Após a classificação, pelo governo americano, das facções criminosas brasileiras PCC e CV como organizações terroristas, a gritaria contra foi geral. Nunca se viu defesa tão feroz como essa por grande parte de nossas autoridades.
Agora, como é possível defender o indefensável? O povo vive aterrorizado em suas comunidades, com homens portando fuzis, intimidando cidadãos de bem, ditando normas e exercendo controle total, sem a presença do Estado, que foi impedido de subir o morro no Rio de Janeiro por decisão de ministro do Supremo.
Os foras da lei impõem regras e mantêm tribunais do crime, executando pessoas com a naturalidade impressionante que constatamos em vídeos visualizados no mundo todo, nos comparando a republiqueta de bananas, e não podemos contestar essa triste realidade.
Condenar a recente medida do governo americano em classificar o crime organizado brasileiro como organização terrorista é uma defesa do indefensável. Até porque medidas como esta foram aplaudidas pela maioria das pessoas de bem do nosso país, que já não aguentam mais viver oprimida e prisioneira em suas próprias casas.
Finalizo agradecendo a Deus por ter levantado homens como o presidente Donald Trump, que restaurou as tradições judaico-cristãs do mundo ocidental contra o socialismo ateísta, que quase dominou o mundo, juntamente com o fundamentalismo que não quer a convivência, mas sim a exterminação de quem pensa o contrário.
E que o Altíssimo derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos.
Gracyanne Barbosa, em recente entrevista, revelou que utilizou o Mounjaro com o propósito de perder 10 quilos para um papel, mas acabou emagrecendo “apenas 4 quilos” e que, com isso, terminou perdendo o papel. Eu achei esse tema muito interessante porque ele reacende o debate sobre a indicação e, principalmente, sobre as expectativas diante desses tratamentos individualizados com as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro, Wegovy e outras.
Antes de mais nada, tenho que dizer com absoluta clareza: eu não tenho a menor possibilidade, enquanto médico, de avaliar se a utilização do Mounjaro pela Gracyanne era indicada ou não. Para isso, eu precisaria tê-la atendido, ter acesso aos seus dados, seu histórico de saúde e, principalmente, à sua bioimpedância, para saber exatamente qual é o seu percentual de gordura e a sua composição corporal. Como médico, eu sou proibido de fazer diagnóstico com base em achismo. Só com os dados do paciente na mão eu consigo ter algum posicionamento.
Isto posto, vamos ser muito sinceros: para uma grande parte da população brasileira, perder 4 quilos já é muita coisa! Tem muita gente lendo essa reportagem sobre a Gracyanne e pensando: “Puxa, eu queria perder 4 quilos, já estaria feliz”. Só que, para a Gracyanne, esse resultado gerou frustração, porque a expectativa dela era outra: a de perder 10 quilos!
Ora, perder 4 ou 5 quilos por mês é algo do dia a dia do consultório. O resultado dela está bem dentro da média. Então, a princípio, não deveria ser motivo de frustração, mas sim de comemoração, penso eu, para uma boa parte dos brasileiros que estão acima do peso.
Existe, claro, uma grande margem de variabilidade individual no uso dos remédios. Na semana que passou, houve paciente que perdeu 2 quilos e estava muito feliz e satisfeita. E teve paciente que perdeu 12 quilos e estava com um sorriso de orelha a orelha. Mas o mais importante não é simplesmente perder peso na balança. O mais importante é saber: essa perda foi saudável? E, por saudável, entenda-se: é sustentável no médio e longo prazo?
Isso depende muito do próprio paciente ser capaz de usar o tempo do remédio, o tempo da medicação, para reestruturar hábitos. E, mais do que tudo, incorporar a atividade física à sua rotina, à sua prática do dia a dia.
Quando eu digo que a paciente que perdeu 2 quilos estava feliz, existe um contexto claro aí. A “lei da vida”, como eu digo para os meus pacientes, é engordar. Então, se perdeu peso, é sinal de que o remédio já está fazendo efeito, já está gerando alguma modificação no organismo da pessoa. Porque, se deixar abandonado, o paciente com sobrepeso/obesidade naturalmente engorda, pois o organismo dele já está metabolicamente condicionado a engordar.
Algo que me chamou muita atenção no relato da Gracyanne foi o fato de ela mencionar que o remédio não tirou a sua fome. A despeito disso, ela eliminou 4 quilos. Aí existe uma questão importante: nenhuma dessas canetas tira a fome. A pessoa se alimenta normalmente. Esses medicamentos são sacietógenos, ou seja, aumentam a saciedade.
O que isso significa na prática? Significa que a pessoa come e se sente satisfeita mais rápido. Eles são diferentes dos medicamentos antigos, que funcionavam mais como inibidores de fome. Fome é procurar comida; saciedade é se sentir satisfeito com a comida que se tem.
Então, a despeito de o medicamento não ter “tirado a fome”, os 4 quilos “evaporaram”. Isso é sinal de que houve alguma ação do medicamento sim, embora talvez não percebida por ela da forma como esperava, ou talvez uma ação que não correspondeu à idealização que ela tinha a respeito do medicamento.
O episódio de Gracyanne tem muito a nos ensinar sobre a maneira como nos relacionamos com o peso, com as expectativas que depositamos nos tratamentos e com o papel das novas medicações antiobesidade. Nas palavras de um professor muito querido, hoje já falecido: “Remédio é para ser prescrito por quem sabe e usado por quem precisa”. Simples assim.
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com a Caderneta da Brasileira da Gestante 2026 Foto: Rafael Nascimento/Ministério da Saúde
Qualquer governo legítimo e preocupado com o bem-estar do povo trata seus cidadãos com dignidade, sem coloração ideológica, principalmente as mulheres, por se tratarem da parte mais importante do extrato social; pois são elas que trazem novas vidas ao mundo: as mães.
Mas o governo de cunho socialista que aí está trata as mulheres como seres sem identidade… Em seu programa de atendimento às gestantes, ou àquelas que trarão a continuidade da nação com novas vidas, traz uma cartilha de acompanhamento da nova mãe, denominada Caderneta Brasileira da Gestante.
Esse material deveria ser a bússola da mãe, um guia a ser guardado com todo empenho pela nova mãezinha. Mas os ideólogos do regime não perderam a oportunidade de lacrar e, em vez de enfatizarem a figura da mãe, fizeram questão de, repetidas vezes, usar a expressão “pessoa que gesta”, termo inusual no trato diário, a não ser por pessoas militantes de movimentos contrários aos nossos costumes.
E olhe só: estranhamente, numa caderneta propositiva da gestação, aborda-se o tema da gravidez indesejada, oferecendo opções de interrupção da gravidez.
Finalizo pedindo a Deus que nos livre desses falsos defensores das mulheres e que voltemos a valorizar a sagrada figura da mãe, que dá vida a todos nós. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos sobre todas as mamães do Brasil.
Thomas Sowell, o economista que insiste em ver o mundo como ele é e não como os manuais petistas gostariam que fosse, disse certa vez uma frase que parece ter sido escrita especialmente para o Brasil de 2026:
Uma das tragédias da nossa época é que a esquerda prefere entender o criminoso a proteger a vítima.
Nunca essa frase esteve tão atual. Enquanto mães enterram filhos assassinados por facções, enquanto ônibus são queimados, enquanto o PCC expande seu “negócio” para além das fronteiras, controla presídios como se fossem filiais e domina rotas de drogas que chegam até a América do Norte, o governo lulopetista dedicava sua diplomacia a uma causa nobre e humanitária: impedir que os Estados Unidos classificassem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
O governo Trump ignorou os apelos emocionados do Planalto e declarou as duas maiores facções criminosas do país como organizações terroristas estrangeiras.
O Palácio do Planalto reagiu como quem viu um fantasma: “Isso pode abrir margem para intervenções americanas!”.
Sim, caros leitores. O grande temor não é o criminoso que decapita, extorque e domina favelas. O grande temor é que o Tio Sam, com seu imperialismo arrogante, venha atrapalhar o delicado trabalho social que o Estado brasileiro vem fazendo com os “irmãos”. Quase um empreendedorismo de periferia, né?
É o famoso Bandidismo-Estado: um culto quase religioso onde o criminoso tem sempre “raízes sociais” a serem compreendidas, enquanto a vítima honesta é tratada como estatística inevitável do “modelo excludente”.
O bandido merece seminário, cota, bolsa, “ressocialização” e, principalmente, não ser chamado de terrorista. Já o cidadão comum que paga impostos e quer chegar vivo em casa? Esse que se vire. Mas, claro, chamá-los de terroristas seria “estigmatizante”.
Thomas Sowell, mais uma vez, acerta em cheio. A tragédia da nossa época não é só a violência. É a inversão de valores que transformou o criminoso em vítima romântica e a vítima honesta em problema secundário.
O mundo tem agora a possibilidade de reconhecer o óbvio: que facções criminosas que controlam territórios no Brasil, matam civis, desafiam autoridades e aparelham o Estado, monopolizando a violência de forma terrorista!
Destroços em uma comunidade, do Rio de Janeiro, em que o Comando Vermelho domina Foto: EFE/ Antonio Lacerda
A decisão do governo norte-americano de tratar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas vai muito além do simbolismo político. Trata-se de uma mudança jurídica, financeira e geopolítica capaz de alterar a relação internacional com o crime organizado brasileiro.
A medida também não surgiu isoladamente. Nesta semana, o senador Flávio Bolsonaro esteve com o presidente Donald Trump e levou ao governo americano a preocupação com o avanço das facções brasileiras, defendendo o enquadramento de PCC e CV como organizações terroristas. O tema também foi tratado com integrantes da área de segurança e política externa dos Estados Unidos.
Dias depois, o assunto passou a ganhar força dentro da agenda estratégica de segurança hemisférica americana.
O ponto central é compreender que os Estados Unidos não utilizam a classificação de terrorismo apenas como instrumento penal, mas também como mecanismo de segurança nacional e política externa.
Na prática, organizações enquadradas como terroristas passam a integrar estruturas globais de combate à lavagem de dinheiro, financiamento ilícito, movimentações transnacionais e ameaças estratégicas. E isso produz efeitos concretos.
Instituições financeiras internacionais tendem a ampliar mecanismos de rastreamento e bloqueio de ativos. Operações em dólar passam a ser monitoradas com maior rigor. Empresas, bancos, operadores financeiros e indivíduos ligados direta ou indiretamente às facções podem sofrer sanções econômicas, restrições comerciais e investigações internacionais.
O impacto também atinge a imagem institucional do Brasil, que passa a ser identificado como território de atuação consolidada de grupos classificados como terroristas por uma das maiores potências do mundo.
Há ainda um aspecto jurídico relevante. A legislação brasileira possui uma definição restritiva para terrorismo, prevista na Lei nº 13.260/2016. Historicamente, o Brasil resistiu ao enquadramento de facções criminosas nessa categoria, tratando-as sob a ótica do crime organizado.
Setores da esquerda brasileira historicamente resistem ao enquadramento dessas facções como organizações terroristas, insistindo em tratá-las apenas como crime organizado comum. O problema é que essa visão não enfrentou a raiz da ameaça e enquanto o debate ideológico se arrasta, o crime avança silenciosamente, infiltrando-se em diferentes estruturas e segmentos do Estado.
Já o modelo norte-americano adota critérios mais amplos, especialmente após os ataques de 11 de setembro. A análise considera capacidade de intimidação coletiva, domínio territorial, violência sistemática, financiamento ilícito internacional e ameaça à estabilidade institucional.
E é exatamente nesse ponto que PCC e CV passam a ocupar essa categoria do “terror”.
As facções brasileiras deixaram há muito tempo de atuar apenas no tráfico de drogas. Atualmente, exercem controle territorial, influência econômica, domínio armado, infiltração logística transnacional e capacidade de intimidação em larga escala.
Outro aspecto pouco debatido é o impacto diplomático da decisão. Ao nomear grupos estrangeiros como terroristas, os Estados Unidos ampliam a legitimidade internacional para cooperação de inteligência, compartilhamento de dados financeiros, sanções multilaterais e operações conjuntas de combate ao crime transnacional.
Na prática, PCC e CV deixam de representar apenas um problema doméstico de segurança pública e passam a integrar oficialmente a agenda internacional de segurança hemisférica.
Quando uma facção criminosa passa a ser tratada como ameaça terrorista
internacional, muda-se não apenas a forma de combatê-la. Muda-se a posição do próprio país dentro do tabuleiro global de segurança.
Imagens de UAPs obtidas por um sensor infravermelho, de uma plataforma militar dos EUA Foto: Departamento de Guerra dos EUA
Pela primeira vez na história, grandes emissoras dos Estados Unidos estão falando abertamente sobre aliens e possíveis espécies extraterrestres em rede nacional. Durante décadas, falar sobre esses assuntos era motivo de piada. Mas agora o cenário mudou completamente.
A Fox News, por exemplo, tratou o assunto em rede nacional e exibiu entrevistas explosivas sobre supostas “quatro espécies alienígenas” que já vivem entre nós.
O mais impressionante é que o tema deixou de ficar restrito aos teóricos da conspiração e já está inserido em diversos setores importantes da sociedade. Congressistas americanos, militares aposentados, cientistas e ex-agentes de inteligência começaram a pressionar o governo por mais “transparência” sobre os chamados UAPs, os fenômenos aéreos não identificados.
Enquanto isso, documentos secretos continuam sendo liberados e aumentando ainda mais o clima de mistério que domina a população mundial.
Além disso, começaram a surgir relatos de que pastores e líderes religiosos estariam sendo orientados pelo governo americano a preparar os fiéis para um possível anúncio oficial envolvendo extraterrestres. Segundo essas alegações, haveria uma preocupação crescente das autoridades com o impacto espiritual e psicológico que essa revelação poderia causar na população global.
Para os cristãos atentos às profecias bíblicas, tudo isso acende um alerta espiritual assustador. A Bíblia já avisava que nos últimos tempos o mundo seria abalado por enganos em massa e manifestações capazes de impressionar até os mais céticos.
Enquanto bilhões olham para o céu em busca de respostas, muitos acreditam que a humanidade pode estar sendo preparada para o maior engano espiritual da história antes dos acontecimentos finais do Apocalipse.
O Brasil assistiu recentemente a mais um episódio estarrecedor que ilustra a face do estatismo pedagógico. Um casal do interior de São Paulo foi condenado a 50 dias de detenção em regime semiaberto pelo crime de “abandono intelectual”, tipificado no Artigo 246 do Código Penal.
O suposto “crime” da família? Optar pela educação domiciliar (homeschooling) e assumir a responsabilidade direta pela instrução de suas duas filhas.
O que torna essa sentença um marco do ativismo judicial não é apenas a condenação em si, mas as provas ignoradas e a fundamentação ideológica empregada.
A família apresentou mais de 3 mil páginas de documentos atestando a excelência acadêmica das jovens. Longe de serem abandonadas, as meninas estudam inglês, latim, piano, teoria musical e leem cerca de 30 livros por ano.
Ainda assim, a decisão judicial criticou o currículo adotado por privar as jovens de uma suposta pluralidade, citando expressamente a ausência de ritmos como “funk e sertanejo” na formação das estudantes.
Fica evidente, portanto, que a Justiça não puniu a negligência. Puniu-se a recusa da família em curvar-se ao molde cultural imposto pelo Estado.
Vivemos um paradoxo cruel. Enquanto a Justiça ameaça prender pais zelosos que ensinam latim na segurança do lar, o Estado promove um verdadeiro abandono intelectual institucionalizado. As escolas públicas e muitas privadas amargam índices alarmantes de analfabetismo funcional, no qual jovens concluem o ensino médio sem sequer dominar operações matemáticas básicas.
Somem-se a isso as epidemias de violência escolar, o bullying sistemático e uma crescente imposição ideológica em sala de aula. Em contraste, estudos e a própria realidade demonstram que alunos educados em casa frequentemente apresentam desenvolvimento cognitivo e maturidade socioemocional superiores à média da escolarização comum.
Do ponto de vista jurídico, a perseguição às famílias educadoras é uma afronta ao Direito Natural dos pais educarem os próprios filhos e à própria legislação vigente.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu Artigo 26.3, é inquestionável:
Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.
Esse mesmo primado é ratificado pelo Pacto de San José da Costa Rica: a Convenção Americana sobre Direito Humanos, que tem força de emenda constitucional no Brasil.
Internamente, a Constituição Federal (Artigos 205 e 226) estabelece que a educação é dever do Estado e da família, garantindo a esta a base da sociedade. O Código Civil (Artigo 1.634, I), por sua vez, reforça que compete aos pais dirigir a criação e a educação dos filhos.
Ademais, é importante ressaltar que o próprio Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar o RE 888.815, não declarou o homeschooling inconstitucional, tampouco o classificou como crime. Neste sentido, a Corte apenas apontou a necessidade de uma lei que regulamente a prática.
Cumpre ressaltar que o Brasil se encontra na contramão do mundo civilizado. O ensino domiciliar é uma realidade pacificada e regulamentada em centenas de países, especialmente nas nações mais desenvolvidas da América do Norte e da Europa, onde os governos reconhecem a autonomia familiar e colhem os frutos de gerações altamente capacitadas.
A caça às bruxas contra as famílias educadoras (protagonizada frequentemente por membros do Conselho Tutelar, do Ministério Público e de setores do Judiciário) precisa acabar. Não se pode presumir má-fé onde há amor, dedicação e resultados comprovados. O Direito Penal não foi feito para criminalizar o excesso de zelo.
Por essa razão, a aprovação do Projeto de Lei que regulamenta o homeschooling no Brasil (PL 1.338/2022) é urgente. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e agora repousa nas gavetas do Senado Federal.
Isto posto, é imperativo que os senadores devolvam a paz e a segurança jurídica a milhares de famílias que, hoje, vivem sob a sombra do constrangimento estatal simplesmente por desejarem oferecer a melhor educação possível aos seus filhos!
Quem são os cruéis (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT
Há uma narrativa ideológica que tenta colocar os brancos como sendo todos racistas e os pretos como sendo todos vítimas. Esse discurso é racista.
Veja a definição de racismo do Decreto nº 10.932/2022, Artigo 1º, item 4, que promulgou a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância:
Racismo consiste em qualquer teoria, doutrina, ideologia ou conjunto de ideias que enunciam um vínculo causal entre as características fenotípicas ou genotípicas de indivíduos ou grupos e seus traços intelectuais, culturais e de personalidade, inclusive o falso conceito de superioridade racial.
Dizer que “todo branco é racista” é racismo. Assim como imputar o racismo a uma etnia ou cor da pele não só é racismo como também é uma deslavada mentira e uma grande desonestidade intelectual e histórica.
Historicamente, a escravidão não foi uma prática exclusiva de europeus contra africanos. Ela existiu em praticamente todas as grandes civilizações humanas durante milênios.
A palavra “escravo” deriva de “eslavo”, povo amplamente escravizado na Idade Média por germanos, bizantinos, árabes e otomanos.
Antes do tráfico atlântico africano atingir grande escala, já havia intenso comércio de europeus escravizados, especialmente entre os séculos 9 e 15.
Também houve escravidão em larga escala de europeus no Mediterrâneo e no norte da África. Entre os séculos 16 e 19, corsários da Barbária capturaram europeus em Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Irlanda, França e Inglaterra.
Outro fato histórico importante: africanos também participaram ativamente do tráfico negreiro africano.
Diversos reinos, elites locais e comerciantes africanos capturavam ou compravam prisioneiros de guerra e os vendiam a traficantes europeus e árabes.
Em muitos casos, eram povos rivais derrotados em guerras tribais. Há registros históricos de negociações envolvendo armas, tecidos, metais, tabaco e até cachaça produzida no Brasil colonial.
Também houve reis africanos que mantiveram relações diplomáticas e comerciais visando ampliar ou preservar participação nesse comércio.
Ao mesmo tempo, também é verdade que foram as potências coloniais europeias que transformaram esse sistema em uma gigantesca estrutura econômica transatlântica baseada em escravidão racial hereditária.
As duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo.
O tráfico atlântico foi o maior e mais racializado sistema escravista da era moderna. Estima-se que cerca de 12 milhões de africanos tenham sido transportados, e milhões morreram antes mesmo de chegar às Américas. O Brasil foi o maior destino do mundo.
O mundo árabe e islâmico também manteve enormes sistemas escravistas por muitos séculos, inclusive antes do tráfico europeu. Milhões de africanos foram escravizados no norte da África, Oriente Médio e Império Otomano.
A escravidão também existiu na China, Japão, Coreia, Índia e em diversos impérios asiáticos. Houve escravidão interna no Japão, tráfico humano e venda de japoneses para portugueses no século 16.
Então, honesta e historicamente:
— A escravidão foi uma prática humana quase universal;
— Não foi inventada por europeus;
— Não foi exclusiva contra negros;
— Houve europeus escravizados;
— Houve africanos escravizadores;
— Houve africanos escravizados;
— Houve árabes escravizadores;
— Houve asiáticos escravizadores;
— Houve asiáticos escravizados.
Também é historicamente correto afirmar que muitos europeus não entravam no interior da África para capturar diretamente escravos. Em grande parte do tráfico atlântico, os escravizados eram capturados por africanos e vendidos nos portos a comerciantes europeus e árabes.
Isso não absolve moralmente os compradores europeus, que financiaram e ampliaram brutalmente o sistema. Mas impede uma narrativa simplista segundo a qual apenas europeus foram agentes ativos e africanos apenas vítimas passivas.
Se alguém quiser discutir reparação histórica com honestidade intelectual, terá de reconhecer também a participação de elites africanas e reinos africanos na captura e venda de outros africanos.
Ao mesmo tempo, o tráfico atlântico teve características particularmente massivas, econômicas e racializadas que o tornaram singular na história moderna.
As duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo sem distorção ideológica:
— A escravidão foi amplamente praticada ao longo da história humana;
— E o tráfico atlântico teve dimensão e impacto excepcionais.
A história fica mais séria quando abandona slogans e encara os fatos completos. Transformar todos os brancos em “culpados hereditários” e todos os pretos em “vítimas eternas” não combate o racismo. Apenas cria um novo racismo.
Quem quiser conversar de forma honesta e séria sobre esses temas precisa respeitar a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a realidade histórica.
A solução civilizatória continua sendo a mesma da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Constituição Federal e do próprio Decreto nº 10.932/2022: igualdade de dignidade entre todos os seres humanos, sem espaço para hostilidade racial contra ninguém.
Deputados comemoram o fim da Escala 6×1 Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e abre caminho para o fim da escala 6×1. Foram 461 votos a favor e 19 contra no segundo turno. O texto segue agora para o Senado, onde precisará de 49 votos para ser promulgado.
O placar expressivo diz muito sobre o apelo político do tema, mas pouco sobre o que acontece depois.
Quem olha genuinamente para o trabalhador quer que ele descanse. Dois dias de folga por semana, mais tempo com a família, menos adoecimento, menos esgotamento. Isso é excelente e nenhum empresário que cuida dos seus colaboradores discorda disso.
O ponto que o debate político insiste em ignorar é que querer o bem do trabalhador e garantir o bem do trabalhador são coisas completamente diferentes, e a diferença entre as duas mora exatamente no que ninguém está discutindo com profundidade: a execução.
Uma mudança dessa magnitude mexe em toda a estrutura das relações de trabalho no Brasil. Cada empresa que hoje opera na escala 6×1 tem contratos firmados dentro das regras vigentes, turnos organizados, equipes dimensionadas e convenções coletivas negociadas com base na jornada atual.
Quando a Constituição muda, esses contratos precisam ser revistos, não adaptados por boa vontade, mas revistos formalmente, com segurança jurídica para ambos os lados.
Revisão de contratos em massa dentro de um prazo exíguo, sem clareza sobre como cada setor deve proceder, é território fértil para litígio e para o tipo de insegurança jurídica que o país já conhece bem demais.
O texto aprovado prevê a redução em duas etapas: as primeiras duas horas em até 60 dias após a promulgação da PEC e as quatro horas completas em até 12 meses após essa primeira redução, totalizando 14 meses de transição.
Para os setores de varejo, saúde, segurança, transporte e serviços reorganizar turnos, recalcular custos e revisar instrumentos coletivos nesse intervalo é um desafio operacional, especialmente para pequenas e médias empresas que não têm estrutura jurídica interna.
Há ainda um dado que o debate político raramente menciona com honestidade: quando o custo operacional sobe sem que a receita acompanhe, as empresas fazem escolhas. Algumas demitem, outras informalizam, outras simplesmente reduzem contratações futuras.
O trabalhador que a PEC quer proteger pode ser exatamente o mais vulnerável diante dessas escolhas, especialmente aquele que ainda não tem carteira assinada e que seria o primeiro beneficiado por uma formalização bem planejada.
Discussões estruturais dessa relevância não deveriam ocorrer sob pressão de calendário eleitoral. Dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa em outubro e o apelo popular da proposta é conhecido por todos os parlamentares. Uma reforma que vai reorganizar as relações de trabalho de milhões de brasileiros merece o tempo e o cuidado que o momento político claramente não está disposto a dar.
O Senado ainda vai votar, portanto, juridicamente, nada está definido. O que está definido é que uma mudança constitucional dessa envergadura, conduzida em ritmo acelerado e sem regulamentação setorial clara, cria mais dúvidas do que respostas.
Em resumo, o problema nunca foi reduzir a jornada. O problema é fazer isso sem o planejamento, a transição e a segurança jurídica que uma reforma dessa magnitude exige. Afinal, quando esses elementos faltam, quem paga o preço não é o calendário eleitoral. São os trabalhadores e as empresas que precisarão conviver com as consequências muito depois que as eleições acabarem.
Os vídeos promocionais eleitoreiros do senhor presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, transformam toda uma sociedade em robôs descerebrados, que parecem sem pensamento próprio e aplaudem qualquer micagem do pierrot-mor da nação.
Entre tantos vídeos postados pela campanha do defensor das facções que, para ele, não podem ser qualificadas como terroristas, destaco um em que o esposo da Janja conclama os 2 milhões e meio de portadores de celulares roubados a devolvê-los, pura e simplesmente, como se não houvesse crime de roubo e receptação, numa descontração digna de uma relação pueril, sem formalidades.
Essa campanha do presidente Lula parece estar envolta numa aura de vale-tudo institucional, na qual as respostas ficarão para o ano que vem. Espero que, com um novo grupo no poder e essa esquerda corrupta longe do povo e dentro da cadeia, possamos traçar novos rumos para um novo país, alinhado com as verdadeiras democracias do mundo cristão conservador.
Finalizo pedindo a Deus força para suportarmos essa avalanche de irresponsabilidades de um governo que brinca de governar, afundando o país numa crise esperada em um futuro próximo. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos.