesidade, com resultados que se aproximam dos efeitos observados após uma cirurgia bariátrica.

    Mas existe um dado importante aqui, muitas vezes pouco mencionado: uma parte expressiva das pessoas (11,3%) que utilizaram a dose mais alta, de 12 mg, precisou interromper o tratamento por causa dos efeitos colaterais.

    Agora, o interessante é que, mesmo na dose mínima da retatrutida, de 4 mg, os participantes tiveram uma redução média de 19% do peso corporal. Esse resultado, por si só, já supera muito do que vemos com várias opções atualmente disponíveis.

    E isso mostra algo muito importante no dia a dia do consultório: nem sempre as pessoas precisam chegar na dose máxima para ter todo o benefício da medicação. Ou seja, a escolha correta do medicamento seguida da titulação progressiva, segura e com acompanhamento médico continua sendo sempre a melhor abordagem.

    Aviso importante: a retatrutida ainda não foi aprovada nem pelo FDA (americano), nem pela Anvisa, nem por nenhuma agência reguladora do mundo. Ela continua sendo um medicamento experimental e não é vendida em farmácias e muito menos pelo seu muambeiro “de confiança”. Não se deixe enganar!

  • Seleção iraniana é enviada à Copa do Mundo com gritos de “Morte à América”

    Seleção iraniana é enviada à Copa do Mundo com gritos de “Morte à América”

    Seleção iraniana é enviada à Copa do Mundo com gritos de “Morte à América”
    Seleção iraniana durante cerimônia de despedida, em Teerã, para a Copa do Mundo 2026 Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

    Na véspera da Copa do Mundo, a República Islâmica do Irã promoveu uma cerimônia oficial de despedida à sua seleção nacional de futebol, transmitida pela IRINN TV, com destino à Copa do Mundo da FIFA de 2026, sediada conjuntamente pelos Estados Unidos, Canadá e México.

    O evento, realizado em Teerã, mesclou a celebração esportiva com forte carga política: cânticos coletivos de “Morte à América” e “Morte a Israel” foram liderados pelo mestre de cerimônias, que enfatizou o alcance simbólico da voz popular “do campo de batalha à Casa Branca”.

    Um combatente ferido, associado a operações com lançadores de mísseis, foi homenageado, e o comandante de alto escalão do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Hossein Yekta, comparou a defesa em campo ao bloqueio do Estreito de Ormuz, afirmando que a participação iraniana visava trazer “tristeza” ao presidente Donald Trump.

    Essa manifestação pública ocorreu em paralelo a intensas negociações diplomáticas entre Teerã e Washington.

    O presidente Trump convocou uma rara reunião de gabinete em Camp David para discutir o andamento das tratativas com o Irã, em meio a um cessar-fogo frágil e recentes ações militares limitadas de caráter defensivo no Estreito de Ormuz.

    As conversas envolvem temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano, verificações internacionais, alívio seletivo de sanções e a reabertura segura da rota marítima estratégica.

    A FIFA, por sua vez, enfrenta o desafio habitual de manter o esporte afastado de questões políticas, embora eventos como esse tornem a separação cada vez mais difícil.

    No Congresso da FIFA em Vancouver, em 30 de abril de 2026, o presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, recusou-se a apertar a mão ou mesmo a permanecer ao lado do vice-presidente da Federação Israelense de Futebol, Basim Sheikh Suliman. A cena ocorreu após convite direto do presidente da FIFA, Gianni Infantino, que tentou promover um gesto de união entre as partes.

    A entidade, que reúne 211 federações nacionais com realidades políticas, culturais e históricas distintas, busca preservar o futebol como espaço de encontro. No entanto, quando conflitos entre nações se refletem dentro de suas instalações — seja em cânticos em cerimônias de despedida, seja em recusas a gestos protocolares — a instituição é colocada à prova.

    Em suma, esses casos ilustram o desafio atual de organizações esportivas globais em manter o equilíbrio diante de países que usam o esporte para fins políticos. A solução não está em ignorar a política, mas em criar regras claras para lidar com tensões simbólicas em eventos internacionais.

    Neste jogo político e bélico, uma coisa é certa: apenas uma nação sairá vencedora…

  • Sou eu que agradeço ou sou eu quem agradece?

    Sou eu que agradeço ou sou eu quem agradece?

    Sou eu que agradeço ou sou eu quem agradece?
    Dúvida (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/AI25.Studio

    Dia desses, lembrei que, assim que me formei em Letras, um amigo meu sempre me perguntava: “Verô, usamos que ou quem? Fui eu que falei? Ou fui eu quem falou?”

    Naqueles primeiros dias, eu tremia e suava diante de perguntas assim. Na verdade, considerava um verdadeiro abuso. “Eu tenho que saber só porque me formei em português?”, pensava… Mas é claro que, para um amigo, eu não ia responder grosseiramente, não é? E hoje, pensando em tudo isso, de verdade, espero ter respondido corretamente naquela época.

    Mas me recordei desses questionamentos porque, semana passada, agradeci a alguém e essa pessoa me respondeu: “De nada; sou eu quem agradeço”.

    E aí eu pergunto: o certo é “sou eu que agradeço” ou “sou eu quem agradeço”? Qual é a forma correta de dizer e escrever? Você sabe?

    A boa notícia é: as duas formas estão corretas. No entanto, há alguns detalhezinhos que podem nos ajudar a usar que e quem sempre corretamente. Preste atenção, sim?

    Quem é um pronome que gosta de pessoas. Guarde a dica: quem ama pessoas. Sempre que aparece, ele se refere a alguém. Veja só: “Quem chegou?”. Claro que a resposta será relativa a uma pessoa, certo? “Quem chegou foi Joana”.

    Sendo assim, podemos dizer: Sou eu quem agradeço. É ele quem agradece a gentileza. Somos nós quem agradecemos o convite. Captou?

    Agora, um detalhe importante: com quem, o verbo também pode permanecer na 3ª pessoa do singular. Dessa forma, também estão corretas frases como: Sou eu quem agradece. É ele quem agradece. Somos nós quem agradece o convite.

    E o pronome que? Como usamos?
    Use que quando ele se referir a coisas, lugares, ideias ou pessoas.

    Por exemplo: “Está aqui o livro que eu li”. Ou: “Foi naquele parque que o encontrei pela primeira vez”. Ainda: “O projeto que você apresentou é fantástico!”. E, por fim: “O rapaz que estava comigo na igreja ontem é meu namorado”.

    No fim das contas, não é tão complicado assim, vai? Para acertar sempre, basta lembrar que o quem gosta de pessoas e que o que é mais versátil, podendo aparecer em outros contextos.

    Agora me conte: você também tinha essa dúvida ou sou eu quem exagera nas paranoias do português?

    Um abraço e até a próxima!

  • “Fogo nos racistas”?

    “Fogo nos racistas”?

    “Fogo nos racistas”?
    Não ao racismo (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Cottonbro Studio

    Leio, muitas vezes, a expressão “fogo nos racistas”. Quem defende esse tipo de frase acaba validando e retroalimentando discursos de ódio e violência. Quem não deseja violência contra si também não deveria defender violência contra os outros.

    Ou se defende a legalidade, ou se defende uma guerra de tribos.

    Eu sou a favor da legalidade.

    Sou contra qualquer discurso de ódio — e “fogo nos racistas” é exemplo disso. Não defendo colocar fogo em ninguém. Esse discurso de “fogo em A” ou “fogo em B” apenas substitui um extremismo por outro e contribui para aumentar a radicalização, a desumanização e a lógica da vingança.

    Os militantes tentam dizer que não é bem assim. Eis uma fala bem recorrente: “O fogo nos racistas não é uma expressão literal. Do ponto de vista social, reflete, mais ou menos, uma postura que a vítima deve ter diante da violência. Pode-se reagir à violência de várias formas. Inclusive repelindo a agressão sendo agressivo.”

    A tentativa de relativizar esse tipo de frase, dizendo que ela “não é literal”, também revela um problema perigoso. Discursos violentos raramente começam de forma literal. Quase sempre surgem primeiro como metáfora, slogan, catarse emocional ou licença moral para hostilidade.

    O ponto central não é saber se alguém realmente pretende colocar fogo em outra pessoa. O problema é a normalização de uma linguagem que transforma seres humanos em alvos morais aceitáveis de agressão, humilhação ou eliminação simbólica.

    Quando uma sociedade passa a tolerar esse tipo de retórica porque o alvo “merece”, ela abre espaço para que qualquer grupo faça exatamente o mesmo contra seus adversários.

    Além disso, a justificativa usada para defender “fogo nos racistas” poderia ser usada para relativizar praticamente qualquer frase extremista. Imaginem agora a expressão “bandido bom é bandido morto”.

    Imaginem alguém dizendo: “O ‘bandido bom é bandido morto’ não é uma expressão literal. Do ponto de vista social, reflete, mais ou menos, uma postura que a vítima deve ter diante da violência. Pode-se reagir à violência de várias formas, inclusive repelindo a agressão sendo agressivo.”

    Percebem o problema? Quase todo discurso agressivo pode alegar que é “metafórico”, “emocional”, “social” ou “uma reação à violência”. Mas uma sociedade civilizada precisa justamente impedir que a lógica do ódio seja aceita como linguagem política normal — independentemente de quem a utilize.

    Alguns poderão acusar este texto de falsa equivalência. Não é disso que se trata. O racismo possui gravidade histórica, moral e social própria. O ponto aqui é outro: nenhuma causa justa se fortalece quando adota a lógica da desumanização e do discurso de ódio.

    O que defendo para racistas é:

    1. Holofote e exposição pública e honesta dos fatos;
    2. Investigação policial séria, com igual seriedade, honestidade intelectual e isenção do MP e do Judiciário;
    3. Devido processo legal, ampla defesa e contraditório;
    4. Aplicação das penas previstas em lei;
    5. Reeducação antirracista.

    Combater o racismo com mais ódio não elimina o problema. Apenas perpetua a lógica da violência.

    Martin Luther King Jr. compreendia isso profundamente. Foi ele quem disse: “A escuridão não pode expulsar a escuridão; só a luz pode fazer isso. O ódio não pode expulsar o ódio; só o amor pode fazer isso.”

    Também afirmou: “Devemos desenvolver e manter a capacidade de perdoar. Quem é desprovido da capacidade de perdoar é desprovido da capacidade de amar.”

    E ainda: “Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não aprendemos a simples arte de viver juntos como irmãos.”

    No discurso I Have a Dream, ele também alertou: “Não devemos procurar satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio.”

    Talvez uma das maiores tragédias do nosso tempo seja justamente esta: pessoas que dizem combater o preconceito acabam, muitas vezes, reproduzindo a mesma lógica de intolerância que afirmam enfrentar.

    A luta contra o racismo precisa ser firme, séria e intransigente — mas não pode abandonar a humanidade, a legalidade e os princípios morais que justificam essa própria luta.

    Que o leitor retire do seu vocabulário — e também da sua alma — ideias de colocar fogo em pessoas, desejar sua morte ou tratar seres humanos como inimigos absolutos.

    Em lugar disso, que ajude a construir “um Estado Democrático destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida com a solução pacífica das controvérsias”.

    É assim que começa a Constituição da República Federativa do Brasil.

    E talvez seja exatamente por aí — pela recuperação da humanidade, da legalidade e da solução pacífica dos conflitos — que possamos começar a reduzir a polarização que está destruindo nosso país.

  • A distância entre a fama e o cheiro do povo

    A distância entre a fama e o cheiro do povo

    A distância entre a fama e o cheiro do povo
    Luciano Huck Foto: Reprodução/GShow

    Como uma pessoa com imensa influência deve se portar diante de assuntos polêmicos? O apresentador Luciano Huck se pronunciou, no 5º Fórum Esfera, sobre o Bolsa Família, com críticas aos programas sociais.

    Muito fácil falar quando se ganha R$ 5 milhões por mês, pintando-se de bonzinho e simpático aos movimentos de esquerda, mas sem apresentar alternativas práticas ao que aí está.

    O apresentador, sempre polêmico, critica o programa social mais importante da atualidade, que oferece um escudo protetor contra a miséria absoluta de grande parte da população, alegando que o programa deve ser atualizado. Isso é chover no molhado. Tudo deve ser atualizado, mas de que forma?

    Jogar a polêmica no ar, pura e simplesmente, não resolve. Só causa mais tumulto numa relação já difícil entre povo e Estado.

    Pessoas com poder sobre as mídias devem ser assessoradas por especialistas em relações sociais, para não causarem polêmicas desnecessárias e obrigarem desmentidos e explicações que mais confundem do que simplificam os fatos.

    Finalizo pedindo a Deus que toque no coração de pessoas que vivem numa realidade de contos de fadas, para que calcem as sandálias da humildade e sintam o cheiro do povo que só conhecem de ouvir falar. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos os beneficiários do Bolsa Família, e que possam dispensar o benefício ao alcançarem um status de normalidade social.

  • Por que a música “Ah, Jesus / Coração igual ao Teu” tem feito tanto sucesso?

    Por que a música “Ah, Jesus / Coração igual ao Teu” tem feito tanto sucesso?

    Por que a música “Ah, Jesus / Coração igual ao Teu” tem feito tanto sucesso?
    Julliany Souza interpretando Ah, Jesus, Coração Igual ao Teu Foto: Reprodução/YouTube Julliany Souza

    A canção Ah, Jesus, Coração Igual ao Teu; interpretada por Julliany Souza, composta por Leo Brandão e outros; tem feito um enorme barulho entre os evangélicos brasileiros. A letra da música supracitada é uma poderosa oração de confissão, arrependimento e súplica por transformação.

    Diferentemente das canções triunfalistas, que parte dos evangélicos tem entoado em nossos arraiais, a canção protagonizada por Julliany, além de confrontadora traz à reboque forte ênfase sobre santificação e discipulado.

    Se não bastasse isso, a música se contrapõe a um cristianismo exterior desprovido de autenticidade e vida. Um exemplo disso é quando a letra diz que alguém recebeu perdão de Deus, sem, entretanto, conseguir perdoar o próximo; denunciando assim uma severa crítica àqueles que aparentam piedade, sem contudo demostrarem transformação interior.

    Ademais, a canção segue um estilo popular, com melodia simples, repetição intencional comum ao worship, além de forte ênfase congregacional.

  • Cartão vermelho: Falta de aperto de mão da Palestina abala a FIFA

    Cartão vermelho: Falta de aperto de mão da Palestina abala a FIFA

    Cartão vermelho: Falta de aperto de mão da Palestina abala a FIFA
    Basim Sheikh Suliman (esq.), Gianni Infantino (centro), e Jibril Rajoub (dir.) Foto: EFE/EPA/BOB FRID

    Antes mesmo que o ritual simbólico do apito inaugural ecoasse nos estádios da Copa do Mundo de 2026 — agendada para 11 de junho na Cidade do México —, a Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA) já se via imersa em um impasse de natureza eminentemente geopolítica, cujas ramificações ultrapassam em muito a esfera esportiva.

    No centro dessa conjuntura, figura Jibril Rajoub, presidente da Associação Palestina de Futebol (PFA), cuja atuação no congresso anual da entidade, realizado em 30 de abril em Vancouver, Canadá, transmutou um fórum administrativo em arena de disputas simbólicas e tensões diplomáticas.

    Tal episódio ilustra, de maneira paradigmática, como o esporte contemporâneo pode ser apropriado como instrumento de política, reconfigurando as fronteiras entre o lúdico e o estratégico no tabuleiro das relações internacionais.

    O primeiro obstáculo surgiu quando Rajoub e outros dois membros da delegação palestina tiveram inicialmente negados os vistos de entrada no Canadá. Após intervenção de autoridades da FIFA, conseguiram participar do evento, mas o gesto de reconciliação esperado nunca aconteceu.

    Durante o congresso, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tentou orquestrar um aperto de mão simbólico entre Rajoub e Basim Sheikh Suliman, vice-presidente da Associação de Futebol de Israel.

    Infantino apelou: “Vamos trabalhar juntos para dar esperança às crianças. Estas são questões complexas”.

    Mas Rajoub recusou-se terminantemente a ficar ao lado do representante israelense ou a apertar sua mão.

    Esta não é a primeira vez que Rajoub, de 72 anos, usa o futebol como arena política. Há mais de uma década, ele pressiona a FIFA a tomar medidas contra Israel, alegando que o país restringe ilegalmente a movimentação de atletas, técnicos e equipamentos palestinos entre Gaza e a Cisjordânia.

    Em suma, a FIFA não tem poder de sanção, não define fronteiras, não medeia tratados. Exigir que tome partido em um conflito centenário não é “justiça”; é transferência de responsabilidade. É mais fácil culpar uma entidade esportiva pela inércia diplomática do que reconhecer falhas na própria estratégia política palestina: fragmentação interna, liderança envelhecida, ausência de reformas democráticas.

    A politicagem palestina na FIFA pode render manchetes, mas não resultados. E enquanto se prioriza o espetáculo midiático, quem paga a conta é o próprio povo que se diz representar.

  • A fé e as eleições sob a lupa do TSE

    A fé e as eleições sob a lupa do TSE

    A fé e as eleições sob a lupa do TSE
    A fé e as eleições sob a lupa do TSE (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT

    A recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que manteve a cassação e a inelegibilidade de políticos de Votorantim (SP) — entre eles a ex-prefeita, seu vice e um vereador —, exige da liderança cristã e dos juristas uma análise madura, distante tanto da ingenuidade quanto do vitimismo.

    Neste sentido, o julgamento acende, simultaneamente, um alerta pedagógico urgente para as igrejas e um farol de vigilância contra os eventuais excessos da justiça eleitoral.

    Antes de tudo, é preciso restabelecer a verdade: a Corte não ressuscitou a falida e inexistente tese do “abuso de poder religioso”. O que o TSE puniu, neste episódio específico, foi o chamado “abuso de poder econômico e político”, condutas vedadas nos termos da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).

    De acordo com o acórdão proferido pelo Ministro Relator no Agravo em Recurso Especial Eleitoral (AgR-AREspE) nº 0600354-26.2024.6.26.0220/SP, as provas dos autos teriam configurado a utilização da estrutura religiosa para a promoção das candidaturas.

    A decisão judicial apontou que, durante um culto, houve o anúncio de um projeto institucional da igreja para eleger 120 vereadores, a convocação do candidato ao púlpito como o “escolhido” e a declaração de que a entidade iria “trabalhar muito” por sua eleição.

    Somado a isso, o ministro registrou que o poder público municipal (sob a gestão da prefeita, então candidata) concedeu um aumento de aluguel considerado desproporcional para um imóvel locado pela mesma denominação, em pleno ano eleitoral.

    Diante desse caso o alerta é claro: o altar não é palanque! Pela legislação, os templos são considerados bens de uso comum, sendo vedada a propaganda eleitoral em seu interior. Assim, a igreja tem o direito e o dever de formar a consciência política de seus membros, mas o aparelhamento de sua estrutura física e financeira para um projeto de poder partidário é um ilícito eleitoral.

    A crítica necessária: O “cavalo de Troia” do ativismo
    No entanto, se o caso de Votorantim serve como um laboratório do que não fazer, ele também nos obriga a ligar o radar para um perigo iminente. A Justiça Eleitoral exerce um papel vital na democracia, mas caminha sobre uma linha tênue, frequentemente flertando com um ativismo perigoso.

    Há um risco real de que uma ala mais laicista dos tribunais passe a utilizar as categorias de “abuso econômico” ou “uso indevido dos meios de comunicação” como um verdadeiro “cavalo de Troia”, ou seja, estabelecer uma roupagem jurídica aparentemente legítima para, na prática, calar os púlpitos e criminalizar o sentimento religioso.

    Deste modo, o ímpeto fiscalizador da Justiça não raras vezes confunde a vivência comunitária natural de uma igreja com abuso eleitoral. Se um pastor apresenta um irmão de congregação aos demais membros, reconhecendo publicamente sua vocação para a vida pública, ou se faz uma oração abençoando sua jornada, isso jamais poderia ser taxado de crime.

    Ora, a manifestação de simpatia e apoio pessoal de um líder religioso não é abuso de poder, é o mais puro exercício da liberdade de expressão.

    Neste sentido, o Estado não pode presumir má-fé nas relações eclesiásticas nem tentar ditar, de forma autoritária, como a igreja deve se relacionar com seus membros. Assim, não podemos aceitar que a Justiça Eleitoral utilize decisões contra abusos de poder como jurisprudência para caçar bruxas e silenciar o debate político sadio que nasce nas comunidades de fé.

    O escudo da conformidade eleitoral (compliance)
    Diante de um cenário com vigilância máxima e hermenêutica judicial elástica, a ingenuidade custa mandatos, destrói reputações e compromete ministérios. É exatamente por sabermos que há setores dispostos a esticar a lei para nos silenciar que as igrejas e os candidatos cristãos precisam adotar a Conformidade Eleitoral (Compliance) em caráter de urgência.

    Estar em conformidade não é recuar acovardado, é agir com sabedoria estratégica. É educar líderes e obreiros para separarem a legítima orientação de princípios (permitida e necessária) do pedido explícito de votos ou distribuição de material no recinto sagrado (que são vedados). É garantir, assim, a separação absoluta entre o patrimônio da igreja e a campanha.

    Como nos ensina a Escritura, precisamos ser “prudentes como as serpentes e simples como as pombas”. Portanto, não podemos distribuir munição legal aos que desejam instaurar um laicismo intolerante.

    Isto posto, ao unirmos a coragem para denunciar os excessos do ativismo judicial com a inteligência de manter nossas instituições blindadas pelo compliance jurídico, garantiremos que a voz cristã continue influenciando a nação de forma inquestionável, íntegra e relevante!

  • Até quando o crime vai rir da nossa cara?

    Até quando o crime vai rir da nossa cara?

    Até quando o crime vai rir da nossa cara?
    Até quando o crime vai rir da nossa cara? (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT

    A situação atual do Brasil mostra como somos resilientes aos acontecimentos. Entre tantos escândalos econômicos, destaco alguns dos mais rumorosos.

    O desfalque milionário do Banco Master foi a ponta do iceberg, envolvendo bilhões de reais e pessoas da alta cúpula dos Três Poderes da República. Tanta influência acumulada impede até a apuração rigorosa do golpe através de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), com atuação das duas Casas do Congresso, difícil de ser instalada por causa da pressão de todos os lados.

    Agora, mais um caso de bilhões de reais envolve uma famosa advogada que atua para o crime organizado, com desvio de vultosas quantias que poderiam ser canalizadas para sanar problemas graves do país.

    Também, recentemente, estourou o caso dos “MCs”, que envolveu bilhões de reais em lavagem de dinheiro para o crime organizado, com demonstração de carros de luxo e joias caríssimas penduradas no pescoço de influenciadores digitais, que não justificam tanto dinheiro exposto de forma a confrontar a sociedade, quando uma pessoa comum teria de trabalhar toda a vida e, mesmo assim, não conseguiria acumular tamanha fortuna.

    Temos batalhado incansavelmente no Congresso para elaborar leis que tornem a vida dos criminosos mais difícil, mas as esquerdas vivem na contramão, fazendo de tudo para tornar o criminoso uma “vítima” da sociedade, amenizando suas penas e desencarcerando perigosos criminosos.

    Finalizo pedindo a Deus que olhe por este país abençoado, com um povo ordeiro que só quer trabalhar e viver em paz. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos.