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Categoria: GOSPEL

  • É proibido orar no reality show?

    É proibido orar no reality show?

    É proibido orar no reality show?
    Reality Casa do Patrão (Imagem ilustrativa) Foto: Reprodução YouTube/Casa do Patrão

    Mais uma vez, o país assistiu a uma cena que ilustra a face moderna da intolerância religiosa. Desta feita, o diretor Boninho protagonizou um momento de tensão no reality show Casa do Patrão ao interromper rispidamente uma oração realizada pelos participantes reunidos à mesa.

    O silenciamento veio através da “voz” da direção com uma frase hostil que viralizou nas redes sociais: “Senhores, é um jogo. Não é uma reunião”.

    A intervenção não parou no primeiro aviso. Diante da dúvida dos participantes sobre o destinatário do alerta, o diretor dobrou a aposta: “É um recado pra todo mundo. Vai ser o último aviso”.

    Em tom de advertência, Boninho disparou que, embora todos tivessem crenças e vidas diferentes, não deveriam “entrar na onda do outro”, finalizando com um seco “sejam vocês”.

    Tal episódio gerou imediata repercussão negativa, com internautas questionando a legitimidade da proibição: “Nem uma simples oração eles podem fazer? Meu Deus, não podem fazer nada nessa casa”.

    Enquanto alguns brincavam que a direção esperava “tretas” e recebeu orações, o fato é que, para além da dinâmica do entretenimento, o episódio escancara uma pretensão perigosa: a de que a propriedade privada ou o regulamento de um programa podem criar zonas de exclusão para direitos fundamentais.

    O crime e a norma
    É preciso, entretanto, dar o nome correto ao fato. Impedir ou perturbar a realização de uma oração não é uma prerrogativa de direção. É, em tese, crime previsto no Artigo 208 do Código Penal, que protege o livre exercício de cultos religiosos e pune atos que atrapalhem cerimônias ou práticas espirituais.

    Para além da esfera penal, estamos diante de uma violação direta à Constituição Federal. O nosso Artigo 5º é lapidar ao estabelecer nos incisos:

    — VI: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”;
    — VIII: “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política (…)”.

    Dependendo do contexto e da carga de desprezo empregada, o ato também pode ser qualificado como intolerância religiosa sob os termos da Lei do Racismo (Lei 7.716/89), que criminaliza a discriminação ou preconceito de religião com penas severas.

    Refutando os “juízes de internet”
    Nas redes sociais, apesar de muitos terem se escandalizado com a postura da direção, as justificativas para o silenciamento da fé também floresceram sob o manto do equívoco laicista.

    Neste sentido, é preciso refutá-las uma a uma:

    — “Mas e as regras do contrato?”: Nenhum contrato particular, por mais bilionário que seja, tem o poder de revogar a legislação penal ou suspender a eficácia dos Direitos Humanos. A autonomia da vontade não permite que um indivíduo assine um documento renunciando à sua dignidade ou à sua liberdade de consciência.

    Direitos fundamentais possuem eficácia horizontal, o que significa que valem também nas relações entre particulares.

    — “Jesus disse para orar no quarto (Mt 6:6)”: O uso desse versículo para justificar a proibição de orações em público é uma exegese rasteira e distorcida. Jesus condenava a hipocrisia e a ostentação, não a liturgia ou a comunhão.

    O direito de expressar a fé, seja através de preces, sinais da cruz ou louvores, é protegido pela Lei Maior do nosso país e pela tutela penal do sentimento religioso em qualquer ambiente.

    — “Propriedade particular não é local público”: A liberdade de crença e religião é inerente à pessoa, não ao CEP onde ela se encontra. Se o indivíduo está em uma propriedade particular, ele não deixa sua fé na calçada. O direito de manifestação religiosa não se limita a templos, uma vez que acompanha o cidadão onde quer que ele esteja.

    Ora, vejamos o que diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos em seu Artigo 18:

    Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.

    As características da nossa liberdade
    Os direitos humanos e fundamentais, tais como as liberdades de religião, consciência e expressão, não são meras concessões do Estado ou de diretores de TV.

    Na verdade, tais liberdades possuem características que não podem ser desprezadas, por serem:

    Universais: destinam-se a todos, sem distinção;
    — Inalienáveis e indisponíveis: não podem ser vendidas ou transferidas;
    — Irrenunciáveis: nenhum indivíduo pode abrir mão delas, mesmo que queira;
    — Indivisíveis e interdependentes: a proteção da liberdade de crença é o que garante a proteção das demais liberdades civis;
    — Imprescritíveis: não se perdem com o passar do tempo;
    — Invioláveis: devem ser protegidas contra leis, atos de autoridades ou de outros particulares;
    — Vedadas ao retrocesso: Uma vez conquistadas, não podem ser retiradas.

    Episódios como este demonstram, mais uma vez, que o brasileiro precisa conhecer seus direitos com urgência! A fé cristã nunca foi algo para ser vivido exclusivamente em “guetos” ou sob a autorização de terceiros.

    Não baixar a cabeça para o Estado ou para poderosos do entretenimento que tentam impedir o exercício da fé é mais do que um direito jurídico: é um dever de consciência. Portanto, a justiça deve ser o escudo contra a mordaça da intolerância.

  • Honra não tem preço, tem valor

    Honra não tem preço, tem valor

    Honra não tem preço, tem valor
    A honra verdadeira não tem preço (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT

    Ministros do Supremo Tribunal Federal têm se considerado atingidos em sua honra por críticas de fulano, beltrano, sicrano e, inclusive, de candidatos à Presidência.

    Pessoalmente, tenho uma opinião a respeito da indenização por danos morais. Certa vez, participava de um congresso no Rio de Janeiro com o ministro Moreira Alves, e nós dois tínhamos como tema da palestra a “quantificação de indenização por danos morais”.

    Naquela oportunidade, o ministro Moreira Alves, grande civilista, defendia que nós temos que quantificar a honra e que se trata de um pretium doloris — um preço da dor. Desde aquela época, entretanto, defendi a tese de que a minha honra não tem preço.

    Nunca vou entrar com uma ação judicial contra alguém que pretenda me ofender. Conhecendo quem sou e sabendo que, às vezes, trata-se de uma mera agressão, nunca respondo, pois a melhor forma de responder é não dando atenção.

    Ao contrário do ministro Moreira Alves, que defendeu a necessidade de haver um pretium doloris, dizia e digo o seguinte: a honra não tem preço; ela não está no mercado, valendo “tanto” ou “tanto”. Eu defendia e continuo defendendo que a honra verdadeira não tem preço.

    Mas o que vemos hoje tem, sobretudo, um viés político, pois quando se procura atingir um candidato à Presidência da República, um deputado, um senador ou um ministro da Suprema Corte, a pessoa reage, demonstrando que realmente foi afetada pela manifestação de quem está dizendo.

    Além disso, a judicialização das críticas — especialmente por parte de quem detém o poder — acaba por criar um efeito inibidor na liberdade de expressão. Quando figuras públicas reagem a qualquer contestação com processos, não protegem apenas sua honra; inadvertidamente, sinalizam que o debate democrático é perigoso e deve ser contido.

    Isso transforma o Poder Judiciário em uma arena de vaidades, na qual questões que deveriam ser resolvidas no campo do debate público ou da indiferença soberana passam a ocupar uma pauta que deveria ser reservada a temas de real interesse coletivo.

    É preciso distinguir, portanto, a crítica ácida ou o insulto gratuito da calúnia ou difamação propriamente ditas, que possuem contornos legais definidos. A honra, em sua acepção subjetiva — o sentimento que temos de nós mesmos —, não pode ser tutelada pelo Estado.

    Quando um magistrado ou um político utiliza a máquina judicial para punir ofensas menores, ele transfere a outros a responsabilidade por sua própria estabilidade emocional, o que, ironicamente, diminui a estatura moral do cargo que ocupa.

    Reafirmo: quem tem, verdadeiramente, honra pouco se importa com a opinião alheia. A pessoa mais importante — que é Cristo, para mim, o próprio Deus — não deu atenção aos ataques que sofreu e perdoou a todos quando estava na cruz. Ora, nós, que somos um ponto temporário no Universo, dizer “fui atacado na minha honra e ela tem um preço” é, no mínimo, curioso.

    Quem ataca, sim, demonstra que não tem honra. E quem reage está dando um preço à sua honra e, ao mesmo tempo, desvalorizando-a. Por esta razão, pessoalmente, nunca respondo, nem dou atenção.

    Acredito, pois, que a melhor forma de mostrar que aquela agressão não vale nada é desconsiderá-la; é não dar importância, considerá-la sem relevo. Sendo assim, ao contrário do meu queridíssimo e saudoso amigo Moreira Alves, eu sempre dizia e digo: a minha honra não tem preço.

    O silêncio diante da injúria não é sinal de fraqueza, mas de superioridade. Quem ocupa postos de mando deve compreender que a autoridade não emana da capacidade de silenciar críticos através de sentenças, mas da solidez de um caráter que entende que a verdadeira honra, por ser inalienável, jamais deveria ser objeto de compensação pecuniária.

    Quem dá preço à sua honra é porque, realmente, a ela não dá muito valor.

  • “Bessias” rejeitado

    “Bessias” rejeitado

    “Bessias” rejeitado
    Senadores da oposição comemoram derrota de Messias Foto: Carlos Moura/Agência Senado

    Já observei muita articulação política nos bastidores de Brasília. Já soube de acordos costurados no silêncio dos gabinetes, já vi nomes improváveis serem empurrados goela abaixo da República. Mas o que aconteceu na tentativa de indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal tem um significado que vai além de uma simples derrota: foi um recado.

    Desde o primeiro momento, me coloquei contra a indicação de Jorge Messias. Não por capricho, mas pelo seu histórico. O Supremo não pode ser extensão de governo, nem prêmio de consolação para aliados fiéis. A Constituição não foi escrita para atender interesses de ocasião.

    Como já alertava Montesquieu, “tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo exercesse os três poderes”. E é exatamente isso que muitos tentaram normalizar.

    Mas sei que o governo Lula trabalhou muito. Negociou, articulou, pressionou. Transformou a indicação para o STF em uma batalha política, quando deveria ser um processo institucional. A aprovação na CCJ, por 16 votos a 11, foi um sinal de que o rolo compressor estava funcionando. Confesso que, por um momento, pareceu que tudo já estava decidido.

    Mas o plenário é outro campo. Ali, não há como esconder fragilidades com discursos ensaiados. E foi exatamente nesse ambiente que a verdade apareceu.

    Messias não caiu apenas pelos números, 42 votos contrários contra 34 favoráveis. Caiu porque não conseguiu sustentar o peso da cadeira que pretendia ocupar. Fugiu de respostas, contornou questionamentos, demonstrou um distanciamento preocupante daquilo que se espera de um ministro da mais alta Corte do país: independência, clareza e coragem.

    E aqui faço uma observação que pode incomodar alguns, mas é necessária. A pulseira com a frase “Sempre Foi Deus”, usada por ele, me chamou atenção. Não pela fé, que respeito profundamente, mas pela incoerência.

    Há uma máxima que diz que, “a verdade é como um leão; não precisa ser defendida, basta ser solta”. E o que vimos foi justamente o contrário, uma tentativa constante de escapar da verdade.

    Aliás, para nós, cristãos, Deus é verdade. E, se há distorção, há afastamento dessa premissa. A fé não pode ser usada como adereço quando falta firmeza moral.

    Diante disso tudo, não poderia deixar de mencionar que o Senado, desta vez, cumpriu seu papel. Em meio a tantas críticas, houve ali um freio, uma demonstração de que nem tudo está perdido nas instituições.

    Até porque, o que aconteceu não foi apenas a rejeição de um nome. Foi a negação de um método. Foi a mensagem de que o Supremo não é quintal do governo federal, nem extensão ideológica de projeto político.

    Hoje, o que fica marcado na história não é apenas a derrota de Messias. É o alerta de que a democracia ainda respira, mas exige vigilância constante.

    E eu continuo aqui vigilante. Porque, como sempre digo, o Brasil não pertence a um governo. Pertence ao povo. E os brasileiros merecem respeito!

  • Com derrota de Messias, oposição volta ao páreo

    Com derrota de Messias, oposição volta ao páreo

    Com derrota de Messias, oposição volta ao páreo
    Jorge Messias Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

    Ninguém esperava. A imprensa inteira ficou surpresa. Analistas foram pegos desprevenidos. Eu mesmo, na semana passada, cravei em meu artigo que Jorge Messias já estava aprovado. Acontece que a derrota histórica na sabatina de ontem não foi de Jorge Messias, mas de Lula e de seu governo. Foi assim que a oposição encarou o tema e se mobilizou. Como Messias é um petista indefectível, acabou pagando o preço.

    Todos sabiam que Messias tinha saber jurídico limitado, mas, em uma Corte que abriga o vazio mental de um Dias Toffoli, é difícil crer que fosse esse o empecilho. Não foi. Messias tornou-se destinatário de um gesto potente de reprovação do Senado ao governo Lula.

    E ao STF, que vem submetendo, dia e noite, a oposição — e o Congresso como um todo — a seus desmandos e, nos bastidores, já convertia Messias em aliado de uma turma que comanda a Corte e, em certa medida, o país.

    A oposição, nos últimos meses, parecia rendida, cansada, esperando o fim da legislatura como um time goleado que aguarda o apito final, com sorte, sem muitos acréscimos. Ledo engano. Voltou com firmeza ao jogo e derrotou seus adversários.

    Pouco importa se Alcolumbre ajudou, se Lula já andava desgastado. Pouco importa se um clássico é vencido com um gol contra. Tudo isso faz parte da política e do jogo. Rejeitar um indicado ao STF, algo que não ocorria no Brasil há 132 anos, desde o governo Floriano Peixoto, não é trivial.

    Com a vitória nas mãos e uma oposição robustecida, tudo se torna mais fácil. A derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria parece certa, e a derrota do próprio Lula nas urnas, mais próxima. Se o tabu da rejeição foi quebrado, quem sabe não se rompa também o do impeachment de ministro do STF? Por que não haveria clima para retomar a discussão sobre uma anistia ampla e verdadeira no país? É possível.

    Se no Senado a oposição está conseguindo dialogar com Alcolumbre — agora declaradamente rompido com Lula — outras vitórias inéditas poderão ser obtidas antes das próximas eleições.

    Seria nobre que o atual Senado deixasse aos que virão na próxima legislatura um gesto de hombridade institucional e altivez.

     

    * Texto originalmente publicado no Poder360.

  • Disney retorna ao bom senso

    Disney retorna ao bom senso

    Disney retorna ao bom senso
    CEO da Disney Josh D’Amaro Foto: Thibault Camus / POOL / AFP

    Existem princípios que são inerentes à condição humana e mexem conosco quando somos submetidos a transformações midiáticas por mero capricho de uma minoria atuante que almeja ditar normas à maioria. Nos últimos tempos, temos assistido à imensa pressão da cultura woke pelas pautas progressistas sobre a sociedade organizada que tanta cisão causam no meio do povo conservador.

    Agora, como diz o adágio popular, “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe”. Então, os bons ventos sopraram nos Estados Unidos da América com a mudança na administração da empresa de entretenimento Disney, que exerce influência em todo o mundo, desde as crianças até os mais vividos, e que demitiu todos os administradores que usaram, durante anos, a linguagem neutra com tamanha desfaçatez em relação às tradições. Assim, a empresa voltou a usar os termos “senhoras e senhores”, “todos” e “todas”, em seus eventos.

    Finalizo agradecendo a Deus o retorno ao bom senso a quem exerce tamanha influência sobre toda uma gama de pessoas de bem e ordeiras. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos.

  • Hezbollah: De grupo terrorista regional a um império global

    Hezbollah: De grupo terrorista regional a um império global

    Hezbollah: De grupo terrorista regional a um império global
    Combatentes do Hezbollah Foto: AFP

    Para além da retórica securitária que o circunscreve à categoria de organização terrorista, o Hezbollah opera, na contemporaneidade, como um ecossistema criminoso de alcance global. O Centro de Documentação sobre o Islã Político, da Áustria (DPI), revelou em novo relatório que o Hezbollah realiza operações financeiras em toda a Europa, incluindo tráfico de drogas e comércio de diamantes de sangue.

    O grupo terrorista facilita a venda de drogas na Europa e, em seguida, utiliza os lucros, por meio de esquemas complexos de comércio, para enviar o dinheiro de volta ao Líbano. Ou seja, o grupo libanês não é um mero braço armado da República Islâmica do Irã, mas um conglomerado transnacional que hibridiza violência política, economia informal e diplomacia paralela.

    O relatório revela que a resiliência do Hezbollah não reside apenas na coerção armada, mas na capacidade de instrumentalizar as fissuras do sistema internacional, transformando vulnerabilidades regulatórias e complacências diplomáticas em vetores de financiamento estratégico.

    A permeabilidade do espaço europeu a essas operações não é acidental. Resulta da fragmentação jurisdicional, da priorização de agendas comerciais sobre a segurança financeira e de uma hesitação político-diplomática que ainda distingue artificialmente entre facções políticas e militares. Essa dicotomia constitui uma ficção jurídica que facilita a infiltração de ativos e a normalização de canais de financiamento.

    As redes de fachada comercial mimetizam a legalidade formal, dificultando a ação de unidades de inteligência financeira. A lavagem de capitais opera através de importação exportação de bens de baixo controle, imobiliário e serviços logísticos, permitindo a repatriação discreta de divisas para Beirute e, subsequentemente, para Teerã, consolidando um circuito de alta complexidade.

    O Hezbollah não é um fantoche do Irã, mas um sócio estratégico que, ao diversificar as suas fontes de rendimento, reduziu a vulnerabilidade do eixo Teerã‑Beirute a pressões externas e amplificou a sua capacidade de projeção regional e diaspórica.

    Na desconexão entre a retórica de combate ao terrorismo e a prática regulatória, as autoridades europeias reforçam discursos de tolerância zero. Dessa forma, a arquitetura de controle financeiro permanece fragmentada, vulnerável a jurisdições de conveniência e a lobbies ideológicos. Ignorar essa realidade implica subestimar a ameaça e legitimá-la por omissão.

    Em suma, enquanto a comunidade internacional continuar a tratar sintomas sem desmantelar a arquitetura financeira que os sustenta, o império criminoso do Hezbollah seguirá operando à vista de todos, camuflado pela legalidade aparente e pela inércia diplomática.

  • Eles viajam com bilhões. Você, com vigilância 

    Eles viajam com bilhões. Você, com vigilância 

    Eles viajam com bilhões. Você, com vigilância 
    O olho que tudo vê (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT

    O Governo Lula já gastou quase R$ 1 bilhão com viagens internacionais. E sim, eles podem viajar à vontade com o seu dinheiro. Mas sabe quem não pode viajar à vontade? Você.

    A partir de agora, toda vez que você fizer check-in em um hotel, vai ter que preencher uma ficha de registro pelo seu Gov.br. É a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH).

    A explicação do governo no site oficial é bonita:

    “Meios de hospedagem de todo o Brasil, como hotéis, pousadas, hostels e resorts, vêm implementando a nova ficha nacional de registro de hóspedes (FNRH). O que antes era feito no papel, tomando tempo de turistas e gerando custos ao setor, agora é feito em formato 100% digital, que agiliza a identificação de clientes cumprindo rigorosamente a lei geral de proteção de dados (LGPD).”

    Ao ler esse texto, muita gente pode pensar:

    “Que ótima ideia! O governo quer mais agilidade para o cidadão.”

    Será? Será que é pela agilidade ou será que é pela vigilância????

    Sabe aquela ficha de papel que você preenchia quando fazia check-in e que ficava só dentro do hotel? Agora, essa ficha é virtual, está no portal do governo e eles terão acesso aos dados de todos os brasileiros o tempo todo. Eles dizem que não vão monitorar. Mas e se eles quiserem monitorar? Agora, ficou mais fácil.

    O Governo Lula aumentou o controle sobre o Pix.

    O Governo Lula aumentou o controle sobre as viagens.

    O Governo Lula quer aumentar o controle nas redes sociais.

    Eles querem saber o quanto você gasta, para onde vai e o que fala. Será que é pela agilidade? Ou será que é pela vigilância?

    Eu já sei a resposta. E você?

  • O dia em que o jeito de falar se tornou deboche

    O dia em que o jeito de falar se tornou deboche

    O dia em que o jeito de falar se tornou deboche
    Brasileiros conversando (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT

    Tenho quase certeza de que você já ouviu — ou até já disse — a famosa frase: “O melhor do Brasil são os brasileiros”. E, convenhamos, ela faz muito sentido. Então, não se avexe, não… se aprochegue e vamos conversar um cadim sobre isso.

    Para mim, há muitas coisas maravilhosas em ser brasileira. Mas, puxando sardinha para este espaço, preciso falar do nosso idioma oficial: o bom e velho português, herdado de Portugal.

    Agora, embora todos nós falemos português, somos um país de dimensões continentais, marcado por uma diversidade cultural e regional imensa. E isso, naturalmente, se reflete na forma como falamos. Por isso, nosso povo não tem uma única maneira de falar, mas muitas.

    Em uma rápida pesquisa, encontramos cerca de 12 dialetos catalogados. Claro, na prática, são muitos mais. Agora, o mais curioso é que, mesmo dentro de uma mesma região, há variações.

    Por exemplo: temos o baianês, o nordestinês, o recifense. O carioquês, tão característico e chiado, na cidade do Rio de Janeiro. O paulistano, o caipira — com seu “R” marcante e construções próprias. O sertanejo, que nasce do encontro de várias influências. O brasiliense, que é a mistura de muitos cantos do país. O sulista, o gaúcho, o nortista, os três com o uso forte do “tu”. E o mineirês. Ah, o mineirês… econômico nas sílabas, mas generoso no afeto.

    Não entrei em detalhes, pois o espaço não permite, mas a verdade é que cada forma de falar carrega história, identidade e pertencimento. São marcas vivas de um país imenso, diverso, lindo e, sim, abençoado por Deus.

    Mas o que me fez escrever este texto foi que, nos últimos anos, ganhou força uma expressão que talvez você já tenha ouvido: preconceito linguístico. Claro, essa é uma ideia que vem do politicamente correto. Mas quer saber? Eu a apoio em 100%. E por quê?

    Porque preconceito linguístico é quando alguém julga, ridiculariza ou desvaloriza a forma de falar do outro; seja pelo sotaque, pela região de onde vem ou até pela sua condição social. É quando se trata como errado aquilo que, na verdade, é apenas diferente.

    Há linguistas que dizem que esse tipo de preconceito nada mais é do que uma discriminação social disfarçada. Até porque, muitas vezes, não é sobre a língua, mas sobre quem fala.

    Imagino que o querido leitor já entenda por que trouxe esse tema hoje. São tantas as tretas deste país dividido que falar de um acontecimento da semana passada talvez já seja assunto velho. Mas sinto que preciso fazê-lo.

    Até porque, em tempos em que se fala tanto de salvar a democracia e em abolir os “discursos de ódio”, muito me espantou — e, por que não dizer, doeu — ouvir de um nobre ministro do Supremo que o ex-governador de Minas Gerais fala de forma ininteligível. Talvez como se falasse “num dialeto do Timor-Leste”… E pra quê do Timor? Se já temos tantos por aqui?

    De verdade, fiquei triste. Logo com o mineirês. Para mim, o dialeto da proximidade. Do cadim afetuoso que os mineiros sempre nos oferecem. E, sim, o coração doeu, porque um guardião da democracia deveria proteger o que nos é sagrado: nosso idioma, nossos dialetos, nosso país.

    No fim das contas, falar diferente não é falar errado, caro ministro. Errado é confundir diversidade com ignorância; e respeito com silêncio imposto.

  • “Sacrifício” antes do show? A teoria que está circulando 

    “Sacrifício” antes do show? A teoria que está circulando 

    “Sacrifício” antes do show? A teoria que está circulando 
    Shakira Foto: Leo Franco / AgNews

    A montagem do show de Shakira na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, já começou marcada por algo sombrio: a morte de um trabalhador em meio à construção do palco. Oficialmente, um acidente. Mas para muitos, isso levanta uma pergunta que poucos têm coragem de fazer: por que esse tipo de tragédia parece sempre acompanhar grandes eventos de artistas globais? Seria coincidência ou existe algo além do que está sendo mostrado?

    Nos últimos anos, nomes como Madonna e Lady Gaga têm protagonizado apresentações que chamam atenção não só pela música, mas pela carga simbólica. Elementos visuais estranhos, referências obscuras, encenações que flertam com o oculto – tudo isso exibido em eventos assistidos por milhões de pessoas.

    Dentro desse contexto, algumas vozes mais atentas já levantam uma hipótese ainda mais inquietante: e se tragédias como essa não forem apenas acidentes? E se, acontecimentos assim fossem na verdade uma espécie de “consagração ou sacrifício” antes de um grande espetáculo?

    Não há prova concreta disso – mas o simples fato de essa possibilidade estar sendo discutida revela o nível de desconfiança que existe hoje em torno desse tipo de evento.

    No fim, talvez a questão não seja provar se houve ou não algo oculto. A questão é outra: por que esses padrões continuam aparecendo? E até quando as pessoas vão tratar tudo isso como simples coincidência?

    Em um mundo cada vez mais conectado, onde milhões assistem ao mesmo espetáculo ao mesmo tempo, o verdadeiro palco pode não ser apenas físico… pode ser espiritual.

  • Entre a ação e a omissão

    Entre a ação e a omissão

    Entre a ação e a omissão
    Jorge Messias, advogado-geral da União Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil.

    Existe pecado tanto pela ação quanto pela omissão. Ambos são graves e nos colocam na berlinda perante os homens e diante de Deus. Como já foi dito: “Nada fica escondido entre o céu e a terra”.

    O momento atual é extremamente importante para o país, pois escolhas feitas agora são perenes e gerarão consequências irreparáveis para toda a nação por muito tempo. Nos próximos dias, o Senado Federal submeterá à sabatina a aprovação — ou não — do nome do ministro Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

    Outrora, nomes apontados para essa sublime função eram de renomados juristas, com vasta bibliografia, autores de obras de Direito consultadas nas mais respeitadas universidades e bibliotecas acadêmicas. Não de militantes que se dizem evangélicos, mas apoiam o aborto, com a malfadada injeção no coração do feto; prática que causa dores intensas e que, em muitos casos, é evitada até em animais.

    E, de todo esse imbróglio, surge uma pergunta inevitável: se uma pessoa se intitula evangélica, quem é o seu pastor? Quais valores de fato norteiam suas decisões? E como se coaduna tal posicionamento com a defesa do aborto até o nono mês, por meio da assistolia fetal, com a aplicação de cloreto de potássio que interrompe os batimentos cardíacos da criança?

    Nesse momento, não devemos nos omitir, para não nos tornarmos cúmplices de tamanha injustiça com o povo brasileiro, em sua maioria de tradição judaico-cristã e defensor da vida desde a concepção.

    Finalizo pedindo a Deus que ilumine o coração dos senadores, para que decidam com responsabilidade e consciência sobre tão relevante escolha. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos.