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Categoria: GOSPEL

  • CPMI do Banco Master: A verdade que o Brasil espera 

    CPMI do Banco Master: A verdade que o Brasil espera 

    CPMI do Banco Master: A verdade que o Brasil espera 

    Nesta quinta-feira (21), durante sessão no Congresso Nacional, nós, parlamentares, voltamos a cobrar do presidente Davi Alcolumbre a instalação da CPMI do Banco Master. Mais uma vez, porém, essa pauta foi ignorada.

    O Brasil acompanha, com crescente perplexidade, as denúncias que envolvem o Banco Master, entre elas irregularidades financeiras, operações atípicas e fatos que exigem apuração rigorosa. Diante da gravidade do caso, é dever das instituições agir com transparência e compromisso com o interesse público.

    Nesse contexto, assinei quatro requerimentos relacionados à criação de CPI e CPMI para investigação desse caso, por compreender que denúncias envolvendo o sistema financeiro exigem rigor. Afinal, não há estabilidade econômica sem confiança pública.

    Além disso, juntamente com o senador Eduardo Girão, impetrei mandado de segurança no STF questionando a omissão da Presidência do Senado diante do requerimento de CPI apresentado na Casa. O Parlamento não pode se calar diante de fatos que geram insegurança e inquietação na sociedade brasileira.

    Agora, diante da decisão do senador Davi Alcolumbre de não realizar a leitura de nenhum dos requerimentos, mesmo sem qualquer amparo regimental, cresce entre os parlamentares a expectativa de que o Supremo Tribunal Federal destrave a investigação. O mandado de segurança relacionado à CPMI está sob análise do ministro André Mendonça, enquanto outro pedido semelhante, referente à CPI do Senado, aguarda decisão do ministro Kassio Nunes Marques.

    O impedimento ao avanço de uma comissão respaldada por assinaturas regimentais apenas amplia a necessidade de esclarecimentos. Em uma democracia madura, investigar não enfraquece as instituições.

    Por tudo isso, considero fundamental que os brasileiros saibam o que realmente aconteceu no caso Master, quem são os responsáveis e quais interesses estavam envolvidos nos bastidores. Crises de confiança não se superam com obscuridade, mas com a verdade.

    E é exatamente isso que o Brasil espera.

  • Como trabalhar menos? Os desafios do debate da escala 6×1

    Como trabalhar menos? Os desafios do debate da escala 6×1

    Como trabalhar menos? Os desafios do debate da escala 6×1
    Pescaria (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay/ Pasja1000

    Se perguntarmos para um trabalhador quanto tempo de trabalho ele gostaria de ter na semana mantendo a mesma remuneração atual, teríamos algum número que seria entre as 44 horas atuais limitadas pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) e zero. Quando a pergunta é feita para um empregador e também considerando a manutenção da remuneração do trabalhador, a resposta tenderá a responder algo entre 44 horas ou mais.

    Os interesses são difusos, é fato. É coerente o trabalhador buscar menor carga de trabalho e o empresário buscar maior produtividade. Não pretendo propor uma luta de classes, pelo contrário, pretendo buscar neste artigo um ponto de equilíbrio.

    Conceitualmente, trabalho significa: “Aplicação de esforço físico ou intelectual humano para atingir um objetivo, produzir algo ou satisfazer necessidades, podendo ser remunerado (emprego) ou voluntário”.

    O modelo de trabalho capitalista envolve a troca do tempo e esforço do trabalhador com a finalidade de produzir bens ou serviços que trarão resultado financeiro para o empreendedor; o empregado por sua vez receberá uma remuneração pelo empregador, que toma o risco do negócio e assume os custos tanto de salários quanto demais envolvidos.

    Imagine que eu sou um pescador e utilizo uma lança para pescar. Com o meu trabalho consigo pescar três peixes por dia, o suficiente para alimentar a minha família mas não para estocar parte para o dia seguinte. Nesse cenário, todos os dias eu precisarei sair para pescar, de outro modo faltará alimento. Eu não tenho opção de não ir trabalhar.

    Imagine agora que inventei uma rede de pesca e um anzol, além de aprender a fazer iscas e, com essas novas tecnologias, eu consigo pescar nove peixes por dia. Com essa produção, eu posso optar por trabalhar menos e produzir os mesmos três peixes que antes, posso produzir nove e vender ou estocar o restante, ou chegar em um ponto de equilíbrio em que eu possa trabalhar menos, mas ter ainda assim uma produção maior que anteriormente. Entende onde quero chegar?

    Quando conseguimos aumentar a produtividade, aumentamos também o excedente de retorno e isso possibilita que eu possa trabalhar menos e que a economia continue crescendo.

    O desafio proposto na discussão da escala 6×1 é válido, o problema é sair de uma pauta populista (afinal existem mais trabalhadores do que empregadores votando) e entrarmos em uma discussão lógica que invariavelmente envolve a forma como setores, principalmente varejo, vão se reorganizar, e também envolve a produtividade da economia como um todo.

    De acordo com relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), quando observamos o Produto Interno Bruto (PIB) em dólar dividido pelas horas trabalhadas da população economicamente ativa, o Brasil está no patamar de 21,20 dólares (R$ 106,88, no câmbio de hoje). Quando comparamos com países membros do G7, vemos um patamar superior a 52,70 dólares (R$ 265,69, no câmbio de hoje), que é o caso do Japão, ou superior.

    Conforme o mesmo relatório, quando comparamos a produtividade do Brasil com os demais países, o Brasil está atrás de Cuba, Argentina, Arábia Saudita, Suriname, Rússia, entre outros, ocupando a posição de 94ª no ranking.

    A luta por melhores condições de trabalho, melhores escalas ou menor carga horária é necessária; o ponto é discutirmos também quais mudanças são necessárias para que a economia brasileira possa, também, ser mais produtiva.

    O Brasil já possui alto custo tributário, insegurança jurídica, modelos de relação de trabalho pouco flexíveis, alto custo de capital, políticas públicas ineficientes como a Zona Franca de Manaus, subsídios para setores ineficientes, alto custo de importação de tecnologia e muitos outros pontos a discutir.

    O trabalhador quer trabalhar em melhores condições, o empregador quer crescer a sua empresa, ter capacidade de lucrar mais e investir mais. Qual é o denominador que atenderá a ambos? Uma economia que priorize PRODUTIVIDADE e consequentemente flexibilize a carga de trabalho.

    No entanto, o Brasil representa o pescador que pesca apenas três peixes por dia e está considerando reduzir a quantidade de trabalho, ignorando o fato que faltará comida.

    Germano Laube é sócio da LDC Capital consultoria de investimentos, especialista em planejamento financeiro e fellow do Instituto Amplifica.
  • Quando a mulher se torna apenas “pessoa que gesta”

    Quando a mulher se torna apenas “pessoa que gesta”

    Quando a mulher se torna apenas “pessoa que gesta”
    (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Glauber Torquato

    Há algo profundamente preocupante acontecendo quando o próprio Estado começa a apagar a palavra “mãe” de documentos oficiais. A nova caderneta da gestante substituindo “mãe” por “pessoas que gestam” não é apenas uma mudança de vocabulário. É uma mudança cultural, ideológica e simbólica.

    Durante décadas, mulheres lutaram para que a maternidade fosse reconhecida com dignidade. Lutaram por licença-maternidade, proteção à gestante, combate à violência obstétrica, acolhimento no parto, respeito emocional e valorização da figura materna. Agora, em nome de uma suposta inclusão, a mulher passa a ser reduzida a uma expressão técnica e impessoal. Assim, a mãe deixa de ser mãe. A mulher deixa de ser mulher. E passa a ser apenas “uma pessoa que gesta”.

    Isso não humaniza. Isso despersonaliza. A gestação não é um fenômeno neutro. Ela envolve corpo, identidade, vínculo emocional, história, feminilidade, maternidade e significado humano profundo. Quando o governo troca a palavra “mãe” por termos genéricos, transmite a ideia de que reconhecer a mulher como mulher se tornou algo inconveniente.

    E isso gera um paradoxo grave: os mesmos movimentos que durante anos afirmaram defender os direitos das mulheres agora ajudam a dissolver a própria identidade feminina em discursos ideológicos.

    A consequência disso é perigosa; porque quando a linguagem apaga a mulher, a cultura também começa a apagá-la. E quando a mulher desaparece do discurso público, seus direitos específicos ficam mais frágeis.

    Como proteger políticas voltadas às mães se a maternidade deixa de ser nomeada? Como defender direitos femininos específicos se tudo passa a ser tratado de forma neutra e abstrata?

    Além disso, enquanto milhões de mulheres enfrentam abandono, violência, sobrecarga emocional, depressão pós-parto, dificuldades financeiras e falta de apoio real, parte do debate institucional parece concentrado em desconstruir palavras básicas da experiência humana. Isso não melhora a saúde pública. Não protege mulheres vulneráveis. Não fortalece mães. É apenas militância ideológica infiltrada em espaços que deveriam priorizar cuidado, acolhimento e realidade concreta.

    Mulheres não são “corpos gestantes”. São seres humanos completos, com identidade, história, dignidade e valor próprio. Defender a mulher jamais deveria significar apagar a palavra mulher.

  • Copa do Mundo: Folga, banco de horas e falta injustificada. O que a lei diz?

    Copa do Mundo: Folga, banco de horas e falta injustificada. O que a lei diz?

    Copa do Mundo: Folga, banco de horas e falta injustificada. O que a lei diz?
    Torcida pelo Brasil, na Copa Foto: Pexels

    A Copa do Mundo está chegando. E junto com ela chegam as dúvidas que todo empresário começa a receber da equipe. Vai ter folga no jogo do Brasil? Se eu liberar, preciso pagar mesmo assim? E se o funcionário simplesmente não aparecer?

    A CLT tem resposta para cada uma dessas situações. E conhecer essas respostas antes do torneio começar é o que separa o empresário que passa a Copa tranquilo do que passa resolvendo problema.

    Sou obrigado a dar folga?
    Não. Os dias de jogo do Brasil não são feriados nacionais. A CLT não prevê nenhuma obrigação de liberar funcionários durante as partidas, independentemente do horário do jogo ou da fase do torneio.

    A decisão de liberar ou não é inteiramente sua. Mas ela precisa ser tomada antes do torneio começar, comunicada com antecedência e aplicada de forma igual para todos os funcionários.

    Liberar uma área e não liberar outra sem justificativa operacional clara pode gerar conflito interno.

    Se eu liberar, como faço a compensação?
    Aqui está o erro mais comum: o empresário libera verbalmente, na boa, e depois tenta cobrar as horas de volta sem ter nada documentado. Sem documento, você não pode cobrar. Sem documento, você não pode descontar. A liberação informal vira um presente involuntário.

    A forma correta é pelo banco de horas ou por acordo de compensação de jornada.

    Desde a Reforma Trabalhista de 2017, esse acordo pode ser feito diretamente entre empresa e funcionário, sem precisar de sindicato.

    Na prática: comunique com antecedência que vai liberar, defina os dias de compensação, coloque isso por escrito e peça a assinatura do funcionário.

    Dois limites que precisam ser respeitados: a compensação não pode exigir mais de duas horas extras por dia para repor o que foi liberado, e o prazo para compensar não pode ultrapassar um ano.

    O funcionário faltou sem avisar. O que fazer?
    Falta sem autorização é falta injustificada. E falta injustificada tem três consequências diretas.

    A primeira é o desconto do dia no salário. A empresa tem o direito de não pagar o dia não trabalhado. A segunda é a perda do descanso semanal remunerado daquela semana. O desconto não é só do dia da falta. É do dia da falta mais o domingo daquela semana.

    A terceira é disciplinar. A empresa pode e deve aplicar advertência por escrito, com data, descrição do ocorrido e assinatura do funcionário. Se ele se recusar a assinar, registre a recusa com duas testemunhas. Sem esse registro, a advertência não tem valor disciplinar.

    Em caso de reincidência documentada, a empresa pode avançar para suspensão e, em situações mais graves, justa causa por indisciplina.

    Resumo prático
    Se vai liberar, formalize antes. Se não vai liberar, comunique com antecedência e aplique a regra de forma igual para todos. Se o funcionário faltar sem avisar, documente e aplique a consequência correta.

    A lei trabalhista não cria obrigação de parar a empresa para ver futebol. Mas ela tem regras claras para cada situação que pode acontecer nesse período. Conhecer essas regras antes é o que protege você.

  • Decretos de Lula para Big Techs afetam lisura das eleições

    Decretos de Lula para Big Techs afetam lisura das eleições

    Decretos de Lula para Big Techs afetam lisura das eleições
    (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT

    Tenho sustentado há semanas — e o fiz em meu último artigo — que está em curso no país um processo silencioso de esvaziamento da Justiça Eleitoral, agora presidida por Nunes Marques e André Mendonça.

    O movimento começou a ficar evidente quando investigações envolvendo os pré-candidatos da direita Flávio Bolsonaro e Romeu Zema migraram para tribunais dominados pela influência dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

    Agora, veio o passo seguinte. Lula acaba de assinar dois decretos que implementam um novo modelo de fiscalização das redes sociais e, trocando em miúdos, criam uma polícia política para as redes sociais no período eleitoral.

    A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, passa a atuar formalmente no gerenciamento das plataformas, monitorando e fiscalizando se empresas como X, Instagram, Facebook, TikTok e WhatsApp cumprem as diretrizes estabelecidas pelo STF em julgamento de 2025.

    O Congresso Nacional passou anos debatendo esse tema no chamado PL das Fake News. E o principal ponto de resistência sempre foi exatamente a criação de um órgão centralizado de controle das plataformas ligado ao Executivo. Agora, aquilo que o Congresso recusou surge na marra, por decreto, contornando o debate e empurrando o Legislativo para fora do tabuleiro.

    Até hoje, pelas regras do Marco Civil da Internet, predominou uma lógica jurídica em que se discutiam postagens, conteúdos e perfis específicos. Mas a partir de agora, o governo quer se arvorar o direito de empreender um gerenciamento sistêmico, genérico e abrangente das plataformas, acompanhado da possibilidade de punições administrativas e sujeito à evidente pressão política, afinal, a iniciativa nasce em ano eleitoral e se estrutura em órgão subordinado a Lula, candidato e interessado direto na disputa presidencial.

    É o mesmo que permitir uma partida entre Palmeiras e Corinthians mediada por arbitragem vestida com a camisa de um dos times em campo. Quem definirá o que configura “desinformação”, “ato antidemocrático” ou “conteúdo nocivo” será um órgão vinculado ao Ministério da Justiça do governo do candidato à reeleição.

    STF e governo Lula parecem caminhar em convergência contra adversários da direita e, ao mesmo tempo, em direção ao esvaziamento de uma Justiça Eleitoral que, talvez, ouse, em 2026, com os ministros Mendonça e Nunes Marques à frente, preservar alguma aparência de imparcialidade.

    Retirar o protagonismo da Justiça Eleitoral e transferir esse poder para a articulação entre Executivo e STF não deixa de ser uma espécie de golpe contra a integridade e transparência das eleições deste ano.

     

    * Texto originalmente publicado no Poder360.

     

  • Colecionar figurinhas da Copa do Mundo é idolatria e pecado?

    Colecionar figurinhas da Copa do Mundo é idolatria e pecado?

    Colecionar figurinhas da Copa do Mundo é idolatria e pecado?
    Álbum Copa do Mundo 2026 Foto: Divulgação/Panini

    O legalismo está mais vivo do que nunca. Há pouco, fiquei sabendo que alguns evangélicos estão afirmando que aqueles que colecionam figurinhas da Copa do Mundo são idólatras e cometem pecado.

    Doutra feita, eu ouvi um presbítero de uma igreja dizendo que quem assiste a uma partida de futebol, ou torce para um time ou mesmo para a Seleção Brasileira não pode ser convertido.

    Caro leitor, praticar futebol, assistir a um jogo no estádio, ou colecionar figurinhas não é pecado, tampouco ofende ao Criador.

    As Escrituras nos ensinam que, como cristãos, somos livres, e como tais somos chamados a viver uma devocionalidade equilibrada e saudável, na qual tudo que fazemos deve ser feito para a glória de Deus.

    Entretanto, o dualismo dos evangélicos transformou qualquer atividade que se faça fora da igreja em algo pérfido e sem “graça”. Assim, sem que percebêssemos, parte da Igreja de Cristo demonizou todo tipo de lazer, excluindo da agenda da fé qualquer atividade que possa implicar em risos, festas e celebração.

    Prezado amigo, Cristo não nos escraviza, tampouco nos aprisiona em um mundo burrificado onde a festa e a alegria são proíbidas. Antes, pelo contrário, por sua graça somos livres e não precisamos mais viver manietados a dogmas e conceitos do legalismo moderno; assim, não há nenhum erro em torcer para a Seleção Brasileira ou mesmo colecionar figurinhas da
    Copa do Mundo.

  • A questão do uso do banheiro feminino por mulheres trans

    A questão do uso do banheiro feminino por mulheres trans

    A questão do uso do banheiro feminino por mulheres trans
    Banheiro por gênero biológico (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Tim Mossholder

    Uma das questões mais debatidas, nos últimos dias, tem sido o uso do banheiro feminino por mulheres não biológicas.

    Em Niterói, por exemplo, uma vereadora trans tem liderado um movimento de invasão a banheiros femininos afirmando que as mulheres trans possuem o direito de usar esses locais. Os que pensam desta forma afirmam que apesar de homens biológicos, identificam-se como mulheres, portanto, têm o direito de usufruir do banheiro feminino.

    O banheiro feminino surgiu no século 18 na Europa e se consolidou nos séculos 19 e 20 como uma conquista social e de saúde pública.

    Nos Estados Unidos, a partir de 1887, começaram a ser aprovadas as primeiras leis estaduais exigindo banheiros separados em locais de trabalho, modelo que se espalhou pelo mundo para dar suporte às mulheres fora de casa.

    A questão é que permitir que mulheres trans — que são homens biológicos — usem o banheiro feminino, traz a reboque problemas como: segurança e intimidade, visto que pessoas mal-intencionadas ao se identificarem como mulheres para ter acesso a espaços íntimos podem cometer abusos contra mulheres.

    Outro fator que deve ser levado em consideração é o constrangimento, visto que o sexo biológico pode promover esse tipo de sentimento, ou mesmo o desconforto em meninas por terem que dividir um espaço que deveria ser efetivamente destinado às mulheres.

    Mais um ponto importante que precisa ser ponderado é o fato de que mais de 80% dos eleitores brasileiros são contrários à presença de trans em banheiros e prisões femininas, visto que isso viola os direitos conquistados pelas mulheres.

    Penso que a situação é nevrálgica, e que o Estado não pode impor sobre a sociedade uma percepção que fere direitos e liberdade. O banheiro feminino deve ser usado exclusivamente por mulheres biológicas e ninguém que não tenha nascido mulher deve usar esse espaço.

  • Woke, escola e filhos: Quem educa nossas crianças?

    Woke, escola e filhos: Quem educa nossas crianças?

    Woke, escola e filhos: Quem educa nossas crianças?
    Homeschooling (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Katerina Holmes

    O Brasil, chamado de país do futuro, vê suas crianças e adolescentes envolvidos pela famigerada teoria woke, que visa retirar dos pais a educação básica dos filhos, entregando tudo ao Estado.

    Países desenvolvidos entregam a educação dos filhos aos pais, que podem adotar o homeschooling, educação ministrada por pais, tutores ou professores, com ênfase no ambiente familiar.

    No entanto, todas as autoridades com viés esquerdista, em diversos patamares da sociedade, no Judiciário, na política e no magistério, são visceralmente contra esse método de educação porque, como nossa sociedade é majoritariamente de formação judaico-cristã, o domínio da educação lhes foge das mãos.

    Constatamos isso quando assistimos ao juiz da cidade de Jales, dr. Júnior da Luz Miranda, condenando pais à detenção de 50 dias, alegando abandono intelectual. O que vemos como excesso de purismo, pois devemos respeitar a vontade de pais que se preocupam em proporcionar o que acham melhor para seus filhos em um universo no qual milhões de crianças são abandonadas à própria sorte.

    Temos visto até ministros da Suprema Corte votando contra pais retirarem seus filhos da escola para educá-los em casa e derrubando leis estaduais que autorizavam pais a impedir os filhos de participar de aulas sobre identidade de gênero, ministradas por professores de esquerda, militantes woke.

    Finalizo declarando, em bom som, que meu mandato será sempre um baluarte contra as imbecilidades que tentam enfiar goela abaixo de nossos jovens e crianças.

    Que Deus derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos os nossos alunos.

  • O dossiê Mengele: O último mistério do nazista enterrado no Brasil

    O dossiê Mengele: O último mistério do nazista enterrado no Brasil

    O dossiê Mengele: O último mistério do nazista enterrado no Brasil
    Oficiais nazistas: Richard Baer, Josef Mengele (ao centro), Rudolf Hoess, em Auschwitz Foto: Domínio púlico

    Enquanto a comunidade internacional clamava por justiça, um dos criminosos de guerra mais procurados da história vivia anonimamente sob o Sol brasileiro. Josef Mengele, o infame “Anjo da Morte” de Auschwitz, encontrou no Brasil seu último refúgio — e seu túmulo.

    Mengele sabia que a Alemanha nazista havia perdido a guerra. Para evitar a captura e o julgamento em Nuremberg, ele rapidamente adotou o pseudônimo de Wolfgang Gerhard.

    Em 1961, após passagens pela Argentina, Uruguai e Paraguai, Josef Mengele cruzou a fronteira brasileira sob o pseudônimo de Peter Hochbichler. Não foi uma escolha aleatória: o Brasil, com suas vastas áreas rurais e comunidades de imigrantes europeus, oferecia o anonimato perfeito para quem carregava o peso de mais de 1 milhão de mortes nas costas.

    Por décadas, historiadores como a suíça Regula Bochsler lutaram para acessar arquivos sobre a passagem de Mengele pela Europa — especialmente na Suíça, onde há indícios de que ele tenha passado férias com seu filho, Rolf, nos Alpes, em 1961.

    Em 2025, após pressão pública e financiamento coletivo, o governo suíço anunciou a liberação parcial dos documentos — embora com censuras justificadas por “segurança nacional”.

    Especialistas alertam que os arquivos podem revelar não apenas rotas de fuga, mas também conexões financeiras entre nazistas e instituições bancárias “neutras”.

    Muitos desses especialistas dividem-se sobre o conteúdo esperado. Alguns acreditam que os arquivos mostrarão, em detalhes, a rede de apoio que permitiu Mengele transitar livremente pela Europa enquanto deveria ser um dos homens mais caçados do mundo. Outros apontam que a Suíça teme revelar não apenas sua leniência com nazistas, mas também o papel de seus bancos “neutros” no acolhimento de ouro e dinheiro hitleristas.

    Há ainda quem compare o caso aos arquivos de Jeffrey Epstein: documentos que, quando divulgados, podem vir pesadamente censurados para proteger instituições e indivíduos poderosos. Independentemente disso, a liberação representa uma vitória para historiadores e para a memória histórica.

    No Brasil, a abertura de arquivos sobre a presença nazista ainda é tímida. Historiadores apontam a necessidade de investigações mais profundas sobre como criminosos de guerra conseguiram viver impunemente por tanto tempo em território nacional.

    Em suma, mais do que um relato biográfico, a vida de Mengele no Brasil é um convite à reflexão sobre memória, impunidade e responsabilidade histórica. Enquanto arquivos são abertos e novas evidências emergem, cabe à sociedade garantir que as lições do passado não sejam esquecidas — e que a justiça, mesmo tardia, nunca seja silenciada

  • O Brasil continua precisando dos seus imperfeitos extraordinários

    O Brasil continua precisando dos seus imperfeitos extraordinários

    O Brasil continua precisando dos seus imperfeitos extraordinários
    Telão com a imagem de Neymar, durante a convocação para a Copa do Mundo 2026 Foto: EFE/ Andre Coelho

    O Brasil tem um talento raro para transformar seus ídolos em réus emocionais. A gente pega alguém brilhante, cobre de expectativa, depois assiste de camarote à execução pública quando ele se revela humano.

    Neymar nunca foi um santo. Graças a Deus! Santos não driblam três zagueiros com o tornozelo destruído. Santos não carregam o peso de um país inteiro nas costas desde os 17 anos.

    Tom Jobim já dizia que o Brasil não perdoa o sucesso. Talvez porque sucesso aqui seja quase uma afronta coletiva. Existe uma crueldade tropical em ver alguém vencer demais.

    Neymar virou símbolo disso tudo: amado enquanto entretinha, massacrado quando mostrou fraqueza, solidão, vaidade, excesso. Como se genialidade viesse embrulhada em pureza franciscana.

    Por isso, eu confesso uma coisa sem vergonha nenhuma: fiquei feliz de vê-lo escolhido para a Copa. Porque o Brasil pode até maltratar seus ídolos, mas continua precisando deles. E Neymar, com todos os seus defeitos magnificamente humanos, ainda é um dos poucos capazes de fazer este país voltar a sonhar por 90 minutos.