Nova camisa da Seleção Brasileira, 2026 Foto: Divulgação/Nike
Eu acompanho os jogos da Copa do Mundo desde 1978. Lembro que a Copa de 1982, dirigida por Telê Santana, mobilizou a nação inteira. Naquela época, as ruas se vestiram de verde e amarelo, e o povo unido celebrava cada vitória da Seleção Canarinho.
O que falar então da festa dos títulos de 1994 e 2002? Multidões saíram às ruas festejando o, até então, melhor futebol do mundo.
Pois é, os tempos mudaram. Hoje já não é mais como outrora, pelo fato de o brasileiro encontrar-se dividido por ideologias. Na verdade, a Seleção que antes unia o país, não o faz mais pelo inequívoco fato de que transformaram o Brasil numa plataforma wokista e politicamente correta.
Lucas Paquetá com o novo uniforme da Seleção Brasileira, 2026 Foto: Divulgação/Nike
Infelizmente, já tentaram trocar a cor da camisa para o vermelho, também, colocaram um jogador de basquete na mais tradicional camisa brasileira, além de tentarem desconstruir o nome do Brasil substituindo-o por “brasa” alegando toxidade à nomenclatura deste tupiniquim país.
Caro leitor, lamentavelmente os dias apontam para uma beligerância interna na qual os adversários não são mais as seleções de outras nações, mas sim o próprio povo brasileiro, que agora não pode mais festejar aquilo que os unia e que trazia a sensação de que, pelo menos numa coisa, éramos os melhores do mundo.
Uso da crase em destinos de viagens (Imagem ilustrativa)
Olá, na aula passada… ops! No texto da semana passada, falei sobre o que é a crase e onde ela não é usada. Lembra? A crase não é apenas um acento no “a”. Ela é uma ocorrência especial: quando um “a” — de artigo — se une a um “a” — de preposição. Beleza?
Também, no último texto, pedi perdão aos meus professores por não ter entendido muito da crase na época da escola… E aqui resgato uma lembrança daquele tempo. Tive um professor muito sério, porém dono de um grande coração, que costumava cantarolar: “Se eu vou a e volto da, crase há; se eu vou a e volto de, crase pra quê?”
É provável que você já tenha ouvido essa “canção”; até por isso, me senti à vontade para repeti-la. Pois é, meu professor Boanerges — sim, esse era o nome dele — cantarolava, eu captava… mas isso se aplicava apenas às cidades, estados e países.
E no restante dos casos? Se lá atrás, eu me agitava; penso que hoje, pode acontecer o mesmo com você. Por isso, muita calma nessa hora; porque hoje vou falar apenas da crase diante de destinos — ou roteiros de viagem. Combinado?
A crase diante de nomes de cidades, estados e países
Veja: se vou a e volto da… crase há.
Assim: nas férias, vou à Itália. E por quê? Porque, quando eu voltar, volto da Itália.
Agora, se eu vou a e volto de… crase pra quê?
Note: vou a São Paulo assistir a uma peça. E por que sem crase? Porque, quando eu voltar, voltarei de São Paulo. Percebeu?
Agora, dica: pensando em termos do nosso país, ajuda muito sabermos que não usamos crase diante de quase nenhuma cidade brasileira; até porque a maioria delas repele o uso do artigo. E, como já vimos, para que a crase ocorra, é preciso o “a” do artigo mais o “a” da preposição.
Então, se alguém disser “vou à Brasília” perto de você… já ajude o coleguinha; até porque não há crase. Combinado?
Mas veja: em relação aos estados brasileiros, apenas Bahia e Paraíba admitem crase.
Logo, vou à Bahia, porque volto da Bahia. E vou à Paraíba, porque volto da Paraíba.
Mais uma dica: os demais estados brasileiros ou são nomes masculinos; portanto, não se usa crase diante deles, ou são nomes que não admitem artigo.
Agora, vamos complicar um pouquinho?
Se, por acaso, diante do nome da cidade ou do estado houver um elemento restritivo ou qualificativo, o artigo pode aparecer e, com ele, a crase também.
Olhe só: vou à Brasília dos excluídos, e não à dos políticos endinheirados. E por quê? Porque volto da Brasília dos excluídos.
Vou à Recife das luzes. Logo, volto da Recife das luzes.
Até aqui, tudo certo?
E quanto aos países? Agora que já passamos por cidades e estados vamos atravessar a fronteira?
A lógica é a mesma: tudo depende de o nome do país aceitar ou não o artigo. Se aceita — e for feminino —, pode ter crase.
Logo: enviamos saudações à Argentina. Ou, seja bem-vindo à Bolívia.
Agora, se não aceita artigo, nada de crase: vou a Portugal. Ou, ainda cheguei a Israel.
E há casos em que as duas formas aparecem: vou à França ou vou a França. Até porque posso voltar da França ou de França.
Mas, preste atenção: meu amigo viajou à Inglaterra, mas não foi a Londres. Ou seja: o país aceita artigo, mas a cidade, não.
Dessa forma, para esse conteúdo, seguimos com a mesma cantiga: “Se eu vou a e volto da, crase há. Se eu vou a e volto de, crase pra quê?”
Confesso que, agora, essa musiquinha faz muito mais sentido para mim. E, de verdade, só posso agradecer ao meu professor.
Por ora, espero ter ajudado você a compreender esse ponto.
Um abraço e até a próxima viagem! Opa… até o próximo texto!
Profissional com estresse acumulado (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik/wayhomestudio
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a exigir a gestão de riscos psicossociais, está prevista para entrar em vigor em maio de 2026. Com a proximidade do prazo, crescem os questionamentos sobre um possível novo adiamento.
Até o momento, todos os fatos apontam na direção oposta. Em entrevista concedida no dia 13 de março, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que não há possibilidade de nova prorrogação sem que as empresas apresentem medidas concretas de adequação.
Segundo ele, o prazo anterior já havia sido estendido justamente para permitir essa preparação.
Paralelamente, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou um novo manual com orientações sobre a aplicação da NR-1, detalhando a necessidade de identificar, avaliar e monitorar riscos psicossociais dentro das organizações.
O documento reforça que não será suficiente apresentar políticas genéricas: será necessário comprovar metodologia, acompanhamento e integração com os programas de gestão de riscos. Clique aqui para ler o manual.
Por isso, não vejo um novo adiamento como cenário provável, tampouco como solução adequada. A postergação reiterada enfraquece a própria relevância da norma.
E, neste caso, o tema não é periférico: trata-se de saúde mental no ambiente de trabalho, uma pauta que ganhou centralidade nos últimos anos e que exige respostas concretas.
O ponto crítico, no entanto, não está no prazo, mas na forma como a exigência será cobrada. Mesmo após o Manual do MTE, ainda há pouca clareza sobre os critérios de fiscalização. O documento eleva o nível de exigência, mas não define com precisão como será cobrado o cumprimento dessas obrigações.
Outro ponto sensível é o papel dos sindicatos. O próprio ministro mencionou a necessidade de diálogo e construção conjunta.
Na minha visão, a atuação sindical precisa estar alinhada com a finalidade da norma: o meio ambiente do trabalho. A discussão não pode se limitar a interesses financeiros ou à existência de contribuição. A pauta envolve saúde, organização do trabalho e prevenção de riscos que afetam diretamente os trabalhadores.
Diante deste contexto, a pergunta que fica é: o que as empresas devem fazer agora?
O caminho não passa por modelos prontos ou documentos padronizados. A NR-1 exige estrutura real de gestão.
Isso envolve identificar riscos psicossociais específicos, adotar metodologias adequadas de avaliação, garantir participação efetiva dos trabalhadores e integrar essas informações ao Programa de Gerenciamento de Riscos.
Além disso, será necessário acompanhar continuamente esses indicadores e demonstrar, de forma concreta, as medidas adotadas. Empresas que ainda não iniciaram esse processo operam com prazo reduzido. E, considerando a complexidade do tema, a adaptação tende a exigir mais do que ajustes pontuais.
A NR-1 representa um avanço relevante, mas sua implementação exigirá maturidade técnica e alinhamento entre norma e prática. Sem isso, o risco é conhecido: aumento de autuações, judicialização e insegurança jurídica.
A discussão, neste momento, não deve se concentrar na possibilidade de adiamento, mas na capacidade real de implementação. É esse fator que determinará se a norma cumprirá seu propósito ou se se tornará mais um ponto de tensão nas relações de trabalho.
As forças reacionárias que tentaram aniquilar o sempre presidente Jair Messias Bolsonaro não contavam com a Providência divina, que guindou ao posto de líder do mundo livre o presidente Donald Trump. Esse foi um duro golpe no globalismo de Soros et caterva.
Hoje, os Estados Unidos sabem o que o povo brasileiro está assistindo a esquerda marxista tentando aniquilar as tradições judaico-cristãs de nossa nação. Inclusive, essa nação amiga tentou enviar um alto funcionário de sua diplomacia para avaliar as condições do nosso mais ilustre preso político, Jair Bolsonaro.
Ao ser negada a entrada do representante norte-americano em nosso país, ficou patente a intenção de enfrentar a maior democracia do mundo livre. Dessa forma, todos os holofotes estão voltados para o nosso país, que desafia os mais comezinhos princípios das relações internacionais, sempre com impropérios contra o governante norte-americano Donald Trump.
Somos o mais importante país do continente sul-americano, mas fazemos questão de nos apequenar perante o mundo com declarações infelizes por parte do nosso governo.
O resultado é patente: nesta manhã, o PGR, Paulo Gonet, pronunciou-se a favor da flexibilização da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, demonstrando que só existe um caminho: a plena liberdade do ex-presidente.
Finalizo agradecendo a Deus por nos conceder a tranquilidade de um povo que sabe esperar no seu tempo. E pedindo que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos.
Bastidores do poder (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT
Quero trazer, aos amigos leitores, algumas considerações sobre o atual momento político brasileiro.
A primeira delas diz respeito ao Partido dos Trabalhadores, que sempre afirma não ter relação alguma com os escândalos divulgados diariamente na imprensa, mas que se opõe ou procura obstruir a instalação das Comissões Parlamentares de Inquérito conduzidas pelo Poder Legislativo, não querendo, por exemplo, a CPMI do INSS nem a do Master, seja votando contra, seja criticando incisivamente.
Ora, se o PT e seus correligionários — deputados, senadores e o próprio governo — não estão envolvidos nos escândalos, não precisam ter receio da instalação de nenhuma CPMI, nem de seus desdobramentos, investigações e convocações.
É extremamente curioso que eles afirmem não estar vinculados aos vergonhosos fatos que vêm sendo divulgados, mas não queiram que as investigações sejam aprofundadas.
Um bom governo é aquele que procura saber tudo o que existe de irregular para corrigir.
Este é, pois, o primeiro aspecto que quero trazer: a minha perplexidade diante do fato de o governo e seus apoiadores negarem qualquer envolvimento com os escândalos noticiados, mas, ao mesmo tempo, trabalharem e atuarem firmemente para evitar que as Casas Parlamentares convoquem, ouçam depoimentos, apurem e obtenham informações dos envolvidos, impedindo que o Poder Legislativo exerça sua função fiscalizadora.
A segunda reflexão que quero fazer é sobre a probabilidade de que tenhamos dois candidatos conservadores nas eleições à Presidência da República este ano: Flávio Bolsonaro e outro nome, sendo Ratinho Jr. o que apresenta mais chances no momento. Caso se confirmem duas candidaturas, será indispensável o estabelecimento de um pacto de não agressão entre ambos.
Um exemplo a ser seguido é o caso da eleição no Chile, onde quatro candidatos conservadores disputaram a presidência contra um único nome da esquerda, que acabou indo para o segundo turno. Naquela ocasião, os quatro conservadores firmaram um pacto: aquele que avançasse para o segundo turno receberia o apoio imediato dos demais.
Ora, no contexto brasileiro, esse pacto de não agressão significa que, havendo dois candidatos conservadores, estes possuirão um único adversário comum: o presidente Lula.
Este pacto é fundamental para garantir que o candidato que avançar para o segundo turno conte não apenas com o apoio partidário e institucional do aliado, mas com a transferência da sua base de eleitores.
Ao evitar a agressão mútua, preserva-se a imagem de ambos e impede-se a geração de ofensas e insultos que, no futuro, dificultariam uma aliança autêntica. Mais do que uma trégua, esse pacto assegura que as críticas permaneçam voltadas ao adversário comum, evitando que o eleitor se sinta confuso pela troca de ataques dentro do seu próprio espectro ideológico.
Diante do cenário de duas candidaturas de oposição ao presidente Lula, a estratégia mais eficaz seria a adoção desse modelo inspirado na experiência chilena em primeiro turno. O objetivo central é pavimentar o caminho para o segundo turno, garantindo que o candidato remanescente herde a totalidade do capital político e a confiança dos eleitores do outro candidato.
A terceira e última reflexão que gostaria de trazer aos amigos leitores é um dado extremamente relevante que circula no meio jornalístico: a informação de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão, no momento, decepcionados com o governo Lula.
O movimento parece ser de autoproteção: os magistrados buscam se afastar de qualquer responsabilidade direta pelos rumos da gestão federal para preservar a imagem da Corte.
Essa percepção de distanciamento ganha força quando observamos que diversos dos escândalos divulgados estão sob o exame do STF, do Congresso Nacional e do ministro André Mendonça. A pressão se intensifica com a atuação da CPMI do INSS e as movimentações em torno do Banco Master.
Não sou jornalista, mas a leitura que faço “nas entrelinhas” das colunas e painéis políticos é a de que o presidente Lula tenta se eximir de responsabilidades para não contaminar sua candidatura à reeleição.
Entretanto, há aqui uma contradição que não podemos ignorar. Em 2022, muitos analistas apontaram que o STF e o TSE garantiram o pleito que permitiu a eleição de Lula, inclusive restringindo a atuação de emissoras e veículos alinhados ao então presidente Bolsonaro — como a Gazeta do Povo, Brasil Paralelo, Rádio Jovem Pan e outros canais — que publicavam matérias críticas, baseadas em fatos, mas que foram proibidas de circular.
Naquela época, houve uma blindagem institucional; agora, nota-se uma tentativa de desvincular o Supremo de qualquer ligação com o Executivo.
Enfim, são três pontos a serem refletidos pelos protagonistas que formatarão o futuro das Instituições e do país.
É imperativo que se compreenda a gravidade desse cenário, pois o equilíbrio entre os Poderes e a transparência das ações governamentais constituem os pilares de sustentação do Estado de Direito, sem os quais qualquer projeto de nação se torna frágil diante das crises.
Brasil contra o feminicídio Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
No Brasil, homens matam mulheres todos os dias — não como exceção, mas como uma repetição quase burocrática da tragédia. É o tipo de rotina que ninguém assume, mas que todos, de algum modo, toleram.
Há algo de profundamente perturbador nessa insistência: como se a violência fosse menos um descontrole e mais um hábito mal resolvido, uma forma distorcida de afirmar poder diante daquilo que os desafia — ou os revela.
O discurso público finge surpresa, mas a intimidade dessas histórias diz outra coisa. Fala de homens que não suportam a autonomia feminina, que confundem desejo com posse, e que, incapazes de lidar com as próprias fissuras, escolhem eliminá-las no corpo do outro.
Não é apenas ódio — é um desconforto mais íntimo, mais embaraçoso, que raramente é nomeado porque exigiria um tipo de honestidade que poucos estão dispostos a sustentar.
E então há o sistema, esse grande álibi coletivo. Leis que não intimidam, punições que não encerram nada, uma sensação difusa de que sempre há uma segunda chance — até para quem tirou a última de alguém.
Nesse cenário, a violência não é um desvio: é quase uma extensão lógica. E talvez o mais inquietante seja isso — não a brutalidade em si, mas a naturalidade com que ela se repete.
Rua de Havana, Cuba (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Yuting Gao
Cuba, que viveu durante quase 60 anos de vultosas verbas da União Soviética e que sempre impôs sua doutrina socialista, que nunca deu certo em lugar nenhum do mundo, com a queda da União Soviética passou a sobreviver de rebotalhos. Ou seja, da Venezuela, que forneceu petróleo gratuitamente, em detrimento de seus credores, incluindo aí o Brasil. Mas também, do seu próprio povo que experimentou uma miséria nunca vista em um país ocidental moderno, tendo que consumir animais domésticos como cachorros e gatos.
Agora, sem o petróleo gratuito da Venezuela, Cuba atravessa um agravamento de uma crise que já dura décadas: apagão geral, pois a eletricidade é gerada por termoelétricas movidas a petróleo; fome endêmica por falta de planejamento da agricultura, dentro de um modelo de socialismo que socializa apenas a miséria.
Cuba, que na década de 50 era uma das economias mais pujantes das Américas, com um índice de desenvolvimento ímpar na região, viu, com o comunismo, suas mentes brilhantes atravessarem o mar e levarem sua riqueza para Miami, deixando para trás automóveis que teimam em rodar até hoje, sustentados por artísticas gambiarras.
Hoje, o ditador de plantão, Miguel Díaz-Canel, acena para os Estados Unidos com um plano de eleições livres e abertura democrática. Inclusive, num gesto inesperado, já soltou alguns presos políticos.
Os nossos lacradores de esquerda, viúvos de Fidel Castro, se calaram, e não se vê ninguém se oferecendo para apresentar soluções.
Finalizo agradecendo a Deus pela esperança concedida ao povo cubano, depois de décadas de sofrimento. E peço que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo cubano.
Lula usa um keffiyeh, lenço-símbolo da causa Palestina Foto: EFE/Andre Borges
Em primeiro lugar, ao longo dos últimos anos, sempre defendi que Lula não representava apenas uma ameaça para o Brasil, mas para o mundo. Quando imaginamos já ter atingido o fundo desse esgoto, a situação pode sempre se agravar ainda mais com o petista.
Em coletiva no último dia 12 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma confissão que deveria soar como um alerta a todos os brasileiros preocupados com a segurança nacional e com a credibilidade do país no cenário internacional.
Ao detalhar os termos de um acordo de 2010 envolvendo urânio e o regime iraniano, Lula não apenas revisitou um episódio sombrio de sua política externa, mas expôs uma visão de mundo que coloca interesses ideológicos acima do pragmatismo e da aliança estratégica com o Ocidente.
O chanceler Mauro Vieira, com uma narrativa fantasiosa, em audiência na Câmara dos Deputados no dia 18 de março, tentou conferir tons dourados a essa relíquia diplomática.
Segundo o ministro, a “Declaração de Teerã” – articulada por Brasil e Turquia – poderia ter evitado o atual cenário de tensão com o Irã e “impedido o acúmulo de material nuclear enriquecido nos níveis atuais”. Assim, o governo Lula insiste em um padrão de comportamento já escancarado por documentos diplomáticos vazados pelo WikiLeaks.
Na época, a diplomacia americana já apontava que o Brasil, sob o comando de Celso Amorim, “manobrava para dificultar negociações promovidas por Washington no Oriente Médio”.
A estratégia não era a da paz desinteressada, mas a de uma aliança tácita com o Irã, em uma tentativa pueril de contrapor-se aos Estados Unidos e construir uma “frente para resistir aos americanos”, conforme revelam os documentos.
Em suma, Lula e seu governo, ao reabilitarem a Declaração de Teerã, demonstram que sua visão para o Brasil é uma vassalagem a regimes ditatoriais, em detrimento da nossa soberania e da nossa tradição diplomática.
A embriaguez política de Lula é uma chacota global…
Ministro Alexandre de Moraes Foto: Rosinei Coutinho/STF
Tenho estado diante do hospital onde Jair Bolsonaro está internado. Respeitando cada orientação do local, cada limite, porque ali não é arena política. É território de dor, de fragilidade humana. Mas também é lugar de fé. E é ali que tenho orado, com a convicção de que existem batalhas que ultrapassam o jurídico e o político, pois elas são espirituais.
E é por isso que escrevo.
O Brasil atravessa um tempo em que o escândalo deixou de ser exceção e passou a ser o ambiente. O que antes era oculto hoje transborda, como um esgoto que rompeu e já não pode ser contido. Ninguém consegue conter ninguém, porque muitos estão, de alguma forma, implicados. O sistema que deveria proteger passou a se articular para se preservar.
Nesse mesmo país, por razões que saltam aos olhos, um ex-presidente enfermo permanece submetido a uma situação incompatível com sua condição de saúde. Isso não soa como justiça, mas como uma disputa de força que ignora limites básicos de humanidade.
Manter um homem doente sob o peso de uma decisão que desconsidera sua fragilidade, não fortalece a lei. Por isso, ministro Alexandre de Moraes, faço um apelo direto e objetivo: conceda a prisão domiciliar a Jair Bolsonaro.
Não é sobre concordância política. É sobre humanidade, razoabilidade e responsabilidade histórica. A lei não pode ser instrumento de revanche, nem palco de demonstração de autoridade.
Enquanto oro do lado de fora, enxergo mais do que um hospital. Vejo um país tensionado, exausto, mas também vejo um povo despertando. Deus tem permitido que muita coisa venha à luz. O que estava oculto começa a ser revelado.
Agora, cabe às autoridades decidirem. Serão lembradas pela sensatez ou pela dureza desnecessária?
Erika Hilton Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Vivemos tempos de um autoritarismo progressista que tenta, a todo custo, impor uma agenda desconstrutiva à revelia da vontade da esmagadora maioria da população brasileira. O que vemos hoje é uma tentativa de reformar a realidade biológica e social “goela abaixo”, substituindo a gramática pelo “dialeto neutro” e a biologia por construções ideológicas que atacam frontalmente a visão cristã de família. No entanto, para o desalento dos ativistas de plantão, o Direito e o bom senso ainda resistem.
Recentemente, temos assistido a importantes freios judiciais contra as investidas tresloucadas de parlamentares e militantes (muitas vezes capitaneadas por Erika Hilton) que buscam criminalizar qualquer discordância de sua cartilha identitária.
Felizmente, os tribunais começaram a restabelecer a nítida fronteira entre o que é discriminação real e o que é, legitimamente, liberdade de expressão e convicção ontológica.
No ano passado, o ministro Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal, já havia sinalizado que a proteção constitucional à livre manifestação do pensamento impede que críticas, ainda que ácidas ou impopulares, sejam rotuladas automaticamente como crime.
Mais recentemente, a 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) adotou esse entendimento ao trancar uma ação penal contra uma ativista que afirmou que “mulheres trans não são mulheres”. A decisão foi clara: o Direito Penal não é ferramenta para calar debates filosóficos ou biológicos. Afirmar fatos da natureza ou convicções morais não é crime, mas o exercício de um direito fundamental.
É essencial lembrar que a própria ADO 26, embora tenha sido fruto de um questionável ativismo judicial que equiparou a homotransfobia ao racismo, deixou gravada uma salvaguarda inegociável: a liberdade religiosa.
O texto do STF é explícito ao garantir que fiéis, pastores e cidadãos comuns possam continuar expressando sua visão tradicional de família, casamento e sexualidade conforme sua fé e visão de mundo. Ninguém deve ser processado por pregar o que a Bíblia ensina ou por defender que a distinção entre homem e mulher é uma realidade objetiva.
Nesse cenário, surge o pilar da Objeção de Consciência, garantido pelo Artigo 5º, inciso VIII, da nossa Constituição Federal. Esse fundamento protege o indivíduo de ser compelido a agir contra suas convicções morais e religiosas. Querer obrigar um cristão, um pastor ou um padre a utilizar pronomes que negam a biologia e a sua fé seria uma violação gravíssima a esse direito. O Estado não tem o poder de sequestrar a fala do cidadão para transformá-la em instrumento de propaganda ideológica.
O Direito de Objeção de Consciência é o escudo que impede que a fé seja asfixiada pela militância.
Se o cristão acredita que o sexo é um dado da biologia, da criação divina e da natureza humana, ele não pode ser coagido a verbalizar o contrário. A liberdade de consciência não é um privilégio, mas uma barreira civilizatória contra a tirania do pensamento único.
Seguiremos atentos. A democracia exige pluralismo, e o pluralismo exige que o cristão tenha o direito de não se curvar a ideologias que negam a sua essência. O Judiciário, ao reconhecer esses limites, não está meramente julgando processos, mas garantindo que o Brasil não se torne um tribunal de exceção ideológica!